sexta-feira, 15 de outubro de 2021

The Mind of Mr. Soames (O Homem que Nasceu de Novo), de Alan Cocke (1970)

Quando o filme começa, sabemos que um tal de Sr. Soames (Terence Stamp) tem estado em coma desde o nascimento... 30 anos atrás! Contudo, um grupo de médicos acham que podem operá-lo e tirá-lo do coma. Conseguem e tem nas mãos um bebê de 30 anos de idade. Uma pessoa, que parece um homem maduro, mas será necessário acelerar sua infância, para recuperar o tempo perdido. O problema é que, em vez de tratá-lo com amor e compaixão, ele fica sendo mais um projeto científico e ninguém quer ouvir o Dr. Bergen (Robert Vaughn), que pede que os demais médicos reconsiderem seus métodos.

Com Nigel Davenport como Dr. Maitland e Judy Parfitt como Jenny.

Filme baseado em livro de Charles Eric Maine.

Apenas com legendas em Inglês e Espanhol.

Veja o filme aqui neste link:

https://youtu.be/FhAsVBlqUAY





quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Melvin and Howard, de Jonathan Demme (1980)

Paul Le Mat é Melvin Dummar nessa combinação de drama com comédia. Ele vive com dificuldades financeiras, não importando em que tipo de trabalho ele esteja. Então, um dia, parece que ele vai tirar a sorte grande. Um estranho deixa na sua mesa um testamento informando que Melvin é um dos 16 herdeiros da fortuna do recluso bilionário Howard Hughes. Uma vez, Melvin deu uma carona para um idoso e decrépito indivíduo (Jason Robards), que dizia ser Howard Hughes. De repente, a vida comum de Melvin não será a mesma, ao passo que ele tem que ir à justiça para afirmar que ele não está inventando sua estória.

Jason Robards foi indicado a Melhor Ator Coadjuvante por fazer Howard Hughes neste filme. Foi a terceira em cinco anos que Robards é indicado nessa categoria do Oscar. Ele ganhou dois Oscars consecutivos, para "Júlia" (1977) e "Todos os Homens do Presidente" (1976)

A atriz Mary Steenburgen ganhou vários prémios de Melhor Atriz Coadjuvante. Isto incluíam Oscar, Globo de Ouro, entre eles.

A atriz ganhadora do Oscar, Gloria Grahame aparece em várias cenas como a mãe de Lynda, mas não tem falas.

O diretor Jonathan Demme faz uma ponta como um homem no casamento.

Na vida real, Melvin E. Dummar não recebeu os $156 milhões de herança. Hughes pediu a Dummar que o levasse ao Hotel Sands em Las Vegas. Dummar disse que apenas nos minutos finais do encontro deles é que Hughes revelou sua identidade. O testamento foi mais tarde rejeitado pela Corte de Nevada em Junho de 1978 como sendo forjado.

Elenco principal: Jason Robards como Howard Hughes, Paul Le Mat como Melvin Dummar, Mary Steenburgen como Lynda Dummar, Michael J. Pollard como Litlle Red e Gloria Grahame como Sra. Sisk. Dabney Coleman como um juiz no julgamento.

Não encontrei legendas em Português. Apenas em Inglês.

Veja o filme no link abaixo:

https://youtu.be/mBq_jzGdfr8


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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Leo the Last (Príncipe sem Palácio), de John Boorman (1970)

Filme pouco conhecido de Marcello Mastroianni e de John Boorman.

Boorman, que completou 88 anos em Janeiro, estava a 2 anos de fazer um dos seus mais consagrados filmes, "Amargo Pesadelo" (Deliverance).

Este filme mostra Príncipe Leo, último na linha de monarcas há muito tempo depostos na Europa, de volta para casa do seu pai em Londres. Com ele, estão Margaret, uma alpinista social, com quem ele está comprometido, e Laszlo, que está planejando um contrarrevolução que irá lhe restaurar de novo  um reinado. Leo está chocado por descobrir que a vizinhança, uma vez exclusiva, se degenerou para um gueto, habitado principalmente por negros pobres e de situação desesperada. Seus vizinhos próximos são a família Mardi e sua bonita filha, Salambo, que o deixa fascinado. Usando a desculpa de ficar olhando pássaros, ele fica com sua luneta olhando as pessoas, como se fosse um cientista vendo insetos em uma lente de aumento.

Com Marcello Mastroianni como Leo, Billie Whitelaw como Margaret, Vladek Sheybal  como Laszlo, Calvin Lockhart como Roscoe e Glenna Foster-Jones como Salambo.

Veja o filme completo neste link:

https://youtu.be/qrO-OJKz6ns




terça-feira, 12 de outubro de 2021

Anônimo Veneziano, de Enrico Maria Salerno (1970)

Enrico (Toni Musante) é um músico e maestro veneziano com uma doença terminal, que convida sua ex-esposa Valéria (Florinda Bolkan) para visitá-lo sem que mencionar a razão para o convite. 

Embora, eles sejam ainda legalmente casados, como não havia divórcio na Itália, eles vivem separados há sete anos. Valéria vive com o filho deles e seu novo companheiro, um rico industrial de Ferrara.

Quando eles se encontram novamente, eles andam por Veneza e relembram suas relações desde o primeiro encontro, mostrando o intenso amor entre os dois em flashbacks. Enrico vive um momento emocional conflitante da sua vida, enquanto está gravando o concerto Anônimo Veneziano para oboé e cordas.

Com a nossa Florinda Bolkan como Valéria e Tony Musante como Enrico.

Tony Musante, apesar do nome, era americano e tinha descendência italiana. Faleceu aos 77 anos.

Já Florinda, está vivinha com 80 anos e nasceu no Ceará. 

Eles foram dublados para o italiano.

O diretor Enrico Maria Salerno, além de ator e diretor, também era dublador. Ele foi a voz de Clint Eastwood na trilogia de  westerns de Sergio Leone.

Belíssima, belíssima trilha sonora de Stelvio Cipriani. Link abaixo para o filme:

https://youtu.be/qUOVFHSeKK0

The Honeymoon Killers (Lua de Mel de Assassinos) , 1970

Filme baseado no caso real de Raymond Fernandez e Martha Beck, que se conheceram por carta.

No final dos anos 40. Martha Beck era uma mulher obesa e solitária. Quando ela conheceu Ray por um clube de carta de solitários, ela se tornou extremamente dependente dele e concordou com segui-lo em seus propósitos. Ele ganhava dinheiro se casando com mulheres e depois ele e Martha as assassinava.

O casal foi suspeito de matar 20 mulheres entre 1947 e 1949,

Mas foram condenados apenas por um caso, o de Janet Fay, o único que foi a julgamento.

Martha Beck é feita por Shirley Stoler e Tony Lo Bianco que faz Ray Fernandez.

Ele está muito bem no papel. Sou um fã de Tony desde seu papel em "Operação França" de 1971 e depois vivendo José no filme "A História de José e Jacó" de 1974.

Originalmente era para ser dirigido por Martin Scorsese, mas ele foi substituído depois de uma semana de filmagens, devido a diferenças criativas, por Leonard Kastle, o roteirista do filme. Scorsese foi despedido porque ele não estava fazendo close-ups, que tornariam o filme impossível para ser editado posteriormente. Segundo a entrevista de Kastle para a Criterion Collection, do qual esse filme faz parte, a última gota foi ele ter tentado fazer um close-up de uma lata de cerveja.

De acordo com o diretor François Truffaut, este é um dos seus filmes americanos favoritos.

A trilha sonora do filme contém partes das sinfonias 5, 6 e 9 de Gustav Mahler.

Filme homenagem a Tony Lo Bianco, que ainda está vivo aos 83 anos.

Veja abaixo o link para o filme:

https://youtu.be/MH-Jvi6kKRI



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The Naked Civil Servant (Vida Nua), de Jack Gold (1975)

Filme feito para a TV e baseado em autobiografia de Quentin Crisp, um gay vivendo na conservadora Inglaterra dos anos 20 até aproximadamente  1975. Provavelmente o filme é o precursor de todos os filmes LGBTQRSTUVXYZ que se seguiram.

Mostra como as pessoas viviam com medo e solidão durante esse tempo.

A homossexualidade era ainda considerada como doença mental em 1975 e motivo de humor escrachado de programas de TV.

John Hurt está fantástico. Ganhou o BAFTA de 1976 por este filme.

Elenco ainda conta com Patricia Hodge como professora de balé e John Rhys-Davies como Barndoor.

Hurt é um dos melhores atores ingleses . Também pode ser visto aqui no blog em "Scandal" e na minissérie "I, Claudius", como Calígula.

John Hurt retornou a Quentin Crisp em 2009, quando fez o filme "An Englishman in New York", que retrata Quentin Crisp em seus últimos anos em Nova York.

A despeito de seu aclamado desempenho pela crítica em fazer um extravagante homossexual, John Hurt era heterossexual e tinha se casado por quatro vezes até a época em que morreu em 2017. Um testamento para suas habilidades como um dos maiores atores de sua geração.

Quentin Crisp, que morreu aos 90 anos, viveu mais que John Hurt que morreu com a idade de 77.

Link para o filme:

https://youtu.be/PuYNNyAolN8

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

The Best Man (Vassalos da Ambição), de Franklin J. Schaffner (1964)

O intelectual William Russell e o prático Joe Cantwell são os pré-candidatos concorrentes para a indicação do partido, que serão os possíveis presidentes. Cantwell está preparado para usar de tudo para conseguir seu objetivo, enquanto que Russel vê a si mesmo como um homem de princípios. Ambos precisam muito do apoio do combalido presidente e a partir do momento em que a disputa fica mais acirrada, as equipes de cada um têm que decidir até que ponto de truques sujos eles podem chegar a usar.

"The Best Man" foi uma peça da Broadway que teve 520 apresentações de 1960 a 1961. Gore Vidal ajudou na transição da sua peça para a tela do cinema. A peça de Gore Vida foi indicada a 6 Tonys.

Os papeis de Henry Fonda e Clift Robertson na Broadway foram feitos por Melvyn Douglas e Frank Lovejoy. Lee Tracy, que faz o papel do presidente Hockstader,  foi o único que continuou seu papel da Broadway para filme, ganhou um Tony e foi indicado ao Oscar, mas perdeu para Peter Ustinov por Topkapi. O papel de Tracy é de um que lê muito bem os personagens de Fonda e Robertson, mas não pode influenciar nenhum dos dois.

O ex-presidente Ronald Reagan, que atuava em filmes B em Hollywood na época, foi rejeitado para um papel no filme, porque os estúdios da United Artists não achavam que ele tinha um 'rosto presidencial".

Gore Vidal admitiu que ele queria que o personagem de William Russell lembrasse Adlai Stevenson e que Joe Cantwell lembrasse Richard Nixon.  Na verdade, Stevenson e Nixon eram de partidos diferentes, um Democrata e Republicano, respectivamente.

A United Artists tinha selecionado Frank Capra para dirigir, que teria sido seu primeiro filme desde "Dama por um Dia" (1961). Gore Vidal, no entanto, não estava contente com a escolha de Capra e dizia que o idealismo e sentimentalismo característico dele, não iria combinar com o roteiro cínico do filme. Uma ideia que Capra propôs, por exemplo, foi a de adicionar uma cena na qual o personagem de Henry Fonda iria se vestir de Abraham Lincoln para uma aparição diante dos delegados da convenção do partido (como uma referencia para o papel de Fonda em 'Mocidade de Lincoln' de 1939). No final, Vidal conseguiu convencer a United Artists de trocar Capra por Franklin Schaffner. Embora Capra ainda vivesse mais 27 anos, falecendo em 1994 aos 94 anos, ele nunca mais dirigiu outro filme.

Gore Vidal faz uma ponta no filme, como um delegado na convenção do partido. Tente descobrir a cena.

Veja o link do filme:

https://youtu.be/DD0jj_TCo30




Obsession (Trágica Obsessão), de Brian De Palma (1976)

A vida de um empresário do ramo imobiliário de Nova Orleans é despedaçada, quando sua esposa e filha são sequestradas e mortas tragicamente depois de uma fracassada tentativa de resgate. Muitos anos depois, enquanto visita a Itália, onde ele mesmo conheceu sua esposa, ele encontra e se apaixona por Sandra Portinari, que tem semelhança incrível com sua esposa.

Argumento de Brian De Palma e Paul Schrader. E roteiro de Paul Schrader.

Trilha sonora característica do mestre Bernard Herrmann.

Cinematografia de Vilmos Zsigmond.

Com: Cliff Robertson, Geneviève Bujold e John Lithgow.

Geneviève Bujold não tem diálogos quando ela faz o personagem Elizabeth Courtland, para não aparecer seu sotaque francês. Quando ela faz Sandra Portinari (os brasileiros agradecem a homenagem), o sotaque italiano dela é razoável.

Dizem que Alfred Hitchcock ficou furioso quando Brian De Palma decidiu fazer esse filme, porque ele achava que era um remake de Um Corpo que Cai (1958).  Não vi semelhança, a não ser pela trilha sonora dos dois filmes.

Não perca o incrível final do filme. Segundo o YouTube, o vídeo está bloqueado em alguns países, inclusive os EUA, mas não está bloqueado para o Brasil. Supõe-se que esteja liberado para assistir. Veja abaixo o link para o filme:

https://youtu.be/OgFQvnwYYpQ


domingo, 10 de outubro de 2021

Scandal (Escândalo: A História que Seduziu o Mundo), de Michael Caton-Jones (1989)

Filme baseado em fatos reais, no escândalo Profumo de 1963 na Inglaterra.

Um osteopata bon-vivant inglês , Stephen Ward (John Hurt), fica encantado com uma jovem dançarina exótica, Christine Keeler (Joanne Whalley) e a convida para viver com ele. Ele apenas a serve de amigo e mentor. E através de seus contatos e festas, eles conhecem membros do Partido Conservador (do 1º Ministro Harold MacMillan) e arranjam encontros. 

Mais tarde, o caso de Christine Keeler com o Ministro da Guerra (John Profumo, vivido por um meio irreconhecível careca Ian McKellen), vira um escândalo, pois Keeler poderia ter estado, simultaneamente, envolvida com o capitão Yevgeny Ivanov, um adido naval soviético, potencializando o risco de segurança pública, haja vista que a época era ainda da Guerra Fria.

Keeler conheceu Profumo e Ivanov através de sua amizade com Stephen Ward.

A exposição do caso deu origem a boatos sobre outros escândalos, como as atividades de Ward, que tinha sido acusado de ofensas à moral. Percebendo que queriam torná-lo num bode expiatório pelos atos de outros, Ward ingeriu uma dose letal de comprimidos para dormir durante a fase final do seu julgamento, que o considerou como culpado de se aproveitar das vidas imorais de Keeler e da sua amiga Mandy Rice-Davies (Bridget Fonda).

Mais sobre o caso neste link: Caso Profumo – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

Houve várias tentativas por parte de muitos políticos de evitar que esse filme fosse feito, mesmo que o caso tenha ocorrido mais de vinte e cinco anos antes.

Sir Ian McKellen e Sir John Hurt receberam inúmeras cartas de vários membros do Parlamento, pedindo a eles que desistissem de participar do filme. Nenhum deles desistiu.

McKellen respondeu educadamente às cartas. Hurt as ignorou e disse a jornalistas que os políticos, que as enviaram, eram todos hipócritas, que estavam apenas ansiosos para evitar que a verdade fosse contada.

O marido de Joanne Whalley na época era Val Kilmer, que não quis que ela fizesse a cena de nudez. Harvey Weinstein contratou um dublê para a cena. Quando Joanne chegou ao set de filmagem, ele não ficou contente com a dublê que arrumaram e resolveu fazer a cena ela mesma.

A canção "Nothing Has Been Proved", que é tocada sobre os créditos finais, foi composta especialmente para o filme pelo grupo Pet Shop Boys.  

Link para o filme:

https://youtu.be/DIDxhgm70eg



I, Claudius (Eu, Cláudio) - Minissérie inglesa com 13 partes - Episódios 1 a 3 (1976)

Primeiros 3 episódios da minissérie inglesa de 13 partes, que conta a história do Império Romano, mais aproximadamente em 24 A.C. desde algum tempo depois de Otávio Augusto ter derrotado Marco Antônio e Cleópatra na Batalha de Actium (ou Áccio) em 37 A.C . até a própria morte de Cláudio (Derek Jacobi) em 54 A.D.

Enquanto Cláudio narra sua vida e da sua família, ele testemunha as tentativas de Augusto (Brian Blessed) em encontrar um herdeiro, sempre frustrado pela sua esposa Lívia (Siân Philips), que quer que seu filho Tibério se torne imperador. Ela não mede esforços para matar quem estiver no caminho de seus planos.

Também veremos a conspiração de Sejano (Patrick Stewart) , o reino de Calígula (John Hurt) e depois o período do reino complicado de Cláudio.

No primeiro episódio, em Roma no ano de 24 A.C. , o imperador Augusto está comemorando o aniversário da Batalha de Actium, quando ele e seu amigo Agrippa derrotaram Antônio e Cleópatra na famosa batalha naval.

Nesse momento, Augusto está dando sugestões de que seu jovem sobrinho Marcelo possa ser seu herdeiro. Isso desagrada a esposa do imperador, Lívia, que vai começar seu toque de assassina, conforme título do episódio.

No segundo episódio, já estamos em 9 A.C.  e Lívia envenenou Agrippa e Tibério está sendo forçado a se divorciar de sua esposa Vipsânia para se casar com Júlia. Nem ele e nem Júlia estão felizes com esse arranjo e Júlia confessa a Antônia, filha de Marco Antônio e esposa do popular irmão de Tibério, Druso Germânico, que ela acredita que Lívia matou Marcelo.

No terceiro episódio, Tibério está no exílio e enquanto ele tem algum conforto em saber da morte misteriosa de Gaio, Antônia confessa a Júlia seu desapontamento com Cláudio. Ela castiga seus filhos Germânico e Livilla por se afastarem de Cláudio nas brincadeiras, por acharem ele bobão. Contudo, todos ficam admirados quando uma águia deixa cair um filhote de lobo nos braços de Cláudio e um servo, leitor de augúrios, interpreta isso, que no futuro, Cláudio irá salvar Roma em uma hora de necessidade.

Foto acima com Derek Jacobi e o escritor Robert Graves.

Links para os três episódios:

Episódio 1: https://youtu.be/dbrKdSdSg7Q

Episódio 2: https://youtu.be/MyDBdxU3F-s

Episódio 3: https://youtu.be/FZSrHjSQAvg

An Early Frost (AIDS: Aconteceu Comigo), de John Erman (1985)

Anos antes do filme "Philadelphia" com Tom Hanks, este filme foi o primeiro a abordar a AIDS.

Em 1985, a AIDS era um assunto delicado. Foi a NBC que teve a coragem de liberar este filme para a TV.

Foi um dos filmes que ajudou a explicar a homossexualidade e a AIDS para o público, sem ser grosseiro.

Filme se situa no meio da década de 80 mostrando Michael Pierson (Aidan Quinn), um jovem gay, que é diagnosticado com a AIDS no auge da vida. 

Ele é forçado a ser franco sobre a doença e sua homossexualidade pela primeira vez com seus colegas (ele é um advogado de sucesso) e com sua família.

Ele, e as pessoas ao lado dele, devem encarar inevitabilidade da sua morte e a doença que o está matando aos poucos.

Com Ben Gazzara e Gena Rowlands como os pais de Michael. Aidan Quinn como Michael, Sylvia Sidney, D. W. Moffett e Bill Paxton.

Ben Gazzara era grande amigo de John Cassavetes, com quem fez vários filmes. John era casado com Gena Rowlands.

Filme  ganhou 4 Emmys e um Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante para Sylvia Sidney.

Link para o filme:

https://youtu.be/7YQHxR2R3h0

sábado, 9 de outubro de 2021

Capitaine Conan (Capitão Conan), de Bertrand Tarvenier (1996)

As façanhas de guerra do capitão francês Conan e seus homens durante a Primeira Guerra Mundial e durante a intervenção dos Aliados na Guerra Civil Russa.

Roteiro de Bertrand Tavernier com base em livro de Roger Vercel.

Atores principais: Philippe Torreton, Samuel Le Bihan e Bernard Le Coq.

Ganhador de dois Césars.

Melhor Ator para Philippe Torreton

Melhor Diretor para Bertrand Tavernier


Bulgária, perto do final da Primeira Guerra Mundial. Conan lidera um grupo de 50 soldados franceses, que gostam do combate corpo a corpo. A frase preferida deles: "Esquecemos de pegar prisioneiros, Capitão." 

No final da guerra, a unidade vai para Bucareste, onde Conan tenta mantê-los fora de problemas, defendendo-os quando eles se comportam como soldados e percebe que ele não serve para os tempos de paz.

Sua amizade com Norbert, um professor que se tornou um tenente, é testada quando Norbert aceita um emprego de advogado de corte marcial, porque ele soube que Conan irá sofrer penalidades e quer proteger seu amigo.

Quando eles são enviados para fronteira russa para lutar contra os bolcheviques, Conan está de volta ao seu elemento e Norbert está livre de problemas.

Link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yx43w0bP01JUmlwC?e=OyeXyC

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Zatôichi senryô-kubi (Zatoichi e o Baú de Ouro), de Kazuo Ikehiro (1964)

Em todos os meus canais do YouTube (que teve o prazer de removê-los todos), sempre procurei publicar os filmes de Zatoichi. A grande maioria desses filmes não tem restrição de copyright. Vou tentar postar todos aqui.

Neste filme, Zatoichi é confundindo com um ladrão. Para limpar seu nome, ele deve encontrar e derrotar o verdadeiro vilão.

Com: Shintarô Katsu, Shôgo Shimada e Mikiko Tsubouchi

Jushiro é interpretado pelo irmão na vida real de Shintarô Katsu, Tomisaburô Wakayama, que iria mais tarde estrelar na série de filmes  "Lone Wolf and Cub" (Lobo Solitário).

Este é o sexto dos 26 filmes em que Shintaro Katsu interpreta Zatoichi.

A espada de Zatoichi é uma shikomizue. É uma espada oculta em uma bengala de madeira.

Este filme é parte do gênero jidai-geki, que é traduzido como 'drama de período'. É também um filme 'chanbara' (luta de espadas).

Veja abaixo o link para este filme:

https://youtu.be/BM81GNz9qZY











The Rains Came (E as Chuvas Chegaram), de Clarence Brown (1939)

Na Índia, um aristocrata britânico se encontra com uma velha paixão, mas ela só tem olhos para um cirurgião local.

Baseado em romance de Louis Bromfield.

Com: Tyrone Power, Myrna Loy, George Brent e Brenda Joyce.

Myrna Loy já era uma atriz de sucesso, em especial formando dupla com William Powell para a série de filmes "The Thin Man". Tyrone Power já um grande astro da Fox.

Este filme foi um empreendimento monumental para a Fox. Dos 100 dias de filmagens, quase metade foi gasto nas cenas criadas para as chuvas e a inundação, onde foram usados 33 milhões de galões de água.

Filme indicado para seis prêmios da Academia, mas apenas ganhou um. Foi o primeiro filme a ganhar o Oscar de Efeitos Especiais.

Myrna Loy, Tyrone Power, George Brent e Jane Darwell receberam as suas estrelas na Calçada da Fama em Hollywood, em 1960. De todos eles, apenas Tyrone Power já havia falecido. Em 1958.

A cidade de Ranchipur do novelista Louis Bromfield, que deu origem ao filme, foi construída em 18 acres (equivalente a 72.000 m2 dos terrenos da Fox). O palácio do marajá, que foi derrubado pelo terremoto, custou 75 mil dólares na época ou US$1.500.000,00 aproximadamente em 2021. O rompimento da represa foi filmada em duas noites, usando-se 14 câmeras.

Veja o filme nesse link: 

https://youtu.be/hfXVQ4LIa1c


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Oh, God! (Alguém Lá em Cima Gosta de Mim), de Carl Reiner (1977)

Quando Deus aparece para um gerente de mercado como um senhor bem humorado, o Todo Poderoso o escolhe como seu mensageiro para o mundo moderno.

Com John Denver, George Burns, Teri Garr, Donald Pleasence, Ralph Bellamy, William Daniels, Paulo Sorvino e Dina Shore. Ponta do diretor Carl Reiner como um convidado do programa de Dinah Shore.

O filme tirou o filme "Star Wars: Episódio 4 - A New Hope (1977) do seu reino de 15 semanas como nº 1 da bilheteria em Outubro de 1977, antes que Star Wars voltasse para o topo novamente na semana seguinte.

Segundo o roteirista do filme, a ideia inicial do diretor Carl Reiner era colocar Mel Brooks como Deus e Woody Allen com o papel feito por John Denver. 

John Denver faleceu com apenas 53 anos de idade, em 1997, em um acidente de avião que ele pilotava.

Link para o filme: https://youtu.be/d2I3nDslcOA

Oliver Twist, de David Lean (1948)

No conto clássico de Charles Dickens, um órfão tenta achar seu caminho, deixando de ser um aprendiz maltratado até chegar a um covil de ladrões, em busca de um verdadeiro lar.

Com: Alec Guinness como Fagin, John Howard Davies como Oliver, Robert Newton como Bill Sykes, Kay Walsh como Nancy e Anthony Newley como Dodger.

A estreia do filme nos EUA foi postergada até 1951, por causa de protestos de grupo de pressão judaicos, que julgavam que o retrato do personagem Fagin, feito por Alec Guinness, era antissemita. Alec está irreconhecível como Fagin com os trajes e a maquiagem. Só mesmo para quem já conhece os trejeitos característicos do ator.

O produtor David Selznick abordou o ator com certa rispidez em uma festa em Hollywood por causa da sua interpretação de Fagin.

Na verdade, o próprio Dickens aparentemente lamentou o modo como descreveu Fagin e tirou a ênfase dada em edições posteriores do livro (removendo a maior parte das referências a judeus). 

Eu publiquei aqui mesmo no blog há alguns dias a versão musical de Oliver Twist (Oliver!), do diretor Carol Reed, feita 20 anos depois da versão de David Lean.

Link do filme: https://youtu.be/fJTghg7s5n0



Partner, de Bernardo Bertolucci (1968)

Bernardo Bertolucci, junto com o co-roteirista Gianni Amico, usaram como base o romance de 1846 de Dostoiévski  "O Duplo", e transpuseram para a Itália.

Maio de 1968. Esse mês e ano em particular, foi um momento de redefinições por todo o mundo, em termos históricos, culturais, artísticos, políticos e sociais. Foi uma época para uma revolução, que não necessariamente mudou as coisas, mas pelo menos os jovens tentaram. Havia a guerra do Vietnã, a Guerra Fria, protestos em muitos países, quer na França de De Gaulle, quer nos golpes militares na América do Sul (entre eles, o Brasil), o black power, o women´s lib, Woodstock e outros. 

Com Pierre Clément, Tina Aumont, Sergio Tofano e Stefania Sandrelli.

Trilha do mestre Ennio Morricone

Link para o filme: https://youtu.be/cwG02b1uOGM

David and Bathsheba (David e Betsabá), de Henry King (1951)

David é rei de Israel por vontade de Deus, mas irá enfrentar uma colossal prova de lealdade quando se sente atraído por Betsabá, a esposa de Urias, o seu mais leal comandante militar.

Com Gregory Peck, Susan Hayward e Raymond Massey como Natã.

Gregory Peck bebia muito quando era um jovem ator em Hollywood. Em 1949, ele foi hospitalizado com espasmos no peito e quando filmou este filme, ele também chegou a ser hospitalizado com suspeitas de ataque cardíaco. Mas, na verdade, era apenas uma palpitação do coração, devido ao estilo de vida e excesso de trabalho. Ele começou a beber menos depois de então.

A réplica da Arca da Aliança, sobre a qual David ora a Deus, foi construída em madeira de acácia. Ele foi arrematada muitos anos depois em um leilão da Fox pela própria Susan Hayward.

Gregory Peck foi escolhido pelo produtor Darryl Zanuck porque ele achava que ele tinha um rosto bíblico.

Link para o filme: https://youtu.be/9IZ32n7VXWs

People Will Talk (Dizem que é Pecado), de Joseph Mankiewicz ('1951)

A lenda do cinema Cary Grant interpreta o Dr. Noah Praetorius, um adorável professor e chefe de uma clínica médica que se torna o alvo de uma investigação no estilo McCarthy, devido a denúncias de um colega enciumado.

Roteiro do próprio Mankiewicz. Produção de Darryl Zanuck

Com Cary Grant, Jeanne Crain, Sidney Blackmer como Arthur Higgins e Hume Cronyn como Professor Rodney.

Na pré-produção, Jeanne Crain fez campanha para o papel, mas estava destinado a Anne Baxter. Jeanne acabou pegando o papel, pois Anne estava para dar a luz.

O carro do Dr. Praetorius é um Lincoln Cosmopolitan conversível de 1951. Apenas 856 conversíveis foram construídos naquele ano. O preço da época era US$ 3,891 (aproximadamente US$39 mil em 2021).

O cão do personagem de Sidney Blackmer é Belzebu. No filme de 1968, Rosemary´s Baby, ele serve a Belzebu, masi conhecido como Satã.

Link do filme: https://youtu.be/w4XbJfVVQKI

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Pendulum (O Pêndulo), de George Schaefer (1969)

Sou fã de George Peppard desde Breakfast at Tiffany´s , The Blue Max e da série de TV Banacek. E este filme também conta com a linda Jean Seberg.

O enredo aqui é sobre o capitão de polícia Frank Matthews (Peppard), que é acusado de assassinar a esposa adúltera e seu amante. Ele evita ser preso e sai atrás do verdadeiro assassino.

Durante as filmagens em Washington, Martin Luther King foi assassinado. Fato que ocasionou protestos na capital, fazendo com que fechassem as externas no local e mudassem para Los Angeles. Os protestos podem ser visíveis no vidro traseiro do táxi durante o percurso de Jean Seberg pela cidade, com fogos em prédios.

Link para o filme:

https://youtu.be/qFdsIKZJrqw

Patty Hearst (O Sequestro de Patty Hearst), de Paul Schrader (1988)

A história de Patricia Hearst , uma garota rica, que foi sequestrada por revolucionários americanos nos anos 70. O tempo passado com seus captores faz ela questionar o seu modo de vida. 

Ela acaba juntando forças com a causa deles. Isso criou um escândalo nos EUA e, desde então, Patty se tornou uma figura da cultura pop.

Com Natasha Richardson, William Forsythe e Ving Rhames.

Na imagem, Natasha à esquerda e a verdadeira Patricia Hearst.

O presidente Bill Clinton perdoou Patricia Hearst em Janeiro de  2001. Seu último ato antes de deixar o governo.

Link para o filme: 

https://youtu.be/4s3BufFoNys

domingo, 3 de outubro de 2021

Oliver! , de Carol Reed (1968)

A estória clássica de Charles Dickens foi levada ao teatro londrino por Lionel Bart como um musical.

Teve grande sucesso na Inglaterra e depois na Broadway. Não demorou muito para ser adaptado ao cinema, com as mãos hábeis do diretor Carol Reed.

Coloquei no meu canal do YouTube (Revista Cine TV+) a versão de de ‘Oliver’ do diretor David Lean, de 1948, com Alec Guinness como Fagin.  Nessa versão musical, Ron Moody faz o papel do professor dos meninos ladrões, Oliver, dentre eles.  Mark Lester como Oliver, Shani Wallace como Nancy, Oliver Reed como Bill Sykes (dizem que Oliver interpretou a si mesmo, na verdade) e Jack Wild como Artful Dodger ou Matreiro.

Dickens costumava colocar sátiras em seus livros. Ele construiu seus personagens em Oliver Twist para dar uma visão moralista para a sociedade vitoriana da época. Oliver! ainda carrega muito da tristeza e desespero do livro.

Filme fez a festa na noite do Oscar de 1969. Teve várias indicações e ganhou várias estatuetas. Entre elas, Onna White para Melhor Coreografia, Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Som, Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de Arte.

O número musical “Consider Yourself” demorou três semanas para ser finalizado.

Quando o diretor Carol Reed fez a cena em que Oliver dá uma olhada no tesouro de Fagin, ele não ficou satisfeito com a reação de Mark Lester (Oliver). Depois, quando ele foi refilmar a cena, ele escondeu um filhote de coelho verdadeiro no seu bolso e ficou atrás da câmera. Quando Ron Moody (Fagin) abriu sua caixa de tesouros, o diretor tirou o coelho do bolso. A reação de Mark Lester, quando olhou, é a cena que ficou no filme.

Lionel Bart, o compositor da trilha sonora, não sabia ler letra de música. Desde seus tempos de teatro, ele cantava as melodias para um treinado pianista, que depois passava as notas para o papel e as orquestrava.

Apesar das queixas de nepotismo, Oliver Reed disse que teve que persuadir seu tio, Carol Reed, para considerar ele para o papel de Bill Sikes.

Mark Lester não canta em Oliver! Ele foi dublado por Kathe Green, filha de Johnny Green, o arranjador musical do filme.

Quando Mark Lester completou 18 anos e pode finalmente receber seu pagamento por trabalhar no filme (o dinheiro tinha sido colocado em um fundo para ele no futuro), ele saiu e comprou uma Ferrari.

Na peça da Broadway, o Matreiro foi interpretado pelo futuro membro dos Monkees, Davy Jones, que foi indicado em 1963 para o Tony.

Embora Ron Moody tenha feito Fagin com grandes aplausos nos palcos londrinos, ele só garantiu sua participação no filme, depois que Peter Sellers e Peter O’Toole recusaram o papel. Acho que Peter Sellers seriam uma ótima escolha para Fagin.

Veja o filme no link abaixo:

sábado, 2 de outubro de 2021

Random Harvest (Na Noite do Passado), de Mervyn LeRoy (1942)

Quase ao fim da Primeira Guerra Mundial, mostra um militar(Ronald Colman, no personagem de Charles Rainier/Smithy) que está hospitalizado em um sanatório, trazido das trincheiras e está com amnésia.

Não consegue lembrar seu nome. Aparece um casal no sanatório, que pode ser sua esperança de conhecer seus pais, mas estes não o reconhecem como seu filho. 

Uma noite, ele sai da área interna do hospital para passear e, coincidentemente, é dia do armistício, do fim da guerra e, na comemoração, alguém deixa o portão aberto e Charles sai e vai conhecer a cidade.

Lá ele acaba conhecendo Paula (Greer Garson), atriz de teatro e que vai ajudá-lo. Os dois acabando depois se casando, vão morar em uma casa do interior, têm um filho e vivem felizes. 

Posteriormente, Charles recebe um convite para trabalhar em um jornal na cidade grande. Na cidade, na tentativa de encontrar o endereço do jornal, acaba sendo atropelado, acidente que o faz recobrar a sua verdadeira identidade.

A vida de Charles muda da água para o vinho e se torna herdeiro nos negócios do pai, que já era falecido quando Charles se encontrava desaparecido na guerra. O restante do enredo fica por conta do próprio filme, cujo link se encontra ao final desse post.

Eu comecei a virar fã de Ronald Colman há apenas alguns poucos anos. Greer Garson também é conhecida pelos papeis nos filmes: “Goodbye,Mr. Chips” (1939) e “Mrs. Miniver” (1942).

Quando as filmagens estavam se encerrando, o geralmente reticente Ronald Colman disse que era um filme que ele detestava ter que terminar. 

A pessoa da equipe com quem Greer Garson passou mais tempo no set de filmagens foi o cameraman Joseph Ruttenberg, que era seu fotógrafo favorito. Ela gostava da maneira dele colocar uma meia de mulher sobre a lente da câmera, com a finalidade de suavizar e glamorizar o rosto dela. Além disso, ele logo percebeu que ela ficava melhor quando fotografada pela direita e se certificou de que o ambiente fosse disposto para que favorecesse esse lado dela.

Ronald Colman teve sua experiência com o choque das bombas, quando ele combateu pelo exército britânico na Batalha de Ypres na Primeira Guerra, durante a qual ele sofreu com os gases tóxicos lançados pelos inimigos.

Três anos depois que o filme estreou, Susan Peters (que faz a jovem pretendente para se casar com Charles Rainier) ficou paralisada da cintura para baixo, depois de um acidente de caça. Ela acabou falecendo em 1951 com apenas 31 anos de idade.

Na cena do piquenique, em que Charles (ainda como Smithy)está deitado na grama sob uma árvore, Paula queria chegar até ele andando de bicicleta por uma questão de veracidade de cena e a equipe de produção entregou a ela uma bicicleta antiga, da época de 1918. Quando a produção terminou, o diretor Mervyn LeRoy deu a ela uma bicicleta nova, que ela alegremente saiu andando com ela nas ruas de Beverly Hills, para curiosidade dos turistas.

O filme é baseado em livro de James Hilton. Originalmente, no livro a estória não é contada cronologicamente e sim narrada como um mistério, com fragmentos e flashbacks, que não acontece no filme. No livro, Charles Rainier/Smithy tinha 20 anos, ao contrário do filme em que Ronald Colman tinha 51 anos na época.

O ator Gene Wilder revelou uma vez que este era seu filme favorito e ele também considerava ser o filme mais romântico que ele já tinha visto.

Por vários anos, o diretor Sydney Pollack planejou fazer um ‘remake’ do filme, mas acabou se conformando que não daria para refazer esse filme. 

Link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0almoR6yjbCaIEmCaQ?e=EFzu0K

domingo, 26 de setembro de 2021

The Molly Maguires (Ver-te-ei no Inferno), de Martin Ritt (1970)

Molly Maguires conta a história sobre a sociedade secreta de mineiros irlandeses na Pensilvânia, por volta de 1876. Eram uma sociedade ativa na Irlanda, Liverpool e Estados Unidos. Os “Mollies” eram conhecidos por se ativismo entre os mineiros de carvão irlandeses americanos na Pensilvânia, que lutavam por melhores condições de trabalho, através de atos terroristas. Eles eram chamados de Molly Maguires porque muitas vezes eles se disfarçavam, vestindo roupas de mulheres, daí o nome. A vida era difícil para os mineiros da Pensilvânia. Os salários eram baixos, péssimas condições de trabalho, havia muitas mortes e acidentes todo o ano.

Os Molly Maguires são liderados por Jack Kehoe (Sean Connery), que, originalmente, não era um mineiro e sim o dono de um bar, The Hibernia House. 

O filme começa com cenas na mina e os ‘mollies’ colocando explosivos no interior dela. As cenas iniciais são todas sem diálogos, começando apenas quando chega ao bar Richard Harris, que é um agente dos detetives da agência Pinkerton, que vai se infiltrar no grupo.

Infelizmente, o filme foi um fracasso comercial, ganhando pouco mais de 10% do orçamento de gastos de US$11 milhões, uma soma enorme para a época e hoje cerca de 60 milhões de dólares. O fracasso do filme solidificou a reputação de Sean Connery de não ter sucesso fora dos filmes de James Bond e torpedeou a chance de Richard Harris de ter um status de super astro. A carreira de Connery continuou mesmo assim e tive um sucesso em 1975 com O Homem que Queria ser Rei (1975)), de John Huston, mas a carreira de Richard Harris entrou em eclipse no meio da mesma década, com exceção de Um Homem Chamado Cavalo e Cromwell, o Homem de Ferro.

De acordo com o famoso cinematógrafo James Wong Howe, o diretor Martin Ritt queria filmar em preto e branco, mas não foi permitido pela Paramount. Em 1970, os estúdios tinham a preocupação de que filmes em preto e branco não ganhariam muito dinheiro quando passados na TV, possivelmente com medo de que fosse considerados filmes velhos.

Dizem que Molly Maguire era realmente uma garota camponesa do século 17 na Irlanda, que liderou uma manifestação contra os cobradores de aluguel. Daí a conexão com o título do filme, pois os mineiros rebeldes se vestiam de mulher.

Richard Harris exigiu que ele aparecesse à frente nos créditos iniciais do filme, enquanto que Sean Connery ficou abaixo. Connery disse que não se importava com isso, dizendo que pelo dinheiro que pagaram a ele pelo filme, eles poderiam colocar até uma mula na frente dele. 

O filme recebeu a indicação ao Oscar de Melhor Direção de Arte, mas não ganhou.

Trilha sonora de Henry Mancini.

Elenco principal: Sean Connery, Richard Harris, Samantha Eggar, Frank Finlay e Anthony Zerbe.

Mais fatos históricos sobre os Molly Maguires podem ser vistos aqui no link em Inglês (não há tradução para o Português desse texto): https://en.wikipedia.org/wiki/Molly_Maguires


Abaixo o link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0alSEaTKqe9yG7rHkS?e=Z2UwA0

sábado, 25 de setembro de 2021

Mishima: Uma Vida em Quatro Tempos, de Paul Schrader (1985)

Eu sou fiquei conhecendo Mishima, depois que ouvi a brilhante trilha sonora composta por Philip Glass

Com o título original de Mishima: A Life in Four Chapters,  o filme de 1985 dirigido por Paul Schrader e escrito por ele e seu irmão Leonard Schrader é baseado na vida e ficção do autor japonês Yukio Mishima. 

Francis Ford Coppola e George Lucas atuaram como produtores executivos.

O roteiro mescla dados biográficos do escritor japonês Yukio Mishima com trechos narrativos de seus próprios romances e contos.

O filme tem no elenco: Ken Ogata como Yukio Mishima, Kenji Sawada como Osamu, Yasosuke Bando como Mizoguchi e Toshiyuki Nagashima como Isao.

Para estrear o filme em 1985, Schrader precisou de dez anos para poder cumprir o desejo de realizar um filme sobre a vida e a obra de Yukio Mishima, ultrapassando várias dificuldades. A primeira era, desde logo, a dificuldade intrínseca  de um americano querer adaptar ao cinema a biografia de um autor japonês reputado pelo seu antiamericanismo. A segunda era a aquisição dos direitos à viúva de Mishima, a qual sempre se recusara, até então, a fazê-lo.

Para fazer face àquelas dificuldades, Schrader aproveitou o fato de o seu irmão Leonard ser casado com uma japonesa (Chieko Schrader) e deslocou-se até ao país do sol nascente para tentar convencer os japoneses a cederem-lhe os direitos de adaptação ao cinema. Acabou por conseguir esses direitos, com a exceção do romance Cores Interditas, o qual faz diretamente alusão à homossexualidade do escritor. A viúva de Mishima sempre procurou encobrir as tendências sexuais do falecido marido, tentando que esses aspectos da vida privada ficassem ausentes do filme.

O filme organiza-se em quatro capítulos temáticos. Em cada um deles, se desenrola a biografia do escritor com encenações teatralizadas das suas obras. Dá assim corpo ao enigma-Mishima, ao retrato de um homem na fronteira entre a tradição e a modernidade. Uma vida que tem o seu epílogo no dia do discurso ao exército e do suicídio, apogeu dramático do princípio unificador da pena e da espada, mito original perseguido por Mishima e cuja impossibilidade no tempo presente é a matéria íntima da sua morte demencial e espetacular.

Segundo Paul Schrader, só um ocidental poderia ter realizado este filme, pelo motivo que muitos japoneses preferem esquecer que Mishima existiu. Após a sua morte, a extrema-direita japonesa apoderou-se da figura do escritor, fazendo dela o seu herói, o seu símbolo. O próprio governo japonês fez tudo para evitar que o filme se tornasse realidade, alegando que um estrangeiro não pode compreender o espírito nipônico.

Assim, este filme nunca teve uma estreia oficial no Japão, não só devido à controvérsia sobre a própria figura de Mishima, mas também devido a vontade da sua família. Contudo, foi diversas vezes apresentado na TV japonesa (embora com a cena do bar gay cortada) e é permitida legalmente a importação do DVD.

Filme foi indicado à Palma de Ouro em Cannes (1985). Não ganhou a Palma de Ouro, mas Paul Scharder ganhou prêmio de Melhor Contribuição Artística neste Festival.

A trilha sonora de Philip Glass varia de acordo com os diferentes capítulos ou tempos na vida de Mishima.

  • As cenas contemporâneas (de 1970) tem cordas e percussão;
  • As cenas de flashback tem apenas cordas; e
  • As cenas estilizadas de seus livros tem a orquestra completa.
A pintura do livro de arte é uma dos seis quadros de São Sebastião por Guido Reni. Este, em particular, foi pintado por volta de 1614 e está no Museu Capitolino de Roma.

Ao passo que o filme é uma biografia de Yukio Mishima (baseado em sua autobiografia: "Confissões de uma Máscara") ele incorpora elementos de seus livros:

    O Tempo do Pavilhão Dourado (1956): um aspirante coloca fogo em um templo budista, porque ele se sente inferior ante a vista tão magnifíca da sua beleza
    A Casa de Kyoko (1959): um jovem entra em uma relação sadomasoquista com uma mulher mais velha.
    Cavalos em Fuga (1969): um grupo de jovens fanáticos nacionalistas fracassam em derrubar um governo.

A narração do filme é feita pelo ator Roy Scheider.
Fontes: IMDb e Wikipedia

Abaixo o link para o filme:

Coup de Torchon (A Lei de Quem Tem o Poder), de Bertrand Tavernier (1981)

Na África Colonial de 1938, Senegal mais especificamente, Lucien Cordier (Philippe Noiret) é um policial de um vilarejo, habitado na maioria por africanos e por uns poucos brancos europeus racistas e desmiolados.

Lucien é depreciado por todos. Por sua esposa (Stephane Audran), que graceja dele abertamente por coabitar com o 'irmão' dela sob o mesmo teto e por outras pessoas da cidade que o ridicularizam.

Lucien olha de lado quando algo ilegal acontece. Mas, um dia, ele fica cheio das humilhações e começa a se vingar.  O título em francês quer dizer algo como ato de limpeza.

O diretor Bertrand Tavernier transpõe o livro de Jim Thompson (Pop. 1280) ambientado no sul americano (Texas) para a França Colonial na África.

Tavernier disse que o filme é sobre vingança, é claro, mas tem algo mais também. É sobre Deus e o livro arbítrio e tem muitas implicações religiosas e metafísicas. Algumas que ele e o roteirista inventaram e algumas delas existentes no livro.

Isabelle Huppert faz a amante de Lucien. 

Trilha sonora jazzística de Philippe Sarde.

Filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela França.

Veja abaixo link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0alQE7yjlBCgR5OuMX?e=htZqBi


sábado, 18 de setembro de 2021

The Man Who Came to Dinner (Satã Janta Conosco), de William Keighley (1942)

O escritor de teatro Moss Hard e George Kaufman criaram uma peça baseada nas personas do dramaturgo Noël Coward, do crítico de cinema Alexander Woollcott e na atriz Gertrude Lawrence. Foi uma peça de sucesso na Broadway.

A personagem de Lorraine Sheldon (Ann Sheridan) foi baseada em Gertrude Lawrence, e o de Beverly Carlton (vivido por Reginald Gardiner) foi baseado em Noël Coward. Bette Davis e Monty Woolley na imagem ao lado em cena de bastidores.

Conta a estória de Sheridan Whiteside (vivido por Monty Woolley), um excêntrico e famoso escritor e radialista e sua secretária Maggie Cutler (Bette Davis), quando chegam à casa de uma conhecida família de Ohio, apenas para um jantar.

Mas tudo muda, quando ele sobe as escadarias da casa e escorrega no gelo fino do inverno e acaba machucando sua perna e quadril, tendo que ficar de cama por um tempo até poder se locomover em cadeira de rodas, conforme receita de seu médico. Isso vai provocar um tumulto geral nos habitantes da casa.

O papel de Bette Davis não era uma parte significativa na peça e foi estendida, obviamente, por causa da atriz, que desejava muito fazer o filme, mas gostaria que tivesse ao lado do lendário John Barrymore como Sheridan. Contudo Barrymore já não conseguia decorar as suas falas, por causa de seu alcoolismo.

O peça foi inspirada pela famosa estada de Alexander Woollcott na casa de campo de Moss Hart na Pensilvânia. A visita de Woollcott foi um pesadelo, tanto para ele como para Hart. O comportamento de Woollcott era insuportável e arrogante. Ele dizia que não iria dormir enquanto não fosse preparado para ele um milkshake e biscoitos de chocolate, exigindo também que todo o aquecimento da casa fosse desligado, se recusando a dormir em qualquer quarto a não ser o do próprio Moss Hart e acusando os criados de serem desonestos.

Mary Wickes (que faz a enfermeira Miss Preen), Ruth Vivian (Harriet Stanley) e Monty Woolley são os únicos no filme que estiveram na peça original da Broadway.

Charles Laughton queria desesperadamente o papel de Sheridan Whiteside. Ele testou para o papel, mas os resultados foram desastrosos. Chateado, Laughton pediu que seu agente convencesse o produtor Hal B. Wallis de lhe dar uma segunda chance. Wallis relembra o caso: "Fiquei emocionado pelo telefonema e dei ao Laughton um outro teste." Mas foi de novo um desastre, pior que o primeiro. Quando ele deixou o estúdio, Charles Laughton estava desconsolado.

Várias referências a pessoas famosas no filme foram atualizadas para o filme. Por exemplo, a cena antes que Whiteside apareça na cadeira de rodas, há o telefonema de Winston Churchill. Na peça era H.G. Wells. 

O salário de Bette Davis foi de US$66,667.00, equivalente em 2021 a aproximadamente US$1,200,000.00. E o de Monte Woolley de $15,000 ou US$276 mil dólares em 2021.

E, para finalizar, eu adorei as gravatas de Sheridan Whiteside.


Abaixo o link para o filme:

Medéia, de Pier Paolo Pasolini (1969)

Parte final do ciclo mítico de Pier Paolo Pasolini, que incluía Édipo Rei (1967), Teorema (1968) e Pocilga (1969). Foto de Pasolini no set de filmagens com Maria Callas.

Como todos os filmes de Pasolini, Medéia pode ser um filme difícil e ele gosta de cenas cruas. Conta a estória de Jasão e sua busca pelo Velocino de Ouro, lã de ouro do carneiro alado Crisómalo de Cólquida, região sul do Cáucaso.

Jasão foi, então, para Argo, uma cidade da península do Peloponeso, para construir seu navio. Lá, ele reúne uma tripulação de heróis para acompanhá-lo, que ficaram conhecidos como os Argonautas.

Conhecendo a sacerdotisa Medéia (veja mais sobre ela aqui: Medeia – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)), Jasão se apaixona por ela e a leva para seu lar.

Anos mais tarde, depois que ela dá filhos a ele, ela começa uma terrível vingança, quando Jasão a rejeita por um novo amor.

Foi o único longa metragem feito pela cantora de ópera, a diva Maria Callas. Na época, ela estava desanimada, depois que seu amante de longa data, o magnata Aristóteles Onassis, a tinha deixado por Jacqueline Onassis (Kennedy), quando se casou com ela em 1968.

A última apresentação de Maria Callas em uma ópera completa foi como Tosca, em 5 de Julho de 1965, em Londres. Seu abandono deveu-se em grande parte ao desequilíbrio emocional da cantora, que ao conhecer o magnata grego Aristóteles Onassis, dedicou-se integralmente ao seu amado, afirmando ter começado ali sua vida de verdade. A agressividade e o relacionamento abusivo do magnata com a soprano eram notáveis, como relatado por amigos. Uma famosa frase dita por Onassis a Callas foi: "Você tem apenas um apito na garganta, e ele não funciona mais."

Elenco: Giuseppe Gentile como Jasão, Maria Callas como Medéia, Massimo Girotti como Rei Creso e Laurent Terzieff como Centauro.

Segue link com o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0alA9c20WDJU5oSZhN?e=Rae8le

Manhunter (Caçador de Assassinos), de Michael Mann (1986)

O agente do FBI Will Graham (William Petersen, foto ao lado) capturou o diabólico Dr. Hannibal Lecktor (Brian Cox) e quase perdeu a cabeça no processo.

Mas quando ele é chamado de volta da aposentadoria para caçar um psicopata conhecido como Fada do Dente (Tom Noonan), ele deve, mais uma vez, confrontar os horrores de “Hannibal, o Canibal”.

Baseado em livro de Thomas Harris, “Red Dragon”, com roteiro do próprio diretor Michael Mann.

Durante as filmagens deste filme, Anthony Hopkins estava fazendo Rei Lear no teatro National Theatre, em Londres. Durante as filmagens de “O Silêncio dos Inocentes” (1991), Brian Cox fazia Rei Lear no mesmo National Theatre.

O título original do filme era para ser “Red Dragon”, o mesmo do livro. Contudo, quando o filme “O Ano do Dragão” (1985) se tornou um fracasso de bilheteria, o produtor Dino De Laurentiis decidiu evitar o título ‘dragão’. 

Quando a produção não conseguiu permissão para filmar a bordo de um avião comercial, o diretor Michael Mann colocou os atores, atrizes e equipe em um voo noturno de Chicago para Flórida, para onde a produção iria se dirigir para filmar. Uma câmera simplificada, equipamento de som e luz foram levados para bordo em malas pequenas. Os pilotos e comissários de bordo foram agradados com presentes de jaquetas de equipe de filmagem.

Brian Cox disse em uma entrevista que ele baseou sua caracterização do Dr. Hannibal Lecktor no serial killer Peter Manuel.

Este foi o único filme de “Hannibal” onde seu sobrenome é escrito como “Lecktor”, por alguma razão. Nas outras adaptações do livro, é escrito como ‘Lecter’.

A cena, em que Reba McClane (feita por Joan Allen) toca um tigre sedado, é mesmo de um verdadeiro tigre sedado. O veterinário é feito por um veterinário real.

Brian Cox faz Hannibal tão bem quanto Anthony Hopkins, mas não tão carismático. Isso o faz mais realista aqui neste filme em vez de ser um superhomem, como personagem acabou se tornando mais tarde.

Com William Petersen como Will Graham, Kim Griest como Molly, Joan Allen como Reba, Brian Cox como H. Lecktor, Dennis Farina como Jack Crawford, Tom Noonan como Francis Dollarhyde e Stephen Lang como Freddy Lounds.

Trilha sonora de The Reds e Michel Rubini.

Veja o filme no link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0alA4boWjrdc1wzY_O?e=LsDg2Y

domingo, 12 de setembro de 2021

Villain (O Vilão), com Richard Burton (1971)

Richard Burton era fã dos filmes de gangster de Humphrey Bogart, James Cagney e Edward G. Robinson e ele queria fazer um filme assim. Aproveitou a estada da sua esposa Elizabeth Taylor filmando na Inglaterra e aceitou um papel, que lhe ofereceram.

Burton é o vilão do título. Ele é Vic Dakin. O chefão de um grupo de criminosos do bairro londrino de West End. Burton é galês e se esforça para fazer o sotaque cockney londrino. Os brasileiros não vão perceber a nuance. 

Ele se transforma para o papel. Ele é pura maldade e malícia e tão envolvente como assistir uma serpente.

A ação principal do filme é para um roubo de uma folha de pagamento de uma empresa. O seu planejamento e consequências. Tem muito dinheiro envolvido, mas não é bem o tipo de crime de Vic Dakin. Ele e a sua turma são mais de extorquir dinheiro de comerciantes por proteção.

Para esse caso do roubo, Vic está confiando na discrição de um funcionário de meia idade, que está ressentido com a empresa e que se sente desprestigiado pela esposa e o empregador e ele não tem o menor problema em ajudar Dakin com informação internas.

Burton está fantástico no papel. Há muita tensão e especialmente violência, mesmo no começo do filme, quando ele retalha um membro da sua gangue, que andou abrindo a boca contra ele. Dakin é paranoico de todos, gosta de bater nas pessoas com suas próprias mãos e parece odiar e desconfiar de mulheres ao extremo, com apenas a exceção de sua mãe idosa acamada, para quem ele é muito gentil.

A cena de sexo entre Richard Burton e Ian McShane foi cortada do filme de estreia. Vocês podem ver a cena até o momento em que Burton abre sua camisa e joga McShane na cama.

O personagem de Vic Dakin foi baseado no gangster Ronald Kray.

As cenas nos bares foram filmadas no pub The Assembly House de Londres. Entre as cenas, dizem que Elizabeth Taylor levava canecas de cerveja para o elenco e equipe.

Em 10 de novembro de 1970, em seu 45º aniversário, Richard Burton tirou um dia de folga das filmagens, para pegar sua CBE (medalha de comendador do Império Britânico) no Palácio de Buckingham, acompanhado da sua irmã mais velha, Cicely e de sua esposa, ElizabethTaylor.

Além de Richard Burton como Vic, Ian McShane como Wolfe, Nigel Davenport como o policial Bob Matthews, Fiona Lewis como Venetia, Joss Ackland como Edgar e Elizabeth Knight como Patti.

Filme legendado abaixo com o link:

sábado, 11 de setembro de 2021

Seconds (O Segundo Rosto), de John Frankenheimer (1966)


Assisti esse filme há muitos anos e fui ver por causa do Rock Hudson, de quem fui e sou fã. Procurei o filme novamente e como não consegui postar nos meus canais do YouTube, estou postando aqui no blog.

Um filme além do seu tempo, mesmo filmado em preto e branco. Pode ser o melhor filme feito pelo diretor John Frankenheimer, ajudado pela cinematografia do mestre James Wong Howe. Howe foi indicado ao Oscar pelo seu trabalho. O filme ainda consta com o design gráfico e trilha sonora de ambos dois grandes do cinema: Saul Bass e Jerry Goldsmith, respectivamente. Além de Rock Hudson, grandes atuações de John Randolph, Will Geer, Jeff Corey, Murray Hamilton e Richard Anderson.

O filme chegou a ser vaiado no Festival de Cannes em 1966. Os críticos europeus foram tão hostis em relação ao filme que o diretor John Frankenheimer se recusou a deixar a cidade vizinha de Monte Carlo, onde estava filmando “Grand Prix”, para ir à conferência de imprensa. Em vez disso, mandaram Rock Hudson no lugar, que não foi capaz de responder as perguntas mais importantes durante a entrevista.

O enredo do filme, baseado em livro de David Ely, mostra um banqueiro de meia-idade, Arthur Hamilton (John Randolph), desinteressado na mulher e um trabalho sem futuro. Embora ele tenha muito dinheiro, não tem interesse em gastar em nenhum lugar.

Aí, ele ganha a oportunidade de começar uma vida completamente nova, quando ele recebe telefonemas de seu antigo amigo Charlie. Mas Arthur tinha ouvido falar que Charlie tinha morrido.

Arthur é depois apresentado a uma empresa que vai forjar a sua morte, criar um novo rosto e nova vida para ele. Depois de sofrer uma profunda cirurgia plástica e meses de treinamento e psicoterapia, Arthur volta ao mundo na forma do artista Tony Wilson. Ele tem uma bela casa em Malibu e um criado, um funcionário da empresa que está lá para ajuda-lo em seu ajuste à nova vida.

Wesley Addy faz o criado ou assistente que ajuda Tony Wilson e Salome Jens faz Nora Marcus, a mulher que se interessa por Tony.

Para filmar em público em um grande e movimentado terminal ferroviário, o diretor contratou um modelo masculino e uma coelhinha da Playboy para fazer cena nas escadarias e sendo filmados por uma equipe falsa. A distração permitiu à equipe verdadeira usar uma câmera de dentro de uma maleta.

Inicialmente o diretor estava relutante em chamar Rock Hudson para o papel, que ele achava que seria um ator peso leve e de papeis recentes de comédias, em comparação com um Laurence Olivier ou Kirk Douglas, outros atores que ele queria para o papel. Foi apenas depois que o agente de Hudson convenceu Frankenheimer em uma festa de que Hudson poderia fazer o papel, que ele seguiu com Hudson. Mais tarde, o diretor elogiou muito Hudson pelo papel. Na foto, Hudson com James Wong no centro e Frankenheimer à esquerda.

Foi o primeiro filme do ator John Randolph depois de 15 anos. Ele tinha sido relacionado na lista negra por suas simpatias de esquerda no começo dos anos 50.

As cenas da cirurgia plástica incluem várias de uma rinoplastia verdadeira sendo feita. O diretor fez várias cenas, depois que o cameraman desmaiou.

Rock Hudson ficou bêbado de verdade para a cena em que seu personagem se embebeda em uma festa.

Talvez a explicação de que o filme tenha se tornado um clássico, embora não tenha tido sucesso inicial comercial, possa ser que ninguém estava acostumado em ver Rock Hudson em um papel obscuro e de certo terror.

Segundo o diretor, foi ideia de Hudson ter dois atores diferentes para fazer os papeis de Arthur Hamilton/Tony Wilson, em vez de ser apenas um ator fazendo o papel dos dois com ajustes de maquiagem. O diretor concordou e realmente o efeito criado foi muito melhor.

Como Rock Hudson era quase 13 centímetros mais alto que o seu antigo eu, John Randolph, o ajuste de cena foi feito com uma cuidadosa escolha de ângulos de câmeras. Randolph e Hudson também passaram tempos juntos, antes da filmagem, para que Hudson pudesse copiar os maneirismos de Randolph. E Randolph também teve que treinar sua mão esquerda, porque Hudson era canhoto.

A casa da personagem Nora (Salome Jens) era, na verdade, já alugada e usada pelo próprio John Frankenheimer.

O roteirista Lewis John Carlino ficou chateado com o diretor Frankenhemer, porque ele decidiu apagar uma cena do filme, onde o personagem de Rock Hudson visita a sua filha, que, obviamente, não o reconhece. Carlino achava que a cena era importante para o desenvolvimento da parte final do filme e revelava que a misteriosa e muito discutida última cena do filme, onde o personagem de Hudson é visto à distância, brincando na praia com uma criança (nunca identificada), é tirada dessa sequência. A criança é a neta do personagem de Hudson.

Veja esse clássico pelo link abaixo.