domingo, 25 de julho de 2021

Days of Wine and Roses (Vício Maldito), de Blake Edwards (1962)

Esse drama conta sobre um assistente de vendas viciado em álcool (Jack Lemmon). Ele é, na verdade, um assistente que escolhe garotas para ‘festas’ de negócios. Ele acaba confundindo a secretária (Lee Remick) do seu chefe com uma das garotas. Depois de uma briguinha entre os dois, ele a convida para jantar e depois acaba se casando com ela. Eventualmente, ele vai levá-la também ao vício do álcool. Após o casamento, eles bebem para comemorar e depois começam a beber por beber. Inicialmente bebendo socialmente e mais tarde degenerando para o alcoolismo. Eles não acreditam que estejam viciados, até que atingem o fundo do poço.

O filme foi baseado na série de TV, Playhouse 90 de 1958, com Clift Robertson e Piper Laurie fazendo o par e dirigido por John Frankenheimer. 

Há algumas cenas memoráveis, uma delas sendo Jack Lemmon sendo amarrado numa sala de hospital e depois ele tentando encontrar uma garrafa de bebida escondida em uma estufa.

Esse filme e “Lost Weekend”, de 1945, com Ray Milland e Jane Wyman, do diretor Billy Wilder são os melhores já feitos para esse espinhoso tema do alcoolismo.

Jack Lemmon em um papel totalmente diferente do seu anterior “The Apartment”. 

O co-fundador dos Alcóolicos Anônimos, Bill Wilson, foi consultor técnico para o filme.

Tanto Jack Lemmon como Lee Remick procuraram ajuda do AA tempos depois que concluíram as filmagens. Jack revelou em 1994 em entrevista de que ele havia sido um alcoólatra.

Pelo fato de que o filme mexia com um assunto sério, os executivos da Warner estavam preocupados com as perspectivas comerciais do filme que fizeram uma sessão prévia. Para desespero deles, cerca de 40 casais saíram no meio da sessão, que era um recorde para o estúdio. Depois, eles descobriram que o anúncio da sessão deixou de mencionar que era um drama e não uma esperada comédia de Jack Lemmon.

O diretor Blake Edwards disse que hipnotizou Lee Remick para ajudá-la a fazer a cena de bêbada no motel.

Elenco: Jack Lemmon como Joe Clary, Lee Remick como Kirsten Arnesen, Charles Bickford repetindo o papel feito na TV como Ellis Arnesen, Jack Klugman como Jim Hungersford e Jack Albertson como Trayner.

Trilha sonora do mestre Henry Mancini, que depois faria parceria com Blake Edwards na trilha da série de filmes Pantera Cor de Rosa.

Segue abaixo link para o filme.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Stop at Willoughby (TheTwilight Zone), Episódio 30 da Temporada 1.

Este é um dos meus episódios preferidos. E também do criador da série, Rod Serling. Era para ter sido usado como episódio inicial da série, o episódio piloto, mas acabou sendo rejeitado. Ele foi reescrito e tornou-se o episódio 30 da Temporada 1. Episódio original escrito ou reescrito por Rod Serling.

Mostra um executivo da área de propaganda, Gart Williams, vivido pelo ator James Daly, no ano de 1960.

Williams está tendo um dia daqueles, quando seu jovem funcionário foi embora para trabalhar em outra agência e levou consigo uma conta de 3 milhões de dólares.

Williams volta para casa todos os dias de trem e adormece. Acorda em um outro lugar e em uma outra época. Agora é julho de 1888 e ele está na cidade de Willoughby, uma pacata cidade onde a vida é muito tranquila. 

Depois, ele acorda no trem, de volta à sua época, mas as pressões do seu chefe implicante no trabalho e de sua esposa o cobrando muito na sua vida familiar continuam subindo a níveis insuportáveis. 

Ele pensa que se, da próxima vez, ele acordar de novo nessa cidade, ele vai desembarcar, na parada em Willoughby, um lugar em que ele gostaria de passar o resto da sua vida.

Curiosidades - Nos dias de hoje, a cidade de Willoughby no estado de Ohio, tem um evento da comunidade, que envolve trens em honra desse episódio, evento que se chama “Última Parada em Willoughby”, que é a frase que o condutor do trem no episódio fala e desperta o personagem.

A parte externa da estação de trem e a praça da cidade usadas no episódio foram os mesmos usados para a abertura e encerramento do filme clássico de John Ford, “O Homem que Matou o Facínora”, dois anos depois, em 1962.

Veja episódio em alta resolução aqui nesse link: 

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ajH_igtLK8_zcOY_8?e=gj7ckt


segunda-feira, 19 de julho de 2021

The Family Way (Lua-de-Mel ao Meio-Dia), de John e Roy Boulting (1966)

Arthur Fitton (Hywel Bennet) é filho de Ezra Fitton (John Mills) e de Lucy Fitton (Marjorie Rhodes). Eles moram na cidade industrial de Bolton, que fica na região noroeste da Inglaterra, nos arredores de Lancashire.

Arthur vai se casar com Jenny Piper (Hayley Mills). O plano dos dois é se casarem, passarem a noite de núpcias na casa de Arthur e depois seguir em lua de mel. O que eles não esperavam é que o agente de viagens, que eles contrataram, some com o dinheiro deles e de outros casais.

Assim, o casal é obrigado a morar na casa dos pais dele. E Arthur, com todas essas circunstâncias, não consegue consumar o casamento. Aí, os vizinhos começam a fofocar e especular sobre o “desempenho” do noivo.

Todos os intérpretes estão muito bem. Até dá para ver o traseiro nu de Hayley Mills. Eu vi !!.

John Mills está ótimo, mas para mim quem brilha mais é a sua esposa, vivida por Marjorie Rhodes. Assista e vai concordar comigo. Eu realmente fiquei impressionado com ela.

Um dos melhores filmes dos irmãos Boulting. E um belo tema musical de Paul McCartney em sua primeira incursão no cinema, com a trilha “Love in the Open Air”.

Filme baseado em peça de Bill Naughton, chamada "All in Good Time".

Veja abaixo link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ajH1imOD1IPgtPKlG?e=1gzmRx


Southern Comfort (O Confronto Final), de Walter Hill (1981)

Mais um filme de Walter Hill sendo postado aqui no blog.

Um grupo de soldados da Guarda Nacional, liderado por Hardin (Powers Booth) e por Spencer (Keith Carradine) em exercício nos pântanos se depara com cajuns (um grupo étnico que vive no estado de Louisiana), habitantes locais que gostam da cultura francesa e o encontro acaba se mostrando violento.  Hardin e Spencer então fogem pelos pântanos para sobreviver. O roteiro levanta algumas questões sérias sobre o comportamento humano e, também, pode ser visto como um tratamento alegórico para o conflito no Vietnã.

Filme lembra um pouco “Deliverance” de John Boorman.

O diretor Walter Hill disse que ele gostou de ter feito o filme, mas que foi muito difícil. “Fiquei muito orgulhoso dos atores. Foi um filme difícil e eles se dedicaram muito e sem reclamações. 

A canção “Parlez nous à boire”, ouvido no final do filme, foi interpretada por Dewey Balfa, um músico cajun, que executou a música indiana cajun tradicional no filme.

Os créditos finais do filme dizem: O título "Southern Comfort" foi usado com a permissão da Southern Comfort Corporation, produtores da bebida Southern Comfort. O título do filme teve intenção de usar ironia. Southern Comfort, passado no sul dos EUA e em um ambiente pantanal que não é nada confortável, mas duro e perigoso.

Vejam o filme através desse link: 

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ajH6K7JXgLHNPr4jL?e=DdEDXz



sábado, 17 de julho de 2021

Don Camillo (O Pequeno Mundo de Don Camilo), de Julian Duvivier (1952)

Este é o primeiro da série de 4 filmes de Fernandel para o personagem Don Camillo.

Em 1948, o jornalista e novelista Giovanni Guareschi escreveu “Mondo piccolo: Don Camillo” ou o “Pequeno Mundo de Don Camilo” no título em português.

Giovanni criou dois persanagens principais: Don Camillo, o padre de Brescello e Giuseppe “Peppone” Botazzi, o prefeito comunista de Brescello (cidade ao norte da Itália, perto de Bolonha). 

Em 1952, produtores italianos e franceses pediram ao diretor francês, Julien Duvivier, para dirigir a adaptação do filme, com Fernandel e Gino Cervi como os atores principais. Duvivier é um diretor conhecido pelos filmes "Sous le ciel de Paris", "Marie-Octobre" e "The Devil and the Ten commandments". Fernandel e Gino Cervi são atores conhecidos em seus respectivos países, França e Itália, respectivamente.

“Don Camillo” é a estória da rivalidade entre Don Camillo e Peppone. Os dois lutaram juntos na resistência italiana na Segunda Guerra e agora um é padre da cidade e o outro é o prefeito dela.

Agora estamos no meio da guerra fria. Na Itália, há dois partidos políticos importantes, que dominam o vida política do país e, também, da cidade. Don Camillo critica Peppone e Peppone critica Don Camillo. Cada um fica pensando na próxima investida do outro, mas também eles se ajudam nos momentos difíceis das suas vidas. 

Participação especial e com bom humor de Orson Welles como o narrador do filme.

Gino Cervi foi originalmente escalado para ser Don Camillo. Quando não conseguiram encontrar outro ator para fazer Peppone, foi decidido que Fernandel seria Camillo e Cervi herdaria o papel de Peppone.

O filme foi um grande sucesso de bilheteria, tanto na Itália como na França.

Segue link para o filme: https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yxNdbWOOV_gjSrdS?e=kzWTuC


I, Claudius (Eu, Cláudio) - Minissérie - Episódio 2 - Family Affairs (1976)

Agora estamos no ano 9 Antes de Cristo. 
Lívia envenenou Agrippa e Tibério está sendo forçado a se divorciar de sua esposa Vipsânia, para se casar com Júlia.  Como o próprio título do episódio já diz, Coisas de Família.

Nem Tibério e nem Júlia estão contentes com esse arranjo e Júlia também confessa a Antônia, filha de Marco Antônio e esposa de Druso Germânico, o popular irmão de Tibério, que ela acredita que Lívia matou Marcelo. 

Druso é bastante favorável que Roma volte a ser uma República e Tibério o inveja, porque ele não está preso a Roma e pode fazer suas campanhas militares no Norte da Europa.

Contudo, Druso morre após uma queda de seu cavalo.

Minissérie baseada em livros "Eu, Cláudio" e "Cláudio, o Deus", de Robert Graves.

Com Derek Jacobi como Cláudio, Siân Philips como Lívia, Brian Blessed como Augusto, George Baker como Tibério, Ian Ogilvy como Druso, Frances White como Julia e Margaret Tyzack como Antônia.

Link para o episódio: https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yxJN9IvuTQdXKqlt?e=NlANMs


sexta-feira, 16 de julho de 2021

La Piscine (A Piscina), de Jacques Deray (1969)

Amantes Marianne (Romy Schneider) e Jean-Paul (Alain Delon) passam férias em uma mansão na Riviera Francesa, perto de St.Tropez. Marianne convida seu ex-namorado, Harry (Maurice Ronet) e sua filha adolescente, Penélope (Jane Birkin), para virem  passarem os dias juntos. Tensão começa a se criar entre eles, especialmente quanto Jean-Paul seduz Penélope.

Alain Delon disse em uma entrevista em 2011 que ele não conseguia ver mais esse filme. Sua ex-namorada Romy Shneider e seu grande amigo Maurice Ronet ambos morreram prematuramente e sob condições trágicas. Revisitar as cenas era muito doloroso para ele.

Alain e Romy tinha sido íntimos de 1958 a 1963, mas não eram um casal quando o filme foi feito, mas ficaram amigos depois da separação. Em 1966, ela se casou com o diretor Harry Meyen e deu uma parada na sua carreira, para cuidar do filho, David.  Alain insistiu que Romy fosse seu par no filme “La Piscine” e este filme revitalizou a carreira dela.

Durante a produção do filme, o ex-guarda-costas de Alain Delon, Stephan Markovic, foi encontrato morto em um depósito de lixo, fato que ficou conhecido como o “Caso Markovic”. O irmão de Markovic começou uma disputa com Alain e seus amigos, um dos quais era o presidente francês. Georges Pompidou. Tanto Delon como seu amigo de longa data, François Marcantoni foram inquiridos pela polícia imediatamente após o assassinato. Marcantoni foi inicialmente indiciado pelo crime, mas depois de interrogatório, ele foi liberado. Depois, o drama continuou quando fotos supostamente íntimas de Madame Pompidou foram encontradas. O comissário de polícia, Aimé Blanc, que estava envolvido na obtenção das fotos, disse que as fotos foram plantadas por velhos partidários de De Gaulle, que tinha muitas diferenças com Pompidou. Isso levou à controvérsia se as fotos eram mesmo reais. O assassinato de Markovic não foi resolvido. Havia muitas pessoas que tinham motivos para matá-lo. Ele era conhecido por fazer grandes festas com Delon. Nessas festas, alegava-se que Markovic escondias câmeras pela casa, especialmente nos quartos. Ele reuniu várias fotos íntimas dos convidados, que poderiam causar danos aos seus status na sociedade. Essas fotos foram usadas para chantagear as pessoas, especialmente quando ele ia a jornais tentando vender as fotos. As fotos mais importantes que Markovic supostamente tinha eram da esposa de Pompidou. Isso era um problema para
Pompidou, porque ele estava se preparando para concorrer à presidência da França.  Um dos fatores, que indicavam a culpabilidade possível de Delon, era uma carta de Stevan Markovic ao seu irmão Aleksandar onde ele escrevia: “Se me matarem, será 100% culpa de Alain Delon e seu amigo Marcantoni. Mas o crime nunca foi resolvido. 

Segundo o diretor Jacques Deray em sua biografia, a equipe de filmagem convidou os campeões franceses de natação, Christine Caron e Alain Mosconi que fizeram uma competição de 100 metros na piscina contra os atores. Fonte IMDb.

Link para o filme: https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yxFfjfMZf27aVaKX?e=Bd0aW6


Sinatra: All or Nothing at All - Parte 1 - Documentário (2015)

Este é um documentário de 2015, da HBO, que acredito não ter passado aqui no Brasil.

É dividido em duas partes. A primeira parte, que publico aqui, inicia-se com o nascimento de Francis Albert Sinatra, mais conhecido como Frank Sinatra, na cidade de Hoboken, no estado de Nova Jersey, EUA.

Essa primeira parte mostra a sua infância, sua juventude , o começo como cantor, seu casamento como Nancy Barbato, sua vizinha, seus filhos, sucesso na Columbia Records, seu envolvimento conturbado com Ava Gardner e consequente divórcio de Nancy, seu declínio e sua volta por cima, depois de participar como ator no filme clássico "From Here to Eternity" em 1953, do diretor Fred Zinnemann, onde contracenou com Burt Lancaster, Montgomery Clift, Ernest Borgnine , Deborah Kerr e Donna Reed. Acabou até ganhando o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Esse filme recebeu várias indicações ao Oscar e ganhou 8 estatuetas, entre elas a de Frank.

Dizem que Ava Gardner intercedeu junto ao produtor da Columbia, para que desse o papel a Frank neste filme, ao contrário do que diz a lenda, de que a Máfia tenha obrigado o estúdio a escalar o ator.

O título do documentário se refere a uma versão de uma canção feita por Harry James e cantada por Frank em 1943, no começo de sua carreira.

Link para o primeiro episódio, com 1 hora e 53 minutos:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yxDgRBkw9X6rOm5S?e=F7fIUJ

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Twilight Zone (Além da Imaginação), Temporada 1, Episódio 7 - The Lonely (1959)

Este episódio é um dos melhores de toda a série. E um dos meus preferidos. Foi escrito pelo próprio Rod Serling.

Narra a estória de um criminoso condenado, James Corry, vivido por Jack Warden. Estamos no futuro, por volta do ano 2046. Ele é enviado para uma forma diferente de solitária. Para um asteroide a 9 milhões de milhas da terra. Ele está lá há 4 anos e meio, contando nos dedos o retorno da nave de suprimentos e mercadorias que podem ter para ele. Quando chega a nave, seu capitão, Capitão Allenby, vivido por John Dehner, tem uma surpresa para ele: uma companheira robô de nome Alicia.  Para aliviar a solidão do prisioneiro.

Além de Jack Warden e John Dehner, tem a participação de Jean Marsh como Alicia e uma ponta de Ted Knight como um dos assistentes de Allenby.

Segue link para o episódio: 

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yw4WXZKmJARgMqgP?e=2c98qL

The Chalk Garden (Corações Feridos), de Ronald Neame (1964)

Uma avó, Sra. Maugham (Edith Evans), procura uma governanta para sua neta de 16 anos, Laurel (Hayley Mills), de 16 anos.

Laurel consegue se livrar de todas que já foram contratadas, com um recorde de três em uma semana.

Quando uma mulher, com um passado misterioso, Miss Madrigal (Deborah Kerr),se candidata ao cargo, Laurel promete expô-la de todas as maneiras.

Enquanto isso, a mãe de Laurel tenta conseguir a filha de volta.

Hayley contracena com seu pai, John Mills, que faz o papel de Maitland.

Joanne Woodward e Sandra Dee eram o par originalmente escalado, mas a gravidez de Woodward fez a mudança de elenco.

Este filme é baseado em peça da Broadway, de Enid Bagnold. Edith Evans, que faz a avó, fez a peça no teatro e pediu muito ao diretor e produtor que fizesse também o papel no versão para o cinema.

Link para o filme legendado. Note a qualidade impressionante da imagem do filme.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yw_YVuZ8aclz8oAT?e=9sWijL

Charlie Chan and the Chinese Cat (Charlie Chan e o Gato Chinês), com Sidney Toler (1944)

Sidney Toler substituiu Warner Oland como Charlie Chan após a morte dele.

Nenhum dos dois era realmente chinês. Sidney era norte-americano e Warner era sueco. Meu preferido é Warner Oland, mas Sidney Toler interpreta bem o personagem.

Nessa aventura, Thomas Manning, um empresário e especialista em xadrez é encontrado morto em um quarto, segurando algumas peças de xadrez. A polícia, sem pistas, abandona o caso. Seis meses depois, a filha da vítima, Leah Manning, chateada por causa da publicação de um livro falando mal do caso, procura a ajuda de Charlie Chan e do filho nº3 de Charlie, para investigar. Mais assassinatos acontecem, levando a uma confrontação final.

Abaixo link para o filme de 1 hora e seis minutos.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yw1ndpbeNeGssRUw?e=nj1ogX

terça-feira, 13 de julho de 2021

The Driver (Caçador de Morte), de Walter Hill (1978)

Este é o primeiro filme do diretor Walter Hill que publico aqui no blog. O título brasileiro ficou ruim. Deveria ser apenas O Motorista. Os principais atores são Ryan O'Neal como o motorista, Bruce Dern como o Detetive e Isabelle Adjani como  Jogadora. Os atores não tem um nome no filme, apenas um personagem.

O filme é sobre um excepcional motorista que dirige carros de fuga em roubos. Um investigador de polícia ou detetive, como é chamado pelo personagem, quer pegá-lo de qualquer modo. Até chega a interrogá-lo, mas não tem provas para prendê-lo. O policial trama um plano em que ele vai prometer liberdade para uma gangue de assaltantes, que terão que contratar esse motorista apenas para pegá-lo. Final surpresa.

Isabelle Adjani concordou em fazer o filme, porque admirava o trabalho de Walter Hill em seu primeiro filme, 'Lutador de Rua" de 1975, com Charles Bronson. Mas depois ela disse que não conseguiu mais papeis bons em Hollywood.

Walter chegou a conversar com Robert Mitchum para o papel do policial, mas ele não topou. Assim como, convidou Steve McQueen para o papel do motorista, mas Steve disse que já tinha feito suficientes filmes de perseguição de carros para seu gosto.

'The Driver' é um dos filmes preferidos de Quentin Tarantino.

Abaixo link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywzG35yMSPQONuHP?e=9rqb6S

segunda-feira, 12 de julho de 2021

The Fall of the Roman Empire (A Queda do Império Romano), de Anthony Mann (1969)

No ano de 180 Depois de Cristo, o imperador Marco Aurélio, que liderou suas legiões romanas contra as tribos germânicas ao longo da fronteira do Danúbio, tem estado em ritmo de guerra há 17 anos.

Agora ele convidou todos os governadores, todos os cônsules e príncipes de todo o império para um propósito particular. Todos respondem ao seu chamado, desde os desertos do Egito, das montanhas da Armênia, da floresta da Gália e das pradarias da Espanha.

Marcus os saúda como amigos, e diz a eles que no mundo todo, apenas duas pequenas fronteiras são ainda hostis a Roma.  Uma ao norte, que separa o Império Romano daqueles chamados de bárbaros e o outro, no leste da Pérsia. Apenas nessas duas fronteiras, Roma está encontrando muralhas, paliçadas, fortificações e ódio. Mas essas não são as fronteiras que ele quer. Ele quer fronteiras humanas, a visão de uma família de nações.

Para o grande imperador, o tempo é curto e há uma decisão que ele não pode mais esperar para tomar. Ele não quer que seu filho, Commodus, seja seu sucessor. Seu desejo é que Livius, o comandante do exército do norte, o suceda. E Marco Aurélio quer apresentá-lo aos líderes das nações, como sendo seu sucessor.

O produtor deste filme é Samuel Bronston, o mesmo de ‘Rei dos Reis’ e ’55 Dias em Pequim’. ‘A queda do Império Romano’ teve uma boa bilheteria, mas não recuperou todo a montanha de dinheiro investido. Depois dos grandes sucessos de “Lawrence da Arábia”, “Ben-Hur” e “El Cid”, Bronston quis repetir o mesmo sucesso com esse novo grande épico, haja vista que ele trouxe atores desses três filmes. Ele chegou a convidar Kirk Douglas e Charlton Heston, mas este último achou mais interessante estar em ‘’55 Dias em Pequim”.

O filme vale pelo grande elenco (muitos com poucas falas), pelas cenas de batalhas e a famosa disputa de duas bigas (entre Stephen Boyd e Christopher Plummer), pela luxuosa produção e por Alec Guinness como Marco Aurélio ou Marcus Aurelius e por Christopher Plummer como Cômodo ou Commodus. Várias cenas de ação foram feitas pelo mesmo Yakima Canutt de “Ben Hur”.

O símbolo que Timonides (James Mason) usa no pescoço é um staurogram, um símbolo do começo do Cristianismo. É a única menção do Cristianismo no filme.

No voo para a Espanha, para as locações do filme, um dos roteiristas começou uma conversa com Alec Guinness, depois de vê-lo trabalhando no script. Guinness dizia que ele não estava gostando das suas falas e estava reescrevendo-as, antes de começar a memorizar. Depois de grandes sucessos seus antes, de ‘A Ponte do Rio Kwai” e “Lawrence da Arábia”, ele tinha toda a fama que ele poderia fazer o que quisesse.

Christopher Plummer ficou maravilhado com toda a pompa da produção. Um Rolls-Royce ficou à sua disposição por toda a duração das filmagens.  Mas, enquanto Jeffrey Hunter e Robert Ryan estavam filmando, do mesmo produtos Bronston, “O Rei dos Reis” (1961), o carro, que eles usavam, quebrou a caminho da cena do Sermão da Montanha e eles tiveram que dar uma empurrada para ver se o carro pegava, usando o figurino de Jesus Cristo e João Batista respectivamente.

O diretor Anthony Mann filmou por 143 dias, enquanto os diretores assistentes, Yakima Canutt e Andrew Marton filmavam as cenas de ação simultaneamente em 69 dias. Teve cenas em Roma e Madri e foi um dos mais caros dos anos 60, custando cerca de 16 milhões de dólares equivalente a mais de $140 milhões de dólares em 2021.

Anthony Mann, de certa forma, mostrou a Kirk Douglas que ele era capaz de ter dirigido "Spartacus",  que, na época, Kirk preferiu trocá-lo por Stanley Kubrik.

O salário de Sophia Loren foi de $1 milhão ou quase $9 milhões de dólares em 2021. Ela foi, na época, a segunda mulher, além de Elizabeth Taylor, a receber essa quantia por apenas um filme.

Elenco: Stephen Boyd (Livius), Sophia Loren (Livilla), Alec Guinnes (Marcus Aurelius), Christopher Plummer (Commodus), Omar Sharif (Sohamus), Mel Ferrer (Cleander), James Mason (Timonides) e a curiosa participação de Virgílio Teixeira, um português da Ilha da Madeira, no papel de Marcellus.

Trilha Sonora de Dimitri Tiomkin. E filme é baseado em parte no livro clássico de Edward Gibbon, ‘Declínio e Queda do Império Romano’.

Abaixo, link para ver o filme:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywseKHMf5G2Oq-nT?e=myqS0X


domingo, 11 de julho de 2021

Twilight Zone (Além da Imaginação) - Episódio 2 da Temporada 1 - One for the Angels (1959)

Há uns cincos anos, aqui neste blog, comecei a publicar alguns episódios da série cult  'Além da Imaginação", mas meu espaço em nuvem com a Microsoft, na época, teve problemas de acesso e não consegui reproduzir os links. Agora, vou tentar retomar as publicações. E com vídeos em alta resolução.

Escolhi alguns episódios e aqueles com melhor nota do IMDb. O primeiro é um que eu mesmo havia traduzido as legendas, mas perdi tudo com o problema da nuvem. Estou me valendo das legendas do OpenSubtitles.

Este episódio é o segunda da 1º Temporada. Conta a estória de um vendedor ambulante, muito querido pelas crianças da sua vizinhança e que encontra um visitante muito inesperado.

Com Ed Wynn, que foi o pai do também ator Keenan Wynn, conhecido por papeis coadjuvantes na década de 50 e 60. A visita inesperada é interpretada por Murray Hamilton (de terno escuro na imagem), que alguém pode ser lembrar do papel dele em "Tubarão", de 1975.

Este episódio foi escrito pelo próprio Rod Serling (criador da série) e dirigido por Robert Parrish.

Segue link abaixo para ver o episódio

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywllzYf72GQA0gtr?e=aG8ey0

sábado, 10 de julho de 2021

Klute, O Passado Condena (1971), de Alan Pakula.

Donald Sutherland interpreta o personagem-título, Klute, embora a real protagonista seja Jane Fonda, que ganhou o Oscar em 1972 pela sua interpretação.

Klute é um investigador particular é contratado para encontrar um amigo desaparecido, Tom Gruneman, a despeito de que Klute não seja um especialista em pessoas desaparecidas.

A única pista, que ele tem, é uma carta erótica escrita por Tom para uma garota de programa de Manhattan, chamada Bree Daniels (Jane Fonda), uma cara garota de programa que costuma cobrar US$ 200 por caso, o que equivaleria hoje a aproximadamente R$1.200,00.

Com essa pista, Klute vai a Nova York investigar o caso e encontrar Bree. Ele a chantageia com algumas fitas, que ele gravou dela, para que ela o ajude. Bree diz que ouve coisas e sente que alguém a está seguindo.

Sutherland e Jane tiveram uma relação romântica não exclusiva fora das telas, que durou até Junho de 1972. Ele foi seu par na cerimônia do Oscar, quando ela ganhou o prêmio de melhor atriz.

Segunda sua autobiografia, Jane Fonda disse que esteve com prostitutas e cafetões durante uma semana antes de começar o filme. Quando nenhum dos cafetões se ofereceu para "representá-la", ela se convenceu de que não era desejável o necessário para fazer o papel e chegou a pedir ao diretor para trocá-la pela amiga Faye Dunaway.

Quando Jane Fonda pediu ao seu pai uma sugestão do que dizer se ganhasse o Oscar, ele disse: "Há muito o que dizer, mas não vou dizer nesta noite."

Há uma ponta de Sylvester Stallone no filme. Tente descobrir em que parte.

Além de Donald Sutherland e Jane Fonda, outro astro famoso a participar do filme é Roy Scheider.

Trilha sonora de Michael Smal, que pode ser ouvida aqui: https://youtu.be/xa2E6rzqAW8

Veja abaixo link para o filme.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yTsd9W8JBLLL0crR?e=7nqXbO


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Eu, Cláudio (I, Claudius), Minissérie de 1976 - Episódio 1

Minissérie britânica com 13 capítulos, que comecei a publicar vários episódios nos meus antigos canais do YouTube. Desta vez, no blog, pretendo publicar todos os episódios. O imperador Cláudio é interpretado por Derek Jacobi, que está ainda em atividade, aos 83 anos. Além dessa minissérie, pretendo postar uma série de TV que ele fez na década de 90, chamada Cadfael, em que ele faz um cruzado que vira monge e investiga mistérios nos tempos medievais.

Voltando a "Eu, Cláudio", segue enredo desse primeiro episódio. Aos 54 depois de Cristo, começa com o Cláudio, já velho e manco de nascimento, escrevendo sua biografia e a história da sua família. Ele relembra o encontro dele com Sybil ou Sibila, a profetisa dos oráculos da antiga Grécia, que o reconhece pela gagueira e diz que sua história contada será famosa na época do século 20. 

Voltando ao ano 24 depois de Cristo, o imperador Augusto está comemorando o sétimo aniversário da Batalha de Áccio (Actium) em que ele e seu amigo Agrippa, com a marinha romana, derrotaram as forças conjuntas de Marco Antônio e Cleópatra. 

Agora, Augusto está sugerindo que seu jovem sobrinho Marcelo seja o seu herdeiro, mas isso desagrada sua esposa, Lívia, que não quer Marcelo como sucessor e sim Tibério, o filho dela, mesmo este sabendo que Augusto não gosta dele.  Agrippa fica perturbado por isso e deixa Roma. Quando Marcelo fica doente, Lívia insiste em cuidar dele pessoalmente.

Mais tarde, Augusto concede que Júlia, viúva de Marcelo, se case com Agrippa, algo que deixa Lívia irada, vendo que essa união atrapalhará seu desejo de ver Tibério como imperador.

Derek Jacobi como Cláudio, Brian Blessed como Augusto, Siân Philips como Lívia, James Faulkner como Agrippa, George Baker como Tibério e Margaret Tyzak como Antônia.

Veja abaixo o link para esse primeiro episódio.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywdxoAKOhtJlE0E9?e=Pwy8MJ