terça-feira, 30 de março de 2021

Bob, Carol, Ted e Alice, de Paul Mazursky (1969)


Filme do final dos anos 60, capturando uma década de rebeliões e mudanças de comportamento. Robert Culp faz um produtor de documentários que, com sua esposa Carol, fazem um casal que vai uma terapia de grupo, que serve de pano de fundo para o início do filme. 

Voltando para a casa deles em Los Angeles, o casal se sente iluminado após a terapia e querem passar esse sentimento para seus amigos próximos, Ted e Alice (Elliott Gould e Dyan Cannon). Ted e Carol não se conformam que seus amigos não confessam seus verdadeiros sentimentos. Bob insiste que todos devem ‘sentir’ em vez de intelectualizar as emoções e Carol diz ‘isso é lindo’ após qualquer um dizer alguma coisa, até mesmo remotamente pessoal. Ted e Alice se divertem com seus amigos, mas uma tensão sexual de boa natureza fica óbvia entre os dois casais.

Natalie decidiu apostar no filme e trocou seu salário no filme por uma porcentagem no filme. Ela acabou ganhando 3 milhões de dólares.

Donald F. Muhich, que faz o papel de terapeuta de Alice, foi terapeuta na vida real do diretor Paul Mazursky. E segundo o próprio diretor, ele considera ser seu melhor filme.

Bill Cosby, parceiro de Robert Culp, na série de TV, Os Destemidos (1965), faz uma ponta, onde ele usa um chapéu, uma camisa vermelha e óculos de sol, quando ele esbarra em Bob na cena da boate.

Natalie Wood uma extraordinária atriz e uma das minhas favoritas. Dyan Cannon também ótima e extremamente sensual.

Veja filme legendado em Português no link abaixo.

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agTyPvvXxStTTKuKF?e=pUKK7L


domingo, 28 de março de 2021

Dois Homens Contra uma Cidade (Deux Hommes dans la ville), de José Giovanni (1973)

O enredo mostra um ex-ladrão de banco que é solto depois de 10 anos de prisão. Ele obtém ajuda para voltar à vida social, mas é perseguido por um antigo policial do seu passado.

Germaine Cazeneuve (Jean Gabin) é um profissional que cuida de prisioneiros  e seu trabalho é reformá-los para se ajustarem à uma nova vida, depois da prisão. Ele pede leniência no caso de arrombador de cofres, Gino Strabliggi (Alain Delon), que vai ficar na condicional depois de 10 anos preso. A junta de condicional aceita o pedido de Germaine, mas sob a condição de que ele fique responsável por Strabliggi. Gino, como ex-preso, é forçado pela lei francesa a tomar residência fora da cidade e ele se fixa com a jovem esposa no interior, onde o destino trabalha contra ele, quando sua esposa é morta e depois ele é cercado pelo antigo bando para voltar à sua antiga vida. Ele também é perseguido por um dos policiais que o prendeu anos atrás, o agora chefe de polícia Goitreau, que tem a área sob sua jurisdição e ainda mantém uma bronca pessoal de Gino, tornando-se mais suspeito quando ele descobre que a nova namorada de Gino trabalha no banco local. Com a ajuda de seu novo bom amigo, Cazeneuve e sua nova namorada Lucie (Mimsy Farmer), ele tenta exorcizar seus demônios internos e lutar contar seus inimigos.

O diretor José Giovanni é mais conhecido por ser roteirista de vários filmes do diretor Jean-Pierre Melville. Seus roteiros são mais ligados ao crime, uma área que ele conhecia muito bem, pois ele esteve no corredor da morte na França, de 1948 a 1956, antes de ganhar o perdão presidencial.

Este filme foi parte de uma campanha contra a pena de morte na França, que aconteceu nos anos 70. José Giovanni foi sentenciado à morte, logo depois do fim da Segunda Guerra e foi perdoado pelo então presidente francês. Dez anos depois, depois de cumprir sua sentença, ele se tornou um roteirista e diretor. A pena de morte foi finalmente abolida na França em 1981.

Veja link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTv39OP19ZjgzSFL?e=jRCNtK


segunda-feira, 22 de março de 2021

Dois Farristas Irresistíveis (Bedtime Story), de Ralph Levy (1964)

Benson (Marlon Brando) é um conquistador, um Casanova, que despreza mulheres e inventa mil e um truques para levá-las para cama e depois deixá-las. Seu disfarce favorito é passear pela Alemanha, se fingindo de soldado americano de origem alemã. 

Quando ele encontra uma garota que ele gosta, ele tira uma foto Polaroid da casa dela, bate na porta, mostrando a foto e fingindo estar em peregrinação pelas redondezas e pela casa da sua avó. É um sistema infalível de atacar e fugir. Benson parece contente com seu jogo até que ele encontra Jameson (David Niven), um malandro profissional que aprendeu a combinar sexo com dinheiro. Jameson finge ser um príncipe exilado e não só leva suas conquistas para cama, como também faz ela mostrar todas as suas joias. Benson começa a disputar as conquistas com Jameson e quem ganhar, irá dominar um pequeno resort na Riviera como “O Rei da Montanha”.

A qualidade do filme não é em alta resolução, mas faz algum tempo que quis postar este filme, que aniversaria seus 57 anos. Uma boa maneira de contrapor dois estilos diferentes de atores e personagens.

A ideia original era reunir Tony Curtis e Gregory Peck, mas acho que as escolha do par (Brando e Niven) foi perfeita. Há quem prefira a versão com Steve Martins e Michael Caine, que também é muito boa, mas ainda prefiro este original.

O diretor Ralph Levy é mais conhecido por dirigir comédias para TV.

Veja o filme legendado em Português aqui abaixo no link:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agTktphG3IRUGvx4B?e=M0jg3e


sexta-feira, 12 de março de 2021

O Criado (The Servant), de Joseph Losey (1963)

James Fox ("Tony") contrata Dirk Bogarde ("Barrett") para ser seu criado em sua casa de Londres. Tudo vai bem até a chegada de sua irmã, Vera (Sarah Miles). Veja começa a criar um certo grau de bagunça na vida normalmente organizada, se um tanto dissoluta do empregador, especialmente na relação de Tony com namorada Wendy Craig (Susan). Quando o casal volta inesperadamente, descobre o irmão e a irmã juntos na cama e eles são demitidos. Isso poderia ser o fim de tudo, mas os dois homens se encontram no bar alguns dias depois e o aristocrata acaba o contratando de novo.

Mais um filme do diretor Joseph Losey aqui no blog, depois de “O Mensageiro”.

Filme ganhador de 3 BAFTAs.

Dirk Bogarde como Barrett, Sarah Miles como Vera, Wendy Craig como Susan e James Fox como Tony.

Pontas do ator Patrick Magee e do escritor/roteirista Harold Pinter no restaurante.

Fotografia de Douglas Slocombe.

Quando o produtor e diretor Joseph Losey foi hospitalizado por duas semanas durante as filmagens, Sir Dirk Bogarde continuou com as cenas, assistido por instruções diárias por parte de Losey, direto do quarto do hospital. Quando Losey voltou ao set, ele não refilmou nenhuma das cenas, para alívio do elenco e equipe.

Foi o décimo filme do diretor filmado no Reino Unido, depois que ele entrou na lista dos comunistas de Hollywood.

Wendy Craig substituiu Vanessa Redgrave, que teve de desistir do papel, porque estava grávida da sua filha mais velha, Natasha Richardson.

O filme foi feito sob um orçamento de 135 mil libras. E foi um sucesso de bilheteria. Losey disse depois que foi o único filme em que ele teve uma porcentagem dos lucros e que lhe deu algum dinheiro.

Filme consta da lista de Steven Schneider : Os 1001 Filmes que você tem que ver antes de morrer”.

Filme legendado em Português. Link abaixo para ver o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTjiVczma1Vun6zq?e=S7nV3G


sábado, 6 de março de 2021

Golpe Baixo (The Longest Yard), de Robert Aldrich (1974)

O título original do filme “The Longest Yard” tem um pouco a ver com o jogo de futebol americano, mas também se refere à prisão em que o personagem de Burt Reynolds, Paul Crewe, vai os próximos 18 meses e seria como ele percorresse sua jarda, seu caminho mais demorado.

Ele fora um quarterback que foi tirado do futebol por um escândalo de manipulação de resultados. Agora ele está servindo sentença na prisão por roubar a Maserati da sua amante e causando uma enorme bagunça, quando ela chama a polícia para ir atrás dele.

A prisão de Citrus State, tem um time de futebol americano amador, com os guardas e é administrado pelo diretor da prisão, Rudolph Hazen (Eddie Albert). A pedido de Hazen e para fazer seu tempo na prisão mais pacífico possível, Crewe (Reynolds) concorda em arrumar um time de colegas presos para enfrentar o time dos guardas.

Este filme foi típico de sua era, pelos seus temas politicamente incorretos – uma brisa de ar fresco comparado com a sociedade ultra sensível de hoje. Houve uma refilmagem com Adam Sandler, mas é esta é muito melhor.

Outro filme de sucesso de Burt Reynolds e do diretor Robert Aldrich. Reynolds já havia tido um grande sucesso em “Amargo Pesadelo”, dois anos antes.

Elenco deste filme, além de Burt Reynolds, Eddie Albert como o diretor da prisão, Michael Conrad, Mike Henry, Bernadette Peters como secretária do diretor da prisão e Anitra Ford, como a garota no início do filme, de quem Reynolds rouba o carro.

Alguns dos atores já havia jogado futebol profissionalmente. Burt Reynolds jogou pela Florida State University e chegou a ser escolhido pelos Baltimore Colts. Mike Henry jogou pelo Pittsburg Steelers e pelo Los Angeles Rams.

O palco para as filmagens foi uma prisão do Estado da Geórgia, onde Burt se socializava com os presos durante as refeições.

Um fotógrafo no set ofereceu tirar fotos de lembrança da ocasião, para que os presos pudessem tirar fotos individuais com Reynolds. Muitos presos não tinham dinheiro, mas Reynolds disse ao fotógrafo para tirar todas as fotos que os prisioneiros quisessem e, ele, Reynolds, pagaria por todas elas.

A cena final, de Paul Crewe e companheiros deixando o estádio e fazendo uma silhueta no túnel, foi uma homenagem à cena final do filme clássico de John Ford, “The Searchers” (Rastros de Ódio).

Filme com legendas em Inglês, pois não encontrei em Português.

Link abaixo com o filme:


Trailer do Filme:



terça-feira, 2 de março de 2021

O Mensageiro (The Go-Between), de Joseph Losey (1971)

Este filme é a terceira parceria entre o escritor Harold Pinter e o diretor Joseph Losey. Harold Pinter foi ator, diretor, poeta, roteirista, e certamente um dos grandes dramaturgos do século XX, além de ativista político britânico. Foi um dos grandes representantes do teatro do absurdo junto com Samuel Beckett e Eugène Ionesco. Os outros dois filmes em que trabalharam juntos foi “Accident” (1967) e “The Servant” (1963), que, em breve, estará também aqui nesse blog.

É verão do ano de 1900 e Michael Redgrave narra a estória, em retrospecto. Começa com um garoto de 12 anos de idade, Leo (Dominic Guard), que vem passar o verão em uma grande casa de campo no interior da Inglaterra. Ele é um convidado e sua relação com a família não fica esclarecida. Apenas sabemos que sua mãe é uma viúva e vive na cidade. Quando ele é apresentado pela família na mesa de jantar, ele diz que conhece magia e tem jogado maldiçoes em pessoas, mas isso parece ser uma brincadeira entre ele e o outro garoto de sua idade, Marcus.

Enquanto os dois brincam, o resta da família de Marcus começa a aparecer, quando Marcus vai apontando as pessoas para Leo. Vemos a vida despreocupada, se ocupando de conversas, da natureza, arte, cultura e jogos. Leo tenta se adequar à família, liderada pela matriarca, Mrs. Maudsley (Margaret Leighton). Leo se sente atraído pela irmã mais velha de Marcus, Marian Julie (Julie Christie) e desenvolve um amor afetivo por ela. 

Um dia quando a família sai para nadar, eles encontram o vizinho, Ted Burgess (Alan Bates), que está atravessando a propriedade deles para nadar no lago.  Depois, Leo se encontra com Ted e ficam amigos. A pedido de Ted, Leo começa a entregar bilhetes para Marian e ela, por sua vez, manda bilhetes a Ted, por meio de Leo. 

Explica-se aí o título do filme. E o resto fica por conta de quem irá assistir o filme. Um dos grandes sucessos do diretor Joseph Losey.

Trilha sonora de Michel Legrand.

Elenco: Alan Bates, Julie Christie, Dominic Guard, Michael Gough, Edward Fox e Jim Broadbent, que faz uma ponta como um espectador no jogo de críquete.

Filme ganhou vários BAFTAs, indicações ao Oscar e ganhou Cannes de 1971.

Link do filme com legendas em Português:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTXD9CCZ9ji_Bsuw?e=1a3cYL