domingo, 27 de junho de 2021

Crime and Punishment (Crime e Castigo), de Joseph von Sternberg (1935)



Peter Lorre faz o papel de Roderick Raskolnikov, um brilhante, contudo pobre criminologista, que recorre ao assassinato, quando sua mãe e irmã são ameaçadas de ficar sem casa. O crime parece passar despercebido por ele, até que sua consciência começa a atormentá-lo e aumenta quando um investigador, Edward Arnold (Inspetor Porfiry) o leva a mais pânico. 

Esta versão, que estou publicando, tem alta resolução e cheia de efeitos de luzes proporcionados pelo diretor von Sternberg, causando uma maravilhosa atmosfera e uma tensão realista. Sternberg deve tudo isso à cinematografia do lendário Lucien Ballard. Veja a biografia dele aqui: https://www.imdb.com/name/nm0005644/?ref_=ttfc_fc_cr5

Os dois principais atores levam o filme, Peter Lorre e Edward Arnold. Talvez tenha sido uma das melhores atuações de Lorre. Arnold é muito conhecido pelos filmes que fez com Frank Capra. Um dos grandes dele foi este: "Mr. Smith Goes to Washington" (A Mulher Faz o Homem), de 1939.

Este filme foi criticado pelo próprio Sternberg, que disse que era pouco literal ao livro. Mesmo assim, o roteiro é bem escrito, com atuações excelentes e a capacidade expressiva de Peter Lorre. 

Esta versão faz muitas concessões do romance original de Dostoiévesky. Mas, algumas mudanças são inevitáveis para colocar na forma do cinema.

É essencialmente um longo diálogo entre Raskolnikov (Lorre) e o Inspetor Porfiry, com momentos pelos pensamentos de Raskolnikov a respeito do crime, interlúdios com sua família e sua vida amorosa.

Com Peter Lorre, Edward Arnold, Marian Marsh como Sonya, Tala Birell como Antonya Raskolnikov, Elizabeth Risdon como Sra. Raskolnikov e Mrs. Patrick Campbell como a penhorista.

Eu havia colocado esse filme no meu último canal do YouTube, mas este encerrou meu canal, embora a falha tenha sido deles. Como eles são todos poderosos e não tem qualquer concorrente, eles fazem o que bem entendem e não adianta você argumentar. Encerrando o canal, eles não te dão opção de poder transferir os filmes publicados para sua nuvem, perdi dezenas de bons filmes. Não poderia deixar de publicar este aqui.

Veja o filme pelo link abaixo:




sexta-feira, 25 de junho de 2021

Via Láctea (The Milky Way), de Luis Bunuel (1969)

Via Láctea é ambientado nos tempos modernos. Dois peregrinos vagabundos fazem uma jornada de Paris até a Espanha. Mais especificamente, a Santiago de Compostela. Ali estão os supostos restos mortais do Tiago, Apóstolo. No caminho, eles encontram vários personagens, de diferentes épocas. Incluindo Jesus Cristo, o diabo, a Virgem Maria, jesuítas, jansenistas, o Marquês de Sade, clérigos variados e uma prostituta. Todos esses pequenos episódios fornecem pontos de heresia, que são debatidos. As pessoas são rotineiramente condenadas à morte ou desafiados a duelos, baseado na fina palavra da fé. É uma mistura de “Pilgrim´s Progress”  e “The Canterbury Tales”.  (O Peregrino e os Contos de Cantuária), com uma pitada de passagem de “Life of Brian”. (A Vida de Brian).

Segundo Bunuel (que desertou o Catolicismo para o Ateísmo com a idade de dezesseis anos), “Além da própria situação em si e a autêntica disputa doutrinal que ele evoca, o filme é, acima de tudo, uma jornada pelo fanatismo, onde cada pessoa relutantemente se apega à sua própria partícula da verdade, pronta, se necessária, para matar ou morrer por ela. 

Bunuel sempre quis fazer um filme que afirmasse seu ateísmo, o ceticismo intelectual para com a igreja, que ele havia renunciado na juventude. 

O papa, atacado por revolucionários, é feito pelo próprio Bunuel.

As estórias, contidas no filme, são baseadas em episódios históricos. Bunuel fez intensa pesquisa para o filme e uma grande fonte foi o Dicionário de Heresias, do Abade Pluquet. 


Veja filme legendado por este link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywQO6oZCD52nlbU2?e=Dhg2gU

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Les Misérables (Os Miseráveis), de Richard Boleslawski (1935)

Para mim, está é melhor adaptação do romance “Les Misérables” de Victor Hugo. Não apenas pela presença de dois dos maiores atores do cinema de todos os tempos: Fredric March e Charles Laughton, mas também pela bela cinematografia de Gregg Tolland.

Digno de nota no elenco é a presença do ator Cedrik Hardwicke como Bispo Bienvenue.

Não é uma versão precisa em relação ao livro, mas é difícil adaptar um livro de 1.000 páginas em um filme de pouco de mais de 1 hora e meia.

Fredric March faz o papel de Jean Valjean, o protagonista do filme, que constrói uma nova vida depois da prisão, usando um outro nome.  E Charles Laughton faz o neurótico  Inspetor Javert, na busca incessante de prender Valjean.

Florence Eldridge, que faz o papel de Fantine, era a esposa do ator Fredric March na vida real. Eles foram casados de 1927 até a morte de March em 1975.

Marilyn Knowlden, que faz Cosette quando criança, deve ser a única atriz viva desse filme. Ela deve estar com mais de 95 anos de idade.

Parte das cenas do tumulto de 1832 teve que ser regravada, porque um dos figurantes aparecia mascando chiclete.

Há várias mudanças no filme em relação ao livro: redução da pena de prisão de Valjean para 10 anos em vez de 19 anos; a abreviação das dificuldades de Fantine, talvez pelo Código de Censura da época, mudando a origem de Eponine de mulher de rua para secretária e a declaração do objetivo dos estudantes como sendo reforma da lei em vez do objetivo real de derrubar o governo.

Foi o último filme da 20th Century Pictures antes de fundir com a Fox Film Corporation e se tornar a 20th Century-Fox.

Link do filme legendado abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywOooDaih0V51IeA?e=ulNe2c


segunda-feira, 14 de junho de 2021

Le Magnifique (O Magnífico), de Philippe de Broca (1973)

Já tenho um post para esse filme, acho que de 2020, mas como o link não estava funcionando, já coloquei o novo link no post e também aqui: https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywLfG3UmEjQjNhp0?e=ZMWljY

É uma melhores comédias de Philippe de Broca com Jean-Paul Belmondo.

Roteiro de Philippe de Broca e de Vittorio Caprioli, que também faz o papel de um divertido vilão.

Tem a participação da bela Jacqueline Bisset. E uma ponta do diretor Phillipe de Broca, fazendo o papel de um encanador.



Salvador Allende, de Patricio Guzmán (2004) - Documentário

11 de Setembro será para sempre lembrado pelos ataques ao World Trade Center nos EUA. Mas também é lembrado pela morte de Salvador Allende, o presidente do Chile, eleito democraticamente, cujo governo foi derrubado por um golpe de estado, apoiado pelo governo americano em 1973. O diretor deste vídeo, Patricio Guzmán, passou sua carreira inteira de cineasta fazendo documentários explorando esse trágico acontecimento da história do seu país e neste chega finalmente a Allende, um herói para esquerda política do Chile. O golpe resultou na sua morte e os 18 anos de ditadura de Pinochet que se seguiram.

Este filme é um retrato profundamente pessoal e que faz mais sentido no contexto dos outros filmes de Guzmán. Para quem não tem muito conhecimento sobre o Chile, pode ser um pouco confuso, pois se assume alguma familiaridade com a história da política chilena. (o filme “Casa dos Espíritos”, de Bille August, 1993, pode ajudar). Não confundir a escritora do livro que deu origem a esse filme, Isabel Allende, com a filha de Salvador. Isabel Allende foi filha de Tomás Allende, primo-irmão de Salvador. Salvador Allende teve também uma filha com o nome de Isabel, Maria Isabel Allende.

O fato de que nenhuma biografia oficial de Allende tenha sido publicada no Chile é algo surpreendente. É como se os chilenos quisessem não apenas esquecer o pesadelo da ditadura de Pinochet, mas também o sonho de utopia ou uma realidade talvez possível, que Allende havia oferecido em sua campanha.

Há paralelos entre Allende e o governo de Hugo Chavez, incluindo a tática da oposição de fazer greves e protestos por causa da economia do país. Não foi à toa que Chavez suspeitou, na época, do envolvimento dos norte-americanos no golpe, que quase derrubou o seu governo em 2002. Nessa tentativa, enquanto Chavez e seus ministros ficaram acuados no palácio presidencial, o exército ameaçava bombardear o prédio, uma ameaça que foi realizada pelos militares chilenos em 1973. 

Allende foi o primeiro socialista marxista a ser eleito democraticamente como presidente de república e chefe de estado na América. Seus pilares ideológicos foram o socialismo, o marxismo e a social-democracia. Allende acreditava na via eleitoral da democracia representativa e considerava ser possível instaurar o socialismo dentro do sistema político então vigente em seu país. Veja mais sobre Salvador Allende. aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Salvador_Allende

Link para este documentário de 1 hora e quarenta minutos e legendado está abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywFzGXVLeVmm9Pyo?e=iVnc96


quinta-feira, 10 de junho de 2021

Madame X, de David Lowell Rich (1966)

Uma mulher da classe média (Lana Turner) se casa com um homem rico (John Forsythe), para desespero da sua mãe (Constance Bennett). 

Os anos passam, ela tem um filho e começa um caso com um patife (Ricardo Montalban). Quando ela tentar dar um fim ao romance, ele o acaba matando acidentalmente. Sua sogra descobre e a convence a fingir sua morte e fugir. Ou ela irá arruinar a vida do seu marido e filho. Ela vai em frente, mas fica destruída pela culpa e se torna uma alcoólatra. 

Ela ainda mata outro homem e é defendida pelo filho já crescido (Keir Dullea), que não sabe que ela é sua mãe.

É um filme com uma produção luxuosa de Ross Hunter, que já havia trabalhado com Lana em “Imitação da Vida” e tido grande sucesso.

Constance Bennett (em seu último filme) teve uma boa maquiagem, porque parece tão jovem quanto Lana Turner. Mas tem uma beleza impressionante, ainda mais reforçada com o belo colorido do filme.

Além de Keir Dullea, ainda jovem e prestes a se tornar famoso em 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), temos a presença do ótimo Burgess Meredith. 

Por volta da época deste filme, ele foi convidado a fazer o Pinguim, vilão da série Batman e Robin. Há uma ponta de Neil Hamilton como Scott Lewis. Neil foi o famoso comissário Gordon da série. 

John Forsythe foi alcançar sucesso mais tarde na série de TV Dinastia.

O filme teve má recepção dos críticos e bilheteria fraca. Fatos que já evidenciavam o declínio das grandes produções de melodramas (principalmente direcionado a mulheres), que havia sido moda na década de 50.

Veja abaixo link do filme legendado.

https://1drv.ms/u/s!AjMUR7SXEhT_ywC8nhDZFTbS0abG?e=H27ZIl


quarta-feira, 9 de junho de 2021

Dernier Domicile Connu (Último Domicílio Conhecido), de José Giovanni (1970)

Lino Ventura faz o policial (Leonetti), um policial duro e violento, que detém o filho de um poderoso advogado e este procura vingança. Leonetti após ser admoestado é enviado para um distrito do subúrbio. Ele não gostou da ideia de ser rebaixado para um policial de segunda categoria, mas ele é designado a formar uma equipe. Lá ele conhece a jovem e bela Jeanne Dumas (Marlène Jovert). Ambos juntam forças para pegar pequenos delinquentes. Mais tarde, a dupla é designada para uma tarefa mais difícil: encontrar uma testemunha desaparecida, cuja prova é crucial para condenar um assassino chamado Soramon (Guy Heron). Eles vasculham Paris, perguntando a pessoas, vizinhos, encontrando várias pistas. Enquanto isso, eles são perseguidos por um gangster misterioso, chamado Greg (Michel Constantin).

Lino Ventura, pelo seu rosto de boxeador, é um perfil adequado para filmes de gangster e filmes policiais, onde apareceu em vários filmes assim, com Alain Delon, Belmondo  e Jean Gabin.

Filme foi dirigido por José Giovanni, que parece ser português pelo nome, mas é um francês de Paris, que participou na Resistência Francesa, durante a Segunda Guerra. Ele trabalhou como lenhador, mergulhador, guia de turismo e minerador. Escreveu 20 livros, 2 livros de memórias, 33 roteiros e dirigiu 15 filmes para o cinema e 5 filmes para TV. Seu romance, “Le Trou” (O buraco, gíria para prisão), se tornou um filme clássico e foi baseado em sua própria fuga de uma prisão de Paris.

O Último Domicílio Conhecida tem uma bela trilha sonora de François de Roubaix, cuja suite, pode ser ouvida aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AD-Pv7SBT_g

No final do filme há uma citação do poeta romeno Eminescu: "La vie est un bien perdu pour celui qui ne l'a pas vécu comme il aurait voulu" ("A vida é bem perdido por aqueles que não a viveram como eles gostariam de ter vivido.”

Link do filme legendo em Português abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yn-Nv8fZ2uo8TdZB?e=4dpfjs



sábado, 5 de junho de 2021

A Woman is a Woman (Uma Mulher É uma Mulher), de Jean-Luc Godard, 1961

Depois do seu aclamado “Acossado” (1960), com Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo, o diretor Jean-Luc Godard fez esse seu primeiro filme colorido, em colaboração com a atriz dinamarquesa e sua futura esposa, Anna Karina.

Godard queria Brigitte Bardot para o papel de Angela, mas ela não estava disponível.

Anna Karina ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Berlim em 1961. Godard também ganhou prêmio especial nesse festival.

O enredo do filme conta sobre uma bonita dançarina de strip-tease, Angela (Anna Karina), que vive com seu namorado, Émile (Jean-Claude Brialy) em um apartamento em Paris. O maior sonho dela é ter um filho, mas ele não está muito a fim e fica evitando o assunto. Depois, surge uma ideia para resolver o problema: talvez o amigo de Émile, Alfred (Jean-Paul Belmondo) possa dar uma mãozinha.

Em uma cena, o personagem de Belmondo diz a Angela e Émile que ele quer ver o filme ‘Acossado” na TV. Um ano antes, Belmondo fez o papel principal desse filme com o diretor Jean-Luc Godard.

Já em outra cena, há uma menção sobre o filme ‘Vera Cruz’ (1954), com Burt Lancaster e Gary Cooper, quando Belmondo vira para a câmera e imita o sorriso característico de Burt Lancaster.

Este filme é um dos favoritos do ator Joseph Gordon-Levitt, segundo informado pelo jornal The New York Times.

Link do filme legendado em Português, abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_xVMtHS7k-SyNKWN4?e=fsSsFw


quinta-feira, 3 de junho de 2021

Dunkirk ( O Drama de Dunquerque), de Leslie Norman (1958)

Filme relata a famosa evacuação das forças britânicas da praia de Dunkirk (ou Dunquerque) em Maio-Junho de 1940. Visto pelos olhos de um pequeno grupo de soltados da infantaria e seu líder, cabo Binns, e também pelos olhos de civis que ajudaram a evacuar os soldados com seus barcos particulares.

A história marca a Batalha de Dunkirk como uma derrota dos britânicos e aliados, pois as forças alemãs espremeram franceses, belgas e britânicos para a direção da praia e infligiram cerca de 60.000 mortes nos Aliados. 

Nessa evacuação, cerca de 300 mil soldados foram resgatados, algo que pode ter sido fatal para a derrota final dos nazistas na guerra. Há quem diga que Hitler pediu a seus generais que descansassem e recuperassem os equipamentos, como também para um gesto à Inglaterra por um possível esforço de paz.

Os principais atores são John Mills como cabo Binns (Tobby), Bernard Lee como Charles Foreman e Richard Attenborough como John Holden, como um dono de um barco e receoso de levá-lo para fazer resgate, pois tinha esposa e um bebê. 

Attenborough, em uma cena no bar no começo do filme, chega a falar em ‘bela guerra’ (lovely war) e, mais tarde, ele acabaria dirigindo um filme musical com esse título, “What a Lovely War” (1969). Seu neto, Will, apareceu na refilmagem da batalha. Dunkirk (2017).

As cenas na praia foram filmadas em Camber Sands no litoral sul da Inglaterra, enquanto a cidade de Dunkirk foi recriada na cidade próxima de Rye.

Este filme foi o de maior bilheteria na Inglaterra em 1958.

Curiosidade que a trilha sonora deste filme, de Malcolm Arnold, foi reutilizada para o filme "O Mais Longo dos Dias", de 1961.

Veja abaixo filme legendado em Português.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yn5VMnysf1BlQPeQ?e=pCwTUD



terça-feira, 1 de junho de 2021

Now, Voyager ( A Estranha Passageira), de Irving Rapper (1942)

Bette Davis é Charlotte Vale, uma mulher solteira, filha temporã e oprimida por parte de uma mãe conservadora e ditatorial, feita por Gladys Cooper. A ajuda para Charlotte vem na pessoa do Dr. Jaquith (Claude Rains), que indica mudança de ares e ficar um tempo no sanatório administrado por ele (Cascades). Charlotte parte depois para uma viagem de descobertas, de encontrar a si mesma.

A cinematografia é excelente, que pode ser percebida pela alta resolução do filme (veja link abaixo). 

O filme também vale pelas presenças de Paul Henreid e de Claude Rains, que, em seguida após o término deste filme, foram filmar Casablanca. Rains terminou sua cena nesse filme em 3 de junho de 1942 e fez sua primeira cena em Casablanca às 10h30 da manhã seguinte.

O título do filme vem de um poema de Walt Whitman, para simbolizar a saída de um casulo onde Charlotte se encontrava. O filme é baseado em romance da escritora Olive Higgins Prouty.

Foi o filme de maior bilheteria da carreira de Bette Davis, embora muitos achem que "All About Eve" com ela, seja o maior trabalho da atriz.

Ao final do filme, a célebre frase dita por Charlotte: "Oh, Jerry, não se contente com a Lua, nós temos as estrelas." foi votada como a 46º citação dentre as 100 mais do American Film Institute.

Por três vezes durante o filme, Paul Henreid acende dois cigarros ao mesmo tempo, sempre cedendo um para Bette. Esse ato, embora não tenha sido criado aqui, já havia sido feito em outro filme, mas nesse ficou mais marcado. Paul Henreid não podia ir para qualquer lugar, que sempre apareciam mulheres pedindo para acender cigarros para elas.

Bette viaja para a América do Sul de navio, desembarca no Rio de Janeiro de 1942, o Rio de Janeiro de Getúlio Vargas à época. Há cenas com um taxista chamado Giuseppe (Frank Puglia), levando Charlotte e Jerry (Paul Henreid) para o Pão de Açúcar, mas o taxista não fala Inglês e nem Charlotte ou Jerry falam Português. Os dois se incomodam que Giuseppe fica dando voltas, como se estivesse perdido e não chega ao destino. Por imprudência do taxista, o carro acaba caindo morro abaixo. Dá para entender algumas palavras em Português do taxista. Originalmente, o livro fala da viagem para Nápoles e não ao Brasil, mas o Giuseppe foi mantido e o adequaram a um personagem carioca.

Bette Davis e Gladys Cooper (que faz a mãe dela no filme) receberam indicação de Melhor Atriz Principal e Melhor Atriz Coadjuvante respectivamente.

Em suas memórias de 1987, Bette Davis conta que Claude Rains era seu ator e colega favorito.

E Paul Henreid pede em uma restaurante a mesma bebida que ele pede em Casablanca: Dois Cointreaus.

Abaixo o link do filme:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yn2EQ96rO9mrPGPr?e=L2rJqJ