quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Meu Pai, um Estranho (I Never Sang for My Father), de Gilbert Cates (1970)


Gene Hackman faz um ex-fuzileiro naval cuja esposa faleceu recentemente de câncer. Seus pais vivem em cidade próxima e visitam ele de vez em quando. Hackman nunca se deu muito bem com seu pai, interpretado por Melvyn Douglas, mas ele se dá melhor com a mãe.

Depois de algum tempo, sua mãe morre e sua irmã, feito por Estelle Parsons, vem para casa e aí ficamos sabendo que Douglas a baniu de casa várias anos atrás e ela nunca tinha voltado desde então.

Hackman e Parsons têm que decidir o que fazer com o pai. Se vão contratar alguma enfermeira para cuidar dele ou interná-lo em casa de repouso. Ou ainda com qual dos dois ele vai morar. Apesar do filme ter cerca de 50 anos, ele continua atual e retrata os problemas dos 'baby-boomers', que precisam cuidar dos seus filhos e também dar atenção aos pais idosos. 

Gene Hackman e Melvyn Douglas foram indicados ao Oscar de Melhor Ator, mas tiveram o azar de competir com George C. Scott por "Patton".

O filme ainda foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro.

Gene Hackman, recém saído de "Bonnie & Clyde" estava a alguns anos do maior papel de sua carreira: "Operação França".

Abaixo link para o filme legendado:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agRwpvv3jP9ZlGblB?e=90T6al

Elizabeth R, Minissérie com Glenda Jackson (1971) - Parte 3

Nesse episódio, Elizabeth conhece seu mais novo pretendente: François, Duque de Anjou, irmão mais novo do rei de França. Um casamento entre eles pode trazer a tão sonhada aliança da Inglaterra com a França. 

Ele tinha 24 anos e Elizabeth, 46. Apesar da diferença de idade, os dois logo se tornaram muito próximos. A rainha o apelidou de "sapo". Enquanto alguns acreditam que esse apelido surgiu de um brinco em forma de sapo que ele lhe dera, "sapo" tem sido um apelido pouco lisonjeiro para os franceses há séculos.

Ela gostava muito dele, sabendo que ele provavelmente seria seu último pretendente. Entre os membros do Conselho Privado de Elizabeth, apenas William Cecil e Thomas Radclyffe, apoiaram o esquema do casamento. Cecil não aguentava mais ficar esperando por um casamento da rainha e um herdeiro ao trono. Já Robert Dudley, o grande amor da Rainha, mas que acabaram não se casando e Francis Walsingham se opuseram por causa dos riscos do parto na idade dela e, caso ela morresse, o Reino da Inglaterra poderia cair de bandeja para o herdeiro francês.

Michael Williams faz o papel do Duque de Anjou,

Veja esta terceira parte da minissérie por este link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agR6T7Vn1aXAFPaL9?e=3mCdj3 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

A Idade da Reflexão (Age of Consent), 1969, de Michael Powell


Tentei postar esse filme no meu canal no YouTube, mas não consegui por motivos óbvios. Foi um filme, que devo ter visto na adolescência e achei interessante e sempre quis rever. Mas não deve, na época, ter todas as cenas de nudez de Helen Mirren, com seus vinte e poucos aninhos.

O filme parece despretensioso, mas foi uma surpresa agradável. Não é dos melhores filmes do diretor Michael Powell. Foi uma incursão de Powell e James Mason na produção.

James Mason interpreta um pintor que já está cheio de viver na cidade, fugindo para uma ilha na Austrália (na Grande Barreira de Corais) em Queensland, onde ele pode relaxar e pintar. 

Lá ele encontra uma garota de 17 anos (Mirren em seu primeiro e corajoso papel), que sonha em se mudar para a cidade grande e para isso junta seus trocados com vendas de peixes e frutos do mar. 

Mason fica encantando com sua beleza e oferece alguns dólares, se ela posar para ele, frequentemente nua. O interesse de Mason é puramente artístico e como é o filme todo, na verdade. O enredo não é nada complicado , mas não é nada incomum entre os filmes de Powell.

No elenco, digno de nota, são as presenças de Jack MacGowran como Nat Kelly e de Frank Thring como Godfrey. Thring era um ótimo ator e ficou famoso como Pôncio Pilatos em "Ben Hur".

Filme é baseado na vida de Norman Lindsay. E Helen Mirrem tinha 24 anos quando o filme estreou.

A melodia da trilha sonora, de Peter Sculthorpe, se encaixou bem no filme.

Bem, finalmente James Mason consegue a sua Lolita.

Para ver o filme legendado, clique no link abaixo:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agR_-PAfeeQhCmJFv?e=vzUShn

domingo, 20 de dezembro de 2020

Elizabeth R, Minissérie com Glenda Jackson (1971) - Parte 2

A nova Rainha Elizabeth tem 25 anos de idade e não está ainda casada. 

Seu conselheiro, particularmente o homem a quem ela mais confia, Sir William Cecil (Ronald Hines), pede para que ela se case depressa para assegurar a sucessão, dentre outras válidas razões.

Apenas Lord Robert Dudley (Robert Hardy), como Mestre Cavalariço e mais tarde Conde de Leicester, parece interessar à rainha. Robert Hardy e Glenda Jackson na imagem ao lado.

Mais tarde, Robert Dudley irá ajudar a Rainha na guerra contra a tentativa dos espanhóis de invadirem a Inglaterra pela Holanda, sob o comando do Duque de Parma, Alexandre Farnésio, outro personagem que mereceria uma minissérie, assim como a Grande Armada Espanhola.

Segunda parte da minissérie premiada da BBC, com grande desempenho de Glenda e Robert Hardy.

 

Clique no link abaixo para ver essa segunda parte com legendas:

 

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agRpgiDeQZewdu9WQ?e=MZcXCl


Maridos em Férias (A Guide for the Married Man), de Gene Kelly (1967)

Gene Kelly, que sempre fez filmes movimentados como ator, este não poderia ser diferente ao dirigir. O filme já tem mais de 50 anos e pode estar datado aos dias de hoje, mas os meados da década de 60 foram anos rebeldes e de libertação sexual. O filme transpira isso. 


Walter Matthau tinha sido visto em vários papeis de coadjuvante, mas agora ele é o protagonista como Paul Manning. Um marido entediado com sua vida de casado, embora ele tenha uma bela esposa (a linda Inger Stevens), e que está ansioso para encontrar maneiras de se divertir 'do outro lado'. Seu companheiro de discussões é Robert Morse (Ed Stander), que costuma fazer filmes de comédia e recentemente esteve em "Mad Men", como Bert Cooper, o chefe da agência de Don Draper e que recomenda a ele que leia o livro clássico "A Revolta de Atlas", de Ayn Rand. Ed coloca uma abelhilha na cabeça de Paul em como se divertir longe de casa.

O filme também uma particularidade interessante, ao mostrar pontas de vários grandes atores de Hollywood e que ilustram as ideias que Ed quer que Paul coloque  em prática. Atores como Lucille Ball, Art Carney, Jack Benny, Jayne Mansfield, Jeffrey Hunter, Sid Caesar, Sam Jaffe, Carl Reiner, Terry-Thomas e Phil Silvers. Também conta com participações de Majel Barrett (Star Trek e ex-esposa de Gene Roddenberry) como Sra. Fred, Linda Harrison (companheira de Charlton Heston em Planeta dos Macacos) como Srta. Stardust e Heather Young (a Betty da série "Terra de Gigantes"), como a garota com o megafone.

A trilha sonora é composta por John Williams (na época conhecido como Johnny Williams) e cantada pelos "The Turtles".

Não consegui postar o filme no YouTube, apesar do filme ter quase meio século de existência. Jamais posso comparar o alcance do YouTube frente ao meu blog. Há muitos filmes como este, que estão esquecidos ou desconhecidos pelo público e que os dententores dos direitos de exibição poderiam ainda ganhar algum dinheiro com o filme, se fizessem algum acordo comercial com o YouTube, onde cada um (detentor, YouTube e o publicador  ganhassem um pouquinho cada um (com o publicador ficando com uma pequenina parte). Atualmente, a briga dos canais de 'streaming' está intensa e o YouTube precisa achar maneiras de manter seu público.

Para ver o filme legendado, clique no link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agRvYETAh1uTADCtW?e=2MBw39


sábado, 12 de dezembro de 2020

Elizabeth R, com Glenda Jackson (1971) - Minissérie - Parte 1

Minissérie com 6 episódios sobre a Rainha Elizabeth I, interpretada por Glenda Jackson. 

Esta minissérie foi indicada a 7 Emmys e ganhou 5, entre eles o de Melhor Atriz para Glenda. Ela também ganhou um BAFTA.

Este primeiro episódio começa com os tempos de sucessão e problemas para a princesa Elizabeth. Ela passa por momentos perigosos ao escapar com dificuldades de estar implicada na tentativa de Thomas Seymour de abduzir o meio irmão dela, o garoto Rei Edward VI, que está muito doente. Depois, ela se torna uma figura envolvida na rebelião protestante, liderada por Thomas Wyatt, o Jovem, quando a sua meia-irmã, a Rainha Mary I da Inglaterra, uma católica devota, sucede ao Rei Edward que falece.

Conta com grande elenco, entre eles, Vivian Pickles como Mary Stuart, Peter Jeffrey como Rei Filipe e Ronald Hines como William Cecil.

O título da minissérie Elizabeth R, vem do latim, Elizabeth Regina ou Elizabeth Rainha.

Veja no link abaixo essa primeira parte, com legendas.

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agRjznvx17dFbMPsc?e=tjax9L

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Cromwell, O Homem de Ferro , de Ken Hughes (1970)

Desgostoso com as políticas do Rei Charles I, Oliver Cromwell planeja levar sua família para o Novo Mundo. Mas na véspera de sua partida, Cromwell é arrastado e fica emaranhado com os assuntos de religião e política, que irão resultar na Guerra Civil Inglesa.

O filme não é preciso na descrição histórica, mas tem muito bons elementos. Ganhou o Oscar de Melhor Figurino e foi nomeado como Melhor Trilha Sonora, além dos desempenhos ótimos de Alec Guinness, como Carlos I, e Richard Harris como Cromwell. Alec parece até fisicamente com o rei e transmite bem o seu modo autocrático e tirânico, sua convicção na crença de que ele está certo e acaba assumindo posições erradas. O filme pretende mostrar as qualidades de Cromwell, mas não cobre a sua transformação mais tarde em um ditador hipócrita e impiedoso.

Richard Harris disse que teve um colapso nervoso durante as filmagens e uma vez ele acordou achando que eles iriam realmente executar o Rei Charles I.

O ator era talvez o menos provável candidato para o papel do líder puritano que, segundo muitos historiadores, cometeu um quase genocídio na Irlanda. Embora sendo um nacionalista irlandês, Harris deixou de lado as circunstâncias históricas e se tornou intrigado com Cromwell como um 'símbolo de integridade e ansioso por reformar a sociedade'. Harris insistia de que não era necessário para um ator acreditar estritamente no personagem, que ele iria interpretar. Em vez disso, ele se inspirou na natureza idealista de Cromwell, seu objetivo de tirar o país das mãos dos aristocratas e sua rigorosa autodisciplina, um traço que Harris admirava. Abaixo na foto, Richard Harris com Alec Guinness.

Cromwell  morreu em 1658, com 59 anos. Acredita-se que ele morreu de malária e infecção urinária. O corpo dele foi exumado e postumamente decapitado em 1661, 12 anos depois da execução de Charles I.

O diretor Ken Hughes ficou fissurado com o assunto, depois de ler uma biografia de Cromwell no começo dos anos 60. Durante os próximos nove anos, ele leu mais de 120 livros sobre ele e viajou pela Inglaterra para visitar locais históricos e fazer pesquisas em museus e cartórios de registros. Ele conseguiu fazer o filme depois que encontrou o produtor Irving Allen, ele também um que compartilhava uma obsessão por Cromwell.

Em uma entrevista para a BBC, Richard Harris deliberadamente 'quebrou' a sua voz ao gritar por duas horas nas montanhas da Espanha, onde o filme teve locações. Ele disse que queria que sua voz contrastasse com a voz mais melódica de Alec Guinness.

Veja o filme em cores e alta resolução neste link:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agRmVxhpUDeKtH838?e=Q0ofp7