domingo, 11 de abril de 2021

Prisioneiro do Remorso (The Prisoner), de Peter Glenville (1955)

Um cardeal (Alec Guinness) é preso por traição contra o seu país. O filme não esclarece qual país, qual cidade e quando.

Como Príncipe da sua Igreja e um herói popular do seu povo, pela sua resistência aos nazistas durante a guerra e depois pela sua resistência quando seu país cai sob o domínio de um conquistador totalitário. Na prisão, seu interrogador (Jack Hawkins) está determinado a conseguir uma confissão de culpa do cardeal de forte resistência e depois destruir seu poder ante seu povo. As batalhas psicológicas e verbais são dramáticas e nem com as crescentes pressões sobre o cardeal conseguem enfraquecê-lo, nem mesmo sendo colocado em uma solitária, sob forte luz na sua cela, sem poder dormir, tudo para fazê-lo enlouquecer. Ao passar do tempo, o prisioneiro vai acabar criando um tremendo sentimento de pena por parte do seu interrogador.

O filme foi considerado controverso demais e foi banido de exibição nos Festivais de Filme de Veneza e Cannes.

Filme é baseado em peça de teatro de Bridget Boland e ela participou no roteiro do filme. Alec Guinness repetiu o papel do cardeal, que ele tinha feito no teatro em 1954. Este filme foi um ano depois do seu famoso papel como Padre Brown.

Guinness e Jack Hawkins iriam trabalhar juntos novamente no clássico, “A Ponte do Rio Kwai”, em 1957.

O filme foi criticado como sendo anticatólico na Itália. Foi curiosamente chamado de pro-comunista na Irlanda e anticomunista na França. Mas foi indicado a 5 prêmios BAFTA, o que prova sua qualidade.

Dizem que seu papel como Padre Brown e neste como cardeal foram um grande passo para Guinness se converter ao catolicismo.

Este filme foi supostamente baseado na vida real do Cardeal Mindszenty, que não gostou muito do filme.

Veja abaixo link para o filme legendado em português:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agT5RylxuicBdLzzP


segunda-feira, 5 de abril de 2021

O Moço da Filadélfia (The Young Philadelphians), de Vincent Sherman (1959)

Começamos com um prólogo. Em 1924, um mulher, vinda da classe pobre, Diane Brewster (como Kate Judson) se casa um homem rico, Adam West como Bill Lawrence. Na lua de mel , ele diz  a ela que não consegue amá-la. Aparentemente, porque não consegue ter relações com ela. Ela vai chorar suas mágoas com Brian Keith, que faz Mike Flanagan, a quem ela inicialmente havia rejeitado por ser pobre. E acaba sendo tendo relações com ele. Embora Flanagan queira se casar com a viúva Diane, ela quer que seu filho cresça com as vantagens de ter o sobrenome Lawrence.

Depois, saltamos para o presente, onde vemos o aluno de Princeton, em 1947, Paul Newman, como Tony Lawrence, trabalhando para a empresa de construção de Mike Flanagan. Tony quer se formar em Direito. Um dos empregados da construção tem uma discussão acalorada por um acidente de carro com a linda Barbara Rush (como Joan Dickinson). Tony fica ao lado dela, provavelmente porque ela é mais bonita que o grandalhão Leonard Bremen, e eles se apaixonam. Contudo, o pai rico de Joan é John Williams (como Gilbert Dickinson) e não aprova o pobretão do Tony. É um tipo novelão, com o protagonista tentando subir na vida.

Quem rouba as cenas é o colega de Tony, Robert Vaughn, como Chet Gwynn. Ele bebe demais e é acusado de assassinato. Chet quer que Tony advogue para ele. Vaughn recebeu indicação para Melhor Ator Coadjuvante. Também foi indicado ao Globo de Ouro.

O filme, para os padrões de hoje, está datado. Mas para a época, em final do anos 50, conta com vários assuntos sérios, como homossexualidade, filho fora do casamento, adultério, suicídio e alcoolismo. Vale pelo bom diretor e atores.

Com Paul Newman, Barbara Rush, Brian Keith, Adam West e Robert Vaughn.

Veja abaixo link do filme com legendas em Português.

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agT2hg16572r2x2ES?e=u2kCDm


terça-feira, 30 de março de 2021

Bob, Carol, Ted e Alice, de Paul Mazursky (1969)


Filme do final dos anos 60, capturando uma década de rebeliões e mudanças de comportamento. Robert Culp faz um produtor de documentários que, com sua esposa Carol, fazem um casal que vai uma terapia de grupo, que serve de pano de fundo para o início do filme. 

Voltando para a casa deles em Los Angeles, o casal se sente iluminado após a terapia e querem passar esse sentimento para seus amigos próximos, Ted e Alice (Elliott Gould e Dyan Cannon). Ted e Carol não se conformam que seus amigos não confessam seus verdadeiros sentimentos. Bob insiste que todos devem ‘sentir’ em vez de intelectualizar as emoções e Carol diz ‘isso é lindo’ após qualquer um dizer alguma coisa, até mesmo remotamente pessoal. Ted e Alice se divertem com seus amigos, mas uma tensão sexual de boa natureza fica óbvia entre os dois casais.

Natalie decidiu apostar no filme e trocou seu salário no filme por uma porcentagem no filme. Ela acabou ganhando 3 milhões de dólares.

Donald F. Muhich, que faz o papel de terapeuta de Alice, foi terapeuta na vida real do diretor Paul Mazursky. E segundo o próprio diretor, ele considera ser seu melhor filme.

Bill Cosby, parceiro de Robert Culp, na série de TV, Os Destemidos (1965), faz uma ponta, onde ele usa um chapéu, uma camisa vermelha e óculos de sol, quando ele esbarra em Bob na cena da boate.

Natalie Wood uma extraordinária atriz e uma das minhas favoritas. Dyan Cannon também ótima e extremamente sensual.

Veja filme legendado em Português no link abaixo.

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agTyPvvXxStTTKuKF?e=pUKK7L


domingo, 28 de março de 2021

Dois Homens Contra uma Cidade (Deux Hommes dans la ville), de José Giovanni (1973)

O enredo mostra um ex-ladrão de banco que é solto depois de 10 anos de prisão. Ele obtém ajuda para voltar à vida social, mas é perseguido por um antigo policial do seu passado.

Germaine Cazeneuve (Jean Gabin) é um profissional que cuida de prisioneiros  e seu trabalho é reformá-los para se ajustarem à uma nova vida, depois da prisão. Ele pede leniência no caso de arrombador de cofres, Gino Strabliggi (Alain Delon), que vai ficar na condicional depois de 10 anos preso. A junta de condicional aceita o pedido de Germaine, mas sob a condição de que ele fique responsável por Strabliggi. Gino, como ex-preso, é forçado pela lei francesa a tomar residência fora da cidade e ele se fixa com a jovem esposa no interior, onde o destino trabalha contra ele, quando sua esposa é morta e depois ele é cercado pelo antigo bando para voltar à sua antiga vida. Ele também é perseguido por um dos policiais que o prendeu anos atrás, o agora chefe de polícia Goitreau, que tem a área sob sua jurisdição e ainda mantém uma bronca pessoal de Gino, tornando-se mais suspeito quando ele descobre que a nova namorada de Gino trabalha no banco local. Com a ajuda de seu novo bom amigo, Cazeneuve e sua nova namorada Lucie (Mimsy Farmer), ele tenta exorcizar seus demônios internos e lutar contar seus inimigos.

O diretor José Giovanni é mais conhecido por ser roteirista de vários filmes do diretor Jean-Pierre Melville. Seus roteiros são mais ligados ao crime, uma área que ele conhecia muito bem, pois ele esteve no corredor da morte na França, de 1948 a 1956, antes de ganhar o perdão presidencial.

Este filme foi parte de uma campanha contra a pena de morte na França, que aconteceu nos anos 70. José Giovanni foi sentenciado à morte, logo depois do fim da Segunda Guerra e foi perdoado pelo então presidente francês. Dez anos depois, depois de cumprir sua sentença, ele se tornou um roteirista e diretor. A pena de morte foi finalmente abolida na França em 1981.

Veja link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTv39OP19ZjgzSFL?e=jRCNtK


segunda-feira, 22 de março de 2021

Dois Farristas Irresistíveis (Bedtime Story), de Ralph Levy (1964)

Benson (Marlon Brando) é um conquistador, um Casanova, que despreza mulheres e inventa mil e um truques para levá-las para cama e depois deixá-las. Seu disfarce favorito é passear pela Alemanha, se fingindo de soldado americano de origem alemã. 

Quando ele encontra uma garota que ele gosta, ele tira uma foto Polaroid da casa dela, bate na porta, mostrando a foto e fingindo estar em peregrinação pelas redondezas e pela casa da sua avó. É um sistema infalível de atacar e fugir. Benson parece contente com seu jogo até que ele encontra Jameson (David Niven), um malandro profissional que aprendeu a combinar sexo com dinheiro. Jameson finge ser um príncipe exilado e não só leva suas conquistas para cama, como também faz ela mostrar todas as suas joias. Benson começa a disputar as conquistas com Jameson e quem ganhar, irá dominar um pequeno resort na Riviera como “O Rei da Montanha”.

A qualidade do filme não é em alta resolução, mas faz algum tempo que quis postar este filme, que aniversaria seus 57 anos. Uma boa maneira de contrapor dois estilos diferentes de atores e personagens.

A ideia original era reunir Tony Curtis e Gregory Peck, mas acho que as escolha do par (Brando e Niven) foi perfeita. Há quem prefira a versão com Steve Martins e Michael Caine, que também é muito boa, mas ainda prefiro este original.

O diretor Ralph Levy é mais conhecido por dirigir comédias para TV.

Veja o filme legendado em Português aqui abaixo no link:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agTktphG3IRUGvx4B?e=M0jg3e


sexta-feira, 12 de março de 2021

O Criado (The Servant), de Joseph Losey (1963)

James Fox ("Tony") contrata Dirk Bogarde ("Barrett") para ser seu criado em sua casa de Londres. Tudo vai bem até a chegada de sua irmã, Vera (Sarah Miles). Veja começa a criar um certo grau de bagunça na vida normalmente organizada, se um tanto dissoluta do empregador, especialmente na relação de Tony com namorada Wendy Craig (Susan). Quando o casal volta inesperadamente, descobre o irmão e a irmã juntos na cama e eles são demitidos. Isso poderia ser o fim de tudo, mas os dois homens se encontram no bar alguns dias depois e o aristocrata acaba o contratando de novo.

Mais um filme do diretor Joseph Losey aqui no blog, depois de “O Mensageiro”.

Filme ganhador de 3 BAFTAs.

Dirk Bogarde como Barrett, Sarah Miles como Vera, Wendy Craig como Susan e James Fox como Tony.

Pontas do ator Patrick Magee e do escritor/roteirista Harold Pinter no restaurante.

Fotografia de Douglas Slocombe.

Quando o produtor e diretor Joseph Losey foi hospitalizado por duas semanas durante as filmagens, Sir Dirk Bogarde continuou com as cenas, assistido por instruções diárias por parte de Losey, direto do quarto do hospital. Quando Losey voltou ao set, ele não refilmou nenhuma das cenas, para alívio do elenco e equipe.

Foi o décimo filme do diretor filmado no Reino Unido, depois que ele entrou na lista dos comunistas de Hollywood.

Wendy Craig substituiu Vanessa Redgrave, que teve de desistir do papel, porque estava grávida da sua filha mais velha, Natasha Richardson.

O filme foi feito sob um orçamento de 135 mil libras. E foi um sucesso de bilheteria. Losey disse depois que foi o único filme em que ele teve uma porcentagem dos lucros e que lhe deu algum dinheiro.

Filme consta da lista de Steven Schneider : Os 1001 Filmes que você tem que ver antes de morrer”.

Filme legendado em Português. Link abaixo para ver o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTjiVczma1Vun6zq?e=S7nV3G


sábado, 6 de março de 2021

Golpe Baixo (The Longest Yard), de Robert Aldrich (1974)

O título original do filme “The Longest Yard” tem um pouco a ver com o jogo de futebol americano, mas também se refere à prisão em que o personagem de Burt Reynolds, Paul Crewe, vai os próximos 18 meses e seria como ele percorresse sua jarda, seu caminho mais demorado.

Ele fora um quarterback que foi tirado do futebol por um escândalo de manipulação de resultados. Agora ele está servindo sentença na prisão por roubar a Maserati da sua amante e causando uma enorme bagunça, quando ela chama a polícia para ir atrás dele.

A prisão de Citrus State, tem um time de futebol americano amador, com os guardas e é administrado pelo diretor da prisão, Rudolph Hazen (Eddie Albert). A pedido de Hazen e para fazer seu tempo na prisão mais pacífico possível, Crewe (Reynolds) concorda em arrumar um time de colegas presos para enfrentar o time dos guardas.

Este filme foi típico de sua era, pelos seus temas politicamente incorretos – uma brisa de ar fresco comparado com a sociedade ultra sensível de hoje. Houve uma refilmagem com Adam Sandler, mas é esta é muito melhor.

Outro filme de sucesso de Burt Reynolds e do diretor Robert Aldrich. Reynolds já havia tido um grande sucesso em “Amargo Pesadelo”, dois anos antes.

Elenco deste filme, além de Burt Reynolds, Eddie Albert como o diretor da prisão, Michael Conrad, Mike Henry, Bernadette Peters como secretária do diretor da prisão e Anitra Ford, como a garota no início do filme, de quem Reynolds rouba o carro.

Alguns dos atores já havia jogado futebol profissionalmente. Burt Reynolds jogou pela Florida State University e chegou a ser escolhido pelos Baltimore Colts. Mike Henry jogou pelo Pittsburg Steelers e pelo Los Angeles Rams.

O palco para as filmagens foi uma prisão do Estado da Geórgia, onde Burt se socializava com os presos durante as refeições.

Um fotógrafo no set ofereceu tirar fotos de lembrança da ocasião, para que os presos pudessem tirar fotos individuais com Reynolds. Muitos presos não tinham dinheiro, mas Reynolds disse ao fotógrafo para tirar todas as fotos que os prisioneiros quisessem e, ele, Reynolds, pagaria por todas elas.

A cena final, de Paul Crewe e companheiros deixando o estádio e fazendo uma silhueta no túnel, foi uma homenagem à cena final do filme clássico de John Ford, “The Searchers” (Rastros de Ódio).

Filme com legendas em Inglês, pois não encontrei em Português.

Link abaixo com o filme:


Trailer do Filme:



terça-feira, 2 de março de 2021

O Mensageiro (The Go-Between), de Joseph Losey (1971)

Este filme é a terceira parceria entre o escritor Harold Pinter e o diretor Joseph Losey. Harold Pinter foi ator, diretor, poeta, roteirista, e certamente um dos grandes dramaturgos do século XX, além de ativista político britânico. Foi um dos grandes representantes do teatro do absurdo junto com Samuel Beckett e Eugène Ionesco. Os outros dois filmes em que trabalharam juntos foi “Accident” (1967) e “The Servant” (1963), que, em breve, estará também aqui nesse blog.

É verão do ano de 1900 e Michael Redgrave narra a estória, em retrospecto. Começa com um garoto de 12 anos de idade, Leo (Dominic Guard), que vem passar o verão em uma grande casa de campo no interior da Inglaterra. Ele é um convidado e sua relação com a família não fica esclarecida. Apenas sabemos que sua mãe é uma viúva e vive na cidade. Quando ele é apresentado pela família na mesa de jantar, ele diz que conhece magia e tem jogado maldiçoes em pessoas, mas isso parece ser uma brincadeira entre ele e o outro garoto de sua idade, Marcus.

Enquanto os dois brincam, o resta da família de Marcus começa a aparecer, quando Marcus vai apontando as pessoas para Leo. Vemos a vida despreocupada, se ocupando de conversas, da natureza, arte, cultura e jogos. Leo tenta se adequar à família, liderada pela matriarca, Mrs. Maudsley (Margaret Leighton). Leo se sente atraído pela irmã mais velha de Marcus, Marian Julie (Julie Christie) e desenvolve um amor afetivo por ela. 

Um dia quando a família sai para nadar, eles encontram o vizinho, Ted Burgess (Alan Bates), que está atravessando a propriedade deles para nadar no lago.  Depois, Leo se encontra com Ted e ficam amigos. A pedido de Ted, Leo começa a entregar bilhetes para Marian e ela, por sua vez, manda bilhetes a Ted, por meio de Leo. 

Explica-se aí o título do filme. E o resto fica por conta de quem irá assistir o filme. Um dos grandes sucessos do diretor Joseph Losey.

Trilha sonora de Michel Legrand.

Elenco: Alan Bates, Julie Christie, Dominic Guard, Michael Gough, Edward Fox e Jim Broadbent, que faz uma ponta como um espectador no jogo de críquete.

Filme ganhou vários BAFTAs, indicações ao Oscar e ganhou Cannes de 1971.

Link do filme com legendas em Português:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTXD9CCZ9ji_Bsuw?e=1a3cYL


sábado, 27 de fevereiro de 2021

O Círculo Vermelho (Le Cercle Rouge), de Jean-Pierre Melville (1970)


Um dia antes de sua libertação da prisão, após cinco anos de sentença, o ladrão Corey (Alain Delon) é contatado por um dos guardas da prisão, oferecendo a ele um serviço de roubo de joias. Contudo, Corey vai procurar seu ex-chefe Rico (André Ekyan) e rouba dinheiro dele. Rico envia dois gangsters para caçar Corey e recuperar o dinheiro. Enquanto isso, o criminoso Vogel (Gian-Maria Volontè) é transportado de trem pelo policial Mattei (André Bourvil), mas consegue escapar. Corey dirige de Marselha a Paris e Vogel se esconde no porta-malas do carro. Corey se encontra com ele, mas não reclama de ter de levar Vogel a Paris, escondido no carro. Quando os gangsters chegam perto do carro de Corey, Vogel o salva dos criminosos, mas Corey perde o dinheiro. Sem dinheiro, Corey decide fazer o roubo das joias com Vogel e convida o ex-investigador de polícia Jansen (Yves Montand) para se juntar a eles. O trio faz um roubo perfeito, mas Rico procura vingança e Mattei, que não é um policial ético, mas é eficiente e usa quaisquer meios para resolver o caso.

O Círculo Vermelho é um dos grandes filmes do diretor Jean-Pierre Melville, que costuma dirigir seus filmes com chapéu de cowboy e óculos Ray-Ban.

O elenco é ótimo, com Alain Delon (ator constante em filmes de Melville), Gian-Maria Volontè e Yves Montand, além de Bourvil.

A sequência do roubo dura exatamente 27 minutos e não há diálogo algum.

Os créditos iniciais mostram uma citação, que explica o título do filme. A citação, creditada a Buda, foi na verdade escrita pelo diretor Jean-Pierre Melville.

O Ford Mustang verde do diretor pode ser visto na fila de carros quando Corey passa pela primeira passagem de fronteira.

Houve, desde o começo do filme, muita tensão entre o diretor Melville e o ator italiano Gian Maria Volontè, que faz o papel de Vogel, um papel que estava escrito originalmente paa Jean-Paul Belmondo). Volontè não gostava das afetações e perfeccionismo do diretor, tanto que o ator deixou as filmagens por dois dias e foi convencido a voltar por Alain Delon. Foi apenas mais de vinte anos, já depois da morte do diretor, que o Volontè veio avaliar Melville como um grande cineasta.


Peço a todos que contribuam com esse blog>

Link para o filme legendado em Português:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agTSl6XYl-nPXveDX?e=yZR8vI


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

O Preço de um Prazer (Love with the Proper Stranger), de Robert Mulligan (1963)

"Love with the Proper Stranger" ou “O Preço de um Prazer” conta a estória de dois jovens anglo-americanos de Nova York.

 Angie Rossini, que trabalha em uma loja de departamentos Macy e Rocky Papasano, um músico de jazz, tem uma aventura rápida e Angie acaba ficando grávida. Ela vai atrás de Rocky, esperando que ele possa pagá-la um aborto, algo que ainda era ilegal nos anos 60.

O aborto era algo controverso nessa época e foi algo corajoso de produtores em levar essa estória para filme. Nem Angie e nem Rocky têm objeções morais sobre o procedimento, mesmo ela tendo sido educada em uma família católica, que teria considerado o aborto como um pecado mortal. Os dois conseguem arranjar um dinheiro e pagam um intermediário, que informa onde eles devem fazer a operação. Depois descobrem que o encarregado disso não é medicalmente qualificado coisa nenhuma e Rocky recusa que Angie passe pelo procedimento.

Depois da tentativa frustrada, o tom do filme muda para uma comedia romântica. Rocky propõe casamento a Angie, mas ela recusa, pensando que ele está fazendo apenas por senso de obrigação e pressão da família dela. Tem um outro pretendente por Angie, que a família gosta, mas ela não o leva a sério.

O filme foi indicado a cinco prêmios da Academia, embora três desses (por direção de arte, cinematografia e figurino) fossem categorias reservadas para filmes preto e branco, numa época que a maioria dos filmes eram em cores. Essa categoria separada para preto e branco foi abolida depois de 1966. Deu a Natalie Wood sua segunda indicação como Melhor Atriz (ela perderia para Patricia Neal).

Elenco: Steve McQueen, Natalie Wood, Tom Bosley, Herschel Bernadi e Edie Adams.

Natalie Wood disse que fazer este filme para ela foi a experiência mais gratificante que ela teve em todos seus filmes.

Foi o filme de estreia do ator Tom Bosley.

Pode ter sido uma grande coincidência ou uma piada, pois quando a personagem de Natalie Wood toma um táxi de volta do ‘açougueiro’ que iria fazer o aborto, o táxi passa por um grande letreiro em um edifício, mencionando o prefeito de Nova York Robert Wagner. Houve realmente um prefeito Robert Wagner em Nova York , que teve um mandato de 1957 a 1962. O ator Robert Wagner e Natalie Wood estiveram casados de 1957 a 1962 e nesta época, Natalie talvez já estivesse divorciada. 

Em certo momento do filme, os dois, Angie e Rocky pegam um ônibus. Dá para ver, quando eles descem, um cartaz no ônibus que faz a propaganda de uma escola de dança de bossa nova brasileira. Na verdade, provavelmente eles queriam dizer samba, porque a bossa nova ainda estava aparecendo naquela época e não se dança bossa nova.

Trilha sonora do mestre Elmer Bernstein.

Link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTO5yTnQcLYeCfTz?e=pKP8Lp


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Elizabeth R, Minissérie de 1971 com Glenda Jackson - Parte 4 - Terríveis Conspirações



Esse episódio 4 é todo dedicado às intrigas e conspirações contra a Rainha Elizabeth.

Corre o ano de 1586 e Mary, Rainha dos Escoceses está aprisionada na Inglaterra por quase 20 anos. Francis Walsingham é o chefe da rede de espionagem da Rainha e está determinado a acabar com Mary e a facção católica.

Elizabeth não se sente em perigo e acha demasiada preocupação com Mary e o que ela pode fazer para tomar o poder da Rainha e voltar a Inglaterra à fé católica.

Mary está presa em uma casa no interior e sendo vigiada de perto e sem poder se comunicar com qualquer outra pessoa do exterior, mesmo por carta.

Walsingham tenta a todo custo convencer a Rainha que Mary, com seus cúmplices de Roma e Espanha, além dos católicos ingleses, querem matá-la e tomar o poder.

Na verdade, Walsingham, força, usando todo seu aparato de inteligência, que Mary caia na armadilha de estar ativamente envolvida  na conspiração, usando de todos os meios possíveis e até mesmo forjando cartas.

Depois de uma carta entregue a ele à Rainha, onde Mary declara (ou deturpado pelos sequazes de Walsingham) que deseja a morte da sua prima.

A partir desse momento irrefutável, Elizabeth ordena que Mary seja presa e julgada. Obviamente está tudo preparado para mandar Mary para o carrasco. Elizabeth não aprova a condenação feita pelo Conselho e diz que ela não quer ser julgada pela história por ter mandado decepar a cabeça da sua prima.

Principais atores desse episódio: Glenda Jackson como Elizabeth, Vivian Pickles como Mary, Stephen Murray como Walsingham (o ator é bem parecido com o verdadeiro personagem), David Collings como Babington, Bernard Holley como Gilbert Gifford, David Nettheim como Thomas Phelippes e Hamilton Dyce como Amyas Paulet.

Abaixo, link para esse episódio. Legendado em Português. Tive que corrigir as legendas, pois estavam em Português de Portugal e com overlapping.

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTItvF0Go0ubObyR?e=5E9rKZ

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Luxúria (Quartet), de James Ivory (1981)

Luxúria (Quartet) acontece na Paris de 1924.

Marya Zelli (Isabelle Adjani) e seu marido Stephan (Anthony Higgins) estão em Paris e parecem muito apaixonados. Uma noite, Marya and Stephan estão em um clube e Marya é chamada para a mesa dos Heidlers, Lois e E.J. (Maggie Smith e Alan Bates). Lois é uma pintora e quer que a bela Marya pose para ela.

Stephan vende arte roubada e é preso, pegando uma sentença de 1 ano. Marya não tem visto de trabalho. Os Heidlers a convidam para viver em um quarto vago da casa deles.

Acontece que o casamento entre os Heidlers não é o que parece ao mundo exterior. A realidade é que Lois, de certa forma, procura mulheres jovens para seu marido, para que ele fique por perto e não deixe a esposa. Lois continua a visitar Stephan na prisão. Mas logo que for libertado, ele terá que deixar Paris. E ele está quebrado. Lois não sabe o que decidir. Ela não quer estar atraída por E.J, mas é isso ou viver na rua.

As atuações são muito boas, particularmente de Maggie Smith, como uma mulher desesperada para manter seu marido a todo custo. Alan Bates se transforma em um homem barrigudo e caseiro e faz um excelente trabalho como um sátiro aborrecido.

O estado emocional e psicológico da jovem mulher (Adjani) é colocado em quase insustentável ambivalência... Amor pelo seu marido, a quem ela visita semanalmente na prisão e a necessidade de sobrevivência. 

O filme tem um belo visual e requinte, característicos dos filmes do diretor James Ivory.

O diretor inicialmente resistiu ter que escalar Maggie Smith (agora ela é Dame Maggie Smith), porque ele não a achava adequada para o papel, apesar do seu talento. Ela foi escalada pelo produtor Ismail Merchant contra as objeções de Ivory. Mais tarde, Ivory reconheceu que a experiência de dirigir Maggie foi uma das coisas mais maravilhosas que aconteceram a ele.

O roteiro do filme foi uma adaptação do romance da escritora Jean Rhys, que baseou em sua própria experiência com o escritor Ford Madox Ford e a esposa dele.

O livro de Jean Rhys tinha o título original de “Postures”, quando foi publicado em Londres em 1928. Quando os editores Simon & Schuster publicaram nos EUA, o nome foi mudado para “Quartet”.

Link do filme abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTEAnq2BvTIyCNLF?e=VSjcjx


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Cristo Parou em Éboli (Cristo si è fermato a Eboli), de Francesco Rosi (1979)

O filme mostra a vida rural de um intelectual urbano, doutor, pintor e ativista político, que foi exilado para essa área remota devido às suas diferenças políticas durante o regime fascista na Itália. O filme leva o público a contemplar sobre os aspectos filosóficos do conceito do tempo e, também, mostra os problemas sociais e políticos.

O diretor Rosi descreve a vida simples dos agricultores nessa terra remota e isolada, a ignorância deles e a ausência de vontade política, o profundo abismo entre as pessoas e o estado e a irrelevância das vitórias quase cômicas do Duce para essas pessoas, entre muitos outros assuntos sociais e políticos. 

No filme, a vida do camponês e a vida urbana são representadas como duas civilizações estrangeiras e antítese uma da outra. Os camponeses têm sua vida própria, seus costumes, aspirações próprias. O que acontece em Roma ou na guerra contra a Etiópia, para retomar a glória de Roma não interessa a eles.

‘Cristo parou em Éboli’ também leva o público a ponderar sobre o significado filosófico da história, sua relevância e natureza. Descreve a vida do camponês como ‘congelada na história’, alienada da vida exterior e não compreendendo o tempo como nós, urbanos. A História, como a entendemos, é a história da “civilização urbana”. Como os camponeses são alienados a essa civilização, eles também são alienados a esse conceito de tempo. Nos vilarejos, vocês para de contar os dias, horas se tornam mais irrelevantes e você baseia sua vida no ciclo natural das estações. Neste sentido, o filme desafia nossa noção de história, que é a história da ‘cidade’.

Com Gian Maria Volontè, Paolo Bonacelli, Lea Massari e Irene Papas.

Trilha sonora de Piero Piccioni

Link para o filme legendado em Inglês apenas. A legenda em Português, que existe, está muito dessincronizada.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Via Láctea (The Milk Way), de Luis Bunuel (1969)


Via Láctea é um filme localizado nos tempos atuais. Mostra dois errantes ou peregrinos, que fazem uma viagem à Espanha. Mais especificamente para Santiago de Compostela. Dizem que os restos mortais do apóstolo Tiago Zebedeu estão enterrados lá. Tiago Zebedeu também era conhecido como Santiago Maior. Ele foi martirizado em 44 D.C. Não confundir com outro Tiago, também apóstolo, Tiago, o Justo ou Santiago Menor (mais jovem). 

No caminho, os dois encontram vários personagens de diferentes épocas. Incluindo Jesus, o diabo, a Virgem Maria, os jesuítas, jansenistas, o Marquês de Sade, vários clérigos e uma prostituta. Como se fossem micro estórias dentro do filme, dentro das quais se debatem aspectos da heresia. 

De acordo com seu biógrafo, Bunuel tinha pensando, por muito tempo, em um filme que afirmasse seu ateísmo, o ceticismo intelectual que ele tinha por uma igreja a que ele tinha renunciado desde sua adolescência. O diretor compilou uma lista de apostasias e repressão e concluiu que grande parte das heresias vem de seis áreas de dúvida: 1)A dupla natureza de Cristo. Ele era Deus ou um homem? Deus e homem? Deus fingia ser um homem? 2) A Trindade, como essas três naturezas coexistem na mesma unidade? 3)A Imaculada Concepção. Maria, uma virgem, poderia ser mãe de Cristo? 4) A transubstanciação. Pode o pão literalmente se tornar o corpo de Cristo? Isto é apenas uma metáfora? 5) O problema da onipotência de Deus. É Deus todo poderoso? Se é, nós desfrutamos do livre arbítrio? 6) O Mal. Deus criou o Mal?

A lista dessas áreas não sugeria uma estrutura óbvia, apenas elas simplesmente dramatizavam incidentes ilustrando as heresias, conectando-as com a dupla de peregrinos.

Elenco: Paul Frankeur (o barbudo) e Laurent Terzieff como os dois peregrinos. Participação de Michel Piccoli como Marquês de Sade. Um ponta do próprio Luis Bunuel como o Papa.

Link abaixo para o filme legendado em Português.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Cárcere sem Grades (A Hatful of Rain), de Fred Zinnemann (1957)


O veterano de guerra, Johnny Pope (Don Murray), sua esposa, Celia Pope, que está grávida de seu primeiro filho e o irmão mais novo de Johnny, Polo Pope (Tony Franciosa) vivem juntos no subúrbio da cidade de Nova York. Johnny e Polo sempre cuidaram um do outro, que agora se tornou mais difícil para Polo, que, apesar do desconhecimento de Johnny, se sente atraído por Celia. Polo é que tem ganhando dinheiro na família em um bar – o melhor trabalho para suas competências atuais, pois Johnny, sem que Celia saiba, perdeu seu último emprego, o quarto nos últimos três meses. Sem avisar nada, Johnny desaparece por várias vezes e embora ela o ame, Celia não tem certeza de que ela pode ficar casada com ele, pois não a toca mais e nem se anima com o bebê, especialmente quando ela acha que ele está tendo um caso. Ela talvez admita que, em sua solidão, ela pense em cair nos braços de Polo.

Tony Franciosa foi indicado ao Tony pelo seu desempenho como Polo na produção original da Broadway. Também foi indicado ao Oscar por reprisar o papel neste filme.

O filme foi uma adaptação de uma peça da Broadway por Michael V. Gazzo. A peça estreou em 1955 em Nova York e teve 398 apresentações. Bem Gazzara e Shelley Winters fizeram os papeis principais.

Michael Gazzo acabou depois sendo indicado a Melhor Ator Coadjuvante como Frankie Pentangeli em “O Poderoso Chefão” (1974).

Na foto acima, Don Murray, Lloyd Nolan e Eva Marie Saint.

 Abaixo o link para o filme. Apenas com legendas em Inglês, pois não encontrei em Português.

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agS71t72xiVvw7mIT?e=4nJREX

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Tempestade em Washington (Advise and Consent), de Otto Preminger (1962)

Robert Leffingwel (Henry Fonda) é o indicado do presidente para o cargo de Secretário de Estado. Antes que a nomeação seja sacramentada, ela deve passar por exame pelo Senado, para ver se ele é qualificado. Quem lidera a comissão no Senado é o senador Brig Anderson (Don Murray), que logo é visto despreparado pela oposição e a sujeira política que é revelada. Incluindo as antigas afiliações de Leffingwell a uma organização comunista. Quando Leffingwell testemunha sobre suas inclinações políticas, ele prova sua inocência. Mais tarde, contudo, Anderson fica sabendo que ele mentiu sobre juramento e pede ao presidente que desconsidere Leffingwell, especialmente após o jovem senador e sua esposa começarem a receber ameaças de chantagem sobre um 'esqueleto' em seu armário.

O diretor Otto Preminger ofereceu o papel de um senador sulista para Martin Luther King Jr., acreditando que poderia causar um impacto positivo, a despeito de que não havia senadores negros na época. Luther declinou, achando que, se aceitasse, poderia causar hostilidade e atrapalhar o movimento dos direitos civis

Último papel de Charles Laughton, um dos maiores atores de todos os tempos e um dos meus favoritos. Ele morreria seis meses após a estreia do filme.

O filme é baseado no livro de Allen Dury, ganhador do Pulitzer, que foi correspondente do The New York Times no Congresso, durante os anos 50, enquanto ele escrevia o livro. Segundo ele, quase todos os personagens são baseados em uma pessoa verdadeira. O senador Lafe Smith (feito por Peter Lawford) é baseado em John F. Kennedy; o senador Orrin Knox (feito por Edward Andrews) é baseado em Robert Taft, um senador conservador, Fred Van Ackerman (feito por George Grizzard) é baseado em Joseph McCarthy (o famoso caça-comunistas) e o presidente é modelado em Franklin D. Roosevelt. A indicação de Leffingwell é também baseada na investigação anti-comunista de Alger Hiss (foi um funcionário do governo acusado de espionar para os soviéticos).

Tempestade em Washington foi o primeiro filme a mostrar uma cena dentro de um bar gay.

Gene Tierney, como Dolly Harrison, marcou sua volta neste filme, depois de vários anos com seu contínuo problema de transtorno bipolar. E também voltou em um filme com o mesmo diretor, Otto Preminger, que a dirigiu no clássico filme noir "Laura", de 1944.

Franchot Tone faz o papel do presidente e junto com Charles Laughton estrelaram o filme "Motim no Bounty", 27 anos antes.

O título original do filme, "Advise & Consent" deriva da Constituição dos EUA, que diz, resumidamente, que o Presidente deve submeter a exame e aprovação do Senado, para poder nomear embaixadores, ministros e juízes da Supremo Tribunal Federal.

Link do filme legenda em Português:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agS0rG8FxhYu1GRN6?e=3aH7Q7


Confissões de um Comissário de Polícia , de Damiano Damiani (1971)

O filme tem um título original longuíssimo: Confessione di un Comissario di Polizia al Procuratore della Republica.

Começa com o comissário de polícia de Palermo, Martin Balsam no papel do Comissário Giacomo Bonavia, tratando da liberação de um conhecido criminoso de um asilo de loucos e calmamente assiste o homem comprar uma metralhadora, se vestir de policial e rumar ao escritório de um comerciante e chefe do crime local, resultando em um banho de sangue com quatro mortos. O chefe da Máfia, contudo, já sabia disso de antemão e não estava no local para o tiroteio.

Franco Nero então aparece como o novo procurador geral, que está fora de jogo pelas regras, mas vai investigar a fundo o que aconteceu. Quem alertou o chefe da Máfia de que o criminoso estava fora do asilo? Que arranjou para ele ser libertado? Franco Nero não confia em Balsam, o policial, e várias entrevistas com o chefe da Máfia e outros sugerem que Franco está na lista de pagamentos da Máfia ou Balsam foi pago para liberar o prisioneiro para matar o chefe da Máfia por outros grupo mafiosos rivais.

Elenco: Franco Neto, Martin Balsam e Marilù Tolo

Trilha sonora de Riz Ortolani.

Link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agSyzS9Lx3uMCylpC?e=zwoqLJ

sábado, 13 de fevereiro de 2021

O Passageiro da Chuva (Le passager de la pluie), de René Clément (1970)

Uma bela mulher, no Sul da França, é atacada por um misterioso homem mascarado. Ela o acaba matando pouco depois e joga seu cadáver no mar.

Logo, um investigador americano, Coronel Harry Dobbs, aparece e que sabe o que ela fez.

Charles Bronson interpreta o americano neste filme do grande diretor René Clément. Filme fez grande sucesso na Europa e Bronson, em meados da década de 80, quis refilmá-lo, mas o projeto não foi para frente.

Neste filme, Bronson parece estar mais relaxado e engraçado do que nunca. Ele é um dos atores americanos, que tem forte presença de cena.

Filme ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 1971.

A música "Riders on the Storm" de 1971 do "The Doors" foi influenciada por este filme. Jim Morrison ficou tão impressionado com o filme, que escreveu a famosa letra da música.

Roteiro de Sébastien Japrisot. Trilha sonora de Francis Lai.

Atores Principais: Charles Bronson como Coronel Dobbs, Marlène  Jobert como Mellie e Jill Ireland como Nicole. Jill já era esposa de Bronson nessa época.

Link para ver o filme:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agSrzX9mNEJNFs_5C?e=rzSWKc


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

1776, de Peter H. Hunt (1972)

Adaptação do musical da Broadway do mesmo nome.

Durante os dias que precediam o famoso 4 de julho de 1776, os congressistas John Adams (William Daniels) e Benjamin Franklin (Howard Da Silva) tentam convencer Thomas Jefferson (Ken Howard) - os três aí do lado da direita para esquerda - a escrever a Declaração da Independência, como uma tática para persuadir as colônias a aderirem à independência, apesar das tropas inglesas ainda estarem lutando com as tropas de George Washington.

Como este manda mensagens ao Congresso, informando que as coisas não estão tão boas no campo de batalha, os donos de terras e donos de escravos no Congresso dificultam a aprovação da Declaração, com medo de que os ingleses acabem vencendo e mandando enforcar todos eles por traição. 

Grande parte dos diálogos e das canções foram extraídos diretamente das cartas e memórias dos reais participantes.

Veja no final do filme, John Adams, decepcionado com a questão da escravatura na versão final de Declaração.  Um homenagem e tributo a William Daniels, que em Março de 2021, completa 94 anos.

Embora seja geralmente aceito que John Hancock tenha sido o único que assinou a declaração no dia  4 de julho, o roteirista Sherman Edwards e o diretor escolheram ter todos os delegados das colônias assinarem no mesmo dia, para ter mais efeito dramático.

Tanto Thomas Jefferson como John Adams faleceram no dia 4 de julho de 1826, no 50 anos de aniversário da Declaração. As últimas palavras de Jefferson foram: "Hoje é o dia 4?". As últimas palavras de Adams foram: "Thomas Jefferson ainda vive", embora Jefferson tivesse morrido quatro horas antes.

Segundo o roteirista e diretor, a frase verdadeira dita por John Adams, diante da insistência de Franklin de remover a cláusula de escravidão foi, "Se nós abrirmos mão disso, teremos problemas daqui a 100 anos." A primeira batalha da Guerra Civil ocorreu 85 anos depois, em 1861. Franklin insistiu que Adams aceitasse, para que a Declaração fosse aceita por todos, principalmente pelos escravagistas congressistas, que estavam relutantes a perder seus escravos.

O colete, que John Adam está usando no filme, tem treze botões, simbolizando as 13 colônias.


Direção de Peter H. Hunt 
Com William Daniels, Howard Da Silva, Ken Howard, Donald Madden e Blythe Danner.
Esta versão é em alta resolução e ampliada. (Extended Cut)

Link para o filme legendado apenas em Inglês. Não há  legenda em Português e ficaria desastroso querer traduzir as rimas das belas canções.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Crime no Trem Leito (Compartiment Tueurs), de Costa-Gravas (1965)

Primeiro longa de Costa-Gravas.

Este filme é baseado em livro de Sébastien Japrisot. Conta sobre seis pessoas que viajam em um trem leito (o título no Brasil foi de Crime no Carro Dormitório) de Marselha a Paris. 

Na chegada, uma mulher é encontrada morta em um dos leitos. A polícia investiga os outros cinco passageiros, suspeitando que um deles cometeu o homicídio. 

Mas os suspeitos vão sendo mortos um a um. Os últimos dois precisam resolver o caso, antes que se tornem as próximas vítimas.

Com Yves Montand, Michel Piccoli, Simone Signoret e Jean-Louis Trintignat.

Signoret já estava casada com Yves Montand na época. Simone o chamava apenas de Montand, porque seu primeiro marido também se chama Yves.

Não encontrei legendas em Português para este filme, então só está legendado em Inglês.

Abaixo o link para o filme.

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agSd1fUPr1D5JdevR?e=QgGaUw




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

O Candidato (The Candidate), de Michael Ritchie (1972)

Robert Redford interpreta um advogado e filho do ex-governador da Califórnia em um ano eleitoral, onde o candidato a senador em reeleição não tem concorrente. Peter Boyle convence Redford a concorrer, mesmo antecipando e esperando que ele vai perder, apenas poder ser capaz de competir em uma plataforma de pura integridade, para mostrar o quanto o atual senador atual está fora da realidade. Mas, de repente, o público começa a achar que um sangue novo, com uma visão idealista, pode ser o que realmente ele quer em vez dos candidatos de sempre. 

O veterano Melvyn Douglas estrela como pai de Redford.  

Embora o filme já tenha quase 50 anos de idade, o roteiro ganhador do Oscar, de Jeremy Larner, mostra como são atemporais os mesmos temas de sempre, que o candidato tem que abordar, tais como o aborto, o meio ambiente e  saúde pública.

Natalie Wood faz uma ponta como uma personagem que busca fundos para o candidato. Groucho Marx também faz uma ponta. Tente descobrir.
James Stewart foi convidado para fazer o papel do Senador Crocker Jarmon, mas declinou porque achou que seria depreciativo em relação aos políticos conservadores.

Abaixo o link para o filme:

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Revolver, de Sergio Sollima (1973)


O enredo do filme é sobre um chefe de prisão (Oliver Reed, que constantemente aparecia 'alto' devido à bebida) e um criminoso (Fabio Testi) que é um prisioneiro em uma penitenciária estadual. Oliver e Fabio na imagem ao lado. Quando a esposa do chefe da prisão (Agostina Belli) é sequestrada, os sequestradores exigem que um companheiro deles seja libertado, para que eles soltem a esposa. Não vou contar mais, pois seriam spoilers.

O filme contém muita emoção, ações barulhentas, batidas de carros, perseguições e reviravoltas. Alguns atores disseram que fizeram eles mesmos as cenas de perigo. Fabio Testi confirma que fez várias cenas assim e uma delas foi a de um difícil salto de um telhado em Milão, que o dublê foi incapaz de fazer.  Fabio Testi também comentou que era ao mesmo tempo interessante e complicado trabalhar com Oliver Reed por causa do seu alcoolismo.  Oliver, às vezes, se tornava violento no set. 

E por final, não posso deixar de mencionar a trilha sonora do mestre Ennio Morricone, incluindo a canção 'Un Ami", escrita por Morricone e cantada por Daniel Beretta.

Filme dirigido por Sergio Sollima, que ele próprio coreografou as cenas de luta. Porque ele queria que cada personagem tivesse um estilo de lutar, de acordo com a personalidade.

Sollima disse em entrevistas de que ele sempre era fã dos vilões, porque, às vezes, os mocinhos se atrapalham mais no fim do que os vilões. Sollima mostra isso no filme.

Filme com áudio em italiano e apenas legendas em Inglês. Não encontrei em PT-BR.

Agora não estou mais hospedando no YouTube, então toda a contribuição é aceita. Veja no canto superior direito como contribuir.

Segue o link para ver o filme: