domingo, 25 de julho de 2021

Days of Wine and Roses (Vício Maldito), de Blake Edwards (1962)

Esse drama conta sobre um assistente de vendas viciado em álcool (Jack Lemmon). Ele é, na verdade, um assistente que escolhe garotas para ‘festas’ de negócios. Ele acaba confundindo a secretária (Lee Remick) do seu chefe com uma das garotas. Depois de uma briguinha entre os dois, ele a convida para jantar e depois acaba se casando com ela. Eventualmente, ele vai levá-la também ao vício do álcool. Após o casamento, eles bebem para comemorar e depois começam a beber por beber. Inicialmente bebendo socialmente e mais tarde degenerando para o alcoolismo. Eles não acreditam que estejam viciados, até que atingem o fundo do poço.

O filme foi baseado na série de TV, Playhouse 90 de 1958, com Clift Robertson e Piper Laurie fazendo o par e dirigido por John Frankenheimer. 

Há algumas cenas memoráveis, uma delas sendo Jack Lemmon sendo amarrado numa sala de hospital e depois ele tentando encontrar uma garrafa de bebida escondida em uma estufa.

Esse filme e “Lost Weekend”, de 1945, com Ray Milland e Jane Wyman, do diretor Billy Wilder são os melhores já feitos para esse espinhoso tema do alcoolismo.

Jack Lemmon em um papel totalmente diferente do seu anterior “The Apartment”. 

O co-fundador dos Alcóolicos Anônimos, Bill Wilson, foi consultor técnico para o filme.

Tanto Jack Lemmon como Lee Remick procuraram ajuda do AA tempos depois que concluíram as filmagens. Jack revelou em 1994 em entrevista de que ele havia sido um alcoólatra.

Pelo fato de que o filme mexia com um assunto sério, os executivos da Warner estavam preocupados com as perspectivas comerciais do filme que fizeram uma sessão prévia. Para desespero deles, cerca de 40 casais saíram no meio da sessão, que era um recorde para o estúdio. Depois, eles descobriram que o anúncio da sessão deixou de mencionar que era um drama e não uma esperada comédia de Jack Lemmon.

O diretor Blake Edwards disse que hipnotizou Lee Remick para ajudá-la a fazer a cena de bêbada no motel.

Elenco: Jack Lemmon como Joe Clary, Lee Remick como Kirsten Arnesen, Charles Bickford repetindo o papel feito na TV como Ellis Arnesen, Jack Klugman como Jim Hungersford e Jack Albertson como Trayner.

Trilha sonora do mestre Henry Mancini, que depois faria parceria com Blake Edwards na trilha da série de filmes Pantera Cor de Rosa.

Segue abaixo link para o filme.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Stop at Willoughby (TheTwilight Zone), Episódio 30 da Temporada 1.

Este é um dos meus episódios preferidos. E também do criador da série, Rod Serling. Era para ter sido usado como episódio inicial da série, o episódio piloto, mas acabou sendo rejeitado. Ele foi reescrito e tornou-se o episódio 30 da Temporada 1. Episódio original escrito ou reescrito por Rod Serling.

Mostra um executivo da área de propaganda, Gart Williams, vivido pelo ator James Daly, no ano de 1960.

Williams está tendo um dia daqueles, quando seu jovem funcionário foi embora para trabalhar em outra agência e levou consigo uma conta de 3 milhões de dólares.

Williams volta para casa todos os dias de trem e adormece. Acorda em um outro lugar e em uma outra época. Agora é julho de 1888 e ele está na cidade de Willoughby, uma pacata cidade onde a vida é muito tranquila. 

Depois, ele acorda no trem, de volta à sua época, mas as pressões do seu chefe implicante no trabalho e de sua esposa o cobrando muito na sua vida familiar continuam subindo a níveis insuportáveis. 

Ele pensa que se, da próxima vez, ele acordar de novo nessa cidade, ele vai desembarcar, na parada em Willoughby, um lugar em que ele gostaria de passar o resto da sua vida.

Curiosidades - Nos dias de hoje, a cidade de Willoughby no estado de Ohio, tem um evento da comunidade, que envolve trens em honra desse episódio, evento que se chama “Última Parada em Willoughby”, que é a frase que o condutor do trem no episódio fala e desperta o personagem.

A parte externa da estação de trem e a praça da cidade usadas no episódio foram os mesmos usados para a abertura e encerramento do filme clássico de John Ford, “O Homem que Matou o Facínora”, dois anos depois, em 1962.

Veja episódio em alta resolução aqui nesse link: 

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ajH_igtLK8_zcOY_8?e=gj7ckt


segunda-feira, 19 de julho de 2021

The Family Way (Lua-de-Mel ao Meio-Dia), de John e Roy Boulting (1966)

Arthur Fitton (Hywel Bennet) é filho de Ezra Fitton (John Mills) e de Lucy Fitton (Marjorie Rhodes). Eles moram na cidade industrial de Bolton, que fica na região noroeste da Inglaterra, nos arredores de Lancashire.

Arthur vai se casar com Jenny Piper (Hayley Mills). O plano dos dois é se casarem, passarem a noite de núpcias na casa de Arthur e depois seguir em lua de mel. O que eles não esperavam é que o agente de viagens, que eles contrataram, some com o dinheiro deles e de outros casais.

Assim, o casal é obrigado a morar na casa dos pais dele. E Arthur, com todas essas circunstâncias, não consegue consumar o casamento. Aí, os vizinhos começam a fofocar e especular sobre o “desempenho” do noivo.

Todos os intérpretes estão muito bem. Até dá para ver o traseiro nu de Hayley Mills. Eu vi !!.

John Mills está ótimo, mas para mim quem brilha mais é a sua esposa, vivida por Marjorie Rhodes. Assista e vai concordar comigo. Eu realmente fiquei impressionado com ela.

Um dos melhores filmes dos irmãos Boulting. E um belo tema musical de Paul McCartney em sua primeira incursão no cinema, com a trilha “Love in the Open Air”.

Filme baseado em peça de Bill Naughton, chamada "All in Good Time".

Veja abaixo link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ajH1imOD1IPgtPKlG?e=1gzmRx


Southern Comfort (O Confronto Final), de Walter Hill (1981)

Mais um filme de Walter Hill sendo postado aqui no blog.

Um grupo de soldados da Guarda Nacional, liderado por Hardin (Powers Booth) e por Spencer (Keith Carradine) em exercício nos pântanos se depara com cajuns (um grupo étnico que vive no estado de Louisiana), habitantes locais que gostam da cultura francesa e o encontro acaba se mostrando violento.  Hardin e Spencer então fogem pelos pântanos para sobreviver. O roteiro levanta algumas questões sérias sobre o comportamento humano e, também, pode ser visto como um tratamento alegórico para o conflito no Vietnã.

Filme lembra um pouco “Deliverance” de John Boorman.

O diretor Walter Hill disse que ele gostou de ter feito o filme, mas que foi muito difícil. “Fiquei muito orgulhoso dos atores. Foi um filme difícil e eles se dedicaram muito e sem reclamações. 

A canção “Parlez nous à boire”, ouvido no final do filme, foi interpretada por Dewey Balfa, um músico cajun, que executou a música indiana cajun tradicional no filme.

Os créditos finais do filme dizem: O título "Southern Comfort" foi usado com a permissão da Southern Comfort Corporation, produtores da bebida Southern Comfort. O título do filme teve intenção de usar ironia. Southern Comfort, passado no sul dos EUA e em um ambiente pantanal que não é nada confortável, mas duro e perigoso.

Vejam o filme através desse link: 

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ajH6K7JXgLHNPr4jL?e=DdEDXz



sábado, 17 de julho de 2021

Don Camillo (O Pequeno Mundo de Don Camilo), de Julian Duvivier (1952)

Este é o primeiro da série de 4 filmes de Fernandel para o personagem Don Camillo.

Em 1948, o jornalista e novelista Giovanni Guareschi escreveu “Mondo piccolo: Don Camillo” ou o “Pequeno Mundo de Don Camilo” no título em português.

Giovanni criou dois persanagens principais: Don Camillo, o padre de Brescello e Giuseppe “Peppone” Botazzi, o prefeito comunista de Brescello (cidade ao norte da Itália, perto de Bolonha). 

Em 1952, produtores italianos e franceses pediram ao diretor francês, Julien Duvivier, para dirigir a adaptação do filme, com Fernandel e Gino Cervi como os atores principais. Duvivier é um diretor conhecido pelos filmes "Sous le ciel de Paris", "Marie-Octobre" e "The Devil and the Ten commandments". Fernandel e Gino Cervi são atores conhecidos em seus respectivos países, França e Itália, respectivamente.

“Don Camillo” é a estória da rivalidade entre Don Camillo e Peppone. Os dois lutaram juntos na resistência italiana na Segunda Guerra e agora um é padre da cidade e o outro é o prefeito dela.

Agora estamos no meio da guerra fria. Na Itália, há dois partidos políticos importantes, que dominam o vida política do país e, também, da cidade. Don Camillo critica Peppone e Peppone critica Don Camillo. Cada um fica pensando na próxima investida do outro, mas também eles se ajudam nos momentos difíceis das suas vidas. 

Participação especial e com bom humor de Orson Welles como o narrador do filme.

Gino Cervi foi originalmente escalado para ser Don Camillo. Quando não conseguiram encontrar outro ator para fazer Peppone, foi decidido que Fernandel seria Camillo e Cervi herdaria o papel de Peppone.

O filme foi um grande sucesso de bilheteria, tanto na Itália como na França.

Segue link para o filme: https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yxNdbWOOV_gjSrdS?e=kzWTuC


I, Claudius (Eu, Cláudio) - Minissérie - Episódio 2 - Family Affairs (1976)

Agora estamos no ano 9 Antes de Cristo. 
Lívia envenenou Agrippa e Tibério está sendo forçado a se divorciar de sua esposa Vipsânia, para se casar com Júlia.  Como o próprio título do episódio já diz, Coisas de Família.

Nem Tibério e nem Júlia estão contentes com esse arranjo e Júlia também confessa a Antônia, filha de Marco Antônio e esposa de Druso Germânico, o popular irmão de Tibério, que ela acredita que Lívia matou Marcelo. 

Druso é bastante favorável que Roma volte a ser uma República e Tibério o inveja, porque ele não está preso a Roma e pode fazer suas campanhas militares no Norte da Europa.

Contudo, Druso morre após uma queda de seu cavalo.

Minissérie baseada em livros "Eu, Cláudio" e "Cláudio, o Deus", de Robert Graves.

Com Derek Jacobi como Cláudio, Siân Philips como Lívia, Brian Blessed como Augusto, George Baker como Tibério, Ian Ogilvy como Druso, Frances White como Julia e Margaret Tyzack como Antônia.

Link para o episódio: https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yxJN9IvuTQdXKqlt?e=NlANMs


sexta-feira, 16 de julho de 2021

La Piscine (A Piscina), de Jacques Deray (1969)

Amantes Marianne (Romy Schneider) e Jean-Paul (Alain Delon) passam férias em uma mansão na Riviera Francesa, perto de St.Tropez. Marianne convida seu ex-namorado, Harry (Maurice Ronet) e sua filha adolescente, Penélope (Jane Birkin), para virem  passarem os dias juntos. Tensão começa a se criar entre eles, especialmente quanto Jean-Paul seduz Penélope.

Alain Delon disse em uma entrevista em 2011 que ele não conseguia ver mais esse filme. Sua ex-namorada Romy Shneider e seu grande amigo Maurice Ronet ambos morreram prematuramente e sob condições trágicas. Revisitar as cenas era muito doloroso para ele.

Alain e Romy tinha sido íntimos de 1958 a 1963, mas não eram um casal quando o filme foi feito, mas ficaram amigos depois da separação. Em 1966, ela se casou com o diretor Harry Meyen e deu uma parada na sua carreira, para cuidar do filho, David.  Alain insistiu que Romy fosse seu par no filme “La Piscine” e este filme revitalizou a carreira dela.

Durante a produção do filme, o ex-guarda-costas de Alain Delon, Stephan Markovic, foi encontrato morto em um depósito de lixo, fato que ficou conhecido como o “Caso Markovic”. O irmão de Markovic começou uma disputa com Alain e seus amigos, um dos quais era o presidente francês. Georges Pompidou. Tanto Delon como seu amigo de longa data, François Marcantoni foram inquiridos pela polícia imediatamente após o assassinato. Marcantoni foi inicialmente indiciado pelo crime, mas depois de interrogatório, ele foi liberado. Depois, o drama continuou quando fotos supostamente íntimas de Madame Pompidou foram encontradas. O comissário de polícia, Aimé Blanc, que estava envolvido na obtenção das fotos, disse que as fotos foram plantadas por velhos partidários de De Gaulle, que tinha muitas diferenças com Pompidou. Isso levou à controvérsia se as fotos eram mesmo reais. O assassinato de Markovic não foi resolvido. Havia muitas pessoas que tinham motivos para matá-lo. Ele era conhecido por fazer grandes festas com Delon. Nessas festas, alegava-se que Markovic escondias câmeras pela casa, especialmente nos quartos. Ele reuniu várias fotos íntimas dos convidados, que poderiam causar danos aos seus status na sociedade. Essas fotos foram usadas para chantagear as pessoas, especialmente quando ele ia a jornais tentando vender as fotos. As fotos mais importantes que Markovic supostamente tinha eram da esposa de Pompidou. Isso era um problema para
Pompidou, porque ele estava se preparando para concorrer à presidência da França.  Um dos fatores, que indicavam a culpabilidade possível de Delon, era uma carta de Stevan Markovic ao seu irmão Aleksandar onde ele escrevia: “Se me matarem, será 100% culpa de Alain Delon e seu amigo Marcantoni. Mas o crime nunca foi resolvido. 

Segundo o diretor Jacques Deray em sua biografia, a equipe de filmagem convidou os campeões franceses de natação, Christine Caron e Alain Mosconi que fizeram uma competição de 100 metros na piscina contra os atores. Fonte IMDb.

Link para o filme: https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yxFfjfMZf27aVaKX?e=Bd0aW6


Sinatra: All or Nothing at All - Parte 1 - Documentário (2015)

Este é um documentário de 2015, da HBO, que acredito não ter passado aqui no Brasil.

É dividido em duas partes. A primeira parte, que publico aqui, inicia-se com o nascimento de Francis Albert Sinatra, mais conhecido como Frank Sinatra, na cidade de Hoboken, no estado de Nova Jersey, EUA.

Essa primeira parte mostra a sua infância, sua juventude , o começo como cantor, seu casamento como Nancy Barbato, sua vizinha, seus filhos, sucesso na Columbia Records, seu envolvimento conturbado com Ava Gardner e consequente divórcio de Nancy, seu declínio e sua volta por cima, depois de participar como ator no filme clássico "From Here to Eternity" em 1953, do diretor Fred Zinnemann, onde contracenou com Burt Lancaster, Montgomery Clift, Ernest Borgnine , Deborah Kerr e Donna Reed. Acabou até ganhando o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Esse filme recebeu várias indicações ao Oscar e ganhou 8 estatuetas, entre elas a de Frank.

Dizem que Ava Gardner intercedeu junto ao produtor da Columbia, para que desse o papel a Frank neste filme, ao contrário do que diz a lenda, de que a Máfia tenha obrigado o estúdio a escalar o ator.

O título do documentário se refere a uma versão de uma canção feita por Harry James e cantada por Frank em 1943, no começo de sua carreira.

Link para o primeiro episódio, com 1 hora e 53 minutos:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yxDgRBkw9X6rOm5S?e=F7fIUJ

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Twilight Zone (Além da Imaginação), Temporada 1, Episódio 7 - The Lonely (1959)

Este episódio é um dos melhores de toda a série. E um dos meus preferidos. Foi escrito pelo próprio Rod Serling.

Narra a estória de um criminoso condenado, James Corry, vivido por Jack Warden. Estamos no futuro, por volta do ano 2046. Ele é enviado para uma forma diferente de solitária. Para um asteroide a 9 milhões de milhas da terra. Ele está lá há 4 anos e meio, contando nos dedos o retorno da nave de suprimentos e mercadorias que podem ter para ele. Quando chega a nave, seu capitão, Capitão Allenby, vivido por John Dehner, tem uma surpresa para ele: uma companheira robô de nome Alicia.  Para aliviar a solidão do prisioneiro.

Além de Jack Warden e John Dehner, tem a participação de Jean Marsh como Alicia e uma ponta de Ted Knight como um dos assistentes de Allenby.

Segue link para o episódio: 

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yw4WXZKmJARgMqgP?e=2c98qL

The Chalk Garden (Corações Feridos), de Ronald Neame (1964)

Uma avó, Sra. Maugham (Edith Evans), procura uma governanta para sua neta de 16 anos, Laurel (Hayley Mills), de 16 anos.

Laurel consegue se livrar de todas que já foram contratadas, com um recorde de três em uma semana.

Quando uma mulher, com um passado misterioso, Miss Madrigal (Deborah Kerr),se candidata ao cargo, Laurel promete expô-la de todas as maneiras.

Enquanto isso, a mãe de Laurel tenta conseguir a filha de volta.

Hayley contracena com seu pai, John Mills, que faz o papel de Maitland.

Joanne Woodward e Sandra Dee eram o par originalmente escalado, mas a gravidez de Woodward fez a mudança de elenco.

Este filme é baseado em peça da Broadway, de Enid Bagnold. Edith Evans, que faz a avó, fez a peça no teatro e pediu muito ao diretor e produtor que fizesse também o papel no versão para o cinema.

Link para o filme legendado. Note a qualidade impressionante da imagem do filme.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yw_YVuZ8aclz8oAT?e=9sWijL

Charlie Chan and the Chinese Cat (Charlie Chan e o Gato Chinês), com Sidney Toler (1944)

Sidney Toler substituiu Warner Oland como Charlie Chan após a morte dele.

Nenhum dos dois era realmente chinês. Sidney era norte-americano e Warner era sueco. Meu preferido é Warner Oland, mas Sidney Toler interpreta bem o personagem.

Nessa aventura, Thomas Manning, um empresário e especialista em xadrez é encontrado morto em um quarto, segurando algumas peças de xadrez. A polícia, sem pistas, abandona o caso. Seis meses depois, a filha da vítima, Leah Manning, chateada por causa da publicação de um livro falando mal do caso, procura a ajuda de Charlie Chan e do filho nº3 de Charlie, para investigar. Mais assassinatos acontecem, levando a uma confrontação final.

Abaixo link para o filme de 1 hora e seis minutos.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yw1ndpbeNeGssRUw?e=nj1ogX

terça-feira, 13 de julho de 2021

The Driver (Caçador de Morte), de Walter Hill (1978)

Este é o primeiro filme do diretor Walter Hill que publico aqui no blog. O título brasileiro ficou ruim. Deveria ser apenas O Motorista. Os principais atores são Ryan O'Neal como o motorista, Bruce Dern como o Detetive e Isabelle Adjani como  Jogadora. Os atores não tem um nome no filme, apenas um personagem.

O filme é sobre um excepcional motorista que dirige carros de fuga em roubos. Um investigador de polícia ou detetive, como é chamado pelo personagem, quer pegá-lo de qualquer modo. Até chega a interrogá-lo, mas não tem provas para prendê-lo. O policial trama um plano em que ele vai prometer liberdade para uma gangue de assaltantes, que terão que contratar esse motorista apenas para pegá-lo. Final surpresa.

Isabelle Adjani concordou em fazer o filme, porque admirava o trabalho de Walter Hill em seu primeiro filme, 'Lutador de Rua" de 1975, com Charles Bronson. Mas depois ela disse que não conseguiu mais papeis bons em Hollywood.

Walter chegou a conversar com Robert Mitchum para o papel do policial, mas ele não topou. Assim como, convidou Steve McQueen para o papel do motorista, mas Steve disse que já tinha feito suficientes filmes de perseguição de carros para seu gosto.

'The Driver' é um dos filmes preferidos de Quentin Tarantino.

Abaixo link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywzG35yMSPQONuHP?e=9rqb6S

segunda-feira, 12 de julho de 2021

The Fall of the Roman Empire (A Queda do Império Romano), de Anthony Mann (1969)

No ano de 180 Depois de Cristo, o imperador Marco Aurélio, que liderou suas legiões romanas contra as tribos germânicas ao longo da fronteira do Danúbio, tem estado em ritmo de guerra há 17 anos.

Agora ele convidou todos os governadores, todos os cônsules e príncipes de todo o império para um propósito particular. Todos respondem ao seu chamado, desde os desertos do Egito, das montanhas da Armênia, da floresta da Gália e das pradarias da Espanha.

Marcus os saúda como amigos, e diz a eles que no mundo todo, apenas duas pequenas fronteiras são ainda hostis a Roma.  Uma ao norte, que separa o Império Romano daqueles chamados de bárbaros e o outro, no leste da Pérsia. Apenas nessas duas fronteiras, Roma está encontrando muralhas, paliçadas, fortificações e ódio. Mas essas não são as fronteiras que ele quer. Ele quer fronteiras humanas, a visão de uma família de nações.

Para o grande imperador, o tempo é curto e há uma decisão que ele não pode mais esperar para tomar. Ele não quer que seu filho, Commodus, seja seu sucessor. Seu desejo é que Livius, o comandante do exército do norte, o suceda. E Marco Aurélio quer apresentá-lo aos líderes das nações, como sendo seu sucessor.

O produtor deste filme é Samuel Bronston, o mesmo de ‘Rei dos Reis’ e ’55 Dias em Pequim’. ‘A queda do Império Romano’ teve uma boa bilheteria, mas não recuperou todo a montanha de dinheiro investido. Depois dos grandes sucessos de “Lawrence da Arábia”, “Ben-Hur” e “El Cid”, Bronston quis repetir o mesmo sucesso com esse novo grande épico, haja vista que ele trouxe atores desses três filmes. Ele chegou a convidar Kirk Douglas e Charlton Heston, mas este último achou mais interessante estar em ‘’55 Dias em Pequim”.

O filme vale pelo grande elenco (muitos com poucas falas), pelas cenas de batalhas e a famosa disputa de duas bigas (entre Stephen Boyd e Christopher Plummer), pela luxuosa produção e por Alec Guinness como Marco Aurélio ou Marcus Aurelius e por Christopher Plummer como Cômodo ou Commodus. Várias cenas de ação foram feitas pelo mesmo Yakima Canutt de “Ben Hur”.

O símbolo que Timonides (James Mason) usa no pescoço é um staurogram, um símbolo do começo do Cristianismo. É a única menção do Cristianismo no filme.

No voo para a Espanha, para as locações do filme, um dos roteiristas começou uma conversa com Alec Guinness, depois de vê-lo trabalhando no script. Guinness dizia que ele não estava gostando das suas falas e estava reescrevendo-as, antes de começar a memorizar. Depois de grandes sucessos seus antes, de ‘A Ponte do Rio Kwai” e “Lawrence da Arábia”, ele tinha toda a fama que ele poderia fazer o que quisesse.

Christopher Plummer ficou maravilhado com toda a pompa da produção. Um Rolls-Royce ficou à sua disposição por toda a duração das filmagens.  Mas, enquanto Jeffrey Hunter e Robert Ryan estavam filmando, do mesmo produtos Bronston, “O Rei dos Reis” (1961), o carro, que eles usavam, quebrou a caminho da cena do Sermão da Montanha e eles tiveram que dar uma empurrada para ver se o carro pegava, usando o figurino de Jesus Cristo e João Batista respectivamente.

O diretor Anthony Mann filmou por 143 dias, enquanto os diretores assistentes, Yakima Canutt e Andrew Marton filmavam as cenas de ação simultaneamente em 69 dias. Teve cenas em Roma e Madri e foi um dos mais caros dos anos 60, custando cerca de 16 milhões de dólares equivalente a mais de $140 milhões de dólares em 2021.

Anthony Mann, de certa forma, mostrou a Kirk Douglas que ele era capaz de ter dirigido "Spartacus",  que, na época, Kirk preferiu trocá-lo por Stanley Kubrik.

O salário de Sophia Loren foi de $1 milhão ou quase $9 milhões de dólares em 2021. Ela foi, na época, a segunda mulher, além de Elizabeth Taylor, a receber essa quantia por apenas um filme.

Elenco: Stephen Boyd (Livius), Sophia Loren (Livilla), Alec Guinnes (Marcus Aurelius), Christopher Plummer (Commodus), Omar Sharif (Sohamus), Mel Ferrer (Cleander), James Mason (Timonides) e a curiosa participação de Virgílio Teixeira, um português da Ilha da Madeira, no papel de Marcellus.

Trilha Sonora de Dimitri Tiomkin. E filme é baseado em parte no livro clássico de Edward Gibbon, ‘Declínio e Queda do Império Romano’.

Abaixo, link para ver o filme:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywseKHMf5G2Oq-nT?e=myqS0X


domingo, 11 de julho de 2021

Twilight Zone (Além da Imaginação) - Episódio 2 da Temporada 1 - One for the Angels (1959)

Há uns cincos anos, aqui neste blog, comecei a publicar alguns episódios da série cult  'Além da Imaginação", mas meu espaço em nuvem com a Microsoft, na época, teve problemas de acesso e não consegui reproduzir os links. Agora, vou tentar retomar as publicações. E com vídeos em alta resolução.

Escolhi alguns episódios e aqueles com melhor nota do IMDb. O primeiro é um que eu mesmo havia traduzido as legendas, mas perdi tudo com o problema da nuvem. Estou me valendo das legendas do OpenSubtitles.

Este episódio é o segunda da 1º Temporada. Conta a estória de um vendedor ambulante, muito querido pelas crianças da sua vizinhança e que encontra um visitante muito inesperado.

Com Ed Wynn, que foi o pai do também ator Keenan Wynn, conhecido por papeis coadjuvantes na década de 50 e 60. A visita inesperada é interpretada por Murray Hamilton (de terno escuro na imagem), que alguém pode ser lembrar do papel dele em "Tubarão", de 1975.

Este episódio foi escrito pelo próprio Rod Serling (criador da série) e dirigido por Robert Parrish.

Segue link abaixo para ver o episódio

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywllzYf72GQA0gtr?e=aG8ey0

sábado, 10 de julho de 2021

Klute, O Passado Condena (1971), de Alan Pakula.

Donald Sutherland interpreta o personagem-título, Klute, embora a real protagonista seja Jane Fonda, que ganhou o Oscar em 1972 pela sua interpretação.

Klute é um investigador particular é contratado para encontrar um amigo desaparecido, Tom Gruneman, a despeito de que Klute não seja um especialista em pessoas desaparecidas.

A única pista, que ele tem, é uma carta erótica escrita por Tom para uma garota de programa de Manhattan, chamada Bree Daniels (Jane Fonda), uma cara garota de programa que costuma cobrar US$ 200 por caso, o que equivaleria hoje a aproximadamente R$1.200,00.

Com essa pista, Klute vai a Nova York investigar o caso e encontrar Bree. Ele a chantageia com algumas fitas, que ele gravou dela, para que ela o ajude. Bree diz que ouve coisas e sente que alguém a está seguindo.

Sutherland e Jane tiveram uma relação romântica não exclusiva fora das telas, que durou até Junho de 1972. Ele foi seu par na cerimônia do Oscar, quando ela ganhou o prêmio de melhor atriz.

Segunda sua autobiografia, Jane Fonda disse que esteve com prostitutas e cafetões durante uma semana antes de começar o filme. Quando nenhum dos cafetões se ofereceu para "representá-la", ela se convenceu de que não era desejável o necessário para fazer o papel e chegou a pedir ao diretor para trocá-la pela amiga Faye Dunaway.

Quando Jane Fonda pediu ao seu pai uma sugestão do que dizer se ganhasse o Oscar, ele disse: "Há muito o que dizer, mas não vou dizer nesta noite."

Há uma ponta de Sylvester Stallone no filme. Tente descobrir em que parte.

Além de Donald Sutherland e Jane Fonda, outro astro famoso a participar do filme é Roy Scheider.

Trilha sonora de Michael Smal, que pode ser ouvida aqui: https://youtu.be/xa2E6rzqAW8

Veja abaixo link para o filme.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yTsd9W8JBLLL0crR?e=7nqXbO


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Eu, Cláudio (I, Claudius), Minissérie de 1976 - Episódio 1

Minissérie britânica com 13 capítulos, que comecei a publicar vários episódios nos meus antigos canais do YouTube. Desta vez, no blog, pretendo publicar todos os episódios. O imperador Cláudio é interpretado por Derek Jacobi, que está ainda em atividade, aos 83 anos. Além dessa minissérie, pretendo postar uma série de TV que ele fez na década de 90, chamada Cadfael, em que ele faz um cruzado que vira monge e investiga mistérios nos tempos medievais.

Voltando a "Eu, Cláudio", segue enredo desse primeiro episódio. Aos 54 depois de Cristo, começa com o Cláudio, já velho e manco de nascimento, escrevendo sua biografia e a história da sua família. Ele relembra o encontro dele com Sybil ou Sibila, a profetisa dos oráculos da antiga Grécia, que o reconhece pela gagueira e diz que sua história contada será famosa na época do século 20. 

Voltando ao ano 24 depois de Cristo, o imperador Augusto está comemorando o sétimo aniversário da Batalha de Áccio (Actium) em que ele e seu amigo Agrippa, com a marinha romana, derrotaram as forças conjuntas de Marco Antônio e Cleópatra. 

Agora, Augusto está sugerindo que seu jovem sobrinho Marcelo seja o seu herdeiro, mas isso desagrada sua esposa, Lívia, que não quer Marcelo como sucessor e sim Tibério, o filho dela, mesmo este sabendo que Augusto não gosta dele.  Agrippa fica perturbado por isso e deixa Roma. Quando Marcelo fica doente, Lívia insiste em cuidar dele pessoalmente.

Mais tarde, Augusto concede que Júlia, viúva de Marcelo, se case com Agrippa, algo que deixa Lívia irada, vendo que essa união atrapalhará seu desejo de ver Tibério como imperador.

Derek Jacobi como Cláudio, Brian Blessed como Augusto, Siân Philips como Lívia, James Faulkner como Agrippa, George Baker como Tibério e Margaret Tyzak como Antônia.

Veja abaixo o link para esse primeiro episódio.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywdxoAKOhtJlE0E9?e=Pwy8MJ


domingo, 27 de junho de 2021

Crime and Punishment (Crime e Castigo), de Joseph von Sternberg (1935)



Peter Lorre faz o papel de Roderick Raskolnikov, um brilhante, contudo pobre criminologista, que recorre ao assassinato, quando sua mãe e irmã são ameaçadas de ficar sem casa. O crime parece passar despercebido por ele, até que sua consciência começa a atormentá-lo e aumenta quando um investigador, Edward Arnold (Inspetor Porfiry) o leva a mais pânico. 

Esta versão, que estou publicando, tem alta resolução e cheia de efeitos de luzes proporcionados pelo diretor von Sternberg, causando uma maravilhosa atmosfera e uma tensão realista. Sternberg deve tudo isso à cinematografia do lendário Lucien Ballard. Veja a biografia dele aqui: https://www.imdb.com/name/nm0005644/?ref_=ttfc_fc_cr5

Os dois principais atores levam o filme, Peter Lorre e Edward Arnold. Talvez tenha sido uma das melhores atuações de Lorre. Arnold é muito conhecido pelos filmes que fez com Frank Capra. Um dos grandes dele foi este: "Mr. Smith Goes to Washington" (A Mulher Faz o Homem), de 1939.

Este filme foi criticado pelo próprio Sternberg, que disse que era pouco literal ao livro. Mesmo assim, o roteiro é bem escrito, com atuações excelentes e a capacidade expressiva de Peter Lorre. 

Esta versão faz muitas concessões do romance original de Dostoiévesky. Mas, algumas mudanças são inevitáveis para colocar na forma do cinema.

É essencialmente um longo diálogo entre Raskolnikov (Lorre) e o Inspetor Porfiry, com momentos pelos pensamentos de Raskolnikov a respeito do crime, interlúdios com sua família e sua vida amorosa.

Com Peter Lorre, Edward Arnold, Marian Marsh como Sonya, Tala Birell como Antonya Raskolnikov, Elizabeth Risdon como Sra. Raskolnikov e Mrs. Patrick Campbell como a penhorista.

Eu havia colocado esse filme no meu último canal do YouTube, mas este encerrou meu canal, embora a falha tenha sido deles. Como eles são todos poderosos e não tem qualquer concorrente, eles fazem o que bem entendem e não adianta você argumentar. Encerrando o canal, eles não te dão opção de poder transferir os filmes publicados para sua nuvem, perdi dezenas de bons filmes. Não poderia deixar de publicar este aqui.

Veja o filme pelo link abaixo:




sexta-feira, 25 de junho de 2021

Via Láctea (The Milky Way), de Luis Bunuel (1969)

Via Láctea é ambientado nos tempos modernos. Dois peregrinos vagabundos fazem uma jornada de Paris até a Espanha. Mais especificamente, a Santiago de Compostela. Ali estão os supostos restos mortais do Tiago, Apóstolo. No caminho, eles encontram vários personagens, de diferentes épocas. Incluindo Jesus Cristo, o diabo, a Virgem Maria, jesuítas, jansenistas, o Marquês de Sade, clérigos variados e uma prostituta. Todos esses pequenos episódios fornecem pontos de heresia, que são debatidos. As pessoas são rotineiramente condenadas à morte ou desafiados a duelos, baseado na fina palavra da fé. É uma mistura de “Pilgrim´s Progress”  e “The Canterbury Tales”.  (O Peregrino e os Contos de Cantuária), com uma pitada de passagem de “Life of Brian”. (A Vida de Brian).

Segundo Bunuel (que desertou o Catolicismo para o Ateísmo com a idade de dezesseis anos), “Além da própria situação em si e a autêntica disputa doutrinal que ele evoca, o filme é, acima de tudo, uma jornada pelo fanatismo, onde cada pessoa relutantemente se apega à sua própria partícula da verdade, pronta, se necessária, para matar ou morrer por ela. 

Bunuel sempre quis fazer um filme que afirmasse seu ateísmo, o ceticismo intelectual para com a igreja, que ele havia renunciado na juventude. 

O papa, atacado por revolucionários, é feito pelo próprio Bunuel.

As estórias, contidas no filme, são baseadas em episódios históricos. Bunuel fez intensa pesquisa para o filme e uma grande fonte foi o Dicionário de Heresias, do Abade Pluquet. 


Veja filme legendado por este link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywQO6oZCD52nlbU2?e=Dhg2gU

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Les Misérables (Os Miseráveis), de Richard Boleslawski (1935)

Para mim, está é melhor adaptação do romance “Les Misérables” de Victor Hugo. Não apenas pela presença de dois dos maiores atores do cinema de todos os tempos: Fredric March e Charles Laughton, mas também pela bela cinematografia de Gregg Tolland.

Digno de nota no elenco é a presença do ator Cedrik Hardwicke como Bispo Bienvenue.

Não é uma versão precisa em relação ao livro, mas é difícil adaptar um livro de 1.000 páginas em um filme de pouco de mais de 1 hora e meia.

Fredric March faz o papel de Jean Valjean, o protagonista do filme, que constrói uma nova vida depois da prisão, usando um outro nome.  E Charles Laughton faz o neurótico  Inspetor Javert, na busca incessante de prender Valjean.

Florence Eldridge, que faz o papel de Fantine, era a esposa do ator Fredric March na vida real. Eles foram casados de 1927 até a morte de March em 1975.

Marilyn Knowlden, que faz Cosette quando criança, deve ser a única atriz viva desse filme. Ela deve estar com mais de 95 anos de idade.

Parte das cenas do tumulto de 1832 teve que ser regravada, porque um dos figurantes aparecia mascando chiclete.

Há várias mudanças no filme em relação ao livro: redução da pena de prisão de Valjean para 10 anos em vez de 19 anos; a abreviação das dificuldades de Fantine, talvez pelo Código de Censura da época, mudando a origem de Eponine de mulher de rua para secretária e a declaração do objetivo dos estudantes como sendo reforma da lei em vez do objetivo real de derrubar o governo.

Foi o último filme da 20th Century Pictures antes de fundir com a Fox Film Corporation e se tornar a 20th Century-Fox.

Link do filme legendado abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywOooDaih0V51IeA?e=ulNe2c


segunda-feira, 14 de junho de 2021

Le Magnifique (O Magnífico), de Philippe de Broca (1973)

Já tenho um post para esse filme, acho que de 2020, mas como o link não estava funcionando, já coloquei o novo link no post e também aqui: https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywLfG3UmEjQjNhp0?e=ZMWljY

É uma melhores comédias de Philippe de Broca com Jean-Paul Belmondo.

Roteiro de Philippe de Broca e de Vittorio Caprioli, que também faz o papel de um divertido vilão.

Tem a participação da bela Jacqueline Bisset. E uma ponta do diretor Phillipe de Broca, fazendo o papel de um encanador.



Salvador Allende, de Patricio Guzmán (2004) - Documentário

11 de Setembro será para sempre lembrado pelos ataques ao World Trade Center nos EUA. Mas também é lembrado pela morte de Salvador Allende, o presidente do Chile, eleito democraticamente, cujo governo foi derrubado por um golpe de estado, apoiado pelo governo americano em 1973. O diretor deste vídeo, Patricio Guzmán, passou sua carreira inteira de cineasta fazendo documentários explorando esse trágico acontecimento da história do seu país e neste chega finalmente a Allende, um herói para esquerda política do Chile. O golpe resultou na sua morte e os 18 anos de ditadura de Pinochet que se seguiram.

Este filme é um retrato profundamente pessoal e que faz mais sentido no contexto dos outros filmes de Guzmán. Para quem não tem muito conhecimento sobre o Chile, pode ser um pouco confuso, pois se assume alguma familiaridade com a história da política chilena. (o filme “Casa dos Espíritos”, de Bille August, 1993, pode ajudar). Não confundir a escritora do livro que deu origem a esse filme, Isabel Allende, com a filha de Salvador. Isabel Allende foi filha de Tomás Allende, primo-irmão de Salvador. Salvador Allende teve também uma filha com o nome de Isabel, Maria Isabel Allende.

O fato de que nenhuma biografia oficial de Allende tenha sido publicada no Chile é algo surpreendente. É como se os chilenos quisessem não apenas esquecer o pesadelo da ditadura de Pinochet, mas também o sonho de utopia ou uma realidade talvez possível, que Allende havia oferecido em sua campanha.

Há paralelos entre Allende e o governo de Hugo Chavez, incluindo a tática da oposição de fazer greves e protestos por causa da economia do país. Não foi à toa que Chavez suspeitou, na época, do envolvimento dos norte-americanos no golpe, que quase derrubou o seu governo em 2002. Nessa tentativa, enquanto Chavez e seus ministros ficaram acuados no palácio presidencial, o exército ameaçava bombardear o prédio, uma ameaça que foi realizada pelos militares chilenos em 1973. 

Allende foi o primeiro socialista marxista a ser eleito democraticamente como presidente de república e chefe de estado na América. Seus pilares ideológicos foram o socialismo, o marxismo e a social-democracia. Allende acreditava na via eleitoral da democracia representativa e considerava ser possível instaurar o socialismo dentro do sistema político então vigente em seu país. Veja mais sobre Salvador Allende. aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Salvador_Allende

Link para este documentário de 1 hora e quarenta minutos e legendado está abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywFzGXVLeVmm9Pyo?e=iVnc96


quinta-feira, 10 de junho de 2021

Madame X, de David Lowell Rich (1966)

Uma mulher da classe média (Lana Turner) se casa com um homem rico (John Forsythe), para desespero da sua mãe (Constance Bennett). 

Os anos passam, ela tem um filho e começa um caso com um patife (Ricardo Montalban). Quando ela tentar dar um fim ao romance, ele o acaba matando acidentalmente. Sua sogra descobre e a convence a fingir sua morte e fugir. Ou ela irá arruinar a vida do seu marido e filho. Ela vai em frente, mas fica destruída pela culpa e se torna uma alcoólatra. 

Ela ainda mata outro homem e é defendida pelo filho já crescido (Keir Dullea), que não sabe que ela é sua mãe.

É um filme com uma produção luxuosa de Ross Hunter, que já havia trabalhado com Lana em “Imitação da Vida” e tido grande sucesso.

Constance Bennett (em seu último filme) teve uma boa maquiagem, porque parece tão jovem quanto Lana Turner. Mas tem uma beleza impressionante, ainda mais reforçada com o belo colorido do filme.

Além de Keir Dullea, ainda jovem e prestes a se tornar famoso em 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), temos a presença do ótimo Burgess Meredith. 

Por volta da época deste filme, ele foi convidado a fazer o Pinguim, vilão da série Batman e Robin. Há uma ponta de Neil Hamilton como Scott Lewis. Neil foi o famoso comissário Gordon da série. 

John Forsythe foi alcançar sucesso mais tarde na série de TV Dinastia.

O filme teve má recepção dos críticos e bilheteria fraca. Fatos que já evidenciavam o declínio das grandes produções de melodramas (principalmente direcionado a mulheres), que havia sido moda na década de 50.

Veja abaixo link do filme legendado.

https://1drv.ms/u/s!AjMUR7SXEhT_ywC8nhDZFTbS0abG?e=H27ZIl


quarta-feira, 9 de junho de 2021

Dernier Domicile Connu (Último Domicílio Conhecido), de José Giovanni (1970)

Lino Ventura faz o policial (Leonetti), um policial duro e violento, que detém o filho de um poderoso advogado e este procura vingança. Leonetti após ser admoestado é enviado para um distrito do subúrbio. Ele não gostou da ideia de ser rebaixado para um policial de segunda categoria, mas ele é designado a formar uma equipe. Lá ele conhece a jovem e bela Jeanne Dumas (Marlène Jovert). Ambos juntam forças para pegar pequenos delinquentes. Mais tarde, a dupla é designada para uma tarefa mais difícil: encontrar uma testemunha desaparecida, cuja prova é crucial para condenar um assassino chamado Soramon (Guy Heron). Eles vasculham Paris, perguntando a pessoas, vizinhos, encontrando várias pistas. Enquanto isso, eles são perseguidos por um gangster misterioso, chamado Greg (Michel Constantin).

Lino Ventura, pelo seu rosto de boxeador, é um perfil adequado para filmes de gangster e filmes policiais, onde apareceu em vários filmes assim, com Alain Delon, Belmondo  e Jean Gabin.

Filme foi dirigido por José Giovanni, que parece ser português pelo nome, mas é um francês de Paris, que participou na Resistência Francesa, durante a Segunda Guerra. Ele trabalhou como lenhador, mergulhador, guia de turismo e minerador. Escreveu 20 livros, 2 livros de memórias, 33 roteiros e dirigiu 15 filmes para o cinema e 5 filmes para TV. Seu romance, “Le Trou” (O buraco, gíria para prisão), se tornou um filme clássico e foi baseado em sua própria fuga de uma prisão de Paris.

O Último Domicílio Conhecida tem uma bela trilha sonora de François de Roubaix, cuja suite, pode ser ouvida aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AD-Pv7SBT_g

No final do filme há uma citação do poeta romeno Eminescu: "La vie est un bien perdu pour celui qui ne l'a pas vécu comme il aurait voulu" ("A vida é bem perdido por aqueles que não a viveram como eles gostariam de ter vivido.”

Link do filme legendo em Português abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yn-Nv8fZ2uo8TdZB?e=4dpfjs



sábado, 5 de junho de 2021

A Woman is a Woman (Uma Mulher É uma Mulher), de Jean-Luc Godard, 1961

Depois do seu aclamado “Acossado” (1960), com Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo, o diretor Jean-Luc Godard fez esse seu primeiro filme colorido, em colaboração com a atriz dinamarquesa e sua futura esposa, Anna Karina.

Godard queria Brigitte Bardot para o papel de Angela, mas ela não estava disponível.

Anna Karina ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival Internacional de Cinema de Berlim em 1961. Godard também ganhou prêmio especial nesse festival.

O enredo do filme conta sobre uma bonita dançarina de strip-tease, Angela (Anna Karina), que vive com seu namorado, Émile (Jean-Claude Brialy) em um apartamento em Paris. O maior sonho dela é ter um filho, mas ele não está muito a fim e fica evitando o assunto. Depois, surge uma ideia para resolver o problema: talvez o amigo de Émile, Alfred (Jean-Paul Belmondo) possa dar uma mãozinha.

Em uma cena, o personagem de Belmondo diz a Angela e Émile que ele quer ver o filme ‘Acossado” na TV. Um ano antes, Belmondo fez o papel principal desse filme com o diretor Jean-Luc Godard.

Já em outra cena, há uma menção sobre o filme ‘Vera Cruz’ (1954), com Burt Lancaster e Gary Cooper, quando Belmondo vira para a câmera e imita o sorriso característico de Burt Lancaster.

Este filme é um dos favoritos do ator Joseph Gordon-Levitt, segundo informado pelo jornal The New York Times.

Link do filme legendado em Português, abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_xVMtHS7k-SyNKWN4?e=fsSsFw


quinta-feira, 3 de junho de 2021

Dunkirk ( O Drama de Dunquerque), de Leslie Norman (1958)

Filme relata a famosa evacuação das forças britânicas da praia de Dunkirk (ou Dunquerque) em Maio-Junho de 1940. Visto pelos olhos de um pequeno grupo de soltados da infantaria e seu líder, cabo Binns, e também pelos olhos de civis que ajudaram a evacuar os soldados com seus barcos particulares.

A história marca a Batalha de Dunkirk como uma derrota dos britânicos e aliados, pois as forças alemãs espremeram franceses, belgas e britânicos para a direção da praia e infligiram cerca de 60.000 mortes nos Aliados. 

Nessa evacuação, cerca de 300 mil soldados foram resgatados, algo que pode ter sido fatal para a derrota final dos nazistas na guerra. Há quem diga que Hitler pediu a seus generais que descansassem e recuperassem os equipamentos, como também para um gesto à Inglaterra por um possível esforço de paz.

Os principais atores são John Mills como cabo Binns (Tobby), Bernard Lee como Charles Foreman e Richard Attenborough como John Holden, como um dono de um barco e receoso de levá-lo para fazer resgate, pois tinha esposa e um bebê. 

Attenborough, em uma cena no bar no começo do filme, chega a falar em ‘bela guerra’ (lovely war) e, mais tarde, ele acabaria dirigindo um filme musical com esse título, “What a Lovely War” (1969). Seu neto, Will, apareceu na refilmagem da batalha. Dunkirk (2017).

As cenas na praia foram filmadas em Camber Sands no litoral sul da Inglaterra, enquanto a cidade de Dunkirk foi recriada na cidade próxima de Rye.

Este filme foi o de maior bilheteria na Inglaterra em 1958.

Curiosidade que a trilha sonora deste filme, de Malcolm Arnold, foi reutilizada para o filme "O Mais Longo dos Dias", de 1961.

Veja abaixo filme legendado em Português.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yn5VMnysf1BlQPeQ?e=pCwTUD



terça-feira, 1 de junho de 2021

Now, Voyager ( A Estranha Passageira), de Irving Rapper (1942)

Bette Davis é Charlotte Vale, uma mulher solteira, filha temporã e oprimida por parte de uma mãe conservadora e ditatorial, feita por Gladys Cooper. A ajuda para Charlotte vem na pessoa do Dr. Jaquith (Claude Rains), que indica mudança de ares e ficar um tempo no sanatório administrado por ele (Cascades). Charlotte parte depois para uma viagem de descobertas, de encontrar a si mesma.

A cinematografia é excelente, que pode ser percebida pela alta resolução do filme (veja link abaixo). 

O filme também vale pelas presenças de Paul Henreid e de Claude Rains, que, em seguida após o término deste filme, foram filmar Casablanca. Rains terminou sua cena nesse filme em 3 de junho de 1942 e fez sua primeira cena em Casablanca às 10h30 da manhã seguinte.

O título do filme vem de um poema de Walt Whitman, para simbolizar a saída de um casulo onde Charlotte se encontrava. O filme é baseado em romance da escritora Olive Higgins Prouty.

Foi o filme de maior bilheteria da carreira de Bette Davis, embora muitos achem que "All About Eve" com ela, seja o maior trabalho da atriz.

Ao final do filme, a célebre frase dita por Charlotte: "Oh, Jerry, não se contente com a Lua, nós temos as estrelas." foi votada como a 46º citação dentre as 100 mais do American Film Institute.

Por três vezes durante o filme, Paul Henreid acende dois cigarros ao mesmo tempo, sempre cedendo um para Bette. Esse ato, embora não tenha sido criado aqui, já havia sido feito em outro filme, mas nesse ficou mais marcado. Paul Henreid não podia ir para qualquer lugar, que sempre apareciam mulheres pedindo para acender cigarros para elas.

Bette viaja para a América do Sul de navio, desembarca no Rio de Janeiro de 1942, o Rio de Janeiro de Getúlio Vargas à época. Há cenas com um taxista chamado Giuseppe (Frank Puglia), levando Charlotte e Jerry (Paul Henreid) para o Pão de Açúcar, mas o taxista não fala Inglês e nem Charlotte ou Jerry falam Português. Os dois se incomodam que Giuseppe fica dando voltas, como se estivesse perdido e não chega ao destino. Por imprudência do taxista, o carro acaba caindo morro abaixo. Dá para entender algumas palavras em Português do taxista. Originalmente, o livro fala da viagem para Nápoles e não ao Brasil, mas o Giuseppe foi mantido e o adequaram a um personagem carioca.

Bette Davis e Gladys Cooper (que faz a mãe dela no filme) receberam indicação de Melhor Atriz Principal e Melhor Atriz Coadjuvante respectivamente.

Em suas memórias de 1987, Bette Davis conta que Claude Rains era seu ator e colega favorito.

E Paul Henreid pede em uma restaurante a mesma bebida que ele pede em Casablanca: Dois Cointreaus.

Abaixo o link do filme:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yn2EQ96rO9mrPGPr?e=L2rJqJ

domingo, 30 de maio de 2021

Two-Lane Blacktop (Corrida sem Fim), de Monte Hellman (1971)

Warren Oates faz o papel de motorista de um carro envenenado, que eles chamam de GTO, que indo para a costa leste dos EUA, desafia dois companheiros (Dennis Wilson e James Taylor), que fazem disputas de carros por dinheiro. Quem chegar primeiro em Washington ganha o carro do outro. Os dois rapazes acabam tendo a companhia de uma garota, que pegam no caminho, que está indo para qualquer lugar. É o chamado 'road movie', cujos personagens não têm nomes e seus títulos são GTO (para Warren Oates), o Motorista (James Taylor), o Mecânico (para Wilson) e a Garota (Laurie Bird). 

Two-Lane blacktop poderia ser traduzido como asfalto de duas faixas. O que seria uma disputa entre um Chevrolet 1955 e um Pontiac 1970, na verdade, eles acabam nunca disputando pra valer.

Foi o primeiro papel do cantor James Taylor no cinema, que aqui faz o papel do piloto do carro que disputa as corridas. Dos principais atores no filme, ele é o único ainda vivo.

O diretor Monte Hellman colocou no elenco dois atores não profissionais, na verdade, ligados à música, para dar uma ar leve em contraposição a um ator tarimbado como Warren Oates.

Dennis Wilson foi baterista do famoso grupo The Beach Boys, que fez sua única interpretação. Seu irmão, Brian Wilson, fez uma música em homenagem ao irmão, que morreu em um afogamento.

Segundo comentário do diretor no DVD do filme, a razão pela qual o filme demorou para sair em DVD foi por causa de Jim Morrison. A trilha do filme tem cenas onde as músicas do Doors ao fundo. Monte Hellman e os produtores tiveram problemas inicialmente para garantir a permissão dos herdeiros de Morrison para liberar o filme com o conteúdo original das músicas da banda. Por razões óbvias, tal permissão do DVD não era parte do acordo original com o The Doors em 1972. Mais tarde, o estúdio conseguiu a permissão e liberou a venda do DVD. 

Três Chevrolet 1955 foram usados para o filme. Um dos carros usados mais tarde foi dirigido por Harrison Ford em 'Loucuras de Verão' em '1972.

O final do filme (meio indefinido para mim) veio para o diretor em um sonho.

Este seria o filme de estreia de Laurie Bird, a Garota. Ele iria estrelar mais dois filmes, antes de tirar sua própria vida em 1979 em Nova York. Já em 1983, três dos 4 atores já estavam mortos. Laurie em 1979, Warren Oates sofreu ataque cardíaco e morreu em 1982 com 53 anos e Dennis Wilson se afogou um ano depois.

Laurie Bird e Monte Hellman se envolveram romanticamente durante o filme. Em 1974, Bird começou uma relação com o cantor Art Garfunkel, que durou 5 anos, até que ela se matou aos 25 anos.

Veja o filme legendado pelo link abaixo:

https://1drv.ms/u/s!AjMUR7SXEhT_ynzdcrNRPiSE2ErA?e=4Qrh6j

sábado, 22 de maio de 2021

Silent Running (Corrida Silenciosa), de Douglas Trumbull (1972)

Na Terra do futuro, sem flora e fauna, o ecossistema do planeta existe agora somente em determinadas áreas ligadas a espaçonaves. Quando chega a mensagem de que essas áreas têm que ser jogadas para fora no espaço e destruídas, a maior parte da tripulação da nave Valley Forge se alegra sobre o prospecto de voltar para casa. Nem tanto para o botanista Freeman Lowell (Bruce Dern), que ama a floresta e suas criaturas. Ele mata seus colegas de espaçonave, levando a nave para o espaço profundo. Sozinho na nave, ele fica como seus companheiros sendo apenas três pequenos robôs. Quando colegas aparecem para ‘salvá-lo’, ele percebe que tem apenas uma única opção disponível.

Algumas curiosidades sobre o filme:

Um porta aviões chamado “Valley Forge”, usado nas guerras do Coréia e Vietnã, foi usado como a parte interna da espaçonave “Valley Forge”. Foram modificadas a área de controle de voo e o deck do hangar para parecer com a espaçonave. Depois das filmagens, o porta-aviões foi para sucata.

Os três robozinhos, Huey, Dewey e Louie (que seriam Huguinho, Zézinho e Luizinho, como os sobrinhos do Pato Donald) foram operados por atores amputados.

A cena de Saturno foi originalmente planejada para estar no filme ‘2001: Um Odisseia no Espaço (1968), mas a tecnologia necessária para os efeitos dessa sequência não estava pronta para ser usada na época ainda.

Para manter baixo o custo do filme, Trumbull contratou estudantes de faculdade para alguns efeitos especiais. Um deles foi John Dykstra, que mais tarde ficou famoso em filmes como Star Wars e Jornada nas Estrelas.

Douglas Trumbull disse que ele aprendeu a ser um diretor, depois que fez esse filme, pois ele não tinha experiência nisso ainda.

Várias cenas mostrando naves espaciais foram usadas depois na série de TV “Battlestar Galactica”.

A trilha sonora foi composta por Peter Schickele, que é mais conhecido por suas paródias de música clássica, pelo cognome de P.D.Q. Bach.

De acordo com os comentários no DVD deste filme, Douglas Trumbull deu sua benção a George Lucas, quando ele comentou com Douglas que estava trabalhando em ‘Guerra nas Estrelas” (1977) e que queria criar um robô similar aos drones deste filme, que acabou se tornando o R2D2.

Quando 20th Century-Fox processou a Universal em 1978, dizendo que “Galactica: Astronave de Combate”, (1978) era uma cópia de Guerra nas Estrelas (1977), a Universal retaliou processando a Fox, argumentando que Guerra nas Estrelas (1977) era uma cópia de Corrida Silenciosa (1972).

Vários logos de conhecidas empresas americanas podem ser vistos no filme, tais como Dow Chemical, Coca-Cola, AMF, American Airlines Kawasaki e Rockwell International.

Principais atores: Bruce Dern, Cliff Potts, Ron Rifkin e Jesse Vint.

Roteiro de Derek Washburn e Michael Cimino.

Dirigido por Douglas Trumbull.

Douglas Trumbull é um lendário cineasta e pioneiro dos efeitos especiais em filmes. Ele atuou como supervisor de efeitos em filmes como '2001: Uma Odisseia no Espaço", 'Contatos Imediatos do Terceiro Grau', e mais 'Jornada nas Estrelas' (filme) e 'Blade Runner'.

Vou postar aqui ou no meu canal no YouTube, em breve,  mais um filme de Douglas Trumbull, “Projeto Brainstorm”, de 1983, com Christopher Walken e Natalie Wood. Foi o canto de cisne dela. Ela morreu antes de terminar o filme. 

Abaixo o link para ver o filme:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agWfBu3JSjszaVUpH?e=6qxC4i



terça-feira, 18 de maio de 2021

The Mechanic (Assassino a Preço Fixo), 1972

Depois de um certo tempo em sua carreira, Charles Bronson voltou-se para filmes mais violentos e com personagens frios e calculistas ao contrário do começo de sua carreira, onde se podiam ver mais seus dotes de interpretação. 

Neste filme, Charles Bronson é Arthur Bishop, um matador profissional, que executa seus trabalhos com muita perfeição a detalhes. Ele recebe suas missões através de pacotes entregues em sua bela residência na Califórnia. Depois de executar seu contrato, coloca seu roupão, toma um bom vinho e ouve música clássica.

Depois que recebe a missão de matar um de seus velhos amigos (Keenan Wynn), ele se torna apegado ao arrogante e impertinente filho dele, Steve (Jan-Michael Vincent).

Steve acaba se entusiasmado pelo trabalho de Bishop e este ensina seus truques. Mas, Bishop faz sem antes conversar com a aprovação do “O Homem” e, portanto, fica marcado para morrer também. O enredo não dá há muitas explicações e detalhes desse grupo.

Na rua do hotel meio acabado do centro de Los Angeles, onde mora a primeira vítima de Bishop tem um bar. O nome dele? Hard Rock Café – primeiramente descoberto pelo grupo The Doors, que chegou a usá-lo para fotos da capa do álbum deles em 1970.

As cenas finais do filme foram feitas na cidade de Nápoles, na Itália.

A atriz, que faz o papel de Louise, a namorada suicida do personagem de JM Vincent é Linda Ridgeway. Ela foi uma das muitas que acusaram Bill Cosby de assédio, fato que, segundo ela, ocorreu um antes deste filme.

Há um quadro de uma pintura significativa mostrado no filme, que é uma cópia do “O Jardim das Delícias Terrenas” de Hieronymus Bosch. O original está no Museu Del Prado em Madri.

Algumas cenas foram gravadas em famosas moradias de Los Angeles e Hollywood. Entre elas, um rancho que havia sido do ator Robert Taylor, a mansão usada por Wayne na série de TV Batman e Robin, o Museu de Cera de Hollywood e La Esperanza, um mansão de Hollywood de 40 quartos, na época pertencente a Greta Garbo.

No roteiro original de Lewis John Carlino, a relação entre Arthur Bishop e Steve McKenna era para ser explicitamente gay. Os produtores tiveram dificuldade para arranjar financiamento e vários atores, entre eles George C. Scott, recusaram aceitar o papel até que a homossexualidade fosse removida do enredo.

Charles Bronson era casado com a atriz Jill Ireland e juntos trabalharam em 16 filmes. Neste filme, ela faz um pequeno papel, quase insignificante, de uma prostituta. Charles insistiu que ela estivesse no elenco ou ele não faria o filme. Os produtores mais tarde disseram que, mesmo que Bronson tivesse pedido a Rainha da Inglaterra, eles teriam aceitado.

O significado da palavra “Mechanic” do título original é que o termo na gíria americana significa um matador profissional.

O filme teve bilheteria de 7 milhões de dólares, que equivale a mais de $45 milhões de dólares em 2021.

Foi o primeiro filme em Hollywood do diretor Michael Winner. Seu filme anterior, com Charles Bronson, “Renegado Vingador” (1972) foi filmado na Espanha. Bronson fez vários filmes com Winner, para a série de filmes “Desejo de Matar”.

Richard Dreyfuss era para fazer o papel que ficou com J.M. Vincent, mas ele não agradou a Bronson.  Mas este também não gostou muito de Vincent, porque ele vivia espirrando. Mesmo assim, acabou ficando.

Abaixo, link para o filme legendado.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_yntmVQfjRtwO2Vh8?e=cm4QaV


domingo, 16 de maio de 2021

As Mil e Uma Noites (Arabian Nights), 1942

A dançarina Scherazade (Maria Montez) fica sabendo pela astrologia de que ela vai se tornar esposa de um califa de Bagdá.

Ela conta a Kamar (Leif Erickson), irmão do califa Haroun (Jon Hall). Ele planejava um golpe de estado, que falhou a princípio, mas depois de apoiado pelo vizir, ele finalmente tem sucesso. Haroun se machuca e obtém ajuda de uma trupe de artistas, onde é cuidado por Sherazade (ou Scheherazade), que não o reconhece.  Quando ela fica sabendo que Kamar está procurando por ela, ela vai até ele, mas é vendida com toda a trupe como escravos. Eles conseguem escapar, mas Haroun ainda está em perigo. Para salvá-lo, Sherazade concorda em envenenar Kamar, mas Haroun tenta primeiro estabelecer seu domínio.

Filme de 1942, no auge da Segunda Grande Guerra e feito para ser um escapismo aos momentos de angústia pelo conflito.

Dirigido por John Rawlins. Com John Hall, Maria Montez, Leif Erickson, Sabu (como Ali Ben Ali), John Qualen como Aladdin, Shemp Howard (nosso adorado Shemp dos Três Patetas e irmão de Moe) como Sinbad e Acquanetta como Ishya. 

Os créditos iniciais e finais do filme foram feitos por Mary Blair (1911-1978), uma artista mais conhecida pelas suas contribuições para o Estúdio Walt Disney dos anos 40 aos 60.

Maria Montez é o destaque do filme com sua beleza exótica. Apelidada de Ciclone Caribenho, tinha o nome completo de Maria Africa Antonio Gracia Vidal de Santo Silas. Mudou o nome para Maria Montez porque seu pai era fã da dançarina Lola Montez.

O Aeroporto Internacional de Barahona, República Dominicana, onde ela nasceu, tem o nome de Aeroporto Internacional Maria Montez em sua homenagem. Ela foi a segunda de dez filhos, seu pai sendo um exportador de tecidos e Vice-Cônsul Honorário da Espanha na República Dominicana.

Ela era uma das atrizes mais bem pagas da Universal durante os anos 40. Ela ganhava $150 dólares por semana para fazer “Arabian Nights”. Isso em moeda atualizada de 2021, equivale a apenas US$2,500.00 por semana.

Ela faleceu jovem aos 39 anos, com a mesma idade que seu companheiro de cena neste filme, Sabu.

Este filme também tem a presença da atriz Acquanetta, que faz o papel de Ishya, um nome bem pitoresco para Mildred Davenport, nascida no Wyoming em 1921. Ela também tinha um apelido. O Vulcão Venezuelano. Embora ela fosse americana e de descendência dos índios Arapahos. Sua mãe era uma índia Arapaho e seu pai um homem branco. Ela dizia que o avô do seu pai era um filho ilegítimo do Rei da Inglaterra.

Sua carreira no cinema foi tema de uma ópera de um ato, Acquanetta, que estreou em 2018 em Nova York.

Abaixo link para o filme legendado: