sábado, 18 de setembro de 2021

The Man Who Came to Dinner (Satã Janta Conosco), de William Keighley (1942)

O escritor de teatro Moss Hard e George Kaufman criaram uma peça baseada nas personas do dramaturgo Noël Coward, do crítico de cinema Alexander Woollcott e na atriz Gertrude Lawrence. Foi uma peça de sucesso na Broadway.

A personagem de Lorraine Sheldon (Ann Sheridan) foi baseada em Gertrude Lawrence, e o de Beverly Carlton (vivido por Reginald Gardiner) foi baseado em Noël Coward. Bette Davis e Monty Woolley na imagem ao lado em cena de bastidores.

Conta a estória de Sheridan Whiteside (vivido por Monty Woolley), um excêntrico e famoso escritor e radialista e sua secretária Maggie Cutler (Bette Davis), quando chegam à casa de uma conhecida família de Ohio, apenas para um jantar.

Mas tudo muda, quando ele sobe as escadarias da casa e escorrega no gelo fino do inverno e acaba machucando sua perna e quadril, tendo que ficar de cama por um tempo até poder se locomover em cadeira de rodas, conforme receita de seu médico. Isso vai provocar um tumulto geral nos habitantes da casa.

O papel de Bette Davis não era uma parte significativa na peça e foi estendida, obviamente, por causa da atriz, que desejava muito fazer o filme, mas gostaria que tivesse ao lado do lendário John Barrymore como Sheridan. Contudo Barrymore já não conseguia decorar as suas falas, por causa de seu alcoolismo.

O peça foi inspirada pela famosa estada de Alexander Woollcott na casa de campo de Moss Hart na Pensilvânia. A visita de Woollcott foi um pesadelo, tanto para ele como para Hart. O comportamento de Woollcott era insuportável e arrogante. Ele dizia que não iria dormir enquanto não fosse preparado para ele um milkshake e biscoitos de chocolate, exigindo também que todo o aquecimento da casa fosse desligado, se recusando a dormir em qualquer quarto a não ser o do próprio Moss Hart e acusando os criados de serem desonestos.

Mary Wickes (que faz a enfermeira Miss Preen), Ruth Vivian (Harriet Stanley) e Monty Woolley são os únicos no filme que estiveram na peça original da Broadway.

Charles Laughton queria desesperadamente o papel de Sheridan Whiteside. Ele testou para o papel, mas os resultados foram desastrosos. Chateado, Laughton pediu que seu agente convencesse o produtor Hal B. Wallis de lhe dar uma segunda chance. Wallis relembra o caso: "Fiquei emocionado pelo telefonema e dei ao Laughton um outro teste." Mas foi de novo um desastre, pior que o primeiro. Quando ele deixou o estúdio, Charles Laughton estava desconsolado.

Várias referências a pessoas famosas no filme foram atualizadas para o filme. Por exemplo, a cena antes que Whiteside apareça na cadeira de rodas, há o telefonema de Winston Churchill. Na peça era H.G. Wells. 

O salário de Bette Davis foi de US$66,667.00, equivalente em 2021 a aproximadamente US$1,200,000.00. E o de Monte Woolley de $15,000 ou US$276 mil dólares em 2021.

E, para finalizar, eu adorei as gravatas de Sheridan Whiteside.


Abaixo o link para o filme:

Medéia, de Pier Paolo Pasolini (1969)

Parte final do ciclo mítico de Pier Paolo Pasolini, que incluía Édipo Rei (1967), Teorema (1968) e Pocilga (1969). Foto de Pasolini no set de filmagens com Maria Callas.

Como todos os filmes de Pasolini, Medéia pode ser um filme difícil e ele gosta de cenas cruas. Conta a estória de Jasão e sua busca pelo Velocino de Ouro, lã de ouro do carneiro alado Crisómalo de Cólquida, região sul do Cáucaso.

Jasão foi, então, para Argo, uma cidade da península do Peloponeso, para construir seu navio. Lá, ele reúne uma tripulação de heróis para acompanhá-lo, que ficaram conhecidos como os Argonautas.

Conhecendo a sacerdotisa Medéia (veja mais sobre ela aqui: Medeia – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)), Jasão se apaixona por ela e a leva para seu lar.

Anos mais tarde, depois que ela dá filhos a ele, ela começa uma terrível vingança, quando Jasão a rejeita por um novo amor.

Foi o único longa metragem feito pela cantora de ópera, a diva Maria Callas. Na época, ela estava desanimada, depois que seu amante de longa data, o magnata Aristóteles Onassis, a tinha deixado por Jacqueline Onassis (Kennedy), quando se casou com ela em 1968.

A última apresentação de Maria Callas em uma ópera completa foi como Tosca, em 5 de Julho de 1965, em Londres. Seu abandono deveu-se em grande parte ao desequilíbrio emocional da cantora, que ao conhecer o magnata grego Aristóteles Onassis, dedicou-se integralmente ao seu amado, afirmando ter começado ali sua vida de verdade. A agressividade e o relacionamento abusivo do magnata com a soprano eram notáveis, como relatado por amigos. Uma famosa frase dita por Onassis a Callas foi: "Você tem apenas um apito na garganta, e ele não funciona mais."

Elenco: Giuseppe Gentile como Jasão, Maria Callas como Medéia, Massimo Girotti como Rei Creso e Laurent Terzieff como Centauro.

Segue link com o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0alA9c20WDJU5oSZhN?e=Rae8le

Manhunter (Caçador de Assassinos), de Michael Mann (1986)

O agente do FBI Will Graham (William Petersen, foto ao lado) capturou o diabólico Dr. Hannibal Lecktor (Brian Cox) e quase perdeu a cabeça no processo.

Mas quando ele é chamado de volta da aposentadoria para caçar um psicopata conhecido como Fada do Dente (Tom Noonan), ele deve, mais uma vez, confrontar os horrores de “Hannibal, o Canibal”.

Baseado em livro de Thomas Harris, “Red Dragon”, com roteiro do próprio diretor Michael Mann.

Durante as filmagens deste filme, Anthony Hopkins estava fazendo Rei Lear no teatro National Theatre, em Londres. Durante as filmagens de “O Silêncio dos Inocentes” (1991), Brian Cox fazia Rei Lear no mesmo National Theatre.

O título original do filme era para ser “Red Dragon”, o mesmo do livro. Contudo, quando o filme “O Ano do Dragão” (1985) se tornou um fracasso de bilheteria, o produtor Dino De Laurentiis decidiu evitar o título ‘dragão’. 

Quando a produção não conseguiu permissão para filmar a bordo de um avião comercial, o diretor Michael Mann colocou os atores, atrizes e equipe em um voo noturno de Chicago para Flórida, para onde a produção iria se dirigir para filmar. Uma câmera simplificada, equipamento de som e luz foram levados para bordo em malas pequenas. Os pilotos e comissários de bordo foram agradados com presentes de jaquetas de equipe de filmagem.

Brian Cox disse em uma entrevista que ele baseou sua caracterização do Dr. Hannibal Lecktor no serial killer Peter Manuel.

Este foi o único filme de “Hannibal” onde seu sobrenome é escrito como “Lecktor”, por alguma razão. Nas outras adaptações do livro, é escrito como ‘Lecter’.

A cena, em que Reba McClane (feita por Joan Allen) toca um tigre sedado, é mesmo de um verdadeiro tigre sedado. O veterinário é feito por um veterinário real.

Brian Cox faz Hannibal tão bem quanto Anthony Hopkins, mas não tão carismático. Isso o faz mais realista aqui neste filme em vez de ser um superhomem, como personagem acabou se tornando mais tarde.

Com William Petersen como Will Graham, Kim Griest como Molly, Joan Allen como Reba, Brian Cox como H. Lecktor, Dennis Farina como Jack Crawford, Tom Noonan como Francis Dollarhyde e Stephen Lang como Freddy Lounds.

Trilha sonora de The Reds e Michel Rubini.

Veja o filme no link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0alA4boWjrdc1wzY_O?e=LsDg2Y

domingo, 12 de setembro de 2021

Villain (O Vilão), com Richard Burton (1971)

Richard Burton era fã dos filmes de gangster de Humphrey Bogart, James Cagney e Edward G. Robinson e ele queria fazer um filme assim. Aproveitou a estada da sua esposa Elizabeth Taylor filmando na Inglaterra e aceitou um papel, que lhe ofereceram.

Burton é o vilão do título. Ele é Vic Dakin. O chefão de um grupo de criminosos do bairro londrino de West End. Burton é galês e se esforça para fazer o sotaque cockney londrino. Os brasileiros não vão perceber a nuance. 

Ele se transforma para o papel. Ele é pura maldade e malícia e tão envolvente como assistir uma serpente.

A ação principal do filme é para um roubo de uma folha de pagamento de uma empresa. O seu planejamento e consequências. Tem muito dinheiro envolvido, mas não é bem o tipo de crime de Vic Dakin. Ele e a sua turma são mais de extorquir dinheiro de comerciantes por proteção.

Para esse caso do roubo, Vic está confiando na discrição de um funcionário de meia idade, que está ressentido com a empresa e que se sente desprestigiado pela esposa e o empregador e ele não tem o menor problema em ajudar Dakin com informação internas.

Burton está fantástico no papel. Há muita tensão e especialmente violência, mesmo no começo do filme, quando ele retalha um membro da sua gangue, que andou abrindo a boca contra ele. Dakin é paranoico de todos, gosta de bater nas pessoas com suas próprias mãos e parece odiar e desconfiar de mulheres ao extremo, com apenas a exceção de sua mãe idosa acamada, para quem ele é muito gentil.

A cena de sexo entre Richard Burton e Ian McShane foi cortada do filme de estreia. Vocês podem ver a cena até o momento em que Burton abre sua camisa e joga McShane na cama.

O personagem de Vic Dakin foi baseado no gangster Ronald Kray.

As cenas nos bares foram filmadas no pub The Assembly House de Londres. Entre as cenas, dizem que Elizabeth Taylor levava canecas de cerveja para o elenco e equipe.

Em 10 de novembro de 1970, em seu 45º aniversário, Richard Burton tirou um dia de folga das filmagens, para pegar sua CBE (medalha de comendador do Império Britânico) no Palácio de Buckingham, acompanhado da sua irmã mais velha, Cicely e de sua esposa, ElizabethTaylor.

Além de Richard Burton como Vic, Ian McShane como Wolfe, Nigel Davenport como o policial Bob Matthews, Fiona Lewis como Venetia, Joss Ackland como Edgar e Elizabeth Knight como Patti.

Filme legendado abaixo com o link:

sábado, 11 de setembro de 2021

Seconds (O Segundo Rosto), de John Frankenheimer (1966)


Assisti esse filme há muitos anos e fui ver por causa do Rock Hudson, de quem fui e sou fã. Procurei o filme novamente e como não consegui postar nos meus canais do YouTube, estou postando aqui no blog.

Um filme além do seu tempo, mesmo filmado em preto e branco. Pode ser o melhor filme feito pelo diretor John Frankenheimer, ajudado pela cinematografia do mestre James Wong Howe. Howe foi indicado ao Oscar pelo seu trabalho. O filme ainda consta com o design gráfico e trilha sonora de ambos dois grandes do cinema: Saul Bass e Jerry Goldsmith, respectivamente. Além de Rock Hudson, grandes atuações de John Randolph, Will Geer, Jeff Corey, Murray Hamilton e Richard Anderson.

O filme chegou a ser vaiado no Festival de Cannes em 1966. Os críticos europeus foram tão hostis em relação ao filme que o diretor John Frankenheimer se recusou a deixar a cidade vizinha de Monte Carlo, onde estava filmando “Grand Prix”, para ir à conferência de imprensa. Em vez disso, mandaram Rock Hudson no lugar, que não foi capaz de responder as perguntas mais importantes durante a entrevista.

O enredo do filme, baseado em livro de David Ely, mostra um banqueiro de meia-idade, Arthur Hamilton (John Randolph), desinteressado na mulher e um trabalho sem futuro. Embora ele tenha muito dinheiro, não tem interesse em gastar em nenhum lugar.

Aí, ele ganha a oportunidade de começar uma vida completamente nova, quando ele recebe telefonemas de seu antigo amigo Charlie. Mas Arthur tinha ouvido falar que Charlie tinha morrido.

Arthur é depois apresentado a uma empresa que vai forjar a sua morte, criar um novo rosto e nova vida para ele. Depois de sofrer uma profunda cirurgia plástica e meses de treinamento e psicoterapia, Arthur volta ao mundo na forma do artista Tony Wilson. Ele tem uma bela casa em Malibu e um criado, um funcionário da empresa que está lá para ajuda-lo em seu ajuste à nova vida.

Wesley Addy faz o criado ou assistente que ajuda Tony Wilson e Salome Jens faz Nora Marcus, a mulher que se interessa por Tony.

Para filmar em público em um grande e movimentado terminal ferroviário, o diretor contratou um modelo masculino e uma coelhinha da Playboy para fazer cena nas escadarias e sendo filmados por uma equipe falsa. A distração permitiu à equipe verdadeira usar uma câmera de dentro de uma maleta.

Inicialmente o diretor estava relutante em chamar Rock Hudson para o papel, que ele achava que seria um ator peso leve e de papeis recentes de comédias, em comparação com um Laurence Olivier ou Kirk Douglas, outros atores que ele queria para o papel. Foi apenas depois que o agente de Hudson convenceu Frankenheimer em uma festa de que Hudson poderia fazer o papel, que ele seguiu com Hudson. Mais tarde, o diretor elogiou muito Hudson pelo papel. Na foto, Hudson com James Wong no centro e Frankenheimer à esquerda.

Foi o primeiro filme do ator John Randolph depois de 15 anos. Ele tinha sido relacionado na lista negra por suas simpatias de esquerda no começo dos anos 50.

As cenas da cirurgia plástica incluem várias de uma rinoplastia verdadeira sendo feita. O diretor fez várias cenas, depois que o cameraman desmaiou.

Rock Hudson ficou bêbado de verdade para a cena em que seu personagem se embebeda em uma festa.

Talvez a explicação de que o filme tenha se tornado um clássico, embora não tenha tido sucesso inicial comercial, possa ser que ninguém estava acostumado em ver Rock Hudson em um papel obscuro e de certo terror.

Segundo o diretor, foi ideia de Hudson ter dois atores diferentes para fazer os papeis de Arthur Hamilton/Tony Wilson, em vez de ser apenas um ator fazendo o papel dos dois com ajustes de maquiagem. O diretor concordou e realmente o efeito criado foi muito melhor.

Como Rock Hudson era quase 13 centímetros mais alto que o seu antigo eu, John Randolph, o ajuste de cena foi feito com uma cuidadosa escolha de ângulos de câmeras. Randolph e Hudson também passaram tempos juntos, antes da filmagem, para que Hudson pudesse copiar os maneirismos de Randolph. E Randolph também teve que treinar sua mão esquerda, porque Hudson era canhoto.

A casa da personagem Nora (Salome Jens) era, na verdade, já alugada e usada pelo próprio John Frankenheimer.

O roteirista Lewis John Carlino ficou chateado com o diretor Frankenhemer, porque ele decidiu apagar uma cena do filme, onde o personagem de Rock Hudson visita a sua filha, que, obviamente, não o reconhece. Carlino achava que a cena era importante para o desenvolvimento da parte final do filme e revelava que a misteriosa e muito discutida última cena do filme, onde o personagem de Hudson é visto à distância, brincando na praia com uma criança (nunca identificada), é tirada dessa sequência. A criança é a neta do personagem de Hudson.

Veja esse clássico pelo link abaixo.

domingo, 5 de setembro de 2021

L"Homme de Rio (O Homem do Rio), de Philippe de Broca (1964)

Adrien Dufourquet, vivido por Jean-Paul Belmondo, é um militar da Força Aérea Francesa, que está de licença de 8 dias. Ele aproveita e vai para Paris visitar sua namorada, Agnès, feita por Françoise Dorléac.

Enquanto isso, um museu é roubado de uma escultura dos povos extintos dos maltecas. O investigador de polícia fica surpreso que o ladrão tenha perdido a oportunidade de roubar outros objetos mais valiosos.

Mas a intenção dos ladrões era roubar apenas essa peça rara, que juntando-se a outras duas, dará a pista de um rico tesouro de diamantes. As outras duas estão no Brasil e uma delas pertencia ao pai de Agnès, e que ele enterrou, antes de morrer, perto da sua residência, na época que moraram no Rio de Janeiro. 

A terceira peça está em poder do brasileiro Mário de Castro, vivido por Adolfo Celi (um ator italiano que atuou com muitos atores brasileiros nessa época, em particular, com Tônia Carrero).

O misterioso ladrão das peças será descoberto mais tarde e será uma surpresa. Além da peça roubada em Paris, Agnès também é sequestrada e levado ao Rio para que ela mostre onde está escondida a segunda peça. 

Adrien vai atrás dela de qualquer forma e consegue embarcar no mesmo avião que ela e os sequestradores. O avião era um da Panair, empresa extinta logo após pela ditadura militar. 

O filme foi muito inspirado pelo cartunista belga, Hergé e suas aventuras de Tintin. A rapidez da estória e certos visuais são claramente inspirados pela obra de Hergé. As aventuras começam em Paris, seguem para o Rio de Janeiro e depois para Brasília, que tinha pouco mais de 3 anos de vida e havia ainda muitos espaços vazios e construções em andamento. Possivelmente, o filme deve ter sido feito um pouco antes da eclosão do golpe militar de 1964.

Em uma entrevista com Steven Spielberg, ele disse que escreveu ao diretor Philippe de Broca, dizendo que ele tinha visto o filme nove vezes. E pode ter sido a inspiração que ele usou no primeiro filme de “Caçadores da Arca Perdida”.

O filme foi a quarta maior bilheteria do ano na França.

Françoise Dorléac faleceu três anos depois deste filme, vítima de uma acidente de carro em Nice, na França.

O avião da Panair foi depois vendido para uma companhia aérea e agora permanece como sucata em Iquitos, Peru.

Além da curiosidade sobre a Panair, ainda aparece no decorrer do filme um ônibus da Breda Turismo levando turistas ao Rio de Janeiro e os vários Aero-Willys usados pelos ladrões.

Elenco principal: Jean-Paul Belmondo como Adrien, Françoise Dorléac como Agnès, Jean Sevais como Catalan, Ubiracy de Oliveira como Winston, o esperto engraxate brasileiro, Adolfo Celi como Mário de Castro e Simone Renant como a cantora do cabaré.

O vídeo, usado aqui para o link abaixo, não é de extrema qualidade e alta resolução e pode congelar por alguns segundos, mas não é algo que atrapalhe o entretenimento.

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0akV74w8BwaREGMgEp?e=1AdMDd


sábado, 4 de setembro de 2021

Grave of the Fireflies (Túmulo dos Vagalumes), de Isao Takahata (1988)

É uma animação que relata a perda, mágoa e o efeito da guerra (2ª Guerra Mundial) sobre os civis de uma maneira mais eficaz e realista do que muitos filmes sobre o tema.

A estória segue Seita (na voz de Tsutomu Tatsumi) e Setsuko (na voz de Ayano Shiraishi), irmão e irmã que perderam os pais na guerra e agora são forçados a cuidar de si próprios, em um país devastado pela guerra, já em seus últimos momentos.

Como os dois tentam fazer isso e o amadurecimento do garoto para um adulto de certo modo responsável, devido às condições do ambiente, formam a espinha dorsal da animação.

Na Coréia do Sul, a estreia do filme foi adiada indefinidamente por causa da preocupação de que o filme, de alguma maneira, poderia justificar o papel do Japão na Segunda Guerra.

A maioria das ilustrações tem contornos em marrom, em vez do padrão preto. Quando o preto era necessário usar, era apenas quando necessário. A produção do filme disse que era para dar um tom menos carregado. 

Roger Ebert, o conhecido crítico de cinema, considerava ser um dos melhores e mais poderosos filmes de guerra e inclui-o na edição de 2000 da sua lista de “Grandes Filmes”. 

De acordo com o filme, o pai das crianças era um capitão da Marinha Imperial Japonesa, que servia no cruzador Maya e que participou em várias ações na Segunda Guerra. Em outubro de 1944, durante a Batalha do Golfo de Leyte, Maya foi torpedeado por um submarino americano e afundou com a perda de 470 homens, incluindo o capitão. O nome do navio era originado do Monte Maya, uma montanha localizada na cidade de Kobe, onde o filme acontece.

O diretor Isao Takahata negou várias vezes que o filme era um filme contra as guerras. Ele disse que a intenção não era essa e sim que queria passar uma imagem do irmão e irmã vivendo uma vida de fracasso devido ao isolamento da sociedade e, também, invocar a simpatia, particularmente dos adolescentes.

O personagem principal, Seita, olha diretamente para o público por duas vezes. No começo e no final. Isso implica que ele pode, de fato, nos ver e está contando a sua estória.

Veja abaixo o link para o filme:

domingo, 29 de agosto de 2021

Katyn, de Andrzej Wajda (2007)

Filme indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2008.

Ele relata o massacre de oficiais e cidadãos poloneses na Floresta de Katyn em 1940. 

Aproximadamente 22.000 pessoas foram assassinadas e, dentre elas, 14.000 militares poloneses.

Por que os soviéticos, que ocuparam a Polônia  mataram essas pessoas?

Porque essas pessoas eram considerados a 'intelligentsia' do país, ou seja, formavam um grupo de intelectuais e pessoas de alto nível educacional, quando consideradas por terem cultura e influência política. E, portanto, perigosos para o regime e a ideologia comunista.

Os próprios soviéticos se encarregaram de espalhar que os nazistas haviam sido os verdadeiros assassinos, fato que ficou por muito tempo como verdade. 

O próprio pai do diretor, Andrzej Wajda (na imagem acima), foi morto no massacre. Na época, ele tinha apenas 13 anos de idade. Os restos mortais do seu pai jamais foram encontrados.

O filme começa em 1939 com a invasão da Polônia a oeste pelos alemães e a leste pelos russos, que eram aliados pelo Pacto de Não Agressão assinado por Hitler e Stalin. Com a rendição por parte dos militares poloneses, dezenas de milhares deles caíram nas mãos dos soviéticos e foram colocados em campos de concentração.

Após algum tempo, o destino dos prisioneiros permaneceu um mistério, até que em Abril de 1943, os alemães anunciaram que encontraram covas coletivas de militares na Floresta de Katyn, perto da cidade Smolensk, Rússia Ocidental. Foram encontrados mais de 4.000 corpos.

Link do IMDb, para conhecer os principais atores do filme:  https://www.imdb.com/title/tt0879843/?ref_=tt_urv

O filme pode ser visto no meu canal do YouTube: Seleções Revista CineTV  através deste link: https://youtu.be/zmcJNo19Tw4

E abaixo link para o filme legendado em Português para assistir ou baixar:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0akRR_WWqpKzrn1Ccq?e=w1SmIY


Tre Fratelli (Três Irmãos), de Francesco Rosi (1981)

Em uma fazenda, no sul da Itália, uma mulher idosa morre. Seu esposo manda telegrama, convocando seus filhos.

De Roma, Raffaele, um juiz, que está lidando com um caso político, do qual ele tem medo de ser alvo de assassinato.

De Nápoles, o religioso e ideológico Rocco, que dirige um reformatório para meninos.

De Turim, Nicola, um trabalhador de uma fábrica, que se envolve com disputas no trabalho.

Tre Fratelli, ou Três Irmãos, é baseado em obra do dramaturgo Andrei Platonov e que foi adaptado pelo conhecido roteirista Tonino Guerra. Co-roteirizado por Francesco Rosi, que nunca parece ter alcançado sucesso merecido internacional de outros diretores italianos, a despeito de ótimos filmes como "Salvatore Giuliano" e "O Caso Mattei".

A estória original é situada na Rússia, no começo do século 20. Já esta adaptação é situada na Itália, na segunda metade do século. Embora culturalmente diferentes, a Rússia Soviética e a Itália, a estória é bem contada e se encaixa.

A despeito das diferenças entre os irmãos, no fim, todos os lados são forçados a reconhecer que eles são ainda uma família.

A neta parece representar a inocência que os irmãos foram forçados a abandonar, quando partiram para vidas separadas.

Uma cena sentimental e antológica é proporcionado pelo pai deles e a mãe falecida, quando ele entrega um coelho para a esposa e esta se despede dele.

Com Philippe Noiret como Raffaele, Michele Placido como Nicola, Vittoria Merrogiorno como Rocco, Andréa Ferréol como a esposa de Raffaele e Marta Zoffoli como Marta.

Trilha sonora de Piero Piccioni.

Segue abaixo link para o filme. Há legendas embutidas em Português e Inglês. Quando usar um player de vídeo, clicar com botão direito do mouse e escolher a legenda em Português. 

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0akROeQs6nLWHa7CeK?e=BZXIDL

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

From the Terrace (Paixões Desenfreadas), de Mark Robson (1960)

Este filme é baseado em um romance best-seller de John O'Hara. Uma grande crítica ao materialismo da sociedade americana. 

Paul Newman faz o jovem herdeiro de uma usina siderúrgica na Pensilvânia, mas que não quer trabalhar na empresa do pai e quer ir para Nova York e ter sua vida independente. Mas o que ele quer, na verdade, é ser mais rico que o pai.

Ele acaba conhecendo, em uma festa, uma estonteante loira (Joanne Woodward), uma mulher autoconfiante e materialista, que vira a cabeça dele, para desespero dos pais dela, muito mais ricos que os pais de Newman. Ela engravida e Newman tenta convencer os pais de Joanne que é melhor aceitar o 'garoto pobre'. 

Depois, o casamento deles acaba naufragando e Joanne se torna infiel a ele muitas vezes. Mas Newman suporta isso em troca de ter uma participação em uma grande corporação de investimentos, que o fará ainda mais rico do que seu pai, finalmente.

Ele conhece o arquétipo da boa garota, feita por Ina Balin (um atriz que iria morrer prematuramente aos 52), mas ele vira as costas para ela, por causa do seu verdadeiro amor pelo dinheiro. Será que ele vai salvar a sua alma e se redimir?

Além de Paul Newman, Joanne Woodward e Ina Balin, o destaque vai para Mirna Loy, uma das minhas atrizes favoritas e muito conhecida por sua parceria com William Powell na série de filmes "The Thin Man", que ainda vou colocar todos aqui no blog. 

Ina Balin ganhou o Globo de Ouro como Melhor Atriz Promissora de 1961.

Paul Newman e Joanne Woodward já estavam casados há dois 2 anos, quando esse filme foi realizado.

O título do filme pode significar vendo as coisas de cima, do terraço.

Depois que Paul Newman conhece Joanne na festa e depois se despedem, há um corte abrupto para uma cena seguinte em um barco entre os dois, aparentemente um corte no filme, mas que não faz diferença, porque o objetivo era deixá-los juntos o mais rápido possível.

Link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0akQLcnq-W8GPZ3T14?e=04a9AA



Cadaveri Eccelenti (Cadáveres Ilustres), de Francesco Rosi (1976)

Um detetive, Inspetor Rogas, vivido por Lino Ventura, é designado para investigar os misteriosos assassinatos de alguns juízes da Suprema Corte. 

Durante a investigação, ele descobre um complô, que envolve o partido comunista italiano.

O filme lida com um assassino desconhecido, cujas vítimas são juízes, procuradores públicos e magistrados.

O diretor Rosi eleva o crime de assassinato a uma dimensão cataclísmica, dentro da qual um moderna sociedade industrial é arrastada à beira de um colapso.

Mostra as fraquezas das estruturas sociais e a fragilidade de todo o governo.

O país, em que se situa o caso, não é especificado no filme, mas pode representar qualquer nação como estando à beira da anarquia.

A abertura assustadora do filme mostra o Convento de Capuccinos de Palermo, com sua cripta de 8.000 corpos, alguns mumificados e outros se deteriorando nos corredores subterrâneos.

Dirigido por Francesco Rosi e estrelado por Lino Ventura, Tino Carraro como Chefe de Polícia, Renato Salvatori como Comissário de Polícia, Fernando Rey como Ministro da Segurança, Max von Sidow como Presidente da Suprema Corte e Maria Carta como Madame Cres.

Produção de Alberto Grimaldi. Filme baseado em livro de Leonardo Sciascia. E trilha sonora de Piero Piccioni.

Segue link abaixo para ver o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0akQGNHbXS5BG787kZ?e=F0D6wB

sábado, 14 de agosto de 2021

It started with Eve (Um Raio de Sol), de Henry Koster (1941)

Em 1941, um homem idoso, rico e que viveu uma vida de muitos prazeres, agora está morrendo. Seu filho volta às pressas do México para o que parece ser a última visita ao velho pai.  O pai, vivido por Charles Laughton, quer o bem do filho (Robert Cummings) e pergunta sobre sua futura noiva. Ele quer vê-la antes de morrer. 

Imediatamente. Só resta ao filho sair correndo e buscar a noiva. No hotel, onde ela está com a mãe, Robert não consegue encontrá-la, apesar de todos os seus esforços. Desconsolado e querendo satisfazer o último desejo do pai,  antes que acabe morrendo, ele recorre a uma moça que cuida dos agasalhos no hotel e que está deixando o trabalho para ir para casa.  Ela é Deanna Durbin.

Ela topa e o velho senhor acaba gostando de Deanna. E milagrosamente começa a ficar bem de saúde. Era apenas um mal passageiro.

A confusão é gerada porque Robert não consegue se desvencilhar da sua escolha e trocar com sua verdadeira noiva.

Charles Laughton, como sempre, rouba as cenas em que participa. Um dos melhores atores de todos os tempos, indo de um insuportável Capitão Bligh em “Motim no Bounty” a um brincalhão e emotivo, como esse Jonathan Reynolds desta comédia.

Quem também brilha é Deanna Durbin, com seu belo talento musical e pena que ela acabou desistindo da carreira de atriz alguns anos depois. Uma das grandes cenas entre Deanna e Charles Laughton é aquela em que ele vai pedir a ela que saia com ela, pois ela não pode comparecer a uma festa dada pelo próprio Charles (Jonathan).

Robert Cummings é mais conhecido por papeis em comédias, onde ele se mostra mais à vontade. Enquanto fazia este filme na Universal, ela também estava no drama ‘Em  Cada Coração um Pecado’ (1942) na  Warner Bros. Ele saia de um estúdio e entrava em outro.

Na cena de abertura do filme, um editor de jornal comenta que se Jonathan Reynolds (Charles Laughton) tivesse vivido dois séculos antes, ele teria sido um grande pirata, o próprio Capitão Kidd. Curiosamente, três anos depois, Charles Laughton iria fazer o papel do Capitão Kidd no filme título de 1945 e novamente em "Piratas da Perna de Pau" (1952).

Embora Charles Laughton fizesse o pai de Robert Cummings no filme, ele estava com 41, 42 anos de idade na época. Apenas 10, 11 mais novo que Cummings.

Quando Robert Cummings dá a Deanna Durbin 50 dólares a ela por fingir ser sua noiva, equivaleria em 2021  cerca de $850.

Não consegui publicar esse filme no meu canal no YouTube, então segue o link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0akHATSzz313Bn62BB?e=A20qQi

It Came From Outer Space (Veio do Espaço), de Jack Arnold (1953)

Depois de algum sem postar filmes aqui e estar ocupado com meu canal de filmes no YouTube, Revista Cine TV+, publico abaixo um clássico da ficção científica, "Veio do Espaço", de Jack Arnold, de 1953.


Este filme de ficção científica, modesto para os padrões de hoje, foi baseado em um conto de Ray Bradbury, “The Meteor” e talvez seja um dos filmes mais imitados na história do cinema. Muitos dizem que personifica o medo vermelho de uma possível invasão dos comunistas após a 2ª Guerra Mundial.

O palco das ações é no deserto do Arizona e envolve a queda de um misterioso meteoro, a princípio. O casal Richard Carlson e Barbara Rush presenciam a queda e vão até o local para investigar.  A queda originou um buraco de 30 metros de largura. John Putnam (Richard Carlson) desce para ver melhor e acaba descobrindo que o meteoro, na verdade, é uma espaçonave e vê o que parece ser uma criatura como um polvo com olho enorme. Um desmoronamento acaba encobrindo a espaçonave e agora começa a luta de Jack para convencer as pessoas que não era um meteoro.

Com Richard Carlson como o astrônomo Jack Putnam, Barbara Rush como Ellen Fields, Charles Drake como Sheriff Matt Warren e Russell Johnson como George. Na imagem acima, Richard Carlson e Barbara Rush.

Esse filme pode ter estimulado Rod Serling a criar seu “Além da Imaginação”. O filme parece um pouco um episódio da série. Russel Johnson, que fez alguns episódios da série, também ficou famoso como o professor da série “A Ilha dos Birutas” (Gilligan´s Island).

De acordo uma revista da época, o efeito ‘bolha’, que podemos ver na imagem do alienígena, foi criado usando uma bolha grande especialmente formulada, colocando-a ao redor da lente da câmera. A filmagem tinha que ser rápida, porque o efeito da bolha desaparecia logo.

Este filme foi um dos poucos filmes americanos dos anos 50 a colocar os créditos iniciais ao final em vez do começo.

Foi o primeiro filme 3-D do estúdio da Universal.

A cena em que a espaçonave destrói um navio foi, na verdade, um clip do navio britânico HMS Balham explodindo, depois de ser bombardeado em 1941.

Veja o filme no link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0akG-BQ8JYJfnb8nFG?e=BPLy1a

 

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Sinatra: All or Nothing At All - Documentário - Parte 2

Última parte do documentário sobre a vida de Francis Albert Sinatra.

Depois da volta por cima com o filme "From Here to Eternity", Sinatra se envolve com Lauren Bacall e Mia Farrow.

Forma o famoso grupo "The Rat Pack", com Dean Martin, Sammy Davis Jr, Peter Lawford e Joey Bishop.

Seu envolvimento com John Kennedy e seu apoio para a candidatura a presidência.

E muito mais.

Veja abaixo link para ver essa segunda parte:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ajR3Gq-X3naYHHY6M?e=51YfR0



domingo, 25 de julho de 2021

Days of Wine and Roses (Vício Maldito), de Blake Edwards (1962)

Esse drama conta sobre um assistente de vendas viciado em álcool (Jack Lemmon). Ele é, na verdade, um assistente que escolhe garotas para ‘festas’ de negócios. Ele acaba confundindo a secretária (Lee Remick) do seu chefe com uma das garotas. Depois de uma briguinha entre os dois, ele a convida para jantar e depois acaba se casando com ela. Eventualmente, ele vai levá-la também ao vício do álcool. Após o casamento, eles bebem para comemorar e depois começam a beber por beber. Inicialmente bebendo socialmente e mais tarde degenerando para o alcoolismo. Eles não acreditam que estejam viciados, até que atingem o fundo do poço.

O filme foi baseado na série de TV, Playhouse 90 de 1958, com Clift Robertson e Piper Laurie fazendo o par e dirigido por John Frankenheimer. 

Há algumas cenas memoráveis, uma delas sendo Jack Lemmon sendo amarrado numa sala de hospital e depois ele tentando encontrar uma garrafa de bebida escondida em uma estufa.

Esse filme e “Lost Weekend”, de 1945, com Ray Milland e Jane Wyman, do diretor Billy Wilder são os melhores já feitos para esse espinhoso tema do alcoolismo.

Jack Lemmon em um papel totalmente diferente do seu anterior “The Apartment”. 

O co-fundador dos Alcóolicos Anônimos, Bill Wilson, foi consultor técnico para o filme.

Tanto Jack Lemmon como Lee Remick procuraram ajuda do AA tempos depois que concluíram as filmagens. Jack revelou em 1994 em entrevista de que ele havia sido um alcoólatra.

Pelo fato de que o filme mexia com um assunto sério, os executivos da Warner estavam preocupados com as perspectivas comerciais do filme que fizeram uma sessão prévia. Para desespero deles, cerca de 40 casais saíram no meio da sessão, que era um recorde para o estúdio. Depois, eles descobriram que o anúncio da sessão deixou de mencionar que era um drama e não uma esperada comédia de Jack Lemmon.

O diretor Blake Edwards disse que hipnotizou Lee Remick para ajudá-la a fazer a cena de bêbada no motel.

Elenco: Jack Lemmon como Joe Clary, Lee Remick como Kirsten Arnesen, Charles Bickford repetindo o papel feito na TV como Ellis Arnesen, Jack Klugman como Jim Hungersford e Jack Albertson como Trayner.

Trilha sonora do mestre Henry Mancini, que depois faria parceria com Blake Edwards na trilha da série de filmes Pantera Cor de Rosa.

Segue abaixo link para o filme.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Stop at Willoughby (TheTwilight Zone), Episódio 30 da Temporada 1.

Este é um dos meus episódios preferidos. E também do criador da série, Rod Serling. Era para ter sido usado como episódio inicial da série, o episódio piloto, mas acabou sendo rejeitado. Ele foi reescrito e tornou-se o episódio 30 da Temporada 1. Episódio original escrito ou reescrito por Rod Serling.

Mostra um executivo da área de propaganda, Gart Williams, vivido pelo ator James Daly, no ano de 1960.

Williams está tendo um dia daqueles, quando seu jovem funcionário foi embora para trabalhar em outra agência e levou consigo uma conta de 3 milhões de dólares.

Williams volta para casa todos os dias de trem e adormece. Acorda em um outro lugar e em uma outra época. Agora é julho de 1888 e ele está na cidade de Willoughby, uma pacata cidade onde a vida é muito tranquila. 

Depois, ele acorda no trem, de volta à sua época, mas as pressões do seu chefe implicante no trabalho e de sua esposa o cobrando muito na sua vida familiar continuam subindo a níveis insuportáveis. 

Ele pensa que se, da próxima vez, ele acordar de novo nessa cidade, ele vai desembarcar, na parada em Willoughby, um lugar em que ele gostaria de passar o resto da sua vida.

Curiosidades - Nos dias de hoje, a cidade de Willoughby no estado de Ohio, tem um evento da comunidade, que envolve trens em honra desse episódio, evento que se chama “Última Parada em Willoughby”, que é a frase que o condutor do trem no episódio fala e desperta o personagem.

A parte externa da estação de trem e a praça da cidade usadas no episódio foram os mesmos usados para a abertura e encerramento do filme clássico de John Ford, “O Homem que Matou o Facínora”, dois anos depois, em 1962.

Veja episódio em alta resolução aqui nesse link: 

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ajH_igtLK8_zcOY_8?e=gj7ckt


segunda-feira, 19 de julho de 2021

The Family Way (Lua-de-Mel ao Meio-Dia), de John e Roy Boulting (1966)

Arthur Fitton (Hywel Bennet) é filho de Ezra Fitton (John Mills) e de Lucy Fitton (Marjorie Rhodes). Eles moram na cidade industrial de Bolton, que fica na região noroeste da Inglaterra, nos arredores de Lancashire.

Arthur vai se casar com Jenny Piper (Hayley Mills). O plano dos dois é se casarem, passarem a noite de núpcias na casa de Arthur e depois seguir em lua de mel. O que eles não esperavam é que o agente de viagens, que eles contrataram, some com o dinheiro deles e de outros casais.

Assim, o casal é obrigado a morar na casa dos pais dele. E Arthur, com todas essas circunstâncias, não consegue consumar o casamento. Aí, os vizinhos começam a fofocar e especular sobre o “desempenho” do noivo.

Todos os intérpretes estão muito bem. Até dá para ver o traseiro nu de Hayley Mills. Eu vi !!.

John Mills está ótimo, mas para mim quem brilha mais é a sua esposa, vivida por Marjorie Rhodes. Assista e vai concordar comigo. Eu realmente fiquei impressionado com ela.

Um dos melhores filmes dos irmãos Boulting. E um belo tema musical de Paul McCartney em sua primeira incursão no cinema, com a trilha “Love in the Open Air”.

Filme baseado em peça de Bill Naughton, chamada "All in Good Time".

Veja abaixo link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ajH1imOD1IPgtPKlG?e=1gzmRx