sexta-feira, 30 de abril de 2021

Elizabeth R, Minissérie - Episódios 5 e 6 - (1971) - Final.

Estes são os dois últimos episódios da premiada minissérie sobre os tempos da Rainha Elizabeth I, descendente de Ana Bolena e de Henrique VIII. Nos anteriores, vimos a sua disputa ao poder com Mary Stuart e com a consequente decapitação desta. 

No episódio 5 e depois desse trágico acontecimento com Mary, o Rei Filipe II, da Espanha, decide enviar a sua Armada Espanhola ou a sua Invencível Armada,  a esquadra mais temida da época, para a invasão da Inglaterra, Ficou conhecida como The Enterprise ou O Empreendimento.
A essa época, Filipe já estava adoentado, mas queria de qualquer modo vingar a morte de Mary e tirar a herege, a usurpadora do trono inglês.
O mais indicado e experiente comandante seria o Marquês de Santa Cruz, mas ele adoece antes da empreitada. Filipe designa, então, o Duque de Medina e Sidônia para comandar a invasão pelo mar, enquanto que Filipe conta com o apoio do Duque de Parma, que está em terras holandesas e aguardando a chegada da Armada para combinar o ataque à ilha inglesa.
Mas Elizabeth poderá contar com Sir Francis Drake e seus comandados. 

No episódio 6, já estamos em 1600 e a Inglaterra conseguiu afastar a invasão por parte dos espanhóis. Elizabeth está velha, mas ainda capaz de fazer par com o jovem Conde de Essex, muito embora a grande paixão de Elizabeth tivesse sido Robert Dudley, o Conde de Leicester.
A rainha tem problemas com os irlandeses e também chega a esmagar uma rebelião por parte de Essex, que deixe Elizabeth sem vontade de viver.

Com Glenda Jackson como Elizabeth I, Robert Hardy como Robert Dudley (Conde de Leicester), Ronald Hines como William Cecil, Stephen Murray como Walsingham, Peter Jeffrey como Filipe II, Robin Ellis como Robert Devereaux (Conde de Essex), John Woodvine como Francis Drake e Christopher Hancock como Juan de Idiaquez. 


Abaixo o link para os dois episódios.
Episódio 5

Episódio 6

sábado, 24 de abril de 2021

A Herdeira (Bloodline), de Terence Young (1979)

Sam Roffe, presidente de uma multinacional farmacêutica morre ao cair de uma montanha, fazendo alpinismo. A princípio, é apontado ser um acidente, mas o investigador da polícia, Max Hornung descobre que Roffe foi assassinado. A corda que o sustentava na montanha foi cortada por um tiro.

A filha de Sam, Elizabeth assume o controle da empresa e ela começa a ser o próximo alvo, porque ela não quer, assim como Sam Roffe não desejava, tornar a empresa pública, com ações no mercado. 

A primeira suspeita da morte recai nos primos de Roffe, todos querendo que a empresa abra o capital e possam vender ações e ficarem ricos. Assim como seu pai, Elizabeth rejeita a ideia dos primos e mantém a empresa com capital fechado.

Enquanto isso, Hornung pesquisa a vida pregressa dos primos e mais tentativas de matar Elizabeth acontecem. O inspetor de polícia acaba conseguindo conectar essas tentativas a uma série de assassinatos de prostitutas, que são gravadas em filmes. Os chamados “snuff films”, que são filmes onde mostram mortes sendo realizadas. As suspeitas também recaem em Rhys Williams, que é o CEO da empresa, mas as dúvidas se esclarecem apenas ao final do filme.

O papel de Elizabeth Roffe foi recusado por Candice Bergen, Jacqueline Bisset e Diane Keaton, antes de Audrey Hepburn aceitar e a idade da personagem foi alterada de 23 para 35. Audrey já estava com 50 anos quando o filme estreou. Ela estava em semi-aposentadoria quando concordou em fazer o filme. O salário dela foi de $1.000.000 de dólares mais uma porcentagem dos lucros.

Este filme foi feito após o término de seu segundo casamento com o playboy italiano Andrea Dotti e ela quis fazer o filme para esquecer, não percebendo que no meio das filmagens, haveria um subenredo interpolado de um ‘snuff film’. Ela quis desistir, mas honrou o seu contrato, para desespero de seus fãs e admiradores.

O diretor Terence Young ficou conhecido por dirigir três dos primeiros filmes de James Bond nos anos 60. Por coincidência, Gert Frobe, que faz o papel do investigador, também fez um papel em “007 contra Goldfinger”, embora este filme tenha sido dirigido por Guy Hamilton.

Bloodline ou A Herdeira, baseado em livro do famoso escritor Sidney Sheldon, sempre teve um certo apelo, não sei pela bela trilha de Morricone ou pela presença de grandes astros como Audrey Hepburn, Ben Gazzara, James Mason, Romy Schneider, Maurice Ronet, Irene Papas e Omar Sharif. Além de uma ponta de Wolfgang Preiss, que faz Julius Prager. Wolfgang ficou muito conhecido por fazer papeis de general nazista. O elenco é muito desperdiçado em um roteiro mal elaborado, que se configura morno em grande parte do filme (haja vista a nota ruim de 4.6 que tem no IMDb).  E que deve ter dado um belo prejuízo com as locações em várias cidades. Mas ainda vale assistir.

Abaixo o link do filme legendado:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agVpCwbM_W0bNSaf8?e=NgrRgX


sexta-feira, 23 de abril de 2021

O Ente Querido (The Loved One), de Tony Richardson (1965)

Este filme é baseado em uma sátira sobre o tema funerário, escrita por Evelyn Waugh (um escritor britânico que viveu de 1903 a 1966) e que via excessos na preparação dos 'entes queridos' para suas partidas à eternidade.


A estória é vista por Dennis Barlow (Robert Morse), um jovem inglês que chega aos EUA para uma visita. Ele procura seu tio, Sir Francis Hinsley (John Gielgud), que trabalha para um estúdio de cinema. Sir Francis tem contato com expatriados ingleses que tiveram uma relação de amor/ódio com a indústria de filmes, mas que tinham vidas melhores do que na Inglaterra. Pelo menos, em Los Angeles, eles eram vistos como uma raridade com muito panache, em grande contraste com as cabeças deseducadas dos donos de estúdio e as assim chamadas estrelas.


Quando Sir Francis morre em circunstâncias trágicas, os britânicos decidem indicar o jovem Dennis para escolher a maneira adequada para enterrá-lo. Eis como Dennis chega a Whispering Glades, o último lugar de descanso para os privilegiados e famosos. Ele fica chocado pelos excessos que ele vê no lugar, que está sendo dirigido pelo misterioso Rev. Wilbur Glenworthy (Jonathan Winters).


É aí onde ele conhece e se apaixona por Aimée (Anjanette Comer), a garota que é promovida a ser a primeira mulher embalsamadora. Dennis  fica intrigado pelo modo como o embalsamador, Mr. Joyboy (Rod Steiger) preparou Sir Francis para seus amigos vê-lo no local. Como Dennis não tem um emprego, ele é recrutado por Harry Glenworthy (de novo Jonathan Winters) para ajudar com o cemitério de bichos de estimação.


Elenco all star: Robert Morse como Dennis, Jonathan Winters como Wilbur e Harry Glenworthy, Anjanette Comer como Aimée, Rod Steiger como Mr. Joyboy, Dana Andrews como General Brinkman, Milton Berle como Mr. Kenton, James Coburn (como um funcionário da alfândega no aeroporto, quando Dennis chega, no início do filme), Robert Morley como Sir Ambrose, Lionel Stander como um Guru, Bernie Kopell (nosso adorável Sig de Agente 86) como assistente do Guru, e Alan Napier (nosso adorável Alfred da série Batman&Robin).


Veja link para o filme abaixo:

Veja abaixo o link para o filme

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agVlytBYZIVjzrvyv?e=BQPKbO

quinta-feira, 22 de abril de 2021

A Noite Americana (La Nuit Américaine), de François Truffaut (1973)

"Fazer um filme é como uma viagem de carruagem. No começo, você espera que seja uma boa viagem. Depois, você apenas espera chegar ao seu destino."

No início do filme, o diretor Ferrand (François Truffaut), narra isso em "Day for Night" ou "La Nuit Américaine" ou "A Noite Americana".  Grande parte do filme ilustra bem essa frase.

Em seu famoso livro sobre Hitchcock, Truffaut diz em alguma parte que seria uma boa ideia fazer um filme sobre fazer um filme e Hitchcock concorda. Felizmente, Truffaut levou a ideia  a sério e, provavelmente, seja o melhor filme dentro de um filme.

Jean-Pierre Léaud, Jacqueline Bisset e François Truffaut
O enredo do filme "Conheça Pamela" é sobre uma estória de amor e vingança, sobre um homem se apaixonando pela nora. Parece ser um filme bem medíocre e começa devagar, mas aos poucos vai ficando interessante. Vamos conhecendo o elenco e a equipe de "Conheça Pamela". Julie Baker, uma atriz de Hollywood, que teve um colapso nervoso e agora está se recuperando, tem problemas com seguro. Alphonse, um ator francês neurótico e ciumento, que está apaixonado perdidamente por uma garota e a quem ele consegue um emprego de auxiliar de roteirista, só para ter ela por perto. Alexandre, um ator veterano, que fez muitos papeis de amante em sua carreira, mas, na verdade, é um homossexual que está dentro do armário. Severine, uma atriz italiana, com problema de alcoolismo, que costuma fazer par com Alexandre frequentemente, mas não tem falado com ele há anos, talvez porque ela descobriu que ela não tem chance alguma de se tornar amante dele na vida real. Da equipe de filmagem, temos Joelle, a assistente de produção, que parece estar mais envolvida em fazer o filme do que o próprio diretor Ferrand. É dela a frase: "Eu deixaria um cara por um filme, mas nunca deixaria um filme por um cara. Liliane, a garota que pegou o emprego de auxiliar de roteirista apenas porque Alphone a queria por perto e que não parece estar realmente interessada no filme, ou em Alphonse. Odile, a garota da maquiagem que também tem um pequeno papel no filme. Bernard, um assistente de produção, que nos passa o dia a dia dos bastidores de um filme. E o produtor Lajoie, cuja esposa está sempre perto e um ponto grita para o elenco e equipe porque ela não consegue compreender o comportamento 'imoral' deles.

Elenco: Jacqueline Bisset como Julie, François Truffaut como Ferrand, Valentina Cortese como Séverine, Dani como Liliane, Alexandra Stewart como Stacey, Jean-Pierre Aumont como Alexandre, Jean-Pierre Léaud como Alphonse, Nike Arrighi como Odile,  Nathalie Baye como Joelle, Bernard Mener, como Bernard e Gaston July como Lajoie. Ponta do escritor Graham Greene como um agente de seguros.

Trilha sonora de George Delerue.

Filme indicado a 3 Oscars de 1975 (Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante para Valentina Cortese). Filme já havia ganho o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1974. Também em 1974, ganhou três BAFTAs para as indicações do Oscar em 1975.

Um dos 10 filmes preferidos de Steven Spielberg.

Veja filme pelo link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agVhTyeP290FxwYb4?e=VIXbQh

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Have Gun Will Travel (O Paladino do Oeste) - Strange Vendetta - Episódio 7 da 1ª Temporada (1957)

A época é após a guerra civil americana e Paladin é um ex-militar formado na prestigiada Academia Militar de West Point. Agora é um bon-vivant, que mora em hotel em San Francisco e aceita serviços especiais perigosos. Seu cartão de visitas diz o nome da série em inglês: Have Gun Will Travel. Que podemos traduzir como Tenho Arma e Estou Disposto a Viajar. É um ex-militar culto e que gosta frequentemente de citar frases de obras clássicas, como Shakespeare.

A série de TV durou várias temporadas, de 1957 a 1963. Aqui no Brasil foi traduzido como O Paladino do Oeste e, que eu me lembre, chegou a ser exibida na antiga TV Tupi, sendo dublada pela CineCastro. A série dublada, se completa, deve estar nas mãos de algum colecionador. 

Mas para mim, que sou um dos fãs da série e de Richard Boone, que faz Paladin (nos episódios sempre chamam ele de Mr. Paladin, ninguém sabe o prenome), vou postar os melhores episódios legendados de cada temporada. Dessa primeira temporada, selecionei 6 episódios.

O primeiro episódio será "Strange Vendetta", que podemos traduzir como "Uma Vingança Estranha", o 7º episódio da 1ª temporada, de 1957.

Enredo: Quando um simples convite para o teatro acaba virando um caso de assassinato e Paladin aceita um contrato de serviço, que pode se tornar mais complicado do que ele consegue perceber.

Com June Vincent como Senhora Rojas. Michael Pate como Miguel Rojas. Participação de Kam Tong como Hey Boy.

Como disse no resumo acima, Paladin gosta de citar escritores famosos. Nesse episódio ele cita a Cena 1, Ato 3  de Romeu e Julieta de Shakespeare: "Mercúcio descreve sua ferida como não tão profunda como um poço, nem tão aberta como a porta de uma igreja, mas é o que basta."

Os acordes musicais de perigo iminente ouvidos em várias cenas foram mais tarde usados no filme "Intriga Internacional", de 1959. Ambas trilhas sonoras compostas por Bernard Herrmann.

Os atores Michael Pate e June Vincent, que interpretam Senor & Senora Rojas, ambos nasceram em 1920 e faleceram em 2008. Michael Pate era australiano e fez várias papéis de índio em filmes de Hollywood.

Abaixo link para o episódio legendado:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agVaSxbDwSOBGEb5C?e=mICE1d

terça-feira, 20 de abril de 2021

Os Russos Estão Chegando! (The Russians are Coming), de Norman Jewinson (1966)


Nos tempos da Guerra Fria, um capitão de um submarino russo chega muito perto da costa da Ilha de Gloucester no estado de Massachusetts, para dar uma olhada nos Estados Unidos e encalha o submarino. Uma equipe de nove homens, comandada pelo Tenente Rozanov (Alan Arkin) vai até a praia para procurar um barco a motor que possa liberar o submarino e acaba chegando até a casa de verão de um jornalista da revista New Yorker, Walt Whittaker (Carl Reiner), que está passando o fim de semana com sua família em Gloucester (pronuncia-se Glauster). Quando ele percebe que eles são russos, ele acredita que esteja havendo uma invasão. Logo a informação vaza para todo o lugar e começa a histeria e paranoia nos habitantes da vila.

O filme teve um impacto muito grande nos líderes soviéticos e americanos. Norman Jewison foi pessoalmente convidado a ir a Moscou, onde ele disse que os russos ficaram transfixados pela cena do filme em que um garoto cai da torre do sino e os soviéticos e americanos cooperam para salvá-lo.

O ator Brian Keith falava um russo fluente, fato que ele demonstrou no filme Meteoro (1979), fazendo um cientista russo e também na minissérie World War III (1982). Aqui, Keith faz o papel de um chefe de polícia da cidade e faz a tradução da queixa do Inglês ao Russo para o comandante do submarino. Arkin também fala russo fluentemente.

Sem pode usar um submarino verdadeiro da marinha americana e também não conseguindo trazer um submarino russo para os EUA, o departamento de arte construiu um submarino russo. Tinha 4 motores no casco.

O livro que deu origem ao filme (The Off-Islanders) foi escrito por Nathaniel Benchley, pai do escritor Peter Benchley, famoso pelo livro Jaws (Tubarão, filmado por Steven Spielberg).

Filme ganhador de dois Globos de Ouro (Melhor Ator para Alan Arkin e Melhor Filme). Também foi indicado ao Oscar em 1967 para quatro prêmios: Melhor Filme, Melhor Ator Principal, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição. Um dos editores era Hal Ashby, que depois dirigiu vários filmes.

Elenco: Alan Arkin, Carl Reiner, Brian Keith, Jonathan Winters, Eva-Marie Saint, Paul Ford, Theodore Bikel, Michal J. Pollard (como mecânio de avião) e John Philip Law (como Alexei). 

Veja o filme pelo link abaixo.

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agVWEZ6AqBhuktnt7?e=fgsfV6

O Camelo Preto (The Black Camel), 1931 - Aventura de Charlie Chan

Meu primeiro contato com Charlie Chan foi na época do desenho na TV.

Só fui conhecer os filmes de Charlie Chan, quando comecei a publicar os filmes no meu extinto canal do YouTube (já tive três canais, mas é um esforço em vão, não há reconhecimento e retorno financeiro, além de certo descaso ou desinteresse do YouTube para os youtubers de filmes).

Houve alguns intérpretes do personagem Charlie Chan no cinema, mas para mim o melhor foi Warner Oland. Quem diria que um sueco personificaria o melhor detetive chinês de todos os tempos. Peter Lorre faria o mesmo com seu o japonês Mr. Moto. Não quero descreditar Sidney Toler, que tomou o bastão do detetive chinês após a saída de Warner Oland. Sidney Toler foi muito bem, mas o meu preferido é Warner Oland. Na foto, a atriz Sally Eilers no meio de Warner Oland e Bela Lugosi.

Vou postar alguns filmes do detetive e este, O Camelo Preto, de 1931, é o primeiro deles. Este filme conta com a presença ilustres de Bela Lugosi, que havia tido um grande sucesso com seu último filme na época. E também de Robert Young, que ficaria muito famoso nas séries de TV, O Papai Sabe Tudo e Marcus Welby.

O enredo de O Camelo Preto é a estrela de cinema Sheila Fayne, que namora o rico Alan Jaynes, enquanto ela faz um filme em Honolulu, Havaí. Ela não quer se casar sem antes consultar o famoso vidente, Tanaverro (Bela Lugosi). Este a confronta sobre o caso de uma assassinato não resolvido de um ator colega, Denny Mayo três anos antes. Ela acaba decidindo recusar a proposta de casamento de Jaynes. Quando Sheila é encontrada morta em sua tenda na praia, Charlie Chan da Polícia de Honolulu começa a investigar.

Charlie Chan foi criado pelo americano Earl Derr Biggers. Ele visitou o local de filmagem no Havaí, apresentando uma cópia do seu livro de 1929, baseado em Chang Apana, um investigador da polícia de Honolulu para criar Chan. 

O caso do assassinato não resolvido do ator de Hollywood, que é uma parte importante do enredo, foi inspirado no assassinato não resolvido do diretor William Desmond Taylor em 1922.

Warner Oland recebeu $10.000 pelo seu primeiro filme como Chan, A Astúcia de Chan (1931). O estúdio aumentou o valor para $12.500 para este filme e $20.000 para os próximos três filmes.

Bela Lugosi se tornou um grande astro (cortesia de "Dracula"), durante o ano em que O Camelo Preto estreou.

Veja abaixo link para ver o filme legendado:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agVT70R2Md0QNawPU?e=unhFiM


segunda-feira, 19 de abril de 2021

Horizonte de Glórias (Flying Leathernecks), de Nicholas Ray (1951)

Major Daniel Kirby (John Wayne) assume comando de um esquadrão de fuzileiros navais (os leathernecks), pouco antes deles irem a combate. Os homens são bem intencionados, mas ele acha que eles são indisciplinados e muito inclinados a achar alguma desculpa para fazer o mais fácil do que fazer o necessário. A raiz do problema é o segundo em comando, Capitão Carl 'Griff" Griffin (Robert Ryan). Griff é o melhor piloto do grupo, mas Kirby acha ele um comandante fraco e que não está preparado para a difícil decisão de que todos os comandantes têm que tomar - colocar seus homens em perigo, sabendo que eles podem morrer.

Este filme é considerado ser apenas mais um compromisso do direto Nicholas Ray nos estúdios da RKO, para o produtor Howard Hughes provar seu apoio político e profissional durante a Preocupação Vermelha, afinal, estavam no pós guerra, o começo da guerra fria e o Macartismo. Ray não concordava com a mensagem política do filme e dizia a Robert Ryan para intencionalmente exagerar nas suas cenas. Ryan e Ray, que eram liberais esquerdistas, constantemente discutiam com John Wayne e Jay C. Flippen, que eram conservadores e apoiavam a Lista Negra.

Os fuzileiros navais ganharam  esse apelido de 'leathernecks', pelo fato de que os primeiros uniformes deles tinham um colarinho feito de couro, que tinha o propósito de proteger a garganta de ataques de faca.

O personagem de John Wayne foi baseado no Capitão John Lucian Smith, comandante do Esquadrão 223 em Guadalcanal, em 1942, durante a Segunda Guerra. Smith, que era piloto de caça, abateu dezenove aviões japoneses em Guadalcanal (ilha do Pacífico, situada nas Ilhas Salomão, a nordeste da Austrália). Smith foi depois promovido a Tenente Coronel e John Wayne, no filme, também é promovido igual. E havia um certa semelhança física de Smith com Wayne.

Os aviões-caça vistos na parte inicial do filme não são realmente os Grumman F4F Wildcat que foram parte da campanha de guerra em Guadalcanal, mas sim Grumman F6F Hellcats. Os Hellcats estavam disponíveis na ocasião das filmagens e não havia mais Wildcats que houvessem sobrevivido após a Guerra. Além disso, os Hellcats pintados de branco e vermelho fizeram de conta que eram os Mitsubishi A6M Zeros dos japoneses.

Guadalcanal tem esse nome por causa da cidade natal de Guadalcanal em Andaluzia, Espanha, devido Pedro de Ortega, que trabalhou com Alvaro de Mendana, que desbravou a ilha em 1568.

Curiosidades sobre o filme obtidas em IMDb.com.

Veja abaixo o link para o filme legendado:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agVIt3QxbouOS30gM?e=SAHkca 


quarta-feira, 14 de abril de 2021

Quando as Águias se Encontram (The Great Waldo Pepper), de George Roy Hill (1975)

Este é um dos meus 2 filmes preferidos da dupla Robert Redford/George Roy Hill. O outro é “Golpe de Mestre”.

A abertura do filme mostra um pequeno avião dando volta ao mundo, fazendo alusão a que seria visto no filme. A 1ª Guerra Mundial havia terminado já há algum tempo, mas os grandes aviadores do mundo nunca tinham se encontrado em combate. Mas Waldo iria mudar tudo isso, mesmo que isso o matasse. A era do filme é localizada nos agitados anos 20, entre 1926 e 1931, em que os melhores pilotos são obrigados a desafiar a morte em espetáculos de circos, tais como Waldo Pepper (Robert Redford), Axel Olson (Bo Svenson) e Ezra Stiles (Edward Herrmann). Waldo não chegou a lutar na 1ª Guerra Mundial e quer buscar a glória que ele perdeu. Depois dos espetáculos de circo e apresentações perigosas, ele acaba fazendo papel de dublê em filmes de Hollywood. Não perca o grande final em que ele disputa com um grande piloto alemão (Bo Brundin), também agora reduzido a fazer dublês.

Não foram feitas cenas de avião dentro do estúdio. Todos os ‘close-ups’ dos atores em voo foram feitos de verdade, às vezes com o próprio diretor, que foi um piloto dos fuzileiros navais, voando com o avião, enquanto dirigia. As cenas com Robert Redford e Bo Svenson sobre as asas foram feitas sem uso de paraquedas e cabos de segurança.

Quando Waldo conta sobre seu voo com Kessler no começo do filme, ele menciona que sua metralhadora emperrou e Kessler, vendo que ele seria um alvo fácil demais, o  saudou  foi embora. Isso realmente aconteceu com Ernst Udet (o piloto alemão em quem Kessler é baseado), quando ele lutara com o às francês Georges Guynemer em 1917, só que naquela vez, Udet (na época sem muita experiência) é quem teve sua arma emperrada e foi Guynemer quem o deixou ir embora.

A foto de Ernst Udet aparece nos créditos iniciais.

O papel, que acabou indo para Bo Svenson, era originalmente destinado a Paul Newman, mas ele não se convenceu a fazer o filme. Contudo, seu filho, Scott Newman, aparece no filme, com o papel de Duke.

Com Robert Redford, Bo Svenson, Margot Kidder, Susan Sarandon, Edward Herrmann e Bo Brundin.

Roteiro de William Goldman, famoso por Butch Cassidy (com o diretor George Roy Hill) e Todos os Homens do Presidente (com o diretor Alan Pakula).

Trilha sonora do mestre Henry Mancini.

Veja o filme em alta resolução, com legendas em português abaixo:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agUWJzFNBXBwyw9iI?e=JDhfbG




domingo, 11 de abril de 2021

Prisioneiro do Remorso (The Prisoner), de Peter Glenville (1955)

Um cardeal (Alec Guinness) é preso por traição contra o seu país. O filme não esclarece qual país, qual cidade e quando.

Como Príncipe da sua Igreja e um herói popular do seu povo, pela sua resistência aos nazistas durante a guerra e depois pela sua resistência quando seu país cai sob o domínio de um conquistador totalitário. Na prisão, seu interrogador (Jack Hawkins) está determinado a conseguir uma confissão de culpa do cardeal de forte resistência e depois destruir seu poder ante seu povo. As batalhas psicológicas e verbais são dramáticas e nem com as crescentes pressões sobre o cardeal conseguem enfraquecê-lo, nem mesmo sendo colocado em uma solitária, sob forte luz na sua cela, sem poder dormir, tudo para fazê-lo enlouquecer. Ao passar do tempo, o prisioneiro vai acabar criando um tremendo sentimento de pena por parte do seu interrogador.

O filme foi considerado controverso demais e foi banido de exibição nos Festivais de Filme de Veneza e Cannes.

Filme é baseado em peça de teatro de Bridget Boland e ela participou no roteiro do filme. Alec Guinness repetiu o papel do cardeal, que ele tinha feito no teatro em 1954. Este filme foi um ano depois do seu famoso papel como Padre Brown.

Guinness e Jack Hawkins iriam trabalhar juntos novamente no clássico, “A Ponte do Rio Kwai”, em 1957.

O filme foi criticado como sendo anticatólico na Itália. Foi curiosamente chamado de pro-comunista na Irlanda e anticomunista na França. Mas foi indicado a 5 prêmios BAFTA, o que prova sua qualidade.

Dizem que seu papel como Padre Brown e neste como cardeal foram um grande passo para Guinness se converter ao catolicismo.

Este filme foi supostamente baseado na vida real do Cardeal Mindszenty, que não gostou muito do filme.

Veja abaixo link para o filme legendado em português:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agT5RylxuicBdLzzP


segunda-feira, 5 de abril de 2021

O Moço da Filadélfia (The Young Philadelphians), de Vincent Sherman (1959)

Começamos com um prólogo. Em 1924, um mulher, vinda da classe pobre, Diane Brewster (como Kate Judson) se casa um homem rico, Adam West como Bill Lawrence. Na lua de mel , ele diz  a ela que não consegue amá-la. Aparentemente, porque não consegue ter relações com ela. Ela vai chorar suas mágoas com Brian Keith, que faz Mike Flanagan, a quem ela inicialmente havia rejeitado por ser pobre. E acaba sendo tendo relações com ele. Embora Flanagan queira se casar com a viúva Diane, ela quer que seu filho cresça com as vantagens de ter o sobrenome Lawrence.

Depois, saltamos para o presente, onde vemos o aluno de Princeton, em 1947, Paul Newman, como Tony Lawrence, trabalhando para a empresa de construção de Mike Flanagan. Tony quer se formar em Direito. Um dos empregados da construção tem uma discussão acalorada por um acidente de carro com a linda Barbara Rush (como Joan Dickinson). Tony fica ao lado dela, provavelmente porque ela é mais bonita que o grandalhão Leonard Bremen, e eles se apaixonam. Contudo, o pai rico de Joan é John Williams (como Gilbert Dickinson) e não aprova o pobretão do Tony. É um tipo novelão, com o protagonista tentando subir na vida.

Quem rouba as cenas é o colega de Tony, Robert Vaughn, como Chet Gwynn. Ele bebe demais e é acusado de assassinato. Chet quer que Tony advogue para ele. Vaughn recebeu indicação para Melhor Ator Coadjuvante. Também foi indicado ao Globo de Ouro.

O filme, para os padrões de hoje, está datado. Mas para a época, em final do anos 50, conta com vários assuntos sérios, como homossexualidade, filho fora do casamento, adultério, suicídio e alcoolismo. Vale pelo bom diretor e atores.

Com Paul Newman, Barbara Rush, Brian Keith, Adam West e Robert Vaughn.

Veja abaixo link do filme com legendas em Português.

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agT2hg16572r2x2ES?e=u2kCDm


terça-feira, 30 de março de 2021

Bob, Carol, Ted e Alice, de Paul Mazursky (1969)


Filme do final dos anos 60, capturando uma década de rebeliões e mudanças de comportamento. Robert Culp faz um produtor de documentários que, com sua esposa Carol, fazem um casal que vai uma terapia de grupo, que serve de pano de fundo para o início do filme. 

Voltando para a casa deles em Los Angeles, o casal se sente iluminado após a terapia e querem passar esse sentimento para seus amigos próximos, Ted e Alice (Elliott Gould e Dyan Cannon). Ted e Carol não se conformam que seus amigos não confessam seus verdadeiros sentimentos. Bob insiste que todos devem ‘sentir’ em vez de intelectualizar as emoções e Carol diz ‘isso é lindo’ após qualquer um dizer alguma coisa, até mesmo remotamente pessoal. Ted e Alice se divertem com seus amigos, mas uma tensão sexual de boa natureza fica óbvia entre os dois casais.

Natalie decidiu apostar no filme e trocou seu salário no filme por uma porcentagem no filme. Ela acabou ganhando 3 milhões de dólares.

Donald F. Muhich, que faz o papel de terapeuta de Alice, foi terapeuta na vida real do diretor Paul Mazursky. E segundo o próprio diretor, ele considera ser seu melhor filme.

Bill Cosby, parceiro de Robert Culp, na série de TV, Os Destemidos (1965), faz uma ponta, onde ele usa um chapéu, uma camisa vermelha e óculos de sol, quando ele esbarra em Bob na cena da boate.

Natalie Wood uma extraordinária atriz e uma das minhas favoritas. Dyan Cannon também ótima e extremamente sensual.

Veja filme legendado em Português no link abaixo.

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agTyPvvXxStTTKuKF?e=pUKK7L


domingo, 28 de março de 2021

Dois Homens Contra uma Cidade (Deux Hommes dans la ville), de José Giovanni (1973)

O enredo mostra um ex-ladrão de banco que é solto depois de 10 anos de prisão. Ele obtém ajuda para voltar à vida social, mas é perseguido por um antigo policial do seu passado.

Germaine Cazeneuve (Jean Gabin) é um profissional que cuida de prisioneiros  e seu trabalho é reformá-los para se ajustarem à uma nova vida, depois da prisão. Ele pede leniência no caso de arrombador de cofres, Gino Strabliggi (Alain Delon), que vai ficar na condicional depois de 10 anos preso. A junta de condicional aceita o pedido de Germaine, mas sob a condição de que ele fique responsável por Strabliggi. Gino, como ex-preso, é forçado pela lei francesa a tomar residência fora da cidade e ele se fixa com a jovem esposa no interior, onde o destino trabalha contra ele, quando sua esposa é morta e depois ele é cercado pelo antigo bando para voltar à sua antiga vida. Ele também é perseguido por um dos policiais que o prendeu anos atrás, o agora chefe de polícia Goitreau, que tem a área sob sua jurisdição e ainda mantém uma bronca pessoal de Gino, tornando-se mais suspeito quando ele descobre que a nova namorada de Gino trabalha no banco local. Com a ajuda de seu novo bom amigo, Cazeneuve e sua nova namorada Lucie (Mimsy Farmer), ele tenta exorcizar seus demônios internos e lutar contar seus inimigos.

O diretor José Giovanni é mais conhecido por ser roteirista de vários filmes do diretor Jean-Pierre Melville. Seus roteiros são mais ligados ao crime, uma área que ele conhecia muito bem, pois ele esteve no corredor da morte na França, de 1948 a 1956, antes de ganhar o perdão presidencial.

Este filme foi parte de uma campanha contra a pena de morte na França, que aconteceu nos anos 70. José Giovanni foi sentenciado à morte, logo depois do fim da Segunda Guerra e foi perdoado pelo então presidente francês. Dez anos depois, depois de cumprir sua sentença, ele se tornou um roteirista e diretor. A pena de morte foi finalmente abolida na França em 1981.

Veja link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTv39OP19ZjgzSFL?e=jRCNtK


segunda-feira, 22 de março de 2021

Dois Farristas Irresistíveis (Bedtime Story), de Ralph Levy (1964)

Benson (Marlon Brando) é um conquistador, um Casanova, que despreza mulheres e inventa mil e um truques para levá-las para cama e depois deixá-las. Seu disfarce favorito é passear pela Alemanha, se fingindo de soldado americano de origem alemã. 

Quando ele encontra uma garota que ele gosta, ele tira uma foto Polaroid da casa dela, bate na porta, mostrando a foto e fingindo estar em peregrinação pelas redondezas e pela casa da sua avó. É um sistema infalível de atacar e fugir. Benson parece contente com seu jogo até que ele encontra Jameson (David Niven), um malandro profissional que aprendeu a combinar sexo com dinheiro. Jameson finge ser um príncipe exilado e não só leva suas conquistas para cama, como também faz ela mostrar todas as suas joias. Benson começa a disputar as conquistas com Jameson e quem ganhar, irá dominar um pequeno resort na Riviera como “O Rei da Montanha”.

A qualidade do filme não é em alta resolução, mas faz algum tempo que quis postar este filme, que aniversaria seus 57 anos. Uma boa maneira de contrapor dois estilos diferentes de atores e personagens.

A ideia original era reunir Tony Curtis e Gregory Peck, mas acho que as escolha do par (Brando e Niven) foi perfeita. Há quem prefira a versão com Steve Martins e Michael Caine, que também é muito boa, mas ainda prefiro este original.

O diretor Ralph Levy é mais conhecido por dirigir comédias para TV.

Veja o filme legendado em Português aqui abaixo no link:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agTktphG3IRUGvx4B?e=M0jg3e


sexta-feira, 12 de março de 2021

O Criado (The Servant), de Joseph Losey (1963)

James Fox ("Tony") contrata Dirk Bogarde ("Barrett") para ser seu criado em sua casa de Londres. Tudo vai bem até a chegada de sua irmã, Vera (Sarah Miles). Veja começa a criar um certo grau de bagunça na vida normalmente organizada, se um tanto dissoluta do empregador, especialmente na relação de Tony com namorada Wendy Craig (Susan). Quando o casal volta inesperadamente, descobre o irmão e a irmã juntos na cama e eles são demitidos. Isso poderia ser o fim de tudo, mas os dois homens se encontram no bar alguns dias depois e o aristocrata acaba o contratando de novo.

Mais um filme do diretor Joseph Losey aqui no blog, depois de “O Mensageiro”.

Filme ganhador de 3 BAFTAs.

Dirk Bogarde como Barrett, Sarah Miles como Vera, Wendy Craig como Susan e James Fox como Tony.

Pontas do ator Patrick Magee e do escritor/roteirista Harold Pinter no restaurante.

Fotografia de Douglas Slocombe.

Quando o produtor e diretor Joseph Losey foi hospitalizado por duas semanas durante as filmagens, Sir Dirk Bogarde continuou com as cenas, assistido por instruções diárias por parte de Losey, direto do quarto do hospital. Quando Losey voltou ao set, ele não refilmou nenhuma das cenas, para alívio do elenco e equipe.

Foi o décimo filme do diretor filmado no Reino Unido, depois que ele entrou na lista dos comunistas de Hollywood.

Wendy Craig substituiu Vanessa Redgrave, que teve de desistir do papel, porque estava grávida da sua filha mais velha, Natasha Richardson.

O filme foi feito sob um orçamento de 135 mil libras. E foi um sucesso de bilheteria. Losey disse depois que foi o único filme em que ele teve uma porcentagem dos lucros e que lhe deu algum dinheiro.

Filme consta da lista de Steven Schneider : Os 1001 Filmes que você tem que ver antes de morrer”.

Filme legendado em Português. Link abaixo para ver o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTjiVczma1Vun6zq?e=S7nV3G


sábado, 6 de março de 2021

Golpe Baixo (The Longest Yard), de Robert Aldrich (1974)

O título original do filme “The Longest Yard” tem um pouco a ver com o jogo de futebol americano, mas também se refere à prisão em que o personagem de Burt Reynolds, Paul Crewe, vai os próximos 18 meses e seria como ele percorresse sua jarda, seu caminho mais demorado.

Ele fora um quarterback que foi tirado do futebol por um escândalo de manipulação de resultados. Agora ele está servindo sentença na prisão por roubar a Maserati da sua amante e causando uma enorme bagunça, quando ela chama a polícia para ir atrás dele.

A prisão de Citrus State, tem um time de futebol americano amador, com os guardas e é administrado pelo diretor da prisão, Rudolph Hazen (Eddie Albert). A pedido de Hazen e para fazer seu tempo na prisão mais pacífico possível, Crewe (Reynolds) concorda em arrumar um time de colegas presos para enfrentar o time dos guardas.

Este filme foi típico de sua era, pelos seus temas politicamente incorretos – uma brisa de ar fresco comparado com a sociedade ultra sensível de hoje. Houve uma refilmagem com Adam Sandler, mas é esta é muito melhor.

Outro filme de sucesso de Burt Reynolds e do diretor Robert Aldrich. Reynolds já havia tido um grande sucesso em “Amargo Pesadelo”, dois anos antes.

Elenco deste filme, além de Burt Reynolds, Eddie Albert como o diretor da prisão, Michael Conrad, Mike Henry, Bernadette Peters como secretária do diretor da prisão e Anitra Ford, como a garota no início do filme, de quem Reynolds rouba o carro.

Alguns dos atores já havia jogado futebol profissionalmente. Burt Reynolds jogou pela Florida State University e chegou a ser escolhido pelos Baltimore Colts. Mike Henry jogou pelo Pittsburg Steelers e pelo Los Angeles Rams.

O palco para as filmagens foi uma prisão do Estado da Geórgia, onde Burt se socializava com os presos durante as refeições.

Um fotógrafo no set ofereceu tirar fotos de lembrança da ocasião, para que os presos pudessem tirar fotos individuais com Reynolds. Muitos presos não tinham dinheiro, mas Reynolds disse ao fotógrafo para tirar todas as fotos que os prisioneiros quisessem e, ele, Reynolds, pagaria por todas elas.

A cena final, de Paul Crewe e companheiros deixando o estádio e fazendo uma silhueta no túnel, foi uma homenagem à cena final do filme clássico de John Ford, “The Searchers” (Rastros de Ódio).

Filme com legendas em Inglês, pois não encontrei em Português.

Link abaixo com o filme:


Trailer do Filme:



terça-feira, 2 de março de 2021

O Mensageiro (The Go-Between), de Joseph Losey (1971)

Este filme é a terceira parceria entre o escritor Harold Pinter e o diretor Joseph Losey. Harold Pinter foi ator, diretor, poeta, roteirista, e certamente um dos grandes dramaturgos do século XX, além de ativista político britânico. Foi um dos grandes representantes do teatro do absurdo junto com Samuel Beckett e Eugène Ionesco. Os outros dois filmes em que trabalharam juntos foi “Accident” (1967) e “The Servant” (1963), que, em breve, estará também aqui nesse blog.

É verão do ano de 1900 e Michael Redgrave narra a estória, em retrospecto. Começa com um garoto de 12 anos de idade, Leo (Dominic Guard), que vem passar o verão em uma grande casa de campo no interior da Inglaterra. Ele é um convidado e sua relação com a família não fica esclarecida. Apenas sabemos que sua mãe é uma viúva e vive na cidade. Quando ele é apresentado pela família na mesa de jantar, ele diz que conhece magia e tem jogado maldiçoes em pessoas, mas isso parece ser uma brincadeira entre ele e o outro garoto de sua idade, Marcus.

Enquanto os dois brincam, o resta da família de Marcus começa a aparecer, quando Marcus vai apontando as pessoas para Leo. Vemos a vida despreocupada, se ocupando de conversas, da natureza, arte, cultura e jogos. Leo tenta se adequar à família, liderada pela matriarca, Mrs. Maudsley (Margaret Leighton). Leo se sente atraído pela irmã mais velha de Marcus, Marian Julie (Julie Christie) e desenvolve um amor afetivo por ela. 

Um dia quando a família sai para nadar, eles encontram o vizinho, Ted Burgess (Alan Bates), que está atravessando a propriedade deles para nadar no lago.  Depois, Leo se encontra com Ted e ficam amigos. A pedido de Ted, Leo começa a entregar bilhetes para Marian e ela, por sua vez, manda bilhetes a Ted, por meio de Leo. 

Explica-se aí o título do filme. E o resto fica por conta de quem irá assistir o filme. Um dos grandes sucessos do diretor Joseph Losey.

Trilha sonora de Michel Legrand.

Elenco: Alan Bates, Julie Christie, Dominic Guard, Michael Gough, Edward Fox e Jim Broadbent, que faz uma ponta como um espectador no jogo de críquete.

Filme ganhou vários BAFTAs, indicações ao Oscar e ganhou Cannes de 1971.

Link do filme com legendas em Português:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTXD9CCZ9ji_Bsuw?e=1a3cYL


sábado, 27 de fevereiro de 2021

O Círculo Vermelho (Le Cercle Rouge), de Jean-Pierre Melville (1970)


Um dia antes de sua libertação da prisão, após cinco anos de sentença, o ladrão Corey (Alain Delon) é contatado por um dos guardas da prisão, oferecendo a ele um serviço de roubo de joias. Contudo, Corey vai procurar seu ex-chefe Rico (André Ekyan) e rouba dinheiro dele. Rico envia dois gangsters para caçar Corey e recuperar o dinheiro. Enquanto isso, o criminoso Vogel (Gian-Maria Volontè) é transportado de trem pelo policial Mattei (André Bourvil), mas consegue escapar. Corey dirige de Marselha a Paris e Vogel se esconde no porta-malas do carro. Corey se encontra com ele, mas não reclama de ter de levar Vogel a Paris, escondido no carro. Quando os gangsters chegam perto do carro de Corey, Vogel o salva dos criminosos, mas Corey perde o dinheiro. Sem dinheiro, Corey decide fazer o roubo das joias com Vogel e convida o ex-investigador de polícia Jansen (Yves Montand) para se juntar a eles. O trio faz um roubo perfeito, mas Rico procura vingança e Mattei, que não é um policial ético, mas é eficiente e usa quaisquer meios para resolver o caso.

O Círculo Vermelho é um dos grandes filmes do diretor Jean-Pierre Melville, que costuma dirigir seus filmes com chapéu de cowboy e óculos Ray-Ban.

O elenco é ótimo, com Alain Delon (ator constante em filmes de Melville), Gian-Maria Volontè e Yves Montand, além de Bourvil.

A sequência do roubo dura exatamente 27 minutos e não há diálogo algum.

Os créditos iniciais mostram uma citação, que explica o título do filme. A citação, creditada a Buda, foi na verdade escrita pelo diretor Jean-Pierre Melville.

O Ford Mustang verde do diretor pode ser visto na fila de carros quando Corey passa pela primeira passagem de fronteira.

Houve, desde o começo do filme, muita tensão entre o diretor Melville e o ator italiano Gian Maria Volontè, que faz o papel de Vogel, um papel que estava escrito originalmente paa Jean-Paul Belmondo). Volontè não gostava das afetações e perfeccionismo do diretor, tanto que o ator deixou as filmagens por dois dias e foi convencido a voltar por Alain Delon. Foi apenas mais de vinte anos, já depois da morte do diretor, que o Volontè veio avaliar Melville como um grande cineasta.


Peço a todos que contribuam com esse blog>

Link para o filme legendado em Português:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agTSl6XYl-nPXveDX?e=yZR8vI


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

O Preço de um Prazer (Love with the Proper Stranger), de Robert Mulligan (1963)

"Love with the Proper Stranger" ou “O Preço de um Prazer” conta a estória de dois jovens anglo-americanos de Nova York.

 Angie Rossini, que trabalha em uma loja de departamentos Macy e Rocky Papasano, um músico de jazz, tem uma aventura rápida e Angie acaba ficando grávida. Ela vai atrás de Rocky, esperando que ele possa pagá-la um aborto, algo que ainda era ilegal nos anos 60.

O aborto era algo controverso nessa época e foi algo corajoso de produtores em levar essa estória para filme. Nem Angie e nem Rocky têm objeções morais sobre o procedimento, mesmo ela tendo sido educada em uma família católica, que teria considerado o aborto como um pecado mortal. Os dois conseguem arranjar um dinheiro e pagam um intermediário, que informa onde eles devem fazer a operação. Depois descobrem que o encarregado disso não é medicalmente qualificado coisa nenhuma e Rocky recusa que Angie passe pelo procedimento.

Depois da tentativa frustrada, o tom do filme muda para uma comedia romântica. Rocky propõe casamento a Angie, mas ela recusa, pensando que ele está fazendo apenas por senso de obrigação e pressão da família dela. Tem um outro pretendente por Angie, que a família gosta, mas ela não o leva a sério.

O filme foi indicado a cinco prêmios da Academia, embora três desses (por direção de arte, cinematografia e figurino) fossem categorias reservadas para filmes preto e branco, numa época que a maioria dos filmes eram em cores. Essa categoria separada para preto e branco foi abolida depois de 1966. Deu a Natalie Wood sua segunda indicação como Melhor Atriz (ela perderia para Patricia Neal).

Elenco: Steve McQueen, Natalie Wood, Tom Bosley, Herschel Bernadi e Edie Adams.

Natalie Wood disse que fazer este filme para ela foi a experiência mais gratificante que ela teve em todos seus filmes.

Foi o filme de estreia do ator Tom Bosley.

Pode ter sido uma grande coincidência ou uma piada, pois quando a personagem de Natalie Wood toma um táxi de volta do ‘açougueiro’ que iria fazer o aborto, o táxi passa por um grande letreiro em um edifício, mencionando o prefeito de Nova York Robert Wagner. Houve realmente um prefeito Robert Wagner em Nova York , que teve um mandato de 1957 a 1962. O ator Robert Wagner e Natalie Wood estiveram casados de 1957 a 1962 e nesta época, Natalie talvez já estivesse divorciada. 

Em certo momento do filme, os dois, Angie e Rocky pegam um ônibus. Dá para ver, quando eles descem, um cartaz no ônibus que faz a propaganda de uma escola de dança de bossa nova brasileira. Na verdade, provavelmente eles queriam dizer samba, porque a bossa nova ainda estava aparecendo naquela época e não se dança bossa nova.

Trilha sonora do mestre Elmer Bernstein.

Link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTO5yTnQcLYeCfTz?e=pKP8Lp


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Elizabeth R, Minissérie de 1971 com Glenda Jackson - Parte 4 - Terríveis Conspirações



Esse episódio 4 é todo dedicado às intrigas e conspirações contra a Rainha Elizabeth.

Corre o ano de 1586 e Mary, Rainha dos Escoceses está aprisionada na Inglaterra por quase 20 anos. Francis Walsingham é o chefe da rede de espionagem da Rainha e está determinado a acabar com Mary e a facção católica.

Elizabeth não se sente em perigo e acha demasiada preocupação com Mary e o que ela pode fazer para tomar o poder da Rainha e voltar a Inglaterra à fé católica.

Mary está presa em uma casa no interior e sendo vigiada de perto e sem poder se comunicar com qualquer outra pessoa do exterior, mesmo por carta.

Walsingham tenta a todo custo convencer a Rainha que Mary, com seus cúmplices de Roma e Espanha, além dos católicos ingleses, querem matá-la e tomar o poder.

Na verdade, Walsingham, força, usando todo seu aparato de inteligência, que Mary caia na armadilha de estar ativamente envolvida  na conspiração, usando de todos os meios possíveis e até mesmo forjando cartas.

Depois de uma carta entregue a ele à Rainha, onde Mary declara (ou deturpado pelos sequazes de Walsingham) que deseja a morte da sua prima.

A partir desse momento irrefutável, Elizabeth ordena que Mary seja presa e julgada. Obviamente está tudo preparado para mandar Mary para o carrasco. Elizabeth não aprova a condenação feita pelo Conselho e diz que ela não quer ser julgada pela história por ter mandado decepar a cabeça da sua prima.

Principais atores desse episódio: Glenda Jackson como Elizabeth, Vivian Pickles como Mary, Stephen Murray como Walsingham (o ator é bem parecido com o verdadeiro personagem), David Collings como Babington, Bernard Holley como Gilbert Gifford, David Nettheim como Thomas Phelippes e Hamilton Dyce como Amyas Paulet.

Abaixo, link para esse episódio. Legendado em Português. Tive que corrigir as legendas, pois estavam em Português de Portugal e com overlapping.

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTItvF0Go0ubObyR?e=5E9rKZ

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Luxúria (Quartet), de James Ivory (1981)

Luxúria (Quartet) acontece na Paris de 1924.

Marya Zelli (Isabelle Adjani) e seu marido Stephan (Anthony Higgins) estão em Paris e parecem muito apaixonados. Uma noite, Marya and Stephan estão em um clube e Marya é chamada para a mesa dos Heidlers, Lois e E.J. (Maggie Smith e Alan Bates). Lois é uma pintora e quer que a bela Marya pose para ela.

Stephan vende arte roubada e é preso, pegando uma sentença de 1 ano. Marya não tem visto de trabalho. Os Heidlers a convidam para viver em um quarto vago da casa deles.

Acontece que o casamento entre os Heidlers não é o que parece ao mundo exterior. A realidade é que Lois, de certa forma, procura mulheres jovens para seu marido, para que ele fique por perto e não deixe a esposa. Lois continua a visitar Stephan na prisão. Mas logo que for libertado, ele terá que deixar Paris. E ele está quebrado. Lois não sabe o que decidir. Ela não quer estar atraída por E.J, mas é isso ou viver na rua.

As atuações são muito boas, particularmente de Maggie Smith, como uma mulher desesperada para manter seu marido a todo custo. Alan Bates se transforma em um homem barrigudo e caseiro e faz um excelente trabalho como um sátiro aborrecido.

O estado emocional e psicológico da jovem mulher (Adjani) é colocado em quase insustentável ambivalência... Amor pelo seu marido, a quem ela visita semanalmente na prisão e a necessidade de sobrevivência. 

O filme tem um belo visual e requinte, característicos dos filmes do diretor James Ivory.

O diretor inicialmente resistiu ter que escalar Maggie Smith (agora ela é Dame Maggie Smith), porque ele não a achava adequada para o papel, apesar do seu talento. Ela foi escalada pelo produtor Ismail Merchant contra as objeções de Ivory. Mais tarde, Ivory reconheceu que a experiência de dirigir Maggie foi uma das coisas mais maravilhosas que aconteceram a ele.

O roteiro do filme foi uma adaptação do romance da escritora Jean Rhys, que baseou em sua própria experiência com o escritor Ford Madox Ford e a esposa dele.

O livro de Jean Rhys tinha o título original de “Postures”, quando foi publicado em Londres em 1928. Quando os editores Simon & Schuster publicaram nos EUA, o nome foi mudado para “Quartet”.

Link do filme abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agTEAnq2BvTIyCNLF?e=VSjcjx


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Cristo Parou em Éboli (Cristo si è fermato a Eboli), de Francesco Rosi (1979)

O filme mostra a vida rural de um intelectual urbano, doutor, pintor e ativista político, que foi exilado para essa área remota devido às suas diferenças políticas durante o regime fascista na Itália. O filme leva o público a contemplar sobre os aspectos filosóficos do conceito do tempo e, também, mostra os problemas sociais e políticos.

O diretor Rosi descreve a vida simples dos agricultores nessa terra remota e isolada, a ignorância deles e a ausência de vontade política, o profundo abismo entre as pessoas e o estado e a irrelevância das vitórias quase cômicas do Duce para essas pessoas, entre muitos outros assuntos sociais e políticos. 

No filme, a vida do camponês e a vida urbana são representadas como duas civilizações estrangeiras e antítese uma da outra. Os camponeses têm sua vida própria, seus costumes, aspirações próprias. O que acontece em Roma ou na guerra contra a Etiópia, para retomar a glória de Roma não interessa a eles.

‘Cristo parou em Éboli’ também leva o público a ponderar sobre o significado filosófico da história, sua relevância e natureza. Descreve a vida do camponês como ‘congelada na história’, alienada da vida exterior e não compreendendo o tempo como nós, urbanos. A História, como a entendemos, é a história da “civilização urbana”. Como os camponeses são alienados a essa civilização, eles também são alienados a esse conceito de tempo. Nos vilarejos, vocês para de contar os dias, horas se tornam mais irrelevantes e você baseia sua vida no ciclo natural das estações. Neste sentido, o filme desafia nossa noção de história, que é a história da ‘cidade’.

Com Gian Maria Volontè, Paolo Bonacelli, Lea Massari e Irene Papas.

Trilha sonora de Piero Piccioni

Link para o filme legendado em Inglês apenas. A legenda em Português, que existe, está muito dessincronizada.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Via Láctea (The Milk Way), de Luis Bunuel (1969)


Via Láctea é um filme localizado nos tempos atuais. Mostra dois errantes ou peregrinos, que fazem uma viagem à Espanha. Mais especificamente para Santiago de Compostela. Dizem que os restos mortais do apóstolo Tiago Zebedeu estão enterrados lá. Tiago Zebedeu também era conhecido como Santiago Maior. Ele foi martirizado em 44 D.C. Não confundir com outro Tiago, também apóstolo, Tiago, o Justo ou Santiago Menor (mais jovem). 

No caminho, os dois encontram vários personagens de diferentes épocas. Incluindo Jesus, o diabo, a Virgem Maria, os jesuítas, jansenistas, o Marquês de Sade, vários clérigos e uma prostituta. Como se fossem micro estórias dentro do filme, dentro das quais se debatem aspectos da heresia. 

De acordo com seu biógrafo, Bunuel tinha pensando, por muito tempo, em um filme que afirmasse seu ateísmo, o ceticismo intelectual que ele tinha por uma igreja a que ele tinha renunciado desde sua adolescência. O diretor compilou uma lista de apostasias e repressão e concluiu que grande parte das heresias vem de seis áreas de dúvida: 1)A dupla natureza de Cristo. Ele era Deus ou um homem? Deus e homem? Deus fingia ser um homem? 2) A Trindade, como essas três naturezas coexistem na mesma unidade? 3)A Imaculada Concepção. Maria, uma virgem, poderia ser mãe de Cristo? 4) A transubstanciação. Pode o pão literalmente se tornar o corpo de Cristo? Isto é apenas uma metáfora? 5) O problema da onipotência de Deus. É Deus todo poderoso? Se é, nós desfrutamos do livre arbítrio? 6) O Mal. Deus criou o Mal?

A lista dessas áreas não sugeria uma estrutura óbvia, apenas elas simplesmente dramatizavam incidentes ilustrando as heresias, conectando-as com a dupla de peregrinos.

Elenco: Paul Frankeur (o barbudo) e Laurent Terzieff como os dois peregrinos. Participação de Michel Piccoli como Marquês de Sade. Um ponta do próprio Luis Bunuel como o Papa.

Link abaixo para o filme legendado em Português.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Cárcere sem Grades (A Hatful of Rain), de Fred Zinnemann (1957)


O veterano de guerra, Johnny Pope (Don Murray), sua esposa, Celia Pope, que está grávida de seu primeiro filho e o irmão mais novo de Johnny, Polo Pope (Tony Franciosa) vivem juntos no subúrbio da cidade de Nova York. Johnny e Polo sempre cuidaram um do outro, que agora se tornou mais difícil para Polo, que, apesar do desconhecimento de Johnny, se sente atraído por Celia. Polo é que tem ganhando dinheiro na família em um bar – o melhor trabalho para suas competências atuais, pois Johnny, sem que Celia saiba, perdeu seu último emprego, o quarto nos últimos três meses. Sem avisar nada, Johnny desaparece por várias vezes e embora ela o ame, Celia não tem certeza de que ela pode ficar casada com ele, pois não a toca mais e nem se anima com o bebê, especialmente quando ela acha que ele está tendo um caso. Ela talvez admita que, em sua solidão, ela pense em cair nos braços de Polo.

Tony Franciosa foi indicado ao Tony pelo seu desempenho como Polo na produção original da Broadway. Também foi indicado ao Oscar por reprisar o papel neste filme.

O filme foi uma adaptação de uma peça da Broadway por Michael V. Gazzo. A peça estreou em 1955 em Nova York e teve 398 apresentações. Bem Gazzara e Shelley Winters fizeram os papeis principais.

Michael Gazzo acabou depois sendo indicado a Melhor Ator Coadjuvante como Frankie Pentangeli em “O Poderoso Chefão” (1974).

Na foto acima, Don Murray, Lloyd Nolan e Eva Marie Saint.

 Abaixo o link para o filme. Apenas com legendas em Inglês, pois não encontrei em Português.

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agS71t72xiVvw7mIT?e=4nJREX

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Tempestade em Washington (Advise and Consent), de Otto Preminger (1962)

Robert Leffingwel (Henry Fonda) é o indicado do presidente para o cargo de Secretário de Estado. Antes que a nomeação seja sacramentada, ela deve passar por exame pelo Senado, para ver se ele é qualificado. Quem lidera a comissão no Senado é o senador Brig Anderson (Don Murray), que logo é visto despreparado pela oposição e a sujeira política que é revelada. Incluindo as antigas afiliações de Leffingwell a uma organização comunista. Quando Leffingwell testemunha sobre suas inclinações políticas, ele prova sua inocência. Mais tarde, contudo, Anderson fica sabendo que ele mentiu sobre juramento e pede ao presidente que desconsidere Leffingwell, especialmente após o jovem senador e sua esposa começarem a receber ameaças de chantagem sobre um 'esqueleto' em seu armário.

O diretor Otto Preminger ofereceu o papel de um senador sulista para Martin Luther King Jr., acreditando que poderia causar um impacto positivo, a despeito de que não havia senadores negros na época. Luther declinou, achando que, se aceitasse, poderia causar hostilidade e atrapalhar o movimento dos direitos civis

Último papel de Charles Laughton, um dos maiores atores de todos os tempos e um dos meus favoritos. Ele morreria seis meses após a estreia do filme.

O filme é baseado no livro de Allen Dury, ganhador do Pulitzer, que foi correspondente do The New York Times no Congresso, durante os anos 50, enquanto ele escrevia o livro. Segundo ele, quase todos os personagens são baseados em uma pessoa verdadeira. O senador Lafe Smith (feito por Peter Lawford) é baseado em John F. Kennedy; o senador Orrin Knox (feito por Edward Andrews) é baseado em Robert Taft, um senador conservador, Fred Van Ackerman (feito por George Grizzard) é baseado em Joseph McCarthy (o famoso caça-comunistas) e o presidente é modelado em Franklin D. Roosevelt. A indicação de Leffingwell é também baseada na investigação anti-comunista de Alger Hiss (foi um funcionário do governo acusado de espionar para os soviéticos).

Tempestade em Washington foi o primeiro filme a mostrar uma cena dentro de um bar gay.

Gene Tierney, como Dolly Harrison, marcou sua volta neste filme, depois de vários anos com seu contínuo problema de transtorno bipolar. E também voltou em um filme com o mesmo diretor, Otto Preminger, que a dirigiu no clássico filme noir "Laura", de 1944.

Franchot Tone faz o papel do presidente e junto com Charles Laughton estrelaram o filme "Motim no Bounty", 27 anos antes.

O título original do filme, "Advise & Consent" deriva da Constituição dos EUA, que diz, resumidamente, que o Presidente deve submeter a exame e aprovação do Senado, para poder nomear embaixadores, ministros e juízes da Supremo Tribunal Federal.

Link do filme legenda em Português:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agS0rG8FxhYu1GRN6?e=3aH7Q7


Confissões de um Comissário de Polícia , de Damiano Damiani (1971)

O filme tem um título original longuíssimo: Confessione di un Comissario di Polizia al Procuratore della Republica.

Começa com o comissário de polícia de Palermo, Martin Balsam no papel do Comissário Giacomo Bonavia, tratando da liberação de um conhecido criminoso de um asilo de loucos e calmamente assiste o homem comprar uma metralhadora, se vestir de policial e rumar ao escritório de um comerciante e chefe do crime local, resultando em um banho de sangue com quatro mortos. O chefe da Máfia, contudo, já sabia disso de antemão e não estava no local para o tiroteio.

Franco Nero então aparece como o novo procurador geral, que está fora de jogo pelas regras, mas vai investigar a fundo o que aconteceu. Quem alertou o chefe da Máfia de que o criminoso estava fora do asilo? Que arranjou para ele ser libertado? Franco Nero não confia em Balsam, o policial, e várias entrevistas com o chefe da Máfia e outros sugerem que Franco está na lista de pagamentos da Máfia ou Balsam foi pago para liberar o prisioneiro para matar o chefe da Máfia por outros grupo mafiosos rivais.

Elenco: Franco Neto, Martin Balsam e Marilù Tolo

Trilha sonora de Riz Ortolani.

Link para o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agSyzS9Lx3uMCylpC?e=zwoqLJ

sábado, 13 de fevereiro de 2021

O Passageiro da Chuva (Le passager de la pluie), de René Clément (1970)

Uma bela mulher, no Sul da França, é atacada por um misterioso homem mascarado. Ela o acaba matando pouco depois e joga seu cadáver no mar.

Logo, um investigador americano, Coronel Harry Dobbs, aparece e que sabe o que ela fez.

Charles Bronson interpreta o americano neste filme do grande diretor René Clément. Filme fez grande sucesso na Europa e Bronson, em meados da década de 80, quis refilmá-lo, mas o projeto não foi para frente.

Neste filme, Bronson parece estar mais relaxado e engraçado do que nunca. Ele é um dos atores americanos, que tem forte presença de cena.

Filme ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 1971.

A música "Riders on the Storm" de 1971 do "The Doors" foi influenciada por este filme. Jim Morrison ficou tão impressionado com o filme, que escreveu a famosa letra da música.

Roteiro de Sébastien Japrisot. Trilha sonora de Francis Lai.

Atores Principais: Charles Bronson como Coronel Dobbs, Marlène  Jobert como Mellie e Jill Ireland como Nicole. Jill já era esposa de Bronson nessa época.

Link para ver o filme:

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0agSrzX9mNEJNFs_5C?e=rzSWKc


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

1776, de Peter H. Hunt (1972)

Adaptação do musical da Broadway do mesmo nome.

Durante os dias que precediam o famoso 4 de julho de 1776, os congressistas John Adams (William Daniels) e Benjamin Franklin (Howard Da Silva) tentam convencer Thomas Jefferson (Ken Howard) - os três aí do lado da direita para esquerda - a escrever a Declaração da Independência, como uma tática para persuadir as colônias a aderirem à independência, apesar das tropas inglesas ainda estarem lutando com as tropas de George Washington.

Como este manda mensagens ao Congresso, informando que as coisas não estão tão boas no campo de batalha, os donos de terras e donos de escravos no Congresso dificultam a aprovação da Declaração, com medo de que os ingleses acabem vencendo e mandando enforcar todos eles por traição. 

Grande parte dos diálogos e das canções foram extraídos diretamente das cartas e memórias dos reais participantes.

Veja no final do filme, John Adams, decepcionado com a questão da escravatura na versão final de Declaração.  Um homenagem e tributo a William Daniels, que em Março de 2021, completa 94 anos.

Embora seja geralmente aceito que John Hancock tenha sido o único que assinou a declaração no dia  4 de julho, o roteirista Sherman Edwards e o diretor escolheram ter todos os delegados das colônias assinarem no mesmo dia, para ter mais efeito dramático.

Tanto Thomas Jefferson como John Adams faleceram no dia 4 de julho de 1826, no 50 anos de aniversário da Declaração. As últimas palavras de Jefferson foram: "Hoje é o dia 4?". As últimas palavras de Adams foram: "Thomas Jefferson ainda vive", embora Jefferson tivesse morrido quatro horas antes.

Segundo o roteirista e diretor, a frase verdadeira dita por John Adams, diante da insistência de Franklin de remover a cláusula de escravidão foi, "Se nós abrirmos mão disso, teremos problemas daqui a 100 anos." A primeira batalha da Guerra Civil ocorreu 85 anos depois, em 1861. Franklin insistiu que Adams aceitasse, para que a Declaração fosse aceita por todos, principalmente pelos escravagistas congressistas, que estavam relutantes a perder seus escravos.

O colete, que John Adam está usando no filme, tem treze botões, simbolizando as 13 colônias.


Direção de Peter H. Hunt 
Com William Daniels, Howard Da Silva, Ken Howard, Donald Madden e Blythe Danner.
Esta versão é em alta resolução e ampliada. (Extended Cut)

Link para o filme legendado apenas em Inglês. Não há  legenda em Português e ficaria desastroso querer traduzir as rimas das belas canções.