Sunday, September 6, 2020

Enigma de uma Vida (The Swimmer), com Burt Lancaster (1968)

Um homem passa um dia de verão nadando de piscina em piscina em uma quieta cidade do subúrbio.

Filme dirigido por Frank Perry e Sydney Pollack.

Roteirista: Eleanor Perry, baseado em conto do escritor John Cheever

Elenco principal : Burt Lancaster, Janet Landgard e Janice Rule.

Antes de começar as filmagens, Burt Lancaster, apesas de ser ex-acróbata e atlético, tinha medo de água. Para resolver o problema, ele fez aulas com o técnico do time olímpico de polo aquático, Bob Horn. Lancaster treinava na piscina da sua casa e na Universidade da Califórnia. 

Burt sempre dizia que este era seu melhor e filme favorito de sua carreira.

Ele sempre se exercitava durante a produção para manter um alto nível de boa forma. Fazia várias flexões e abdominais todas as manhãs antes de filmar cada cena. Ele ganhou 10 kg de músculos fazendo pesos, correndo e karatê.

Janet Landgard e Burt Lancaster
Embora os críticos ao filme eram variados, de alguns gostando e outros não, todos eles foram unânimes  em elogiar o físico de Lancaster, especialmente considerando que ele estava com 52 anos na época da filmagem.

Burt Lancaster disse em uma entrevistas "que o filme todo foi um desastre. O estúdio Columbia não estava muito disposta em relação ao filme. Eu paguei $10,000 dólares (em termos de 2020, seriam aprox. $77 mil dólares) do meu bolso para o último dia de filmagem. Eu estava furioso com o produtos Sam Spiegel porque ele estava em Cannes no cassino com Anatole Litvak, enquanto filmavam A Noite dos Generais (1967). Sam havia prometido para mim que estaria todo fim de semana para ficar supervisionando o filme, porque nós tínhamos problemas básicos, como elenco e assim por diante. Ele nunca apareceu uma vez. Eu fiquei tão nervovo que podia tê-lo matado. Aí a Columbia cortou o financiamento, mas precisávamos de mais um dia de filmagem, então eu paguei do meu bolso."
Sam Spiegel removeu seu nome dos créditos do filme.

Burt Lancaster chamou o filme de "A Morte de um Caixeiro Viajante em shorts de piscina".

William Holden foi a primeira escolha para o papel, tanto para o produtor Sam Spiegel como para o diretor Frank Perry, mas Holden declinou, assim como Glenn Ford, Paul Newman e George C. Scott. Burt Lancaster, que queria fazer o papel, acabou sendo escalado.

Robert Horn, o professor de natação que Burt Lancaster contratado para preparar o ator para o papel, era vinte anos mais novo que Lancaster, que confessou que daria tudo para ter um filho como Horn.

Sydney Pollack substituiu o diretor Frank Perry, mesmo que este tinha ficado nos créditos por razões de contrato. Perry não terminou com a direção porque houve diferenças criativas com a produção e foi despedido por Sam Spiegel.

Filme de estreia para a escritora-comediante Joan Rivers. Ela faz um pequeno papel como Joan.

Há um total de dez piscinas usadas para este filme - Nove residências e uma pública. 

Trilha de estreia do compositor Marvin Hamlisch. O produtor Sam Spiegel contratou Marvin para a trilha, depois de vê-lo em um festa tocando piano.


De acordo com a edição de 16 de julho do New York Times, o vestuário de Burt Lancaster consistia apenas de 17 shorts idênticos de nylon azul.

Janice Rule e Burt Lancaster
A produção principal começou durante o verão de 1966, mas o filme não estreou até 1968.
Shirley (interpretada por Janice Rule) em sua cena na beira da piscina, está lendo a revista 'Films and Filming", a edição de janeiro de 1967. Isto indica que foi uma das últimas cenas gravadas.

O conto, que deu origem ao filme, escrito por John Cheever tem cerca de 12 páginas. O conto fez produzir um manuscrito (material para o roteiro) de 150 páginas.

Mesmo Ned (Burt) sendo oferecido várias bebidas durante o dia, como champagne e coca, ele nunca termina qualquer uma das bebidas.

No elenco há vários outros bons atores como Diana Muldaur (Cynthia), Bernie Hamilton (como o chofer), Kim Hunter (Betty) e até o escritor John Cheever faz uma ponta na cena da festa.

Veja o filme legendado neste link abaixo:
https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0abzyYwhvMsYAThEs?e=K06cu8

Saturday, September 5, 2020

A Primeira Página (The Front Page), de Billy Wilder (1974)

Enredo: Em Junho de 1929, em Chicago, a imprensa está cobrindo, da sala de imprensa, o enforcamento no dia seguinte do anarquista Earl Williams (feito por Austin Pendleton) que acidentalmente matou um policial.
Hildy Johnson (Jack Lemmon), que é o melhor jornalista  do Chicago Examiner, diz ao seu chefe Walter Burns (Walter Matthau) que está pedindo a conta e que vai se casar com uma pianista de concerto viúva, Peggy Grant (Susan Sarandon) no dia seguinte, dizendo também que irá se mudar para Filadélfia e trabalhar no ramo de propaganda. Walter tenta convencer Hildy a ficar no jornal e cobrir a execução. Enquanto isso, o delegado corrupto Pete Hartman (feito por Vincent Gardenia) interroga Earl Williams com o psicólogo Dr. Eggelhofer (Martin Gabel), para a última verificação se o prisoneiro é são e o doutor propõe uma simulação de como foi o assassinato, mas Earl atira no doutor com o revólver do delegado e escapa. O representante do governador , Plunkett (Paul Benedict)chega com um documento para não haver o enforcamento, mas o delegado não aceita receber o documento e manda Plunkett a um prostíbulo. Quando Hildy encontra Earl escondido na sala de imprensa, seu sentido de jornalista prevalece e ele chama Walter para proteger Earl.

Dirigido por: Billy Wilder
Roteiro de: Billy Wilder baseado em peça de Ben Hecht e Charles MacArthur 
Com: Jack Lemmon, Walter Matthau, Susan Sarandon, Charles Durning, Vincent Gardenia, Carol Burnett e David Wayne. |

Filme indicado a 3 Globos de Ouro, mas não foi um grande sucesso de Wilder.

Este foi o terceiro de dez filmes feitos pela dupla Matthau e Lemmon.

Houve uma versão de 1931, mas esta foi a primeira a mencionar a cidade pelo nome e usar jornais reais de Chicago. Billy Wilder achava que Chicago era a cidade com os melhores jornais do país.

Carol Burnett ficou extremamente chateada com seu desempenho, assim como muitos críticos. Ela sempre contava um acontecimento quando ela esteve em um voo, que mostrava este filme. Quando o filme acabou, Burnett se levantou da poltrona do avião e pediu desculpas aos passageiros.


Matthau, Lemmon e Wilder em bastidores
Diziam, na época, que Jack Lemmon, Walter Matthau, e Billy Wilder não se deram bem durante as filmagens e disseram que nunca iriam trabalhar juntos de novo. Sete anos depois, eles trabalharam juntos em Amigos, Amigos, Negócios à Parte (1981).

O filme faz referências ao conhecido jornalista William Randolph Hearst, que foi dono do Chicago Examiner, do Chicago American, e do Chicago Herald. Nos anos 20, ele fundiu dois jornais para formar o Herald-Examiner.
A cena de abertura do filme mostra as impressoras do jornal de Los Angeles, Los Angeles Herald Examiner. Ainda usava impressoras antigas.

Fonte: IMDb

Veja o filme por este link:
https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0ablL4oC15fGy6lYs?e=VJmecO

Friday, September 4, 2020

Sertânia - de Geraldo Sarno (2018)


Quando bandidos tomam a cidade de Sertânia, Antão é ferido, presos e deixado para morrer. Os acontecimentos são projetados por sonhos febris da mente delirante de Antão.

Director: Geraldo Sarno
Elenco: Vertin Moura, Lourinelson Vladmir


Texto do Crítico Matheus Fiore sobre Sertânia (27/01/2020)

A violência como formação mitológica

Geraldo Sarno tem um olhar muito bem definido para a história que quer contar. “Sertânia” se passa na década de 1920, e acompanha a ascensão e declínio de Antão, um bandido que se une a uma gangue de um dos principais malfeitores do sertão nordestino. Os crimes em si, porém, são o que menos importa para Sarno. Seu filme, na verdade, está mais interessado em criar um retrato da região utilizando, para isso, sua mitologia.

Não é preciso dizer que a mitologia, a iconografia e toda a cultura nordestina, em geral, são algumas das mais ricas do Brasil e do mundo. Sarno utiliza isso para criar um filme que bebe bastante do faroeste – até pelas similaridades entre o Velho Oeste e o nordeste brasileiro do início do século XX –, mas que também tem vida própria. O olhar de Sarno é bem diferente do de cineastas populares do faroeste. Se Sergio Leone, por exemplo, aposta sempre na alternância entre planos abertos e close-ups/planos detalhe para criar a tensão dramática e a grandiosidade visual, Sarno escolhe uma câmera “viva”, que acompanha os movimentos de seus personagens a todo momento.

Unindo a câmera que cola em rostos com a fotografia em preto e branco, “Sertânia” ganha um caráter idílico bastante interessante. Ao mesmo tempo em que acompanhamos uma ficção, o sentimento constante ao assistir à obra é de que estamos acessando uma memória. Não uma memória pessoal, mas histórica. É um estudo dessa mitologia nordestina e uma análise de como elementos como a fome e a violência fizeram parte da formação mitológica da região.  não Essa construção, claro, não quer dizer  que Sarno lance um olhar que apresente o nordeste como a região da violência, na verdade é um reflexo de toda a formação da sociedade brasileira, por herança da colonização europeia. Esse lado idílico é bastante beneficiado também pela estrutura do filme, que organiza seus acontecimentos de maneira quase aleatória, puxando cenas da memória e do pensamento de seu protagonista.

Antão é tanto um personagem criado tanto para ser nosso guia no filme, quanto para servir de acesso para essa digressão histórica de Sarno. “Sertânia” ainda lembra o faroeste pela complexidade moral apresentada. Como o próprio autor afirmou em uma entrevista, embora Antão seja protagonista, jamais é retratado como um herói. Há uma busca por um meio-termo entre vilão e anti-herói. “Sertânia” se furta dos caminhos mais simples, que costumam estabelecer heróis e vilões mais claros, para tentar entender, na verdade, como essas figuras tão moralmente complexas conversam com o universo fílmico retratado e representam uma parte da nossa cultura.

A seu favor, “Sertânia” tem a valorização do mito. A construção iconográfica feita por Sarno é exuberante. Cenas dos foras da lei empunhando suas armas em contra-plongée, por exemplo, os fazem parecer gigantes, pilares da formação da sociedade. O mesmo carinho é adotado quando o filme vai para um lado mais onírico devido à presença do mundo espiritual, que conversa diretamente com a religiosidade da cultura nordestina. Já contra, “Sertânia” tem a repetição de eventos e a pretensão. Quando a obra tenta tornar-se metalinguística ao expor a essencialidade de sua farsa – afinal, todo filme é uma mentira –, o longa não consegue ir além de cenas que, mesmo que, individualmente, funcionem, não parecem articular ideias que fortaleçam a obra como unidade.

É, todavia, na busca por rostos e expressões, que Sarno molda seu filme. “Sertânia” passa rapidamente por armas e conflitos e busca sempre retratar como estes impactam no indivíduo e no coletivo. A obra de Sarno acolhe seus personagens e não perde tempo os julgando, aceitando a complexidade de cada um deles e os utilizando, na verdade, para lançar esse olhar que mostra como a violência faz parte da formação cultural brasileira. É uma obra de personagens rastejantes, densos e intensos, que sobrevivem como pode em um cenário no qual a lei é a bala e a guerra continua, antes e depois da passagem de cada um daqueles criminosos.

Fonte: Texto originalmente publicado como parte da cobertura do Plano Aberto para a 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes. 
Por Matheus Fiore
Crítico de cinema, podcaster e redator. 

Para ver o filme, veja o link abaixo:
https://drive.google.com/file/d/1a3iQkiN5aJzbJ8-sCoeC7xKukmCvG9vb/view?usp=sharing


Desafio à Corrupção (The Hustler), de Robert Rossen (1961)

Eddie Felson é um jogador de bilhar, com muito talento, mas atitudes autodestrutivas. Sua arrogância o faz desafiar o lendário “Minnesota Fats” para partida. Mas ele perde em uma grande maratona. Quebrado e sem seu antigo gerente, Felson encara uma batalha para ganhar de volta a sua confiança e seu jogo. Estando no fundo do poço, ele concordar em se juntar a um novo gerente, Bert Gordon. Gordon concorda em empresariar Eddie, mas este logo percebe que chegar ao topo pode custar sua alma e talvez sua namorada. O que ele irá decidir? 

Direção de Robert Rossen.
Com: Paul Newman, Jackie Gleason, Piper Laurie, George C. Scott como Bert Gordon,Murray Hamilton como Findley, Michael Constantine como Big John e Jake LaMotta (como um atendente de bar).

Paul Newman e Jackie Gleason
Paul Newman e Jackie Gleason fizeram grande amizade no set. Newman, achando que já estava bom no bilhar, desafiou Gleason em um jogo, apostando 50 dólares (um pouco mais de US$400 nos dias de hoje). Newman começou jogando e depois foi a vez de Gleason, que encaixou 15 bolas e Newman não teve vez. No dia seguinte, Newman pagou Gleason o valor em notas de centavos.

Todas as partidas no filme foram feitas pelos atores, Paul Newman e Jackie Gleason, exceto uma jogada em que duas bolas vão para o mesmo buraco, que foi feita por um jogador profissional, Willie Mosconi, campeão mundial.

Piper e Newman
Piper Laurie não fez outro filme nos 15 anos seguintes. Devotando seu tempo para o casamento e sua filha. Ela voltou às telas em Carrie, a Estranha (1976), ganhando sua segunda indicação ao Oscar.

Paul Newman não era um grande jogador de bilhar antes desse papel. Ele teve que comprar uma mesa e começar a treinar muito e melhorar o seu jogo. Ao contrário de Jackie Gleason, que já era um jogador muito bom e fez quase todas as cenas de jogo.

O boxeador Jake LaMotta faz uma ponta como um dos muitos atendentes de bar. Sua única fala é " A conta” e ele diz por 3 vezes.

Foi um dos primeiros filmes de Hollywood que começa sem os créditos iniciais.

George C. Scott recusou a indicação ao Oscar como Melhor Ator Coadjuvante, porque ele não acreditava em atores competindo entre si, a menos que estivessem fazendo exatamente o mesmo papel.

Segundo a editora Dede Allen, uma cena inteira foi eliminada, depois de muita discussão entre ela e o diretor Robert Rossen.
Mesmo concordando que a cena, um discurso feito por Paul Newman na sala de bilhar, foi possivelmente a melhor parte de sua atuação, eles tiveram que tirar, porque a cena não encaixava com a estória. Newman, mesmo sendo indicado ao Oscar, depois disse que essa cena apagada muito provavelmente lhe custou o prêmio da Academia.

Há uma cena em que George C. Scott sussurra para Piper Laurie, mas ela não soube o que ele quis dizer, porque havia sido muito baixo para ela ouvir. Ela depois perguntou para Scott, que disse que realmente não disse nada em especial. Ele achou que qualquer coisa que ele dissesse não seria tão forte como a sua imaginação pudesse criar.

Quando Eddie se prepara para sua primeira partida com Minnesota, seu gerente senta em frente de um poster, que mostra Willie Mosconi, campeão mundial por 14 vezes, de 1941 a 1957. Cerca de 10 minutos depois, o próprio Willie faz uma ponta no filme como a pessoa que segura o dinheiro da aposta da partida.

O filme foi fotografado por Eugen Schufftan, que tinha inventando um processo de efeito ótico, que usava espelhos para criar fundos. O filme também foi filmado em CinemaScope, um processo de tela larga geralmente reservado para grande épicos e filmes de ação.

Filme indicado a várias categorias no Oscar, ganhador do BAFTA e indicações no Globo de Ouro. Ganhou Oscar por Melhor Cinematografia e Direção de Arte.

A champagne que Findley bebe no final do seu jogo com Felson, quando ele está na mesa pagando Gordon é uma Moet & Chandon Brut Imperial.

Veja o filme pelo link abaixo:
https://drive.google.com/file/d/1mfRX5lpzZmXthGr5Q2ESGv5y9zoc-Lyr/view?usp=sharing

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Thursday, September 3, 2020

Lobo Solitário, A Espada da Vingança, de Kenki Misumi (1972)

Título original: Kozure Ôkami: Ko wo kashi ude kashi tsukamatsuru 

Título em Inglês: Lone Wolf and Cub: Sword of Vengeance

Este primeiro da filme da série de filmes do Lobo Solitário, adaptada do mangá de Kazuo Koike, conta a estória de Lobo Solitário. Ele é um Ronin, isto é, um samurai sem mestre. eu nome é Ogami Itto e foi preso por deslealdade ao xogunato do clã Yagyu, contra quel ele agora vai fazer uma guerra solitária, junto com seu filho, Daigoro.

Direção de Kenki Misumi

Roteiristas (Mangá) de Kazuo Koike

Com: Tomisaburô Wakayama, Fumio Watanabe e Gô Katô 

Este filme e o segundo da série de filmes  "Lobo Solitário - O Andarilho do Rio Sanzu" de 1972, do mesmo diretor, foram anos mais tarde reeditados no filme americano chamado "Ninja Assassino" de 1980, que faria muito sucesso.


Lobo Solitário  é uma série de mangá criada pelo autor Kazuo Koike e pelo ilustrador Goseki Kojima. Publicada pela primeira vez em 1970, a história foi adaptada em seis filmes estrelados por Tomisaburo Wakayama, quatro peças de teatro, uma série de televisão estrelado por Kinnosuke Yorozuya e é amplamente reconhecido como um trabalho importante e influente.
Lobo Solitário narra a história de Ogami Ittō, o carrasco do Shogun que usa uma espada de batalha dōtanuki. Desonrado por falsas acusações do clã Yagyū, ele é forçado a tomar o caminho do assassino. Junto com seu filho de três anos de idade, Daigorō, eles procuram vingança sobre o clã Yagyū.
As histórias de Lobo Solitário se passam no Período Edo da história do Japão. Os personagens principais são Itto Ogami, ex-executor do xogum e seu filho Daigoro .
Os membros do clã Ogami eram destinados a se tornar os executores (kaishakunin), a única autoridade com permissão para matar um daimyo (senhor Feudal). Mas a família Yagyu arquitetou uma farsa para que Itto fosse acusado de traição e condenado ao seppuku: executou todo o clã Ogami, exceto Itto e seu filho Daigoro, então recém-nascido; escondeu em seu templo pessoal uma tábua funerária com o símbolo do xogunato; e preparou uma falsa confissão zankanjo dizendo onde o objeto estaria escondido. Uma confissão zankanjo era uma declaração de culpa assinada com o sangue de um samurai que se matava em seguida. Se o plano tivesse funcionado, o executor seria condenado, cometeria suicídio e deixaria seu posto vago. O clã Yagyu—que já tinha a função de assassinos secretos do shogun—passariam a ser também os kaishakunin. Eles já controlavam os shinobi Kurokuwa, a terceira polícia política do shogun.
Itto não se matou e escolheu trilhar a estrada do assassino (Meifumado). Na tentativa de impedir que Itto escapasse à sentença, o líder dos Yagyu propôs-lhe um duelo. (O simples assassinato do Ogami consistiria de um crime, porque ele ainda carregava a Rosa-malva, um emblema oficial do shogunato). Num duelo de apenas um golpe, Itto matou seu oponente, demonstrando sua excepcional habilidade, mesmo em situações desvantajosas: Itto lutou carregando o filho nas costas e com a luz do sol incidindo em seu rosto. Esta frase de um dos Yagyu descreve bem a dificuldade que Itto enfrentou no duelo:
Kurato luta com o sol poente nas costas… e Ogami está com o filho nas dele[…]Nenhum dos dois luta sozinho, mas o desfecho está claro!
Após a recusa ao suicídio, Itto Ogami passa a andar pelo Japão como um assassino de aluguel, sendo contratado geralmente para matar alvos difíceis e pessoas influentes.

Itto Ogami

É o protagonista da série. Provavelmente o maior espadachim do Japão, ele conhece uma enorme gama de estilos, inclusive o estilo Suio Ryu próprio dos executores.
As habilidades do Lobo Solitário não se resumem ao manejo da espada, entretanto. Ele é um grande conhecedor de estratégia militar, do cenário político do Japão e do modo de pensar de seus conterrâneos. Nada o surpreende, que parece conhecer plenamente os planos de seus inimigos antes que se concretizem. Curiosamente, essa sua infalibilidade e quase onisciência lembram o personagem Sherlock Holmes, que também quase nunca deixa de prever um movimento de seus adversários.

Daigoro Ogami

O filho de Itto, é uma criança prodígio. Aparenta não ter mais de quatro anos, mas foi educado na ética inflexível do pai. Quando Itto decidiu tornar-se um assassino, ele era apenas um bebê.
"Um pai conhece o coração do filho, como só o filho conhece o do pai. Um estranho não entenderia."
Por outro lado, Daigoro está longe de ser indefeso. Ele já chegou a ferir adultos, embora derrotado em seguida e até mesmo a matar. Além disso ele segue os preceitos do bushido da mesma forma que o pai, como não demonstrar medo, por exemplo. Mesmo nessa batalha em que foi derrotado por um adulto, seu adversário se espantou com a postura tão madura que o menino tomou com a espada. (Ele ergueu a espada para um golpe apropriado para derrubar o cavalo do inimigo. A atitude se mostra lógica se comparamos a diferença de estatura entre um homem montado e um homem a pé com a entre uma criança e um adulto.). Doutra feita, para enfrentar garotos que o haviam espancado enquanto Itto se encontrava com tétano, Daigoro não hesitou e sacou a Dotanuki de seu pai, para reparar a ofensa, sendo parado (Não sem um pouco de dificuldade) por um samurai.

Retsudô Yagyu

Chefe do clã Yagyu, está por trás de toda a trama que levou Ogami ao meifumadô. Ele estará por trás dos atos dos Yagyu e coordenará ao longo de toda a trama os mais complexos ardis contra Itto e seu filho. Seu espírito samurai revela uma profunda contradição entre sua ambição e os códigos que abraça.

Abaixo está o link para o primeiro filme da série de filmes:

Ninho de Cobras (There was a crooked man...), de Joseph Mankiewicz (1970)

O charme e a inteligência na carreira criminosa não evitam que Paris Pitman Jr. (Kirk Douglas) seja preso e cumpra dez anos de prisão em uma penitenciária, no meio do deserto do Arizona. Antes de ser preso, ele guardou o dinheiro todo roubado em um ninho de cobras (daí o título do filme no Brasil). O novo e idealista diretor da penitenciária (Henry Fonda) vai fazer Pitman querer pegar a sua fortuna o mais depressa possível e trama com seus colegas da prisão uma fuga mediante a divisão do dinheiro roubado.

Dirigido por Joseph Mankiewicz em seu primeiro e único western.

Com: Kirk Douglas, Henry Fonda, Hume Cronyn, Warren Oates, Burgess Meredith, Arthur O’Connell, Alan Hale Jr. Lee Grant e Barbara Rhoades.

Ótima trilha sonora de Charles Strouse, cantada por Trini Lopez.

Curiosidades (IMDb)
A Warner estava muito preocupada com este filme. Foi filmado em 5 meses no primeiro semestre de 1969, mas depois de um ano é que foram feitos os comerciais de anúncio. Segundo o biógrafo do diretor, Kenneth Geist, a versão preferida de Mankiewicz era a de 165 minutos, mas a Warner preferiu cortar o filme e reduzir, para irritação profunda do diretor, para 126 minutos. Em um desses cortes, o papel de Lee Grant, uma atriz bem conhecida na época, foi reduzido a apenas alguns minutos. 

Demoraram sete semanas para construir a prisão. Quando ela começou, estava nevando. Quando terminaram, a temperatura estava mais de 30 graus. Depois da finalização do filme, todo o set de filmagem na área ocupada foi limpo, deixando o local como era antes.

Hume Cronyn (todos vão se lembrar dele pelo filme “Cocoon”) foi diagnosticado com câncer ótico, tendo que passar por uma cirurgia para retirada de um olho. Cronyn não deixou de trabalhar após as 5 da tarde e acelerar seu tempo de filmagem, para que terminasse seu papel o mais rápido possível. Cronyn foi muito profissional na situação.

Grande parte da filmagem foi feita no Monumento Nacional Joshua Tree, cerca de 60 km ao norte de Indio, Califórnia. A localidade era tão remota que tiveram que passar um trator para aumentar a largura da estrada para permitir acesso por carros. A construção custou cerca de $300 mil dólares. Ao custo de hoje seriam um pouco mais de 2 milhões de dólares.

Na cena da revolta na prisão, Barbara Rhoades é vista na parte final usando um corset (tipo de colete), um chapeuzinho e luva até o cotovelo. Contudo, em entrevistas com Rhoades e com uma atriz que desistiu do papel, revelaram que a cena foi adiante e Rhoades acabava inteiramente nua. Rhoades disse que ela não havia percebido que a cena seria tão explícita até o fim do dia de filmagem. Ela apenas fez o que o diretor disse a ela para fazer e ficou tirando as roupas até que estava correndo completamente nua. Mas a nudez explícita foi apagada do filme. Barbara era um professora convidada para inauguração do novo salão de jantar da prisão.

Link para o filme abaixo:
https://drive.google.com/file/d/1ZJjqSMRXmNrKbG99ujY6UteR9yMcMUZO/view?usp=sharing


Wednesday, September 2, 2020

A Trama (The Parallax View), de Alan Pakula (1974)

Mesmo depois de 46 anos da estreia, este filme ainda está muito atual. Política e forças ocultas.

Direção de Alan Pakula 
Elenco:  Warren Beatty, Jim Davis (George Hammond), Paula Prentiss (Lee Carter), Anthony Zerbe (Prof. Nelson), William Daniels (Austin Tucker) e Hume Cronyn (Bill Rintels)

Joe Frady (Warren Beatty) é um jornalista determinado que procura sempre defender o seu trabalho ante seus colegas. Depois de um assassinato de um famoso senador americano, Frady começa a perceber que os jornalistas presentes durante o assassinato estão morrendo misteriosamente. Depois de se envolver mais no caso, Frady percebe que o assassinato era parte de uma conspiração, de alguma forma envolvendo a Parallax Corporation (daí o título do filme), um enigmático instituto de treinamento. Ele decide entrar na Parallax para o treinamento e descobrir a verdade.

Curiosidades (by IMDb)
O diretor Alan Pakula pediu uma sala de banquetes vazia, para aumentar o efeito da cena final. Os produtores obviamente que aceitaram, pois evitaria pagar figurantes para encher a sala.

Uma paralaxe quer dizer a diferença em perspectiva de um objeto, quando visto de pontos de vista diferentes. Um exemplo seria como duas pessoas de pé de alguma distância entre elas teria um vista diferente de uma mesma árvore. A ideia de olhar para o mesmo assunto sob diferentes pontos de vista é um tema recorrente neste filme. A cena do assassinato no começo do filme demonstra isso não intencionalmente.
O ângulo da câmera no teto faz parecer que o assassino cai do teto, mas na tomada seguinte, dá para ver que claramente que o piso do teto é mais extenso.
Hume Cronyn e Warren Beatty
A pedido do ator Warren Beatty, a profissão do seu personagem foi mudada de oficial de polícia para jornalista.

A cena de abertura tem algumas semelhanças com o assassinato de 1968 de Bob Kennedy. Bob foi morto quando passava pela cozinha, depois do seu discurso em um salão de hotel.

Este filme foi parte de um ciclo de filmes conspiratórios dos anos 70 e início de 80. Entre eles: 
O Assassinato de um Presidente (1973), Klute, O Passado Condena (1971), Chinatown (1974), Obstinação (1981), O Telefone (1977), Morte no Inverno (1979), A Conversação (1974), A Trama (1974), Três Dias do Condor (1975), As Pedras do Dominó (1977), Os Bons se Vestem de Negro (1978), O Último Clarão do Crepúsculo (1977), Hangar 18 (1980), Capricórnio Um (1977), and Todos os Homens do Presidente (1976). Um Tiro na Noite (1981) 

Este filme é um da trilogia de filmes de suspense/intriga dirigidos por Alan J. Pakula, começando com Klute, O Passado Condena (1971) e Todos os Homens do Presidente (1976). 

Warren Beatty fez campanha por Bob Kennedy em 1968. O assassinato dele foi inspiração para a estória deste filme

Cinco anos antes da estreia deste filme, aconteceram os assassinatos de Bob Kennedy, Martin Luther King, a liberação dos documentos do Pentágono (houve um filme recente sobre isso), o escândalo de Watergate e o difícil fim da guerra do Vietnã. Este filme refletiu muito a tensão dessa época.

O compositor da trilha sonora foi Michael Small, cuja trilha guarda semelhança com a do filme Maratona da Morte (1976). A trilha para Todos os Homens do Presidente (1976), do compositor David Shire, foi tão parecida com a trilha de Small, que pode ser comparada a um plágio.

Link para o filme:
https://drive.google.com/file/d/1zWF_5qppSkIueM1gnlC8Kd7ceDHmm5gz/view?usp=sharing

Tuesday, September 1, 2020

Corrida contra o Destino (Vanishing Point) , de Richard C.Sarafian (1971)

Enquanto o meu canal no YouTube, Seleções RevistaCineTV, está em férias e volta só em Novembro, vou postar um filme por dia, pelo menos, aqui no Blog.

Ontem postei a primeira parte do filme "Guerra e Paz" (Voyna i Mir) de 1965.

Hoje, será um 'road movie', aqueles em que temos grande parte das cenas em uma rodovia.


CORRIDA CONTRA O DESTINO (VANISHING POINT)  

Durante os anos 70, um motorista entregador de carros, Kowalski, entrega carros potentes para clientes em tempo recorde, mas sempre tendo trabalho com os policiais rodoviários.

Dirigido por Richard C. Sarafian
Roteiro do escritor cubano Guillermo Cabrera Infante
Elenco principal: Barry Newman, Cleavon Little e Charlotte Rampling.

Kowalski recebe uma oferta para levar um Dodge Challenger R/T 1970 de São Francisco e vai na máxima potência, parando apenas para gasolina. Ele não comete crime algum a não ser excesso de velocidade e fugir dos policiais, que tentam pará-lo. Ele encontra aliados no caminho, incluindo
Cleavon Little como SuperSoul
um DJ, chamado de SuperSoul (feito por Cleavon Little), e um hippie que parecer ser um fim alternativo para a vida do personagem de Peter Fonda em seu personagem Wyatt em “Easy Rider”.


Curiosidades (by IMDb)
O carro protagonizado no filme é um Dodge Challenger R/T, com motor V8. Oito modelos na cor branca da Chrysler foram usados nas filmagens.

A cor branca em especial porque ela faria um bom contraste com o cenário nas rodovias.

Dos oito carros usados, somente um deles sobrou no final das filmagens.

Em uma cena no deserto, mostra que um dos Challengers como sendo de motorista do lado direito.

Charlotte Rampling e Barry Newman
Quando Sandy (o supervisor de Kowalski) está sendo entrevistado pela mídia, vários ciclistas são vistos. O diretor do filme disse que eles iam de locação em locação junto com a equipe. Até mesmo eles participavam das festas com a equipe. Sarafian, o diretor, é visto na cena como o homem de cabelos escuros com chapéu bege.

O velocímetro e tacômetro nunca são mostrados no filme. Apenas o medido de combustível.

Kris Kristofferson foi considerado para um papel. Sua esposa na época, Rita Coolidge, tem um papel pequeno no filme.

Gilda Texter passa, 100% do seu tempo de tela, completamente nua. Ela depois participou no filme "Tudo por uma Esmeralda" (1984) e "À Espera de um Milagre" (1999).

Pontas de : David Gates, o famoso cantor da música “Bread”, tocando piano durante uma cena com a banda J. Hovah singers. De Rita Coolidge, de John Amos e de Ted Neely, na mesma banda. Neely ficou famoso em fazer Jesus Cristo no filme “Jesus Cristo Superstar”.

Link para ver o filme logo abaixo:

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Monday, August 31, 2020

Guerra e Paz (Voyna i Mir) - 1966, de Sergey Bondachurk

Guerra e Paz, baseado em livro de Leon Tolstói foi uma produção soviética em 4 partes. A primeira parte estreou em Março de 1966, com 147 minutos de duração.

Sergey Bondarchuk como Pierre
Dirigido por Sergey   Bondarchuk, que também fez o papel de Pierre Bezhukov.

O filme todo custou cerca de 9 milhões de dólares na época (1965) ou 74 milhões atualizados para Agosto de 2020.

Teve uma bilheteria de aprox. 64 milhões de dólares ou 528 bilhões de dólares se fosse nos dias de hoje.

Lyudmila Saveleva como Natasha
Além de Sergey, entre os papeis principais, Vyacheslav Tikhonov e Lyudmila Saveleva, que foram, respectivamente, Príncipe Andrei Bolkonsky and Natasha Rostova.

Filme foi produzido pelos estúdios Mosfilm entre 1961 e 1967 e teve considerável apoio do governo soviético e do Exército Vermelho, que forneceu centenas de cavalos e mais de 10.000 soldados e extras. O filme foi resposta a uma versão americana/italiana de Guerra e Paz de King Vidor, com Henry Fonda, Audrey Hepburn e Mel Ferrer. Este filme teve muito sucesso e os soviéticos não admitiam que eles próprios ainda não tivessem adaptado o clássico de Tolstói em filme.

A primeira parte do filme, de que este post e o link do filme mais abaixo se trata é da primeira parte focado em Andrei Bolkonsky.

Parte 1: Andrei Bolkonsky

Príncipe Andrei
Em São Petersburgo, 1805, Pierre Bezukhov, filho ilegítimo de um nobre abastado, é apresentado para a alta sociedade. Seu amigo, Príncipe Andrei Bolkonsky, entra para o Exército Imperial Russo, como ajudante de campo do General Mikhail Kutuzov para a Guerra da Terceira Coalizão (Em 1805, com a adesão da Áustria, de Nápoles, da Rússia e da Suécia ao conflito em apoio aos ingleses, originava-se a Terceira Coligação ou Terceira Coalizão), contra Napoleão. Como o pai de Pierre o reconhece, Pierre atrai a atenção de Hélène Kuragin e casa-se com ela, mas acaba sabendo por boatos de que ela tem sido infiel com Fedor Dolokov, um amigo do irmão de Hélène, Anatol.

Enquanto isso, Andrei participa da campanha fracassada na Áustria, tanto na Batalha de Schongrabern como na famosa Batalha de Austerlitz, onde ele é ferido erradamente considerado morto. Ele volta para a casa do seu pai a tempo de ver sua esposa Lisa morrer durante o parto.

Vladislav Strzhelchik como Napoelão
A Batalha de Austerlitz também conhecida como a Batalha dos Três Imperadores, foi uma batalha que resultou numa das maiores vitórias de Napoleão Bonaparte, onde o Império Francês derrotou a Terceira Coligação.

A primeira parte do filme, pode ser vista no link abaixo:

https://drive.google.com/file/d/1_VWFDveW6ArFd6qXCJoot9fq1_U3s13I/view?usp=sharing

Friday, July 31, 2020

Os Emigrantes (The Imigrants) , de Jan Troell - (1971)

Título original em sueco: Utvandrarna
Dirigido por Jan Troell
Com Liv Ulmann e Max von Sidow.


No metade do século 19, Kristina e Karl-Oskar vivem em uma pequena vila rural em Smaaland (sul da Suécia). Estão casados e tentam levar a vida com uma pequena porção de terra. Contudo, com esse tamanho pequeno, o solo sendo infértil e com más colheitas deixam a vida mais difícil. Uma das crianças acaba morrendo de fome. Com isso, eles decidem emigrar para os EUA. Eles conhecem um grupo de fazendeiros com suas famílias planejando a emigração sob a liderança de um padre banido. Eles vendem tudo e embarcam para lá. A viagem é longa e tediosa. Alguns dos emigrantes não conseguem chegar ao Novo Mundo.

O filme teve uma continuação que foi publicado no nosso canal do YouTube sob o nome de "O Preço do Triunfo". Para encontrar este filme, pesquise no YouTube o canal: Seleções RevistaCineTV.

Foi o primeiro filme que vi do ator Max von Sydow. Desde então, passei a ser um grande fã dele.E Liv Ullmann particularmente pelos filmes que fez com Ingmar Bergman.


Filme indicado a 5 Prêmios da Academia (Oscar) em 1973. Entre eles, o de Melhor Atriz, Melhor Filme e Melhor Diretor.

Stanley Kubrick era um grande admirador deste filme e tentou telefonar para o diretor Jan Troell para conversar sobre o filme. Troell achou que era mais uma pegadinha e desligou o telefone, que geralmente acontecia quando diretor americano fazia com os outros ao telefone. Kubrik adorou o figurino e contratou Ulla-Britt Soderlund (a figurista deste filme) para trabalhar com Milena Canonero sobre os figurinos do século 18 para o filme 'Barry Lyndon' (1975).

Link abaixo para baixar o filme legendado:

https://drive.google.com/file/d/1YsyjVOtz2dHgJRS8CfQYhuEF98ZAirM4/view?usp=sharing


Saturday, July 11, 2020

Tobruk (1967) com Rock Hudson

Setembro 1942 - com o Afrika Korps de Rommel em marcha pelo Egito, um unidade especial britânica, composta de judeus alemães, a despeito do ressentimento destes com os britânicos, sequestram um oficial canadense, que é um topógrafo especialista e que é prisioneiro da França Colaboracionista de Vichy na Argélia. O oficial, Donald Craig (Rock Hudson), tem que acompanhar um grupo de britânicos e judeus alemães por 800 milhas no Saara, para ajudar um desembarque anfíbio contra a base de armazenamento de combustível em Tobruk. 

Filme dirigido por Arthur Hiller, um pouco fora dos seus filmes mais comuns. Filme de guerra não é muito sua praia e ele já fez ótimos em dramas e comédias urbanas.

Rock Hudson e George Peppard
Estrelado por Rock Hudson, George Peppard e Guy Stockwell.  George Peppard fez alguns filmes menores depois disso e acabou indo trabalhar em séries de TV, como Banacek e Esquadrão Classe A.
Stockwell, depois de seu brilhante desempenho como companheiro de Charlton Heston em "O Senhor da Guerra", não teve mais sucessos no cinema e que merecessem seu talento.

Filme indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais em 1968.

Houve, na verdade, um ataque a Tobruk em Setembro de 1942, incluindo a equipe de judeus alemães e falsos prisioneiros de guerra britânicos. Mas diferentemente do resultado do filme, a  operação real, denominada "Operation Agreement" foi um completo fracasso.

Partes do filme foram editadas para o filme de 1971 com Richard Burton, "Os Comandos Atacam Rommel".

Foi o último filme de Rock Hudson para a Universal antes de ser liberado de contrato no verão de 1966.

George Peppard substituiu Laurence Harvey.

Link do filme legendado abaixo, em ótima resolução:

https://mega.nz/file/I45wnCqI#fTmiPjRuK_nLL6rwL5nnNaiDMVGLZmNTrmageuYBtEY






Shooting Gallery - Céllövölde - (1990)

After killing his abusive father, a troubled teenager becomes the focus of a police investigation that unravels the emotional scars, fractur...