sexta-feira, 25 de junho de 2021

Via Láctea (The Milky Way), de Luis Bunuel (1969)

Via Láctea é ambientado nos tempos modernos. Dois peregrinos vagabundos fazem uma jornada de Paris até a Espanha. Mais especificamente, a Santiago de Compostela. Ali estão os supostos restos mortais do Tiago, Apóstolo. No caminho, eles encontram vários personagens, de diferentes épocas. Incluindo Jesus Cristo, o diabo, a Virgem Maria, jesuítas, jansenistas, o Marquês de Sade, clérigos variados e uma prostituta. Todos esses pequenos episódios fornecem pontos de heresia, que são debatidos. As pessoas são rotineiramente condenadas à morte ou desafiados a duelos, baseado na fina palavra da fé. É uma mistura de “Pilgrim´s Progress”  e “The Canterbury Tales”.  (O Peregrino e os Contos de Cantuária), com uma pitada de passagem de “Life of Brian”. (A Vida de Brian).

Segundo Bunuel (que desertou o Catolicismo para o Ateísmo com a idade de dezesseis anos), “Além da própria situação em si e a autêntica disputa doutrinal que ele evoca, o filme é, acima de tudo, uma jornada pelo fanatismo, onde cada pessoa relutantemente se apega à sua própria partícula da verdade, pronta, se necessária, para matar ou morrer por ela. 

Bunuel sempre quis fazer um filme que afirmasse seu ateísmo, o ceticismo intelectual para com a igreja, que ele havia renunciado na juventude. 

O papa, atacado por revolucionários, é feito pelo próprio Bunuel.

As estórias, contidas no filme, são baseadas em episódios históricos. Bunuel fez intensa pesquisa para o filme e uma grande fonte foi o Dicionário de Heresias, do Abade Pluquet. 


Veja filme legendado por este link abaixo:

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_ywQO6oZCD52nlbU2?e=Dhg2gU

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