domingo, 11 de abril de 2021

Prisioneiro do Remorso (The Prisoner), de Peter Glenville (1955)

Um cardeal (Alec Guinness) é preso por traição contra o seu país. O filme não esclarece qual país, qual cidade e quando.

Como Príncipe da sua Igreja e um herói popular do seu povo, pela sua resistência aos nazistas durante a guerra e depois pela sua resistência quando seu país cai sob o domínio de um conquistador totalitário. Na prisão, seu interrogador (Jack Hawkins) está determinado a conseguir uma confissão de culpa do cardeal de forte resistência e depois destruir seu poder ante seu povo. As batalhas psicológicas e verbais são dramáticas e nem com as crescentes pressões sobre o cardeal conseguem enfraquecê-lo, nem mesmo sendo colocado em uma solitária, sob forte luz na sua cela, sem poder dormir, tudo para fazê-lo enlouquecer. Ao passar do tempo, o prisioneiro vai acabar criando um tremendo sentimento de pena por parte do seu interrogador.

O filme foi considerado controverso demais e foi banido de exibição nos Festivais de Filme de Veneza e Cannes.

Filme é baseado em peça de teatro de Bridget Boland e ela participou no roteiro do filme. Alec Guinness repetiu o papel do cardeal, que ele tinha feito no teatro em 1954. Este filme foi um ano depois do seu famoso papel como Padre Brown.

Guinness e Jack Hawkins iriam trabalhar juntos novamente no clássico, “A Ponte do Rio Kwai”, em 1957.

O filme foi criticado como sendo anticatólico na Itália. Foi curiosamente chamado de pro-comunista na Irlanda e anticomunista na França. Mas foi indicado a 5 prêmios BAFTA, o que prova sua qualidade.

Dizem que seu papel como Padre Brown e neste como cardeal foram um grande passo para Guinness se converter ao catolicismo.

Este filme foi supostamente baseado na vida real do Cardeal Mindszenty, que não gostou muito do filme.

Veja abaixo link para o filme legendado em português:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agT5RylxuicBdLzzP


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