domingo, 30 de outubro de 2016

Goliath, série de David Kelly - 2ª parte - Entrevista

David Kelly (E) e Jon Shapiro (D)
Abaixo a segunda parte do post sobre a série Goliath, criada por David Kelly (DK) e Jonathan Shapiro (JS).

Ela foi a dada a Todd VanDerWerff (TV) do site Vox.com

TV:  O advogado alcoólatra que quer ser reabilitar é um personagem de ficção que está sempre retornando. O que faz dele um tipo tão clichê?

JS: Não é apenas um clichê. A Associação Americana dos Advogados (Bar Association), equivalente à nossa OAB, e a Clínica Betty Ford (para alcoólatras) divulgaram um estudo neste ano de que os advogados possuem três vezes mais o nível de abusos de substância (álcool,drogas) do que outras profissões e eu acho duas vezes mais doenças ou perturbações mentais. A questão fundamental é o que acontece a uma pessoa, se ela passa a vida toda lutando contra? Isso acaba deixando cicatrizes. A razão para um personagem assim comum é porque é verdadeiro.

DK: Uma das coisas que contribuem a esse colapso moral e físico, que tantos advogados sofrem, é que muitos seguem a advogacia porque existe um viés nobre nessa profissão. As pessoas possuem essa nobreza em si e acham que essa profissão se relaciona com essa nobreza. Quando não se torna realidade, tem um efeito devastador no caráter da pessoa. Pode causar problemas para sua psique e suas condições emocionais.

O personagem de Billy McBride está meio acabado e até repulsivo. Mas aquela parcela de humanidade e aquela lembrança da nobreza que da primeira vez levou-o a escolher a profissão, ainda está lá dentro dele! 
O fato é que esses caras ainda querem guerrear com os moinhos de vento (como Don Quixote) e acreditam na justiça.
Billy é uma pessoa, que se esforçou para ser um advogado, realmente percebeu que ele iria confrontar situações, mas que depois poderia torná-las melhores do que as encontrou. Esse era o papel como advogado e isso não está morto ainda. Ele foi chutado, surrado e jogada na sarjeta, mas não está morto. Este caso (1ª temporada) meio que desperta nele a oportunidade para sair da situação estagnada em que se encontra.
Eu cresci adorando Don Quixote. Há uma versão deste personagem em muitos, muitos advogados e há uma em Billy.

TV: A série é chamada Goliath porque é sobre uma pessoa indo contra forças enormes no mundo legal e corporativo. Vocês acham que ainda há espaço no sistema legal para o indivíduo?

DK: Sim, contudo menos. Jonathan, você sabe mais das estatísticas do que eu.

JS: Quando começamos nossas carreiras legais, os advogados daquele tempo queriam ser o modelo de Atticus Finch do livro To Kill a Mockinbird - O Sol é para Todos), e quando eu estava no escritório de advogacia Kirkland and Ellis há três anos, todos os advogados estavam indo para o segmento corporativo. Eles queriam trabalhar dentro de escritório de grandes empresas, como a Apple. 

O Direito para qual entramos, que era a tradição de Abraham Lincoln contando uma estória para 12 jurados, agora chegamos ao ponto onde 20 empresas de advogacia nos EUA apresentam receitas de mais de 1 bilhão de dólares. Enquanto isso, o número de julgamentos no país caiu 50 a 60% nas maiores áreas metropolitanas - 50 a 60% menos oportunidades para cidadão médio chegar à frente de um juri.

Isso é mau! James Madison, em seus "Papeis Federalistas" disse que o controle mais importante no poder do governo é um julgamento com juri. Alexis De Tocqueville veio à América e disse: "A classe dos advogados e o julgamento com juri são as maneiras mais importantes para evitar que a democracia seja dominada por interesses econômicos.

DK: A beleza é que, se você pode chegar lá, a verdade ainda tem uma chance. O juri ainda é o grande equalizador. É a arena onde as coisas se equivalem. O problema é que você não consegue chegar a essa arena. Só para entrar nesse coliseu, nesse local, precisa de muito dinheiro.

É essa a realidade encarada por Billy McBride. O gancho da série, ao se seguir em frente, é se ele consegue forjar seu caminho para chegar nessa arena. Se ele conseguir, então a verdade ainda tem uma chance. Mas não será fácil.

TV: Digamos que eu seja um ativista político. Vocês acham que a minha melhor chance de conseguir uma mudança é por um julgamento com juri?

JS: Thurgood Marshall (juiz da Suprema Corte de 1967 a 1991) pensava assim. Para ele, a única maneira que você pode conseguir mudar o preconceito racial neste país era ir ficar de frente para um juri.
A proposta 8, que baniu o casamento gay na Califórnia, somente foi derrubada porque foram para a corte em julgamento.
No nosso amado estado da Califórnia, quando a Suprema Corte disse que você não podia mais discriminar sobre habitação baseado na raça, o que nós fizemos? Nós passamos a Proposta 14 que dizia, na Califórnia, que você tem direito constitucional de não querer alugar para negros. Eles tiveram que ir para a corte para derrubar isso.
Toda grande mudança neste país tem sido feita em frente de um juri. Como cidadão, nós estamos interessados apenas no drama do que se leva hoje em dia para chegar até lá. Mas eu concordo com David: se você consegue chegar lá e se você é um bom advogado como Billy, você pode ter sucesso.


E>D  - James Spader, David Kelly e William Shatner - Boston Legal

TV: Vocês já fizeram muitas séries em canais e redes tradicionais de TV. O que pode ser mais interessante nesse novo modelo onde vocês sabem que as pessoas vão assistir três ou quatro episódios de uma vez? Como vocês mudaram o estilo dos diálogos, agora que estão escrevendo para a temporada, em vez do episódio?

DK: A grande mudança é se livrar das restrições da rede de televisão. Você se habitua a escrever atos de oito minutos depois de um tempo. Você constrói a sua estrutura e tem que criar chamariz ou situações de suspense para trazer as pessoas de volta após um comercial da TV. Você tem apenas 41 minutos para contar a sua estória, assim você tem que trabalhar de modo conciso e rápido.

Já aqui, o que nós descobrimos logo, especialmente com esses personagens, é que temos o luxo de deixar as cenas "respirarem".  Tínhamos que ser bons de texto nas redes de TV, o que é bom! Mas ser agora capaz de deixar um pouco nas entrelinhas, isso é ter mais liberdade.

TV: Você tem o dom de criar personagens que são facilmente identificáveis. Lógico que são interpretados por atores de porte como Billy Bob Thornton e William Hurt, isso ajuda, mas quais são os seus métodos principais de trazer um personagem que logo funciona?

DK: Quando você começa a escrever um piloto, você está tentando movimentar o enredo e o desenvolvimento dos personagens ao mesmo tempo. É perigoso se perder se for perseguir o enredo. Você pode ter os personagens na sua cabeça, mas é fácil se perder e não perceber que não os deixou bem formados.

Eu sempre começo com pessoas que são dimensionais, que tem defeitos, mas tem uma bondade interior, apenas porque eu sou um sentimentalista nesse sentido. Se elas não são complicadas e não tem defeitos, se elas não têm as fragilidades que acompanham os pontos fortes, eu costumo não achá-las interessantes.

Advogados, por ofício, são geralmente cheios de complexidade, mas cada personagem é uma página em branco. Nem todo personagem, sobre o qual escrevemos, vai funcionar e nem todo personagem criado vai se mesclar bem com o ator, que você trouxe para habitar aquele papel.

A seguir, você tem a flexibilidade de olhar para o ator, ver seus pontos fortes que trazem ao papel, olhar para a concepção original do personagem, ver se eles vão se encontrar e fazer isso se tornar um amálgama. Não é apenas uma criação dos roteiristas e idealizadores da série, mas também parte da criação dos atores.

JS: Nós esperamos que ao final, vocês perguntem se Billy é o herói ou Cooperman (William Hurt) é o herói.

DK: Um começa muito humano e se torna um pouco monstruoso e outro começa como um monstro e, conforme a gente vai tirando suas "camadas", revela-se mais humano do que pensávamos.


E>D  - Morgan Wandell (Amazon), Billy Bob Thornton, Maria Bello e David Kelly


Fonte: TheVox.com

Goliath, nova série do criador de Boston Legal, com Billy Bob Thornton - Parte 1

David E. Kelley, criador de The Practice e Ally McBeal, dentre outros,  está de volta com sua melhor série em 20 anos. Com sua nova série GOLIATH.

Em uma entrevista (veja na parte 2) ele fala sobre a parceria com a Amazon e por que séries sobre julgamentos são tão importantes.

Nos anos 90, um nome era sinônimo de televisão de qualidade: David E. Kelley. A lista de séries (ou shows como os americanos chamam) que ele criou ou escreveu é grande e também premiada com Emmy: Picket Fences, L.A. Law, Chicago Hope, The Practice, Ally McBeal.

Mas na década seguinte, a influência de Kelly se dissipou. Espere, seu drama Boston Legal (Justiça sem Limites) ganhou vários prêmios para seus atores, mas não foi o cavalo de força que as outras séries tinham sido, tanto em audiência como em premiação. 

No final da década, ele teve que se esforçar para manter uma série na TV. Até mesmo a relativamente bem vista Harry´s Law (A Lei de Harry) teve apenas duas temporadas na NBC, devido à falta de audiência de pessoas mais jovens.
Mas, em vez de fechar a oficina, Kelly continuou e agora busca os canais via stream, com seu Goliath (Golias), sua melhor série em quase duas décadas (desde que The Practice estreou em 1997).

Com um ótimo elenco, incluindo Billy Bob Thornton, William Hurt, Maria Bello, Molly Parker e muitos outros rostos reconhecíveis, cada temporada de Goliath focaliza um caso jurídico. No processo, o nosso herói Billy McBride (Thornton) – um advogado alcoólatra que quer dar a volta por cima.

Goliath tem os seus problemas, mas ele representa Kelley em seu melhor: a série vai levantar um olhar sobre assuntos contemporâneos e há desempenhos de grandes atores, com diálogos bem escritos. 

Na parte 2 sobre esta série, tem a entrevista com Kelley e seu co-autor, Jonathan Shapiro, que é como Kelley, um ex-advogado.

Goliath fez a estreia na Amazon Prime em 14 de outubro nos EUA.

Eu já assisti aos dois episódios e posso dizer que ela tem muito potencial. Há dois grandes atores que obviamente vão levar a série adiante, Billy Bob Thornton e William Hurt, dois ganhadores de Oscar.

A série pode se encontrada na Internet, em sites de séries online.

Deem uma olha no trailer (sem legendas) abaixo:




Fonte: Thevox.com  

sábado, 29 de outubro de 2016

A Escolha do Rei - Filme Norueguês indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro


Após quebrar todos os recordes de bilheteria na Noruega, A Escolha do Rei (The King´s Choice em inglês e Konges Nei em norueguês) vai estrear na América do Norte em grande estilo. O príncipe e princesa da Noruega se comprometeram a assistir a exibição do filme em 8 de novembro no complexo de entretenimento TIFF Bell Lightbox (local do Toronto International Film Festival).

O filme tem importância especial para a realeza, pois foi baseado em história real sobre os três dias dramáticos em abril de 1940, quando os alemães invadiram o país. A principal razão para a invasão foram as experiências de Hitler como soldado na 1ª Guerra Mundial, quando ele observou a bloqueio naval britânico, estrangulando a Alemanha.
Para não repetir o mesmo erro, ele precisava de acesso ao Mar do Norte e agir rápido, porque ouviam-se rumores de que a própria Inglaterra iria invadir a Noruega para travar o acesso dos minérios vindos da Suécia para a Alemanha, através de seu país escandinavo vizinho. Parte da família real norueguesa acabou se exilando em Londres, durante a ocupação alemã.

O Rei Haakon VII desempenhou um papel fundamental na resistência contra a invasão alemã e na subsequente ocupação por 5 anos (1940-1945) de seus país.
Ele é considerado um dos maiores heróis noruegueses, pela sua coragem, liderança e preservação da Noruega durante esse período. 

O príncipe atual da Coroa Norueguesa, que estará em Toronto, junto com a princesa em uma visita oficial, é descendente direto do protagonista do filme, King Haakon VII. A família real da Noruega tem uma ligação com Toronto desde a 2ª Guerra, quando a cidade hospedou o 1º acampamento de treinamento dos pilotos noruegueses.

Segue trailer legendado em inglês:




Fonte: Deadline/Wikipedia

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Série The Crown sobre Rainha Elizabeth estreia em 4 de novembro no Netflix


The Crown (ou A Coroa) inicia a Rainha Elizabeth II, recentemente casada e prestes a encarar o desafiador momento de liderar a monarquia mais famosa do mundo, enquanto forja uma relação com o lendário primeiro ministro Winston Churchill, recém saído da 2ª Guerra Mundial.

O Império Britânico está em declínio, o mundo político está complicado e uma jovem assume o trono... uma nova era está começando.

O roteiro muito bem pesquisado e elaborado por Peter Morgan revela a jornada particular da Rainha, por detrás da aparência pública com bastante franqueza.

Elizabeth II é interpretada por Claire Foy.  Matt Smith será o Príncipe Philip, esposo da Rainha e John Lithgow será Winston Churchill.
Uma curiosidade é que Claire Foy chegou a interpretar a Rainha da Inglaterra, Ana Bolena, na série Wolf Hall.

O site do Netflix Brasil confirma que a estreia será dia 4 de novembro de 2016, juntamente com Estados Unidos, Alemanha, Suécia e Japão.
A 1ª temporada terá 10 episódios.

Veja o trailer legendado abaixo:



Tom Cruise estará em filme bíblico Matusalém

David Heyman
David Heyman, produtor inglês e detentor dos direitos de filmagem de Harry Potter, assim como produtor de Gravity (Gravidade), deve ser o produtor do filme bíblico Methuselah (Matusalém) e deve contar Tom Cruise como ator e Joachim Ronning como diretor.

Joaquim está com os preparativos de pós-produção da mais
Joachim Ronning
recente edição da franquia de Piratas do Caribe: Os Mortos não contam Histórias (que estreia em 25/05/2017 no Brasil).


A Warner e Heyman já estão discutindo esse projeto há algum tempo e Cruise foi ligado ao filme, mas trazer Ronning a bordo pode dar nova vida a ele, que tem altas expectativas. Com a adição desse diretor, o projeto vai seguir para uma lista de melhores roteiristas e reescrever o que tem sido feito no atual roteiro de Zach Dean. A Warner que um ator, da envergadura de Tom, para assumir um papel importante de um homem que viveu por quase 1.000 anos sem envelhecer e desenvolvendo uma série de habilidades de sobrevivência.

O diretor norueguês Ronning, além da recente produção da Disney, co-dirigiu um filme, indicado ao Oscar de 2012, Kon-Tiki, que documentou a história do lendário explorador norueguês Thor Heyerdal em sua aventura de 4.300 milhas cruzando o Pacífico com uma balsa de madeira leve em 1947, para provar que sul americanos poderiam ter viajado e habitado a Polinésia nos tempos pré Colombianos.

Já David Heyman é atualmente um dos mais bem sucedidos produtores de filmes. Sua relação com a Warner é muito próxima, pois foi quem adquiriu os direitos de Harry Potter e entregou ao estúdio oito grandes sucessos da franquia, gerando mais de 7 bilhões de dólares nas bilheterias. David também produziu o filme Gravidade, estrelado por Sandra Bullock e George Clooney e mais recentemente também está envolvido com o filme Animais Fantásticos e Onde Habitam, da mesma escritora J. K. Rowling.

Tom Cruise
Cruise já concluiu Jack Reacher: Sem Retorno, uma continuação do filme original de 2012, sobre um investigador, fugitivo da lei devido a uma conspiração governamental. Filme deve estrear em 24 de novembro no Brasil.
Cruise também está na pós produção do filme A Múmia para a Universal com Russel Crowe. Este só estreia aqui em 2017.



Fonte: Comingsoon.net

Jim Parsons vai produzir série baseada no livro The Terranauts

Jim Parsons interpreta um brilhante cientista que procurar desvendar os segredos no Universo na série da Warner, The Big Bang Theory.

Agora como produtos, ele está criando uma série sobre oito cientisas que conduzem uma experiência envolvendo o futuro da humanidade. O projeto se chama The Terranauts e será exibido pelo Rede de TV CW. Será escrita por Zach Helm, com base no livro de T.C. Boyle, com o mesmo nome e
que foi publicado na semana passada.

Terranautas é considerado um estória de ciência, sociedade, sexo, sobrevivência, ambição e loucura do ser humano. Diz-se que foi inspirada no experimento de vida real Biosfera 2, sobre 8 cientistas, 4 homens e 4 mulheres selecionados para administrar uma biosfera, que criasse um ambiente sustentável para uma possível colonização fora da Terra. Mas as coisas não saíram como planejado.

Biosfera 2, fundada por um barão do petróleo, um complexo de 150 milhões de dólares erguido no deserto do Arizona.
Como experimento, era ambicioso. Em meio a uma grande cobertura pela imprensa, eles caminharam para dentro do local, uma superfície de 12.000 m2, vestidos como tripulantes da Battlestar Galactica.


Depois de alguns anos, o empreendimento fracassou devido a problemas a problemas comuns: muitas baratas e oxigênio insuficiente. Como um sobrevivente da Biosfera comentou: "Estávamos sufocados, famintos e ficando malucos."

O roteirista Zach Helm terá que ser criativo e inspirado. As primeiras críticas do livro de T.C. Boyle dizem que o livro é arrastado, ou seja, chato.



Fonte:Deadline

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Criador de Mad Men, Matt Weiner, vai criar nova série com os irmãos Weinstein e Amazon

Matthew Weiner vai voltar à TV com uma nova série. Depois de discussão com seis outras empresas, sabe-se que o projeto acabou caindo nas mãos da The Weinstein Company e da Amazon para passar em streaming, em um compromisso de $70 milhões de dólares para uma solicitação de compra de oito episódios.

Toda as partes confirmaram o acordo, segundo o site Deadline, fonte desta informação.


Depois de recriar os anos 60 com a famosa série do canal AMC, Mad Men, Weiner está agora voltando sua atenção para os dias atuais com uma série ainda sem nome, mas ouviu-se falar que será uma antologia contemporânea passada em muitos locais no mundo. Weiner é criador, roteirista e produtor executivo. Ele também deve dirigir cerca de metade dos episódios da primeira temporada.


Tem havido muito interesse em saber o que Weiner faria depois do grande sucesso de Mad Men, uma das melhores séries de todos os tempos, ganhadora de uma série de Emmys consecutivos. A série ajudou a colocar o canal AMC no mapa das séries de TV nos Estados Unidos. A Amazon tem grande interesse no que pode obter desse novo projeto de Matt. Ela produziu duas séries de sucesso, Transparent e Mozart in the Jungle, mas são classificadas como comédia. Agora, a  Amazon quer ter uma de drama para poder concorrer na premiação.

Depois de começar com séries de comédia (as sitcoms), Weiner começou a ficar em evidência com a Família Soprano (The Sopranos), onde ele se tornou o roteirista principal, chegando a produtor executivo e ganhando dois Emmys de melhor drama. 

A HBO (e uma lista de outras redes) recusou o seu Mad Men, antes que a série conseguisse a aprovação posteriormente na AMC, então mais conhecida por suas reprises de westerns
Weiner ganhou, ao todo, nove Emmys, sendo 2 por Soprano e 7 por Mad Men.




HBO vai exibir "Cormoran Strike" de J.K. Rowling.




A HBO adquiriu os direitos para Cormoran Strike, a nova mini-série da BBC One, baseada nos livros de enredo policial/detetive famosa criadora de Harry Potter, J. K. Rowling, mas que ela usava pseudônimo de Robert Galbraith. 
As duas redes são costumeiras colaboradoras e a HBO  recentemente passou a mini-série da BBC One, Morte Súbita (Casual Vacancy) de 2015, também de autoria de JKR.


O ator britânico Tom Burke (de Guerra e Paz e Os Mosqueteiros) interpreta Cormoran Strike, que vai ao ar em 3 séries separadas. Uma de de três horas, chamada O Chamado do Cuco (Cuckoo´s calling), de duas horas chamada O Bicho da Sede (The Silkworm) e outra de duas horas chamada A Carreira do Mal (Career of Evil). A filmagem começa neste último trimestre de 2016.

Cormoran Strike focaliza Strike (Tom Burke), um veterano de guerra, que se torna um detetive particular, trabalhando em seu diminuto escritório em Londres. Embora ele carregue ainda danos físicos e psicológicos da guerra, Strike tem uma percepção única e seu passado como investigador do Departamento de Investigação Especial da Polícia Militar Britânica (SIB), prova ser importante na solução de casos complexos, que tem escapado da atenção da polícia.

J.K. Rowling participa como produtora executiva através de sua produtora Brontë Film & TV.

O Chamado do Cuco foi publicado em 2013 e foi um best-seller global, seguido por O Bicho da Seda em 2014 e Carreira do Mal em 2015. Os livros já venderam um total de mais de 4 milhões de cópias no mundo. Um quarto livro deve sair em 2017.

Os livros dela no Brasil podem ser encontrados aqui:
https://www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&url=search-alias%3Daps&field-keywords=robert+galbraith&rh=i%3Aaps%2Ck%3Arobert+galbraith




Fonte: Deadline

Disney muda estreias: Incríveis 2 fica para 2018 e Toy Story 4 fica para 2019


Segundo site Deadline, Disney informou hoje que trocou as datas de estreia (EUA) de Incríveis 2 e de Toy Story 4.

O primeiro para 15 de junho de 2018 e Toy Story 4 fica para 21 de junho de 2019.

Brad Bird ganhou seu primeiro Oscar pela direção de Os Incríveis e vai retornar para o próximo filme. O original estreou em 2005 e arrecadou mais de $633 milhões de dólares.  

A franquia (como se costumam dizer as continuações) de Toy Story começou em 1995 e Toy Story 2 em 1999. Toy Story 2 veio em 2010, ganhando um Oscar de Desenho Animado e outro pela canção de Randy Newman, "We belong together".

John Lasseter, criador chefe da Pixar, Walt Disney Studios
e Disneytoon Studios, vai dirigir Toy Story 4, como fez com os dois primeiros.

Toy Story 3 arrecadou $1 bilhão de dólares, tornando-se o desenho animado de maior bilheteria de todos os tempos até que Frozen superou em 2014.



terça-feira, 25 de outubro de 2016

Canal da Brigham Young (BYUTV) vai exibir série Extinct de Orson Scott Card em 2017


O canal BYUtv anunciou no mês passado o lançamento de sua segunda série, que vai se chamar Extinct e vai estrear no começo de 2017 (lá nos EUA). Ela foi idealizada pelo premiado escritor de ficção científica Orson Scott Card, autor da saga Ender´s Game (traduzido no Brasil como Jogo do Exterminador). Aaron Johnston colabora como autor junto com Oscar Scott.

Extinct será uma co-produção da Taleswapper e Go Films. O ator principal escalado é Chad Michael Collins( O Atirador: Legado).

A série de 10 episódios acontece 400 anos após a extinção (daí o título) da raça humana e acompanha um pequeno grupo de humanos, que foram revividos por uma civilização alienígena. Estes dizem que querem restaurar a espécie humana, mas os humanos renascidos descobrem novos perigos, segredos poderosos que desafiam essa afirmação e que ameaçam aniquilar a raça humana de uma vez por todas. Uma parte dos alienígenas parece não querer a restauração.

A primeira temporada vai cobrir a odisséia de Ezra, Feena e Abram, indivíduos de caminhos diferentes que se encontram misteriosamente renascidos séculos no futuro. Eles devem compreender os alienígenas e sua tecnologia, assim como aprender a cooperar entre si.

Os livros mais famosos são mesmo a saga de Ender ou o Endeverse, como é conhecido  o universo de Ender. Veja aqui os livros publicados, cerca de 17 livros,  na sua ordem de leitura aqui:  https://www.goodreads.com/series/119216-the-enderverse.  Orson ganhou os prêmios Nebula e Hugo como melhor romance para os livros O Jogo do Exterminador (Ender´s Game) e Orador dos Mortos (Speaker for the Dead). O primeiro foi o nº 1 de mais vendido do New York Times por oito semanas em 2013. O livro foi leitura recomendada pelas Forças Armadas Americanas e base para o filme de ficção estrelado por Asa Butterfield, Harrison Ford e Ben Kingsley

Outros membros do elenco incluem Victoria Atkin (Assassin´s Creed: Syndicate), Jaclyn Hales ( Unicorn City), Yorke Fryer (How to get away with murder), Jack Depew (Mad Men), Matthew Bellows (Grimm) e Jake Stormoen (Mythica). Atores em começo de carreira e sem expressão. Uma escolha faca de dois legumes: baixo investimento em elenco, mas risco na falta de um ator carismático e famoso que carregue o filme. O enredo terá que ser muito interessante, para contrabalançar essa fraqueza.
Yorke, Victoria e Chad, ou Abram, Feena e Ezra nos papeis

O canal de TV BYUtv é de propriedade da Universidade de Brigham Young, baseado em Provo, Utah, reduto dos mórmons.
A estação de TV é sem fins lucrativos e está disponível em mais de 65 milhões de residências em cada estado americano. Passa na DirecTV (dona da Sky no Brasil) e em mais de 800 sistemas via cabo. 
Vamos aguardar como será distribuída no Brasil. Esperamos que a Netflix mostre interesse.



Fonte: Byutv.org

Pastoral Americana, 1º filme dirigido por Ewan McGregor, estreia no Brasil em 15/12/2016

Filme baseado no livro de Philip Roth,  American Pastoral, ganhador do Pulitzer em 1998,  marca a estreia de Ewan McGregor na direção.

Segundo a recepção do crítico Pete Hammond do site Deadline, o filme deve fazer o público comentar sobre ele após saírem das salas de cinema.

O elenco, que inclui Ewan McGregor também no papel principal, Jennifer Connely, Dakota Fanning e David Strathairn, está soberbo em um filme poderoso e importante sobre o que faz nós nos mantermos juntos e o que nos separa.


Segundo o crítico, não foi tarefa fácil para Ewan e o roteirista John Romano, transpor o livro para a tela. Mas assim como aconteceu com o filme Indignation (sem título no Brasil e com estreia para 3 de novembro), Pastoral é uma das mais bem sucedidas transposições para a tela do escritor. 

A estória começa nos anos 50, focada no que parece ser a relação idílica de um rapaz de um colégio, conhecido como Swede (o Sueco), interpretado por McGregor e a popular rainha da beleza, Dawn, interpretada por Jennifer Connely, com quem ele acaba se casando. Depois que a filha, Merry, nasce, parece que eles estão vivendo a vida de uma família perfeita. Até que Merry se tornar uma adolescente difícil (Fanning começar a interpretar a partir daqui) e radicalizada nos turbulentos anos 60 e a guerra do Vietnã. Ela é acusada de participar de ter colocado uma bomba no correio e loja da cidade, causando a morte do dono do local. Ela desaparece, preocupa os pais, cujas vidas nunca serão as mesmas. O Sueco não desiste de tentar achá-la - uma busca que há reviravoltas surpreendentes dentro da época da estória, mas que ainda traz reflexos até hoje.

McGregor consegue conduzir bem o filme dentro do difícil curso da estória e, ao mesmo tempo, tendo um bom desempenho no papel principal. Connely está ótima como sempre, como a esposa e mãe, cujo ideal de uma vida perfeita é arremessada longe pelos acontecimentos, que ela não conseguiu controlar. Fanning é a grande revelação aqui em um papel que ela nunca teve antes e que ela faz com grande profundidade e sutileza. O elenco de apoio tem David Strathairn, como o antigo companheiro de classe do Sueco e que narra a estória.

Veja o trailer legendado do filme abaixo.





domingo, 23 de outubro de 2016

10 Coisas que você pode não saber sobre Dr. Estranho

Dr. Estranho (Dr. Strange) vai estrear dia 3 de novembro nos cinemas do Brasil.

Enquanto aguardamos, veja abaixo 10 curiosidades que você pode não saber sobre o filme.

1. Dr. Estranho já fazia magia há 53 anos.

Stephen Vincent Strange apareceu pela primeira vez em julho de 1963, na edição "Strange Tales" da Marvel Comics. Originado de uma ideia de Steve Ditko, Dr. Estranho inicio com 5 páginas dedicadas a ele, de acordo com Stan Lee e depois voltou em edições futuras antes de receber uma estória só dele em dezembro de 1963.

2. Precursor do Movimento de Contracultura
Graças às influência que tanto Ditko e Lee colocaram na criação de Dr. Estranho - uma mistura de mágicos de pulp-fiction, pinturas de Salvador Dali e misticismo oriental - Costuma-se creditar a Dr. Estranho a previsão do movimento contracultura da juventude do final dos anos 60.





3. O filme está em desenvolvimento já há 30 anos.
Em 1986, Bob Gale, co-escritor de De Volta para o Futuro, escreveu um script para um filme de Dr. Estranho, que nunca foi produzido.
Então, alguns anos antes que Pânico (Scream) torna-se sua franquia de filmes, Wes Craven assinou para escrever e dirigir o projeto, mas os planos também não foram adiante.
Em 2001, ouvia-se dizer que David S. Gover iria escrever e dirigir. Depois, foi a vez de Guilhermo del Toro para dirigir. Outros diretores desconhecidos também foram descartados.

4. Antes de Benedict Cumberbatch, havia Peter Hooten
A primeira encarnação de Stephen Strange foi  feita por Peter Hooten no filme para TV de 1978, Dr. Estranho. Stan Lee serviu de consultor para o projeto, que deveria ser um piloto de uma série, mas Dr. Strange acabou não sendo aprovado pela CBS.









5. Joaquim Phoenix estava de sobreaviso para o papel
Benedict Cumberbatch era a primeira escolha e lhe foi
oferecido o papel principal, mas inicialmente teve que declinar devido a seus compromissos com o papel de Hamlet no teatro. Joaquim Phoenix era o plano B para o papel, mas Phoenix, depois de alguns meses, acabou desistindo do papel, por achar que teria que fazer um contrato para vários filmes do personagem.

6. Dr. Estranho tem sido visto em filmes da Marvel
-Thor: O Olho de Agamotto, uma bola de cristal que Estranho usa para detectar magia, pode ser vista na câmara de tesouros de Odin.
-Thor: O Mundo Sombrio. Encruzilhadas é uma das palavras escritas por Erik Selvig (o astrofísico que se envolve com Thor) no quadro negro.É uma realidade de outra dimensão que tem um parte importante nos desenhos do Dr. Estranho.

7. Vários atores foram considerados para ser O Antigo.
Várias pessoas se espantaram, quando Tilda Swinton foi escalada para o papel de O Antigo, o Mago Supremo , que atua como o mentor de Estranho. Sabia que foram comentados Morgan Freeman, Ken Watanabe e Bill Nighy para o papel?
  

8. A Conexão Vincent Price e Dr. EstranhoSteve Ditko and Stan Lee basearam a aparência de Dr. Estranho no lendário ator Vincent Price. O nome do personagem Dr. Estranho tem até o nome do meio Vincent. Em 1963, o ano em que Estranho fez a sua estreia nos gibis, Price interpretava o mago supremo Dr. Craven no O Corvo do diretor Roger Corman.


 9. A conexão de Hannibal Lecter com a Marvel 
O ator Mads Mikkelsen é o terceiro ator de Hannibal Lecter a aparecer em um filme da Marvel. Brian Cox fez o papel de Wiiliam Stryker em X-Men 2, e é claro Anthony Hopkins interpretou Odin nos filmes de Thor.
Para ficar ainda mais interessante, Mikkelsen esteve considerado para o papel de Stephen Strange lá atrás em 2013.


 10. Conexão de Feiticeira Escarlate com Dr. Estranho
Os fãs dos gibis sabem bem da relação entre Estranho e a Feiticeira Escarlate. A poderosa mutante, que é também conhecida como Wanda Maximoff (e interpretada por Elizabeth Olsen nos filmes), se torna a aprendiz de Estranho no universo Marvel. Os fãs podem estar se preparando para uma aparição dela no filme ou um potencial encontro entre o mestre e a discípula em Vingadores: Guerra do Infinito.




Fonte: IMDB


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Star Trek Continues - Uma "Continuação" de Jornada nas Estrelas


Em 2017, haverá a estreia de Star Trek: Discovery pela CBS Paramount. A rede de TV vai, ao mesmo tempo, inaugurar seu canal de streaming, da mesma forma que a HBO e ser mais um concorrente para a Netflix e Amazon.

A última série derivada da original de 1966 foi Star Trek: Enterprise, com 4 temporadas e transmitida de 2001 a 2005. 
Desde essa, os fãs tem estado ansiosos para novas versões, mas nenhum estúdio se aventurou a uma nova série de ficção científica, salvo a nova Battlestar Galactica, que durou de 2005 a 2009. 

Star Trek é, de longe, a série de ficção mais famosa de todos os tempos. Alguns ávidos fãs (os trekkers) decidiram produziram por conta própria. Uns investiram suas próprias economias e outros utilizaram o sistema de “crowdfunding” para financiar o projeto e depois divulgarem pela Internet, sem o desejo de fazer lucro.

Há várias destas webseries, principalmente no Youtube. Já tive a oportunidade de ver alguns episódios da Star Trek: New Voyages, com James Cawley fazendo o Capitão Kirk. Com a ajuda de computação gráfica, eles conseguiram fazer alguns bons episódios, embora o desempenho da maioria dos atores seja amador.


Recentemente, conheci Star Trek Continues. Esta tem sido bem elogiada e ganhou vários prêmios. O ator Vic Mignogna está por trás dessa série como produtos e ator (ele faz o Capitão Kirk)

Veja aqui o site www.startrekcontinues.com  www.startrekcontinues.com onde você pode ver mais detalhes.

A intenção desta série era de continuar o restante dos cinco anos da série original, que preconizava 5 anos, mas completou apenas 4 anos, quando ela foi cancelada.
Há 7 episódios produzidos e alguns estão na Internet (Youtube), mas não há boas versões legendadas em português, que eu conheça. Decidi, então, compartilhar com o público os episódios. Eu tive que revisar as legendas em português, que eu consegui, pois há erros de tradução e acentuação. Minha intenção sempre é de proporcionar um trabalho bem feito. Peça o compartilhamento do episódio com legendas, usando os comentários deste post.
O 1º episódio de Star Trek Continues chama-se o Peregrino da Eternidade, com o próprio ator Michael Forest, reprisando seu papel de Apolo no episódio da série original (Who mourns for Adonais?)
Michael Forest e Leslie Parish em 1967


A CBS Paramount  emitiu um comunicado, informando que ela tem os direitos sobre Star Trek e impôs uma série de regras que devem ser seguidas por esse autores/produtores “paralelos”. Regras que praticamente inviabilizam novas produções. 

Existe uma denominada Star Trek: Axanar (veja teaser aqui), que chegou a arrecadar quase 2 milhões de dólares em crowdfunding para o projeto de uma série com o conteúdo de Star Trek.

A CBS está processando a Axanar por infrigir direitos autorais. A produção está paralisada, enquanto se resolve o assunto na corte. 



Veja logo acima um teaser de Axanar.

E abaixo um trailer de Axanar, de 21 minutos.




A rede de TV poderia flexibilizar um pouco as regras e permitir os fãs fazerem seus spinoffs e não acabar desagradando os trekkers, agora que ela está prestes a filmar nova série, com estreia no início de 2017. A rede vai precisar do apoio e dedicação dos fãs e, muito possivelmente, estes deixarão de produzir novos paralelos, assim que chegar a nova série;

AT&T compra Time Warner por $85 bilhões de dólares


O canal Deadline anunciou que a Time concordou, em princípio, com sua venda para a empresa AT&T e pode vir a público com as condições neste domingo, segundo a agência Reuters.

As ações da Warner subiram quando ouviram-se os boatos do acordo com a AT&T. A Reuters informa que as empresas concordaram com a maioria das condições de compra/venda.

A AT&T é dona da DirecTV e estava querendo assegurar para si o tipo de conteúdo que a TimeWarner tem em redes como CNN, TNT, TBS, HBO, além do estúdio da Warner Bros.



Fonte: Deadline

terça-feira, 18 de outubro de 2016

American Crime Story renovada para 3ª Temporada

Depois do sucesso e vários prêmios no Emmy de 2016 para a 1ª temporada, que focalizou o julgamento de O.J. Simpson, o Canal FX renovou a série para sua 3ª temporada. Terceira porque já está aprovada a 2ª, que vai explorar o desastre do Katrina.

Ainda há pouco detalhes, mas sabe-se, de acordo com editora Nellie Andreeva, do Deadline.com, que o título dos 10 episódios será Versace/Cunanan e vai examinar o assassinato de 1997 do lendário estilista Gianni Versace nos degraus de sua mansão em Miami Beach pelo sociopata e serial killer Andrew Cunanan, que se matou oito dias depois, quando a polícia de Miami começou a procurá-lo. Versace foi a sua 5ª e última vítima.

Esta 3ª temporada vai ser filmada simultaneamente no começo de 2017 com a 2ª, sobre Katrina. Os executivos da Fox e FX ficaram tão impressionados com o primeiro script, que decidiram acelerar a produção da terceira temporada. Mas Katrina vai ao ar antes de Versace/Cunanan.
Assim como na primeira temporada, foram escaladas as diretores de elenco, Nicole Daniels e Courtney Bright. Os produtores já entraram em contato com potenciais atores para os papeis chave e uma lista de atrizes de renome para interpretar Donatella Versace, que terá um papel importante na trama.

Pelo que vai apresentar nas próximas temporadas, American Crime Story quer lidar com vários ângulos do tema crime em cada estória - primeiro foi o julgamento de assassinato, depois uma tragédia humana com Katrina e agora um assassinato misterioso com Versace/Cunanan. As razões de Cunanan para matar o famoso estilista nunca foram confirmadas, deixando ainda perguntas sem respostas. É bem provável que seja essa o ponto envolvente a ser explorado pela script.



Fonte: Deadline






segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Fome de Poder - Filme sobre o criador de McDonald´s , Ray Kroc


Fome de Poder ou o Fundador como será exibido em Portugal, pode ser mais um candidato ao Oscar e rivalizar com o filme Ouro e Cobiça (comentado no post anterior a este).

Fome de Poder narra o papel de Ray Kroc na criação e desenvolvimento da rede McDonald´s.

A produtora, TWC (The Weinstein Company) mudou a data de estreia de 5 de agosto para 16 de dezembro. É a segunda vez que a companhia muda a data de estreia. 

Pode ser mais uma chance de Michael Keaton brilhar na cerimônia do Oscar, que já ocorreu com nos dois últimos anos: Birdman e Spotlight. Se há alguém que sabe como fazer uma campanha para o Oscar, são os irmãos Weinstein.

No filme, Keaton interpreta o vendedor de Illinois, Ray Kroc, que mudou o já existente restaurante McDonald´s para uma franquia nacional, tirando, com o tempo, os donos originais, Mac e Dick McDonald, completamente fora do negócio. Ray depois comprou a parte deles.

Além de Keaton, participam do filme, dentre outros, Laura Dern, Linda Cardellini e Patrick Wilson. 

É dirigido por John Lee Hancock ( O Álamo).

Estreia em 16 de dezembro nos EUA e 2 de Fevereiro de 2017 no Brasil.

Um resumo sobre o empreendedorismo de Ray Kroc:

O homem que colocou o hambúrguer na linha de montagem sobreviveu até os 52 anos de idade vendendo máquinas de milk-shake. Em 1954, intrigado pelo volume de pedidos que recebera de uma lanchonete em San Bernardino, no estado da Califórnia, Ray resolveu visitá-la. “Percebi que algo estava acontecendo ali”, disse anos depois. O restaurante, onde os irmãos Maurice e Richard McDonald serviam refeições rápidas, vivia lotado. No mesmo dia em que viu o lugar, Kroc começou a imaginar uma cadeia de lanchonetes identificada por arcos dourados. Logo percebeu que os irmãos McDonald estavam insatisfeitos. Tiravam pouco dinheiro do negócio e tinham obtido resultados pífios em duas experiências com franquias. De tanto insistir, Kroc conseguiu um acordo. Venderia franquias da marca a US$ 950 cada. Ficaria com 0,5% dos resultados e 1,4% iria para a conta dos irmãos.
A rede imaginada por Kroc nasceu com uma lanchonete nas imediações de Chicago, em 1955. A loja, uma cópia perfeita da máquina de fazer sanduíches de San Bernardino, vendeu US$ 366 no primeiro dia de funcionamento e logo tornou-se lucrativa. O McDonald’s não era a única cadeia de restaurantes desse tipo que começava a surgir nos Estados Unidos. Com a concorrência apertando, Kroc tornou-se obsessivo com o controle de qualidade, a limpeza e o serviço nas lojas. Cada hambúrguer deveria ter exatamente a mesma quantidade de carne e as mesmas duas rodelas de picles. Para aumentar a rentabilidade do negócio, Kroc comprou a parte dos irmãos McDonald e investiu na expansão da rede. Num esquema que até hoje é posto em prática, a rede começou a comprar terrenos e alugá-los para os franqueados. Nos anos 70, Kroc despejou milhões em propaganda. Em 1972, suas 2,2 mil lojas vendiam mais de US$ 1 bilhão e Kroc achou que era hora de expandir os negócios no exterior. Em menos de uma década, a rede McDonald’s já tinha se tornado uma marca reconhecida no mundo inteiro, que hoje lhe garante um faturamento anual de quase US$ 40 bilhões.
Como incentivo ao empreendedorismo, Ray deixou um ditado: "Cuide do cliente e o negócio cuidará de si mesmo."
Veja o trailer legendado do filme:



Fonte: Deadline e Wikipedia