terça-feira, 5 de julho de 2022

The Assassination of Trotsky, de Joseph Losey (1972)

Depois da morte de Lenin em Janeiro de 1924 e a ascensão de Joseph Stalin, Trotsky, aos poucos, foi perdendo suas posições no governo soviético. O Politburo acabou expulsando ele da União Soviética em Fevereiro de 1929, indo parar no México em 1940. Ele passou o resto da sua vida no exílio, escrevendo muito e se engajando em críticas abertas ao Stalinismo. Stalin envia um assassino para matá-lo, Frank Jackson, feito por Delon. Romy Schneider é a secretária de Trotsky e amante de Jackson.

Este filme não é dos melhores do grande diretor Joseph Losey, mas vale pela presença do trio, Richard Burton (que imprime seu carisma ao personagem), Alain Delon e Romy Schneider.

O diretor havia oferecido primeiramente o papel de Trotsky para Dirk Bogarde, com quem ele tinha feito cinco outros filmes. Losey admitiu que o script era ruim, mas disse a Borgard que seria revisado. Borgarde, mesmo assim, não aceitou o papel, o que chateou Losey, achando que Bogarde não confiava nele. Richard Burton, que tinha trabalhado com Losey em "O Homem que Veio de Longe" (1968) confiava em Losey e aceitou o papel, mesmo sabendo do script.

Julgando pelos seus diários particulares, Richard Burton sinceramente acreditara que o filme seria um grande sucesso, na mesma linha do seu recente filme de ação "O Desafio das Águias" (1968). Parece que apenas leu o roteiro depois que aceitou o papel e ter descoberto que quase todas as cenas aconteciam no pátio da causa de Trotsky. Seu diário registra que ele percebeu que os demais atores não falavam muito Inglês e ainda combinado com o script estático e pesado, acabaria prejudicando o filme. Mas no local onde era filme estava sendo feito, continha livros originais e revistas da época de Trotsky no México e Burton, um voraz leitor, se deliciou nas horas vagas das filmagens.

Veja aqui o filme, pelo meu canal no YouTube, com legendas em Português, Inglês e Espanhol: https://youtu.be/hf1AMKP0OVA


After having been forced to leave the Soviet Union 1929 Trotsky has ended up in Mexico 1940. He is still busy with politics, promoting socialism to the world. Stalin has sent out an assassin, Frank Jackson. Jackson befriends a young communist and gets an invitation to Trotsky's house.

Joseph Losey originally offered the part of Leon Trotsky to Dirk Bogarde, with whom he had made five other films. Losey admitted that the script was terrible, but told Bogarde that it would be revised. Bogarde turned the role down, embittering Losey, who felt that Bogarde didn't trust him. Richard Burton, who had worked with Losey on  "Boom" (1968) did trust Losey enough to take the part, even though he was shown the same script.

Judging by his private diaries, Richard Burton seems to have genuinely thought at first that the film had the potential to be a "blockbuster" on the scale of his recent action hit "Where Eagles Dare" (1968). He appears only to have read the script after accepting the part "and discovered that almost every scene I do takes place on 'the Patio of Trotsky's house'". His journal records his gradual realization that the limited English of other actors, combined with the static, dialogue-heavy script, would materially harm the film; the set representing Lev Trotskiy's house was stocked with genuine books and 1940s magazines, and Burton's greatest pleasure during filming seems to have been reading these in breaks from shooting.

Watch the film here with English, Portuguese and Spanish subs: https://youtu.be/hf1AMKP0OVA

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