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Sunday, August 29, 2021

Tre Fratelli (Três Irmãos), de Francesco Rosi (1981)

Em uma fazenda, no sul da Itália, uma mulher idosa morre. Seu esposo manda telegrama, convocando seus filhos.

De Roma, Raffaele, um juiz, que está lidando com um caso político, do qual ele tem medo de ser alvo de assassinato.

De Nápoles, o religioso e ideológico Rocco, que dirige um reformatório para meninos.

De Turim, Nicola, um trabalhador de uma fábrica, que se envolve com disputas no trabalho.

Tre Fratelli, ou Três Irmãos, é baseado em obra do dramaturgo Andrei Platonov e que foi adaptado pelo conhecido roteirista Tonino Guerra. Co-roteirizado por Francesco Rosi, que nunca parece ter alcançado sucesso merecido internacional de outros diretores italianos, a despeito de ótimos filmes como "Salvatore Giuliano" e "O Caso Mattei".

A estória original é situada na Rússia, no começo do século 20. Já esta adaptação é situada na Itália, na segunda metade do século. Embora culturalmente diferentes, a Rússia Soviética e a Itália, a estória é bem contada e se encaixa.

A despeito das diferenças entre os irmãos, no fim, todos os lados são forçados a reconhecer que eles são ainda uma família.

A neta parece representar a inocência que os irmãos foram forçados a abandonar, quando partiram para vidas separadas.

Uma cena sentimental e antológica é proporcionado pelo pai deles e a mãe falecida, quando ele entrega um coelho para a esposa e esta se despede dele.

Com Philippe Noiret como Raffaele, Michele Placido como Nicola, Vittoria Merrogiorno como Rocco, Andréa Ferréol como a esposa de Raffaele e Marta Zoffoli como Marta.

Trilha sonora de Piero Piccioni.

Segue abaixo link para o filme. Há legendas embutidas em Português e Inglês. Quando usar um player de vídeo, clicar com botão direito do mouse e escolher a legenda em Português. 

https://1drv.ms/u/s!AsG-jsm3UF0akROeQs6nLWHa7CeK?e=BZXIDL

Friday, August 20, 2021

Cadaveri Eccelenti (Cadáveres Ilustres), de Francesco Rosi (1976)

Um detetive, Inspetor Rogas, vivido por Lino Ventura, é designado para investigar os misteriosos assassinatos de alguns juízes da Suprema Corte. 

Durante a investigação, ele descobre um complô, que envolve o partido comunista italiano.

O filme lida com um assassino desconhecido, cujas vítimas são juízes, procuradores públicos e magistrados.

O diretor Rosi eleva o crime de assassinato a uma dimensão cataclísmica, dentro da qual um moderna sociedade industrial é arrastada à beira de um colapso.

Mostra as fraquezas das estruturas sociais e a fragilidade de todo o governo.

O país, em que se situa o caso, não é especificado no filme, mas pode representar qualquer nação como estando à beira da anarquia.

A abertura assustadora do filme mostra o Convento de Capuccinos de Palermo, com sua cripta de 8.000 corpos, alguns mumificados e outros se deteriorando nos corredores subterrâneos.

Dirigido por Francesco Rosi e estrelado por Lino Ventura, Tino Carraro como Chefe de Polícia, Renato Salvatori como Comissário de Polícia, Fernando Rey como Ministro da Segurança, Max von Sidow como Presidente da Suprema Corte e Maria Carta como Madame Cres.

Produção de Alberto Grimaldi. Filme baseado em livro de Leonardo Sciascia. E trilha sonora de Piero Piccioni.

Segue link abaixo para ver o filme:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0akQGNHbXS5BG787kZ?e=F0D6wB

Friday, February 19, 2021

Cristo Parou em Éboli (Cristo si è fermato a Eboli), de Francesco Rosi (1979)

O filme mostra a vida rural de um intelectual urbano, doutor, pintor e ativista político, que foi exilado para essa área remota devido às suas diferenças políticas durante o regime fascista na Itália. O filme leva o público a contemplar sobre os aspectos filosóficos do conceito do tempo e, também, mostra os problemas sociais e políticos.

O diretor Rosi descreve a vida simples dos agricultores nessa terra remota e isolada, a ignorância deles e a ausência de vontade política, o profundo abismo entre as pessoas e o estado e a irrelevância das vitórias quase cômicas do Duce para essas pessoas, entre muitos outros assuntos sociais e políticos. 

No filme, a vida do camponês e a vida urbana são representadas como duas civilizações estrangeiras e antítese uma da outra. Os camponeses têm sua vida própria, seus costumes, aspirações próprias. O que acontece em Roma ou na guerra contra a Etiópia, para retomar a glória de Roma não interessa a eles.

‘Cristo parou em Éboli’ também leva o público a ponderar sobre o significado filosófico da história, sua relevância e natureza. Descreve a vida do camponês como ‘congelada na história’, alienada da vida exterior e não compreendendo o tempo como nós, urbanos. A História, como a entendemos, é a história da “civilização urbana”. Como os camponeses são alienados a essa civilização, eles também são alienados a esse conceito de tempo. Nos vilarejos, vocês para de contar os dias, horas se tornam mais irrelevantes e você baseia sua vida no ciclo natural das estações. Neste sentido, o filme desafia nossa noção de história, que é a história da ‘cidade’.

Com Gian Maria Volontè, Paolo Bonacelli, Lea Massari e Irene Papas.

Trilha sonora de Piero Piccioni

Link para o filme legendado em Inglês apenas. A legenda em Português, que existe, está muito dessincronizada.


Song of the Exile - Ke tu qiu hen - (1990)

Set in the early 1970s, it tells the story of a Chinese-Japanese student who returns to her native Hong Kong after graduating from a univers...