Tuesday, November 15, 2016

Série Taboo com Tom Hardy estreia em Janeiro 2017 no Canal FX


Pelo menos a estreia é nos EUA. No Brasil ainda é para se confirmar.

De acordo com o Hollywood Reporter, a nova série Taboo, com Tom Hardy terá oito episódios e pode ser renovada. Ele protagoniza James Keziah Delaney, que surpreende a todos que o achavam morto, aparecendo no funeral do seu pai. Esse personagem misterioso retorna à Londres de 1814, depois de 10 anos na África e acaba descobrindo que seu pai lhe deixou uma herança.

Contudo, posteriormente ele vai se defrontar com a Companhia das Índias Ocidentais e, ao mesmo tempo, desempenhando um papel em meio à guerra entre os dois países, Inglaterra e Estados Unidos. 
 
Em uma parte do trailer abaixo, ele diz: "Oh, Leviatã dos mares. O monstro com milhão de olhos e milhão de ouvidos. Conquista, estupra e saqueia - e eu sei o mal que você faz, porque eu fui uma vez parte dele," e depois conclui, "Eu sou um homem muito perigoso para se conhecer."

Além de Tom Hardy, o elenco inclui Michael Kelly (House of Cards), que faz o Dr. Dumbarton e Jonathan Pryce (Game of Thrones) faz Stuart Strange, o chefe da Companhia das Índias Ocidentais e o inimigo mortal de Delaney.

O drama é baseado em estória do próprio Tom Hardy e de seu pai, Chips Hardy. Ridley Scott e Hardy produzem a série






Monday, November 14, 2016

Estrelas Além do Tempo - Co-Produzido por Pharrell Williams, no Brasil em 19/Janeiro/2017

Os EUA estavam correndo contra a União Soviética para colocar o primeiro homem no espaço. A NASA encontrou um grupo de mulheres afro-americanas (negras, como se dizia naquela época), que era matemáticas e que serviram como o cérebro por detrás de uma das maiores operações  na história americana: a supremacia no espaço. 

O filme Estrelas Além do Tempo (no título original mais modesto: The Hidden Figures) é baseado em uma história real de três mulheres, conhecidas como "computadores humanos". O relato é sobre estas mulheres, que ajudam nos cálculos matemáticos do lançamento do foguete que levaria John Glenn em órbita da Terra (em 1962) e garantindo seu retorno seguro.
Dorothy Vaughn, Mary Jackson e Katherine Johnson ultrapassaram todos os limites profissionais, assim como preconceitos de gênero e raça.

Filme é co-produzido por Pharrell Williams, assim como também supervisiona a trilha sonora.

Além das Taraji Henson (Katherine), Octavia Spencer (Dorothy) e Janelle Monae (Mary), há a participação dos atores Kevin Costner, Kirsten Dunst e Jim Parsons.

Estreia no Brasil está marcada para 19 de janeiro de 2017.


Segue trailer legendado abaixo:



Fonte: imdb

Prêmio Critics' Choice Award - Indicados


Os indicados para o 22º Prêmio da Escolha dos Críticos (Critics´ Choice) foram anunciados hoje, com a HBO na liderança entre as todas as redes, com 22 indicações no total. ABC e Netflix empatados em segundo com 14 indicações cada um e o canal FX, graças ao sucesso de O Povo versus O.J. Simpson, ficou em 4º lugar com 12 indicações. 

A um mês da realização da premiação, a cerimônia já foi afetada negativamente graças à decisão da Associação dos Jornalistas de dar apenas para as revistas Entertainment Weekly e People o acesso exclusivo das indicações. Vários jornalistas pediram demissão da Associação em protesto. O total de demissões chega a aproximadamente 15% do total dos membros da associação. Desta forma, os indicados deste ano foram selecionados por uma comissão menor que nos anos anteriores.

A premiação será ao vivo no canal A&E em 11 de Dezembro, às 20h00 horário de Nova York e 23h00 horário de Brasília.

Abaixo a lista completa de indicados:

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
Atlanta – FX
Black-ish – ABC
Fleabag – Amazon
Modern Family – ABC
Silicon Valley – HBO
Unbreakable Kimmy Schmidt – Netflix
Veep – HBO

MELHOR ATRIZ DE SÉRIE DE COMÉDIA
Ellie Kemper – Unbreakable Kimmy Schmidt – Netflix
Julia Louis-Dreyfus – Veep – HBO
Kate McKinnon – Saturday Night Live – NBC
Tracee Ellis Ross – Black-ish – ABC
Phoebe Waller-Bridge – Fleabag – Amazon
Constance Wu – Fresh Off the Boat – ABC

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Anthony Anderson – Black-ish – ABC
Will Forte – The Last Man on Earth (O Último Cara da Terra) – FOX
Donald Glover – Atlanta – FX
Bill Hader – Documentary Now! – IFC
Patrick Stewart – Blunt Talk – Starz
Jeffrey Tambor – Transparent – Amazon

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Julie Bowen – Modern Family – ABC
Anna Chlumsky – Veep – HBO
Allison Janney – Mom – CBS
Jane Krakowski – Unbreakable Kimmy Schmidt – Netflix
Judith Light – Transparent – Amazon
Allison Williams – Girls – HBO

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Louie Anderson – Baskets – FX
Andre Braugher – Brooklyn Nine-Nine – FOX
Tituss Burgess – Unbreakable Kimmy Schmidt – Netflix
Ty Burrell – Modern Family – ABC
Tony Hale – Veep – HBO
T.J. Miller – Silicon Valley – HBO

MELHOR ATOR/ATRIZ CONVIDADO EM SÉRIE DE COMÉDIA
Alec Baldwin – Saturday Night Live – NBC
Christine Baranski – The Big Bang Theory – CBS
Larry David – Saturday Night Live – NBC
Lisa Kudrow – Unbreakable Kimmy Schmidt – Netflix
Liam Neeson – Inside Amy Schumer – Comedy Central

MELHOR SÉRIE DE ANIMAÇÃO
Archer – FX
Bob’s Burgers – FOX
BoJack Horseman – Netflix
Son of Zorn – FOX
South Park – Comedy Central
The Simpsons – FOX

MELHOR SÉRIE DE REALITY - COMPETIÇÃO
America’s Got Talent – NBC
MasterChef Junior – FOX
RuPaul’s Drag Race – Logo
Skin Wars – GSN
The Amazing Race – CBS
The Voice – NBC

MELHOR SÉRIE ESTRUTURADA DE REALITY
Chopped – Food Network
Inside The Actors Studio – Bravo
Penn & Teller: Fool Us – The CW
Project Runway – Lifetime
Shark Tank – ABC
Undercover Boss – CBS

MELHOR SÉRIE NÃO ESTRUTURADA DE REALITY
Anthony Bourdain: Parts Unknown – CNN
Chrisley Knows Best – USA Network
Deadliest Catch – Discovery
Ice Road Truckers – History
Intervention – A&E
Naked and Afraid – Discovery

MELHOR TALK SHOW
Full Frontal with Samantha Bee – TBS
Jimmy Kimmel Live! – ABC
Last Week Tonight with John Oliver – HBO
The Daily Show with Trevor Noah – Comedy Central
The Late Late Show with James Corden – CBS
The Tonight Show Starring Jimmy Fallon – NBC

MELHOR CONVIDADO EM SHOW DE REALITY
Ted Allen – Chopped – Food Network
Tom Bergeron – Dancing with the Stars – ABC
Anthony Bourdain – A. Bourdain: Parts Unknown – CNN
Nick Cannon – America’s Got Talent – NBC
Carson Daly – The Voice – NBC
RuPaul – RuPaul’s Drag Race – Logo

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Peter Dinklage – Game of Thrones – HBO
Kit Harington – Game of Thrones – HBO
John Lithgow – The Crown – Netflix
Mandy Patinkin – Homeland – Showtime
Christian Slater – Mr. Robot – USA Network
Jon Voight – Ray Donovan – Showtime

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Christine Baranski – The Good Wife – CBS
Emilia Clarke – Game of Thrones – HBO
Lena Headey – Game of Thrones – HBO
Thandie Newton – Westworld – HBO
Maura Tierney – The Affair – Showtime
Constance Zimmer – UnREAL – Lifetime

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Sam Heughan – Outlander – Starz
Rami Malek – Mr. Robot – USA Network
Bob Odenkirk – Better Call Saul – AMC
Matthew Rhys – The Americans – FX
Liev Schreiber – Ray Donovan – Showtime
Kevin Spacey – House of Cards – Netflix

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Caitriona Balfe – Outlander – Starz
Viola Davis – How to Get Away with Murder – ABC
Tatiana Maslany – Orphan Black – BBC America
Keri Russell – The Americans – FX
Evan Rachel Wood – Westworld – HBO
Robin Wright – House of Cards – Netflix

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA
Better Call Saul – AMC
Game of Thrones – HBO
Mr. Robot – USA Network
Stranger Things – Netflix
The Crown – Netflix
This Is Us – NBC
Westworld – HBO

MELHOR ATOR/ATRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DRAMÁTICA
Mahershala Ali – House of Cards – Netflix
Lisa Bonet – Ray Donovan – Showtime
Ellen Burstyn – House of Cards – Netflix
Michael J. Fox – The Good Wife – CBS
Jared Harris – The Crown – Netflix
Jeffrey Dean Morgan – The Walking Dead – AMC

MELHOR FILME FEITO PARA A TV OU MINI-SÉRIE
All the Way ( Até o Fim)– HBO
Confirmation (Confirmação) – HBO
Killing Reagan – National Geographic
Roots (Raízes)– History
The Night Manager – AMC
The People v. O.J. Simpson (O Povo versus O.J. Simpson) – FX

MELHOR ATOR PARA FILME DE TV OU MINI-SÉRIE
Bryan Cranston – All the Way -  HBO
Benedict Cumberbatch – Sherlock: The Abominable Bride – PBS
Cuba Gooding Jr. – The People v. O.J. Simpson – FX
Tom Hiddleston – The Night Manager – AMC
Tim Matheson – Killing Reagan – National Geographic
Courtney B. Vance – The People v. O.J. Simpson – FX

MELHOR ATOR COADJUVANTE PARA FILME DE TV OU MINI-SÉRIE
Sterling K. Brown – The People v. O.J. Simpson – FX
Lane Garrison – Roots – History
Frank Langella – All the Way – HBO
Hugh Laurie – The Night Manager – AMC
John Travolta – The People v. O.J. Simpson – FX
Forest Whitaker – Roots – History

MELHOR ATRIZ PARA FILME DE TV OU MINI-SÉRIE
Olivia Colman – The Night Manager – AMC
Felicity Huffman – American Crime – ABC
Cynthia Nixon – Killing Reagan – National Geographic
Sarah Paulson – The People v. O.J. Simpson – FX
Lili Taylor – American Crime – ABC
Kerry Washington – Confirmation – HBO

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE PARA FILME DE TV OU MINI-SÉRIE
Elizabeth Debicki – The Night Manager – AMC
Regina King – American Crime – ABC
Sarah Lancashire – The Dresser – Starz
Melissa Leo – All the Way – HBO
Anna Paquin – Roots – History
Emily Watson – The Dresser – Starz

Fonte: Deadline

Thursday, November 10, 2016

Trailer de Valerian e a Cidade de Mil Planetas


Ainda sem título no Brasil e cuja estreia aqui deve ser em Julho do ano que vem, Valerian e a Cidade de Mil Planetas é o filme mais recente de Luc Besson. Foi passado um trailer dele na Comic-Con de San Diego, nos Estados Unidos, e a recepção foi muito boa.

O enredo do filme é baseado nos desenhos Valérian and Laureline, do escritor Pierre Christin e do desenhista Jean-Claude Mézières, da década de 60.

Os atores principais são Dane DeHaan como Valerian e Cara Delevingne como Laureline. Eles são dois agentes do governo no século 28 e tem como função manter a paz e ordem no Universo. Eles são enviados para uma missão na cidade de Alpha, uma enorme metrópole com milhares de espécies diferentes de todos os cantos do universo. Os habitantes de Alpha se uniram com o tempo e utilizaram seus talentos e a tecnologia para a melhoria de todos. Infelizmente, nem todos em Alpha compartilham do mesmo objetivo. Na verdade, forças ocultas estão trabalhando para colocar a raça humana em perigo.
Cara, Dane e Luc Besson

Escrito e dirigido por Luc Besson, há outros grandes nomes no elenco, tais como Clive Owen, Ethan Hawke, John Goodman e até Rihanna.

Valeria e Laureline teve muita influência sobre Besson, que considerou a série de desenhos sua favorita desde que ele tinha 10 anos. 

Besson chegou a contratar Mézières como projetista criador para o filme O Quinto Elemento.

Trailer abaixo. (não legendado em português)



Wednesday, November 9, 2016

Trilha Sonora da Semana - Um Corpo Que Cai - 1958

A partir de desta semana, pretendo postar aqui a trilha sonora de um filme famoso. As trilhas estão na Internet, disponíveis a qualquer um.

O leitor do blog poderá baixar o arquivo para ouvir em seu computador, celular ou até no carro com a ajuda de um pen drive. Não são para comercialização. Apenas para uso individual.

Haverá trilhas menores, de 15 minutos e outras de aproximadamente 1 hora.

Os arquivos das trilhas são em formato "flac" do Youtube, que você deverá converter para MP3, usando o conversor online: www.youtube-MP3.org

Abra esse conversor no seu browser e irá aparecer o local onde deverá colocar o URL do vídeo.
Esse URL do vídeo você vai obter ao abrir o arquivo Youtube mais abaixo com a trilha.
Abrindo o vídeo, você dá uma pausa e clica no botão direito do mouse, que irá aparecer a informação "Copiar URL do Vídeo". Clique e cole esse URL no conversor acima, aberto em outra janela do seu browser.

A primeira trilha desta semana é do filme VERTIGO, aqui no Brasil traduzido por Um Corpo Que Cai. A trilha é composta pelo mestre Bernard Herrmann, colaborador frequente nos filmes de Hitchcock.

Filme é de 1958 e é estrelado por James Stewart e Kim Novak.

O filme pode ser encontrado no Netflix, dublado e legendado.






Crítica sobre o filme "A Chegada", que estreia dia 24/11 no Brasil

Pete Hammond do site Deadline comenta sobre o filme "A Chegada".

Filme com Amy Adams como protagonista envolve a chegada de doze espaçonaves alienígenas em diversos locais na Terra. 

Poderia parecer ser mais um daqueles previsíveis filmes de ficção científica, mas o diretor, Denis Villeneuve tem algo mais em mente com este seu filme inteligente, cerebral e absorvente, entre outras coisas.

Não tem nada a ver com Independence Day. Ele pode ser um dos filmes mais sérios que envolvem uma interação com seres de outros planetas. É uma estória emocionante sobre amor, perda, pesar, comunicação, linguagem, memória e nosso passado como chave para desvendar nosso futuro. O roteiro é baseado no conto de Ted Chiang, "A Estória de Sua Vida", que era o título original do filme.

Amy interpreta Dra. Louise Banks, uma professora de linguística, convocada, juntamente com o físico Ian Donnely (Jeremy Renner), após 12 espaçonaves no formato ovalado misteriosamente terem pousado por todo o globo. O impaciente coronel Weber (Forest Whitaker) envia os dois para Montana, local onde está uma espaçonave, a fim de tentar rapidamente o contato e saber o que querem os seres. É claro que há muita urgência, pois a população começa a entrar em pânico, o noticiário fica agitado, a bolsa cai e toda as espécies de coisas que podem acontecer, diante de tal acontecimento.

Contudo, Banks, que está ainda lamentando a morte de sua filha de doze anos, espera fazer o contato, desenvolvendo uma linguagem para iniciar a comunicação com os seres extraterrestres.
Nesse processo fascinante (não se veem muitos linguistas retratados desta forma), ela começa a ter flashbacks da relação com sua filha, enquanto ela crescia. O que ela acaba descobrindo, a leva próxima aos segredos da morte e da vida. Os extraterrestres são criaturas negras com ramificações tipo aranha, que estão bem longe da definição comum hollywoodiana de seres de outros planetas. É bastante hipnótico assistir as interações deles com a doutora.

Não é um necessariamente um filme de apenas uma dimensão, dos que gostam do gênero, mas não tem muita paciência para estórias envolventes e cerebrais. Amy Adams está muito bem, haja vista seu papel de protagonista, mas Jeremy Renner também tem seus bons momentos. Além disso, é também uma estória sobre ser mãe, e deve ecoar muito com as mulheres que irão assistir.

O filme teve muita aceitação nos Festivais de Veneza e Toronto, o que o credencia para todos assistirem nos cinemas do Brasil a partir de 24 de novembro.



Monday, November 7, 2016

Criador da série The Crown fala sobre a 1ª Temporada

Peter Morgan. o criador da série The Crown, fala sobre a 1ª temporada e também diz por que não pensa na terceira temporada (ainda).

Nessa entrevista, feita pelo site The Hollywood Reporter, Morgan conta sobre a tentativa de chegar ao tom certo para a série explica por que é como a estória de um super herói. 


Na segunda parte da entrevista, ele fala sobre alguns episódios e cenas específicas do drama da Netflix sobre a Rainha Elizabeth. 


THR: Como você lidou com os diferentes públicos, britânica e americana por exemplo, que conhecem partes diferentes ou de modo diferente da vida da Rainha?

PM: Eu tive que confiar nos meus instintos e tive que pensar comigo mesmo, "Se eu não sei, então eu acho que posso assumir que as outras pessoas não vão saber sobre esse assunto particular." Se me interessa, também penso, "Puxa vida, se algo me interessa, então espero que interesse aos outros." Eu gosto de verificar com as pessoas antes de escrever os episódios. Eu não desapareço e volto com tudo escrito. Pergunto o que acham disso? E isso? Às vezes, não faz mal se o público não entende bem tudo que está acontecendo. 


THR: Na maior parte, a série não transporta a ironia dramática para fatos no futuro, mas em um dos episódios, há uma caça dos paparazzi ao carro da Princesa Margaret, que parece muito evocar o caso da Princesa Diana. Por que foi importante chegar a isso?


PM:  Você faz essa presunção, mas eu não pensei sobre a Diana nesse ponto, na verdade, Eu pensei que seria uma conclusão natural. Mas você não está errado. Está certo. Diana nunca me ocorreu. De muitas maneiras, Margaret era mais uma celebridade do que a própria Elizabeth, ou pelo menos seu relacionamento com Peter Townsend teve aquele ponto de perigo e foi um relacionamento que dividiu o país em dois. Foi o relacionamento que se tornou maior do que era, porque, através do assunto divórcio, ele mexeu com o coração de algo que estava dividindo o país de qualquer modo. Tivesse sido ele um duque britânico ou o filho de um duque, teria tido alguma importância, mas não teria trazido toda aquela "eletricidade" que houve, porque ele era um divorciado.

THR: Se não estava pensando em Diana naquele momento, isso quer dizer que foi fácil para você não ter aquele momentos irônicos dramáticos, de não escrever sobre o passado enquanto olhava para frente, para onde a estória segue 60 anos depois?


PM: Tenho que ser honesto com você. Não posso pensar além da temporada 2 e não vou pensar além da temporada 2. É claro que continuamos a ter primeiro ministros e a Rainha continuou viva no trono, assim há a possibilidade de material futuro. Como criador da série, vou te dizer, é um trabalho muito cansativo. Dia e noite. É como um compromisso monástico que você faz. O acordo, que fiz com o Netflix, é que eu iria esperar para ver como a série seria recebida pelo público, antes de considerar uma continuação. Não faz sentido continuar, se não há um feedback que te estimula


THR: Você tinha pensado que iria deixar a crise do Canal de Suez para a 2ª temporada? Porque eu estava assistindo e como você sabe da história do caso, é algo que você sabe que está iminente e eu gostaria de saber se vai chegar a isso agora ou mais tarde. Como você estruturou para encaixar isso na série?


PM: Eu pensava que haveria apenas três temporadas. Seria uma temporada sobre ela como a jovem Rainha, uma temporada com ela já na meia idade e outra com ela na velhice. Depois que comecei a escrever, eu disse a mim mesmo, "Oh, meu Deus, preciso de mais tempo." A verdade é que eu poderia ter escrito três ou até quatro temporadas dela como a jovem Rainha. Eu cheguei ao ponto em que pensei, "Mas acho que não, vamos deixar para quando chegar o caso Suez, porque Suez parece ser um ponto chave na mudança do país. A Grã Bretanha nunca mais foi a mesma, depois de Suez." Aí, achei que  iria lidar com isso no início da 2ª temporada. Foi o que fizemos.

THR: Ao escrever sobre os personagens em uma segunda temporada e adiante, em algum grau, você prefere que haja alguma distância entre as pessoas verdadeiras com as quais pensou e as pessoas verdadeiras que agora são os personagens criados por você até certo ponto?

PM: É uma boa pergunta e por essa razão foi que tenho resistido me encontrar com a Rainha, mesmo em situações oficiais, porque 1) Gostaria de oferecer a ela uma desculpa; 2) Eu odiaria ter que me encontrar com ela e acabar pensando, "Oh, meu Deus, cometi alguns erros." Até certo ponto, eu estou escrevendo o que acho que ela é. Enquanto que poderia ser de ajuda saber um pouco mais quem ela é, isso pode também acabar me atrapalhando muito. Estou fazendo o melhor possível para ter o ponto certo. Nada é perfeito. Acho que quando você procura um retratista para fazer o retrato de alguém, você nunca pode esperar uma semelhança perfeita. Você vai ter algo próximo, por uma interpretação.


Eu acredito que isso seja da mesma forma comigo. Tenho certeza de que as coisas que eu fiz, que estiverem fora da realidade, não foram intencionais. Elas ocorrem porque eu estou fazendo o melhor que posso e não é apenas eu. Tem o diretor, os atores e todo o processo coletivo tentando interpretar o personagem que, inevitavelmente, pode sair um pouco diferente do que a pessoa realmente foi ou é.


THR: Se você tivesse que adivinhar dos personagens principais, de quem você suspeita que seja provavelmente a maior criação de Peter Morgan e o que menos se parece com a pessoal verdadeira, hipoteticamente?


PM:  Espero não desapontá-lo se eu disser que não foi ninguém da família real, porque a respeito dela há muita coisa escrita e muitas entrevistas. Um personagem que ninguém de nós poderia encontrar alguma coisa, exceto o fato que ele existiu e de que ele não escreveu nenhum diário, foi Tommy Lascelles, o secretário da Rainha, feito muito bem pelo ator Pip Torrens. Também o Duque de Windsor, interpretado por Alex Jennings, pode ser outro. Ambos falam mais pela minha voz, pelo que eu escrevi. Acho um grande prazer escrever para esses dois personagens. Sobre a Rainha Mary, também gostei muito de escrever para ela. Com a Rainha, ela é muito monossilábica, às vezes, e uma pessoa introvertida. Mas também achei ela um prazer. Na verdade, no fim, eu estou "escutando" as vozes muito claramente.



Toda a 1ª temporada de The Crown já está no Netflix.


Dan Stevens,Christopher Plummer e Jonathan Pryce em filme sobre Charles Dickens

O Homem que inventou o Natal (The Man Who Invented Christmas), um novo filme a ser dirigido por Bharat Nalluri (A Vida Num Só Dia ou Miss Pettigrew lives for a day, de 2008), baseado no livro de Les Standiford, que conta como Charles Dickens criou seu famoso livro Um Conto de Natal. Mais detalhes aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Christmas_Carol

Susan Coyne (Mozart in the Jungle) está escrevendo a adaptação. O filme deve começar a produção em Dezembro, para uma planejada estreia em 2017.

Dan Stevens (Downton Abbey) deve interpretar Dickens jovem, Christopher Plummer será Scrooge e Jonathan Pryce será o pai de Dickens.
Dan Stevens, Christopher Plummer e Jonathan Pryce


O livro de Standiford, publicado em 2008, começa em Outubro de 1843, quando Dickens estava sem dinheiro e deprimido pelo fato de que seus três livros anteriores haviam fracassado. Rejeitado pelos editores, ele começou a escrever e publicar por conta própria um livro que achava que manteria sua família a salvo. E, após seis semanas de muito esforço, ele criou A Christmas Carol (aqui no Brasil, chamado de Um Conto de Natal).

"O Homem que inventou o Natal é uma estória emocionalmente rica do processo criativo de Dickens e ilustra seu amor pelo espírito do Natal," disse Karpen, executivo da Bleecker Street, que comprou os direitos do livro de Les Standiford. Ele também disse que espera estrear o filme na época de Natal de 2017.






Fonte: Deadline


Segura a Onda, série com Larry David, volta com sua 9ª Temporada

Dois dos frequentes atores convidados da série, Ted Danson e Mary Steenburgen, assinaram para voltar junto com Larry David, para a 9ª temporada de Segure a Onda (Curb your Enthusiasm).

Além deles, também devem voltar, Jeff Garlin, Cheryl Hines e Susie Essman.

Nas oito temporadas, Danson apareceu em 13 dos 80 episódios, na maior parte das vezes, batendo a cabeça com Larry David. Steenburgen esteve em cinco episódios.

Larry, ao ser perguntado por que estaria voltando com a série, ele disse: "Parafraseando o imperador Júlio César: Saí, não fiz nada e estou voltando".

Larry David


Fonte:  Deadline

Terra Média, filme sobre J.R.R. Tolkien, em 2017

O diretor britânico James Strong vai dirigir Middle Earth (Terra Média), uma estória sobre o autor J.R.R. Tolkien e os acontecimentos que inspiraram seus famosos livros The Hobbit (Hobbit) e The Lord of the Rings (O Senhor dos Anéis)

Strong é conhecido pelas séries Broadchurch e Downton Abbey, assim como o filme sobre futebol, United. Ele irá dirigir Middle Earth de um roteiro escrito por Angus Fletcher (The Black List), que reuniu material sobre Tolkien em seis anos de pesquisa e entrevistas pessoais.

A distribuidora internacional Protagonist Pictures esperar lançar o projeto para compradores no Festival de Cinema de Berlim, em Fevereiro de 2017.

O filme vai girar sobre o Tolkien jovem e seu caso de amor com Edith Bratt, com quem ele se casou mais tarde. O casal vivia tranquilamente em Oxford, cercado de amigos, mas quando a 1ª Grande Guerra eclodiu em 1914, Tolkien foi convocado Umaexperiência que influenciou suas estórias da Terra Média.

Tolkien sobreviveu à Batalha do Somme (ao nordeste da França), uma mal-sucedida incursão dos franceses e ingleses contra os alemães, onde morreram mais de 500 mil combatentes. Em 1918, contraiu tifo e daí foi enviado de volta à Inglaterra.
Foi neste período que iniciou o Livro dos Contos Perdidos (The Book of Lost Tales), que mais tarde se converteu em Silmarillion, em 1919, quando ele retornou a Oxford.

Strong está atualmente dirigindo uma mini-série pela AMC/ITV, com Ioan Gruffudd e Joanne Froggatt.



Fonte: DeadlineWikipedia

Saturday, November 5, 2016

Crítica do blog sobre a série da Netflix, The Crown

Claire Foy
Estreada dia 4 de novembro, a série The Crown, da Netflix mostra o requinte da sua produção de $100 milhões de dólares, criada por Peter Morgan, autor do filme A Rainha (The Queen) de 2006 e a peça da Broadway, The Audience, de 2013, ambos estralados por Helen Mirren.

The Crown (A Coroa) e sua primeira temporada é baseada mesmo em The Audience e focaliza os dias finais de George VI como Rei da Inglaterra, o casamento da sua filha mais velha, Elizabeth, com o futuro Príncipe Philip e as intrigas e relacionamentos da futura rainha com os primeiros ministros britânicos. A principal produtora é a Sony Pictures TV e o produtor executivo é Peter Morgan.

Os episódios são bem dirigidos e os atores que destaco são: Claire Foy como Elizabeth II (a Elizabeth I foi a filha de Henrique VIII e Ana Bolena), Jeremy Northam como Anthony Eden (futuro primeiro ministro após Churchill), Jared Harris como George VI (o conhecido personagem Lane de Mad Men), Vanessa Kirby, que faz uma sensual Princesa Margaret, Eileen Atkins, que faz a Rainha Mary, avó de Elizabeth, Ben Miller, como Peter Townsend, ajudante de George VI e Pip Torrens como Tommy Lascelles, secretário da Rainha.

John  Lithgow faz Churchill, mas não creio que um ator de 2 metros de altura e americano poderia fazer o famoso primeiro ministro inglês, não obstante os esforços e boa vontade do ator. Há sempre uma dificuldade para ele se curvar, para não aparentar ser muito alto. A escolha melhor teria sido o inglês, Gary OIdman, que, a propósito, vai interpretar Churchill em um filme a ser exibido em 2017.

Destaco a trilha sonora de Hans Zimmer e Rupert Gregson-Williams. A trilha foi gravada em um novo estúdio de gravação em Viena (Hans é alemão), onde Zimmer também gravou sua trilha para o filme Inferno de Ron Howard. Há um ar de Interestelar na trilha, uma de suas composições.

O único ponto negativo da série, sendo exibida pelo Netflix, é a sua dublagem, que parece ser aquela de Miami feita para as primeiras temporadas de Mad Men.
Uma pena que não escolheram o mesmo estúdio de dublagem e os dubladores da série Downton Abbey, uma das melhores dublagens já feita para uma série de TV.
A dublagem de Miami tem vozes desconhecidas e que soam como se fossem amadoras ou dubladores iniciantes.
Mas não deve ser isto que afaste ou desanime o espectador, que costuma ver séries e filmes dublados.
Assista legendado e não vai se decepcionar com The Crown.


11’09”01 – September 11 (2002)

Eleven directors from 11 countries each contribute an 11-minute short reflecting on the events of 11 September 2001: A village teacher in Ir...