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Saturday, January 14, 2017

Série inglesa "Victoria", uma substituta de "Downton Abbey" ?

Jenna Coleman como Rainha Victoria
A nova série "Victoria" poderá ser uma legítima herdeira e substituta para "Downton Abbey", trazendo os momentos mais intrigantes da realeza britânica.

Criada e escrita por Daisy Goodwin, que obteve o material para o roteiro dos extensos diários da Rainha Victoria, ela tem sido capaz de fazer arranjos a fim de tornar o conteúdo mais dramático, já que várias partes dos diários foram removidas após a morte da rainha.Victoria transmite precisamente dois dos elementos mais essenciais da arte de fazer a história real funcionar na tela. Primeiro é o elenco - e particularmente a protagonista - um grupo com que você quer passar horas, e segundo, o enredo é movimentado e interessante?

A resposta é um enfático Sim, tanto para Jenna Coleman (Doctor Who) como Victoria, Rufus Sewell (da série The Man in the High Castle) como Lorde Melbourne, Tom Hughes (da minissérie The Game) como Príncipe Albert, Paul Rhys como Sir John Conroy, Peter Firth como o Duque de Cumberland e um vasto elenco coadjuvante. Se grande elenco vai ser capaz de ter o mesmo clima , o mesmo espírito que os personagens de Downton Abbey ainda temos que esperar, mas é certamente um bom começo com Coleman e Sewell em particular, proporcionando um magnetismo desde o princípio.

Coleman (Victoria) e Sewell (Melbourne)
Se você é um purista histórico e que se irrita com detalhes de atores e o que os personagens fizeram na vida real, Victoria não vai dar a você muita munição para bombardeá-la, já que um conhecido escritor, A. N. Wilson é o consultor histórico para a série. A relação de Vitória com Lord Melbourne é uma que tem deixado tensos os críticos britânicos. Enquanto Melbourne é sempre considerado uma figura paterna e principal conselheiro da rainha, Victoria leva a relação - ela tinha 18 anos quando assumiu o trono e ele era 40 anos mais velho - com um amor não sentido em troca, que muitos irão concordar que não existia na verdade. Contudo, é isto que torna a trama mais dramática e se não houver um pouco de licença poética, você vai acabar lendo um livro de história.

Em Victoria, devemos assumir que os personagens interpretados por um Sewell mais novo e bonito que o verdadeiro Melbourne e uma mais velha e bonita Coleman (comparada com a verdadeira Rainha Victoria, ou Rainha Vitória) podem ter tido uma atração legítima, dado o estado dos assuntos da realeza que Victoria enfrentava na época e a trágica história de Melbourne (sua esposa o tinha deixado por Lord Byron). Em termos de intensidade dramática, a atração entre os dois certamente leva bem a história adiante para uma estréia de 2 horas de duração (os episódios seguintes são de 1 hora).

Tom Hughes (Príncipe Albert)
Na devida ordem, Príncipe Albert - que a prima Victoria achava que ele era um bobinho, quando ambos eram pré-adolescentes - vai fazer a sua chegada e quando fizer, o trabalho que Goodwin, Coleman e Sewll tiveram colocado na "relação" Victoria/Melbourne trará ótimos dividendos. Sewell é um mestre em transmitir cavalheirismo e dever ao país como Melbourne, assim como passa sentimentos de desejos não realizados e mágoa, ao passo que a história vai se desenrolando. É um grande desempenho dele.

Também é grande desempenho de Coleman como Rainha Victoria, pois ela consegue dar um tempero de estar um pouco confusa com seu novo status de Rainha e de ser uma pessoa auto-confiante e sincera ao falar. É isso que fez Victoria a espécie de rainha que as pessoas adoravam ler a respeito e, por sua vez, torna-se uma ficção histórica interessante- você não se torna uma rainha aos 18 anos sem os tubarões ao seu redor e a natureza pessoal de Victoria, de enfrentar a tradição e as expectativas e ser ela própria uma desafiadora é exatamente o que faz Victoria uma série que tem muito a ser trabalhada no curso de suas temporadas.

Há histórias ou estórias de criados para Victoria e seria estranho não ter, não porque existia essa estrutura em Downton Abbey, mas porque a divisão formal realmente existia historicamente e era uma parte inevitável de uma residência de nobres. Então, Victoria não está copiando isso, apenas registrando o que realmente ocorria. Por outro lado, a criadagem, muitas vezes, era a melhor parte de Downton Abbey, e em Victoria esses personagens estão, pelo menos nesse começo, menos desenvolvidos do que a realeza a quem eles servem. Assim, não se apresse em criticar até que Victoria tenha mais tempo para começar a contar as estórias da criadagem, com tanto vigor e confiança quanto as histórias dos nobres (que eram, conforme sugere a história no caso da Rainha Victoria, muito mais dramáticas e intrigantes).

O resumo de tudo é este: Victoria vale bastante a pena do seu tempo, quer tenha adorado Downton Abbey ou não, e pelo grande trabalho feito pelo canal de TV britânico ITV, deve ter muito sucesso.

1ª Temporada (2016) somente disponível em sites da Internet.


Fonte: THR

Monday, November 7, 2016

Terra Média, filme sobre J.R.R. Tolkien, em 2017

O diretor britânico James Strong vai dirigir Middle Earth (Terra Média), uma estória sobre o autor J.R.R. Tolkien e os acontecimentos que inspiraram seus famosos livros The Hobbit (Hobbit) e The Lord of the Rings (O Senhor dos Anéis)

Strong é conhecido pelas séries Broadchurch e Downton Abbey, assim como o filme sobre futebol, United. Ele irá dirigir Middle Earth de um roteiro escrito por Angus Fletcher (The Black List), que reuniu material sobre Tolkien em seis anos de pesquisa e entrevistas pessoais.

A distribuidora internacional Protagonist Pictures esperar lançar o projeto para compradores no Festival de Cinema de Berlim, em Fevereiro de 2017.

O filme vai girar sobre o Tolkien jovem e seu caso de amor com Edith Bratt, com quem ele se casou mais tarde. O casal vivia tranquilamente em Oxford, cercado de amigos, mas quando a 1ª Grande Guerra eclodiu em 1914, Tolkien foi convocado Umaexperiência que influenciou suas estórias da Terra Média.

Tolkien sobreviveu à Batalha do Somme (ao nordeste da França), uma mal-sucedida incursão dos franceses e ingleses contra os alemães, onde morreram mais de 500 mil combatentes. Em 1918, contraiu tifo e daí foi enviado de volta à Inglaterra.
Foi neste período que iniciou o Livro dos Contos Perdidos (The Book of Lost Tales), que mais tarde se converteu em Silmarillion, em 1919, quando ele retornou a Oxford.

Strong está atualmente dirigindo uma mini-série pela AMC/ITV, com Ioan Gruffudd e Joanne Froggatt.



Fonte: DeadlineWikipedia

Saturday, November 5, 2016

Crítica do blog sobre a série da Netflix, The Crown

Claire Foy
Estreada dia 4 de novembro, a série The Crown, da Netflix mostra o requinte da sua produção de $100 milhões de dólares, criada por Peter Morgan, autor do filme A Rainha (The Queen) de 2006 e a peça da Broadway, The Audience, de 2013, ambos estralados por Helen Mirren.

The Crown (A Coroa) e sua primeira temporada é baseada mesmo em The Audience e focaliza os dias finais de George VI como Rei da Inglaterra, o casamento da sua filha mais velha, Elizabeth, com o futuro Príncipe Philip e as intrigas e relacionamentos da futura rainha com os primeiros ministros britânicos. A principal produtora é a Sony Pictures TV e o produtor executivo é Peter Morgan.

Os episódios são bem dirigidos e os atores que destaco são: Claire Foy como Elizabeth II (a Elizabeth I foi a filha de Henrique VIII e Ana Bolena), Jeremy Northam como Anthony Eden (futuro primeiro ministro após Churchill), Jared Harris como George VI (o conhecido personagem Lane de Mad Men), Vanessa Kirby, que faz uma sensual Princesa Margaret, Eileen Atkins, que faz a Rainha Mary, avó de Elizabeth, Ben Miller, como Peter Townsend, ajudante de George VI e Pip Torrens como Tommy Lascelles, secretário da Rainha.

John  Lithgow faz Churchill, mas não creio que um ator de 2 metros de altura e americano poderia fazer o famoso primeiro ministro inglês, não obstante os esforços e boa vontade do ator. Há sempre uma dificuldade para ele se curvar, para não aparentar ser muito alto. A escolha melhor teria sido o inglês, Gary OIdman, que, a propósito, vai interpretar Churchill em um filme a ser exibido em 2017.

Destaco a trilha sonora de Hans Zimmer e Rupert Gregson-Williams. A trilha foi gravada em um novo estúdio de gravação em Viena (Hans é alemão), onde Zimmer também gravou sua trilha para o filme Inferno de Ron Howard. Há um ar de Interestelar na trilha, uma de suas composições.

O único ponto negativo da série, sendo exibida pelo Netflix, é a sua dublagem, que parece ser aquela de Miami feita para as primeiras temporadas de Mad Men.
Uma pena que não escolheram o mesmo estúdio de dublagem e os dubladores da série Downton Abbey, uma das melhores dublagens já feita para uma série de TV.
A dublagem de Miami tem vozes desconhecidas e que soam como se fossem amadoras ou dubladores iniciantes.
Mas não deve ser isto que afaste ou desanime o espectador, que costuma ver séries e filmes dublados.
Assista legendado e não vai se decepcionar com The Crown.


The Great Sacrifice - Opfergand - (Veit Harlan, 1944)

Albrecht, Octavia & Äls form a triangle from families of idle intellectuals, prone to Neitsche. Nature loving Äls is gravely ill. Furthe...