sábado, 26 de novembro de 2016

Diretores de "Moana: Um Mar de Aventuras" revelam como a estória evoluiu


O veterano time de diretores, John Musker e Ron Clements falam como eles chegaram à ideia do filme de animação, Moana, que estreia dia 5 de janeiro no Brasil.

Foram gastos cincos anos de pesquisa e trabalho na criação da animação da Disney, que já faturou $10 milhões até a última quinta-feira e deve ganhar $85 milhões a $91 milhões nesses cinco dias de festividades do Feriado de Ação de Graças.

Como o pano de fundo as ilhas do Pacífico, o musical focaliza Moana (na voz da havaiana Auli'i Cravalho), uma garota de 16 anos que começa a se tornar líder local. Com isso, ela aprende que seu povo foi navegador e quer saber por que ele parou de ser assim.

Na animação, os produtores criaram "storyboards" e fizeram edições antes de começar a parte mais cara do processo de animação. Dessa forma, a estória frequentemente acaba mudando ao longo do seu curso.

John Musker e Ron Clements, que também dirigiram para a Disney as animações Aladim , A Pequena Sereia e mais recentemente, A Princesa e o Sapo, descrevem abaixo para o site Hollywood Reporter (THR), como eles chegaram até a ideia e como a estória se desenvolveu ao longo do processo de 5 anos.

THR:  Como chegaram até a ideia de Moana?

Musker: Cinco anos atrás, eu comecei a ler sobre a mitologia da Polinésia e encontrei uma
fonte rica em estórias, principalmente em relação a Maui, o semideus. Ele era um deus que mudava de forma, era esperto, tinha superpoderes e um gancho mágico. Tudo isso foi levado em conta no tratamento da animação. Ron começou a ler sobre isso também, e aí juntamos tudo em uma estória e levamos para John Lasseter.
Ele adorou e ficou intrigado com Maui.
Fizemos depois várias visitas à Polinésia.

Clements: Teve alguns mai tais (bebida alcoólica com rum e frutas), mas não podíamos passar o tempo só fazendo turismo. Havia muitos compromissos. Conversamos com linguistas, arqueologistas e navegadores.

Musker: Soubemos como era importante a navegação e que houve uma intervalo de 1.000 anos em que a navegação parou. É de onde desenvolvemos a estória.

Clements: Vimos que era uma espécie de True Grit (Bravura Indômita, filme de John Wayne), com uma garota determinada, que se junta a uma malandro azarado. Tornou-se uma aventura, a estória de um herói, com uma personagem feminina.

THR: Como a estória foi mudando durante a produção?


Musker: Na versão original ou inicial da estória, Moana era apenas uma garota, a única menina de uma família com vários garotos e a disputa dos gêneros conduzia a estória. Mas tudo aquilo mudou. Decidiu-se que a luta de gênero não deveria ser um problema para ela e sim o fato de ela se realizar por si própria.
Também na 1ª versão, o pai dela era o único que desejava que se voltassem às viagens e navegação. Ela também queria, mas parece que isso a deixaria ela um pouco de lado. Nós queríamos que ela fosse a voz dominante para o retorno à navegação. Assim , mudamos para que seu pai fosse, na verdade, oposto às viagens, porque no passado, as coisas haviam sido ruins para ele.

THR: Como o personagem Maui (com a voz de Dwayne Johnson) se desenvolveu?

Clements: Levou um pouco de tempo para criar o Maui.
Nós lemos a respeito dos vários mitos e como ele é retratado no Pacífico Sul. Gostamos da ideia de que ele seria maior que a vida. Em alguns dos mitos, ele é retratado como um personagem mais certinho, como Super-Homem e em outros ele é mais malandro - esse é o aspecto que enfatizamos.
Queríamos que ele tivesse vários defeitos, mas que gostassem dele. Não é sempre fácil de fazer isso. Há algumas versões de que ele havia parado nessa ilha por mil anos e tinha que meio que desistido. Mas na versão final, ele quer sair da ilha e é um personagem mais ativo e engajado.
Também tínhamos a versão na qual Moana era a maior fã de Maui. Com o desenrolar da estória, Maui se envolveu em uma transgressão e passa a não ser olhado favoravelmente. Isso nos ajudou muito na estória.

THR: O que Moana tem em comum com todas as outras heroínas da Disney, por exemplo a Jasmine, de Aladim?

Clements: São ambas muito espertas e o caráter de que não se amedronta. Mas, acho que Moana, até mesmo comparada com Jasmine, luta mais contra as limitações que foram impostas a ela. Colocamos vários obstáculos para esse personagem. E parte do caráter é que ela não desiste de nada, não importa como.

Musker: No aspecto físico, acho que ele derrubaria a Jasmine. (risos)

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