Tuesday, August 21, 2018

Peter Jackson estreia documentário sobre a 1ª Guerra Mundial em Londres

Peter Jackson vai apresentar seu documentário sobre a 1ª Guerra Mundial, "They Shall Not Grow Old", no Festival de Cinema de Londres (British Film Institute) em 16 de outubro.

O diretor de "Senhor dos Anéis" usou imagens raras de arquivo em cortesia dada pelo Museu de Guerra Imperial e áudio dos arquivos da BBC. As imagens e vídeos foram colorizados e convertidos em 3-D.

"Eu queria voltar ao passado e trazer esses homens para a idade moderna, para que eles pudessem retomar a sua humanidade uma vez mais - em vez de serem apenas vistos como figuras tipo Charles Chaplin em filmes antigos." disse Jackson. "Usando o poder da tecnologia da computação para eliminar limitações técnicas de 100 anos atrás, nós poderemos ver e ouvir a Grande Guerra conforme eles a experimentaram." 

Jackson dá mais detalhes sobre o seu projeto no vídeo abaixo. 





Saturday, August 18, 2018

Glenn Close e Jonathan Pryce revisam segredos e mentiras em ‘The Wife’

Glenn Close e Jonathan Pryce fazem um casal tão convincente na tela, que é difícil de acreditar que seja a primeira vez que trabalham juntos no filme do diretor Björn Runge, “The Wife", que está prestes a estrear.

Ambos começaram em Hollywood por volta da mesma época; Close com seu filme de estreia em 1982 ("O Mundo Segundo Garp") e Pryce com "No Templo das Tentações", de 1983. Ambos tiveram sucesso também no teatro, ganhando prêmios Tony - três para Close e dois para Pryce.

O filme "The Wife" é baseado em livro de Meg Wolitzer e é um retrato íntimo e intenso de um longo casamento em todos os seus segredos e comprometimentos. O par retrata Joan e Joe Castleman (em flashbacks, eles são interpretados por Annie Starke, filha real de Close, e Harry Lloyd), que são forçados a confrontarem algumas duras verdades, após Joe ter sido premiado com o Prêmio Nobel pelo seu último romance.

O par foi entrevistado (pela Variety) recentemente, após a exibição do filme, antes da viagem de Close para Nova York para seus ensaios de "Mother of The Maid", escrito pela roteirista de "The Wife", Jane Anderson.

O que atraíram vocês para a estória de "The Wife"?

Pryce: Glenn, (risos). Eu li o roteiro e gostei bastante. Eu achei que seria uma boa estória. Não seria fácil contar essa estória e manter a credibilidade com essa relação entre os dois e guardar segredos por tanto tempo como eles fizeram. É uma relação longa e com todos os altos e baixos, a raiva, a tristeza e a alegria.

Close: Eu achei tão interessante e topei desde o início. Como todos os filmes independentes, é um filme que quase não chegou a ser feito. Levou algum tempo, mas quando Björn assumiu, as coisas começaram a se encaixar.

Vocês se encontraram com outros diretores?

Close: Eu não. Björn veio falara comigo, tivemos um ótimo café da manhã e foi um processo muito legal. Estava trabalhando pelo instinto, porque eu não era familiar com o trabalho dele. Eu adorei, quando soube que ele era também um diretor de teatro e um roteirista. Meu instinto dizia: vai ser muito bom trabalhar com ele.

Vocês dois tem uma grande química na tela, parece mesmo que possuem um casamento longo, como no filme. Vocês se conheciam antes de trabalharem juntos?

Pryce: O que é ótimo em ser ator é que você conhece pessoas e forma uma amizade muito rapidamente. Obviamente que eu conhecia o trabalho de Glenn há anos, nós nos encontramos algumas vezes - Eu vi as duas versões de "Sunset Boulevard"! Você deseja trabalhar com pessoas que estão acima de você. Quando você está nesse meio por tanto tempo como estamos, você acaba tendo uma confiança mútua. Gostamos da companhia de um e do outro e damos muitas risadas juntos. Nós compartilhamos um local de maquiagem, onde ficamos 'brigando' qual música de fundo queríamos ouvir. Nós nos divertimos.

Close: Eu tenho algo a dizer do meu parceiro nesse filme. Nem todo ator fica confortável em um filme chamado "The Wife". Especialmente alguém com a estatura profissional de Jonathan Pryce. O fato é que fez um trabalho tão extraordinário que torna o par da estória ser tão complexo. Não seria o mesmo filme sem o Jonathan. 

Pryce: Bem, eles não quiseram me ouvir e mudar o título para "The Husband", (risos)

O filme tem atores fazendo as versões jovens dos personagens. Glenn, a Annie já conhece você há muito tempo, por ser sua filha, mas ela deixou você construir a sua versão mais nova do personagem?

Close: Na verdade, Annie desenvolveu o personagem por si própria em muitas maneiras, que eu me sinto confortável como ela fez.

Pryce: E o Harry fez um grade trabalho como uma versão mais jovem e mais bonita do que eu. Mas eu tive realmente cabelos pretos uma vez! E ele me disse que assistiu muitos filmes meus. Ele observava como eu andava e prestava atenção à minha dicção.

Vocês dois tem forte base do teatro, tanto quanto esse elenco e o diretor tem. Vocês acham que isso tem a ver com a maneira em que trabalharam juntos?

Close: Eu sempre penso que é muito benéfico ter começado no teatro, pois ele te ensina auto-confiança e você aprende verdadeiramente o seu ofício. Eu acho que vir do teatro te dá uma enorme base de apoio.

Pryce: Nós fizemos uma semana de ensaio na mesa com o script na mão, que é muito importante. Mesmo durante a filmagem, nós nos reunimos e olhávamos para as cenas que saíam e conversávamos sobre elas. Assim, não perdemos tempo no set de filmagem perguntando: o que isso quer dizer, o que vocês acha que estamos fazendo aqui, esse tipos de perguntas e dúvidas.

Qual foi a parte mais difícil, mais desafiadora no filme?

Pryce: Foi fácil para mim fazer alguém com um ego enorme. É realmente divertido ter a liberdade de ser essa pessoa. Em termos de atuação, você tem um onde, um lugar aonde ir, mas também algum lugar de onde voltar, onde você começa a mostrar os momentos dele de vulnerabilidade. Eu honestamente não penso nisso em termos de dificuldades. São desafios, mas são desafios criativos que você deseja realizar. Foi o que me atraiu para o roteiro. De alguma maneira, é como um roteiro, um script para uma peça teatral. De certo modo, me faz lembrar de "Quem tem medo de Virginia Woolf", e foi um privilégio chegar a explorar isso.

Close: De fato, dois dos meus momentos favoritos foram as cenas de briga. Você pode brigar por alguma coisa tão intensamente e depois cai a ficha da vida real que te faz recuar nessas relações.


 Fonte: Variety

Friday, August 17, 2018

Série "Watchmen" vai estrear em 2019 na HBO

Regina King e o produtor Damon Lindelof
Damon Lindelof (The Leftovers) vai fazer uma nova adaptação da graphic novel (romance gráfico) do clássico "Watchmen", agora como série, com uma estreia para 2019 em mente.

A produção será da empresa de Lindelof, a White Rabbit, em associação com a Warner Bros.Television. A série será baseada nos personagens da DC Comics. Contudo, a série não terá uma adaptação pura da ideia original de Alan Moore, que foi adaptada em filme por Zack Snyder. Em vez disto, Lindelof denominou a sua versão de um "remix" do material original, embora muitos personagens vão permanecer intactos.

Lindelof já escalou um grande elenco, que inclui Regina King, que atuou brilhantemente em "The Leftovers", Jeremy Irons, Don Johnson, Tim Blake Nelson, Louis Gosset Jr. e vários outros.

A encomenda da série por parte da HBO é pelo fato que de que a rede está sendo mais agressiva nas suas produções, visando sua relação futura com a nova empresa-mãe, a AT&T e que, em breve, vai perder sua mais famosa série "The Game of Thrones", devido à sua temporada final. Outras produções da HBO que chegaram em breve são: "Demimonde", de J.J. Abrams, "Lovecraft Country" de Jordan Peele e Misha Green e uma futura produção de Joss Whedon.

Lindelof explicou sua decisão de ir para uma outra direção com o projeto em uma carta aberta aos fãs, abordando o tradicional mau gosto de Moore por outras pessoas tomarem liberdades com o seu trabalho.

"Antes de tudo, se você está nervoso que eu esteja trabalhando para trazer de volta Watchmen, peço desculpas," escreve ele em um algum ponto da carta, que explica tanto a sua história com a série de graphic novel e sua ambivalência para levar à tela pequena. "Eu tenho um enorme respeito pelo criador de Watchmen, Alan Moore. Ele tem um talento de proporções míticas. Eu escrevi a ele uma carta, em que partes dela não são diferentes dessa, porque eu devia a ele alguma explicação por que eu irei desafiar os desejos dele (em trabalhar na série)."

Lindelof será produtor executivo, roteirista e diretor do episódio piloto.

Fonte: THR


Thursday, August 16, 2018

Nicolas Cage estará no filme de animação "Spider-Man: Into the Spider Verse

O ator vencedor do Oscar, Nicolas Cage está mergulhando de volta no gênero dos gibis com o muito esperado filme de animação "Spider-Man: Into the Spider-Verse", no qual ele irá retratar a versão alternativa do herói original Homem Aranha, o Spider-Man Noir (que podemos chamar de Homem Aranha Negro), quando ele fará interações com outras versões de si próprio em um multi-universo.

Aqui no Brasil, essa animação vai ser intitulada "Homem-Aranha no Aranhaverso" e estreia em 20 de dezembro deste ano.

Cage deu uma entrevista para a revista "Entertainment Weekly", em que fala da maneira que ele se preparou para o papel de Noir, uma versão mais sombria do personagem clássico situado nos anos 30, em que Peter Parker é uma estagiário do repórter Ben Urich e é picado por uma aranha importada ilegalmente. Daí, ele adquire os poderes do inseto, usando-os para combater o crime organizado da cidade.

"Eu tentei canalizar o estilo daqueles filmes 'noir' com Humphrey Bogart, James Cagney e Edward G. Robinson e aquele jeito de falar," disse Cage. "Eu tentei dar isso ao meu personagem. Foi muito divertido. Eu acho que o filme ficou bem divertido. O filme tem um senso de humor e é uma boa coisa, porque é bom para toda a família."

Phil Lord e Christopher Miller, as mentes criativas por detrás de "The Lego Movie" e "Anjos da Lei" (21 Jump Street), usam seus talentos para uma versão diferente do Universo do Homem-Aranha, com um estilo visual surpreendente. Essa animação introduz o adolescente do Brooklyn, Miles Morales e as possibilidades ilimitadas do Aranhaverso, onde mais de um pode vestir a máscara. Shameik Moore, astro de "The Get-Down", faz a voz de Miles Morales na animação. Além dele, há Liev Schreiber que faz o vilão Rei do Crime, Mahershala Ali faz o tio Aaron, Brian Tyree o pai de Miles, Lily Tomlin como a Tia May e Jake Johnson como Peter Parker. Nicolas Cage fará a voz do Homem Aranha Noir.

"Homem-Aranha no Aranhaverso" é dirigido por Bob Persichetti, com roteiro de Phil Lord.

Veja aqui o link para o slideshow com imagens da animação: https://goo.gl/cfGidW

Wednesday, August 15, 2018

Admiradores de Orson Welles podem alugar sua mansão em Hollywood, onde ele escreveu para "Cidadão Kane"

Quem estiver interessado em passar férias em uma casa com uma história de Hollywood por detrás dela, pode alugar a mansão de Hollywood Hills que pertenceu a Orson Welles, onde não só morou lá, como foi lá que escreveu o roteiro para sua obra prima no cinema: "Cidadão Kane". 

Ela consta de uma lista da imobiliária HomeAway na Internet. A casa tem quatro quartos, três banheiros que podem caber oito pessoas confortavelmente e pode ser alugada por cerca de 800 dólares por noite.

A casa tem 300 metros quadros foi propriedade de Welles e depois foi comprada e habitada por uma longa lista de outros atores e atrizes de Hollywood, incluindo Rita Hayworth, Frak Sinatra, Barbra Streisand e David Bowie.

A casa tem o estilo de Cape Cod (Uma casa de Cape Cod é um edifício baixo, amplo e único, com um telhado inclinado de duas águas, uma grande chaminé central e muito pouca ornamentação), foi construída em 1928 e tem um pouco de história hollywoodiana. Sidney Toler, que fez o papel de Charlie Chan em filmes dos anos 30 e 40, construiu a casa. Depois de vários anos, a casa foi depois habitada por  Orson Welles, o grande cineasta, ator, diretor teatral, roteirista e produtor, que é reconhecido com uma das maiores personalidades do cinema do século 20.

A casa fica em Sunset Boulevard e ainda possui um área externa privada de cerca de 1.400 m2, mais uma luxuosa piscina em forma de lagoa e com jacuzzi, cercada por bonita vegetação e uma grande vista dos bairros de Hollywood.

Será que lá poderá ser encontrada o significado da palavra misteriosa de Orson Welles em "Cidadão Kane"?  "Rosebud". 



Fonte: Indiewire




Ator de "BlacKkKlansman" sofre ameça por fazer o papel de David Duke

Topher Grace como David Duke
O ator Topher Grace entrou em contato com a polícia, após receber ameaça por telefone a respeito do seu papel como o ex grande chefe da Ku Klux Klan, David Duke, no filme "BlacKkKlansman". 

De acordo com as informações do site TMZ, Grace contou à polícia que alguém telefonou e fez referências a ele, usando um insulto gay. O homem misterioso também avisou Grace de que o "seu papel como Duke iria arruinar as relações raciais nos Estados Unidos".

"BlacKkKlansman" conta a história verídica de Ron Stallworth, feito no filme por John David Washington. Stallworth, um detetive de polícia afro-americano, se infiltrou em uma seção local da Ku Klux Kan em Colorado Springs (uma cidade do estado americano de Colorado) nos anos 70.

O detetive falava com membros da Klan pelo telefone e recrutava um de seus colegas brancos para fazer o papel dele nas reuniões pessoais com os membros da religião. A investigação de Stallworth o levou até a falar com o Duke, que é o papel feito por Topher Grace.

Grace descreveu o homem misterioso ao telefone como "agressivo" e 'nervoso. O ator tem recebido elogios pelo seu papel como Duke e talvez seu grande desempenho tenha irritado muitos simpatizantes da Klux. Grace disse que fazer Duke foi uma grande carga emocional para ele.

O filme, dirigido por Spike Lee, deu a ele a melhor bilheteria de estreia depois de uma década.


Fonte: Indiewire

Tuesday, August 14, 2018

Filme sobre Roberto I, Rei da Escócia da Netflix vai abrir Festival de Filmes de Toronto

Depois de pular Cannes, a Netflix já tem sete de seus filmes,
muito possíveis ganhadores de prêmios na temporada, incluidos no Festival Internacional de Filmes de Toronto (TIFF).

A première mundial de "Outlaw King", com Chris Pine fazendo o lendário rei escocês Roberto I ou Roberto de Bruce (https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_I_da_Esc%C3%B3cia), foi escalado para abrir esse festival em 6 de setembro, de acordo com os organizadores.

O diretor do filme é David Mackenzie (diretor de "A Qualquer Custo"), que tem atores além de Chris Pine, Aaron Taylor-Johnson, Florence Pugh e Billy Howle. "Outlaw King" é cheio de cenas de batalha, quando o rei escocês lidera seu país para ser independente da Inglaterra. Será a primeira vez que um filme da Netflix abre o Festival de Toronto.

Após sair fora de Cannes, depois que o festival francês se recusou a exibir filmes na Netflix para entrar na competição, o serviço de streaming vai receber tratamento de gala para a exibição de "Hold the Dark", do diretor Jeremy Saulnier, estrelando Jeffrey Wright e Alexander Skarsgard e também do filme de Paul Greengrass "22 July", um filme de terror norueguês.

O festival de Toronto anunciou reservas para quatro filmes da Netflix: "Roma" de Alfonso Cuaron, "The Kindergarten Teacher" de Sara Colangelo, com Maggie Gyllenhaal, "The Land of Steady Habits", de Nicole Holofcener, com Connie Briton e o documentário "Quincy", sobre o músico ícone Quincy Jones, que foi dirigido por Rashida Jones, a filha de Quincy.

O TIFF informou também que fechará o festival dia 16 de setembro com as primeiras imagens de "Jeremiah Terminator LeRoy",estrelado por Kristen Stewart e Laura Dern, do diretor Justin Kelly. Também haverá apresentação do filme "Green Book", de Peter Farrelly, com Viggo Mortensen e Mahershala Ali.


Fonte: THR

Ron Perlman e Michael Pitt estão em filme independente 'Run With the Hunted'

Ron Perlman e Mark Boone Jr.
John Swab irá escrever e dirigir o filme que também terá William Forsythe e Mark Boone Jr, no elenco.

O filme "Run with the Hunted" conta a estória de um jovem que comete um assassinato nobre para salvar sua melhor amiga e é forçado a fugir de sua cidade natal e deixá-la para trás. Quinze anos depois, ele esqueceu o passado e se junta a uma gangue local. Quando sua melhor amiga então se muda para a cidade em busca de emprego e acaba arrumando um com um investigador particular, ela se depara com um caso de desaparecimento e se compromete a achar o garoto que salvou a sua vida.

"O elenco heterogêneo, que nós reunimos, cada um deles traz algo diferente para o filme, e estamos ansiosos em poder contar a estória com esse grupo de pessoas, que inclui atores novatos e veteranos," disse Swab, cujo primeiro filme foi com Marilyn Manson estrelando "Let Me Make You a Martyr.".  


Fonte: The Hollywood Reporter

Sunday, July 8, 2018

Terry Gilliam, diretor de "Quixote" em entrevista sobre filmar fantasia e o trabalho com atores

Terry Gilliam
Ainda recente de um embate jurídico que teve a respeito do seu filme, Terry Gilliam esteve esta semana no Festival Checo de Cinema, onde promoveu seu novo filme "Quixote", determinado a ver sua fantasia continuar a correr o mundo, após completar o filme depois de quase 20 anos após a primeira cenas externas na Espanha. Mas o jovial setentão disse a Will Wizard para a revista "Variety" que ele não é um cavaleiro errante - apenas uma versão crescida da criança dando suas risadinhas no fundo da sala de aula.

De qual filme vocês gostaria de ser lembrado?
"Quando eu estive nos EUA para promover o filme 'Brazil: o Filme', eu fui ao Texas. Fui até um programa de rádio e um ouvinte telefonou. 'Ei, Mr. Gillian - filme maravilhoso. Eu dei algumas risadinhas pela surpresa.' Eu quero que ele seja colocado na minha lápide. As risadinhas na escola eram sempre sentar no fundo da sala.

Para um diretor que dá muita atenção para o desenho de cena, você está muito aberto a mudanças, eu suponho.
"Nós sentamos, escrevemos, mas quando estamos filmando e temos bons atores, chegamos a ideias e modos diferentes de se fazer. Em 'Quixote', Jonathan Pryce, que queria fazer o papel há 15 anos, nos primeiros dias, ele esteve improvisando muita coisa. Eu mantive tudo."

Qual foi a fórmula para misturar realidade com fantasia neste filme?
"É tudo real. Eu não faça distinção entre a realidade e a ficção, esse é o meu problema. Isso é porque eu sempre acabo derrubado. Eu não acho que tenha conquistado quaisquer moinhos de vento - Eu perdi muitas batalhas com eles.

Mas sonhar o sonho impossível sempre o levou adiante, não é? Como seus heróis em "Brazil: o Filme" e "O Pescador de Ilusões"?
"A coisa é que, quando eu era mais jovem, eu pensava que todos viam o mundo do mesmo modo que eu via. Ao ficar mais velho, eu percebi que a minha versão do mundo é muito, muito diferente. A imaginação sempre é uma parte disso, eu acho.
Você quer ser capaz de voar, você quer ser capaz de fazer qualquer coisa. Todos os meus filmes são sobre essa batalha entre a realidade e a fantasia. A imagem que eu mais gosto é em "Brazil", quando Jonathan Pryce  está decolando. É isso. É o modo como eu vejo a vida.
Eu olho ao redor e vejo um edifício e penso, 'Não seria legal se ele pudesse decolar?' Em 'Monty Python - O Sentido da Vida' há essa abertura em que o edifício sai voando. Eu estou olhando para o edifício e tem uns andaimes e então o vento passa e faz parecer que sejam velas de uma escuna.
Isso é o grande barato a respeito dos filmes ou animação. Eu posso ter esses momentos que sejam divertidos e posso deixá-los ser."

O processo de capturar essas imagens em filme envolve uma série de problemas técnicos e práticos, não?
"Eles são o mesmo para mim. Anos atrás, havia um cineasta que me perguntou, 'Como você faz as suas cenas de fantasia?' Eu disse, 'Eu filmo do mesmo modo que as verdadeiras. Não existe diferença para mim. Essas coisas mudam, mas apenas um pouco.
Eu gosto do fato de que se você faz bem a fantasia, o público vai ficar envolvido com ela. Eles vão estar dentro dessa situação um tanto fantástica, antes que eles possam perceber.
Um pouco disso veio por viver em Los Angeles, nos anos 60. Eu morei em Laurel Canyon e foi um tempo fantástico. Todos aqueles carros conversíveis e sempre alguém para pegar no caminho, porque todos pediam carona o tempo todo. Nessas ocasiões, teve uma garota com que fiquei próximo por um tempo. Mas ela gostava de ácido. Ela tomava LSD toda a hora e você ia conversar com ela e ela olhando para o céu.
Você falava, 'O que há de errado?' 'Ah, nada - apenas uma árvore que começou a voar.' 'Ok'. E você vivia com isso. Com todas essas drogas e ficando perto das drogas, nunca tive que tomar. Você começa logo a identificar o que os outros estão tomando. E não leva muito tempo para sua mente dizer. 'Ah, eu posso fazer isso sem as drogas."

Você disse uma vez em referência a "Brazil: O Filme" que nós precisamos de terroristas. Ainda é o caso?
Claro que sim. Os chineses realmente fizeram primeiro - o tigre no portão. É como você controla a população. Você se certifica que há alguma espécie de ameça. Se é real ou não, nós precisamos deles.
Os americanos, em particular, parecem estar criando terroristas. O ISIS tem sido bom por um momento, mas agora parece que estão acabados. Assim, haverá outros - nós matamos muitas crianças na área, para que eles crescessem e quisessem começar a jogar bombas nas outras pessoas.
Como se pode justificar o maior orçamento de defesa do mundo? Quando não há ninguém lá fora, que esteja remotamente perto. E eu quero dizer, pobre Coreia do Norte...mas eu acho que Kim Jong Un é muito esperto."

Você disse que tem repetidas visões de levitação - é isso que o fez interessar na adaptação do livro de Paul Auster, "Mr. Vertigo" ? Como isso está indo?
"É engraçado, eu não tinha pensado a respeito há anos, mas, de alguma forma, veio para mim em Cannes de novo e eu achava que todos tinham esquecido disso. Eu sim. Eu não sei que faz isso sempre voltar. É um belo livro e trabalhei nele bastante. E agora que "Quixote" está pronto, essas coisas aparecem como cogumelos.
Eu queria Ralph Fiennes para fazer o papel e alguém me disse que ele é não é garantido de dar lucro para o filme. Eu disse, 'O quê?!' Esse era o  momento e eu disse, "Ah, dane-se. Se o Fiennes não é garantia de lucro para levar esse adiante, esta é a coisa mais deprimente sobre esse negócio. Você fala em Jonathan Pryce e eles falam que ele não é garantia que vai dar lucro para o filme."

Adam Driver
Mas decisões sobre elenco podem ainda ser críticos para conseguir um projeto para você, se o ator é certo, não é?
Esse filme (Quixote) aconteceu por causa de Adam Driver. Outros ajudaram, mas Adam era a 'pessoa quente'. Nunca tinha visto ele fazer nada. A única coisa, que eu tinha visto foi em 'Star Wars', quando ele abria a boca e tudo mais. Mas minha filha, que é uma das produtoras, disse: 'Você tem que falar com ele.'
Na hora em que me encontrei com ele, eu percebi uma qualidade que era diferente de tudo que havia visto em um ator. Uma quietude e autenticidade. Também gostei do fato de que ele não parece com um ator protagonista. Ele tem uma orelhas grandes e um nariz grande. Aí pensei, 'Esse cara é ótimo! Ele não é Johnny Depp, nem Ewan McGregor. Era isso.
Tanto com ele, como com Joana Ribeiro, eu estava sempre preocupado de que eu teria que ter outros atores para fazer as versões mais jovens. Mas eles fizeram brilhantemente, até mesmo seus rostos pareciam ter formatos diferentes. E tudo isso vem de dentro. 

Os seus heróis não vencem, não é?
"Não, Eles sobrevivem, mas eles não vencem."


Fonte: Variety

Friday, July 6, 2018

Tudo que gostaria de saber sobre a 4ª Temporada de "Better Call Saul"

Os produtores da série dizem que essa temporada será mais sombria e talvez com mais tempo de cenas para o "Gene" da loja de doces de canela em que Jimmy 'Saul Goodman" McGill irá trabalhar após o final de "Breaking Bad".

Já estamos esperando há bastante por essa temporada de "Better Call Saul" (BCS), cuja última foi ao ar em Junho de 2017, com um final assustador (o incêndio na casa do irmão dele). Agora, Jimmy (Bob Odenkirk) está de volta e a morte do seu irmão (Michael McKean) irá ser uma assombração para ele. E no outro lado da cidade, o crescimento do poder por parte de Gus Fring irá aproximar BCS do início de "Breaking Bad."

O produtor executivo da série, Peter Gould, que está agora controlando a série, já que o co-criador, Vince Gilligan,  desenvolve outros projetos, está dando os toques finais nos episódios temporada na sala de edição, que deve estrear em 6 de Agosto na AMC e aproximadamente na mesma data na Netflix Brasil.

Recordando, o episódio 10 da temporada 3, começou com Kim (Rhea Seehorn) no hospital com gesso, depois que ela se acidentou com o carro, devido ao excesso de trabalho e preocupação. Jimmy ser sentiu culpado e decide tentar acertar as coisas com o Chuck (apelido do irmão dele). Mas Chuck não aceita. Ele havia sido escanteado para fora da empresa de advocatícia, que ele havia criado, e num impulso de descontrole emocional destrói a casa, colocando fogo, depois de tentar descobrir a fonte de energia, que estaria afetando seu comportamento. No outro lado da cidade, durante um encontro com Gus, Hector (cujas pílulas tinha sido trocadas por Nacho) tem um ataque cardíaco, que irá acabar levando ele a uma vida vegetativa.

Os produtores e os autores da série ficam obviamente calados sobre o que vai acontecer, mas houve muitas entrevistas e, assim, temos alguns indícios do que pode acontecer na 4ª temporada:

Chuck McGill pode estar morto, mas ele ainda fará aparições, que terão grande impacto nessa nova temporada.
"Eu acho que vai ser uma presença forte, particularmente nessa temporada," disse a produtora executiva Melissa Bernstein. "Vamos vê-lo, vamos ver o Michael (o ator que faz Chuck) e vamos sentir sua presença, mesmo que não o vejamos. Ele tem uma influência profunda em Jimmy e, é claro, em Saul."

Odenkirk diz que Jimmy estará em um "lugar estranho", quando começar a temporada.
"E acho que muito disso é definido pela última conversa que ele teve com o irmão, Chuck. Onde Chuck diz a ele basicamente, 'Nunca liguei para você mesmo.' E eu acho que isso é um momento forte. Se algum parente próximo seu falece, certamente você vai dizer, 'Qual foi a última coisa que ele disse para mim? Sobre o que nós conversamos pela última vez?'"

"E essa é a última coisa que Jimmy se lembra quando ele pensa, 'O que eu disse a ele? O que ele disse para mim?' Assim, isso vai ficar na sua cabeça e ele tentando entender quem ele é e o que isso significa para ele."

"Eu quero dizer, essa é toda a 4ª temporada e honestamente diria que é o resto da vida de Jimmy McGill. É uma resposta para entender esse momento e o que isso significa para ele. E como ele deveria agir e o que ele deveria fazer com a emoção que ainda resta, depois da experiência daquela conversa."

Rhea Seehorn e Odenkirk
A relação entre Jimmy e Kim vai expandir bastante. "Está aberta na temporada 4," disse Odenkirk. "E é profunda. Tão profunda quanto uma relação verdadeira pode ser representada. Há níveis na 4ª temporada que você nunca viu antes. Em cada direção."

"Há alguns momentos complexos com os dois personagens nessa nova temporada que você não está acostumado a ver na TV ou quase em todo outro lugar," disse ele. "Esses momentos que temos com Kim e Jimmy, onde os dois personagens compartilham um momento juntos..., faz você pensar, 'Nossa, eles têm uma relação incrível, espero que dure para sempre.'"

"Mas eles provavelmente não vão durar para sempre,. Eu não sei o Saul Goodman fazia em "Breaking Bad", quando ele ia para casa. Talvez Kim esteja lá. Eu acho que não."

O futuro pós "Breaking Bad", com Gene trabalhando na doceria em Omaha, será mais explorada nessa temporada e, possivelmente, em temporadas futuras.
"Haverá mais sobre isso do que você já tenha visto," disse Odenkirk.

Acrescenta Gilling, "Em Omaha, há a possibilidade para a redenção. As pessoas querem ver os personagens, que eles amam, ter a chance de um destino feliz. Embora haja uma possibilidade, eu não quero prometer."

O roteirista Gordon Smith disse que a parte em Omaha é muito discutida na sala dos roteiristas da série. "Diferentemente de "Breaking Bad", esta é a estória de Jimmy McGill e não termina depois do que acontece com o Walter White. "Nós sabemos que ele sobrevive," disse Smith. "Ele tem uma estória em que estamos muito interessados em compreender como estará o estado mental de Gene. Vai haver redenção para ele? Conversamos muito sobre isso. Geralmente acaba no pensamento do que podemos fazer com isso, até onde isso pode ir,etc. Há mais discussões do que tempo de filmagem, mas é algo que queremos explorar."

Jesse Pinkman vai aparecer nessa nova temporada? Sim, mas não vão aparecer ... ainda. "Eu tenho que dizer que, como fã, eu ficaria muito desapontado se nunca mais visse Jesse ou o Walt," disse Gilligan. "Temos que ser um pouco reservados, mas eu tenho certeza de que eu estou falando pelo Peter, quando eu digo que nunca gostamos de fazer as coisas com má intenção e decepcionar as pessoas."
"Assim, não fique aguardando sem respiração que Jesse e Walt apareçam na nova temporada. Mas há um personagem que vai ser muito interessante.
Esse personagem é Lalo, a quem Saul menciona em determinada oportunidade em BCS. Ele será um personagem importante nessa temporada.. Todos vão perguntar quem diabos é esse Lalo," comenta Gilligan. "Se você não sabe quem é o Lalo ainda , você vai ver e vai ficar impressionado com Lalo."

"A série vai ficar mais sombria," disse Gilligan, "Mas ainda vai ser divertida, Deus perdoe se isso fosse desaparecer completamente. Pouco a pouco, vai haver um 'overlapping' em BCS do que havia em 'Breaking Bad'. As duas vão se aproximar cada vez mais.


Fonte: Indiewire.com



Thursday, June 21, 2018

"Baptiste" será um 'spinoff' da série "The Missing"

Tchéky Karyo como Julien Baptiste
Depois de seis semanas de reviravoltas e Julien Baptiste (Tchéky Karyo) filosofando muito, a série "The Missing" encerrou a sua segunda temporada com um final em suspenso - com o destino do nosso herói no ar.

Nosso pensativo detetive francês finalmente passou pela cirurgia de um tumor, que ameaçava sua vida... e as suas palavras finais antes dela ocorrer? "Trois" ou 'Three', que seriam 'muito' ou 'três' ? Achava-se, assim, que haveria uma terceira temporada.

Harry e Jack Williams
Harry Williams, quem criou e escreveu "The Missing" com seu irmão Jack, disse ao site Digital Spy em 2016 que uma terceira temporada poderia não acontecer, se eles não conseguissem desenvolver um bom e novo argumento.

"Eu acho que seja possível que... não haja outra," disse ele. "Houve 'Poderoso Chefão 1' e 'Poderoso Chefão 2'... e os terceiros são realmente mais difíceis de saírem bons. O segundo ou a segunda temporada foi difícil, mas a terceira fica ainda mais difícil e você não quer deixar um gosto amargo na boca."

"Mas nós não queremos dizer adeus ao Julien - tanto o ator como o personagem são pessoas que queremos em nossas vidas, de alguma forma ou outra. Pode levar algum tempo até que nós desenvolvemos uma grande ideia."

Os irmãos depois indicaram que Julien pode ter sua própria série, uma inteiramente nova que não tenha que ser uma sequência do formato de "The Missing", que trata de uma busca a uma criança sequestrada.

Em setembro de 2017, os irmãos Williams sugeriram que um spinoff seria mais provável do que uma continuação direta.

"Nós queremos fazer algo novamente com Tcheky [Karyo, que interpreta o Baptiste "- queremos manter o personagem vivo, disse Harry. "Eu acho que vamos revisitá-lo de alguma forma ou de outra.

Jack acrescentou: "Ainda somos nos dois conversando, mas gostaríamos de ver o Baptiste de novo, gostaríamos de revisitar aquele mundo dele.

"Não queremos fazer como, 'Mais crianças desaparecidas!' - mas sim trazer o Baptiste em outros casos. Isso é algo que já conversamos há alguns meses. Assim, em breve, poderemos ter boas notícias."

Eis que finalmente, no dia 1º de abril de 2018, a BBC  confirmou que Julien vai retornar, agora com sua própria série, "Baptiste" e não é mentira de 1ª de abril !!.

As filmagens começam ao final do ano em Amsterdam e Bélgica, e logicamente a série deve estrear somente em 2019, pela BBC One.

Qual seria o roteiro para o spinoff de "The Missing"?
"Uma nova série teria que ser muito diferente e não cínica, e teria que dizer algo novo, " disse Harry Williams.

Com certeza, na nova série veremos Baptiste  lidando com novas investigações, com mínimas ligações com as duas temporadas de "The Missing".

Enquanto que na 1ª temporada vimos Baptiste com o caso de crianças desaparecidas na França e a 2ª que o levou à Alemanha, "Baptiste" irá acontecer em Amsterdam e seguiremos Julien e sua esposa em uma visita à Holanda.

Enquanto eles estão lá, a viagem do casal é interrompida, quando a chefe de polícia (uma antiga namorada, coincidentemente) pede a ajuda de Baptiste para um caso e o detetive acaba se envolvendo no submundo de Amsterdam, entre as suas ruas idílicas e canais.

"Julien Baptiste está vivo!", disseram os irmãos Williams. "É um grande prazer escrever novamente os roteiros para o personagem de Baptiste e trabalhar com o brilhante ator Tchéky Karyo, que dá profundeza e individualidade a Julien."

Piers Wenger, um executivo da BBC Drama, também disse que irá descobrir mais a respeito do Julien do que nunca antes, pois a nova série terá um lado mais pessoal do personagem.

Havia um cena adicional filmada, mas cortada, do episódio final da 2ª temporada de "The Missing", que vimos Julien acordar da sua cirurgia e pedir por Celia.

"Nós filmamos quando ele acorda e pergunta, "Onde está minha esposa?", assim isso fica aberto para algo mais, "  Karyo explica.

É possível que essa cena possa ser colocada na abertura do spinoff, explicando a questão da sobrevivência dele.

Quem estará na próxima série ?
Karyo e Anastasia Hille (como a esposa de Julien, Celia) estarão em "Baptiste", com os irmãos Williams admitindo que sempre consideraram Julien como o "coração" de "The Missing".

"Eu sei que Tony (James Nesbitt) era ostensivamente o protagonista (na 1ª temporada), mas para nós, Julien era quem fazia pulsar a série, nas duas temporadas," disse Harry.

Karyo comparou Julien com aquele famoso detetive, Hercule Poirot, que - interpretado brilhantemente por David Suchet - teve uma duração de mais de 20 anos na TV.

"Nós veremos agora se há mais esqueletos no armário," disse ele. "Parece que Julien Baptiste está se tornando uma figura popular. Nós tivemos Hercule Poirot e agora é Julien Baptiste!"

"Julien Baptiste é muito querido por mim, assim estou entusiasmado em seguir por mais essa jornada, agora pelas ruas de Amsterdam e ver quais segredos ele irá descobrir desta vez. Não há dúvidas de que ele vai assumir grandes riscos em nome da justiça," complementa Karyo.

Em tempo: "The Missing" foi indicada a Emmy, Globo de Ouro e Bafta.

Fontes: Digital Spy e BBC

Anna is about Serge, an advertising agency honcho, who falls madly in love with a young woman photographed in a station by chance. Happiness...