sábado, 23 de julho de 2016

Crown, o Magnífico - The Thomas Crown Affair (1968)

Este filme é para os fãs dos anos 60 e não apenas dos filmes dos anos 60. É um veículo para o lado “cool” de McQueen e o estilo de Dunaway. 

O filme é bem artesanal e muito bem fotografado e dirigido, além da bela trilha sonora. O diretor Norman Jewison faz uso dos efeitos janela na tela em várias partes do filme. Poucas pessoas vão perceber a importância do efeito, pois não vão se lembrar da Expo 67 de Montreal, de onde Norman tirou.

O filme é sobre o roubo de um banco, mas também um estudo do comportamento humano e as características básicas do homem e da mulher. McQueen é um homem de negócios rico e entediado e Dunaway é uma sedutora e elegante investigadora particular de uma empresa de seguros (que paga o prejuízo do roubo ao banco).

Durante o filme os dois jogam um jogo de gato e rato, tanto  no nível profissional como no nível sexual. A tensão sexual atinge o clímax durante um jogo de xadrez e concluindo com um dos beijos mais célebres do cinema (a sequência durou 1 minuto e levou oito horas para ser filmado).

Aqueles que acham que seja um filme de muita ação, vão se desapontar. O roubo é apenas acessório para acomodar a química entre os dois protagonistas.

Houve um refilmagem com Pierce Brosnan, mas nada pode superar o “cool” e o carisma de Steve McQueen.

Curiosidades:

Da mesma forma que o icônico relógio suíço Tag Heuer, que Steve McQueen imortalizou no filme As 24 Horas de Le Mans (1971), os óculos de sol Persol que ele usou nesse filme, fez tanto sucesso, que o fabricante italiano teve que re-editar esse modelo 714 como parte da coleção Steve McQueen.

Faye Dunaway também apareceu no remake de 1999 .

Depois de assistir uma grande parte do filme (ainda a editar), o compositor Michel Legrand pegou férias de mais de um mês , durante as quais ele escreveu 90 minutos de música. O filme foi depois re-editado à música, em vez do contrário. Se essa experiência falhasse, Legrand iria criar uma nova trilha gratuitamente.

Sean Connery teria sido a escolha original para o papel título, mas declinou, cansado de filmar 007 Só se Vive Duas Vezes (1967). Ele depois de arrependeu da decisão.
A canção da trilha do filme é cantada por Noel Harrison, filho de Rex Harrison, mas acredito que a versão de Sting ficou melhor.

Segue abaixo link da versão legendada do filme para download. A cópia está em ótima resolução e não se encontra desta forma na Internet, nem no Netflix.

https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_iy6rkK3mKHigWfmu

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