Na previsão do Golden Globes para a TV, a única coisa certa é esperar o inesperável. Os votantes são conhecidos por fazerem escolhas audaciosas ("Mozart in the Jungle", "Girls" e "Brooklyn Nine-Nine", que ganharam os melhores prêmios em anos recentes). Com isso em mente, usamos a bola de cristal para escolher dentre os indicados para este ano.
Melhor Série de TV – Drama
Pelo segundo ano seguido, "Game of Thrones", da HBO, é o único indicado que retorna nessa categoria. Mas a famosa série e campeã do Emmy nunca ganhou. Os votantes (da Hollywood Foreign Press Association) tem uma afinidade por séries novas e interessantes, e neste ano tem bastante delas para escolher. "The Crown", da Netflix, é um drama com repercussão internacional que os votantes apreciam, enquanto que a ficção científica retrô "Stranger Things" foi, sem dúvida, a série mais comentada do ano. Uma outra no páreo é "Westworld", provando que séries de TV pode encontrar outras opções além de "Game of Thrones".
PREVISÃO: "The Crown"
Melhor Ator - Drama
Jon Hamm ganhou o troféu no ano passado pela temporada final de "Mad Men", uma série que entrou para a história da TV. Neste ano, retornam três indicados e dois novos. Liv Schreiber, por "Ray Donovan", está tendo um quarta nomeação consecutiva, uma tendência pouco comum dos votantes. Também retornam Bob Odenkirk por "Better Call Saul" e Rami Malek por "Mr. Robot", "Mr. Robot: Sociedade Hacker", Contudo, os votantes pode pensar em um rosto novo, talvez escolhendo Billy Bob Thornton por "Goliath", da Amazon. Ele ganhou um Globo de Ouro por "Fargo", tem quatro indicações por trabalhos em filmes e parece ser uma grande ameaça, a menos que os votantes voltem sua atenção para Matthew Rhys, ganhando sua primeira indicação ao Globo pela quarta temporada de "The Americans", do canal FX. O ator tem sido muito elogiado pela crítica e pode forçar os votantes a considerar uma série que eles têm não dado muita atenção.
PREVISÃO: Matthew Rhys ("The Americans")
Melhor Atriz - Drama
A ganhadora do ano passado por "Empire", Taraji P. Henson, é considerada sem chances em uma categoria que só dá espaço para uma indicada que retorna: a protagonista Caitriona Balfe por seu papel e, "The Outlander". Assim como seu marido em seu papel na série de TV, Keri Russell ganhou sua primeira indicação por "The Americans", mas ela ganhou nesta categoria em 1999 por seu trabalho em "Felicity". Winona Ryder também já tem um Globo de Ouro na sua participação no filme "A Época da Inocência" , de Martin Scorsese e seu primeiro papel significativo na TV em "Stranger Things" deu a ela a primeira indicação para a TV. Evan Rachel Wood ganhou a terceira indicação ao Globo, graças à sua atuação em "Westworld". Ela já fora indicada pelo filme "Aos Treze" e "Mildred Pierce". Assim, abre-se caminho para Claire Foy, que domina a saga da realeza, "The Crown", como a única novata do grupo, e uma para ser batida.
PREVISÃO: Claire Foy ("The Crown")
Melhor Série de TV - Musical ou Comédia
"Atlanta", do canal FX, uma criação de Donald Glover, é um grande favorito aqui. Mas "Black-ish" também tem chances, marcando a volta das grandes redes americanas de TV (ABC, CBS e NBC) para a categoria, pela primeira vez desde 2013, que tem sido dominado pelos canais de streaming, Netflix, Amazon e outros. Voltam a entrar na competição neste ano, "Veep", que jamais ganhou um Globo em qualquer categoria, mas agora teve sua segunda indicação. "Transparent" em sua terceira indicação, tendo ganho apenas na 1ª temporada.
PREVISÃO: "Atlanta"
Melhor Ator - Musical ou Comédia
Os últimos dois ganhadores nesta categoria, Jeffrey Tambor por "Transparent" e Gael Garcia Bernal por "Mozart in the Jungle" - estão de volta a competir pelas duas séries da Amazon. O favorito do ano é Donald Glover, ator e criador da série "Atlanta", que ganha sua primeira indicação. Mas não descartem Anthony Anderson por "Black-ish", na corrida ao Globo de Ouro pela primeira vez, além de sua companheira de série, Tracee Ellis Ross. Há também uma indicação para Nick Nolte, por seu papel em "Graves". O ator veterano tem quatro indicações anteriores ao Globo de Ouro.
PREVISÃO: Donald Glover (“Atlanta”)
Melhor Atriz – Musical ou Comédia
As ganhadores anteriores, Rachel Bloom por "Crazy Ex-Girlfriend” e Gina Rodriguez por “Jane the Virgin” — retornam para a competição em um exemplo de como é frequente a diferença entre o Globo de Ouro e o Emmy, onde nenhuma dos aclamados desempenhos ganharam uma indicação. A favorita do Emmy, Julia Louis-Dreyfus teve a quinta indicação consecutiva por "Veep", mas nunca ganhou pela série. Contudo, olhe para os novatos na premiação, incluindo Sarah Jessica Parker - ela ganhou por quatro vezes com quatro indicações - que está na série "Divorce". Tracee Ellis Ross por "Black-ish" ganha sua primeira indicação em um grande ano para a sua série, mas é a colega de Jessica Parker na HBO, Issa Rae, o rosto e a voz da série "Insecure", que se encaixa no perfil de escolha do prêmio.
PREVISÃO: Issa Rae (“Insecure”)
Minissérie ou Filme para TV
Pode não haver melhor aposta que o grande ganhador do Emmy, "O Povo contra O.J. Simpson: American Crime Story", que lidera este ano com cinco indicações."The Night Manager", do canal AMC, está atrás com quatro indicações. Poderia ser uma surpresa se os votantes do prêmio achassem que "O.J." já tenha sido premiado bastante com o Emmy. "The Night of" teve três indicações e pode ter chances. "American Crime" ,da rede ABC, concorre pelo segundo ano consecutivo e "O Fiel Camareiro", "The Dresser", é ó único filme para TV indicado.
PREVISÃO: “O Povo contra O.J. Simpson: American Crime Story”
Melhor Ator – Minissérie ou Filme para TV
Aqui a disputa fica interessante. Courtney B. Vance de
de “O Povo contra O.J. Simpson: American Crime Story”, já tem um Emmy pelo seu grande desempenho como o advogado Johnnie Cochran e deve ser o favorito. Mas, Tom Hiddleston ganha sua primeira indicação ao Globo, pela sua atuação em "The Night Manager", é e exatamente o tipo de ator em crescimento de popularidade que os votantes do HFPA adoram escolher. Lembrando que Oscar Isaac ganhou na categoria no ano passado por "Show me a Hero", antes de perder em uma indicação ao Emmy. Na época, ele também estava na tela grande no último filme de "Star Wars", que poderia beneficiar um outro indicado neste ano: o ator Riz Ahmed de "Rogue One" e indicado por "The Night of". O colega de Ahmed, John Turturro também foi indicado por sua atuação nessa série, aclamada pela crítica. Por final, temos Bryan Cranston, que já teve sete indicações ao Globo e agora pelo seu papel de Lyndon Johnson no filme "Até o Fim", "All the Way".
PREVISÃO: Tom Hiddleston (“The Night Manager”)
Melhor Atriz – Minissérie ou Filme para TV
A ganhadora do Emmy, Sarah Paulson, é a favorita pelo seu papel da advogada Marcia Clark, na minissérie, "O Povo Contra O.J. Simpson: American Crime Story". Ela já foi indicada antes, por duas vezes, sem vitória. A ganhador ao ano anterior, Felicity Huffman, ganha sua segunda indicação por "American Crime". Kerry Washington concorre por "Confirmação". Mas pode haver algumas zebras, como Riley Keough por "The Girlfriend Experience" ou a veterana Charlotte Rampling, tendo sua primeira indicação do Globo, por "London Spy".
PREVISÃO: Sarah Paulson ("O Povo Contra O.J. Simpson: American Crime Story")
Melhor Ator Coadjuvante
Pode ocorrer uma grande disputa entre o ganhador do Emmy, Sterling K. Brown, por "O Povo Contra O.J. Simpson: American Crime Story" e John Lithgow, pelo papel de Churchill em "The Crown". Um potencial ganhador por fora pode ser Hugh Laurie (ganhador do Globo por duas vezes) pela série "The Night Manager". Como zebras da noite nessa categoria estão Christian Slater por "Mr. Robot" e John Travolta, o maior nome na categoria e ganhador duas vezes do Globo e na sua oitava indicação, pelo seu papel em "O.J.".
PREVISÃO: Sterling K. Brown ("O Povo Contra O.J. Simpson: American Crime Story")
Melhor Atriz Coadjuvante
Em uma única categoria de atuação em filme ou televisão, onde cada indicado está concorrendo pela primeira vez no Golden Globes, quaisquer uma dessas mulheres podem ter seu nome chamado. Duas delas, Mandy Moore e Chrissy Metz estão na mesma série, "This is Us" e potencialmente dividem o voto, enquanto que outra, Thandie Newton, está também em uma série dramática em seu primeiro ano, "Westworld". A HBO tem um outro nome em disputa: a formidável rainha de "Game of Thrones", Cersei ou Lena Headey, série que recebe a segunda indicação para atores na história do Golden Globes. E a única indicada, sem vir de uma série dramática, é Olivia Colman , por "The Night Manager".
PREVISÃO: Thandie Newton (“Westworld”)
Fonte: Variety
Sunday, January 8, 2017
Saturday, January 7, 2017
Previsão dos Vencedores do Golden Globes (Cinema) deste Domingo, 8 de Janeiro
Em antecipação à premiação do 74º Golden Globes de amanhã à noite, o editor da conceituada revista de cinema Variety, Kristopher Tapley, indica sua previsão dos vencedores do prêmio em cada categoria.
Melhor Filme - Drama
Muitos estão apostando em "Moonlight: Sob a Luz do Luar" (Moonlight) e realmente o filme está sendo muito apreciado dentro do grupo votante do prêmio. Mas pode estar em suas mentes mais do que em seus corações. "Manchester à Beira-Mar" (Manchester by the Sea" está também muito forte com os membros da HFPA (Associação que coordena o prêmio). Contudo, eu vou ser do contra e apostar em "Até o Último Homem" (Hacksaw Ridge), que também está forte com os membros da HFPA e pode ser a grande noite para a produtora Lionsgate (mais sobre isso à frente...)
PREVISÃO: "Até o Último Homem"
Melhor Ator - Drama
Da mesma forma que será no Oscar, parece que a escolha está entre Casey Affleck ("Manchester à Beira-Mar) e Denzel Washington ("Cercas" ou Fences, no título original). Affleck tem dominado as atenções nos últimos meses, mas Denzel ganhou da HFPA o prêmio Cecil B. DeMille no ano passado.
PREVISÃO: Casey Affleck por Manchester à Beira-Mar
Melhor Atriz - Drama
Isabelle Huppert ("Elle") e Natalie Portman ("Jackie") estão na cabeça dentre os críticos, tendo ganho facilmente a maioria dos prêmios até aqui. O filme de Huppert também está na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, enquanto que o de Melhor Atriz é a única indicação de "Jackie". Mas a escolha pode ir em outra direção: Amy Adams, por "A Chegada". Ela é a queridinha do grupo (sete indicações e duas premiações) e tem o efeito surpresa que faz sentido no Golden Globes.
PREVISÃO: Amy Adams por "A Chegada"
Melhor Filme - Musical ou Comédia
Com relação à informação acima sobre a possível grande noite da produtora Lionsgate, o filme "La La Land: Cantando Estações" desse estúdio deve ser o grande vencedor da noite. Com o devido respeito aos demais indicados da categoria, não é nem uma disputa. A produtora vai conseguir fazer o mesmo que a Fox fez no ano passado (e a Paramount em 2006): ganhar ambos os prêmios de melhor filme?
PREVISÃO: "La La Land: Cantando Estações"
Melhor Ator - Musical ou Comédia
Parece fácil escolher Ryan Gosling por "La La Land: Cantando Estações" nesta categoria.
Hugh Grant por "Florence: Quem é Essa Mulher" não seria uma escolha improvável, que daria a ele uma força a mais para suas pretensões ao Oscar. E ainda tem Ryan Reynolds por "Deadpool", que vem forte com a adaptação feita pela Fox do irreverente super-herói.
PREVISÃO: Hugh Grant por "Florence: Quem é Essa Mulher"
Melhor Atriz - Musical ou Comédia
Da mesma forma que na categoria Melhor Filme, esta categoria não é difícil. Emma Stone pode ir em frente e preparar já o seu discurso.
PREVISÃO: Emma Stone por "La La Land: Cantando Estações"
Melhor Ator Coadjuvante
Mahershala Ali ("Moonlight: Sob a Luz do Luar" e Casey Affleck dominam entre os críticos até aqui. Aqui parece ser o local apropriado para premiar o filme deles, se ganhar ou não o de Melhor Filme. Mas tem uma zebra no meio e que pode ser Jeff Bridges de "A Qualquer Custo" , ou Hell or High Water.
PREVISÃO: Jeff Brigdes por "A Qualquer Custo"
Melhor Atriz Coadjuvante
Há muitas chances de ser Viola Davis, cujo desempenho no filme "Cercas" está bastante surpreendente. Mas há o risco de que a HFPA siga em uma direção inesperada neste ano, com Nicole Kidman por "Lion".
PREVISÃO: Viola Davis, por "Cercas"
Melhor Diretor
Eles gostam de serem benevolentes com todos, mas nesta categoria a corrida está entre dois filmes que concorrem a Melhor Filme: Damien Chazelle (La La Land) e Mel Gibson (Até o Último Homem). A aposta é com Chazelle, que deve se repetir também no Oscar.
PREVISÃO: Damien Chazelle, “La La Land: Cantando Estações”
Melhor Roteiro
Não parece que a HFPA esteja de amores por "Manchester à Beira-Mar", como outros grupos estão. Uma escolha pode cair em, talvez, "A Qualquer Custo". Ou talvez ainda em "Animais Noturnos", de Tom Ford. Realmente, qualquer um dos indicados pode levar o prêmio.
PREVISÃO: "A Qualquer Custo".
Melhor Trilha Sonora
Aqui seria um bom local para reconhecer o fime "Estrelas Além do Tempo", ou no original "Hidden Figures". E assim o palco ganhar um energia a mais com a presença de Pharrell Williams. E se os votantes querem algo diferente, poderiam premiar Johann Johannsson, cuja trilha de "A Chegada" se tornou inelegível para o Oscar. Além desses, tem ainda um musical para escolher (La La Land), que poderia ser a escolha mais plausível.
PREVISÃO: "Lion"
Melhor Canção
Há uma grande oportunidade para ser super-astro como Justin Timberlake ("Can´t Stop the Feeling") para o filme de animação "Trolls", ou Stevie Wonder (Faith), para o filme de animação "Sing: Quem Canta seus Males Espanta". Ou ainda Lin Manuel-Miranda (How Far I´ll Go) por "Moana". A escolha talvez seja a mais certa e óbvia.
PREVISÃO: "City of Stars", do filme La La Land.
Melhor Filme Estrangeiro
É possível que os votantes se juntem a outras organizações que premiaram "Toni Erdmann", mas eles adoraram "Elle" e Huppert é um chamariz na categoria de melhor atriz-drama para o filme.
PREVISÃO: "Elle"
Melhor Filme de Animação
Tudo leva a crer que "Zootopia" vai ganhar aqui, mas há muitos que gostam de outro filme da Disney, "Moana". Enquanto isso, "Kubo e as Cordas Mágicas, ou "Kubo and the Two Strings" no original, tem ido bem no circuito. A aposta é nele.
PREVISÃO: "Kubo e as Cordas Mágicas
Fonte: Variety
Melhor Filme - Drama
Muitos estão apostando em "Moonlight: Sob a Luz do Luar" (Moonlight) e realmente o filme está sendo muito apreciado dentro do grupo votante do prêmio. Mas pode estar em suas mentes mais do que em seus corações. "Manchester à Beira-Mar" (Manchester by the Sea" está também muito forte com os membros da HFPA (Associação que coordena o prêmio). Contudo, eu vou ser do contra e apostar em "Até o Último Homem" (Hacksaw Ridge), que também está forte com os membros da HFPA e pode ser a grande noite para a produtora Lionsgate (mais sobre isso à frente...)
PREVISÃO: "Até o Último Homem"
Melhor Ator - Drama
Da mesma forma que será no Oscar, parece que a escolha está entre Casey Affleck ("Manchester à Beira-Mar) e Denzel Washington ("Cercas" ou Fences, no título original). Affleck tem dominado as atenções nos últimos meses, mas Denzel ganhou da HFPA o prêmio Cecil B. DeMille no ano passado.
PREVISÃO: Casey Affleck por Manchester à Beira-Mar
Melhor Atriz - Drama
Isabelle Huppert ("Elle") e Natalie Portman ("Jackie") estão na cabeça dentre os críticos, tendo ganho facilmente a maioria dos prêmios até aqui. O filme de Huppert também está na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, enquanto que o de Melhor Atriz é a única indicação de "Jackie". Mas a escolha pode ir em outra direção: Amy Adams, por "A Chegada". Ela é a queridinha do grupo (sete indicações e duas premiações) e tem o efeito surpresa que faz sentido no Golden Globes.
PREVISÃO: Amy Adams por "A Chegada"
Melhor Filme - Musical ou Comédia
Com relação à informação acima sobre a possível grande noite da produtora Lionsgate, o filme "La La Land: Cantando Estações" desse estúdio deve ser o grande vencedor da noite. Com o devido respeito aos demais indicados da categoria, não é nem uma disputa. A produtora vai conseguir fazer o mesmo que a Fox fez no ano passado (e a Paramount em 2006): ganhar ambos os prêmios de melhor filme?
PREVISÃO: "La La Land: Cantando Estações"
Parece fácil escolher Ryan Gosling por "La La Land: Cantando Estações" nesta categoria.
Hugh Grant por "Florence: Quem é Essa Mulher" não seria uma escolha improvável, que daria a ele uma força a mais para suas pretensões ao Oscar. E ainda tem Ryan Reynolds por "Deadpool", que vem forte com a adaptação feita pela Fox do irreverente super-herói.
PREVISÃO: Hugh Grant por "Florence: Quem é Essa Mulher"
Melhor Atriz - Musical ou Comédia
Da mesma forma que na categoria Melhor Filme, esta categoria não é difícil. Emma Stone pode ir em frente e preparar já o seu discurso.
PREVISÃO: Emma Stone por "La La Land: Cantando Estações"
Melhor Ator Coadjuvante
Mahershala Ali ("Moonlight: Sob a Luz do Luar" e Casey Affleck dominam entre os críticos até aqui. Aqui parece ser o local apropriado para premiar o filme deles, se ganhar ou não o de Melhor Filme. Mas tem uma zebra no meio e que pode ser Jeff Bridges de "A Qualquer Custo" , ou Hell or High Water.
PREVISÃO: Jeff Brigdes por "A Qualquer Custo"
Melhor Atriz Coadjuvante
Há muitas chances de ser Viola Davis, cujo desempenho no filme "Cercas" está bastante surpreendente. Mas há o risco de que a HFPA siga em uma direção inesperada neste ano, com Nicole Kidman por "Lion".
PREVISÃO: Viola Davis, por "Cercas"
Melhor Diretor
Eles gostam de serem benevolentes com todos, mas nesta categoria a corrida está entre dois filmes que concorrem a Melhor Filme: Damien Chazelle (La La Land) e Mel Gibson (Até o Último Homem). A aposta é com Chazelle, que deve se repetir também no Oscar.
PREVISÃO: Damien Chazelle, “La La Land: Cantando Estações”
Melhor Roteiro
Não parece que a HFPA esteja de amores por "Manchester à Beira-Mar", como outros grupos estão. Uma escolha pode cair em, talvez, "A Qualquer Custo". Ou talvez ainda em "Animais Noturnos", de Tom Ford. Realmente, qualquer um dos indicados pode levar o prêmio.
PREVISÃO: "A Qualquer Custo".
Melhor Trilha Sonora
Aqui seria um bom local para reconhecer o fime "Estrelas Além do Tempo", ou no original "Hidden Figures". E assim o palco ganhar um energia a mais com a presença de Pharrell Williams. E se os votantes querem algo diferente, poderiam premiar Johann Johannsson, cuja trilha de "A Chegada" se tornou inelegível para o Oscar. Além desses, tem ainda um musical para escolher (La La Land), que poderia ser a escolha mais plausível.
PREVISÃO: "Lion"
Melhor Canção
Há uma grande oportunidade para ser super-astro como Justin Timberlake ("Can´t Stop the Feeling") para o filme de animação "Trolls", ou Stevie Wonder (Faith), para o filme de animação "Sing: Quem Canta seus Males Espanta". Ou ainda Lin Manuel-Miranda (How Far I´ll Go) por "Moana". A escolha talvez seja a mais certa e óbvia.
PREVISÃO: "City of Stars", do filme La La Land.
Melhor Filme Estrangeiro
É possível que os votantes se juntem a outras organizações que premiaram "Toni Erdmann", mas eles adoraram "Elle" e Huppert é um chamariz na categoria de melhor atriz-drama para o filme.
PREVISÃO: "Elle"
Melhor Filme de Animação
Tudo leva a crer que "Zootopia" vai ganhar aqui, mas há muitos que gostam de outro filme da Disney, "Moana". Enquanto isso, "Kubo e as Cordas Mágicas, ou "Kubo and the Two Strings" no original, tem ido bem no circuito. A aposta é nele.
PREVISÃO: "Kubo e as Cordas Mágicas
Fonte: Variety
Thursday, January 5, 2017
Carl Reiner se recorda de Debbie Reynolds e Carrie Fisher como pessoas totalmente diferentes.
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| Carl Reiner e Debbie Reynolds em 2013 |
O fato mais surpreendente é que eu estava assistindo "Cantando na Chuva" dois dias antes do falecimento de Debbie Reynolds.
Há dois ou três filmes que costumo assistir para relaxar e esse é um deles.
Ela teve aulas de danças durante seis semanas antes de fazer todas aquelas danças com dois dos melhores dançarinos do mundo (Gene Kelly e Donald O'Connor) Pouca gente sabe disso.
Debbie e eu trabalhamos juntos no filme "Sem Talento para Matar" (The Gazebo), junto com Glenn Ford. Eu me lembro que tivemos conversas muito agradáveis e foi muito simpática para me convidar a um especial de TV no ano seguinte. Fizemos uma cena onde eu interpretava Edward R. Murrow (famoso jornalista americano dos anos 50) entrevistando três grandes divas do cinema - Zsa Zsa Gabor, Brigitte Bardot e a atriz italiana Anna Magnani - e as personificações de Debbie delas foram perfeitas.
Eu fui conhecer a Carrie, quando eu trabalhei com ela no filme "Tem um Morto ao Meu
Lado", (Sibling Rivalry) de 1990, que eu dirigi.
As duas, Debbie e Carrie, eram pessoas totalmente diferentes. Debbie era extrovertida, cheia de vida; Carrie já era mais pensativa, como você pode observar pelo número de livros que ela escreveu.
Ela pensava profundamente sobre as coisas. Uma era uma atriz de comédias e musicais e a outra um pensadora séria com alguns traços de comediante em si.
Eu ainda não consigo acreditar. Quando ouvi que Debbie havia falecido, eu disse: "Esperem aí, tem algum engano. Eles estavam falando de Carrie." Foi muito inacreditável.
Fonte: THR
Tuesday, January 3, 2017
Como "Deadpool" salvou Ryan Reynolds
Ryan Reynolds passou 11 anos pensando como se sentiria nas vestes de Deadpool. Quando ele finalmente conseguiu vestir a roupa vermelha, ele já havia idealizado como iria trabalhar o personagem: o super-herói da Marvel não andaria com os passos firmes do Super-Homem, mas iria andar com um gingado. “Deadpool é tão feminino,” o ator disse ao tomar uma sopa em hotel de Bel-Air. “Pelo menos, como eu o vejo.”
Esta estória primeiro apareceu na revista Variety de 3 de janeiro de 2017. Segue abaixo um resumo dela.
O problema era que os stunts, que me dublavam não conseguiam tirar o lado viril deles. “Eu dizia, 'Quando acabarem dar um salto, podem dar uma dançadinha?'” disse Reynolds rindo.
Nesta semana, o andar especial de Reynolds vai aparecer bastante no tapete vermelho do Golden Globes. “Deadpool” é o primeiro filme de um herói de gibi que consegue uma indicação de melhor filme em 74 anos de história da organização, competindo na categoria musical/comédia. E Reynolds está na corrida como melhor ator, depois de ter um ganho um prêmio no Critics´ Choice Awards. “Sem parecer muito esotérico,” disse Reynolds, “mas eu realmente me incorporei nesse cara.”
Em um ano imprevisível, no qual Donald Trump e Bernie Sanders apareceram como astros políticos, Deadpool, um mercenário vindo dos gibis, com um rosto desfigurado e um arsenal de piadas vulgares tornou-se um das maiores estórias de sucesso no cinema. O filme da 20th Century Fox investiu apenas $58 milhões de dólares e já arrecadou $783 milhões no mundo inteiro, passando filmes como “X-Men: Apocalipse” e “Esquadrão Suicida”. Mas, além disso, o filme levou de volta o ator Reynolds, depois de passar por alguns filmes fracassados, para a lista A dos atores de Hollywood.
“Eu passei por águas turbulentas,” disse Reynolds, 40 anos, que vive na área norte de Nova York com sua esposa, a atriz Blake Lively e as duas filhas. “Quando ‘Deadpool’ surgiu para mim, foi como um grande alívio – era o papel que eu achei que poderia dar bastante certo para mim.”
Reynolds, que não é tão sarcástico como Deadpool, mas quase, elevou o nível de sarcasmo para interpretar o anti-herói desencantado.
Os fãs do filme acham que “Deadpool” deveria ter indicações ao Oscar em Fevereiro. Sete anos atrás, a Academia expandiu a lista de escolha de melhor filme para até 10 filmes, na esperança de que filmes baseados em quadrinhos, como “Batman: O Cavaleiro das Trevas” pudesse ser incluso. Em vez disso, os votantes do Oscar acabaram enchendo a lista com filmes mais artísticos como “Amor” de 2012 e “Ela” de 2013. Se “Deadpool” chegar ao Oscar, será uma vitória do público.
Hugh Jackman, que trabalhou com Reynolds em 2009, no filme “X-Men Origens: Wolverine”, diz, “Quando eu apresentei a cerimônia do Oscar, ‘Batman’ não teve indicação e todos falaram sobre isso. É um pouco complicado afirmar que há injustiças – estamos felizes e fazendo filmes. Mas adoro quando alguém como Ryan é reconhecido. Esses filmes de heróis de quadrinhos de orçamento elevado não são fáceis de fazer.”
Reynolds acredita que, ao passo que o corpo votante da Academia evolui, filmes de quadrinhos vão acabar chegando lá. “Por exemplo, ‘Logan’, parece ser um filme que pode quebrar essa barreira, “ diz Ryan sobre o último filme de Wolverine, dirigido por James Mangold. “Eu digo de antemão que é fantástico,” disse ele. “Já vi um pedaço dele. É muito interessante.”
Deadpool é um ex-militar, chamado Wade Wilson, que se transforma em um super-herói após um tratamento de câncer, que não deu certo. É o primeiro personagem pansexual da Marvel, um traço que é apenas sugerido no primeiro filme. Reynolds, que está em Los Angeles, trabalhando em uma continuação, não descarta haver um namorado para o personagem. “O que é amor para Deadpool pode não ser o amor que seja para Batman ou outra pessoa,” diz Reynolds. “Eu acho que isso pode ser mais bem trabalhado. Ele é incomum em todos os sentidos.”Ryan tem grandes planos para o próximo ato de Deadpool, que vai ser filmado em 2017 para estrear em 2018. O diretor do 1º filme, Tim Miller, abandonou a continuação por divergências criativas e foi substituído por David Leitch. “O orçamento do novo filme não será muito maior,” diz Reynolds, mas depois volta atrás. “Quem sabe? Talvez o orçamento seja bem maior – Tudo pode acontecer.”
Ele não se preocupa em ser rotulado com um herói dos quadrinhos. “ Eu adoraria fazer o Deadpool por quanto tempo eles me deixassem interpretá-lo, disse ele. “Temos esboços para vários filmes dele.” Ele planeja um filme apenas com Deadpool e Wolverine – embora isso seja novidade para Jackman.
“Estou hesitando,” disse Jackman, que planeja se despedir de Wolverine neste ano, “porque acredito que agora seja o tempo ideal. Mas o tempo pode estar errado.”
Reynolds não vai desistir. “Não sei se posso mudá-lo de ideia,” disse. “É o público: eu iria explorar essa relação para levar o Hugh de volta a outro filme.”
Reynolds começou a fazer sucesso em Hollywood com a comédia de 2002, “O Dono da Festa”, ambientado em uma fraternidade de faculdade. Dali, ele fez “Blade: Trinity”, “A Proposta”, no qual ele fez um noivo falso de Sandra Bullock e o impagável “Apenas Amigos”, de 2005.
“Os filmes que eu fiz, e que deram certo financeiramente, foram todos de orçamento médio a pequeno, “diz ele. “Eu me sinto confortável com esse ambiente. Você não tem que ter um custo alto te pressionando a todo o momento.” Ele lamenta que os estúdios estejam saindo desses tipos de filmes. “O filme de orçamentos médios está sumindo,” diz Reynolds. “É um pouco parecido com a classe média nesse país – está tendo os mesmos problemas.”
Com sua ascensão nos filmes, o pensamento de adaptar “Deadpool” em um filme se tornou uma obsessão para ele. Reynolds queria interpretar o personagem, quando ele viu um quadrinho de 2004, descrevendo Deadpool como a sua própria imagem.
Mas apesar dos esforços de Reynolds para tornar o filme realidade, a Fox sempre deixava a ideia de lado, mesmo depois que os roteiristas que trabalhavam junto com Reynolds, Rhett Reese e Paul Wernich, afinaram o primeiro esboço de roteiro em 2009.
Finalmente, em 2014, “Deadpool” ganhou o sinal verde, depois que fãs apoiaram um filme teste que migrou para a Internet.
“Quando esse pequeno trecho chegou à Internet, criou uma enorme onda de apoio,” disse Reynolds. “Eu credito aos usuários do Twitter, Facebook e Instagram pelo filme ter sido feito.” Não vou dizer quem liberou o trecho para a Internet, mas foi um esforço interno para cutucar os executivos da Fox,” disse ele.
Mas antes de tudo isso, Reynolds fez o papel de Deapool no filme “X-Men Origens: Wolverine”, de 2009, no qual, devido à greve dos roteiristas, ele teve que improvisar muitas das suas falas. O filme não teve grande aprovação dos críticos. Depois, em 2011, ele fez o “Lanterna Verde” na Warner Bros.
“Eu não acho que ainda estivesse pronto,” disse Reynolds depois do fracasso do filme. “Você começa a filmae sem um roteiro acabado– eles tinham basicamente apenas desenhos das cenas, um pôster e uma data de estreia.” Ele diz que não irá reprisar o papel em possíveis continuações.
O fracasso de “Lanterna Verde” juntou-se à relutância da Fox em pensar em outro filme baseado em super-herói e com Reynolds atuando. “Parte da razão por que “Deadpool” não foi liberado antes, certamente foi por causa de mim,” ele admite. “Se Robert Downey Jr. fosse interpretá-lo, acho que teria sido mais fácil.”
Reynolds passou cerca de duas horas por dia na academia para emagrecer, mas não para ficar musculoso demais. “Queríamos que ele estivesse realmente em forma, igual a um corredor de média distância,” disse Reynolds.
Quando ele estava pronto para filmar, a ansiedade de Reynolds tomou posse dele. Ele ficava até tarde com o roteiro para que pudesse fazer as tiradas de Deadpool com todo o efeito. Em dos mais divertidos momentos do filme, Deadpool reclama que não há mais X-Men no filme e fala em voz alta se o estúdio não pode assumir os custos. Foi uma piada que o ator incluiu, depois que a Fox cortou o orçamento do filme em alguns milhões, logo antes da produção começar. “Eu sempre disse que Ryan seria o melhor roteirista de comédias de TV por aí,” disse Reese. “Ele é muito rápido.”
“Eu escreveria mais 10 piadas,” diz Reynold sobre seu tempo dedicado em aperfeiçoar o roteiro. “Eu nunca, jamais dormi. Ou eu estava dormindo em um ângulo perfeito, apenas sentado e constantemente trabalhando ao mesmo tempo.”
Seu grande medo era decepcionar os fãs. “Quando já estávamos em pós-produção, nós estivemos na Comic-Con e as pessoas estavam doidas pelo filme. As expectativas estavam me devorando.” Sua esposa, que estava filmando “Águas Rasas” na época, acalmou meus nervos. “Blake me ajudou a passar por isso,” disse Reynolds. “Ainda bem que ela me tranquilizou.”
Neste ano de 2017, Ryan vai estar um filme de ficção científica (dos mesmos roteiristas de Deadpool), “Vida”, que deve estrear no Brasil em 23/03 e no filme de ação “The Hitman´s Bodyguard”, sem tradução e estreia definidos para o Brasil. Mas seu foco principal será a continuação de Deadpool.
Fonte: Variety
Friday, December 30, 2016
Wishful Drinking, por Carrie Fisher
Wishful Drinking é um livro autobiográfico e sarcástico de Carrie Fisher, publicado em 2008 e que depois deu origem a um show na Broadway (Studio 54).
Mas tarde, em 2010, a HBO produziu um documentário do show que está no Youtube e pode ser assistido mais abaixo.
O show está legendado, mas Carrie fala em um inglês bem lento e pronunciado, que dá até para se dispensar as legendas.
Mas tarde, em 2010, a HBO produziu um documentário do show que está no Youtube e pode ser assistido mais abaixo.
O show está legendado, mas Carrie fala em um inglês bem lento e pronunciado, que dá até para se dispensar as legendas.
Como os Produtores de "Silêncio" conseguir levar o projeto de Martin Scorsese adiante
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| Esq>>Direita: Emma, Scorsese, Wrinkler e Emmett |
Depois de uma exibição de "A Última Tentação de Cristo" em 1988, o arcebispo Paul Moore, Jr. da cidade de Nova York enviou uma cópia do livro de Shûsaku Endô para Martin Scorsese. O romance era sobre dois jesuítas portugueses que viajam para o Japão em 1639, a fim de encontrar o mentor deles, que supostamente havia cometido apostasia, e acabam sofrendo perseguições. Scorsese ficou impressionado com o tema do sacrifício contido no livro e como ele mexia com a essência do Cristianismo. Tentar produzir o filme provou ser um grande luta que durou quase três décadas. Neste texto, os produtores contam que as monções de Taiwan não foram necessariamente a parte mais complicada desta produção de 40 milhões de dólares.
Emma Tilinger Koskoff: "Silêncio" passou por vários financiadores nesses anos, mudando de mãos em muitas brigas jurídicas. Vittorio Cecchi Gori foi um dos primeiros a querer investir no filme. Nós passamos vários níveis de orçamentos de custos e não seria feito a menos que o orçamento fizesse sentido. Marty, em certa ocasião, declarou. "Olha, me digam quando dinheiro eu vou ter e eu farei por esse preço." Graham King ficou com o filme por um longo tempo e gastou muito dinheiro nele. Ele entrou em acordo conosco para comprar os direitos do filme por um preço justo.
Irwin Winkler: Eu estava uma vez visitando o set de "A Invenção de Hugo Cabret" e aí perguntei ao Martin o que tinha acontecido com "Silêncio", uma adaptação em que ele estava trabalhando com Jay Cocks (roteirista). Ele disse, "Ainda estou com ela, por que não fazemos o filme juntos?" Os principais, incluindo eu, Emma, Marty e os atores deveriam deixar os nossos valores e custos de lado por enquanto. Era a única maneira de levarmos isso para frente.
Nosso objetivo primordial era encontrar um lugar onde poderíamos filmar, que tivesse possibilidade de financiamento. Consideramos Vancouver, mas seria caro demais trazer os atores e elenco do Japão. Taiwan acabou sendo uma grande escolha. O custos trabalhistas eram razoáveis e próximos dos países ocidentais - e certamente comparáveis ao Japão - e havia uma equipe local que era muito capacitada.
Randall Emmett: Quase quatro anos atrás, eu recebi um telefonema do meu agente, Ari Emanuel, e ele me perguntou se eu tinha interesse em fazer um filme de Martin Scorsese. Ao ouvir isso, eu fiquei igual a um garoto de frente para uma longe de doces.
Assim, o trabalho começou. Logo, eu falei com Emma sobre o orçamento que poderíamos levantar.
Depois de seis meses, Ari me chama de novo e diz que eles iriam reduzir o orçamento. Eu voei para Nova York e tive uma reunião rápida com Irwin, com quem trabalhei em "A Volta dos Bravos". Ele me levou para o andar de cima da casa dele, onde já estavam Emma e Marty. Eu implorei para fazer o que quer que fosse para ser o produtor e trabalhar ao lado deles.
Eu não sabia aonde estava entrando ao certo, e como os direitos de filmagem estavam complicados. Eu trabalhei com Emma e Irwin e demorou um ano para desvencilhar a questão dos direitos e retornarmos com Cecchi Gori e Graham King.
Eu disse para Marty e Rick Yorn (produtor) que tínhamos que ir a Cannes. Marty precisava ir e vender o filme. Tendo Marty em Cannes e conversando juntos com os potenciais compradores, se tornaria um projeto mais real para eles. Marty ficou entusiasmado. Vendemos os direitos no mercado aberto e levantamos 21 milhões de dólares no exterior antes que fosse para Cannes. Contratamos Stuart Ford para ser nosso agente e não tínhamos um elenco e um distribuidor naquele momento.
Gastamos um tonelada de tempo discutindo o orçamento, eu, Emma e um produtor executivo de nosso escritório. Nós sabíamos que iria ser filmado em Taiwan. A produção durou cerca de 4 meses, com 3 meses de pré-produção.
Depois dos problemas que Martin teve com certos grupos cristãos, depois do seu filme "A Última Tentação de Cristo", agora haveria uma sensação de alívio com a conexão que existiria agora em "Silêncio".
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| Martin Scorsese e Andrew Garfield |
Emma Tilinger Koskoff: Passamos o filme para vários jesuítas em Roma e eles ficaram emocionados. Marty também teve um encontro particular com o Papa Francisco. Gostaríamos de ter boas reações da igreja. Padre James Martin nos ajudou com tudo, desde ensinar Andrew Garfield com os exercícios espirituais dos jesuítas, para termos certeza que as missas seriam feitas corretamente. Marty assina a revista católica America (www.americamagazine.org) e ele achou que o editor dela, Padre James Martin, seria uma ótima ajuda como consultor, baseado nos artigos que ele escrevia.
Qual foi o filme mais desafiador para Martin Scorsese fazer?
Winkler: "Touro Indomável". A produtora United Artists odiou o filme. Em uma reunião com Marty, eu e Robert De Niro, os dois chefes da UA na época, disseram a Roberto que eles não fariam um filme sobre um desprezível como Jake LaMotta.
Contudo, conseguimos que o filme fosse feito. Eles estavam loucos à procura de outro "Rocky, o Lutador". E perguntamos para eles: "Por que faríamos um outro filme com vocês se vocês não fizerem este?"
Os aspectos físicos deste filme são definitivamente mais desafiadores do que "Touro Indomável" e "Os Bons Companheiros". Tivemos que reinventar o Japão de 1640, muito mais complicado que o bairro de East Side de Nova York, onde esses dois últimos filmes de Scorsese aconteceram.
Fonte: Deadline
Tuesday, December 20, 2016
Bastidores de Senhor dos Anéis: 16 coisas que você não sabia
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| Sean Bean (Boromir) e os Orcs |
Por que se demorou tanto para alguém levar para as telas do cinema os livros de Tolkien? E como Peter Jackson, que não era um diretor conhecido na época, acabou dirigindo todos os três filmes? A revista Variety, fonte da postagem deste blog, lista alguns fatos que ajudaram a colocar o "Senhor dos Anéis" na grande tela.
Os hippies ajudaram os Hobbits: Os livros de Tolkien foram publicados a partir de 1954 na Inglaterra, mas não se tornaram populares nos EUA até meados dos anos 60, no tempo da guerra do Vietnam, quando as pessoas que protestavam contra a guerra e os hippies naturistas dominavam os movimentos culturais. Os livros se tornaram símbolos da contra-cultura, graças aos temas de proteção ambiental e lutas contra as forças da guerra e da corrupção.
Tolkien ficou lisonjeado pelo sucesso e admirado com os lucros. Mas ele nasceu em 1892 e não conseguia entender que a ideia dos fãs era ingerir "Senhor dos Anéis" e LSD ao mesmo tempo. Além disso, os leitores mais entusiastas começaram a invadir a sua privacidade, indo até a sua casa e chamando-o a todo o momento para perguntas obscuras.
A influência cresceu: os temas do livro se refletiram na música de grupos como Led Zeppelin com "Ramble on", segundo álbum da banda, lançado em 1969. Veja aqui link da música com letras em português: https://www.youtube.com/watch?v=pwRIltqDqN4&list=RDpwRIltqDqN4#t=27.
Também influenciou escritores como Clive Barker e Stephen King. George Lucas sempre cita os livros com uma influência importante em "Star Wars."
Uma tentativa para se filmar: Depois que o produtor Saul Zaentz de "Um Estranho no Ninho" e "Amadeus", comprou os direitos dos livros, o produtor de filmes de animação, Ralph Bakshi pretendeu fazer um.
Mesmo em meados dos anos 90, apesar de que os efeitos especiais digitais começassem a se tornar mais comuns e melhores, ainda se achava audacioso demais para ser filmar o grande universo mitológico dos elfos, hobbits, magos e monstros. Cineastas como George Lucas, Steven Spielberg e John Boorman pensaram em filmar, mas a ideia não foi para frente.
Aparece Peter Jackson: Enquanto Jackson, um grande fã de Tolkien, estava filmando seu primeiro filme, "The Frighteners" (Os Espíritos), para a Universal, começou a considerar se os grandes avanços de tecnologia em efeitos especiais já não permitiam que fosse possível adaptar a trilogia de "O Senhor dos Anéis" em filme, por uma razoável quantia em dinheiro.
Jackson foi obrigado a levar qualquer projeto, que considerasse, para a Miramax, de propriedade da Disney. Corria-se o boato que Tolkien havia incluído uma cláusula, quando ele vendeu os direitos dos livros, de que quaisquer filmes não deveriam ser feitos pela Disney.
Jackson disse que ele ouviu dizer que era assim, porque Tolkien não gostou da adaptação de 1937 da "Branca de Neve e os Sete Anões", mas no final, Harvey Weinstein, que dirige a Miramax, acabou fazendo o acordo para o filme.
Quase não foi o Jackson: Jackson pensava que deveria começar a trilogia com um filme sobre "O Hobbit", na verdade um livro antes da trilogia, e depois fazer dois filmes com o conteúdo dos três livros. Mas problemas com direitos do filme significavam que Saul Zaentz poderia apenas dar a licença de "Senhor dos Anéis" para Harvey Weinstein e não a do "Hobbit". Quando os custos de produção começaram a crescer, Weinstein deu um ultimato a Jackson: "Nós tínhamos que concordar em fazer ou sair fora," lembrou Jackson, "Ele já tinha arrumado John Madden para dirigir e Hossein Amini para fazer o roteiro."
Mas ninguém estava interessado: Jackson voltou para Nova Zelândia para começar a trabalhar em um vídeo de 35 minutos, que seria o making of do making of, que deveria ser mostrado para os estúdios interessados. Todos disseram não. Depois, houve reuniões marcadas com a Polygram - um estúdio inglês independente, que já tinha feito "Quatro Casamentos e um Funeral" - e com a New Line, no mesmo dia que Peter deveria voltar para Nova Zelândia. A New Line aceitou, depois que Weinstein negociou comprou uma parte da empresa, incluindo o cargo de produtor executivo.
Uma escala inteiramente nova: Era uma produção nunca antes feita: nenhum cineasta já tinha feito três filmes consecutivos antes, nem lidado com um número imenso de trabalhadores e extras. Um equipe de produção de mais de 2.400 e 26.000 extras trabalharam nos filmes por cinco anos. A equipe montou 64 sets de miniatura, alguns tão detalhados que as maiores era conhecidas como "bigaturas". Jackson decidiu que qualquer item de Terra Média deveria ser feito do zero. "Eu tive que criar o mundo mais real que podia. A decisão era de fazer parecer bastante histórico, com os níveis de detalhe criando a ilusão de que o público estivesse tendo uma imersão em um mundo real," disse Jackson.
Quebrando recordes: Vários sets e cenários foram os mais detalhados já feitos para um filme - a cidade do castelo branco de Minas Tirith foi o maior set já feito no hemisfério sul e funcionava como pequena cidade em atividade. O enorme animal, parecido com elefante, o Mumakil, foi a maior peça construída e tinha de ser transportada para o set em pedaços em mais de uma dúzia de caminhões.
As moradias dos Hobbits: Em Hobbiton, uma horta de vegetais foi plantada um ano antes da filmagem, para fazer com que os hobbits fossem tradicionalmente domésticos. Montagens incluíam mais de 20.000 itens de casa e mais de 1.600 pares de próteses de pés e orelhas.
Efeitos especiais inovadores: Pela primeira vez em um filme, foi criado um banco de dados enorme em uma biblioteca digital com cada imagem, que pudesse ser acessada, analisada e referenciada com um único item no filme. Todos os elementos na trilogia puderam ser manipulados digitalmente, desde paisagens, a hobbits e cavalos.
Multidões nas Batalhas: O software de simulação da WETA, que cria multidão de gente, ajudou a criar as grandes cenas de batalha na Sociedade do Anel. Cada personagem na multidão se move em resposta ao ambiente e às ações de outros personagens.
A busca pelo Gandalf: A New Line pediu que Jackson escalasse Sean Connery para o Gandalf, e embora Jackson, um fã do ator, concordasse, Connery não aceitou. Ian McKellen foi a próxima escolha para o papel do mago. Mas McKellen estava compromissado a aparecer em "X-Men." O produtor Bob Shaye encontrou Ian em uma restaurante de Londres e disse: "Uma pena saber que ele estava ocupado, porque nós realmente queríamos ele. Eu voltei para minha mesa e depois de alguns minutos, eu decidi voltar e perguntar, "Só para saber, onde poderia estar o conflito de agenda?" Ele disse, Bem, você está começando "Senhor dos Anéis" três dias antes de eu acabar "X-Men". Fizemos algumas mudanças obviamente, e foi assim que ele entrou no filme."
Não adequado para ser Aragorn: O ator escalado para Aragorn era Stuart Townsend, mas foi substituído depois que o primeiro filme estava em filmagem há três ou quatro semanas. Ele estava em quase todas as cenas e tiveram que ser refilmadas. Os produtores acharam que o ator precisava de um pouco mais de ar solene e decidiram trocar Townsend por Viggo Mortensen. "Tínhamos cinco dias para encontrar a pessoa certa, negociar e levá-lo de avião para Nova Zelândia - por 15 meses!", disse o produtor executivo Mark Ordesky. Mortensen, que era 14 anos mais velho que Townsend, parecia ter sido nascido para interpretar o misterioso guerreiro
Uma reação desconhecida: Ninguém sabia como o filme seria recebido, até que foi mostrado um vídeo de 26 minutos no Festival de Cannes em maio de 2001. "A reação da mídia foi de otimista a muito entusiasmada," conforme reportou a revista Variety. A festa, também, foi a melhor do festival. "É difícil de se lembrar de outro filme aqui com um lançamento tão festivo, " informou a revista. Os convidados da festa se divertiam dentro das casas dos Hobbits, um barco flutuando em piscina com névoa e personagens se vestindo de habitantes da Terra Média.
Sem necessidade de testes: Quando "A Sociedade do Anel" estreou em 19 de dezembro de 2001, o 11 de setembro ainda estava vivo na mente das pessoas. Filmes que mencionassem terrorismo, o World Trade Center ou aviões tinham estreia suspendida. O público estava no espírito de ir ao cinema por puro escapismo, preferencialmente estórias com heróis fortes. O filme nunca teve exibição para testes ou pré-exibição com o público, observou Jackson.
Os fãs foram fundamentais: "Durante todo o processo de produção do filme, nós iríamos permanecer em contato com os principais fãs ao redor do mundo, através destes sites de Internet, e até envolve-los no processo, caso surgissem dúvidas e obter opinião delas," disse Michael Lynne, da New Line. "Peter era um desses grandes fãs, assim ele entendia o que isso significava." Para o prazer de centenas de fãs devotados, Jackson e vários membros do elenco foram a um festa de fãs na noite do Oscar no final da rua do prédio da cerimônia, tanto para o filme da Sociedade como para o Retorno do Rei.
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| (Esq>>Dir) Billy Boyd (Pippin), Elijah Wood (Frodo), Peter Jackson, Sean Astin (Sam), Dominic Monaghan (Merry) |
Fonte: Variety
Sunday, December 18, 2016
A Ressurreição de Peter Cushing em Rogue One : Um História Star Wars
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| Figura de Peter Cushing ante a Estrela da Morte |
O filme, que estreou esta semana no Brasil, acontece antes dos acontecimentos do filme original de 1977 de George Lucas.
A maioria não vai se lembrar de Peter Cushing (só os mais velhões). O grande ator inglês de filmes de terror volta à vida com o personagem Grand Moff Tarkin, através de efeitos visuais.
Quem atua fisicamente como Tarkin é o ator britânico Guy Henry, que atua em séries da BBC. O ator não tem a cara chupada característica de Cushing, mas tem semelhança
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| Guy Henry |
Ficou tão impressionante que a antiga secretária de Cushing, Joyce Broughton, que toma conta da herança de Peter, viu a estreia do filme em Londres com seus netos. Ela quase caiu de costas quando viu a criação na tela.
"Quando você convive com uma pessoa por 35 anos, o que você espera?" disse Broughton. "Não posso dizer mais, porque me emocionou muito. Ele era uma grande alma. Ele tinha seu modo particular de viver."
Broughton que recebeu a herança dos bens de Cushing, quando ele morreu sem herdeiros em 1994, foi reticente em entrar em detalhes sobre a situação, devido a um acordo de confidencialidade assinado por ela com a Disney e Lucasfilm. Apesar da emoção, ela disse que ficou encantada pela experiência de ter visto o filme.
"Eu tenho que confessar que não sou uma fanática de Star Wars, mas acho que quem quer seja que tenha feito isso, foi absolutamente fantástico." disse ela. "Não foi um efeito pobre. Foi realmente muito bom!"
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| Peter Cushing à esquerda, no filme original de 1977 |
Um representante da Lucasfim disse à revista Variety, fonte deste artigo do blog, que os produtores do filme não vão discutir os detalhes dos recursos usados na volta de Cushing até Janeiro de 2017, a fim de que o público possa ver o filme sem receber "spoilers" dos detalhes. Mas a implicação, que possa advir desse grande feito e outros como esse futuro, é outra coisa a ser considerada e já ecoa na indústria do cinema há décadas.
Filmes como "Zelig", "Cliente Morto Não Paga" e "Forrest Gump" fizeram a recriação de personalidades do passado. O diretor Robert Zemeckis, em 1995, reviveu Humphrey Bogart com a ajuda da equipe da ILM para um episódio da "Contos da Cripta" da HBO.
Mais recentemente, em 2012, o cantor de hip-hop, Tupac Shakur, foi trazido de volta à vida, via holograma, para uma atuação no Festival de Artes e Música de Coachella Valley, na Califórnia. E no ano passado, a equipe de efeitos especiais teve que trabalhar bastante para completar a atuação de Paul Walker no filme "Velozes e Furiosos 7", depois que o ator morreu no meio da produção do filme.
"Estamos fazendo pessoas "fotoreais" há algum tempo já em filmes, " disse Richard W. Taylor II, um membro da Associação dos Diretores e ex vice presidente da Sociedade de Efeitos Especiais. Taylor foi quem executou o desenho eletrônico conceitual no original "Tron" e em outros filmes antes deste.
"Foi quando estava chegando as simulações por computador e já se levantavam questões como "Temos que arranjar um empresário para eles?", disse ele.
O projeto atual de Taylor é uma nova tecnologia de realidade virtual sem necessidade de uso de artefato na cabeça, chamado de Eymerce, que vai permitir que o público interaja com humanos virtuais fotoreais em tempo real. Um dos parceiros da empresa é o show de tributo a celebridades "Legends in Concert", que atualmente precisa de imitadores de artistas de música, que se utilizaram de cirurgia plástica para se parecer com os músicos. A tecnologia pode levar esse fenômeno para um nível seguinte, onde um ator, que estudou os jeitos e maneirismos de uma pessoa famosa, consegue um efeito convincente, junto com a ajuda dos efeitos especiais.
Quando o assunto envolve uma celebridade falecida, surge o que se chamam de direitos de arena postmortem, nos quais o uso de forma lucrativa de um nome, aparência, imagem de pessoa famosa são decididos pelos seus herdeiros.
Essa tecnologia levanta todos os tipos de perguntas no segmento do cinema e TV: se um ator não quer participar da continuação de um filme, os produtores podem achar uma maneira de inclui-lo de qualquer modo? Exemplo: o modo como trouxeram de volta James Franco para filme "Planeta dos Macacos: O Confronto" ao reciclarem cenas apagadas do filme "Planeta dos Macacos: A Origem" ? Outro exemplo: se o contrato de uma atriz a protege de filmar uma cena nua, poderia ser criado virtualmente a cena, usando-se dublê virtual?
Quanto aos mortos, o estado da Califórnia protege o direito de controle de como a imagem de um ator ou atriz possa ser usada, depois da sua morte. A legislação, aprovada em 1984, estabelece que o direito post-mortem de publicidade é de até 50 anos após a morte do indivíduo. A lei foi uma resposta para um caso em que os herdeiros de Bela Lugosi não conseguiam evitar o uso da imagem dele de Drácula para fins comerciais. Depois da pressão da Associação dos Atores, a legislação estendeu o direito para até 70 anos.
A proteção cobre apenas os que morreram na Califórnia. No Reino Unido, onde Cushing viveu e faleceu, não se reconhece o direito de publicidade após a morte. Mesmo assim, a Lucasfilm certificou-se de obter a permissão de quem tomava conta da herança de Cushing, para poder usar sua imagem em Rogue One
Fonte: Variety
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