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Saturday, June 3, 2017

Tudo sobre a série "The Deuce" com Maggie Gyllenhaal e James Franco em breve na HBO

Maggie Gyllenhaal à esquerda
A nova série dramática da HBO, "The Deuce" dos mesmos produtores das séries "The Wire" e "Treme", George Pelecanos e David Simon, transporta os espectadores para Times Square em Nova York, de volta à glória do início dos anos 70.

A série, protagonizada pelos atores Maggie Gyllenhaal e James Franco, focaliza um grupo de prostitutas, cafetões, atendentes de bar, policiais e outros transgressores tentando ganhar a vida nas ruas lotadas de lixo de Nova York. "Deuce" mais profundamente explora o crescimento da moderna indústria pornográfica (embora o primeiro episódio não lide com o negócio de filmes de sexo explícito), A primeira exibição do piloto da série foi feita em evento no Festival Split Screens, que vai até 8 de Junho no IFC Center.

Abaixo tudo que a revista Variety (fonte deste post) pôde apurar da exibição e perguntas para Gyllhenhaal e a diretora Michelle MacLaren, moderadas pelo diretor de programação do festival, Matt Zoller Seitz.

1. A prostituição é muito parecida com atuar. Gylllenhaal faz uma prostituta de rua chamada Candy, que veste uma peruca loura encaracolada, quando trabalha. Fora desse trabalho, ela é uma mulher de cabelos castanhos chamada Eileen e quem tem um garoto. "Todo o sexo que você vê ela fazer - é um desempenho," disse Gy (para abreviar). Esse fato é levado para casa em uma cena no fim do episódio, no qual Eileen explora seu desejo mais profundo." De repente, há um alívio depois de toda aquela performance," disse ela.

2. A diretora MacLaren é conhecida pelo seu trabalho em "Breaking Bad", "Game of Thrones" e "Westworld." "Deuce" tem algo em comum com essas séries, mesmo que seja estilisticamente bem diferente. "Eu acho muito interessante, quando os personagens parecem ser uma coisa na superfície e o que descobrimos quando elas são dentro de si," disse ela.

3.Gy fez o seu trabalho de casa. Uma das especialistas sexuais que ela consultou, quando pesquisava sobre o trabalho, era um ex-prostituta e atriz pornô, Annie Sprinkle. "Ela ajudou com dicas muito simples," disse Gy. "Com quantas pessoas você transava por noite, o que você fazia se estava muito frio." Gy também foi ver uma filmagem de filme pornô em Los Angeles, tendo sido convidada por um ex-ator de filmes adultos, que estava ajudando nos trabalhos da filmagem. "Eu peguei algumas informações de bastidores lá," disse ela, dizendo que a filmagem dos filmes pornôs é mais lenta do que parece."

4. A lista de filmes requeridos, para serem vistos como parte do trabalho, incluíam clássicos dos anos 70 e ambientados em Nova York: "Caminhos Perigosos", "Taxi Driver", ambos com Harvey Keitel e Robert De Niro, "Shaft", "Os Viciados" com Al Pacino e "Operação França", com Gene Hackman. 
"E depois havia os filmes pornôs. "Eu achava que já tinha visto filmes pornôs. Mas os pornôs dos anos 70 eram melhores," disse Gy. MacLaren acrescentou a perspectiva de diretora às observações de Gy. Não há muito fantasia e enredo acontecendo nos filmes de hoje - apenas as ações explícitas dos atores," disse MacLaren. "Eles não tentam tornar melhor do que parece."

5. Gy é uma produtora de "Deuce", um cargo que ela exigiu não por vaidade, mas como uma segurança. "Eu queria alguma espécie de garantia de que eles queriam não apenas a parte física, mas também a parte psicológica," disse ela. Ela sabia da reputação dos criadores Simon e Pelecanos, que conseguiram em suas séries na HBO, mas ela não conheciam nenhum dos dois antes de "Deuce". Nós não nos conhecíamos: o risco era grande." disse ela. "Eu quero ser uma produtora. Eu quero ser parte da criação das estórias e tudo o que acontece com essa mulher."

6. A sua exigência valeu a pena. Ela elogia Pelecanos e Simon por conseguirem ter com eles uma relação de muita confiança e respeito." Ela até os convenceu em algumas discordâncias sobre detalhes do seu personagem.

7. A maior parte das sequências em Times Square foram, na verdade, filmadas em um bairro de dois quarteirões em Washington Heights perto da 164th Street e Amsterdam Avenue. Os produtores conseguiram decorar esses quarteirões com a imagem de Nova York dos anos 70 e tiveram a liberdade de usar tecnologia de efeitos especiais para tirar das cenas os traços dos dias atuais. Filmar uma série no passado em Times Square hoje seria quase impossível, disse MacLaren. "Você não pode dizer para 10 milhões de pessoas: Poderiam sair do caminho e levar os carros com vocês?", disse ela.

8. Uma cena, envolvendo um personagem que é um estudante da Universidade de Nova York (NYU), foi filmada em parte na 14th Street - até que o controlador de trânsito da cidade, que estava designado para o filme, teve uma emergência de família e não conseguiria chegar até o local da filmagem. Sem a habilidade para controlar os carros entrando e saindo da filmagem, as cenas tiveram que ser filmadas em dois locais diferentes. "Vocês vão perceber que há árvores em um parte da cena e não na outra," disse MacLaren. Quando o público na exibição disse que não percebeu isso, MacLaren ficou aliviada. "Faz parte da magia do cinema," disse ela.

9. Gyllenhaal leu os roteiros para os primeiros três episódios, antes de aceitar fazer o personagem. Ela notou uma mudança definitiva no ritmo da série, quando eles chegaram ao episódio 4. "Então, eu senti que eles estavam escrevendo para mim, respondendo ao que eu estava fazendo," ela disse. "Realmente, houve uma mudança após o episódio quatro, quando o roteiro começou do zero comigo."

10. "Deuce" está cheio de atores da série "Wire", incluindo Gbenga Akinnagbe, Lawrence Gilliard Jr., Chris Bauer, Anwan Glover e Michael Kostroff.

A série deve estrear nos EUA em Setembro, pela HBO.

Sunday, December 18, 2016

A Ressurreição de Peter Cushing em Rogue One : Um História Star Wars

Figura de Peter Cushing ante a Estrela da Morte

O filme, que estreou esta semana no Brasil, acontece antes dos acontecimentos do filme original de 1977 de George Lucas.

A maioria não vai se lembrar de Peter Cushing (só os mais velhões). O grande ator inglês de filmes de terror volta à vida com o personagem Grand Moff Tarkin, através de efeitos visuais. 

Quem atua fisicamente como Tarkin é o ator britânico Guy Henry, que atua em séries da BBC. O ator não tem a cara chupada característica de Cushing, mas tem semelhança
Guy Henry
com ele. Depois da sua atuação no filme, o pessoal de efeitos da Industrial Light & Magic (ILM), na pós-produção, substituiu o rosto de Guy pelo de Cushing.


Ficou tão impressionante que a antiga secretária de Cushing, Joyce Broughton, que toma conta da herança de Peter, viu a estreia do filme em Londres com seus netos. Ela quase caiu de costas quando viu a criação na tela.

"Quando você convive com uma pessoa por 35 anos, o que você espera?" disse Broughton. "Não posso dizer mais, porque me emocionou muito. Ele era uma grande alma. Ele tinha seu modo particular de viver."

Broughton que recebeu a herança dos bens de Cushing, quando ele morreu sem herdeiros em 1994, foi reticente em entrar em detalhes sobre a situação, devido a um acordo de confidencialidade assinado por ela com a Disney e Lucasfilm. Apesar da emoção, ela disse que ficou encantada pela experiência de ter visto o filme.

"Eu tenho que confessar que não sou uma fanática de Star Wars, mas acho que quem quer seja que tenha feito isso, foi absolutamente fantástico." disse ela. "Não foi um efeito pobre. Foi realmente muito bom!"


Peter Cushing à esquerda, no filme original de 1977
A ressurreição de Cushing foi primeiramente vista em agosto de 2015. Uma imagem rápida do futuro comandante da Estrela da Morte foi passada em clips de TV para o filme.

Um representante da Lucasfim disse à revista Variety, fonte deste artigo do blog, que os produtores do filme não vão discutir os detalhes dos recursos usados na volta de Cushing até Janeiro de 2017, a fim de que o público possa ver o filme sem receber "spoilers" dos detalhes. Mas a implicação, que possa advir desse grande feito e outros como esse futuro, é outra coisa  a ser considerada e já ecoa na indústria do cinema há décadas.

Filmes como "Zelig", "Cliente Morto Não Paga" e "Forrest Gump" fizeram a recriação de personalidades do passado. O diretor Robert Zemeckis, em 1995, reviveu Humphrey Bogart com a ajuda da equipe da ILM para um episódio da "Contos da Cripta" da HBO.

Mais recentemente, em 2012, o cantor de hip-hop, Tupac Shakur, foi trazido de volta à vida, via holograma, para uma atuação no Festival de Artes e Música de Coachella Valley, na Califórnia. E no ano passado, a equipe de efeitos especiais teve que trabalhar bastante para completar a atuação de Paul Walker no filme "Velozes e Furiosos 7", depois que o ator morreu no meio da produção do filme.

"Estamos fazendo pessoas "fotoreais" há algum tempo já em filmes, " disse Richard W. Taylor II, um membro da Associação dos Diretores e ex vice presidente da Sociedade de Efeitos Especiais. Taylor foi quem executou o desenho eletrônico conceitual no original "Tron" e em outros filmes antes deste.

"Foi quando estava chegando as simulações por computador e já se levantavam questões como "Temos que arranjar um empresário para eles?", disse ele.

O projeto atual de Taylor é uma nova tecnologia de realidade virtual sem necessidade de uso de artefato na cabeça, chamado de Eymerce, que vai permitir que o público interaja com humanos virtuais fotoreais em tempo real. Um dos parceiros da empresa é o show de tributo a celebridades "Legends in Concert", que atualmente precisa de imitadores de artistas de música, que se utilizaram de cirurgia plástica para se parecer com os músicos. A tecnologia pode levar esse fenômeno para um nível seguinte, onde um ator, que estudou os jeitos e maneirismos de uma pessoa famosa, consegue um efeito convincente, junto com a ajuda dos efeitos especiais.

Quando o assunto envolve uma celebridade falecida, surge o que se chamam de direitos de arena postmortem, nos quais o uso de forma lucrativa de um nome, aparência, imagem de pessoa famosa são decididos pelos seus herdeiros.

Essa tecnologia levanta todos os tipos de perguntas no segmento do cinema e TV: se um ator não quer participar da continuação de um filme, os produtores podem achar uma maneira de inclui-lo de qualquer modo? Exemplo: o modo como trouxeram de volta James Franco para filme "Planeta dos Macacos: O Confronto" ao reciclarem cenas apagadas do filme "Planeta dos Macacos: A Origem" ? Outro exemplo:  se o contrato de uma atriz a protege de filmar uma cena nua, poderia ser criado virtualmente a cena, usando-se dublê virtual?

Quanto aos mortos, o estado da Califórnia protege o direito de controle de como a imagem de um ator  ou atriz possa ser usada, depois da sua morte. A legislação, aprovada em 1984, estabelece que o direito post-mortem de publicidade é de até 50 anos após a morte do indivíduo. A lei foi uma resposta para um caso em que os herdeiros de Bela Lugosi não conseguiam evitar o uso da imagem dele de Drácula para fins comerciais. Depois da pressão da Associação dos Atores, a legislação estendeu o direito para até 70 anos.

A proteção cobre apenas os que morreram na Califórnia. No Reino Unido, onde Cushing viveu e faleceu, não se reconhece o direito de publicidade após a morte. Mesmo assim, a Lucasfilm certificou-se de obter a permissão de quem tomava conta da herança de Cushing, para poder usar sua imagem em Rogue One


Fonte: Variety

Shooting Gallery - Céllövölde - (1990)

After killing his abusive father, a troubled teenager becomes the focus of a police investigation that unravels the emotional scars, fractur...