quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Mary Stuart, Rainha da Escócia (Mary, Queen of Scots), de Charles Jarrott (1971)

Este filme mostra os tempos tormentosos do final do século 16 na Inglaterra. Na verdade, o filme relata fatos de Novembro de 1560 a Fevereiro de 1587. 

Vanessa Redgrave faz a Rainha da Escócia, Mary Stuart. Forçada a voltar para a Escócia, após a morte de seu marido francês, a católica Mary chega em meio a algumas hostilidades por parte do súditos protestantes. Além disso, sua prima Elizabeth (Glenda Jackson) faz as coisas ficarem difíceis para ela lá do sul da fronteira. A história é bem conhecida. Maria foi a única descendente legítima sobrevivente do rei Jaime V da Escócia, tendo apenas seis dias de idade quando seu pai morreu. Ela passou a maior parte de sua infância na França, enquanto a Escócia era governada por regentes, casando-se em 1558 com Francisco, Delfim da França. Ele ascendeu ao trono em 1559 como Francisco II e Maria brevemente se tornou sua consorte. Todavia Francisco acabou morrendo no final do ano seguinte. Maria voltou então para a Escócia viúva, chegando em Leith no dia 19 de agosto de 1561. Casou-se quatro anos depois com seu primo Henrique Stuart, Lorde Darnley, porém a união foi infeliz. A sua residência foi destruída em fevereiro de 1567 numa explosão, com Henrique sendo encontrado morto no jardim.

Glenda faria no mesmo ano a minissérie "Elizabeth R" sobre a Rainha Elizabeth I, que ganharia o Emmy. O elenco tem a presença de Trevor Howard como o manipulador Burghley, Timotthy Dalton como o marido dissoluto de Mary, Henry Darnley, Ian Holm como o doente David Rizzio, Nigel Davenport como Bothwell e Patrick McGoohan como seu ambicioso meio irmão. Atenção deve ser dada aos detalhes das locais de filmagem e figurino e a trilha sonora soberba de John Barry.

Vanessa era para ter feito o papel de Elizabeth, mas foi substituída por Glenda e depois escolhida para fazer Mary Stuart. Redgrave mais tarde fez a Rainha Elizabeth no ótimo filme "Anônimo" de 2011, junto com Rhys Ifans.

Jane Fonda, Mia Farrow e Sophia Loren foram as primeiras escolhas para Mary. Vanessa foi a quarta escolha. Dame Maggie Smith chegou a ser cotada, mas não se concretizou.

Vanessa teve que aprender a canção título "Vivre et Mourir" foneticamente, porque ela não sabia falar Francês.

Nas cenas finais do filmes: Elizabeth reinou a Inglaterra por mais dezesseis anos. Ela morreu como viveu. Sem se casar e sem filhos. Ironicamente, o trono da Inglaterra e da Escócia passou para o único possível que poderia reivindicá-lo, um homem, Rei  James I, o filho único de Mary Stuart, a Rainha da Escócia.


Veja o filme no link abaixo e em breve aqui neste blog a minissérie "Elizabeth R", com Glenda Jackson.

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agRX1n8DfynhU59JT?e=S2eWZf




 






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