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Monday, April 6, 2020

Amargo Pesadelo (Deliverance) 1972

Filme dirigido por John Boorman de 1972, antes de seus outros sucessos como "Zardoz" e "Excalibur".

O vale do Rio Cahulawassee no norte do estado da Geórgia nos EUA é um dos últimos locais virgens do estado, que logo vai sofrer mudanças com a construção de uma represa no rio, que por sua vez vai inundar uma boa parte da área em volta. Assim, quatro moradores da cidade de Atlanta, Lewis Medlock (Burt Reynolds), Ed Gentry (Jon Voight), Bobby Trippe (Ned Beatty) e Drew Ballinger (Ronnie Cox) decidem fazer uma viagem de canoa pelo rio, sendo que apenas Lewis e Ed tendo experiência nesse tipo de aventura. Eles sabem que a área é isolada, mas a viagem, que parecia tranquila, toma uma caminho ruim no meio da correnteza do rio e habitantes mal encarados da região. Os quatros lutam para sair do vale e se submetem a coisas que nunca pensaram antes.

Curiosidades:

Burt Reynolds quebrou o cóccix quando descia nas correntezas e a canoa virou. Originalmente, seria usado um boneco, mas parecia muito fake, como um boneco caindo em uma queda d´água. Quando Reynolds se recuperou, ele perguntou ao diretor John Boorman como tinha sido a cena. O diretor disse: “Como um boneco caindo em uma queda d’água.”


A cena do duelo dos banjos foi a primeira cena a ser filmada. O resto do filme foi quase inteiramente feito em sequência.Na verdade é uma cena com um garoto com um banjo e o ator Ronny Cox com um violão.


Em uma cena de canoa, o ator Ned Beatty foi jogado para fora da canoa e foi sugado por um redemoinho. Um assistente de produção mergulhou na água para salvá-lo, mas ele demorou para aparecer por trinta segundos. John Boorman perguntou a Beatty, “Como se sentiu?” e Beatty respondeu. “Eu achei que iria me afogar e o primeiro pensamento foi, como o John vai acabar o filme sem mim? E o meu segundo pensamento foi, “Eu aposto que o miserável vai achar uma maneira.”


Billy Redden não sabia tocar banjo. Para simular um toque realístico nas cordas durante o duelo de banjos, um outro rapaz, um especialista em banjo, tocava as cordas com o seu braço envolvendo o lado de Redden, enquanto esteve mexia. 
A despeito do seu personagem ser meio desajeitado, Ned Beatty era o único dos quatro que tinha alguma experiência com uma canoa antes da filmagens.


Este filme foi transformador para Burt Reynolds, levando-o de personagens de TV e de filmes B para o status de superstar. Burt, mais tarde, disse que este foi o melhor filme em que ele atuou.

Depois do filme, o turismo aumentou na região a dezenas de milhares. Em 2012, por volta de 2012, cerca de 40 anos depois do filme, o turismo era a maior fonte de renda no município de Rabun County. O ator dublê de Jon Voight, Claude Terry, após o filme comprou os equipamentos usados no filme da Warner. Ele fundou uma empresa para explorar canoagem turística no rio Chatooga. O filme foi quase inteiramente rodado nesse rio, que fica na fronteira entre Carolina do Sul e Geórgia.

Jack Nicholson aceitou fazer o papel de Ed, desde que Marlon Brando fizesse o Lewis. Mas os salários combinados dos dois ultrapassavam $1 milhão de dólares, a metade do orçamento do filme, forçando John Boorman a pegar atores mais baratos.

Durante a filmagem de cenas de canoa, o roteirista James Dickey apareceu bêbado e entrou em forte discussão com John Boorman, que havia reescrito o roteiro de Dickey. Eles passaram da discussão para briga de punhos e na qual Boorman acabou com o nariz quebrado e alguns dentes trincados. Dickey foi posto para fora do set, mas não houve processo contra ele. Os dois se reconciliaram e tornaram-se amigos, tanto que Boorman deu a Dickey o papel de xerife que aparece ao final do filme.

Donald Sutherland desistiu do papel de Ed, porque ele objetou pela violência do script. Mais tarde ele lamentou a decisão.

O filme não explica o seu título (Deliverance) que seria literalmente libertação, mas o livro, em que foi baseado, diz que o que os rapazes da cidade estavam tentando encontrar no mato era a libertação do estresse da vida moderna.


Jon Voight à esquerda e James Dickey
Burt Reynolds descrevia o roteirista James Dickey como “uma cara que quando tomava Martinis demais, você quer jogar uma granada na garganta dele.” Mas foi Dickey quem deu aulas de arco e flecha para Burt.

Sam Peckinpah queria dirigir o filme, mas depois que John Boorman já tinha asegurado os direitos do filme, Peckinpah fez “Straw Dogs”, em 1971, com Dustin Hoffman

Embora o “Duelo de Banjos” tenha ganho um Grammy de música original, ela foi escrita em 1955.

Filme está na lista dos “1001 Filmes que você deve ver antes de morrer”, criada por Steven Schneider.

De todos os atores principais e do diretor John Boorman, apenas Burt Reynolds é falecido em 2018. Os demais ainda estão vivos.

Veja abaixo link para o filme em alta resolução.
https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/Ef_7bTnBfzFHgY2ZJ88rQD8BGEopGqiqjWuC4LeTT48eqQ?e=PtTYsF

Sunday, April 9, 2017

Michael Douglas conta segredos de sua longa carreira

O ator, vencedor do Oscar, Michael Douglas revelou alguns fatos de sua carreira, durante uma entrevista com Ben Mankiewicz no 8º Festival de Filmes Clássicos da TCM ontem. A conversa de duas horas tratou de tudo de sua carreira, desde os primeiros papeis na TV e no seu próximo trabalho no filme "O Homem Formiga e a Vespa", que vai estrear em Julho de 2018 no Brasil.
A revista Variety traz aqui alguns momentos da entrevista.

O Início Cabeludo
Em 1969, Douglas fez sua estreia em filme em "O Protesto", um obscuro drama anti guerra sobre um estudante de faculdade, que se alista no exército durante a guerra do Vietnam. "Arthur Kennedy fazia o meu pai e no filme ele tem que pegar meus cabelos compridos e cortar." disse Douglas. "Aí, eu mostro para meu pai (Kirk Douglas) e ele diz 'você deveria ir ao meu barbeiro'. Tem uma maneira de fazer isso para que fique mais decente, assim você não vai parecer um total idiota." As coisas não foram tão bem assim, contudo. "Pela continuidade do filme, eu tive que usar uma peruca, um peruca de cabelos compridos durante o filme," afirmou Douglas. "Aí, vesti minha peruca de hippie e fiquei parecendo como a atriz Veronica Lake." A despeito da sua aparência extravagante, o papel deu a ele uma indicação ao Golden Globe como ator estreante.


O ninho do cuco
"Elenco era muito importante," disse Douglas sobre sua adaptação ganhadora do Oscar do livro de Ken Kesey "Um Estranho no Ninho". Douglas, que produziu o filme, trabalhou muito proximamente com o diretor Milos Forman para preencher a fictícia instituição mental de Oregon com uma galeria perfeita de pacientes e equipe. Vários atores foram convidados para o papel principal, incluindo Gene Hackman e Marlon Brando, mas ambos não quiseram fazer o papel.De acordo com Douglas, Forman queria muito que Burt Reynolds fosse escolhido para o papel, porque ele tinha o que diretor descrevia como "carisma barato". Escolher a enfermeira Ratched também foi difícil. "Com todo o devido respeito para as mulheres," disse Douglas, " o movimento das mulheres naquela época em particular dizia que uma mulher não podia fazer o papel do personagem mau." Jane Fonda e Angela Lansbury passaram o papel para frente, antes que Louise Fletcher fosse escolhido ao final.


Derretimento Silencioso
Douglas aprendeu um grande lição sobre som (ou a falta dele), quando produziu seu próximo sucesso, "A Síndrome da China". O filme mostra uma série de acidentes em uma fictícia usina nuclear, culminando com uma tensa cena de quase derretimento do reator. Contudo, na sala de edição, algo não estava certo para Douglas. "Estávamos completando a edição, colocando as coisas juntas e eu fiquei realmente impressionado com os nossos editores de som em termos de todos aqueles sons específicos, que eles encontraram para a sala de controle da usina," disse Douglas. O problema veio com a adição da trilha sonora. "Estávamos na edição e tínhamos uma boa música de um cara muito bom e uma coisa estranha aconteceu. De repente, quando colocamos a trilha, o filme se tornou melodramático. Perdeu toda a sua vitalidade." A solução arriscada foi remover a trilha toda. Sem a música, "o filme ficou mais tenso, como queríamos".


Joia Trágica
"Foi o ponto mais baixo da minha carreira de produtor," Douglas disse, se referindo ao filme "A Joia do Nilo", a continuação cheia de problemas do seu sucesso "Tudo por uma Esmeralda". A complicada produção do filme foi marcada por repetidas tragédias, incluindo um desastre de avião em Marrocos que matou seis pessoas da equipe de produção, assim como a morte da roteirista de 39 anos, Diane Thomas, que escreveu "Tudo por uma Esmeralda" e serviu como consultora para a continuação. Para agradecer a Thomas pelas contribuições dela para o filme, Douglas perguntou a ela que tipo de carro ela gostava. "Ela disse que era um Porsche e eu consegui um Porsche para ela," disse Douglas. A última vez que eu a vi foi quando ela me levou para o estacionamento para me mostrar o Porsche." E depois, ela acabou morrendo um acidente de carro duas semanas depois."


A Estratégia de Stone
Douglas ganhou um Oscar de melhor ator pelo drama "Wall Street" de 1987, feito por Oliver Stone, em grande parte graças ao método psicológico de direção de Stone. Duas semanas de filmagem e Stone veio até o trailer de Douglas com um sério problema. "Ele disse, 'Michael, você está tomando drogas? Porque você parece que nunca atuou antes na vida." Douglas, embora preocupado, não tinha ideia do que Oliver Stone estava falando. "Eu nunca vejo o que está sendo filmado," disse Douglas. "Assim, eu achei que seria melhor dar uma olhada. E ele disse, 'sim, é melhor'. Sem surpresas, o que ele viu  "parecia muito bom." A confrontação foi uma estratégia de Stone. "Oliver queria apenas que houvesse um pouco mais de raiva nas cenas, " disse Douglas. "Ele estava querendo esquecer nossa relação para obter aquele desempenho, e eu fui para a cidade e trabalhei como o diabo, depois daquela conversa." De acordo com Douglas, a mentalidade vietnam de Stone é o que fez toda a diferença. "Ele quer que você esteja na trincheira junto com ele."


Cortejando a controvérsia
O filme "Um Dia de Fúria", de 1993, foi um dos mais memoráveis papeis de Douglas."Ele tocou no espírito da época," disse Douglas. "É um filme que é constantemente lembrado como um de que as pessoas realmente gostam." Não é porque não teve controvérsia, contudo. A violência do filme e o roteiro sombrio trouxe muitas reclamações de alguns grupos étnicos. "Eu me lembro por exemplo, que havia uma cena de um comerciante coreano, em que eu entrava e ficava muito nervoso," afirmou Douglas, "Logo depois que o filme estreou, eu recebi um telefonema da Warner Brothers, dizendo, 'Mike, poderia vir até aqui? Gostaríamos que conhecesse o diretor da Associação dos Comerciantes Coreanos.'" Eles queriam que eliminássemos a cena, pois achavam que retratava os coreanos de uma forma negativa. Douglas fez o que pode para contornar a preocupação do diretor. "Eu tentei explicar que havia uma razão pela qual o roteirista criou a cena como ela é," disse Douglas. "E como resultado daquele encontro, a Associação colocou aqueles botons de carinha sorrindo nas camisas de todo mundo."




The Great Sacrifice - Opfergand - (Veit Harlan, 1944)

Albrecht, Octavia & Äls form a triangle from families of idle intellectuals, prone to Neitsche. Nature loving Äls is gravely ill. Furthe...