sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Quero Viver! I want to live!, de Robert Wise (1958)

Vi este filme quando ainda era adolescente e fiquei impressionado com a interpretação de Susan Hayward. Já havia visto Susan em "David e Betsabá", de 1951.  Não é á toa que ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz por este filme de 1958. Na cerimônia do Oscar, esta premiação foi apresentada por Kim Novak e James Cagney. Cagney abriu o envelope e naquela época ainda diziam "O ganhador é..". Depois mudaram para o "O Oscar vai para..." Justamente para tirar aquela ideia de que os demais que disputavam, seriam considerados perdedores. "E a vencedora é Susan Hayward por "Quero Viver!". Houve grande aplauso para Susan. E ela estava competindo com atrizes como Elizabeth Taylor, Rosalind Russell, Deborah Kerr e Shirley Mac Laine, todas com grandes interpretações. Mas Susan realmente mereceu.

Filme baseado na vida de Barbara Graham (a verdadeira Barbara na foto ao lado), cujo julgamento por assassinato e sua controversa execução em 1955, tornou-se uma causa célebre.

A estória é sobre Barbara Graham, uma garota de festas, para usar um eufemismo, e que cometia alguns pequenos crimes, que foi culpada, juntamente com dois homens, em Março de 1953, de ter matado Mabel Monohan, um viúva rica e idosa, que vivia na Califórnia. O filme tem uma ótima fotografia em preto e branco, ótima edição, uma trilha jazzistica e cujo papel principal é de Susan Hayward, que faz uma mulher de cabeça independente, firme, desafiadora, vulnerável e uma boa mãe.

No começo e final do filme, o diretor Robert Wise (o mesmo diretor de "O dia em que a Terra parou", de 1951), é informado que a estória é baseada em fatos. Mas o roteiro nunca se aprofunda nos fatos do assassinato. Não sabemos nada sobre o vítima, seus relacionamentos, a cena do crime ou qualquer outros detalhes importantes relacionados ao caso. Em vez disso, o filme focaliza inteiramente em Graham e entra no caminho de retratá-la como inocente no assassinato de Monohan. Foto ao lado de Susan Hayward em seu julgamento.

O filme, em alguns aspectos é factual e em outros, ficcional. Na realidade, por exemplo, a polícia não capturou Graham e seus dois amigos em uma armazém à noite, como o filme retrata. Eles capturaram os três em um apartamento na hora do dia. O filme omite o vício dela em heroína, a representa com simpatia e como uma vítima do sistema de justiça.

Muitos acreditam que ela era culpada, mas depois de todos esses anos, a verdade sobre o assassinato ainda é nebulosa, obscura.

Curiosidades (IMDb):

O diretor Robert Wise estava determinado em capturar todos os terríveis elementos de uma execução para o clímax do filme. Ele visitou a Prisão de San Quentin e pediu permissão para ver a câmara de gás e testemunhar uma execução real.. Depois que ele viu e fez o diretor de arte fotografar tudo e pegar as medições para replicar no set, ele ainda não ficou com certeza de como ele iria estruturar o último ato. Ele voltou à prisão e fez um pedido final para um relato detalhado de todos os procedimentos da execução. É isso que está documentado no clímax do filme. Foram gastos duas semanas para filmar a sequência da execução.

O assassinato aconteceu em Março de 1953 e a execução em Junho de 1955.

A verdadeira Barbara Graham tinha 31 anos, quando foi executada. Susan era 10 anos mais velha que ela.

Elenco do filme: Susan Hayward, como Barbara Graham; Simon Oakland, como Ed; Theodore Bikel, como Carl; Virginia Vincent, como Peg; Dobbs Green como o guarda da câmara de gás; Raymond Bailey como o Diretor da Prisão; Stafford Repp, como um dos policiais (depois ele faria o famoso Chefe O'Hara da série Batman e Robin) e até Gavin MaLeod, também em uma ponta como policial. Gavin ficaria famoso pelo personagem Murray, de "Mary Tyler Moore".

Trilha de jazz de Johnny Mandel.

Este filme em alta resolução poderá ser visto aqui neste link:

https://1drv.ms/v/s!AsG-jsm3UF0agQype-FPmTO1icHp?e=Z6DDGg


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