domingo, 29 de março de 2020

Imitação da Vida - 1959 - com Lana Turner


Este filme, que mostra as dificuldades de relacionamentos entre mães e filhas, foi o primeiro que Lana Turner fez, desde o escândalo pessoal envolvendo ela e sua filha Cheryl Crane. No ano anterior, Cheryl, de apenas 14 anos, esfaqueou mortalmente o namorado de Lana, Johnny Stompanato. Ele era parte da gangue de Mickey Cohen, que tinha laços com a Máfia e vinha batendo em Lana. A justiça acabou determinando que as ações de Cheryl foram de homicídio justificado. Contudo, a morte e todo o escândalo subsequente criou um racha entre Lana e sua filha e seriamente ameaçou a carreira da atriz. Mas, Turner canalizou toda a dor da experiência no filme. Foi sucesso de crítica e financeiro serviu como um veículo de retorno para a atriz.

A cena do funeral foi emocionante demais para Lana Turner. Quando Mahalia Jackson começou a contar, ela perdeu todo o controle e saiu em lágrimas em direção ao seu camarim (na verdade, seu trailer). Quando parecia não haver argumentos que pudessem convencê-la de voltar para a igreja e completar a cena, a maquiadora deu um tapa no rosto da atriz, tirando ela da histeria. Daí, ela voltou para o set e completou a cena com perfeição.

Lana aceitou recebe um salário menor, do que os costumeiros $25 mil dólares por semana, mas fez acordo para ganhar 50% do lucro do filme, que deu mais de $2 milhões de dólares (que foi um recorde para uma atriz naquela época).

Quando Sarah Jane (papel feito por Susan Kohner) dança sozinha em seu quarto, podemos ver uma foto de Bobby Darin, que depois se casou com a atriz Sandra Dee, companheira de Susan e filha de Lana no filme.

Juanita Moore sentada com a criança e Lana Turner à direita.
Embora ela tivesse o segundo maior papel no filme, a atriz Juanita Moore aparecia inicialmente em sétimo lugar, depois de outros atores em papeis pequenos. Como um forma de compensação, os créditos dela apareceram no filme como “e apresentando Juanita Moore como Annie Johnson”, mas esse crédito no filme não aparecia nas propagandas do filme.

Douglas Sirk com Lana Turner
O diretor Douglas Sirk trabalhou com carinho com seus atores. Em vez de ditar a maneira como a cena dever ser feita, ele conversava com cada ator de lado, sugeria o que queria e perguntava como ele ou ela se sentia a respeito.
Deve ter sido isso que fez Douglas Sirk ter tido tanto sucessos em seus outros filmes. Foi uma pena que ele tenha se aposentado de Hollywood aos 62 anos e ter voltado para a sua nativa Alemanha.

Este filme foi o filme de maior bilheteria do estúdio Universal nessa época, e o maior sucesso de Lana Turner em toda sua carreira. Com o acordo para ganhar sobre os lucros, ele ficou confortável financeiramente para o resto da sua vida, particularmente depois que seu quinto marido, Fred May, investiu muito do dinheiro em imóveis.
As externas da casa do rancho de Lora Meredith (o papel de Lana) seria depois usado para as externas da série de TV  “Casal 20”, de 1979, vinte anos depois.

Douglas Sirk tinha lido o romance de Fannie Hurst antes de dirigir o filme, mas não tinha visto a primeira adaptação para o cinema, feita em 1934. O primeiro filme é mais literal ao livro do que a versão de Sirk, mas a versão de 1959 teve muito mais sucesso.

Juanita e Susan Kohner
Filme Indicado ao Oscar (2 indicações para Melhor Atriz Coadjuvante)
Susan Kohner e Juanita Moore.
Ganhador do Globo de Ouro de 1960 para Melhor Atriz Coadjuvante para Susan Kohner.

Trilha sonora de Frank Skinner e Henry Mancini, mas este último não teve seus créditos no filme.

Duração: 2 horas e cinco minutos. Colorido (Eastmancolor). Bem que poderia ser em Technicolor. Mas o filme está em alta resolução, que mostra toda a exuberância de Lana Turner.

Link do filme abaixo:
https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/EfFBSdjU0t1FuT6qRVloBMwBoTc_tWbg1UW_FLBrFzcisQ?e=xdUcJx

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