domingo, 14 de junho de 2020

O Grande Motim (Mutiny on the Bounty) - (1962) com Marlon Brando


Dirigido inicialmente por Carol Reed e terminado por Lewis Milestone.
Com Marlon Brando (como Fletcher Christian) e Trevor Howard (como Capitão Bligh).
Participação no elenco de : Richard Harris e Hugh Griffith.

Com 7 indicações ao Oscar:
Melhor Filme
Melhor Cinematografia em Cores
Melhor Direção de Arte
Melhor Edição
Melhores Efeitos Especiais
Melhor Cancão Música Original
Melhor Trilha Sonora

Indicado ao Globo de Ouro
Melhor Filme
Melhor Atriz Coadjuvante
Melhor Trilha Sonora


Bastidores (Fonte IMdB)

Na estreia do filme em Nova York, Marlon Brando, que usava seu uniforme naval, foi muito vaiado, enquanto que Trevor Howard recebeu grandes aplausos. Brando saiu da sala de cinema, depois que o público começou a achar graça do seu sotaque inglês.

Brando sempre tinha das suas no set e a MGM aprovava tudo. Em uma ocasião, ele tirou a equipe de filmagem para decorar e organizar o casamento de amigo no Taiti. Em outra, ele arranjou aviões para encher de caixas de champagne, perus e presuntos e voava até o Taiti para festas.

Marlon não apenas fazia improvisos em cenas com Trevor
Trevor Howard e Marlon Brando, ao lado de Anna Lee e Antoinette Bower
Howard, tornando difícil para que este pudesse seguir com suas falas, mas ele chegava até a colocar algodão nos ouvidos para que não pudesse ouvir Trevor.


A cena em que Christian bate no personagem Mills foi problemática. Quando Brando dá os golpes em Richard Harris, este faz gozação sobre a força do golpe. Na segunda tentativa, Harris aponta o seu queixo para Brando e disse: “Vamos lá, garotão, por que não me beija e acaba logo com isso? Brando ficou branco de raiva. Depois, Harris beijou Brando na bochecha e disse “Quer dançar?”. Irado e embaraçado, Brando foi embora do set.

O tenente Bligh (ele era apenas tenente, mas como comandava um navio, ele foi automaticamente chamado de Capitão) foi escolhido para a missão ao Taiti,, porque ele era considerado um dos navegadores mais competentes no mundo, tendo sido pessoalmente escolhido pelo Capitão James Cook como Mestre ( o seu título hoje seria de Navegador) em sua terceira viagem ao redor do mundo. Além disso, Bligh tinha com ele uma segunda cópia do cronômetro marinho de John Harrison. Era um relógio usado para a navegação no mar). Ele foi recuperado, ainda funcionando, da Ilha de Pitcairn e guardado no Museu Marítimo Nacional, perto de Londres.

Richard Harris concordou em fazer um pequeno papel no filme, puramente por poder trabalhar com Marlon Brando. Contudo, o comportamento de Brando no set azedou sua admiração pelo ator. Harris diria mais tarde que a produção foi um pesadelo e um desastre total.

Das três versões da história do acontecido, esta foi a versão menos historicamente precisa.

O capitão Bligh não era um capitão de açoitar seus homens. Na realidade, ele açoitava menos que outros capitães da época. Mas ele tinha uma língua ácida, achava que estava sempre certo e não hesitava em chamar a atenção de seus oficiais na frente dos homens, acabando com a autoridade deles. Este fato foi bem evidenciado neste filme, com Christian aceitando o comportamento no começo, mas depois não suportando mais Bligh por essas atitudes.

A cena em que o navio chega ao Taiti, que foi grandemente celebrado pelos nativos, foi filmada no mesmo lugar onde o verdadeiro Bounty baixou âncora em 1788. Seis mil extras locais foram usados para a sequência.

Marlon Brando mais tarde enviou uma longa carta a Trevor Howard pedindo desculpas pelo comportamento durante as filmagens. Howard foi responsável por ajudar o ator americano a ganhar uma ação de difamação contra um jornal britânico a respeito do filme. Ele também concordou em aparecer com Brando no filme Morituri (1965).

Trevor Howard estava meio que relutante em fazer Bligh, porque ele achava que estava velho para o papel. O verdadeiro tenente William Bligh tinha 33 anos, quando o Bounty saiu da Inglaterra e trinta e cinco na época do motim. Depois de todos os problemas de filmagem, Howard disse que ele achava que não deveria ter aceito o papel.

Quando Richard Harris chegou no Taiti, com garrafa de bourbon na mão, o recepcionista do hotel disse, “Bom dia, Sr. Harris.” Um surpreso Harris respondeu, “Como sabe meu nome?”. O atendente respondeu. “Eu o reconheci por sua bagagem de mão.”

O navio, usado no filme foi construído segundo as especificações da MGM, era uma atração popular em St. Petersburg, Flórida, por mais de 40 anos. O navio fez o papel do Endiburgh Trade em Piratas do Caribe: O Baú da Morte (2006).
Também foi usado para a versão de ‘A Ilha do Tesouro’, de 1990.
O navio acabou afundando em 2012, depois que foi atingido pelo furacão Sandy. Duas pessoas da tripulação morreram: o capitão, Robin Walbridge e Claudene Christian, descendente direta de Fletcher Christian.

Segundo o roteirista DeWitt Bodeen, o final do filme foi sugerido por Billy Wilder, aprovado por Brando e filmado por George Seaton.

O personagem de Hugh Griffith (Alexander Smith) desaparece em várias partes do filme. Ele foi despedido da produção quando seu alcoolismo se tornou incontrolável. Seu comportamento era tão ruim que ele foi proibido de voltar à ilha para as cenas finais.

O diretor inicial, Carol Reed, teve rusgas com Marlon Brando e com o estúdio da MGM, logo no início da produção. Ele e Brando discutiam sobre a interpretação do capitão Bligh, a quem Brando queria que fosse um óbvio vilão e sobre Christian, a quem Brando queria que fosse ‘dandy’, um indivíduo mais preocupado com suas roupas e maneiras . Reed também teve problemas com o roteiro, mas quando ele tentou omitir certas cenas da programação de filmagem, os executivos ordenaram a ele que filmasse exatamente o roteiro. Ele tentou convencer o diretor de produção, Sol Siegel para que despedisse Brando, porque ele estava atrasando a produção. Quando isso não funcionou, ele pediu para ser dispensado, mas Siegel se recusou.  Depois, Siegel decidiu demiti-lo, Se tivessem aceito o pedido de demissão de Reed, ele não teria recebido nada, mas como a MGM  o despediu, ele embolsou 200,000 dólares pelo seu trabalho feito.

A segunda esposa de Brando, Movita, fez o papel de Tehai
Tarita e Marlon
no “ O Grande Motim (1935). Tarita, que faz Maimiti neste filme, se tornou a terceira esposa de Brando.


A razão original da viagem do Bounty para o Taiti era o de transportar pequenas mudas de fruta-pão para a Jamaica, onde elas seriam cultivadas para fornecer alimento barato para os escravos trabalhando nas fazendas britânicas.
Ironicamente, as pequenas plantas de fruta-pão que Bligh trouxe para a Jamaica foram um completo fracasso. Os escravos comeram um pouco e se recusaram a comer mais. Na verdade, eles se amotinaram, como a tripulação de Bligh.
Em 1805, Bligh foi apontado como governador de Nova Gales do Sul, na Austrália. Algum tempo depois, enviaram a Londres muitas reclamações pela atitude opressiva dele.Mutas dessas reclamações era devidas às tentativas de Bligh para combater a corrupção.Os ofendidos futuramente e conseguiram depor Bligh.

Marlon Brando se tornou obsessivo com Fletcher Christian e a história do Bounty. Ele fez muitas pesquisas e contribuiu consideravelmente para o roteiro. Ele também se apaixonaria por uma taitiana e compraria a ilha de Tetiora, cerca de 30 milhas de Taiti. Ironicamente, seu filho, Christian Brando, não tem nenhuma conexão com o filme. Ele nasceu em 1958 e teve o nome por causa do amigo do seu pai, o ator francês Christian Marquand, em vez de Fletcher Christian.

O filme teve um custo estimado de 19 milhões de dólares em 1962 (equivalente a 144 milhões em dólares corrigidos pela inflação até 2012). Lawrence da Arábia (1962) que teve uma filmagem mais extensa, 17 meses, compara com 8 semanas para este filme, teve um custo de 5 milhões de dólares menos.

Em 1958, a MGM anunciou que o diretor John Sturges iria dirigir Spencer Tracy como Bligh e Burt Lancaster como Christian. Quando Marlon Brando assinou para fazer o filme, Sturges saiu.

O famoso cinematógrafo Conrad L. Hall trabalhou como operador de câmera neste filme. Ele era filho de James Norman Hall, um dos autores do livro, “Motim no HMS Bounty”. Conrad L. Hall, na verdade, nasceu no Taiti em 1926, durante o tempo em que seu pai estava escrevendo o romance junto com Charles Nordhoff.

Apesar de todas as críticas, ainda é um filme inesquecível, valendo muito pelas interpretações de Marlon Brando e Trevor Howard.

Nosso presidente Juscelino Kubitschek estava em viagem de
descanso com a família alguns meses depois de ter passado a Presidência da República para Jânio Quadros. Ele e a família haviam ido à Ilha de Tetiaroa, na Polinésia Francesa, onde ocorreu parte das filmagens. JK apareceu no set do filme e tirou essa foto com Marlon Brando.


Veja abaixo link para o filme:
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segunda-feira, 8 de junho de 2020

A História de um Egoísta (Patterns) - 1956, com roteiro de Rod Serling

A estória da competição feroz e corrosiva em uma grande empresa industrial chefiada por Walter Ramsey (em ótimo desempenho de Everett Sloane),  com seu temperamento rude e impiedoso. É a saga também de Bill Briggs (Ed Begley), seu segundo em comando de há bastante tempo, que flutua entre valores humanos tanto quanto tecnológicos. E é o caso de Fred Staples (Van Heflin), um engenheiro industrial comparativelmente mais jovem, trazido por Ramsey para substituir Briggs. Os pontos de vista e as sensibilidades de Fred  são essencialmente os de Briggs. As pessoas não são simplesmente unidades, elas sentem. Mas é o padrão calculado de Ramsey de não despedir seu velho assistente, mas criar condições tão insuportáveis, que ele será forçado a renunciar.

Filme dirigido por Fielder Cook. Estrelado por Van Heflin, Everett Sloane, Ed Begley, Beatrice Straight e Elizabeth Wilson.

O filme tem três ganhadores do Oscar: Van Heflin, Ed Begley e Beatrice Straight.

Primeiro filme dirigido por Fielder Cook.

Filme indicado ao BAFTA.

Nós publicamos o filme em nosso canal do YouTube, mas este bloqueou, embora já exista o mesmo filme no YouTube, publicado por outro canal. Coisas inexplicáveis do YouTube.
No entanto, você poderá ver o filme aqui neste blog, com o link abaixo.

https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/EenWokZxQwlDhZHez7JViJIBwrc7P24Xx49znJgM06C8cg?e=0zULdp


quarta-feira, 3 de junho de 2020

Mary Tyler Moore Show - T1E6 - 'Apoie sua Mãe Local' (Support Your Local Mother) - 1970

Nancy Walker e Mary à direita.
Neste episódio, Mary aloja a mãe de Rhoda em seu apartamento, porque sua amiga não quer recebê-la.
Roteiro de James L. Brooks e Allan Burns, que ganharam um Emmy por este episódio.

Com Mary Tyler Moore, Valerie Harper, Edward Asner, Ted Night, Gavin MacLeod e Cloris Leachman.
Participação de Nancy Walker como a mãe de Rhoda.

Este episódio não pode ser publicado no meu canal do YouTube. Mas pode ser visto pelo link abaixo:
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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Perry Mason - Série de TV com Raymond Burr - 1º Episódio da 1ª Temporada - 1957

Perry Mason é uma famosa série de TV, que durou 9 temporadas, de 1957 a 1966.
Relata os casos do advogado criminal de defesa, Perry Mason, lidando com os casos mais difíceis na busca do inocente.
É estrelada por Raymond Burr. Em 1954, ele havia feito o assassino no clássico "Janela Indiscreta" de Alfred Hitchcock.

Baseado em estórias de Erle Stantley Gardner.

Série ganhadora de Emmys e Globo de Ouro. Nâo deu para colocar no nosso canal do YouTube. Assim, estamos colocando os episódios aqui no blog.


A série é em preto e branco. Há cerca de 271 episódios com a média de 50 minutos cada. Apenas um episódio da temporada 9 foi em cores.

O primeiro episódio chama-se "O Caso da Ruiva Inquieta", de 1957. Que poderá ser visto pelo link abaixo.

https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/ETp9qu_-IH5MuG4RM9JpGVsBzBMiE_lS96D24cQMxLHaEg?e=OFD9f0