sábado, 29 de abril de 2017

Prévia das Indicações ao Tony Awards de 2017


Com  a abertura da temporada de premiação com "Paramour" , a primeira aventura do Cirque du Soleil para a Broadway e com a peça que encerrou, "A Doll´s House, Part 2", estarão 13 novos musicais, cinco revivals de musicais, 10 novas peças e 7 peças revivals, elegíveis para a premiação do teatro americano, o Tony Awards de 2017.

Este tópico do blog é sobre uma reportagem do site Deadline, estimando os prováveis indicados ao prêmio, fato que vai acontecer na próxima semana.

São 35 shows (entre musicais e peças) e todos parecem que estrearam ontem. Alguns já são sucesso, mas muitos - especialmente os não musicais - dependem das indicações ao Tony e, preferivelmente, ganharem o prêmio se eles querem ter uma chance de ter retorno ao investimento feito.

A competição neste ano será particularmente acirrada, especialmente nas categorias principais de musicais e peças novas, assim como atuações. Deve ser emocionante.

O comitê da indicação tem 42 membros que trabalham no meio artístico, incluindo produtores, atores, idealizadores e outros envolvidos em campos relacionados. Eles se encontraram na última segunda-feira para classificarem os indicados (até cinco em algumas categorias e quatro em outras) em 24 categorias no total, que serão revelados na manhã da próxima terça-feira, 2 de Maio. O comitê tem 42 pessoas, mas são mais de 800 votantes.

Os ganhadores serão anunciados em 11 de Junho, em uma cerimônia apresentada por Kevin Spacey e televisionada pela CBS, começando às 20h00.

A seguir, o palpite de Jeremy Gerard, do site Deadline, e um dos votantes ao prêmio.

Melhor Musical: Três shows são certos para indicação: Dear Evan Hansen, Come From Away e Natasha e Pierre and the Great Comet of 1812. Isso deixa dois espaços a
Benjamin Platt (Dear Evan Hansen)
preencher: o palpite de Jeremy Gerard é de que serão preenchidos por 
Groundhog DayAnastasia, ambos os quais tem futuro lucrativo em turnês.Mas haverá muitos que vão preferir  War Paint, BandstandCharlie and the Chocolate Factory (estes dois últimos também ganharão bastante dinheiro em turnês. Bronx Tale que tem sido um sucesso de bilheteria na temporada, que viu o encerramento de Jersey Boys, será provavelmente esnobado, junto com Amélie, Paramour, Holiday Inn e In Transit.

Melhor Revival de Musical: Hello, Dolly! é claro. Falsettos, que teve uma passagem curta, mas bem recebida, é certo de ganhar uma colocação. Isso deixa Sunset Boulevard, Miss Saigon e Cats.  Sunset vai ter um espaço como tributo a Glenn Close, que recebeu boas críticas, mas não é elegível, porque ela já ganhou fazendo Norma Desmond na produção original. Miss Saigon, reconcebido, vai ganhar uma chance. Cats não vai, porque é ruim e não está à altura de Lord Lloyd Webber.

Melhor Peça: Foi uma temporada surpreendente para novas peças na Broadway, em termos de qualidade, se não de público, que em geral se inclina mais e mais para o grandes musicais e deixa os dramas, reconhecidos pela crítica, mais para o público específico. Os prováveis concorrentes ao prêmio serão Sweat, que acabou de ganhar o Prêmio Pulitzer de Melhor Drama; A Doll’s House, Part 2, que teve ótima recepção; Indecent, a mesma ótima recepção (além de que a autora, Paula Vogel, ganhou o Prêmio Obie pela sua carreira) e Oslo, que passou intacto indo da off-Broadway (peças e musicais off-Broadway são representados em Nova York em teatros menores do que os teatros da Broadway, porém maiores do que os das produções off-off-Broadway) para a Broadway. Isso deixa um quinto espaço aberto para uma grande disputa , que inclui The Present, que marcou a estreia de Cate Blanchett na Broadway; duas comédias (Oh, Hello on Broadway e The Play that Goes Wrong),The Encounter, Heisenberg e Significant Other. Espera-se que seja indicada a música extraordinária de Lisa Gutkin e Aaron Halva para Indecent para Melhor Trilha (raro, mas já aconteceu para uma peça).

Melhor Revival de Peça: Outra disputa forte. Prováveis certos: Six Degrees of Separation, The Little Foxes, Present Laughter e Jitney. Merece mencionar a versão de Sam Gold para The Glass Menagerie, que dividiu crítica e público. The Price poderia ser escolhido, como poderia The Front Page, um grande sucesso que pode passar como despercebido pelos votantes(embora quem poderia deixar de perder a chance de ver Nathan Lane e Kevin Spacey dividindo espaço no Tony?) Prováveis não indicados: The Cherry Orchard com Diane Lane, e Les Liaisons Dangereuses, com Liev Schreiber e Janet McTeer.

Mark Ruffalo e Danny DeVito
Atores e Atrizes: Ben Platt e Andy Karl com certeza ganharão indicações, por Dear Evan Hansen e Groundhog Day, respectivamente. O conjunto no revival de Jitney, ensaído pelo especialista no autor August Wilson, Ruben Santiago-Hudson, está impecável. Preste atenção nesses atores e atrizes: Bette Midler e David Hyde Pierce (Hello, Dolly!). Laurie Metcalf ( A Doll´s House, Part 2). Cate Blanchett (The Present). Kevin Kline (Present Laughter). Mark Ruffalo e Danny DeVito (The Price). Josh Groban (Natasha, Pierre and the Great Comet of 1812). Allison Janney e Corey Hawkins (Six Degrees of Separation). Sally Field (The Glass Menagerie). Laura Linney (The Little Foxes). Mary Louise-Parker (Heisenberg). Christine Ebersole (War Paint).

Este blog vai acompanhar a publicação dos indicados ao Tony 2017 na terça, dia 2 de Maio.


Fonte: Deadline

sábado, 22 de abril de 2017

Filme "Pentagon Papers" de Steven Spielberg vai estrear a tempo de concorrer ao Oscar 2018

O filme , com o título inicial (ou definitivo) "Pentagon Papers" de Steven Spielberg deve estar na lista de filmes indicados para o Oscar.
Segundo comentários, deve ter no elenco Tom Hanks e Meryl Streep. O filme será mostrado para uma estreia limitada em 22 de dezembro deste ano. Depois, vai seguir estreia normal nos cinemas em 12 de janeiro de 2018, uma semana após a transmissão do Globo de Ouro.

Hanks vai interpretar o editor-responsável pelo Washington Post, Ben Bradlee, e Meryl Streep terá o papel da dona do jornal, Katharine Graham. Ambos tomaram a decisão de publicar relatos confidenciais do envolvimento dos Estados Unidos na guerra do Vietnam, contra as objeções do Governo Nixon. 

Dramas jornalísticos se saem bem perante os membros votantes do Oscar - "Spotlight: Segredos Revelados", de 2015, ganhou o prêmio de melhor filme, enquanto que em 2005, "Boa Noite e Boa Sorte" e "Todos os Homens do Presidente", de 1976, tiveram várias indicações .

A data da estreia coloca o filme de Spielberg na caça ao prêmio da Academia, juntamente com os filmes de Alexander Payne, "Downsizing", de "The Current War", com Benedict Cumberbatch e "The Greatest Showman" com Hugh Jackman.

A Twentieth Century Fox vai distribuir o filme. O estúdio também anunciou que "Red Sparrow", um suspense de espionagem que volta a juntar Jennifer Lawrence com Francis Lawrence, o diretor de "Jogos Vorazes", vai estrear em 2 de Março de 2018. Estava programado originalmente para 10 de Novembro de 2017, mas a Fox acredita que uma liberação posterior terá menor concorrência. Não há grandes filmes programados para estrear nessa data.

O estúdio realocou o filme "Assassinato no Orient Express", uma adaptação do famoso livro de Agatha Christie, com Kenneth Branagh, Johnny Depp e Daisy Ridley para o lugar vago por "Red Sparrow". Ele estava originalmente alocado para 22 de Novembro.

Fonte: Variety

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A futura série de TV "A Roda do Tempo" poderá ser a nova "Game of Thrones"


A adaptação para série de TV "A Roda do Tempo" (Wheel of Time) está finalmente caminhando com a Sony Pictures Television.

A série será baseada nos livros de fantasia, escritos por Robert Jordan, o pseudônimo de James O. Rigney Jr. 

Existem 14 livros no total, começando com o "O Olho do Mundo" de 1990 e concluindo com "Uma Memória da Luz" (A Memory of Light), que foi terminado por Brandon Sanderson, após o falecimento de Jordan em 2007.
Eles contam a busca para encontrar o Dragão Renascido (Dragon Reborn), que dizem que irá reunir as forças para combater o Sombrio (The Dark One).

A Sony vai produzir juntamente com a Red Eagle Entertainment e a Radar Pictures. Rafe Judkins deve roteirizar e ser produtor executivo. Judkins trabalhou anteriormente em séries como a "Agentes da Shield" da ABC e a série "Hemlock Grove" da Netflix, assim como a série da NBC, "Chuck". A viúva de Jordan, Harriet McDougal irá participar como consultora de produção.

Essas são as últimas notícias sobre série desde Abril do ano passado, quando McDougal informou que os livros seriam adaptados. "Nós queremos compartilhar as novidades sobre "A Roda do Tempo," ela escrevera no Google+. "Assuntos jurídicos já foram resolvidos. 'A Roda do Tempo' vai ser tornar uma série TV de alto nível. Eu não poderia estar mais contente. Aguardem o anúncio oficial vinda de algum grande estúdio."

Uma adaptação da coleção de livros  "A Roda do Tempo" já esteve em desenvolvimento de uma forma ou de outra, desde 2000 (bem antes do seu similiar "Game of Thrones"), mas os projetos nunca foram passaram desse estágio. Contudo, um episódio piloto, chamado "Winter Dragon" foi ao ar em Fevereiro de 2015 no canal FX, com Max Ryan e Billy Zane. Foi passado à 1 hora da manhã, sem nenhuma publicidade prévia. Depois que o episódio foi ao ar, McDougal divulgou uma declaração, dizendo que ela nem sabia que havia sido produzido.

Vamos aguardar. Se for bem produzida, pode chegar a ser a sucessora de "Game of Thrones".



Fonte: Variety


sexta-feira, 14 de abril de 2017

"The Promise", um drama sobre o genocídio armênio com Christian Bale

O filme independente, que custou US$ 10 milhões, estrelando Christian Bale e Oscar Isaac, foi financiado pelo falecido bilionário Kirk Kerkorian.

"The Promise" vai ser lançado em 21 de Abril com uma grande campanha promocional, que inclui até uma apresentação no Vaticano. E os produtores do filme insistem em dizer que não irão ficar com qualquer lucro do filme.
Christian Bale e Charlotte Le Bon

O filme, dirigido por Terry George, tem um grande elenco, contando com Oscar Isaac, como um médico estudante armênio. Christian Bale como um jornalista americano e Charlotte Le Bon, como uma armênia por quem os dois personagens se apaixonam. O pano de fundo é sobre o genocídio armênio na Turquia ao princípio da 1ª Guerra Mundial.

Não haveria o filme se não fosse por um homem: Kirk Kerkorian, o bilionário e ex-dono da MGM, falecido em 2015, um mês antes da produção do filme ter começado. Ele decidiu financiar todo o projeto, o primeiro filme americano a descrever o genocídio armênio, porque era uma paixão pessoal de muito tempo para ele. Seus pais deixaram o império otomano no início do genocídio, durante o qual estimam-se que morreram 1.5 milhões de armênios.

"A verdade é muito pior do que mostramos na tela, mas ele não queria que fosse uma pregação de uma lição de História ou um banho de sangue," disse Eric Esrailian, um dos produtores de "The Promise", que trabalhou junto com Kerkorian e administra sua empresa de produções, a Survival Pictures. "Ele queria uma estória de amor, um épico no mesmo estilo de filmes que ele lembrava serem os grandes filmes da sua época - "Lawrence da Arábia", "Doutor Jivago" e "Casablanca."

Oscar Issac no centro
Kerkorian também queria grandes atores, diz Esrailian. E assim, George, que também dirigiu um outro filme sobre um genocídio, "Hotel Runda", foi encarregado de reescrever o roteiro de Robin Swicord, adicionando o personagem de Bale, não apenas para criar um triângulo amoroso, mas também para colocar vários elementos-chave com que ele chama de "épico histórico à moda antiga". Embora a única atriz ou ator com descendência armênia seja Angela Sarafyan (Westworld), George disse que a produção empregou uma equipe diversificada.

"Há muito elementos: a estória de amor, o conflito entre essas pessoas e os personagens políticos e o foco do genocídio. Assim foi como montar um grande quebra-cabeça," afirma George, que nunca se encontrou com Kerkorian, porque este estava doente, enquanto o projeto evoluia. A filmagem levou 72 dias em 20 localidades, dentre elas, Espanha, Malta, Portugal e Nova York.

Enquanto o filme estreava no Festival de Filmes de Toronto, recebendo críticas diversas, o grande desafio em encontrar um distribuidor era o fato de que o genocídio permanece ainda um assunto controverso. Turquia e Azerbaijão não aceitaram o filme e houve ameaças a países que aceitaram. Esrailian disse que "tornou-se claro que o governo da Turquia iria ter um influência sobre esse filme. Uma das mais insidiosas realidades de nossa existência nos EUA é de que os governos estrangeiros podem controlar a arte. Eu diria que nos níveis mais altos de diferentes estúdios, não importando a qualidade do filme, nunca seria distribuído por certas empresas. Eu acho isso vergonhoso, mas é apenas a realidade com que temos que lidar."

Antes da estreia nos EUA, o filme foi passado internacionalmente para grupos de comunidade armênia, grega e assíria. "Esses foram as três comunidades que foram reprimidas durante a época e estavam esperando por esse filme há quase 100 anos," disse George.

"Os armênios foram mortos pelo seu próprio governo, não pelo inimigo, e eles foram mortos desse modo sistemático, que se tornou a definição oficial da palavra 'genocídio'," disse George. "Mas essa estória conta que um homem e uma mulher, por menor que sejam como referência, podem confrontar e superar o mal, sobreviver e dar uma vida melhor para outros. Eu quero que isso seja usado como uma peça de educação assim como uma peça de entretenimento. Deveria ser usado nas escolas."

O filme foi apresentado no Vaticano recentemente. A advogada dos direitos humanos, Amal Clooney, e seu marido, George Clooney - cujo grupo sem fins lucrativos, A Sentinela, irá receber uma doação da bilheteria do filme - foram à première em Londres. Os esforços promocionais do filme também incluíram uma campanha social de celebridades, chamada #KeepThePromise, que recrutou Barbra Streisand, Cher, Sylvester Stallone e Andre Agassi para enviar tweets sobre o filme.

O principal objetivo da Survival Pictures não é recuperar o dinheiro gasto no filme, conforme os produtores dizem, mas assegurar que todos a renda dos cinemas sigam para instituições sem fins lucrativos, como a Fundação da AIDS de Elton John e outros grupos humanitários e de direitos humanos. Kerkorian deu o exemplo ao ser um generoso filantropista, que doou mais de US$ 1 bilhão para caridade, segundo Esrailian. O elenco foi informado desse plano antes de assinarem contrato.

Essa iniciativa tem colocado pressão para o sucesso do filme, diz George: "O dinheiro vai para algo bom, não para o total das receitas de vendas de alguma grande corporação ou que seja."

"Nós não somos contra o lucro - da maneira que eu olho para isso, é que quanto mais dinheiro recuperarmos, mais poderemos ajudar outras pessoas e mais expor o filme para o mundo, assim nós logicamente queremos que ele seja um sucesso do ponto de vista financeiro," diz Esrailian, que cita a visão inicial de  Kerkorian. "Muitas vezes conversamos sobre o filme - obviamente o processo de desenvolver um filme como esse demora bastante tempo, e cada mês que se passava, eu dizia a ele, "Você tem certeza que quer fazer o filme mesmo? Porque nós poderíamos simplesmente doar o dinheiro para a caridade - é sempre o que ele tem feito." E ele disse, 'Não. Podemos fazer o filme e doar para a caridade. Queremos fazer o dois.'"

Veja o trailer legendado abaixo.




Fonte: THR.

domingo, 9 de abril de 2017

Michael Douglas conta segredos de sua longa carreira

O ator, vencedor do Oscar, Michael Douglas revelou alguns fatos de sua carreira, durante uma entrevista com Ben Mankiewicz no 8º Festival de Filmes Clássicos da TCM ontem. A conversa de duas horas tratou de tudo de sua carreira, desde os primeiros papeis na TV e no seu próximo trabalho no filme "O Homem Formiga e a Vespa", que vai estrear em Julho de 2018 no Brasil.
A revista Variety traz aqui alguns momentos da entrevista.

O Início Cabeludo
Em 1969, Douglas fez sua estreia em filme em "O Protesto", um obscuro drama anti guerra sobre um estudante de faculdade, que se alista no exército durante a guerra do Vietnam. "Arthur Kennedy fazia o meu pai e no filme ele tem que pegar meus cabelos compridos e cortar." disse Douglas. "Aí, eu mostro para meu pai (Kirk Douglas) e ele diz 'você deveria ir ao meu barbeiro'. Tem uma maneira de fazer isso para que fique mais decente, assim você não vai parecer um total idiota." As coisas não foram tão bem assim, contudo. "Pela continuidade do filme, eu tive que usar uma peruca, um peruca de cabelos compridos durante o filme," afirmou Douglas. "Aí, vesti minha peruca de hippie e fiquei parecendo como a atriz Veronica Lake." A despeito da sua aparência extravagante, o papel deu a ele uma indicação ao Golden Globe como ator estreante.


O ninho do cuco
"Elenco era muito importante," disse Douglas sobre sua adaptação ganhadora do Oscar do livro de Ken Kesey "Um Estranho no Ninho". Douglas, que produziu o filme, trabalhou muito proximamente com o diretor Milos Forman para preencher a fictícia instituição mental de Oregon com uma galeria perfeita de pacientes e equipe. Vários atores foram convidados para o papel principal, incluindo Gene Hackman e Marlon Brando, mas ambos não quiseram fazer o papel.De acordo com Douglas, Forman queria muito que Burt Reynolds fosse escolhido para o papel, porque ele tinha o que diretor descrevia como "carisma barato". Escolher a enfermeira Ratched também foi difícil. "Com todo o devido respeito para as mulheres," disse Douglas, " o movimento das mulheres naquela época em particular dizia que uma mulher não podia fazer o papel do personagem mau." Jane Fonda e Angela Lansbury passaram o papel para frente, antes que Louise Fletcher fosse escolhido ao final.


Derretimento Silencioso
Douglas aprendeu um grande lição sobre som (ou a falta dele), quando produziu seu próximo sucesso, "A Síndrome da China". O filme mostra uma série de acidentes em uma fictícia usina nuclear, culminando com uma tensa cena de quase derretimento do reator. Contudo, na sala de edição, algo não estava certo para Douglas. "Estávamos completando a edição, colocando as coisas juntas e eu fiquei realmente impressionado com os nossos editores de som em termos de todos aqueles sons específicos, que eles encontraram para a sala de controle da usina," disse Douglas. O problema veio com a adição da trilha sonora. "Estávamos na edição e tínhamos uma boa música de um cara muito bom e uma coisa estranha aconteceu. De repente, quando colocamos a trilha, o filme se tornou melodramático. Perdeu toda a sua vitalidade." A solução arriscada foi remover a trilha toda. Sem a música, "o filme ficou mais tenso, como queríamos".


Joia Trágica
"Foi o ponto mais baixo da minha carreira de produtor," Douglas disse, se referindo ao filme "A Joia do Nilo", a continuação cheia de problemas do seu sucesso "Tudo por uma Esmeralda". A complicada produção do filme foi marcada por repetidas tragédias, incluindo um desastre de avião em Marrocos que matou seis pessoas da equipe de produção, assim como a morte da roteirista de 39 anos, Diane Thomas, que escreveu "Tudo por uma Esmeralda" e serviu como consultora para a continuação. Para agradecer a Thomas pelas contribuições dela para o filme, Douglas perguntou a ela que tipo de carro ela gostava. "Ela disse que era um Porsche e eu consegui um Porsche para ela," disse Douglas. A última vez que eu a vi foi quando ela me levou para o estacionamento para me mostrar o Porsche." E depois, ela acabou morrendo um acidente de carro duas semanas depois."


A Estratégia de Stone
Douglas ganhou um Oscar de melhor ator pelo drama "Wall Street" de 1987, feito por Oliver Stone, em grande parte graças ao método psicológico de direção de Stone. Duas semanas de filmagem e Stone veio até o trailer de Douglas com um sério problema. "Ele disse, 'Michael, você está tomando drogas? Porque você parece que nunca atuou antes na vida." Douglas, embora preocupado, não tinha ideia do que Oliver Stone estava falando. "Eu nunca vejo o que está sendo filmado," disse Douglas. "Assim, eu achei que seria melhor dar uma olhada. E ele disse, 'sim, é melhor'. Sem surpresas, o que ele viu  "parecia muito bom." A confrontação foi uma estratégia de Stone. "Oliver queria apenas que houvesse um pouco mais de raiva nas cenas, " disse Douglas. "Ele estava querendo esquecer nossa relação para obter aquele desempenho, e eu fui para a cidade e trabalhei como o diabo, depois daquela conversa." De acordo com Douglas, a mentalidade vietnam de Stone é o que fez toda a diferença. "Ele quer que você esteja na trincheira junto com ele."


Cortejando a controvérsia
O filme "Um Dia de Fúria", de 1993, foi um dos mais memoráveis papeis de Douglas."Ele tocou no espírito da época," disse Douglas. "É um filme que é constantemente lembrado como um de que as pessoas realmente gostam." Não é porque não teve controvérsia, contudo. A violência do filme e o roteiro sombrio trouxe muitas reclamações de alguns grupos étnicos. "Eu me lembro por exemplo, que havia uma cena de um comerciante coreano, em que eu entrava e ficava muito nervoso," afirmou Douglas, "Logo depois que o filme estreou, eu recebi um telefonema da Warner Brothers, dizendo, 'Mike, poderia vir até aqui? Gostaríamos que conhecesse o diretor da Associação dos Comerciantes Coreanos.'" Eles queriam que eliminássemos a cena, pois achavam que retratava os coreanos de uma forma negativa. Douglas fez o que pode para contornar a preocupação do diretor. "Eu tentei explicar que havia uma razão pela qual o roteirista criou a cena como ela é," disse Douglas. "E como resultado daquele encontro, a Associação colocou aqueles botons de carinha sorrindo nas camisas de todo mundo."




domingo, 2 de abril de 2017

Stellan Skarsgard vai estrelar drama da 2ª Guerra - O Pássaro Pintado, de Jerzy Kosinski

O ator sueco Stellar Skarsgard e o alemão Udo Kier (de "Blade") estarão no adaptação para a tela do livro do escritor polonês Jerzy Kosinski, "O Pássaro Pintado" (The Painted Bird). Ainda deve se juntar a eles um ator importante de Hollywood.

O produtor e diretor será o checo Vaclav Marhoul e fala sobre a estória de um menino judeu, que vagueia pelo leste da Europa, se passando por não judeu, a fim de evitar aprisionamento em campo de concentração pelos Nazistas na 2ª Guerra Mundial.

Skarsgard disse para o "The Hollywood Reporter", fonte deste post, que o "Pássaro Pintado" é um livro adorável e tem um ótimo roteiro."

O ator sueco disse que ele vai ser um soldado alemão.

"Vocês estão provavelmente familiarizados com a estória. É sobre um garoto e seus encontros com um monte de pessoas diferentes, e eu sou um deles," disse Skarsgard.

O livro , o primeiro de Kosinski, foi publicado em 1965, causando controvérsias e críticas, devido ao seu retrato do horrores do tempo da guerra não perpetrado pelos nazistas e sim pelos camponeses poloneses.

Kosinski tirou o título do livro de uma tradição cultural de caçar pássaros, pintando-os de cores brilhantes e depois soltando-os. Os "pássaros pintados" jamais eram aceitados de volta pelos seus grupos e eram bicados até a morte, uma destino que Kosinski usa como analogia para o menino.

Kosinski, que se mudou para os EUA no final dos anos 50, é mais conhecido pelo seu livro "Being There" (Muito além do Jardim), que foi adaptado para filme com Peter Sellers.

Vaclav Marhoul, que comprou os direitos de filmagem para "O Pássaro Pintado" em 2010, diz que a estória de Kosinski é "uma estória profundamente dramática, descrevendo a relação próxima entre o terror e a crueldade de um lado e a inocência e amor de outro. Embora o romance tenha sido considerado muito controverso desde sua publicação, ele ganhou reconhecimento internacional e vários prêmios literários."

Petr Kotlar, um menino checo de nove anos, vai ser o garoto judeu. O elenco ainda inclui atores poloneses, ucranianos, russos e checos. Marhoul diz que ainda está em conversações com outros atores alemães e negociação com Skarsgard.

O romance, que mostra um mundo sombrio de violência e sadismo, "cativou-o", disse Marhoul. Ele passou nove anos preparando a adaptação do material para a tela. "Houve momentos em que eu fiquei preocupado de que não iria conseguir fazer isso, de que eu estava comendo mais do que poderia engolir." disse ele.

Marhoul acredita que a adaptação do livro é muito propícia, particularmente quando o ódio está novamente crescendo na Europa, ao passo que os países lutam para absorver milhões de imigrantes de áreas de conflito, na África, Oriente Médio e Afeganistão.

O custo do filme gira em torno de US$ 5 milhões e a fotografia principal começa depois de filmagens preliminares em Praga e em externas na Ucrânia.

O filme deve ser realizado em 105 dias e em branco e preto. A estreia mundial deve ser em Maio de 2019.

Série britânica "The Halcyon" será exibida ao final de 2017 nos EUA

A rede Ovation TV, dedicada a artes, cinema, música e moda comprou os direitos de exibição para os EUA para a série "The Halcyon", uma das mais recentes séires britânicas, da Left Bank Pictures, os mesmos produtores da série "The Crown" para a Netflix.

A Ovation tem intenção de estrear "The Halcyon" nos EUA (e quem sabe aqui no Brasil) ao final de 2017.

A série é situada nos anos 40 dentro de um luxuoso hotel cinco estrelas no centro de Londres e com a segunda guerra mundial como pano de fundo.

É descrita como ao estilo de Downton Abbey, tem como principais atores, Steven Mackintosh (de "Luther"), Olivia Williams (de "Anna Karenina") e Hermione Corfiled (de "Rei Arthur: A Lenda da Espada).

Em um acordo separado, Ovation também assegurou os direitos de exibição nos Estados Unidos da série canadense de espíonagem "X Company". A série focaliza cinco jovens recrutas - Canadense, American e Britânicos - que são treinados em uma instalação ultra-secreta, antes de serem enviados de paraquedas atrás das linhas inimigas.

Jack Laskey (de "Hatfield & McCoys"), Evelyne Brochu (de "Orphan Black") e Warren Brown (de "Luther") estão entre os atores principais. A Ovation pretende exibir a série em 2018.

A Ovation obteve ambas as séris da Sony Pictures Television, que administra a distribuição internacional.


Fonte: THR