quinta-feira, 15 de junho de 2017

Produtoras de Argentina e Brasil juntas em série de animação para TV "King of the Worlds"

Uma co-produção entre a Caramba Estudio da Argentina e Split Studio do Brasil foi formalizada para criarem uma série de animação para a TV chamada "King of the Worlds" ou "Rei dos Mundos".

Criada por Ariel López Verdesco e com produção executiva de Marilina Sánchez, "King of the Worlds" será apresentada no Festival Internacional de Animação Amnecy (veja site aqui: https://www.annecy.org/home).

A animação de 11 minutos e 52 episódios, para crianças de 7 a 11 anos, focaliza em Bruno, uma criança comum com um dom extraordinário: A habilidade de viajar o mundo das coisas do dia a dia, junto com o amigo Rocky e a irmã Juana.

Cada mundo que eles visitam irá trazer uma nova missão: Salvar aquele mundo da destruição, proteger de uma invasão e ajudar os habitantes a ficar livre de problemas.

Planejada para estrear em 2019, "King of the Worlds" terá sua pré-produção, direção geral e roteiros preparados na Argentina, enquanto que a produtora Split Studio, do Brasil, vai ser co-autora dos roteiros, direção e pós-produção, de acordo com Marilina Sánchez da Caramba Estudio.

"A cooperação com o Split Studio é extremamente importante para nós, pois é um aliado com concepções similares de projeto, e o Brasil oferece muitos incentivos e modelos de financiamento. Sem eles, seria muito difícil encaminhar uma produção," disse ela.

"Até onde eu sei, nunca existiu uma série de animação para TV com uma co-produção de Brasil e Argentina, apenas parcerias de serviços. Gostaria que houvesse mais, a partir de agora," disse ela.

Ainda acrescentou: "A animação latino-americana está crescendo muito, com projetos bastante interessantes. Há interesse dos países da América Latina em gerar acordos e projetos de cooperação."

No Festival Annecy, a Caramba Estudio vai apresentar "King of the Worlds" para potenciais compradores e co-produtores da Europa.

Fonte: Variety.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Peça "Indecent", ganhadora de dois Tonys, encerra apresentações na Broadway


A peça dramática "Indecent", de Paula Vogel, que ganhou dois Tonys na cerimônia de domingo passado, vai encerrar suas apresentações após a matinê de 25 de junho no Cort Theatre, em Nova York. Houve ao todo 79 apresentações. É a terceira peça a anunciar o encerramento após o Tony 2017, assim como as peças "Six Degrees of Separation" e "Sweat".

Criada por Paula Vogel e pela diretora Rebecca Taichman, "Indecent" focaliza um grupo de atores, o elenco de "God of Vengeance", de Sholem Asch, que arriscaram suas vidas e carreiras para fazer uma peça, que alguns a criticaram por ser uma blasfêmia, e situada na Europa pós Segunda Guerra Mundial e nos Estados Unidos. A peça estreou no Teatro Vineyard (sem fins lucrativos) no ano passado e foi transferida para a Broadway, após grande aclamação dos críticos.

A peça tem música composta por Lisa Gutkin e Aaron Halva, que se apresentam no palco junto com os demais do elenco. A produção é coreografada por David Dorfman. Cenografia de Riccardo Hernandez, figurino de Emily Rebholz, iluminação de Christopher Akerling, som de Matt Hubbs e desenho de projeção por Tal Yarden. Foi indicada também ao Tony por Melhor Peça, mas ganhou pela direção de Rebecca e pela iluminação de Akerling.

Paula Vogel ganhou o prêmio Pulitzer de 1998 (pela peça "How I Learned to Drive", ou como Aprendi a Dirigir) fez a sua estreia na Broadway com "Indecent".

"Estamos orgulhosos e honrados pela oportunidade de levar "Indecent" para a Broadway pelos talentos notáveis de Paula Vogel, Rebecca Taichman e o elenco de artistas e assistentes," disseram os produtores da peça, Daryl Roth, Elizabeth McCann e Cody Lassen, no anúncio do encerramento da temporada. "Indecent" tocou os corações do público que experimentaram a magia desta peça no Teatro Cort nos últimos três meses e esperamos que continue assim, quando for apresentado em teatros por todo o país, Canadá e no exterior. "Indecent" é uma peça típica para o teatro e estamos gratos pelos grandes momentos que tivemos com ela.

Durante o tempo em que a peça esteve fora da Broadway (o que eles chamam de off-Broadway), obteve o prêmio Obie para a diretora Rebeca Taichman e o prêmio Lortel pela Coreografia (David Dorfman).

Segue um pouco da história desta peça. Uma jornada de paixão de "God of Vengeance" até "Indecent".

1907
O autor Sholem Asch conta seu nova peça "Got fun Nekome" (God of Vengeance" ou "Deus da Vingança") para o fundador da moderna literatura iídiche, I. L. Peretz. Este fica incomodado por considerar que a peça representa mal a piedade ou a devoção religiosa judaica. Ele recomenda que Asch "a queime". "Got fun Nekome" estreia em São Petersburg e Moscou, onde é aclamada, e depois em Nova York, onde os jornais de esquerda defendem a sofisticação audaciosa da peça, enquanto que os jornais mais tradicionais a deploram por estimular estereótipos anti-semitas.

1914
Com a eclosão da 1ª Guerra Mundial, Sholem Asch deixa a Europa e ruma aos EUA. Depois da guerra, ele visita a Europa e fica chocado com a destruição das comunidades judaicas.

1921
As leis americanas reduzem drasticamente o número de imigrantes permitidos a entrar no país, vindos do leste e sul da Europa.

1921-22
Um movimento para evitar que haja peças maliciosas no palco ganha força contra peças populares da Broadway.

1922
A tradução para o inglês de "God of Vengeance" por parte de Issac Goldberg, estreia no teatro Provincetown Playhose de Nova York, antes de passar para um teatro maior, o Greenwich Village Theatre.

1923
Em 19 de fevereiro, "God of Vengeance" estreia na Broadway no Apollo Theater. A cena apaixonada na chuva é cortada pela produção, mudando a relação das mulheres de uma de amor para apenas uma de manipulação.

Em 6 de março, em meio a uma apresentação, uma autoridade policial informa ao elenco e produtores que eles foram indiciados por obscenidade. Na manhã seguinte, a companhia de teatro paga fiança e volta ao teatro em tempo para a matinê.

Em 23 de maio, a companhia vai a julgamento e é declarada culpada. O veredito é invalidado por uma apelação.

1924
A leis de imigração apertam ainda mais. A Sociedade para os Direitos Humanos é fundada como sendo a primeira organização nos EUA que busca a igualdade para homossexuais. A polícia faz pressão e fecha a entidade.

1926
O estado de Nova York aprova a Lei Wales Padlock, que proíbe peças de "lidar com o assunto da degeneração ou perversão sexual." Esta lei, não declarada inconstituicional até 1976, declara que os personagens LGBT têm que ser tratados como símbolos do mal, corrupção e do vício.

Inícios dos Anos 40
"Got fun Nekome" é executada no Guetto de Lodz (cidade no centro da Polônia), onde moram cerca de 160.000 judeus, isolados do mundo.

1942
Sholem Asch
Oficiais nazistas discutam a polêmica "Solução Final para o Problema Judaico" e inicia-se a expulsão ou expatriação forçada dos judeus. Em resposta, Sholem Asch proíbe futuras apresentações da sua peça.

1943
Sholem Asch é o primeiro escritor iídiche a ser indicado ao Prêmio Nobel.

1973
A dramaturga Paula Vogel, então uma estudante de 22 anos, formada pela Cornell University, lê a peça "God of Vengeance" ante a sugestão de seu professor.

1997
Enquanto era estudante primeiranista da escola de Artes Dramáticas de Yale, a diretora Rebecca Taichman, descobre a peça "God of Vengeance" e escreve depois sua tese sobre o julgamento da obscenidade.

2010
Rebecca Taichman chama Paula Vogel para colaborar na peça sobre esse julgamento da obscenidade que, mais tarde, viria a ser "Indecent".

2013
"Indecent" começa um projeto de produção no centro experimental teatral do Instituto Sundance.

2015-16
A estreia mundial de "Indecent" é feita no Teatro de Repertório de Yale, seguida de uma produção no La Jolla Playhouse. "Indecent" começa na Off-Broadway no Teatro Vineyard.

2017
"Indecent" estreia no Cort Theater, na Broadway, 94 anos depois da estreia da Broadway de "God of Vengeance".
   

Veja abaixo um vídeo com a autora, Paula Vogel, explicando o enredo de "Indecent": 




E aqui abaixo um pequeno clip com cenas da peça:





segunda-feira, 12 de junho de 2017

Lista dos Ganhadores do Tony 2017 deste Domingo 11 de Junho

Abaixo a lista dos ganhadores:

Melhor Musical
Dear Evan Hansen

Melhor Atriz em Musical
Bette Midler

Bette Midler, por Hello, Dolly!

Melhor Ator em Musical
Ben Platt, por Dear Evan Hansen

Melhor "Revival" ou Nova Versão de um Musical
Hello, Dolly!

Melhor Peça
Oslo, de J.T. Rogers

Melhor Coreografia
Andy Blankenbuehler, por Bandstand

Melhor "Revival" de uma Peça
August Wilson’s Jitney

Melhor Diretor/a de Musical
Christopher Ashley, por Come From Away

Melhor Diretor/a de um Peça
Rebecca Taichman, por Indecent

Melhor Livreto ou Roteiro de um Musical
Dear Evan Hansen, de Steven Levenson

Melhor Música e/ou Letras escritas para o Teatro
Dear Evan Hansen Música e Letras por Benj Pasek e Justin Paul

Melhor Orquestração
Alex Lacamoire, por Dear Evan Hansen

Melhor Atriz Coadjuvante em Musical
Rachel Bay Jones em Dear Evan Hansen

Melhor Atriz em uma Peça
Laurie Metcalf, por A Doll’s House, Part 2

Kevin Kline
Melhor Ator em uma Peça
Kevin Kline, por Present Laughter

Melhor Iluminação de um Musical
Bradley King, por Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812

Melhor Iluminação de uma Peça 
Christopher Akerlind, por Indecent

Melhor Ator Coadjuvante em Musical
Gavin Creel, por Hello, Dolly!

Melhor Ator Coadjuvante em Peça
Michael Aronov, por Oslo

Melhor Atriz Coadjuvante em uma Peça
Cynthia Nixon, por The Little Foxes

Melhor Cenografia de uma Peça
Nigel Hook, por The Play That Goes Wrong

Melhor Cenografia de um Musical
Mimi Lien, por Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812

Melhor Figurino de Musical
Santo Loquasto, por Hello, Dolly!

Melhor Figurino de uma Peça
Jane Greenwood, por The Little Foxes

Em próximos posts, vou falar um pouco sobre as peças ganhadoras do Tony de 2017 e também sobre aquelas que foram esnobadas ou nem indicadas, como por exemplo, "The Front Page".


Fonte: Deadline

domingo, 11 de junho de 2017

Resumo do que vai acontecer na cerimônia do 71º Tony deste Domingo.

Kevin Spacey vai apresentar a cerimônia de premiação da Broadway, o Tony 2017, no Radio City Musical Hall, Nova York , televisionada neste domingo (11/6) pela CBS.

Ele fará sua estreia como apresentador. Muito embora ele seja conhecido por estrelar em filmes ganhadores do Oscar, Spacey tem um currículo importante em apresentações no palco. Em 1991, ele ganhou um Tony pela peça "Lost in Yankees" e também estrelou em produções de "Long Day´s Journey into the Night", "The Iceman Cometh" e "Richard III". Ele também serviu como diretor artístico do teatro Old Vic de Londres por mais de uma década.

A cerimônia vai começar às 8h00 da noite (horário da costa leste dos EUA), o equivalente a aproximadamente 11 horas no Brasil. Antes da cerimônia, haverá o tradicional tapete vermelho com a cobertura da entrada dos participantes pela CBS.  

Indicações
Não há um evidente bicho papão de prêmios nesta noite, depois de "Hamilton" no ano passado. Isso significa que a cerimônia de 2017 vai ser bastante competitiva. Liderando nas indicações, com 12, está a peça "Natasha, Pierre & the Great Comet of 1812", uma ópera pop, recontando um capítulo do livro "Guerra e Paz", estrelando os indicados Josh Groban, Denee Benton e Lucas Steele. É seguida por nove indicações dadas ao visceralmente emocional "Dear Evan Hansen", estrelando o indicado Ben Platt como um estudante colegial deprimido, preso em uma mentira que adquire vida própria na mídia social. Há também "Come From Away", que relata a vida real de como um pequena cidade em Newfoundland hospedou milhares de visitantes inesperados de aviões que foram desviados devido ao pânico no 11 de Setembro, que conseguiu sete indicações, assim como "Groundhog Day", estrelando Andy Karl no papel feito Bill Murray no cinema sobre o homem do tempo Phil Connors em uma pequena cidadezinha do interior da Pensilvânia.

O mais indicado das novas peças é "A Doll´s House, Part 2" com oito indicações (quatro para todo o elenco principal). Tem como estrela, Laurie Metcalf como Nora, a heroína proto-feminista do drama de 1879 de Henrik Ibsen (em português, A Casa das Bonecas), que volta 15 anos depois de ter largado o marido e os filhos. 
Um outro que disputa é "Oslo", um suspense político de J. T. Rogers, sobre o os nove meses das negociações secretas de paz, que depois levaram aos Acordos de Oslo, entre israelenses e palestinos.

"Hello, Dolly!", o musical estrelando Bette Midler no papel título, é o favorito na categoria de musical "revival" com dez indicações. E dois espetáculos estão empatados com seis indicações cada um na corrida para peças "revival": "The Little Foxes", de Lillian Hellman, com as indicadas Laura Linney, Cynthia Nixon e Richard Thomas e "Jitney", de August Wilson, com um elenco liderado por John Douglas Thompson.

Apresentadores e Participações
Leslie Odom Jr. e Cynthia Erivo, ambos ganhadores em 2016, vão se apresentar na cerimônia desta noite, assim como as meninas do Radio City Rockettes. Também haverá participações dos elencos dos musicais de "Bandstand", "Come from Away", "Dear Evan Hansen", "Falsettos", "Grounding Day", "Hello Dolly!", "Missa Saigon", "Natasha, Pierre & The Great Comet of 1812" e de "War Paint".

Em todo o decorrer do show, haverá participações e apresentações de Scott Bakula, Sara Bareilles, Orlando Bloom, Rachel Bloom, Stephen Colbert, Brian d’Arcy James, Tina Fey, Sutton Foster, Josh Gad, Whoopi Goldberg, Jonathan Groff, Mark Hamill, Taraji P. Henson, Christopher Jackson, Allison Janney, Scarlett Johansson, Anna Kendrick, Keegan-Michael Key, Nick Kroll, John Legend, John Lithgow, Patina Miller, Lin-Manuel Miranda, John Mulaney, David Oyelowo, Chazz Palminteri, Sarah Paulson, Lea Salonga, Tom Sturridge, Tommy Tune, Olivia Wilde, além dos indicados ao Tony 2017, Sally Field, Josh Groban, Bette Midler e Ben Platt.

E finalmente, conforme anunciado pela produção do Tony, James Earl Jones (a voz de Darth Vader), ganhador por duas vezes do Tony, por "Fences" e "The Great White Hope", irá receber o prêmio Tony por sua carreira no teatro.


Fonte deste post: The Hollywood Reporter.


sábado, 3 de junho de 2017

Tudo sobre a série "The Deuce" com Maggie Gyllenhaal e James Franco em breve na HBO

Maggie Gyllenhaal à esquerda
A nova série dramática da HBO, "The Deuce" dos mesmos produtores das séries "The Wire" e "Treme", George Pelecanos e David Simon, transporta os espectadores para Times Square em Nova York, de volta à glória do início dos anos 70.

A série, protagonizada pelos atores Maggie Gyllenhaal e James Franco, focaliza um grupo de prostitutas, cafetões, atendentes de bar, policiais e outros transgressores tentando ganhar a vida nas ruas lotadas de lixo de Nova York. "Deuce" mais profundamente explora o crescimento da moderna indústria pornográfica (embora o primeiro episódio não lide com o negócio de filmes de sexo explícito), A primeira exibição do piloto da série foi feita em evento no Festival Split Screens, que vai até 8 de Junho no IFC Center.

Abaixo tudo que a revista Variety (fonte deste post) pôde apurar da exibição e perguntas para Gyllhenhaal e a diretora Michelle MacLaren, moderadas pelo diretor de programação do festival, Matt Zoller Seitz.

1. A prostituição é muito parecida com atuar. Gylllenhaal faz uma prostituta de rua chamada Candy, que veste uma peruca loura encaracolada, quando trabalha. Fora desse trabalho, ela é uma mulher de cabelos castanhos chamada Eileen e quem tem um garoto. "Todo o sexo que você vê ela fazer - é um desempenho," disse Gy (para abreviar). Esse fato é levado para casa em uma cena no fim do episódio, no qual Eileen explora seu desejo mais profundo." De repente, há um alívio depois de toda aquela performance," disse ela.

2. A diretora MacLaren é conhecida pelo seu trabalho em "Breaking Bad", "Game of Thrones" e "Westworld." "Deuce" tem algo em comum com essas séries, mesmo que seja estilisticamente bem diferente. "Eu acho muito interessante, quando os personagens parecem ser uma coisa na superfície e o que descobrimos quando elas são dentro de si," disse ela.

3.Gy fez o seu trabalho de casa. Uma das especialistas sexuais que ela consultou, quando pesquisava sobre o trabalho, era um ex-prostituta e atriz pornô, Annie Sprinkle. "Ela ajudou com dicas muito simples," disse Gy. "Com quantas pessoas você transava por noite, o que você fazia se estava muito frio." Gy também foi ver uma filmagem de filme pornô em Los Angeles, tendo sido convidada por um ex-ator de filmes adultos, que estava ajudando nos trabalhos da filmagem. "Eu peguei algumas informações de bastidores lá," disse ela, dizendo que a filmagem dos filmes pornôs é mais lenta do que parece."

4. A lista de filmes requeridos, para serem vistos como parte do trabalho, incluíam clássicos dos anos 70 e ambientados em Nova York: "Caminhos Perigosos", "Taxi Driver", ambos com Harvey Keitel e Robert De Niro, "Shaft", "Os Viciados" com Al Pacino e "Operação França", com Gene Hackman. 
"E depois havia os filmes pornôs. "Eu achava que já tinha visto filmes pornôs. Mas os pornôs dos anos 70 eram melhores," disse Gy. MacLaren acrescentou a perspectiva de diretora às observações de Gy. Não há muito fantasia e enredo acontecendo nos filmes de hoje - apenas as ações explícitas dos atores," disse MacLaren. "Eles não tentam tornar melhor do que parece."

5. Gy é uma produtora de "Deuce", um cargo que ela exigiu não por vaidade, mas como uma segurança. "Eu queria alguma espécie de garantia de que eles queriam não apenas a parte física, mas também a parte psicológica," disse ela. Ela sabia da reputação dos criadores Simon e Pelecanos, que conseguiram em suas séries na HBO, mas ela não conheciam nenhum dos dois antes de "Deuce". Nós não nos conhecíamos: o risco era grande." disse ela. "Eu quero ser uma produtora. Eu quero ser parte da criação das estórias e tudo o que acontece com essa mulher."

6. A sua exigência valeu a pena. Ela elogia Pelecanos e Simon por conseguirem ter com eles uma relação de muita confiança e respeito." Ela até os convenceu em algumas discordâncias sobre detalhes do seu personagem.

7. A maior parte das sequências em Times Square foram, na verdade, filmadas em um bairro de dois quarteirões em Washington Heights perto da 164th Street e Amsterdam Avenue. Os produtores conseguiram decorar esses quarteirões com a imagem de Nova York dos anos 70 e tiveram a liberdade de usar tecnologia de efeitos especiais para tirar das cenas os traços dos dias atuais. Filmar uma série no passado em Times Square hoje seria quase impossível, disse MacLaren. "Você não pode dizer para 10 milhões de pessoas: Poderiam sair do caminho e levar os carros com vocês?", disse ela.

8. Uma cena, envolvendo um personagem que é um estudante da Universidade de Nova York (NYU), foi filmada em parte na 14th Street - até que o controlador de trânsito da cidade, que estava designado para o filme, teve uma emergência de família e não conseguiria chegar até o local da filmagem. Sem a habilidade para controlar os carros entrando e saindo da filmagem, as cenas tiveram que ser filmadas em dois locais diferentes. "Vocês vão perceber que há árvores em um parte da cena e não na outra," disse MacLaren. Quando o público na exibição disse que não percebeu isso, MacLaren ficou aliviada. "Faz parte da magia do cinema," disse ela.

9. Gyllenhaal leu os roteiros para os primeiros três episódios, antes de aceitar fazer o personagem. Ela notou uma mudança definitiva no ritmo da série, quando eles chegaram ao episódio 4. "Então, eu senti que eles estavam escrevendo para mim, respondendo ao que eu estava fazendo," ela disse. "Realmente, houve uma mudança após o episódio quatro, quando o roteiro começou do zero comigo."

10. "Deuce" está cheio de atores da série "Wire", incluindo Gbenga Akinnagbe, Lawrence Gilliard Jr., Chris Bauer, Anwan Glover e Michael Kostroff.

A série deve estrear nos EUA em Setembro, pela HBO.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A Netflix compra direitos de exibição da comédia britânica "Amar Akbar & Tony"

A Netflix adquiriu direitos internacionais para a comédia britânica "Amar Akbar & Tony" de Kino Lorber, de acordo com a revista Variety.

O filme, de 2015, dirigido por Atul Malhotra, tem no elenco Rez Kempton como um Sikh, Sam Vicenti com um muçulmano e Martin Delaney como um católico irlandês. Situada na Londres de hoje, o trio - que são amigos de infância - encaram mudanças não previstas em suas vidas, como casamento inter-racial, acidentes quase fatais e a prisão, que acabam testando a longa amizade entre eles e os valores familiares.

A Netflix vai distribuir o filme internacionalmente em Junho e em DVD nos Estados Unidos. O filme, produzido por Victoria Barrell e Malhotra, é descrito como o primeiro filme ocidental a mostrar um Sikh como protagonista. O título é uma homenagem ao filme de 1977 de Bolly wood, "Amar Akbar Anthony", que focalizava a reunião de três irmãos separados.

"Amar Akbar & Tony" também conta no elenco com Karen David, Laura Aikman e Amrita Acharia (a Irri da da 2ª temporada de "Game of Thrones").

Rez Kempton também poderá ser visto no mais recente filme de Tom Cruise, "A Múmia", Já Delaney estrelou "Truque de Mestre: 2º Ato".

Os filmes de Malhotra incluem "Ross Kemp on Guns", "The Big Experiment", "Breaking Magic".

"Amar Akbara & Tony foi primeiramente mostrado no Festival de Filmes de Mumbai, no Festival The Hague de Filmes da Índia e no Festival de Filmes MISAFF do Canadá. 


Fonte: Variety