sexta-feira, 31 de julho de 2020

Os Emigrantes (The Imigrants) , de Jan Troell - (1971)

Título original em sueco: Utvandrarna
Dirigido por Jan Troell
Com Liv Ulmann e Max von Sidow.


No metade do século 19, Kristina e Karl-Oskar vivem em uma pequena vila rural em Smaaland (sul da Suécia). Estão casados e tentam levar a vida com uma pequena porção de terra. Contudo, com esse tamanho pequeno, o solo sendo infértil e com más colheitas deixam a vida mais difícil. Uma das crianças acaba morrendo de fome. Com isso, eles decidem emigrar para os EUA. Eles conhecem um grupo de fazendeiros com suas famílias planejando a emigração sob a liderança de um padre banido. Eles vendem tudo e embarcam para lá. A viagem é longa e tediosa. Alguns dos emigrantes não conseguem chegar ao Novo Mundo.

O filme teve uma continuação que foi publicado no nosso canal do YouTube sob o nome de "O Preço do Triunfo". Para encontrar este filme, pesquise no YouTube o canal: Seleções RevistaCineTV.

Foi o primeiro filme que vi do ator Max von Sydow. Desde então, passei a ser um grande fã dele.E Liv Ullmann particularmente pelos filmes que fez com Ingmar Bergman.


Filme indicado a 5 Prêmios da Academia (Oscar) em 1973. Entre eles, o de Melhor Atriz, Melhor Filme e Melhor Diretor.

Stanley Kubrick era um grande admirador deste filme e tentou telefonar para o diretor Jan Troell para conversar sobre o filme. Troell achou que era mais uma pegadinha e desligou o telefone, que geralmente acontecia quando diretor americano fazia com os outros ao telefone. Kubrik adorou o figurino e contratou Ulla-Britt Soderlund (a figurista deste filme) para trabalhar com Milena Canonero sobre os figurinos do século 18 para o filme 'Barry Lyndon' (1975).

Link abaixo para baixar o filme legendado:

https://drive.google.com/file/d/1YsyjVOtz2dHgJRS8CfQYhuEF98ZAirM4/view?usp=sharing


sábado, 11 de julho de 2020

Tobruk (1967) com Rock Hudson

Setembro 1942 - com o Afrika Korps de Rommel em marcha pelo Egito, um unidade especial britânica, composta de judeus alemães, a despeito do ressentimento destes com os britânicos, sequestram um oficial canadense, que é um topógrafo especialista e que é prisioneiro da França Colaboracionista de Vichy na Argélia. O oficial, Donald Craig (Rock Hudson), tem que acompanhar um grupo de britânicos e judeus alemães por 800 milhas no Saara, para ajudar um desembarque anfíbio contra a base de armazenamento de combustível em Tobruk. 

Filme dirigido por Arthur Hiller, um pouco fora dos seus filmes mais comuns. Filme de guerra não é muito sua praia e ele já fez ótimos em dramas e comédias urbanas.

Rock Hudson e George Peppard
Estrelado por Rock Hudson, George Peppard e Guy Stockwell.  George Peppard fez alguns filmes menores depois disso e acabou indo trabalhar em séries de TV, como Banacek e Esquadrão Classe A.
Stockwell, depois de seu brilhante desempenho como companheiro de Charlton Heston em "O Senhor da Guerra", não teve mais sucessos no cinema e que merecessem seu talento.

Filme indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais em 1968.

Houve, na verdade, um ataque a Tobruk em Setembro de 1942, incluindo a equipe de judeus alemães e falsos prisioneiros de guerra britânicos. Mas diferentemente do resultado do filme, a  operação real, denominada "Operation Agreement" foi um completo fracasso.

Partes do filme foram editadas para o filme de 1971 com Richard Burton, "Os Comandos Atacam Rommel".

Foi o último filme de Rock Hudson para a Universal antes de ser liberado de contrato no verão de 1966.

George Peppard substituiu Laurence Harvey.

Link do filme legendado abaixo, em ótima resolução:

https://mega.nz/file/I45wnCqI#fTmiPjRuK_nLL6rwL5nnNaiDMVGLZmNTrmageuYBtEY






terça-feira, 7 de julho de 2020

Um Rosto na Multidão ( A Face in the Crowd) , de Elia Kazan (1957)

Filme do mestre Elia Kazan, que  não consegui publicar no
meu canal do YouTube. Um filme menos conhecido do diretor e com estória e roteiro de Budd Schulberg. A nota para o filme no IMDb é 8.2. São poucos os filmes que têm esta nota tão boa.

Com Andy Griffith como Lonesome Rhodes
Patricia Neal como Marcia Jeffries
Lee Remick como Betty Lou
Walter Matthau como Mel Miller
Anthony Franciosa como Joey DePalma
Burl Ives como ele mesmo

Andy e Kazan à direita
Elia Kazan sempre será lembrado como um dos mais importantes diretores de sua época. É um dos meus favoritos. Dificilmente se encontra um filme ruim dele. Com grandes filmes, como “Um Bonde Chamado Desejo” e “Sindicato de Ladrões”, ele estabeleceu sua posição para sempre na história do cinema. ‘Um Rosto na Multidão” é um dos seus trabalhos menos conhecidos e que fracassou nas bilheterias, quando foi lançado e foi completamente ignorado pela Academia. 

O filme abre com uma mulher, de nome Marcia Jeffries, que visita uma prisão em sua pequena cidade do estado de Arkansas. Ela está fazendo um programa de rádio, chamado “Um Rosto na Multidão”, durante o qual ela fala com pessoas comuns, transmitindo suas estórias. Na prisão, ela encontra um homem, que se intitula “Lonesome” Rhodes (ou o Solitário Rhodes) - um zé ninguém preso por bebedeira e mau comportamento. Ela o filma para o seu programa e o episódio faz grande sucesso. Marcia e seu tio, que é dono da estação de rádio local, em que passa o programa, oferece a Lonesome um emprego na rádio. Ele aceita e logo se torna uma sensação com a população local e depois no país todo.

“Um Rosto na Multidão” é o que pode ser chamado de filme além do seu tempo, e pode ser esta a razão pela qual não tenha sido bem avaliado, quando do seu lançamento. Ele lida com assuntos como a mídia, celebridades, propaganda e política. Nos dia de hoje, com a Internet e mídia atual, o filme parece mais atual do que nunca. 

Basicamente o filme é a estória de um homem corrupto que tem o dom das relações públicas e usa esse dom como meio para um fim - o fim sendo seu próprio benefício. 


Patricia Neal, Elia Kazan e Tony Franciosa
Este filme marcou o retorno da atriz Patricia Neal às telas, depois de uma ausência de quatro anos de Hollywood. Uma ausência que foi ocasionada pelo caso bastante publicado na época, em que ela teve um caso com Gary Cooper (e que era casado na época) e após um subsequente colapso mental.

O filme foi o primeiro nas carreiras de Lee Remick e Tony Franciosa.

Elia Kazan e Budd Schulberg passaram meses pesquisando o mundo da propaganda, e até tendo acesso a reuniões de agência, para poderem entender a maneira como Madison Avenue (a avenida das agências de propaganda em Nova York) aborda e forma o pensamento do público americano.

O elenco inclui três ganhadores do Oscar: Patricia Neal, Burl Ives e Walter Matthau; e quatro indicados: Anthony Franciosa, Lee Remick, Kay Medford e Rip Torn.

Em 2008, ‘Um Rosto na Multidão’ foi incorporado ao Registro de Filmes dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso.

O filme pode ser visto neste link abaixo:



domingo, 14 de junho de 2020

O Grande Motim (Mutiny on the Bounty) - (1962) com Marlon Brando


Dirigido inicialmente por Carol Reed e terminado por Lewis Milestone.
Com Marlon Brando (como Fletcher Christian) e Trevor Howard (como Capitão Bligh).
Participação no elenco de : Richard Harris e Hugh Griffith.

Com 7 indicações ao Oscar:
Melhor Filme
Melhor Cinematografia em Cores
Melhor Direção de Arte
Melhor Edição
Melhores Efeitos Especiais
Melhor Cancão Música Original
Melhor Trilha Sonora

Indicado ao Globo de Ouro
Melhor Filme
Melhor Atriz Coadjuvante
Melhor Trilha Sonora


Bastidores (Fonte IMdB)

Na estreia do filme em Nova York, Marlon Brando, que usava seu uniforme naval, foi muito vaiado, enquanto que Trevor Howard recebeu grandes aplausos. Brando saiu da sala de cinema, depois que o público começou a achar graça do seu sotaque inglês.

Brando sempre tinha das suas no set e a MGM aprovava tudo. Em uma ocasião, ele tirou a equipe de filmagem para decorar e organizar o casamento de amigo no Taiti. Em outra, ele arranjou aviões para encher de caixas de champagne, perus e presuntos e voava até o Taiti para festas.

Marlon não apenas fazia improvisos em cenas com Trevor
Trevor Howard e Marlon Brando, ao lado de Anna Lee e Antoinette Bower
Howard, tornando difícil para que este pudesse seguir com suas falas, mas ele chegava até a colocar algodão nos ouvidos para que não pudesse ouvir Trevor.


A cena em que Christian bate no personagem Mills foi problemática. Quando Brando dá os golpes em Richard Harris, este faz gozação sobre a força do golpe. Na segunda tentativa, Harris aponta o seu queixo para Brando e disse: “Vamos lá, garotão, por que não me beija e acaba logo com isso? Brando ficou branco de raiva. Depois, Harris beijou Brando na bochecha e disse “Quer dançar?”. Irado e embaraçado, Brando foi embora do set.

O tenente Bligh (ele era apenas tenente, mas como comandava um navio, ele foi automaticamente chamado de Capitão) foi escolhido para a missão ao Taiti,, porque ele era considerado um dos navegadores mais competentes no mundo, tendo sido pessoalmente escolhido pelo Capitão James Cook como Mestre ( o seu título hoje seria de Navegador) em sua terceira viagem ao redor do mundo. Além disso, Bligh tinha com ele uma segunda cópia do cronômetro marinho de John Harrison. Era um relógio usado para a navegação no mar). Ele foi recuperado, ainda funcionando, da Ilha de Pitcairn e guardado no Museu Marítimo Nacional, perto de Londres.

Richard Harris concordou em fazer um pequeno papel no filme, puramente por poder trabalhar com Marlon Brando. Contudo, o comportamento de Brando no set azedou sua admiração pelo ator. Harris diria mais tarde que a produção foi um pesadelo e um desastre total.

Das três versões da história do acontecido, esta foi a versão menos historicamente precisa.

O capitão Bligh não era um capitão de açoitar seus homens. Na realidade, ele açoitava menos que outros capitães da época. Mas ele tinha uma língua ácida, achava que estava sempre certo e não hesitava em chamar a atenção de seus oficiais na frente dos homens, acabando com a autoridade deles. Este fato foi bem evidenciado neste filme, com Christian aceitando o comportamento no começo, mas depois não suportando mais Bligh por essas atitudes.

A cena em que o navio chega ao Taiti, que foi grandemente celebrado pelos nativos, foi filmada no mesmo lugar onde o verdadeiro Bounty baixou âncora em 1788. Seis mil extras locais foram usados para a sequência.

Marlon Brando mais tarde enviou uma longa carta a Trevor Howard pedindo desculpas pelo comportamento durante as filmagens. Howard foi responsável por ajudar o ator americano a ganhar uma ação de difamação contra um jornal britânico a respeito do filme. Ele também concordou em aparecer com Brando no filme Morituri (1965).

Trevor Howard estava meio que relutante em fazer Bligh, porque ele achava que estava velho para o papel. O verdadeiro tenente William Bligh tinha 33 anos, quando o Bounty saiu da Inglaterra e trinta e cinco na época do motim. Depois de todos os problemas de filmagem, Howard disse que ele achava que não deveria ter aceito o papel.

Quando Richard Harris chegou no Taiti, com garrafa de bourbon na mão, o recepcionista do hotel disse, “Bom dia, Sr. Harris.” Um surpreso Harris respondeu, “Como sabe meu nome?”. O atendente respondeu. “Eu o reconheci por sua bagagem de mão.”

O navio, usado no filme foi construído segundo as especificações da MGM, era uma atração popular em St. Petersburg, Flórida, por mais de 40 anos. O navio fez o papel do Endiburgh Trade em Piratas do Caribe: O Baú da Morte (2006).
Também foi usado para a versão de ‘A Ilha do Tesouro’, de 1990.
O navio acabou afundando em 2012, depois que foi atingido pelo furacão Sandy. Duas pessoas da tripulação morreram: o capitão, Robin Walbridge e Claudene Christian, descendente direta de Fletcher Christian.

Segundo o roteirista DeWitt Bodeen, o final do filme foi sugerido por Billy Wilder, aprovado por Brando e filmado por George Seaton.

O personagem de Hugh Griffith (Alexander Smith) desaparece em várias partes do filme. Ele foi despedido da produção quando seu alcoolismo se tornou incontrolável. Seu comportamento era tão ruim que ele foi proibido de voltar à ilha para as cenas finais.

O diretor inicial, Carol Reed, teve rusgas com Marlon Brando e com o estúdio da MGM, logo no início da produção. Ele e Brando discutiam sobre a interpretação do capitão Bligh, a quem Brando queria que fosse um óbvio vilão e sobre Christian, a quem Brando queria que fosse ‘dandy’, um indivíduo mais preocupado com suas roupas e maneiras . Reed também teve problemas com o roteiro, mas quando ele tentou omitir certas cenas da programação de filmagem, os executivos ordenaram a ele que filmasse exatamente o roteiro. Ele tentou convencer o diretor de produção, Sol Siegel para que despedisse Brando, porque ele estava atrasando a produção. Quando isso não funcionou, ele pediu para ser dispensado, mas Siegel se recusou.  Depois, Siegel decidiu demiti-lo, Se tivessem aceito o pedido de demissão de Reed, ele não teria recebido nada, mas como a MGM  o despediu, ele embolsou 200,000 dólares pelo seu trabalho feito.

A segunda esposa de Brando, Movita, fez o papel de Tehai
Tarita e Marlon
no “ O Grande Motim (1935). Tarita, que faz Maimiti neste filme, se tornou a terceira esposa de Brando.


A razão original da viagem do Bounty para o Taiti era o de transportar pequenas mudas de fruta-pão para a Jamaica, onde elas seriam cultivadas para fornecer alimento barato para os escravos trabalhando nas fazendas britânicas.
Ironicamente, as pequenas plantas de fruta-pão que Bligh trouxe para a Jamaica foram um completo fracasso. Os escravos comeram um pouco e se recusaram a comer mais. Na verdade, eles se amotinaram, como a tripulação de Bligh.
Em 1805, Bligh foi apontado como governador de Nova Gales do Sul, na Austrália. Algum tempo depois, enviaram a Londres muitas reclamações pela atitude opressiva dele.Mutas dessas reclamações era devidas às tentativas de Bligh para combater a corrupção.Os ofendidos futuramente e conseguiram depor Bligh.

Marlon Brando se tornou obsessivo com Fletcher Christian e a história do Bounty. Ele fez muitas pesquisas e contribuiu consideravelmente para o roteiro. Ele também se apaixonaria por uma taitiana e compraria a ilha de Tetiora, cerca de 30 milhas de Taiti. Ironicamente, seu filho, Christian Brando, não tem nenhuma conexão com o filme. Ele nasceu em 1958 e teve o nome por causa do amigo do seu pai, o ator francês Christian Marquand, em vez de Fletcher Christian.

O filme teve um custo estimado de 19 milhões de dólares em 1962 (equivalente a 144 milhões em dólares corrigidos pela inflação até 2012). Lawrence da Arábia (1962) que teve uma filmagem mais extensa, 17 meses, compara com 8 semanas para este filme, teve um custo de 5 milhões de dólares menos.

Em 1958, a MGM anunciou que o diretor John Sturges iria dirigir Spencer Tracy como Bligh e Burt Lancaster como Christian. Quando Marlon Brando assinou para fazer o filme, Sturges saiu.

O famoso cinematógrafo Conrad L. Hall trabalhou como operador de câmera neste filme. Ele era filho de James Norman Hall, um dos autores do livro, “Motim no HMS Bounty”. Conrad L. Hall, na verdade, nasceu no Taiti em 1926, durante o tempo em que seu pai estava escrevendo o romance junto com Charles Nordhoff.

Apesar de todas as críticas, ainda é um filme inesquecível, valendo muito pelas interpretações de Marlon Brando e Trevor Howard.

Nosso presidente Juscelino Kubitschek estava em viagem de
descanso com a família alguns meses depois de ter passado a Presidência da República para Jânio Quadros. Ele e a família haviam ido à Ilha de Tetiaroa, na Polinésia Francesa, onde ocorreu parte das filmagens. JK apareceu no set do filme e tirou essa foto com Marlon Brando.


Veja abaixo link para o filme:
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segunda-feira, 8 de junho de 2020

A História de um Egoísta (Patterns) - 1956, com roteiro de Rod Serling

A estória da competição feroz e corrosiva em uma grande empresa industrial chefiada por Walter Ramsey (em ótimo desempenho de Everett Sloane),  com seu temperamento rude e impiedoso. É a saga também de Bill Briggs (Ed Begley), seu segundo em comando de há bastante tempo, que flutua entre valores humanos tanto quanto tecnológicos. E é o caso de Fred Staples (Van Heflin), um engenheiro industrial comparativelmente mais jovem, trazido por Ramsey para substituir Briggs. Os pontos de vista e as sensibilidades de Fred  são essencialmente os de Briggs. As pessoas não são simplesmente unidades, elas sentem. Mas é o padrão calculado de Ramsey de não despedir seu velho assistente, mas criar condições tão insuportáveis, que ele será forçado a renunciar.

Filme dirigido por Fielder Cook. Estrelado por Van Heflin, Everett Sloane, Ed Begley, Beatrice Straight e Elizabeth Wilson.

O filme tem três ganhadores do Oscar: Van Heflin, Ed Begley e Beatrice Straight.

Primeiro filme dirigido por Fielder Cook.

Filme indicado ao BAFTA.

Nós publicamos o filme em nosso canal do YouTube, mas este bloqueou, embora já exista o mesmo filme no YouTube, publicado por outro canal. Coisas inexplicáveis do YouTube.
No entanto, você poderá ver o filme aqui neste blog, com o link abaixo.

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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Mary Tyler Moore Show - T1E6 - 'Apoie sua Mãe Local' (Support Your Local Mother) - 1970

Nancy Walker e Mary à direita.
Neste episódio, Mary aloja a mãe de Rhoda em seu apartamento, porque sua amiga não quer recebê-la.
Roteiro de James L. Brooks e Allan Burns, que ganharam um Emmy por este episódio.

Com Mary Tyler Moore, Valerie Harper, Edward Asner, Ted Night, Gavin MacLeod e Cloris Leachman.
Participação de Nancy Walker como a mãe de Rhoda.

Este episódio não pode ser publicado no meu canal do YouTube. Mas pode ser visto pelo link abaixo:
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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Perry Mason - Série de TV com Raymond Burr - 1º Episódio da 1ª Temporada - 1957

Perry Mason é uma famosa série de TV, que durou 9 temporadas, de 1957 a 1966.
Relata os casos do advogado criminal de defesa, Perry Mason, lidando com os casos mais difíceis na busca do inocente.
É estrelada por Raymond Burr. Em 1954, ele havia feito o assassino no clássico "Janela Indiscreta" de Alfred Hitchcock.

Baseado em estórias de Erle Stantley Gardner.

Série ganhadora de Emmys e Globo de Ouro. Nâo deu para colocar no nosso canal do YouTube. Assim, estamos colocando os episódios aqui no blog.


A série é em preto e branco. Há cerca de 271 episódios com a média de 50 minutos cada. Apenas um episódio da temporada 9 foi em cores.

O primeiro episódio chama-se "O Caso da Ruiva Inquieta", de 1957. Que poderá ser visto pelo link abaixo.

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domingo, 24 de maio de 2020

Sacco & Vanzetti, de Giuliano Montaldo (1971)

Filme dirigido por Giuliano Montaldo, ainda vivo com 90 anos, que também é co-roteirista. Em 1973 fez com Gian Maria Volontè , 'Giordano Bruno'. No começo da década de 80, Montaldo fez a célebre minissérie 'Marco Polo'.

Sacco & Vanzetti narra a história de dois arnaquistas italianos, em 1920, os imigrantes nos Estados Unidos  Nicola Sacco (Riccardo Cucciolla) e Bartolomeo Vanzetti (Gian Maria Volontè) que são sentenciados à morte, falsamente acusados de roubo e assassinato. Na verdade, eles foram condenados por suas crenças políticas, em um dos mais vergonhosos e hipócritas julgamentos da história humana.


Riccardo Cucciolla e Gian-Maria Volontè
Giuliano Montaldo declarou, em uma entrevista recente, que a primeira cena do monólogo de Gian Maria Volontè foi cortada, embora estivesse perfeita. É que um dos atores figurantes na cena começou a chorar pela cena tocante feita por Gian Maria.

O produtor Dino De Laurentiis tentou criar uma versão no começo da década de 60 com o diretor Richard Fleischer, depois que eles trabalharam juntos em "Barrabás" (1961). O projeto acabou não se materializando e Fleischer processou De Laurentiis pela perda de rendimentos.  Eles iriam esquecer essa rusga e Fleischer iria fazer novos filmes com De Laurentiis, entre eles, "Amityville 3: O Demônio" (1983) e "Guerreiros de Fogo" (1985).

Parte dos produtores, que eram franceses, queriam desesperadamente que Yves Montand fizesse o papel de Ricardo Sacco, de acordo com o diretor Giuliano Montaldo.

Trilha sonora feita por Ennio Morricone. Duas canções foram co-escritas e interpretadas por Joan Baez.

Filme indicado ao Cannes. Ricardo Cucciolla ganhou por Melhor ator.

Link do filme completo legendado em alta resolução abaixo:
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segunda-feira, 18 de maio de 2020

O Grupo (The Group) - 1966 - de Sidney Lumet

É raro encontrar um filme ruim do grande diretor Sidney Lumet.
Este filme 'O Grupo' foi depois de outro ótimo filme dele, "A Colina dos Homens Perdidos" (The Hill).

'O Grupo", relata sobre oito jovens mulheres, em 1933, amigas próximas de um grupo no South Tower College, de classe alta, que se formam e começam suas vidas de adultas. O filme documenta os anos entre a graduação e o começo da Segunda Guerra Mundial na Europa. E mostra seus romances e casamentos, suas buscas na carreira e significado para suas vidas, os altos e baixos.

Estrelado por Candice Bergen (Lakey), Joan Hackett (Dottie), Elizabeth Hartman (Priss), Shirley Knight (Polly), Joanna Pettet (Kay), Mary-Robin Redd (Pokey), Jessica Walter (Libby), Kathleen Widdoes (Helena), Richard Mullingan e Larry Hagman entre outros.

É baseado em livro homônimo de 1963 da novelista americana Mary McCarthy (https://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_McCarthy).

As cenas da faculdade foram filmadas no Connecticut College para mulheres. O livro foi um pouco autobiográfico de Mary McCarthy e suas amigas que estiverem no Vassar College, um dos mais tradicionais da cidade de Nova York. Em 1969, ambos as faculdades começaram a admitir homens.

Foi o primeiro filme de Hal Holbrook ( que no filme faz o papel de Gus Leroy). Hal ficou depois conhecido pelo papel de "Garganta Profunda" de "Todos os Homens do Presidente", filme que em breve estará aqui nesse blog.


Também foi o primeiro filme de Candice Bergen, Joan Hackett e Joanna Pettet.

O papel de Mr. Schneider foi feito por Baruch Lumet, pai do diretor Sidney Lumet.

Com um orçamento de US$2.600.000, foi o filme mais caro a ser feito em Nova York naquela época.

O filme acontece entre Junho de 1933 a Maio de 1940.

Joan Hackett (Dottie) e Richard Mulligan (Dick Brown) eram casados na vida real. De 1966 a 1973.

Sidney Lumet aceitou dirigir o filme puramente com base no roteiro de Sidney Buchman, a quem ele elogiava muito e a cujo roteiro não faria alterações. Ele leu o livro de Mary McCarthy só apenas mais tarde e dizia que o roteiro tinha melhorado o livro.

Veja abaixo o link para ver o filme:
https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/EZu9S8AIBQlCozY4J-P97JwBQeOge20Dtf4qTAQ7qm7LIA?e=fVUjg3



segunda-feira, 11 de maio de 2020

Viagem Fantástica (Fantastic Voyage) - 1966

Filme dirigido por Richard Fleischer.
Com Stephen Boyd, Raquel Welch, Edmond O'Brien, Donald Pleasance, Arthur Kennedy e Arthur O'Connell. Há uma pequena participação do ator James Brolin (pai de Josh Brolin) como um dos técnicos do laboratório.

Filme ganhador de dois prêmios Oscar da Academia em 1967: Melhor Efeitos Especiais e Melhor Direção de Arte

Escolas de Medicina, pelo menos até os anos 80, ainda mostravam clipes deste filme para ilustrar vários conceitos da anatomia humana, fisiologia e especialmente imunologia.

Durante as filmagens, um dos modelos pequenos da nave “Proteus”, com cerca de 8 cm, usados nas cenas de miniatuarização, foi deixado em uma janela aberta e depois levada embora por um corvo.

As cenas dos enormes corredores do centro médico secreto CMDF foram filmadas nas áreas inferiores e superiores da Arena de Esportes do Los Angeles Memorial. Essa arena foi demolida em 2016.

Chegaram a conversar com Isaac Asimov para escrever o livro com base no roteiro. Ele deu uma olhada no roteiro e declarou que  tinha vários furos no roteiro. Recebendo a permissão para escrever o livro do modo como ele queria, com as demoras nas filmagens e pela velocidade com que ele escrevia, acabou que o livro saiu antes do filme. O livro tem o mesmo nome do filme. É uma novelização do filme.

Raquel Welch disse em seu livro de 2013, que ela ficou apaixonada por Stephen Boyd ao fazer o filme, embora ele tenha declinado aos avanços dela.

O enredo deste filme for parcialmente emprestado ou copiado de um episódio da série de TV  'Jennie é um Gênio' (The Moving Finger). Major Anthony Nelson trabalha como consultor técnico para um estúdio, que está fazendo um filme, no qual um astronauta americano, minituarizado ao tamanho da cabeça de uma agulha, é injetado na corrente sanguínea de um astronauta soviético, caminha até o cérebro e recupera informação vital para a defesa do país. O roteiro do filme foi finalizado em 1964 e a estória original escrita em 1963.

O uso do código Morse é provavelmente devido a problemas com as ondas de rádio. O código Morse pode ter sucesso onde as antenas de rádio não estão precisamente sintonizadas a uma determinada frequência de rádio.
Frequências maiores requerem (eletricamente) antenas menores. Isso explica por que o paciente tem uma série de pequenas antenas de rádio ao redor da cabeça dele e na parte superior do corpo.

Houve várias tentativas (e merecidas) de se refilmar este filme com novos recursos técnicos. Entre as pessoas envolvidas, James Cameron, Roland Emerich e Will Smith, Paul Greengrass e mais recentemente, Guilermo del Toro.

Este filme foi produzido no mesmo ano que ‘Perdidos no Espaço” (1965). Se vocês prestarem atenção nos cenários e efeitos sonoros, vocês podem ver similaridades.

Stephen e Edmond O'Brien à direita.
Stephen Boyd, famoso merecidamente após seu papel de Messala em ‘Ben Hur” (1959), fez depois “A Queda do Império Romano” (1964) antes de chegar a “Viagem Fantástica”. O próprio Boyd chegou a culpar o grande fracasso comercial de ““A Queda do Império Romano” por arruinar sua carreira. Ele morreu novo, aos 47 anos, de ataque cardíaco, enquanto jogava golfe, um de seus esportes prediletos.

Stephen tinha sido a primeira escolha para fazer James Bond no filme “O Satânico Dr. NO”. O destino quis que fosse um escocês e não um irlandês como Boyd. 

Veja abaixo link para o filme em alta resolução:

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Cinco Covas no Egito (1943) - Um Clássico do diretor Billy Wilder

"Five Graves to Cairo" é um filme de guerra feito pelo mestre diretor Billy Wilder.

Com roteiro de Charles Brackett e do próprio Billy Wilder.

O pano de fundo é a 2ª Guerra Mundial. Junho de 1942, com o exército britânico recuando após vitórias de Rommel no deserto, deixa apenas um sobrevivente na fronteira do Egito, o soldado John Bramble, que encontra refúgio em um remoto hotel no deserto e que logo vai se tornar um quartel general dos alemães. Bramble assume outra identidade, que pode ser arriscada. O convidado de honra é nada menos que o Marechal Rommel (vivido por Erich von Stroheim), que vai acabar dando indicações sobre sua estratégia secreta, com o nome de código "Cinco Covas".
Isso leva ao significado do título do filme "Cinco Covas para Cairo" ou "Cinco Covas no Egito", título original no Brasil. Na verdade, se referiam a cinco depósitos enterrados de combustível e suprimentos. O local secreto era identificável em cada letra da palavra Egito em um mapa do país, que foi secretamente estabelecido antes da 2ª Guerra para a preparação da invasão do Egito pela Alemanha.

Bastidores do filme conforme site IMDb.
Erich e Billy Wilder à direita
Erich von Stroheim insistiu muito em 'melhorar' seu próprio uniforme e teve permissão do estúdio Paramount para criar sua própria vestimenta, assim como seu cabelo e maquiagem. Ele estudou fotografias de Rommel e fez pedidos específicos para equipamentos, roupas e adereços. Estes incluíam óculos de campo alemães, uma câmera Leica de 35mm com filme verdadeiro dentro.Todos os itens tinham que funcionar de verdade.Von Stroheim dizia que sua atuação poderia ser prejudicada, se não contasse com itens verdadeiros. O diretor Billy Wilder chegou a questionar o ator sobre o filme que tinha dentro da câmera, pois não seria visto pelo público. Von Stroheim respondeu que o público sempre percebe se um adereço é genuíno ou falso. 

O tanque visto no começo do filme era um tanque americano e não um tanque inglês. Foi emprestado para a produção por uma base americana próxima. A produção tentou obter um inglês, mas a solicitação foi negada.

O filme utiliza elementos históricos da Segunda Guerra Mundial relativos à campanha militar no Norte da África, que eram assuntos correntes da época e tinha acontecido há poucos meses do momento da produção e estreia do filme

Para a primeira cena de Erich von Stroheim como o Marechal Rommel, o diretor Billy Wilder o fotografou em um 'close' por detrás do pescoço do ator. Wilder disse que ele, de pé com seu pescoço rígido em primeiro plano, poderia expressar mais do que quase qualquer ator com o próprio rosto.

Von Stroheim era um ídolo para Wilder. Veja mais a respeito de Stroheim aqui: https://www.infopedia.pt/$erich-von-stroheim
Logo que o ator chegou ao set de filmagem, o diretor correu até o camarim para saudá-lo. Ele disse. "Este é um grande momento na minha vida... que eu possa agora dirigir o grande Stroheim. O seu problema, eu creio, foi de que você esteve dez anos à frente do seu tempo. Von Stroheim respondeu, "Vinte anos".


Franchot, Anne e Erich
No filme, quando Rommel diz a Mouche (Anne Baxter) que o julgamento dela não seria conduzido sob a lei germânica a fim de que "mostrássemos a vocês que não somos os bárbaros que vocês imaginam de nós, mas de acordo com a sua própria lei, o Código Napoleônico. Isto foi, de acordo com Leonard Rubinstein em seu livro "Os Grandes Filmes de Espião", uma referência para o personagem Rauffenstein  feito por von Stroheim no filme "A Grande Ilusão" de Jean Renoir, de 1937.

Billy Wilder fez apenas dois filmes de guerra. Este e o o filme "O Inferno 17" (Stalag 17), de 1953, com William Holden. Ambos os filmes receberam três indicações ao Oscar. Cinco Covas no Egito recebeu indicações para cinematografia, direção de arte e edição. Stalag 17 recebeu para Diretor, Melhor Ator e MelhorAtor Coadjuvante.

Embora o local do filme seja a ficcional cidade egípcia de Sidi Halfaya, a cidade originalmente programada era para ser a cidade de Sidi Barani, que foi capturada pelo Afrika Corps de Rommel em 1941 e retomada pelos britânicos no ano seguinte.As cenas de deserto foram filmadas nas dunas perto de Yuma no Arizona. A filmagem também aconteceu na Califórnia, onde as cenas de batalha foram feitas, com a assistência de tropas do exército americano.

O cinematógrafo (que antes era denominado fotógrafo) do filme foi John F. Seitz e participou de outros filmes com Billy Wilder. Ambos examinaram em detalhe um grande número de fotos preto e branco dos locais reais mostrados no filme, inclusive fotos de batalhas, a fim de dar ao filme a melhor autenticidade. Este filme usou cenas reais de combate da Batalha de El Alamein.

Este filme de espionagem inspirou uma operação de espionagem real. O ator Miles Mander parecia tanto com o General Montgomery que a Inteligência Britânica tentou contratá-lo para servir de dublê de Montgomery  para uma missão de enganar os alemães sobre o local real da invasão do Dia D. Contudo, Mander era alto demais, assim eles encontraram um comediante australiano, M.E. Clifton James para se fingir de Monty. Eles enviaram o falso Monty (Montgomery) para Gibraltar para fazer os alemães pensarem que os britânicos iriam invadir pelo Sul da França, antes de atacarem o norte.


Anne Baxter e Franchot Tone
A maior parte dos soldados alemães foram feitos por atores alemães, com exceção de Rommel, que foi feito por Erich Von Stroheim, nascido na Áustria.
Todos os personagens do filme foram feitos por atores de várias nacionalidades diferentes dos seus personagens. O ator inglês, John Bramble, é feito por um americano, Franchot Tone. O marechal alemão Rommel é feito por um austríaco; o dono do hotel egípcio é feito por um russo (da Geórgia) Akim Tamiroff; a camareira francesa Mouche, feita pela americana Anne Baxter.

Anne faz a camareira francesa Mouche. Mouche seria uma corruptela de uma gíria em alemão para genitália feminina. Na verdade, Muschi é que seria a gíria. Mouche é uma palavra francesa, que pode significar espiã. 


Os alemães são feitos por atores alemães e falam com sotaque, exceto Stroheim, que havia emigrado da Áustria para os EUA na idade de 24 anos e seu sotaque aparece ocasionalmente. O ator Franchot Tone, que faz o militar inglês, é americano e fala com sotaque americano. Anne Baxter, que faz um francesa é americana, contudo tem um bom sotaque francês.

O diretor Cameron Crowe chegou a descrever este filme como o precursor da franquia de filmes de Indiana Jones.

A trilha sonora foi composta por Miklós Rózsa, ainda não tão famoso, mas atuando desde 1937.

Para finalizar, não deixem de ver a magnífica fotografia em preto e branco de Cinco Covas no Egito e com uma resolução espetacular de 1080p. Belíssimo para um filme de mais de setenta anos.
A razão da beleza do filme é que o filme foi feito com a técnica Chiaroscuro (literalmente, claro-escuro), um efeito de usar diferente tons de contraste claro e escuro.


Segue abaixo o link para baixar o filme:
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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Week-End à Francesa - (Week end) de Jean-Luc Godard - 1967

Este filme do celebrado diretor francês, Jean-Luc Godard, está entre seus 10 melhores filmes.

Indicado a vários prêmios europeus, o filme conta a estória de um casal que faz uma viagem de carro para a casa dos pais da esposa com intenção de matá-los para ganhar a herança.

O filme mostra o retrato irônico e cruel de Jean-Luc Godard para o apocalipse da civilização ocidental através de acidentes de carro e ganância. Ele marcou um ponto de mudança em sua carreira. Depois deste filme, ele se voltou a um cinema político militante para o resto dos anos 60 e começo dos anos 70, seguindo algumas indicações introduzidas neste filme. Qualquer que seja o enredo, ele é lentamente desconstruído e desmontado durante a duração do filme, com um passeio de fim de semana de um casal burguês e cínico, feito por Mireille Darc e Jean Yanne que acaba se tornando um pesadelo de mortes surrealistas na estrada, briga de classes sociais, assassinato e política, ao passo que eles têm que encarar as consequências cada vez mais caóticas da ambição cega e do desejo por poder.
Lindamente fotografado em cenas longas, a mais famosa delas aquela que mostra um engarrafamento de trânsito, o filme parece defender a revolta do proletariado, até que ao final, a esposa burguesa se envolve com a Frente de Libertação do Sena e Oise, onde o enredo literalmente sublinha o lado canibal da política. Voltando ao tempo, muitos dizem que o filme "Week-End à Francesa", que estreou em 1967, pode ter anunciado os famosos protestos de Maio de 1968 em Paris e ter marcado o início da fase política de Godard. Ele pode ter sentido a mudança dos ventos e aproveitou essa mudança, para achar algo para desenvolver mais sua visão de cinema.

Curiosidades: 

O entretítulo antes da morte do porco lê-se "Thermidor", que é nome do mês, segundo A Revolução Francesa, em que Robespierre foi executado.

O personagem, Saint-Just, feito por Jean-Pierre Léaud, é baseado em Louis Antoine Léon de Saint-Just (1767 - 1794), um revolucionário francês e líder militar, aliado de Robespierre. Ele trabalhou com Robespierre no Comitê de Segurança Pública, se envolvendo com o Reino do Terror e executado no mesmo dia em que Robespierre. O personagem de Léaud recita de Saint Just o  'L'esprit de la Révolution et de la Constitution de la France', um texto fundamental da ideologia revolucionária.

A Facel era uma montadora de carros de 1954 a 1964. O carro deste filme é o modelo Facellia, um carro esportivo cuja versão foi produzida de 1960 a 1963. O Dauphine (que no Brasil se tornou o Gordini) era uma carro fabricado pela Renault, como o sucessor do Renault 4CV e deixou de ser produzido em 1967.

Este filme está incluso no "1001 Filmes que Você Deve Ver Antes de Morrer" de Steven Schneider;

Abaixo segue o link do filme:
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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Amargo Pesadelo (Deliverance) 1972

Filme dirigido por John Boorman de 1972, antes de seus outros sucessos como "Zardoz" e "Excalibur".

O vale do Rio Cahulawassee no norte do estado da Geórgia nos EUA é um dos últimos locais virgens do estado, que logo vai sofrer mudanças com a construção de uma represa no rio, que por sua vez vai inundar uma boa parte da área em volta. Assim, quatro moradores da cidade de Atlanta, Lewis Medlock (Burt Reynolds), Ed Gentry (Jon Voight), Bobby Trippe (Ned Beatty) e Drew Ballinger (Ronnie Cox) decidem fazer uma viagem de canoa pelo rio, sendo que apenas Lewis e Ed tendo experiência nesse tipo de aventura. Eles sabem que a área é isolada, mas a viagem, que parecia tranquila, toma uma caminho ruim no meio da correnteza do rio e habitantes mal encarados da região. Os quatros lutam para sair do vale e se submetem a coisas que nunca pensaram antes.

Curiosidades:

Burt Reynolds quebrou o cóccix quando descia nas correntezas e a canoa virou. Originalmente, seria usado um boneco, mas parecia muito fake, como um boneco caindo em uma queda d´água. Quando Reynolds se recuperou, ele perguntou ao diretor John Boorman como tinha sido a cena. O diretor disse: “Como um boneco caindo em uma queda d’água.”


A cena do duelo dos banjos foi a primeira cena a ser filmada. O resto do filme foi quase inteiramente feito em sequência.Na verdade é uma cena com um garoto com um banjo e o ator Ronny Cox com um violão.


Em uma cena de canoa, o ator Ned Beatty foi jogado para fora da canoa e foi sugado por um redemoinho. Um assistente de produção mergulhou na água para salvá-lo, mas ele demorou para aparecer por trinta segundos. John Boorman perguntou a Beatty, “Como se sentiu?” e Beatty respondeu. “Eu achei que iria me afogar e o primeiro pensamento foi, como o John vai acabar o filme sem mim? E o meu segundo pensamento foi, “Eu aposto que o miserável vai achar uma maneira.”


Billy Redden não sabia tocar banjo. Para simular um toque realístico nas cordas durante o duelo de banjos, um outro rapaz, um especialista em banjo, tocava as cordas com o seu braço envolvendo o lado de Redden, enquanto esteve mexia. 
A despeito do seu personagem ser meio desajeitado, Ned Beatty era o único dos quatro que tinha alguma experiência com uma canoa antes da filmagens.


Este filme foi transformador para Burt Reynolds, levando-o de personagens de TV e de filmes B para o status de superstar. Burt, mais tarde, disse que este foi o melhor filme em que ele atuou.

Depois do filme, o turismo aumentou na região a dezenas de milhares. Em 2012, por volta de 2012, cerca de 40 anos depois do filme, o turismo era a maior fonte de renda no município de Rabun County. O ator dublê de Jon Voight, Claude Terry, após o filme comprou os equipamentos usados no filme da Warner. Ele fundou uma empresa para explorar canoagem turística no rio Chatooga. O filme foi quase inteiramente rodado nesse rio, que fica na fronteira entre Carolina do Sul e Geórgia.

Jack Nicholson aceitou fazer o papel de Ed, desde que Marlon Brando fizesse o Lewis. Mas os salários combinados dos dois ultrapassavam $1 milhão de dólares, a metade do orçamento do filme, forçando John Boorman a pegar atores mais baratos.

Durante a filmagem de cenas de canoa, o roteirista James Dickey apareceu bêbado e entrou em forte discussão com John Boorman, que havia reescrito o roteiro de Dickey. Eles passaram da discussão para briga de punhos e na qual Boorman acabou com o nariz quebrado e alguns dentes trincados. Dickey foi posto para fora do set, mas não houve processo contra ele. Os dois se reconciliaram e tornaram-se amigos, tanto que Boorman deu a Dickey o papel de xerife que aparece ao final do filme.

Donald Sutherland desistiu do papel de Ed, porque ele objetou pela violência do script. Mais tarde ele lamentou a decisão.

O filme não explica o seu título (Deliverance) que seria literalmente libertação, mas o livro, em que foi baseado, diz que o que os rapazes da cidade estavam tentando encontrar no mato era a libertação do estresse da vida moderna.


Jon Voight à esquerda e James Dickey
Burt Reynolds descrevia o roteirista James Dickey como “uma cara que quando tomava Martinis demais, você quer jogar uma granada na garganta dele.” Mas foi Dickey quem deu aulas de arco e flecha para Burt.

Sam Peckinpah queria dirigir o filme, mas depois que John Boorman já tinha asegurado os direitos do filme, Peckinpah fez “Straw Dogs”, em 1971, com Dustin Hoffman

Embora o “Duelo de Banjos” tenha ganho um Grammy de música original, ela foi escrita em 1955.

Filme está na lista dos “1001 Filmes que você deve ver antes de morrer”, criada por Steven Schneider.

De todos os atores principais e do diretor John Boorman, apenas Burt Reynolds é falecido em 2018. Os demais ainda estão vivos.

Veja abaixo link para o filme em alta resolução.
https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/Ef_7bTnBfzFHgY2ZJ88rQD8BGEopGqiqjWuC4LeTT48eqQ?e=PtTYsF