quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Alfred Hitchcock Apresenta - Série de TV do Mestre do Suspense (1955-1962) - T1 E9


Estou colocando alguns episódios da série que Alfred Hitchcock fez para a TV em preto e branco no meu canal do Youtube e outros aqui no blog.

Ele faz sempre a apresentação de costume e dirigiu alguns episódios.

São episódios bem curtinhos, estrelados por ótimo elenco.

O episódio aqui é o 9º da 1ª Temporada , estrelado por Peter Lawford, mais conhecido por pertencer ao grupo "The Rat Pack" de Frank Sinatra.

Charlie Raymont (Lawford) é contratado para acompanhar um visitante inglês a uma viagem atra´ves dos EUA e procura maneiras de tomar vantagem do contratante.

O episódio foi primeiramente televisionado em Novembro de 1955 e tem apenas 30 minutos.


Veja abaixo link para ver o episódio:
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Barbarella (1968)

Dirigido por Roger Vadim
Com Jane Fona, John Philip Law, Marcel Marceau, David Hemmings e Ugo Tognazzi.
Baseado na criação de Jean-Claude Forest.

O ano é 40.000. Depois de flutuar na gravidade zero, a astronauta Barbarella aterrissa no planeta congelado Lythion e sai para procurar o renomado cientista Durand Durand (agora sabem de onde a banda tirou o nome) na Cidade da Noite, Sogo, onde um novo pecado é inventado a cada hora. Lá, ela encontra objetos como a Máquina Excessiva, um órgão sexual o qual um artista perito no teclado, neste caso, o próprio Durand Durand, pode levar a vítima à morte por
Milo O'Shea como Durand Durand
prazer; um rainha lésbica que pode fazer as fantasias tomarem forma na Câmara dos Sonhos, e um grupo de mulheres fumando um narguilé gigante que transmite a Essência do Homem através de uma pobre vítima que se debate em um globo de vidro. 

Você não deve deixar de ficar impressionado pelos efeitos especiais até mesmo daquela época e as várias maneiras que eram encontradas para deixar Jane com as roupas mais mínimas possíveis.

A senha de Dildano "Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch", é o nome de um bairro real no País de Gales

As cenas da abertura do filme onde Barbarella parece flutuar ao redor da sua espaçonave foram filmadas com a Jane deitada em um enorme placa de acrílico com o quadro da espaçonave debaixo dela. Foi filmado de cima, criando a ilusão de que ela esteja em gravidade zero.

Ian McKellen voou até Roma para fazer um teste para um personagem. Embora ele não tivesse ganho o papel, ele disse à Empire Magazine que Jane Fonda fez café da manhã para ele, enquanto ele estava esperando para fazer o teste.

Barbarella viaja para a cidade maligna de SoGo. O nome é uma referência para as cidades bíblicas de Sodoma e Gomorra.


Jane e Dildano (Hemmings)
O ator inglês David Hemmings substituiu o ator italiano Antonio Sabato no papel de Dildano. Fotos de bastidores existem de Sabato fazendo a famosa ‘mão do sexo’ com Jane. A atuação de Sabato foi considerada séria demais e foi trocada por uma atuação com um tom mais cômico, com Hemmings.

A versão original europeia do filme tinha toda a nudez intacta em sua estreia nos cinemas.

A própria Jane Fonda dublou a versão em língua francesa do filme.


Jane e Roger Vadim
Enquanto ainda estava vivo, Roger Vadim estava interessado em fazer uma continuação, com ou Sherilyn Fenn ou Drew Barrymore fazendo Barbarella, mas acabou nunca acontecendo.

O criador do personagem, Jean-Claude Forest, baseou Barbarella em Brigitte Bardot.

Jane e Roger Vadim eram casados na época em que o filme foi lançado.

Cartazes e fotos do filme continham a cena de sedução entre Barbarella e a Rainha Negra em uma cama. Mas essas cenas nunca apareceram no filme.


Marcel como Dr Ping
Dr. Ping foi feito pelo famoso mímico francês Marcel Marceau, que foi ironicamente colocado em um papel em que falava demais.

David Gilmour, o guitarrista do Pink Floyd, foi um dos que executaram a trilha sonora do filme

Barbarella foi a primeira heroína de ficção científica dos quadrinhos a ter uma adaptação para o cinema, Seus companheiros masculinos, Flash Gordon e Buck Rogers primeiro aparecerem em séries.

Pelo seu papel neste filme, o jornal New York Times classificou a atriz Jane Fonda como “ a deusa do sexo dos anos 60”.

Terry Southern gostou de escrever o roteiro, especialmente para o ‘strip tease” da abertura e as cenas que envolviam pequenos brinquedinhos robôs que perseguiam Barbarella para mordê-la. Southern disse que gostou de trabalhar com Roger Vadim e Jane Fonda, mas teve problemas com o produtor Dino de Laurentiis, cuja prioridade era fazer um filme barato, não um bom filme.

O filme foi feito antes de Jane Fonda entra na sua fase política. Anos mais tarde, ela iria nos protestos contra a guerra do Vietnã e seria chamada de Hanoi Jane.

Nos quadrinhos, Barbarella era uma fora da lei. O filme omite algumas de suas aventuras em Lythion, incluindo um encontro com uma vilã chamada Gorgon, cuja face se tornava uma duplicata da face de quem a olhava. A nave não era consertada, assim nos primeiros quadrinhos, ela ficava presa em Lythion.

O diretor de fotografia, Claude Renoir, era filho do ator Pierre Renoir e sobrinho do diretor Jean Renoir e também neto do famoso pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir.

Os quadrinhos originais não tinham Durand-Durand e nada de raio da morte. A cidade era construída ao redor de um monstro que soltava gás através de uma série de dutos e a Grande Tirana usava um tapa olho para ocultar sua identidade.

Sophia Loren declinou aceitar o papel título do filme.

Foi o único filme de ficção científica de Jane Fonda.

Mike Myers baseou a personagem Felicity Shagwell, feita por Beyonce, para seu filme Austin Powers: O Agente 'Bond' Cama (1999) de alguma forma em Barbarella

Dentro da cápsula espacial de Barbarella, geralmente mostrada na parte esquerda, há uma parte da famosa pintura “Um Domingo de Tarde na Ilha de La Grande Jatte - 1884” do pintor Georges Seurat. Seurat era contemporâneo do compatriota pintor, Pierre-Auguste Renoir, o avô do diretor de fotografia, Claude Renoir. A pintura foi depois inspiração para Stephen Sondheim em seu musical “Domingo de Tarde no Parque com George”

Os primeiros quadrinhos de Barbarella, feitos por Jean-Claude Forest, sairam em 1962 e depois publicados em uma série de quatro ‘graphic novels’ entre os anos de 1962 e 1982. O filme foi feito cerca de seis anos depois da primeira serialização em 1968.

John Philip Law faz o personagem Pygar, Annita Pallenberg a Grande Tirana, Milo O'Shea o Durand Durand, Marcel Marceau o Professor Ping, David Hemmings faz Dildano e Ugo Tognazzi faz Mark Hand. Todos eles, inclusive o diretor Roger Vadim, já faleceram. A única atriz do elenco, Jane Fonda, ainda está viva e linda como sempre, participando recentemente da entrega do Oscar de Melhor Filme em 2020.

Fonte: imdb

Abaixo link para o filme em alta resolução:
https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/EdxwOyWqP0VKhaSBa-Y6lWgBYaRIn0FTIYUU0c85Uv9Mkw?e=IBPtAu

sábado, 15 de fevereiro de 2020

"O Candidato" (The Candidate) com Robert Redford - 1972

Estamos em ano de eleições e nada como um filme de política para aquecer o tema.

Filme dirigido por Michael Ritchie, com Robert Redford,
Peter Boyle, Melvyn Douglas, Karen Carlson e inclui as participações da própria Natalie Wood como ela mesma e os políticos Hubert Humphrey e George McGovern. 

Gira em torno da campanha de Bill McKay para senador pela Califórnia e mostra como um jovem idealista e sem experiência pode ser envolvido pela mídia. Na política, ninguém sabe o que está acontecendo na cabeça de cada um. Não vou contar mais sobre o enredo, para não dar ‘spoiler’.

Robert Redford está muito bem e nem sabia que, dali a 4 anos, ele faria o clássico político “Todos os Homens do Presidente” junto com Dustin Hoffman. Veja uma cena interessante em que ele faz um discurso para si mesmo no carro.

Redford em cena com Melvyn Douglas
O papel do senador Crocker foi originalmente oferecido a James Stewart, que declinou,porque ele achava que seria ofensivo em relação aos políticos conservadores.

O roteirista do filme, Jeremy Larner, costumava escrever discursos para o candidato a presidente de 1968, Eugene McCarthy.

Groucho Marx faz uma pequena ponta, no que seria sua última aparição no cinema. Quem conseguir vê-lo na tela, comente aqui.

Foi Robert Redford quem criou a ideia e pessoalmente contratou Michael Ritchie para dirigir, pois ele havia trabalhado como consultor em várias campanhas políticas.

Redford com Natalie Wood
Robert Redford e Michael Ritchie haviam trabalhado juntos em “ Os Amantes do Perigo”  (1969), quando eles conversaram com Jeremy Larner, para fazer um filme sobre ‘um candidato que vendeu sua alma’. De acordo com Larner: “Os produtores (Warner) não teriam financiado o filme se Redford não se responsabilizasse por ele, e embora ele não quisesse o crédito, ele foi um produtor consciencioso do começo ao fim e o filme certamente reflete a sua personalidade.”

“O Candidato” foi um dos poucos filmes de 1972 da Warner, que tiveram o raro e efêmero logo em forma de escudo da WB (Warner Brothers), com uma cor azul sólida de fundo e a descrição “A Warner Communications Company”. Ainda não havia sido desenhado o logo mais familiar dos anos 70, feito pelo mestre Saul Bass. “Amargo Pesadelo” (Deliverance), que também em breve será objeto deste blog, foi outro dos filmes a exibir esse logo raro.

A década de 70 foi muito prolífica para Redford. Em 1972, ano deste filme, ele faria "Mais Forte que a Vingança", "Golpe de Mestre" em 1973, "Nosso Amor de Ontem" em 1973, "Grande Gatsby" em 1974, "Três Dias do Condor" em 1976 e "Todos os Homens do Presidente", também de 1976.

Segue abaixo link para o filme em alta resolução:
https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/Ea-eCU3SLbtNuOvYDzyRPzQB2E74zblj_eWuV90NoM6SQA?e=hbdzR8

Fonte:imdb

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

"O Magnífico" (Le Magnifique) - com Jean-Paul Belmondo - Comédia de 1973

Sou grande fã de Jean-Paul Belmondo. Assisti a vários filmes dele (Acossado, Um Macaco no Inverno), mas este “O Magnífico” é um dos meus preferidos.

Francois Merlin (Jean-Paul) é um escritor de livros de espionagem. Ele mistura os personagens da vida real com os do seu livro, que está escrevendo. No livro, ele é Bob Saint Clar. A sua vizinha Christine (Jacqueline Bisset) aparece como Tatiana e seu editor Georges Charon como Coronel Karpoff (Vittorio Caprioli, que rouba as cenas quando aparece);

Belmondo e Bisset
No enredo do livro, Bob (Jean-Paul) é um super agente francês, enviado a Acapulco para descobrir por que outro agente foi devorado por um tubarão em uma cabine telefônica. Como ele mistura personagens do livro com os da vida real, ela coloca aqueles que lhe dão trabalho no dia a dia como vilões no enredo do livro, principalmente o seu editor. Jackie Bisset aparece como a bela estudante, que vive no andar de cima e ele tem vergonha de se aproximar. O apartamento dele está com problemas porque o encanador não pode começar os trabalhos já que o eletricista não fez o dele e vice-versa. Além disso, ele está sem dinheiro e tem que escrever 83 páginas porque o livro tem que ser entregue logo.

É mais uma das comédias de sucesso que Belmondo fez com a direção de Philippe de Broca. O roteiro original era de Francis Veber, mas o diretor de Broca insistiu em escrever mais diálogos para a atriz e Veber quis que seu nome fosse retirado dos créditos. Dizem que Veber escreveu o roteiro original baseado em suas próprias experiências e sonhos de dia. 
Como nos filmes anteriores da dupla Broca-Belmondo, o filme pode parecer um pouco errático, incerto de um momento para o outro, mas o filme não é para se levado a sério, é apenas para se divertir e bastante.

Este filme é um tributo a Jean-Paul Belmondo por toda a sua carreira no cinema. 
Vittorio Caprioli
Um plus é ótimo vilão feito por Caprioli e o talento e beleza estonteante de sempre de Jacqueline Bisset.


Fonte: IMDB

Link do filme: https://mega.nz/#!M4Q0DYoB!5oZEyCRbzRvvbh44eEn_uTR5jyIWSrAr1fqN8tbdAB8

domingo, 9 de fevereiro de 2020

A Face Oculta (One-Eyed Jacks) - Faroeste estrelado e dirigido por Marlon Brando

Western de 1961 com Marlon Brando e Karl Malden.

Depois de roubarem um banco mexicano , Dad Longworth (Karl Malden) pega o roubo para si e deixa seu parceiro Rio (Marlon Brando) para ser capturado. Contudo, Rio escapa e vai atrás de Dad na Califórnia.

Além de Karl e Brando, Katy Jurado (como Maria), Ben Johnson e Slim Pickens estão entre os mais conhecidos do elenco.

Indicado ao Oscar de Melhor Cinematografia.

Karl Malden e Marlon já haviam trabalhado juntos em "Sindicato de Ladrões" de 1954.

Filme colorido com 141 minutos e legendado. Agradecimentos deste blog ao site Legendas.tv e a Danilo Rocha pela legenda.


Curiosidades (Fonte: IMDB):

Marlon Brando sentava por horas perto da praia, esperando que as ondas se tornassem mais dramáticas para fazer tomadas perfeitas.

A primeira edição do filme feita por Brando durava cerca de 5 cinco horas. Disseram que ele ficou chateado com o produto final, mesmo o filme tendo sucesso em bilheteria. Ele disse na estreia de que era um bom filme para eles (Paramount), mas não o filme que ele tinha feito.

A inexperiência de Brando na direção era óbvia no set. Ele filmou cinco vez mais que normalmente seria normal para o filme. Ele era indeciso e demorou muito para terminar filme. A Paramount acabou tirando o filme dele, fazendo cortes. 

As filmagens começaram em Dezembro de 1958, mas o filme não foi completado até pouco antes do final de 1960.

Marlon insistia em ficar bêbado para fazer uma cena na qual ele deveria atuar bêbado, mas ficou bêbado demais para atuar e dirigir e acabou ainda insistindo em repetir todo o processo no dia seguinte. E de novo, ele ficou bêbado demais para dirigir e atuar.

Stanley Kubrick, que era quem estava programado para dirigir o filme, queria Spencer Tracy para fazer o xerife Dad Longworth. Marlon Brando, cuja companhia de produção já tinha contratado Karl Malden, se recusou a substituí-lo por Tracy.

Este filme também está na lista dos “1,001 Filmes que você deve ver antes de morrer," editado por Steven Schneider.

A sela de adornos prateados de Marlon Brando desde filme, foi reutilizado pelo bandido feito por Eli Wallach em “Sete Homens e um Destino”, de 1960-- que foi filmado depois deste filme, mas que estreou antes.


Marlon Brando e Karl Malden
O filme tem muito pouco a ver com o livro em que se basearia o filme. Acaba tendo mais história do que ficção. Em vários momentos, houve quem dissesse que até Sam Peckinpah tenha participado do roteiro além dos outros dois roteiristas, mas perguntaram a Karl Malden quem realmente havia escrito o roteiro. Ele respondeu: “Há uma resposta para esta pergunta- Marlon Brando, um gênio em nossa época.”

Após comprar os direitos do livro, o produtor Frank P. Rosenberg trabalhou no primeiro rascunho do script junto com Rod Serling. Sam Peckinpah foi depois contratado para reescrever.
Quando Kubrik foi contratado para dirigir, ele dispensou Peckinpah e trouxe Calder Willingham para reescrever de novo, mas depois o produtor Rosenberg o despediu e trouxe Guy Trosper.

Os atores eram encorajados a improvisarem. Um executivo da Paramount disse que o filme era “ "Stanislavsky a cavalo." Se referindo ao método Stanislavsky de atuação, desenvolvido pelo teatrólogo e diretor Constantin Stanislavsky. Contudo, esse método era muito confundido com o Método, desenvolvido por Lee Strasberg e que influenciou muito Marlon Brando.

Veja abaixo link para ver o filme legendado em ótima resolução (1080p):
https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/EfLsYbn3DexPmUuAJGQggJoBW1H7gRhBdcvmnunoN539uQ?e=eP8NKD


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Crepúsculo das Águias - The Blue Max - 1966

Filme de guerra com George Peppard, James e Ursula Andress. Dirigido por John  Guilhermin.

Ganhou um BAFTA por Melhor Direção de Arte.

Situado na 1ª Guerra Mundial, na força aérea alemã de 1918.

Belíssima fotografia aérea e não menos belíssima trilha sonora de Jerry Goldsmith.

O enredo é sobre um jovem piloto (Peppard), conhecido por não ser um piloto cavalheiro, tenta ambiciosamente ganhar a medalha oferecida para os pilotos que abaterem 20 aviões. E Peppard (Stachel) cobiça a esposa (a deusa Ursula Andress) do general (James Mason). 


Curiosidades:
O ator George Peppard voou em uma das réplicas Pfalz fora da tela, mas não pilotou para as cenas do filme.

Um dos pilotos dos aviões era Joan Hughes, que tinha sido a piloto mais jovem aos 17 anos d Inglaterra. Na 2ª Guerra, ela foi a primeira instrutora de voo e a primeira mulher capacitada a treinar em todos os aviões militares da época.

O número de série para o triplano vermelho de Richthofen era 425/17 e foi corretamente indicado no filme

O piloto Derek Piggot, fez os voos de Stachel e de Von Klugermann para a cena da ponte. Com ângulos múltiplos da câmera de filmagem (incluindo uma de um helicóptero), Piggott fez o voo debaixo da ponte por mais de vinte vezes. Para provar que a cena era real, ovelhas foram colocada no campo próximo à ponte, para que elas corressem à medida em que o avião se aproximava. Contudo, como pode ser visto depois, pela vigésima tomada, as ovelhas não se importavam mais e não se espalhavam

A Fox não conseguiu alugar nenhum dos aviões que sobraram da 1ª Guerra . Teve que construir por conta própria. As aeronaves foram depois usadas em filmes como “Lili, Minha Adorável Espiã”

Karl Michael Vogler-Hauptmann (Capitão) Heidemann e James Mason - General Klugermann - ambos fizeram o papel de Rommel: Vogler em Patton, Rebelde ou Herói? (1970), e Mason em A Raposa do Deserto (1951) e novamente em Ratos do Deserto (1953).

"Stachel" quer dizer a palavra ‘ferrão’ em alemão.

Ursula Andress foi dublada por Nikki Van der Zyl, que já tinha dublado ela em O Satânico Dr. No (1962).

O filme acontece em 1918 principalmente, conforme informa o filme no começo, com nenhuma data específica além de 1918. A maior ofensiva histórica relatada no filme, na qual Stachel e o esquadrão atuaram, iniciou em 21 de março de 1918 e foi chamada de "Kaiserschlacht" pelos alemães e “Ofensiva da Primavera” pelos demais. Quando Stachel é ferido, ele se encontra com o famoso Barão Von Richthofen, que foi morto em ação em 21 de abril, significando que o encontro entre os dois ocorreu entre essas datas

Hauptmann (Capitão) Heidermann avisa os pilotos pilots Stachel e Klugerman (Peppard e Kemp respectivamente) para tomarem cuidado com os dois triplanos (Fokker Dr.1) por eles ‘serem os últimos que eles provavelmente iria ter’. Isto, na verdade, não teve nada a ver com o fato de que a Alemanha estivesse perdendo a guerra e a fábrica não pudesse manter a demanda. Na realidade, apenas 320 unidades desse modelo foram feitas durante a guerra, comparado com a aeronave anacrônica  Fokker D.VII de Stachel dos quais 3.300 foram construídos durante o período de 6 meses entre Maio de 2018 e Novembro de 2018.

Embora Willi Von Klugermann (Kemp) pareça mais velho que Bruno Stachel (Peppard), na vida real Peppard era 6 anos e meio mais velho que Kemp.

Também na vida real Kemp viveu mais que Peppard. Kemp faleceu aos 84 em 2019. E Peppard em 1994 com 65 anos.

Do elenco principal, apenas Ursula Andress está viva. Fará 84 anos em Março de 2020.

A cerca de 50 minutos de filme, logo que o personagem deGeorge Peppard vai buscar a ‘champagne cor de rosa’, um mensageiro entra rapidamente, vestindo um casaco de chuva cinza. Ele tem altura mediana e tem cabelo castanho partido de um lado. Ele vira para sua esquerda para dar a mensagem a alguém. Seu bigode escovinha é levemente visível. Foi uma referência a Adolf Hitler, que foi mensageiro na 1ª Guerra. Ele não usava um bigode escovinha na época, mas o ator que faz o papel do mensageiro parece muito com ele.

Três anos depois que o filme estreou, Karl Michael Vogler e Harry Towb apareceram novamente no filme "Patton;" Vogler como Rommel e Towb como o cozinheiro que Patton dá uma chamada por deixar o refeitório aberto por tempo demais.

James Mason como General Klugermann
James Mason apareceu como nazista em pelo menos cinco filmes : 'The Desert Fox' (1951), '5 Fingers' (1952), 'The Desert Rats' (1953), 'The Blue Max' (1966), e 'The Boys From Brazil' (1978) assim como o papel de um ex-nazista em 'The Man In Between' (1953).

Assista o filme abaixo em alta resolução:




Fonte: IMDB

sábado, 1 de fevereiro de 2020

O Santo - Série com Roger Moore (1962 a 1969)

The Saint ou O Santo foi uma série inglesa em preto e branco e depois colorida (duas últimas temporadas) estrelada por Roger Moore. 

Esta série serviu de trampolim para Roger fazer depois a série "The Persuaders" com Tony Curtis e depois ser o novo James Bond.

Este blog vai postar as aventuras de Simon Templar (O Santo) a partir da 1ª temporada.

Mais abaixo, ao final do post, vocês poderão ver o link para o primeiro episódio da série.


Enredo do 1º Episódio - O Talentoso Marido.

Madge, uma amiga de Simon Templar, casou-se recentemente com John Clarron, um ex-ator e dramaturgo fracassado. Ela está agora inválida, depois de um acidente com um vaso. Simon vai visitá-la em casa e se encontra com Adrienne Halberd. Ela é uma investigadora de seguros, muito interessada em Clarron, desde que suas primeiras duas esposas - ambas com seguro de vida alto - morreram em circunstâncias suspeitas. Os Clarrons têm uma empregada irlandesa, mas quando Clarron não está perto, Simon e Adrienne investigam a casa e a senhora não é mais encontrada.



Curiosidades sobre a Série

Os primeiros episódios incluíam ter Roger Moore falar diretamente ao público. Depois, isso foi substituído por narração. Em um dos primeiros episódios, uma senhora tenta adivinhar o nome de Templar. Ela diz que o nome dele deve ser James Bond. Mais tarde, é claro, Roger veio a fazer o 007.

Entre os atores que foram oferecidos o papel de Simon Templar foi Patrick McGoohan. Patrick recusou a oferta devido à sua desaprovação pela personagem de mulherengo de Simon Templar. Ele também recusou fazer James Bond pela mesma razão.

A melodia muito distinta do tema musical da série foi composta por Leslie Charteris, o escritor que criou o personagem Simon Templar .

Leslie Charteris com Roger Moore
Durante os momentos em que escrevia os seus manuscritos, Leslie Charteris constantemente designava Simon Templar pelas suas iniciais (S.T.) a fim de ganhar tempo. Foi assim que a ideia veio a ele para dar o nome de “The Saint” (O Santo).

Uma versão sobre a história do carro do personagem era que a Jaguar deveria fornecer o modelo E como o modelo tipicamente britânico para Simon. Contudo, a Jaguar estava atrapalhada na época com greves e fornecimento de peças e não poderia entregar o carro a tempo. A data de início das filmagens estava iminente e Roger Moore acabou usando seu carro pessoal, o famoso Volvo P1800. Embora estiloso, não tinha a imagem de um carro veloz que era necessária. Para a Volvo, foi uma dádiva de Deus. O P1800 estava vendendo muito pouco no Reino Unido e, de repente, ele ficou na moda e as vendas explodiram.

A série foi vendida a 63 países e arrecadou mais de 350 milhões de libras em lucros.

Leslie Charteris protegeu bem os direitos da sua criação. Apenas quando o produtor Lew Grade ofereceu um orçamento de 30 mil libras por episódio, foi que convenceu Charteris a colocar Templar em boas mãos.

Leslie Charteris originalmente queria que David Niven estrelasse como Simon Templar.
Nos episódios (foram nove) que o próprio Roger Moore dirigiu, ele disse que gostava de deixar claro como ele queria que cada cena começasse e terminasse e deixava que os atores improvisassem por conta deles.

Roger Moore uma vez disse que Mia Farrow contou a ele que ela e Frank Sinatra (na época casados) eram grande fãs da série.

Shirley Eaton fez duas participações na série. A primeira foi no episódio 1 da 1ª temporada. Depois, ela estaria em “007 contra Goldfinger”. Para quem viu o filme, ela fez a garota pintada de ouro.

Leslie Charteris sempre esperava que os roteiristas da série revelassem como Simon Templar mantinha sua riqueza e que pudesse viver independente. De acordo com Charteris, isso nunca foi explicado.
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Durante a parte preto e branca da série (temporadas 1 a 4), Roger Moore fazia Templar com um sotaque americano (já que o personagem vinha dos Estados Unidos). Nas temporadas coloridas de 5 a 6, o sotaque se tornou mais britânico.

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Fonte: imdb

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Guillermo del Toro está refilmando com Bradley Cooper "O Beco das Almas Perdidas" feito com Tyrone Power em 1947

Guillermo del Toro inicia filmagens de “Nightmare Alley”. Será o primeiro filme dele após “A Forma D’Água”

No Brasil, o filme de 1947 foi chamado de "O Beco das Almas Perdidas".

Será um refilmagem do filme de Edmund Goulding de 1947, com Tyrone Power, em dos poucos filmes que fez de vilão.
Era um dos filmes preferidos de Tyrone.

O elenco principal escolhido por Del Toro terá Bradley Cooper, Rooney Mara, Cate Blanchett, William Dafoe, Ron Perlman e Richard Jenkins.

O resumo do enredo original era sobre o ambicioso Stanton "Stan" Carlisle, (feito por Tyrone Power e que será feito por Bradley) que trabalha em um tipo de circo e é assistente da mentalista Zeena Krumbein (que deve ser feito por Cate), que é casada com o o alcoólatra Pete. O casal tinha desenvolvido um código secreto para fingir ler as mentes das pessoas e tinha tido sucesso, antes de Pete começar a beber. Stan fica perto deles, esperando aprender o código deles e sair do circo para tentar ser um mentalista de sucesso.

O filme original de 1947 pode ser visto no meu canal do Youtube: CineTVRevista.
Link: https://youtu.be/dluV14aG5d0


Fonte:Deadline

domingo, 26 de janeiro de 2020

Nos Bastidores da Notícia - (1987)

Título Original: "Broadcast News"
Filme dirigido por James Brooks

Indicado a 7 Oscars.
Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro, Melhor Cinematografia e Melhor Edição. Não ganhou nenhum deles, infelizmente.

Dois jornalistas de TV rivais, um bonito e o outro talentoso e suas relações com uma produtora de notícias.

Com William Hurt, Albert Brooks e Holly Hunter. Participação de Joan Cusack e Jack Nicholson.


Curiosidades: 
Jack Nicholson não foi pago pelo seu papel, a seu pedido.

O diretor James Brooks escreveu este filme especialmente para Debra Winger, mas ela foi forçada a recusar, porque ela havia ficado grávida. Antes de escolher Holly Hunter para substitui-la, Brooks considerou Sigourney Weaver, Judy Davis,Elizabeth McGovern, Christine Lahti, and Elizabeth Perkins.

A personagem Jane Craig foi inspirada na produtora de notícias da CBS, Susan Zirinsky. Antes de começarem as filmagens, Holly Hunter passou algum tempo tentando espelhar Zirinsky, para ver como as coisas funcionavam em sala de edições de notícias real. Holly também cortou o cabelo para se assemelhar com Zirinsky.

Este foi o primeiro filme de James Brooks em quatros anos. Seu trabalho anterior, foi Laços de Ternuna, que ganhou cinco prêmios da Academia, incluído o de Melhor Filme. Pelo menos 18 pessoas entre atores e equipe trabalharam nesses dois filmes. Ambos os filmes foram indicados em várias categorias do Oscar, com este recebendo sete indicações.

Holly Hunter ganhou o prêmio de melhor atriz pelo seu desempenho neste filme no Festival de Cinema de Berlim em 1988.

No talk show "Late Night" de David Letterman (1982), David Letterman perguntou a Kathleen Turner se "Troca de Maridos" (1988) tinha sido melhor que este. Kathleen disse que tinha sido melhor. O filme de 1988 foi um fracasso de crítica e público.

William Hurt e Holly Hunter nasceram no mesmo dia, 20 de março. Hurt nasceu em 1950, e Hunter em 1958. Ambos ganharam o prêmio da Academia.
O filme tem três ganhadores de Oscar: William Hurt, Holly Hunter, e Jack Nicholson. E três indicados ao Oscar: Albert Brooks, Joan Cusack, e Marc Shaiman.

Jack Nicholson apareceu numa ponta neste filme, depois de ter atuado no filme de Brooks, Laços de Ternura, em um papel que foi recusado por Burt Reynolds. Depois deste filme, um outro filme de comédia foi produzido, “Troca de Maridos” (1988), com Reynolds em um dos papeis principais.

Filme incluído no livro "1001 Filmes que você deve ver antes de morrer", de Steven Schneider.

Albert Brooks e Holly Hunter já colocaram suas vozes em filmes da Pixar. Brooks em “Procurando Nemo” (2003) e “Procurando Dory” (2016). Holly Hunter em “Os Incríveis” (2004) e em “Os Incríveis 2”(2018).

Fonte: imdb


Link do filme abaixo:

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domingo, 19 de janeiro de 2020

"A Sereia das Ilhas" (Road to Singapore) - 1940 - Bing Crosby e Bob Hope

Dois playboys tentam esquecer desilusões amorosas em Singapura, até eles encontrarem um linda dançarina.

Além de Bob Hope, Bing Crosby e Dorothy Lamour, estão no elenco, Charles Coburn como Joshua Mallon e Anthony Quinn como Caesar.

Curiosidades:
Depois que Fred MacMurray e George Burns recusaram fazer este filme, o produtor Harlan Thompson ofereceu a Bob Hope e Bing Crosby, quem ele viu na Paramount. Bob e Bing estrearam no palco pela primeira vez juntos em 1932. Já havia uma química entre eles.

Este primeiro “Road-to” (Road to Singapore), traduzido para o Brasil como “A Sereia das Ilhas”, foi o primeiro da série de 7 filmes feitos pelo trio Bob Hope, Bing Crosby e Dorothy Lamour.

Em um número de dança, os nativos de Kaigoon cantam em Esperanto: “Olhe, a lua nova brilha apenas amor. Uma mulher agrada a um homem de acordo com a natureza. Então, escolha alguém agora e dance com ele. Um coração sincero bate em cada um de nós, pronto para desejar por você. Não fique aí parado, venha aqui.”

Havia um título alternativo para o filme: “Road to Mandalay”, mas depois foi descartado porque acharam que Singapore soava mais exótico. Também havia uma canção chamada “Mandalay” e os produtres queriam evitar confusão.

O único filme da série sem copyright e em domínio público é “Road to Bali” ou “De Tanga e Sarongue) feito por eles 12 anos depois. Este filme já está publicado em nosso canal do Youtube (CineTVRevista).

Link para o filme legendado:
https://odobagg-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/moegtufwc_od_obagg_com/Ebx9kVUOqANKi8wHCoDQcWwBdk5Rs_pljOZImkXaC0S9gw?e=HyjW4d

"The Thin Man" - A Ceia dos Acusados - (1934) com William Powell e Myrna Loy

The Thin Man ou A Ceia dos Acusados.
Filme de 1934 dirigido por W. S. Van Dyke.
Com William Powell, Myrna Loy, Cesar Romero e Maureen O’Sullivan.
Baseado em livro de Dashiell Hammett.

Enredo:
Depois de 4 anos de ausência, o detetive aposentado Nick Charles (William Powell) volta a Nova York com sua esposa e seu cachorro, Asta. Nick volta a se encontrar com velhos amigos, vários deles tipos ecêntricos, para dizer o mínimo. Ele é contatado por Dorothy Wynant, cujo pai o inventor Clyde Wynant ( o verdadeiro Thin Man) é suspeito de ter assassinado a amante (que era a secretária do pai). O pai dela havia partido em uma viagem planejada alguns meses antes e ela não teve mais contato com ele. Nick, que não está a fim de voltar à sua profissão, mas estimulado por sua esposa Nora (Myrna Loy), que acha esse caso muito emocionante, acaba aceitando em ajudar. Ele resolve o caso, anunciando o assassino em um jantar para todos os suspeitos. Daí o título em português, “A Ceia dos Acusados”.

Trivia:
William Powell comentou , certa vez, o quanto ele adorou trabalhar com Myrna Loy por causa da sua naturalidade, o profissionalismo dela e a ausência de qualquer tipo de temperamento de diva. “Quando fazíamos uma cena juntos, nós esquecíamos a questão de técnica, ângulos de câmera e microfones. Nós não estávamos atuando. Éramos duas pessoas em perfeita harmonia,” dizia ele. “Myrna, ao contrário de algumas atrizes que pensava apenas nelas, tem a feliz capacidade de ouvir enquanto o outro falava o seu texto.”

De acordo com Myrna Loy, os atores e atrizes não podiam interagir, entre as filmagens, com o cachorro altamente treinado Skippy (o nome real de Asta), que fazia os seus feitos mediante a promessa de ganhar um ratinho ou um biscoito.

Deram ao diretor W.S. Van Dyke três semanas para fazer o filme, mas ele conseguiu acabar em 12 dias dentro do orçamento de míseros $231 mil dólares. O filme surpreendeu todo mundo e se tornou um líder de bilheteria, alcançando $1.4 milhões de dólares.

O diretor Van Dyke prestava atenção para William Powell e Myrna Loy juntos nos intervalos de filmagem e a boa relação dos dois funcionou bem no filme. O diretor sempre encorajava e incorporava improvisações.

O "Thin Man"do título do filme se refere ao personagem do inventor Clyde Wynant e foi somente depois de “O Regresso daquele homem”, de 1944, é que o título acabou ficando no personagem protagonista de William Powell.

Para a primeira cena de William Powell (no bar), o diretor disse para ele pegar o copo de mexer bebidas, ir ao bar e apenas andar pelo cenário, enquanto a equipe ajustava as luzes e o som. Powell fez o que ele mandou, falando alguma parte do texto e algo próprio dele mesmo. De repente, ouviu-se a voz de Van Dyke dizer, “É isso! Pode gravar!”. O diretor havia decidido filmar a cena sem o Powell ficar sabendo para que a atuação fosse a mais natural possível.

O primeiro filme de Asta foi o "O Caso de Hilda Lake" (1933), também estrelado por William Powell. O cachorro continuou a trabalhar com  Powell pelos quatro filmes iniciais da série "The Thin Man".

O diretor W.S. Van Dyke não se preocupava muito em refazer cenas, achando que os atores perderiam a espontaneidade, se tivessem que fazer várias vezes de novo. Já era uma pressão grande para os atores e atrizes, que sempre tinham que decorar novos textos, logo antes de começar a filmar. Sem o luxo de várias tomadas, Myrna creditou muito da atração do filme pela espontaneidade e tranquilidade de Van Dike.

Dizem que Dashiell Hammett baseou a relação de Nick e Nora em sua relação pessoal com a dramaturga Lillian Hellman.

Embora o “Thin Man” do título fosse o personagem de Clyde Wynant, os fãs do filme e dos filmes seguintes se referem ao personagem de Nick Charles como o Thin Man, e todos os filmes subsequentes incluíram a expressão Thin Man. Powell também era magro, para ajudar.

'Thin Man' foi o nome dado a uma terceira e não usada bomba atômica. Também usaram nomes do livro de Hammett, O Falcão Maltês, para Fat Man e Little Boy como nomes de outras bombas

A lista do ano de 2000 da American Film Institute inclui este filme como o 100º mais engraçado filme de todos tempos.

O diretor W.S. Van Dyke insistiu que o chefão da MGM, Louis B. Mayer e outros executivos vissem as primeiras cenas do filme, para confirmar que a escolha do elenco fora correta. E todos ficaram contentes em admitir que Myrna Loy e William Powell eram perfeitos para os papeis.

É o primeiro filme da série de seis filmes de “The Thin Man”.

Nick chama Nora de morena magricela. Na verdade, Myrna era ruiva.

Este filme está incluso na lista dos “1001 Filmes que você deve ver antes de morrer’, de Steven Schneider.

A própria Myrna Loy, e não uma dublê, fez a cena em que ela tropeça e cai ao carregar o cachorro e os presentes de Natal.

Segundo Myrna Loy, o maior problema durante a filmagem foi a cena do jantar ao final, quando Nick revela o assassino. William Powell reclamou que ele tinha que decorar muito texto e não conseguia entender completamente a trama que ele estava descobrindo. Foi uma cena que teve várias tomadas, que trazia sempre um mesmo problema. O roteiro pedia ostras para serem servidas aos convidados, e tomada após tomada, o mesmo prato de ostras era trazido para ficar exposto às luzes. “Elas começaram a estragar,” disse Loy, “Quando terminamos a cena, ninguém queria ver ostras de novo.”

Veja ou baixe o filme no link abaixo:
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The Gilded Age: a nova série de Julian Fellows (Downton Abbey) para a HBO

Julian Fellowes , o criador de “Downton Abbey” irá começar a trabalhar na continuação do último filme, logo que tiver acabado de escrever os roteiros da série “The Gilded Age” para a HBO.

Fellowes, depois de entrevistas de promoção da série “Belgravia”, que conta no elenco o ator Tom Wilkinson, disse que ele está atualmente na fase de pré-produção para aquela série dramática e que espera que comecem as filmagens ao final deste ano.

Ele também disse que “The Gilded Age”, que saiu da NBC para ir para a HBO no ano passado, está já bem encaminhada e ele está satisfeito com o elenco, que inclui Chisrtine Baranski (The Good Fight), Cynthia Nixon (Sex and the City) e Amanda Peet.

“The Gilded Age”, que pode se traduzida como “A Era de Ouro”, será uma série de 10 partes sobre os grandes milionários da cidade de Nova Yok dos anos 1880, está sendo produzida pela Universal TV e HBO. Julian admite que trabalhar com a HBO significava que ele precisava de mais ‘espaço’ e ‘tempo’.

Fellowes originalmente deu uma estacionada em “The Gilded Age”, para terminar a série de TV, assim como o filme de “Downton Abbey”. O filme tem tido um grande sucesso, ultrapassando a bilheteria de 83 milhões de dólares do filme ganhador de três Oscar “Brokebaclk Mountain”, ao se tornar o filme de melhor bilheteria de todos os tempos da produtora Focus Features.

Fonte: Deadline

sábado, 18 de janeiro de 2020

Conspiradores - Filme Noir de 1944

Título Original: The Conspirators

Escolhi este filme por dois motivos principais: pelo ótimo diretor Jean Negulesco e pelo ator Paul Henreid. De brinde, vieram Hedy Lamarr, Peter Lorre e Sidney Greenstreet. Estes dois últimos são presenças comuns em filmes ‘noir’ e filmes de intriga. Hedy Lamarr, além da sua beleza estonteante, por ter participado de “Sansão e Dalila”.
O enredo desse filme é sobre Paul Henreid como Vincent Van Der Lyn, um membro da resistência holandesa na Segunda Guerra, que acaba sendo forçado a ir para Lisboa, a fim de escapar dos nazistas. Lá, ele encontra um pequeno grupo de conspiradores. O líder do grupo, Ricardo Quintanilla, feito por Sidney Greenstreet, sabe que um dos membros desse grupo está espiando para os nazistas e quer que Van Der Lyn ajude a identificar o traitor.
Este filme tem muitas similaridades com “Casablanca”, feito 2 anos antes. Além do enredo mexendo com intrigas anti-nazistas, o elenco traz Paul Henreid, Sidney Greenstreet e Peter Lorre, que todos apareceram em “Casablanca”. E também do compositor da trilha sonora, Max Steiner , do diretor de fotografia, Arthur Edeson e do estúdio, Warner Bros. Hedy Lamarr chegou a ser considerada para o papel de “Ilsa”, que acabou ficando com Ingrid Bergman. Hedy já havia aparecido no filme “Argélia” , de 1938, que também tinha um enredo similar a Casablanca.

O diretor Don Siegel, que ficou com a direção de filmes policiais com Clint Eastwood, iria estrear como diretor para este filme, mas depois de uma discussão com o chefe da Warner, Jack Warner, ele foi ‘rebaixado’ a diretor assistente e Jean Negulesco foi contratado para dirigir o filme.

Link do filme abaixo:

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

"Os Sicilianos", com Jean Gabin e Alain Delon

Título original em Francês seria “O Clã dos Sicilianos”.

Filme de 1969 do conceituado diretor francês (nascido na Turquia) Henri Verneuil.

Com Jean Gabin , Alain Delon e Lino Ventura. Dos três, o único italiano é Lino Ventura.

Ninguém consegue ser mais frio (talvez Jean-Paul Belmondo) que Alain Delon, como Roger Santet, um assassino condenado, violento, mas irresistivelmente e perigosamente charmoso.

Lino Ventura está convincente como um chefe de detetives, que haviam prometido caçar Santet.

Já Jean Gabin, que iria falecer com 72 anos três anos depois deste filme, um dos mais queridos atores franceses, com grande envergadura de atuação em papeis diversos como Inspetor Maigret entre eles, faz o papel de Vittorio Manalese, o pai e o padrinho (the godfather) do Clã Siciliano, a família que está unida por sangue de muitas maneiras. Vittorio certamente vivia pelo velho adágio, “Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda.”

E, por final, não poderia deixar de destacar a bela trilha sonora do mestre Ennio Morricone. Ele iria trabalhar com o diretor Verneuil no filme “Le Casse” alguns anos depois. Ainda vou publicar um post sobre "Le Casse" aqui neste blog.
  
Um filme com uma ótima resolução e colorido. Mais um clássico escolhido por este blog e pelo canal do Youtube CineTVRevista.

Link do filme abaixo: