domingo, 24 de maio de 2020

Sacco & Vanzetti, de Giuliano Montaldo (1971)

Filme dirigido por Giuliano Montaldo, ainda vivo com 90 anos, que também é co-roteirista. Em 1973 fez com Gian Maria Volontè , 'Giordano Bruno'. No começo da década de 80, Montaldo fez a célebre minissérie 'Marco Polo'.

Sacco & Vanzetti narra a história de dois arnaquistas italianos, em 1920, os imigrantes nos Estados Unidos  Nicola Sacco (Riccardo Cucciolla) e Bartolomeo Vanzetti (Gian Maria Volontè) que são sentenciados à morte, falsamente acusados de roubo e assassinato. Na verdade, eles foram condenados por suas crenças políticas, em um dos mais vergonhosos e hipócritas julgamentos da história humana.


Riccardo Cucciolla e Gian-Maria Volontè
Giuliano Montaldo declarou, em uma entrevista recente, que a primeira cena do monólogo de Gian Maria Volontè foi cortada, embora estivesse perfeita. É que um dos atores figurantes na cena começou a chorar pela cena tocante feita por Gian Maria.

O produtor Dino De Laurentiis tentou criar uma versão no começo da década de 60 com o diretor Richard Fleischer, depois que eles trabalharam juntos em "Barrabás" (1961). O projeto acabou não se materializando e Fleischer processou De Laurentiis pela perda de rendimentos.  Eles iriam esquecer essa rusga e Fleischer iria fazer novos filmes com De Laurentiis, entre eles, "Amityville 3: O Demônio" (1983) e "Guerreiros de Fogo" (1985).

Parte dos produtores, que eram franceses, queriam desesperadamente que Yves Montand fizesse o papel de Ricardo Sacco, de acordo com o diretor Giuliano Montaldo.

Trilha sonora feita por Ennio Morricone. Duas canções foram co-escritas e interpretadas por Joan Baez.

Filme indicado ao Cannes. Ricardo Cucciolla ganhou por Melhor ator.

Link do filme completo legendado em alta resolução abaixo:
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segunda-feira, 18 de maio de 2020

O Grupo (The Group) - 1966 - de Sidney Lumet

É raro encontrar um filme ruim do grande diretor Sidney Lumet.
Este filme 'O Grupo' foi depois de outro ótimo filme dele, "A Colina dos Homens Perdidos" (The Hill).

'O Grupo", relata sobre oito jovens mulheres, em 1933, amigas próximas de um grupo no South Tower College, de classe alta, que se formam e começam suas vidas de adultas. O filme documenta os anos entre a graduação e o começo da Segunda Guerra Mundial na Europa. E mostra seus romances e casamentos, suas buscas na carreira e significado para suas vidas, os altos e baixos.

Estrelado por Candice Bergen (Lakey), Joan Hackett (Dottie), Elizabeth Hartman (Priss), Shirley Knight (Polly), Joanna Pettet (Kay), Mary-Robin Redd (Pokey), Jessica Walter (Libby), Kathleen Widdoes (Helena), Richard Mullingan e Larry Hagman entre outros.

É baseado em livro homônimo de 1963 da novelista americana Mary McCarthy (https://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_McCarthy).

As cenas da faculdade foram filmadas no Connecticut College para mulheres. O livro foi um pouco autobiográfico de Mary McCarthy e suas amigas que estiverem no Vassar College, um dos mais tradicionais da cidade de Nova York. Em 1969, ambos as faculdades começaram a admitir homens.

Foi o primeiro filme de Hal Holbrook ( que no filme faz o papel de Gus Leroy). Hal ficou depois conhecido pelo papel de "Garganta Profunda" de "Todos os Homens do Presidente", filme que em breve estará aqui nesse blog.


Também foi o primeiro filme de Candice Bergen, Joan Hackett e Joanna Pettet.

O papel de Mr. Schneider foi feito por Baruch Lumet, pai do diretor Sidney Lumet.

Com um orçamento de US$2.600.000, foi o filme mais caro a ser feito em Nova York naquela época.

O filme acontece entre Junho de 1933 a Maio de 1940.

Joan Hackett (Dottie) e Richard Mulligan (Dick Brown) eram casados na vida real. De 1966 a 1973.

Sidney Lumet aceitou dirigir o filme puramente com base no roteiro de Sidney Buchman, a quem ele elogiava muito e a cujo roteiro não faria alterações. Ele leu o livro de Mary McCarthy só apenas mais tarde e dizia que o roteiro tinha melhorado o livro.

Veja abaixo o link para ver o filme:
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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Viagem Fantástica (Fantastic Voyage) - 1966

Filme dirigido por Richard Fleischer.
Com Stephen Boyd, Raquel Welch, Edmond O'Brien, Donald Pleasance, Arthur Kennedy e Arthur O'Connell. Há uma pequena participação do ator James Brolin (pai de Josh Brolin) como um dos técnicos do laboratório.

Filme ganhador de dois prêmios Oscar da Academia em 1967: Melhor Efeitos Especiais e Melhor Direção de Arte

Escolas de Medicina, pelo menos até os anos 80, ainda mostravam clipes deste filme para ilustrar vários conceitos da anatomia humana, fisiologia e especialmente imunologia.

Durante as filmagens, um dos modelos pequenos da nave “Proteus”, com cerca de 8 cm, usados nas cenas de miniatuarização, foi deixado em uma janela aberta e depois levada embora por um corvo.

As cenas dos enormes corredores do centro médico secreto CMDF foram filmadas nas áreas inferiores e superiores da Arena de Esportes do Los Angeles Memorial. Essa arena foi demolida em 2016.

Chegaram a conversar com Isaac Asimov para escrever o livro com base no roteiro. Ele deu uma olhada no roteiro e declarou que  tinha vários furos no roteiro. Recebendo a permissão para escrever o livro do modo como ele queria, com as demoras nas filmagens e pela velocidade com que ele escrevia, acabou que o livro saiu antes do filme. O livro tem o mesmo nome do filme. É uma novelização do filme.

Raquel Welch disse em seu livro de 2013, que ela ficou apaixonada por Stephen Boyd ao fazer o filme, embora ele tenha declinado aos avanços dela.

O enredo deste filme for parcialmente emprestado ou copiado de um episódio da série de TV  'Jennie é um Gênio' (The Moving Finger). Major Anthony Nelson trabalha como consultor técnico para um estúdio, que está fazendo um filme, no qual um astronauta americano, minituarizado ao tamanho da cabeça de uma agulha, é injetado na corrente sanguínea de um astronauta soviético, caminha até o cérebro e recupera informação vital para a defesa do país. O roteiro do filme foi finalizado em 1964 e a estória original escrita em 1963.

O uso do código Morse é provavelmente devido a problemas com as ondas de rádio. O código Morse pode ter sucesso onde as antenas de rádio não estão precisamente sintonizadas a uma determinada frequência de rádio.
Frequências maiores requerem (eletricamente) antenas menores. Isso explica por que o paciente tem uma série de pequenas antenas de rádio ao redor da cabeça dele e na parte superior do corpo.

Houve várias tentativas (e merecidas) de se refilmar este filme com novos recursos técnicos. Entre as pessoas envolvidas, James Cameron, Roland Emerich e Will Smith, Paul Greengrass e mais recentemente, Guilermo del Toro.

Este filme foi produzido no mesmo ano que ‘Perdidos no Espaço” (1965). Se vocês prestarem atenção nos cenários e efeitos sonoros, vocês podem ver similaridades.

Stephen e Edmond O'Brien à direita.
Stephen Boyd, famoso merecidamente após seu papel de Messala em ‘Ben Hur” (1959), fez depois “A Queda do Império Romano” (1964) antes de chegar a “Viagem Fantástica”. O próprio Boyd chegou a culpar o grande fracasso comercial de ““A Queda do Império Romano” por arruinar sua carreira. Ele morreu novo, aos 47 anos, de ataque cardíaco, enquanto jogava golfe, um de seus esportes prediletos.

Stephen tinha sido a primeira escolha para fazer James Bond no filme “O Satânico Dr. NO”. O destino quis que fosse um escocês e não um irlandês como Boyd. 

Veja abaixo link para o filme em alta resolução:

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Cinco Covas no Egito (1943) - Um Clássico do diretor Billy Wilder

"Five Graves to Cairo" é um filme de guerra feito pelo mestre diretor Billy Wilder.

Com roteiro de Charles Brackett e do próprio Billy Wilder.

O pano de fundo é a 2ª Guerra Mundial. Junho de 1942, com o exército britânico recuando após vitórias de Rommel no deserto, deixa apenas um sobrevivente na fronteira do Egito, o soldado John Bramble, que encontra refúgio em um remoto hotel no deserto e que logo vai se tornar um quartel general dos alemães. Bramble assume outra identidade, que pode ser arriscada. O convidado de honra é nada menos que o Marechal Rommel (vivido por Erich von Stroheim), que vai acabar dando indicações sobre sua estratégia secreta, com o nome de código "Cinco Covas".
Isso leva ao significado do título do filme "Cinco Covas para Cairo" ou "Cinco Covas no Egito", título original no Brasil. Na verdade, se referiam a cinco depósitos enterrados de combustível e suprimentos. O local secreto era identificável em cada letra da palavra Egito em um mapa do país, que foi secretamente estabelecido antes da 2ª Guerra para a preparação da invasão do Egito pela Alemanha.

Bastidores do filme conforme site IMDb.
Erich e Billy Wilder à direita
Erich von Stroheim insistiu muito em 'melhorar' seu próprio uniforme e teve permissão do estúdio Paramount para criar sua própria vestimenta, assim como seu cabelo e maquiagem. Ele estudou fotografias de Rommel e fez pedidos específicos para equipamentos, roupas e adereços. Estes incluíam óculos de campo alemães, uma câmera Leica de 35mm com filme verdadeiro dentro.Todos os itens tinham que funcionar de verdade.Von Stroheim dizia que sua atuação poderia ser prejudicada, se não contasse com itens verdadeiros. O diretor Billy Wilder chegou a questionar o ator sobre o filme que tinha dentro da câmera, pois não seria visto pelo público. Von Stroheim respondeu que o público sempre percebe se um adereço é genuíno ou falso. 

O tanque visto no começo do filme era um tanque americano e não um tanque inglês. Foi emprestado para a produção por uma base americana próxima. A produção tentou obter um inglês, mas a solicitação foi negada.

O filme utiliza elementos históricos da Segunda Guerra Mundial relativos à campanha militar no Norte da África, que eram assuntos correntes da época e tinha acontecido há poucos meses do momento da produção e estreia do filme

Para a primeira cena de Erich von Stroheim como o Marechal Rommel, o diretor Billy Wilder o fotografou em um 'close' por detrás do pescoço do ator. Wilder disse que ele, de pé com seu pescoço rígido em primeiro plano, poderia expressar mais do que quase qualquer ator com o próprio rosto.

Von Stroheim era um ídolo para Wilder. Veja mais a respeito de Stroheim aqui: https://www.infopedia.pt/$erich-von-stroheim
Logo que o ator chegou ao set de filmagem, o diretor correu até o camarim para saudá-lo. Ele disse. "Este é um grande momento na minha vida... que eu possa agora dirigir o grande Stroheim. O seu problema, eu creio, foi de que você esteve dez anos à frente do seu tempo. Von Stroheim respondeu, "Vinte anos".


Franchot, Anne e Erich
No filme, quando Rommel diz a Mouche (Anne Baxter) que o julgamento dela não seria conduzido sob a lei germânica a fim de que "mostrássemos a vocês que não somos os bárbaros que vocês imaginam de nós, mas de acordo com a sua própria lei, o Código Napoleônico. Isto foi, de acordo com Leonard Rubinstein em seu livro "Os Grandes Filmes de Espião", uma referência para o personagem Rauffenstein  feito por von Stroheim no filme "A Grande Ilusão" de Jean Renoir, de 1937.

Billy Wilder fez apenas dois filmes de guerra. Este e o o filme "O Inferno 17" (Stalag 17), de 1953, com William Holden. Ambos os filmes receberam três indicações ao Oscar. Cinco Covas no Egito recebeu indicações para cinematografia, direção de arte e edição. Stalag 17 recebeu para Diretor, Melhor Ator e MelhorAtor Coadjuvante.

Embora o local do filme seja a ficcional cidade egípcia de Sidi Halfaya, a cidade originalmente programada era para ser a cidade de Sidi Barani, que foi capturada pelo Afrika Corps de Rommel em 1941 e retomada pelos britânicos no ano seguinte.As cenas de deserto foram filmadas nas dunas perto de Yuma no Arizona. A filmagem também aconteceu na Califórnia, onde as cenas de batalha foram feitas, com a assistência de tropas do exército americano.

O cinematógrafo (que antes era denominado fotógrafo) do filme foi John F. Seitz e participou de outros filmes com Billy Wilder. Ambos examinaram em detalhe um grande número de fotos preto e branco dos locais reais mostrados no filme, inclusive fotos de batalhas, a fim de dar ao filme a melhor autenticidade. Este filme usou cenas reais de combate da Batalha de El Alamein.

Este filme de espionagem inspirou uma operação de espionagem real. O ator Miles Mander parecia tanto com o General Montgomery que a Inteligência Britânica tentou contratá-lo para servir de dublê de Montgomery  para uma missão de enganar os alemães sobre o local real da invasão do Dia D. Contudo, Mander era alto demais, assim eles encontraram um comediante australiano, M.E. Clifton James para se fingir de Monty. Eles enviaram o falso Monty (Montgomery) para Gibraltar para fazer os alemães pensarem que os britânicos iriam invadir pelo Sul da França, antes de atacarem o norte.


Anne Baxter e Franchot Tone
A maior parte dos soldados alemães foram feitos por atores alemães, com exceção de Rommel, que foi feito por Erich Von Stroheim, nascido na Áustria.
Todos os personagens do filme foram feitos por atores de várias nacionalidades diferentes dos seus personagens. O ator inglês, John Bramble, é feito por um americano, Franchot Tone. O marechal alemão Rommel é feito por um austríaco; o dono do hotel egípcio é feito por um russo (da Geórgia) Akim Tamiroff; a camareira francesa Mouche, feita pela americana Anne Baxter.

Anne faz a camareira francesa Mouche. Mouche seria uma corruptela de uma gíria em alemão para genitália feminina. Na verdade, Muschi é que seria a gíria. Mouche é uma palavra francesa, que pode significar espiã. 


Os alemães são feitos por atores alemães e falam com sotaque, exceto Stroheim, que havia emigrado da Áustria para os EUA na idade de 24 anos e seu sotaque aparece ocasionalmente. O ator Franchot Tone, que faz o militar inglês, é americano e fala com sotaque americano. Anne Baxter, que faz um francesa é americana, contudo tem um bom sotaque francês.

O diretor Cameron Crowe chegou a descrever este filme como o precursor da franquia de filmes de Indiana Jones.

A trilha sonora foi composta por Miklós Rózsa, ainda não tão famoso, mas atuando desde 1937.

Para finalizar, não deixem de ver a magnífica fotografia em preto e branco de Cinco Covas no Egito e com uma resolução espetacular de 1080p. Belíssimo para um filme de mais de setenta anos.
A razão da beleza do filme é que o filme foi feito com a técnica Chiaroscuro (literalmente, claro-escuro), um efeito de usar diferente tons de contraste claro e escuro.


Segue abaixo o link para baixar o filme:
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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Week-End à Francesa - (Week end) de Jean-Luc Godard - 1967

Este filme do celebrado diretor francês, Jean-Luc Godard, está entre seus 10 melhores filmes.

Indicado a vários prêmios europeus, o filme conta a estória de um casal que faz uma viagem de carro para a casa dos pais da esposa com intenção de matá-los para ganhar a herança.

O filme mostra o retrato irônico e cruel de Jean-Luc Godard para o apocalipse da civilização ocidental através de acidentes de carro e ganância. Ele marcou um ponto de mudança em sua carreira. Depois deste filme, ele se voltou a um cinema político militante para o resto dos anos 60 e começo dos anos 70, seguindo algumas indicações introduzidas neste filme. Qualquer que seja o enredo, ele é lentamente desconstruído e desmontado durante a duração do filme, com um passeio de fim de semana de um casal burguês e cínico, feito por Mireille Darc e Jean Yanne que acaba se tornando um pesadelo de mortes surrealistas na estrada, briga de classes sociais, assassinato e política, ao passo que eles têm que encarar as consequências cada vez mais caóticas da ambição cega e do desejo por poder.
Lindamente fotografado em cenas longas, a mais famosa delas aquela que mostra um engarrafamento de trânsito, o filme parece defender a revolta do proletariado, até que ao final, a esposa burguesa se envolve com a Frente de Libertação do Sena e Oise, onde o enredo literalmente sublinha o lado canibal da política. Voltando ao tempo, muitos dizem que o filme "Week-End à Francesa", que estreou em 1967, pode ter anunciado os famosos protestos de Maio de 1968 em Paris e ter marcado o início da fase política de Godard. Ele pode ter sentido a mudança dos ventos e aproveitou essa mudança, para achar algo para desenvolver mais sua visão de cinema.

Curiosidades: 

O entretítulo antes da morte do porco lê-se "Thermidor", que é nome do mês, segundo A Revolução Francesa, em que Robespierre foi executado.

O personagem, Saint-Just, feito por Jean-Pierre Léaud, é baseado em Louis Antoine Léon de Saint-Just (1767 - 1794), um revolucionário francês e líder militar, aliado de Robespierre. Ele trabalhou com Robespierre no Comitê de Segurança Pública, se envolvendo com o Reino do Terror e executado no mesmo dia em que Robespierre. O personagem de Léaud recita de Saint Just o  'L'esprit de la Révolution et de la Constitution de la France', um texto fundamental da ideologia revolucionária.

A Facel era uma montadora de carros de 1954 a 1964. O carro deste filme é o modelo Facellia, um carro esportivo cuja versão foi produzida de 1960 a 1963. O Dauphine (que no Brasil se tornou o Gordini) era uma carro fabricado pela Renault, como o sucessor do Renault 4CV e deixou de ser produzido em 1967.

Este filme está incluso no "1001 Filmes que Você Deve Ver Antes de Morrer" de Steven Schneider;

Abaixo segue o link do filme:
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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Amargo Pesadelo (Deliverance) 1972

Filme dirigido por John Boorman de 1972, antes de seus outros sucessos como "Zardoz" e "Excalibur".

O vale do Rio Cahulawassee no norte do estado da Geórgia nos EUA é um dos últimos locais virgens do estado, que logo vai sofrer mudanças com a construção de uma represa no rio, que por sua vez vai inundar uma boa parte da área em volta. Assim, quatro moradores da cidade de Atlanta, Lewis Medlock (Burt Reynolds), Ed Gentry (Jon Voight), Bobby Trippe (Ned Beatty) e Drew Ballinger (Ronnie Cox) decidem fazer uma viagem de canoa pelo rio, sendo que apenas Lewis e Ed tendo experiência nesse tipo de aventura. Eles sabem que a área é isolada, mas a viagem, que parecia tranquila, toma uma caminho ruim no meio da correnteza do rio e habitantes mal encarados da região. Os quatros lutam para sair do vale e se submetem a coisas que nunca pensaram antes.

Curiosidades:

Burt Reynolds quebrou o cóccix quando descia nas correntezas e a canoa virou. Originalmente, seria usado um boneco, mas parecia muito fake, como um boneco caindo em uma queda d´água. Quando Reynolds se recuperou, ele perguntou ao diretor John Boorman como tinha sido a cena. O diretor disse: “Como um boneco caindo em uma queda d’água.”


A cena do duelo dos banjos foi a primeira cena a ser filmada. O resto do filme foi quase inteiramente feito em sequência.Na verdade é uma cena com um garoto com um banjo e o ator Ronny Cox com um violão.


Em uma cena de canoa, o ator Ned Beatty foi jogado para fora da canoa e foi sugado por um redemoinho. Um assistente de produção mergulhou na água para salvá-lo, mas ele demorou para aparecer por trinta segundos. John Boorman perguntou a Beatty, “Como se sentiu?” e Beatty respondeu. “Eu achei que iria me afogar e o primeiro pensamento foi, como o John vai acabar o filme sem mim? E o meu segundo pensamento foi, “Eu aposto que o miserável vai achar uma maneira.”


Billy Redden não sabia tocar banjo. Para simular um toque realístico nas cordas durante o duelo de banjos, um outro rapaz, um especialista em banjo, tocava as cordas com o seu braço envolvendo o lado de Redden, enquanto esteve mexia. 
A despeito do seu personagem ser meio desajeitado, Ned Beatty era o único dos quatro que tinha alguma experiência com uma canoa antes da filmagens.


Este filme foi transformador para Burt Reynolds, levando-o de personagens de TV e de filmes B para o status de superstar. Burt, mais tarde, disse que este foi o melhor filme em que ele atuou.

Depois do filme, o turismo aumentou na região a dezenas de milhares. Em 2012, por volta de 2012, cerca de 40 anos depois do filme, o turismo era a maior fonte de renda no município de Rabun County. O ator dublê de Jon Voight, Claude Terry, após o filme comprou os equipamentos usados no filme da Warner. Ele fundou uma empresa para explorar canoagem turística no rio Chatooga. O filme foi quase inteiramente rodado nesse rio, que fica na fronteira entre Carolina do Sul e Geórgia.

Jack Nicholson aceitou fazer o papel de Ed, desde que Marlon Brando fizesse o Lewis. Mas os salários combinados dos dois ultrapassavam $1 milhão de dólares, a metade do orçamento do filme, forçando John Boorman a pegar atores mais baratos.

Durante a filmagem de cenas de canoa, o roteirista James Dickey apareceu bêbado e entrou em forte discussão com John Boorman, que havia reescrito o roteiro de Dickey. Eles passaram da discussão para briga de punhos e na qual Boorman acabou com o nariz quebrado e alguns dentes trincados. Dickey foi posto para fora do set, mas não houve processo contra ele. Os dois se reconciliaram e tornaram-se amigos, tanto que Boorman deu a Dickey o papel de xerife que aparece ao final do filme.

Donald Sutherland desistiu do papel de Ed, porque ele objetou pela violência do script. Mais tarde ele lamentou a decisão.

O filme não explica o seu título (Deliverance) que seria literalmente libertação, mas o livro, em que foi baseado, diz que o que os rapazes da cidade estavam tentando encontrar no mato era a libertação do estresse da vida moderna.


Jon Voight à esquerda e James Dickey
Burt Reynolds descrevia o roteirista James Dickey como “uma cara que quando tomava Martinis demais, você quer jogar uma granada na garganta dele.” Mas foi Dickey quem deu aulas de arco e flecha para Burt.

Sam Peckinpah queria dirigir o filme, mas depois que John Boorman já tinha asegurado os direitos do filme, Peckinpah fez “Straw Dogs”, em 1971, com Dustin Hoffman

Embora o “Duelo de Banjos” tenha ganho um Grammy de música original, ela foi escrita em 1955.

Filme está na lista dos “1001 Filmes que você deve ver antes de morrer”, criada por Steven Schneider.

De todos os atores principais e do diretor John Boorman, apenas Burt Reynolds é falecido em 2018. Os demais ainda estão vivos.

Veja abaixo link para o filme em alta resolução.
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domingo, 29 de março de 2020

Imitação da Vida - 1959 - com Lana Turner


Este filme, que mostra as dificuldades de relacionamentos entre mães e filhas, foi o primeiro que Lana Turner fez, desde o escândalo pessoal envolvendo ela e sua filha Cheryl Crane. No ano anterior, Cheryl, de apenas 14 anos, esfaqueou mortalmente o namorado de Lana, Johnny Stompanato. Ele era parte da gangue de Mickey Cohen, que tinha laços com a Máfia e vinha batendo em Lana. A justiça acabou determinando que as ações de Cheryl foram de homicídio justificado. Contudo, a morte e todo o escândalo subsequente criou um racha entre Lana e sua filha e seriamente ameaçou a carreira da atriz. Mas, Turner canalizou toda a dor da experiência no filme. Foi sucesso de crítica e financeiro serviu como um veículo de retorno para a atriz.

A cena do funeral foi emocionante demais para Lana Turner. Quando Mahalia Jackson começou a contar, ela perdeu todo o controle e saiu em lágrimas em direção ao seu camarim (na verdade, seu trailer). Quando parecia não haver argumentos que pudessem convencê-la de voltar para a igreja e completar a cena, a maquiadora deu um tapa no rosto da atriz, tirando ela da histeria. Daí, ela voltou para o set e completou a cena com perfeição.

Lana aceitou recebe um salário menor, do que os costumeiros $25 mil dólares por semana, mas fez acordo para ganhar 50% do lucro do filme, que deu mais de $2 milhões de dólares (que foi um recorde para uma atriz naquela época).

Quando Sarah Jane (papel feito por Susan Kohner) dança sozinha em seu quarto, podemos ver uma foto de Bobby Darin, que depois se casou com a atriz Sandra Dee, companheira de Susan e filha de Lana no filme.

Juanita Moore sentada com a criança e Lana Turner à direita.
Embora ela tivesse o segundo maior papel no filme, a atriz Juanita Moore aparecia inicialmente em sétimo lugar, depois de outros atores em papeis pequenos. Como um forma de compensação, os créditos dela apareceram no filme como “e apresentando Juanita Moore como Annie Johnson”, mas esse crédito no filme não aparecia nas propagandas do filme.

Douglas Sirk com Lana Turner
O diretor Douglas Sirk trabalhou com carinho com seus atores. Em vez de ditar a maneira como a cena dever ser feita, ele conversava com cada ator de lado, sugeria o que queria e perguntava como ele ou ela se sentia a respeito.
Deve ter sido isso que fez Douglas Sirk ter tido tanto sucessos em seus outros filmes. Foi uma pena que ele tenha se aposentado de Hollywood aos 62 anos e ter voltado para a sua nativa Alemanha.

Este filme foi o filme de maior bilheteria do estúdio Universal nessa época, e o maior sucesso de Lana Turner em toda sua carreira. Com o acordo para ganhar sobre os lucros, ele ficou confortável financeiramente para o resto da sua vida, particularmente depois que seu quinto marido, Fred May, investiu muito do dinheiro em imóveis.
As externas da casa do rancho de Lora Meredith (o papel de Lana) seria depois usado para as externas da série de TV  “Casal 20”, de 1979, vinte anos depois.

Douglas Sirk tinha lido o romance de Fannie Hurst antes de dirigir o filme, mas não tinha visto a primeira adaptação para o cinema, feita em 1934. O primeiro filme é mais literal ao livro do que a versão de Sirk, mas a versão de 1959 teve muito mais sucesso.

Juanita e Susan Kohner
Filme Indicado ao Oscar (2 indicações para Melhor Atriz Coadjuvante)
Susan Kohner e Juanita Moore.
Ganhador do Globo de Ouro de 1960 para Melhor Atriz Coadjuvante para Susan Kohner.

Trilha sonora de Frank Skinner e Henry Mancini, mas este último não teve seus créditos no filme.

Duração: 2 horas e cinco minutos. Colorido (Eastmancolor). Bem que poderia ser em Technicolor. Mas o filme está em alta resolução, que mostra toda a exuberância de Lana Turner.

Link do filme abaixo:
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quarta-feira, 25 de março de 2020

Gettysburg (1993) - Filme sobre a batalha da Guerra Civil Americana em 1863

Filme sobre a Guerra Civil Americana e sobre a batalha de Gettysburg em 1863.

No Brasil, teve o título "Anjos Assassinos", pois foi baseado em livro homônimo de Michael Shaara, ganhador do Pulitzer.

Com duração de 4 horas e 31 minutos, contando no elenco com Tom Berenger, Martin Sheen, Sam Elliot, Stephen Lang e Richard Jordan entre outros.
Martin Sheen faz o papel do famoso General Lee , comandante dos confederados, lembrando que Lee desistiu de posto no exército da União (do governo de Lincoln) para se juntar aos confederados (os rebeldes de Jefferson Davis).

Alguns fatos curiosos, colhidos em grande parte do site IMDb sobre o filme:


Martin Sheen e Tom Berenger
O ator Tom Berenger gostou tanto do seu papel como o General James Longstreet, que depois abriu um restaurante/nightclub no centro de Wilminton, Carolina do Norte, chamado “Pub Irlandês Longstreet”. Em 2019, ainda estava em operação.
No começo da produção, Tom Berenger presenteou cada membro do elenco confederado com uma espada engravada com o nome de seu personagem , General Longstreet. Berenger pagou ele mesmo pelas espadas.

Alguns explosivos nos terrenos faziam muito barulho, quando detonados. Com receio de que pudesse assustar os cavalos e acabar derrubando ou machucando os cavaleiros, a produção resolveu adicionar o som no pós produção.



O time da produção recebeu a notícia da morte do ator Richard Jordan, enquanto estavam editando a cena de morte do seu personagem (General Armistead). Richard Jordan morreu de câncer no cérebro em 30 de agosto de 1993, cinco semanas antes da estreia do filme.

A estreia do filme na TNT em Junho de 1994 atraiu a maior audiência para um filme transmitido em um canal a cabo. Mais de 23 milhões de pessoas viram toda ou parte do televisionamento de duas noites.

O título original do filme era “Os Anjos Assassinos”, tal como ficou entitulado no Brasil, era também o título do livro de Michael Shaara. Preocupado que o público iria pensar que o filme se tratava de briga de gangues adolescentes, Ted Turner mudou para “Gettysburg”, que faz muito mais sentido e é o título que publicamos no post deste filme.

Martin Sheen foi escalado para fazer o General Robert Lee no último minuto, depois de demoras na produção e problemas de agenda forçaram outros atores a sair, incluindo Robert Duvall.
O diretor Ron Maxwell disse em entrevistas que ele ficou muito grato por Sheen ter aceito o papel, fazendo um grande trabalho e sendo um grande cavalheiro sobre a situação.

Lee geralmente usava um uniforme simples, apenas com três estrelas no colarinho, porque ele não gostava de uniformes cheios de condecorações, usados pelos generais confederados. As três estrelas no exército confederado indicavam o grau de coronel, que era o grau de Lee, quando ele pediu renúncia do exército da União. O generais confederados usavam as estrelas entretecidas nos colarinhos e o grau era indicado pelo número de listas nas mangas. Ninguém soube por que Lee insistia em usar esse uniforme com o grau errado. Ele apenas usou o uniforme correto quando ele se rendeu ao general Grant em Appomattox.

Durante a premiere em Atlanta, Martin Sheen estava ficando cada vez mais perturbado por um membro da plateia atrás dele, que fazia vários comentários sobre os personagens do filme e o que iria acontecer em seguida. Quando as luzes acenderam para o intervalo, Sheen se virou para confrontar a pessoa e percebeu que era o ex-presidente Jimmy Carter.

Depois que Robert Duvall foi substituído por Martin Sheen, ele depois fez o papel do General Lee no filme “Deuses e Generais” em 2003, e que também será objeto deste blog em breve.

Um figurante sofreu um leve ataque cardíaco, enquanto filmava uma cena de batalha e foi levado a um hospital local. Quando ele se recuperou suficientemente, o produtor Ted Turner levou-o em sua limusine pessoal para ver as filmagens. Infelizmente, o homem acabou morrendo dias depois.

O filme é baseado em roteiro, quase literal do livro “Killer Angels”, ou "Anjos Assassinos" de Michael Shaara, ganhador do Pulitzer. Michael não pode ver o filme feito, pois faleceu na década de 80, mas seu filho Jeff continuou com os livros, escrevendo um sobre fatos antes de Gettysburg, narrando a vida de alguns generais envolvidos na guerra, “Gods and Generals”, que deu origem ao filme 10 anos depois deste. E escreveu um terceiro livro, que fala sobre os acontecimentos que deram origem ao fim do conflito. A trilogia (The Civil War Trilogy) pode ser comprada na Amazon: https://www.amazon.com.br/Civil-War-Trilogy-Michael-Shaara/dp/0345433726/ref=sr_1_fkmr0_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&keywords=jeff+shaara+trilogy&qid=1585176426&sr=8-1-fkmr0

Toda a maquiagem e cabelo para Martin Sheen viver o General Lee demorava cerca de 90 minutos para ser concluída.

Este filme foi o primeiro da Turner Pictures.

O filho do autor do livro, Jeff Shaara, conforme mencionado anteriormente, escreveu um livro antes e outro depois dos acontecimentos de Gettysburg. “Gods and Generals” foi publicado em 1996 e produzido em 2003 por Ted Turner como o segundo filme épico, mas foi mal de crítica como foi um desastre financeiro custando à Turner Pictures perdas de dezenas de milhões. O último livro da trilogia “The Last Full Measure”, que trata dos acontecimentos finais da guerra, publicado em 1998, nunca foi considerado por Turner ou qualquer outro estúdio, depois do fracasso comercial de “Gods and Generals”.


Ted Turner à esquerda
Ted Turner faz uma ponta como o Coronel Waller T. Patton. Na famosa carga militar, conhecida como Carga de Pickett, algumas tropas confederadas chegam a uma cerca que precisam ultrapassar. Patton (Ted Turner) lidera a carga, mas acaba levando um tiro em frente da cerca.

Link do filme para download em alta resolução:
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sábado, 21 de março de 2020

O Senhor das Ilhas (The Hawaiians) - 1970 - com Charlton Heston

Filme dirigido por Tom Gries, com Charlton Heston, Tina Chen, Geraldine Chaplin, John Philip Law e Mako.

Indicado ao Oscar de Melhor Figurino.

Trilha sonora de Henry Mancini.

Baseado no livro de James Michener (Havaí).

Duração de 2 horas e 14 minutos.

O filme foi uma continuação do popular "Havaí" de 1966, usando partes não aproveitadas do livro de James Michener, que tem cerca de 1.020 páginas. Charlton Heston havia
sido convidado para fazer "Havaí", mas desistiu de fazer, porque ele alegou que os produtores não sabiam se ele deveria fazer o missionário ou o papel do capitão. 

Ele provavelmente se arrependeu, pois o filme que ele fez no mesmo ano de 1966, "Khartoum", foi um fracasso de bilheteria. 

Contudo, essa continuação de "Havaí" também foi alvo dos críticos e não teve o sucesso do filme anterior.

Embora Charlton Heston tenha desistido de "Havaí", ele desejou fazer essa continuação. Heston recebeu $750.000 dólares e mais 10% dos lucros.

Este filme foi o primeiro de dois no qual Charlton Heston fez o papel, cujo filho se apaixonou por uma garota asiática vivendo no Havaí. A segunda vez foi no filme 'A Batalha de Midway", de 1976.

Veja abaixo link para ver ou assistir o filme em alta resolução:
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quinta-feira, 19 de março de 2020

Paladino do Oeste (Have Gun Will Travel) - T1 E26 - Birds of Feather

Este é 26º episódio da 1ª temporada de Paladino - Birds of  Feather.

O título original leva ao ditado: Pássaros da mesma espécie voam juntos.

Duas ferrovias ficam travadas ante a cidade de Big Spur, em Colorado. A Texas Colorado & Overland e a Continental Divide. Elas brigam pela passagem de um local. Ambos os lados querem que o outro desista. Pistoleiros são contratados pelos dois lados para intimidar a população da calma cidade. Paladin (ou Paladino) deve encontrar uma maneira de resolver a disputa, não importando que lado ganhe.
Veja abaixo link para ver o episódio:

A Ilha dos Birutas (Gilligan´s Island) - T1 - E3 - O Capitão e o Vodu

Mais uma aventura de Gilligan e seus amigos náufragos.
Depois que alguém arromba a cabana de mantimentos, todos suspeitam que um assassina pode estar na ilha - exceto pelo Capitão, que acha que pode ser uma maldição vodu.

Segue abaixo link para baixar ou ver o episódio:
https://mega.nz/#!I5Il0SRK!6A5z9pJax7UwmZoSHIQIiJv4GFGNjaEW_n8YAugQQow

sábado, 14 de março de 2020

Trapézio - 1956 - Com Burt Lancaster, Tony Curtis e Gina Lollobrigida

Filme de 1956 dirigido por Carol Reed com Burt Lancaster, Tony Curtis e Gina Lollobrigida.

Baseado em livro de Max Catto.

Conta a estória de Mike Ribble (Burt Lancaster), que foi uma vez um grande artista do trapézio - e o único que completou o salto triplo - antes de seu acidente. Tino Orsini ( Tony Curtis) chega ao circo e consegue convencer Mike para ensinar a ele o triplo. Enquanto isso, Lola (Gina Lollobrigida), uma malabarista, quer também quer se juntar à façanha.

Burt Lancaster tinha 41 anos na época e fez todos os saltos de trapézio, menos um, pois ele já havia trabalhando em um circo antes de ser ator. Ele insistiu em fazer o salto triplo, mas o consultor técnico, Eddie Ward, inicialmente estava hesitante em liberar Lancaster para as cenas. Assim, Eddie fez o dublê para Lancaster durantes as primeiras semanas de filmagem. O diretor Carol Reed acabou contratando o amigo de Lancaster de longa data, Nick Cravat para fazer as cenas de dublê.
O roteiro retirou uma possível inclinação homossexual do livro: Orsini é executado por assassinar uma mulher que o deixou por Ribble, mas o verdadeiro assassino prova ser Ribble que queria Orsini.
Sally Marlowe foi escalada para fazer o dublê nas cenas de ação de Lollobrigida, até o momento em que Marlowe quebou o nariz no set. Willy Krause, um amigo pessoal de Burt Lancaster, foi convidado para fazer as cenas de Lollobrigida. Ele aceitou a oferta.

Foi o filme de melhor bilheteria de 1956.

Veja abaixo link para ver o filme em alta resolução:
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segunda-feira, 9 de março de 2020

Águia Solitária "The Spirit of St. Louis" com James Stewart, filme de Billy Wilder (1957)

Charles A. Lindbergh, que era conhecido como Slim, que para nós seria Magrão, queria o ator Anthony Perkins para fazê-lo no filme. Mas Billy Wilder preferiu alguém mais experiente e carismático como James Stewart.

Mesmo o produtor Jack Warner se opôs fortemente a escalar Stewart, que ele acreditava que tenha feito o filme fracassar na estreia em 1957. Warner achava que um ator mais jovem e menos conhecido era melhor para interpretar Lindbergh. Jack Warner disse, na época, que foi o maior fracasso que já tinha tido.


James Stewart estava fazendo um Charles Lindbergh na idade de 25, mas ele já estava com 47 anos, quando o filme foi feito. Até Stewart sentia dificuldades no decorrer do filme. Alguns acreditavam que até ele se sentia mal escalado.
O próprio Charles Lindbergh ficou extremamente desapontado com o retrato dele feito por James Stewart.
Stewart ficou com o papel após John Kerr ter recusado fazer, por causa da sua desaprovação pelas simpatias nazistas e visões antissemitas de Lindbergh. 
Depois de verem o filme, acredito que todos vão adorar a interpretação de James Stewart

Filme sobre a história do voo solo de Charles Lindbergh cruzando o Atlântico.

Dirigido pelo mestre Billy Wilder e com o sempre ótimo James Stewart. Quem não gosta de James Stewart, não deve gostar de sorvete e batata frita.

Lindbergh se tornou uma figura controversa por sua extrema oposição pelos americanos ajudarem os britânicos contra a Alemanha nazista e a Itália fascista.

James Stewart teve que usar bastante maquiagem no filme, já que ele estava fazendo um personagem que era metade da sua idade.


Uma das réplicas do “O Espírito de St. Louis” construída para o filme está no museu de Henry Ford, no estado de Michigan, nos EUA.Eu mesmo estive nesse museu no final da década de 90 e não me lembro de ter visto o avião.

No começo do filme, Lindbergh é acordado de sua cama no quarto do hotel pela música “Rio Rita” sendo tocada alta em um toca discos. Ele estaria a caminho para ver o show da Broadway “Rio Rita”, quando ele soube que o tempo estaria bom para voar no dia seguinte. Ele acabou voando na manhã seguinte. O ator James Stewart é conhecido por seus colegas atores como Jimmy Stewart. Um personagem do musical “Rio Rita” se chamava Jimmy Stewart. Era o destino.

Lindbergh é mostrado no filme tentando dormir a noite antes do seu voo para Paris. Na verdade, o que houve na vida real é que ele passou a maior parte da noite em festa com amigos.

No seu voo, quando Lindbergh avista a Irlanda, ele voa sobre a Ilha Skellig. Esta é a mesma ilha exibida no filme “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), quando Rey (Daisy Ridley) se encontra com Luke (Mark Hamill) pela primeira vez.

Mais coincidências. O vôo de Lindbergh de 1927 para a França começou quando ele decolou de Nova York em 20 de Maio. O ator James Stewart, que faz o Lindbergh, nasceu em 20 de Maio. Em 1932, a aviadora Amelia Earhard se tornou a primeira mulher a fazer o vôo solo pelo Atlântico, depois de decolar em 20 de Maio.

Veja o filme pelo link abaixo:
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