domingo, 24 de maio de 2020

Sacco & Vanzetti, de Giuliano Montaldo (1971)

Filme dirigido por Giuliano Montaldo, ainda vivo com 90 anos, que também é co-roteirista. Em 1973 fez com Gian Maria Volontè , 'Giordano Bruno'. No começo da década de 80, Montaldo fez a célebre minissérie 'Marco Polo'.

Sacco & Vanzetti narra a história de dois arnaquistas italianos, em 1920, os imigrantes nos Estados Unidos  Nicola Sacco (Riccardo Cucciolla) e Bartolomeo Vanzetti (Gian Maria Volontè) que são sentenciados à morte, falsamente acusados de roubo e assassinato. Na verdade, eles foram condenados por suas crenças políticas, em um dos mais vergonhosos e hipócritas julgamentos da história humana.


Riccardo Cucciolla e Gian-Maria Volontè
Giuliano Montaldo declarou, em uma entrevista recente, que a primeira cena do monólogo de Gian Maria Volontè foi cortada, embora estivesse perfeita. É que um dos atores figurantes na cena começou a chorar pela cena tocante feita por Gian Maria.

O produtor Dino De Laurentiis tentou criar uma versão no começo da década de 60 com o diretor Richard Fleischer, depois que eles trabalharam juntos em "Barrabás" (1961). O projeto acabou não se materializando e Fleischer processou De Laurentiis pela perda de rendimentos.  Eles iriam esquecer essa rusga e Fleischer iria fazer novos filmes com De Laurentiis, entre eles, "Amityville 3: O Demônio" (1983) e "Guerreiros de Fogo" (1985).

Parte dos produtores, que eram franceses, queriam desesperadamente que Yves Montand fizesse o papel de Ricardo Sacco, de acordo com o diretor Giuliano Montaldo.

Trilha sonora feita por Ennio Morricone. Duas canções foram co-escritas e interpretadas por Joan Baez.

Filme indicado ao Cannes. Ricardo Cucciolla ganhou por Melhor ator.

Link do filme completo legendado em alta resolução abaixo:
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segunda-feira, 18 de maio de 2020

O Grupo (The Group) - 1966 - de Sidney Lumet

É raro encontrar um filme ruim do grande diretor Sidney Lumet.
Este filme 'O Grupo' foi depois de outro ótimo filme dele, "A Colina dos Homens Perdidos" (The Hill).

'O Grupo", relata sobre oito jovens mulheres, em 1933, amigas próximas de um grupo no South Tower College, de classe alta, que se formam e começam suas vidas de adultas. O filme documenta os anos entre a graduação e o começo da Segunda Guerra Mundial na Europa. E mostra seus romances e casamentos, suas buscas na carreira e significado para suas vidas, os altos e baixos.

Estrelado por Candice Bergen (Lakey), Joan Hackett (Dottie), Elizabeth Hartman (Priss), Shirley Knight (Polly), Joanna Pettet (Kay), Mary-Robin Redd (Pokey), Jessica Walter (Libby), Kathleen Widdoes (Helena), Richard Mullingan e Larry Hagman entre outros.

É baseado em livro homônimo de 1963 da novelista americana Mary McCarthy (https://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_McCarthy).

As cenas da faculdade foram filmadas no Connecticut College para mulheres. O livro foi um pouco autobiográfico de Mary McCarthy e suas amigas que estiverem no Vassar College, um dos mais tradicionais da cidade de Nova York. Em 1969, ambos as faculdades começaram a admitir homens.

Foi o primeiro filme de Hal Holbrook ( que no filme faz o papel de Gus Leroy). Hal ficou depois conhecido pelo papel de "Garganta Profunda" de "Todos os Homens do Presidente", filme que em breve estará aqui nesse blog.


Também foi o primeiro filme de Candice Bergen, Joan Hackett e Joanna Pettet.

O papel de Mr. Schneider foi feito por Baruch Lumet, pai do diretor Sidney Lumet.

Com um orçamento de US$2.600.000, foi o filme mais caro a ser feito em Nova York naquela época.

O filme acontece entre Junho de 1933 a Maio de 1940.

Joan Hackett (Dottie) e Richard Mulligan (Dick Brown) eram casados na vida real. De 1966 a 1973.

Sidney Lumet aceitou dirigir o filme puramente com base no roteiro de Sidney Buchman, a quem ele elogiava muito e a cujo roteiro não faria alterações. Ele leu o livro de Mary McCarthy só apenas mais tarde e dizia que o roteiro tinha melhorado o livro.

Veja abaixo o link para ver o filme:
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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Viagem Fantástica (Fantastic Voyage) - 1966

Filme dirigido por Richard Fleischer.
Com Stephen Boyd, Raquel Welch, Edmond O'Brien, Donald Pleasance, Arthur Kennedy e Arthur O'Connell. Há uma pequena participação do ator James Brolin (pai de Josh Brolin) como um dos técnicos do laboratório.

Filme ganhador de dois prêmios Oscar da Academia em 1967: Melhor Efeitos Especiais e Melhor Direção de Arte

Escolas de Medicina, pelo menos até os anos 80, ainda mostravam clipes deste filme para ilustrar vários conceitos da anatomia humana, fisiologia e especialmente imunologia.

Durante as filmagens, um dos modelos pequenos da nave “Proteus”, com cerca de 8 cm, usados nas cenas de miniatuarização, foi deixado em uma janela aberta e depois levada embora por um corvo.

As cenas dos enormes corredores do centro médico secreto CMDF foram filmadas nas áreas inferiores e superiores da Arena de Esportes do Los Angeles Memorial. Essa arena foi demolida em 2016.

Chegaram a conversar com Isaac Asimov para escrever o livro com base no roteiro. Ele deu uma olhada no roteiro e declarou que  tinha vários furos no roteiro. Recebendo a permissão para escrever o livro do modo como ele queria, com as demoras nas filmagens e pela velocidade com que ele escrevia, acabou que o livro saiu antes do filme. O livro tem o mesmo nome do filme. É uma novelização do filme.

Raquel Welch disse em seu livro de 2013, que ela ficou apaixonada por Stephen Boyd ao fazer o filme, embora ele tenha declinado aos avanços dela.

O enredo deste filme for parcialmente emprestado ou copiado de um episódio da série de TV  'Jennie é um Gênio' (The Moving Finger). Major Anthony Nelson trabalha como consultor técnico para um estúdio, que está fazendo um filme, no qual um astronauta americano, minituarizado ao tamanho da cabeça de uma agulha, é injetado na corrente sanguínea de um astronauta soviético, caminha até o cérebro e recupera informação vital para a defesa do país. O roteiro do filme foi finalizado em 1964 e a estória original escrita em 1963.

O uso do código Morse é provavelmente devido a problemas com as ondas de rádio. O código Morse pode ter sucesso onde as antenas de rádio não estão precisamente sintonizadas a uma determinada frequência de rádio.
Frequências maiores requerem (eletricamente) antenas menores. Isso explica por que o paciente tem uma série de pequenas antenas de rádio ao redor da cabeça dele e na parte superior do corpo.

Houve várias tentativas (e merecidas) de se refilmar este filme com novos recursos técnicos. Entre as pessoas envolvidas, James Cameron, Roland Emerich e Will Smith, Paul Greengrass e mais recentemente, Guilermo del Toro.

Este filme foi produzido no mesmo ano que ‘Perdidos no Espaço” (1965). Se vocês prestarem atenção nos cenários e efeitos sonoros, vocês podem ver similaridades.

Stephen e Edmond O'Brien à direita.
Stephen Boyd, famoso merecidamente após seu papel de Messala em ‘Ben Hur” (1959), fez depois “A Queda do Império Romano” (1964) antes de chegar a “Viagem Fantástica”. O próprio Boyd chegou a culpar o grande fracasso comercial de ““A Queda do Império Romano” por arruinar sua carreira. Ele morreu novo, aos 47 anos, de ataque cardíaco, enquanto jogava golfe, um de seus esportes prediletos.

Stephen tinha sido a primeira escolha para fazer James Bond no filme “O Satânico Dr. NO”. O destino quis que fosse um escocês e não um irlandês como Boyd. 

Veja abaixo link para o filme em alta resolução: