quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

A Ilha dos Birutas ou "Gilligan´s Island" - Série Clássica de 1964 a 1967

Quem não gosta do Gilligan? A Ilha dos Birutas foi uma série de muito sucesso dos anos 60.

O enredo é sobre o que seria uma viagem de turismo de três horas com o barco S.S. Minnow, que acaba pegando uma tempestade e encalha em uma ilha desconhecida.

Da esquerda para a direita em sentido horário:
O casal milionário, Professor, Ginger, Capitão, Mary Ann e
Gilligan ao centro.
Veja abaixo abaixo algumas curiosidades sobre a série estrelada por Bob Denver como Gilligan, Alan Hale Jr. como o Capitão, Jim Backus e Natalie Schafer como o casal de milionários, Tina Louise como Ginger, Russell Johnson como o Professor e Dawn Wells como Mary Ann.

Nos créditos da primeira temporada, Russell Johnson e Dawn Wells eram relegados a serem simplesmente ‘o resto’, devido ao fato de que a atriz Tina Louise insistia de que ninguém deveria aparecer após o seu nome nos créditos. Isso mudou na segunda temporada, quando Bob Denver exigiu que a eles fossem dados a mesma participação nos créditos iniciais e assim mudando a música para “O Professor e Mary Ann”. O produtor Sherwood Schwartz, que compôs as músicas das duas temporadas, havia dito que não ocorreu a ele de que o Professor e Mary Ann se tornassem personagens importantes.

Alan Hale Jr. estava filmando em externas em Utah, quando recebeu um telefonema para voltar para Los Angeles para fazer um teste para a série. Ele cavalgou em um cavalo até a rodovia mais próxima, pegou carona para Las Vegas e pegou um voo para Los Angeles, para fazer o teste com Bob Denver.

O set da lagoa foi o mesmo usado no filme O Monstro da Lagoa Negra (1954).

Raquel Welch tez teste para o papel de Mary Ann.

O set da lagoa era localizado no terreno da CBS em Studio City, Califórnia. Se as cenas lá fossem filmadas cedo demais ou tarde demais, os microfones poderia gravar o som do tráfego da rodovia próxima.

Sherwood Schwartz declarou que, apesar do contrário do que se pensa, “Robinson Crusoé” não foi a inspiração para a série, mesmo sendo um dos seus livros favoritos e é referenciado na música de encerramento de cada episódio.

Sherwood Schwartz levou a ideia da série para os executivos da CBS várias vezes e sempre recusavam, porque achavam que seria um grande fracasso. Depois de muita persistência, ele ganhou o sinal verde para fazer o episódio piloto em 1963. Durante a primeira temporada, os críticos não gostavam, mas o público adorava. A série foi um grande sucesso e hoje é um clássico.

De acordo com o produtor Sherwood Schwartz, os sete náufragos era arquétipos dos sete pecados capitais. Gilligan - a preguiça, o Capitão, a ira, o Professor, o orgulho, o Sr, Howell, a ganância, a Sra. Howell a gulodice, Ginger,a luxúria e Mary Ann, a inveja.

O piloto original, chamado de “Marooned”, e que somente foi ao ar em 1992, teve uma pequena trilha sonora composta nada mais nada menos que por John Williams (Star Wars).

A série foi em preto e branco de 1964 a 1965 e em cores de 1965 a 1967.

Veja o primeiro episódio da 'saga' de Gilligan. Link abaixo:


domingo, 23 de fevereiro de 2020

Alfred Hitchcock Apresenta: "A Gaveta Empoeirada" - T04 E33


Mais um episódio dos mais apreciados desta série de TV de Alfred Hitchcock.

Desta vez, tem a ver com um banco. Há alguns intervalos para comerciais para a TV da época, mas que aqui foram suprimidos.

Apesar desse episódio ter estreado em Maio de 1959, deve ter sido feito no inverno de 1958. Já faz mais de 60 anos, mas a estória continua atual para os dias de hoje.

O título do episódio é "Gaveta Empoeirada", traduzido literalmente, mas que vocês vão entender por quê.

O ator conhecido aqui é Dick York que ficou fazendo pequenos papeis em séries de TV, até que em 1964 ele começou na clássica série "A Feiticeira".

Está com nota 7.9 no IMDB e tem duração de apenas 30 minutos.

Veja abaixo link para assistir ou baixar:
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Alfred Hitchcock Apresenta - Série de TV do Mestre do Suspense (1955-1962) - T1 E9


Estou colocando alguns episódios da série que Alfred Hitchcock fez para a TV em preto e branco no meu canal do Youtube e outros aqui no blog.

Ele faz sempre a apresentação de costume e dirigiu alguns episódios.

São episódios bem curtinhos, estrelados por ótimo elenco.

O episódio aqui é o 9º da 1ª Temporada , estrelado por Peter Lawford, mais conhecido por pertencer ao grupo "The Rat Pack" de Frank Sinatra.


Charlie Raymond (Lawford) é contratado para acompanhar um visitante inglês a uma viagem atra´ves dos EUA e procura maneiras de tomar vantagem do contratante.

O episódio foi primeiramente televisionado em Novembro de 1955 e tem apenas 30 minutos.


Veja abaixo link para ver o episódio:
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Barbarella (1968)

Dirigido por Roger Vadim
Com Jane Fona, John Philip Law, Marcel Marceau, David Hemmings e Ugo Tognazzi.
Baseado na criação de Jean-Claude Forest.

O ano é 40.000. Depois de flutuar na gravidade zero, a astronauta Barbarella aterrissa no planeta congelado Lythion e sai para procurar o renomado cientista Durand Durand (agora sabem de onde a banda tirou o nome) na Cidade da Noite, Sogo, onde um novo pecado é inventado a cada hora. Lá, ela encontra objetos como a Máquina Excessiva, um órgão sexual o qual um artista perito no teclado, neste caso, o próprio Durand Durand, pode levar a vítima à morte por
Milo O'Shea como Durand Durand
prazer; um rainha lésbica que pode fazer as fantasias tomarem forma na Câmara dos Sonhos, e um grupo de mulheres fumando um narguilé gigante que transmite a Essência do Homem através de uma pobre vítima que se debate em um globo de vidro. 

Você não deve deixar de ficar impressionado pelos efeitos especiais até mesmo daquela época e as várias maneiras que eram encontradas para deixar Jane com as roupas mais mínimas possíveis.

A senha de Dildano "Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch", é o nome de um bairro real no País de Gales

As cenas da abertura do filme onde Barbarella parece flutuar ao redor da sua espaçonave foram filmadas com a Jane deitada em um enorme placa de acrílico com o quadro da espaçonave debaixo dela. Foi filmado de cima, criando a ilusão de que ela esteja em gravidade zero.

Ian McKellen voou até Roma para fazer um teste para um personagem. Embora ele não tivesse ganho o papel, ele disse à Empire Magazine que Jane Fonda fez café da manhã para ele, enquanto ele estava esperando para fazer o teste.

Barbarella viaja para a cidade maligna de SoGo. O nome é uma referência para as cidades bíblicas de Sodoma e Gomorra.


Jane e Dildano (Hemmings)
O ator inglês David Hemmings substituiu o ator italiano Antonio Sabato no papel de Dildano. Fotos de bastidores existem de Sabato fazendo a famosa ‘mão do sexo’ com Jane. A atuação de Sabato foi considerada séria demais e foi trocada por uma atuação com um tom mais cômico, com Hemmings.

A versão original europeia do filme tinha toda a nudez intacta em sua estreia nos cinemas.

A própria Jane Fonda dublou a versão em língua francesa do filme.


Jane e Roger Vadim
Enquanto ainda estava vivo, Roger Vadim estava interessado em fazer uma continuação, com ou Sherilyn Fenn ou Drew Barrymore fazendo Barbarella, mas acabou nunca acontecendo.

O criador do personagem, Jean-Claude Forest, baseou Barbarella em Brigitte Bardot.

Jane e Roger Vadim eram casados na época em que o filme foi lançado.

Cartazes e fotos do filme continham a cena de sedução entre Barbarella e a Rainha Negra em uma cama. Mas essas cenas nunca apareceram no filme.


Marcel como Dr Ping
Dr. Ping foi feito pelo famoso mímico francês Marcel Marceau, que foi ironicamente colocado em um papel em que falava demais.

David Gilmour, o guitarrista do Pink Floyd, foi um dos que executaram a trilha sonora do filme

Barbarella foi a primeira heroína de ficção científica dos quadrinhos a ter uma adaptação para o cinema, Seus companheiros masculinos, Flash Gordon e Buck Rogers primeiro aparecerem em séries.

Pelo seu papel neste filme, o jornal New York Times classificou a atriz Jane Fonda como “ a deusa do sexo dos anos 60”.

Terry Southern gostou de escrever o roteiro, especialmente para o ‘strip tease” da abertura e as cenas que envolviam pequenos brinquedinhos robôs que perseguiam Barbarella para mordê-la. Southern disse que gostou de trabalhar com Roger Vadim e Jane Fonda, mas teve problemas com o produtor Dino de Laurentiis, cuja prioridade era fazer um filme barato, não um bom filme.

O filme foi feito antes de Jane Fonda entra na sua fase política. Anos mais tarde, ela iria nos protestos contra a guerra do Vietnã e seria chamada de Hanoi Jane.

Nos quadrinhos, Barbarella era uma fora da lei. O filme omite algumas de suas aventuras em Lythion, incluindo um encontro com uma vilã chamada Gorgon, cuja face se tornava uma duplicata da face de quem a olhava. A nave não era consertada, assim nos primeiros quadrinhos, ela ficava presa em Lythion.

O diretor de fotografia, Claude Renoir, era filho do ator Pierre Renoir e sobrinho do diretor Jean Renoir e também neto do famoso pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir.

Os quadrinhos originais não tinham Durand-Durand e nada de raio da morte. A cidade era construída ao redor de um monstro que soltava gás através de uma série de dutos e a Grande Tirana usava um tapa olho para ocultar sua identidade.

Sophia Loren declinou aceitar o papel título do filme.

Foi o único filme de ficção científica de Jane Fonda.

Mike Myers baseou a personagem Felicity Shagwell, feita por Beyonce, para seu filme Austin Powers: O Agente 'Bond' Cama (1999) de alguma forma em Barbarella

Dentro da cápsula espacial de Barbarella, geralmente mostrada na parte esquerda, há uma parte da famosa pintura “Um Domingo de Tarde na Ilha de La Grande Jatte - 1884” do pintor Georges Seurat. Seurat era contemporâneo do compatriota pintor, Pierre-Auguste Renoir, o avô do diretor de fotografia, Claude Renoir. A pintura foi depois inspiração para Stephen Sondheim em seu musical “Domingo de Tarde no Parque com George”

Os primeiros quadrinhos de Barbarella, feitos por Jean-Claude Forest, sairam em 1962 e depois publicados em uma série de quatro ‘graphic novels’ entre os anos de 1962 e 1982. O filme foi feito cerca de seis anos depois da primeira serialização em 1968.

John Philip Law faz o personagem Pygar, Annita Pallenberg a Grande Tirana, Milo O'Shea o Durand Durand, Marcel Marceau o Professor Ping, David Hemmings faz Dildano e Ugo Tognazzi faz Mark Hand. Todos eles, inclusive o diretor Roger Vadim, já faleceram. A única atriz do elenco, Jane Fonda, ainda está viva e linda como sempre, participando recentemente da entrega do Oscar de Melhor Filme em 2020.

Fonte: imdb

Abaixo link para o filme em alta resolução:
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sábado, 15 de fevereiro de 2020

"O Candidato" (The Candidate) com Robert Redford - 1972

Estamos em ano de eleições e nada como um filme de política para aquecer o tema.

Filme dirigido por Michael Ritchie, com Robert Redford,
Peter Boyle, Melvyn Douglas, Karen Carlson e inclui as participações da própria Natalie Wood como ela mesma e os políticos Hubert Humphrey e George McGovern. 

Gira em torno da campanha de Bill McKay para senador pela Califórnia e mostra como um jovem idealista e sem experiência pode ser envolvido pela mídia. Na política, ninguém sabe o que está acontecendo na cabeça de cada um. Não vou contar mais sobre o enredo, para não dar ‘spoiler’.

Robert Redford está muito bem e nem sabia que, dali a 4 anos, ele faria o clássico político “Todos os Homens do Presidente” junto com Dustin Hoffman. Veja uma cena interessante em que ele faz um discurso para si mesmo no carro.

Redford em cena com Melvyn Douglas
O papel do senador Crocker foi originalmente oferecido a James Stewart, que declinou,porque ele achava que seria ofensivo em relação aos políticos conservadores.

O roteirista do filme, Jeremy Larner, costumava escrever discursos para o candidato a presidente de 1968, Eugene McCarthy.

Groucho Marx faz uma pequena ponta, no que seria sua última aparição no cinema. Quem conseguir vê-lo na tela, comente aqui.

Foi Robert Redford quem criou a ideia e pessoalmente contratou Michael Ritchie para dirigir, pois ele havia trabalhado como consultor em várias campanhas políticas.

Redford com Natalie Wood
Robert Redford e Michael Ritchie haviam trabalhado juntos em “ Os Amantes do Perigo”  (1969), quando eles conversaram com Jeremy Larner, para fazer um filme sobre ‘um candidato que vendeu sua alma’. De acordo com Larner: “Os produtores (Warner) não teriam financiado o filme se Redford não se responsabilizasse por ele, e embora ele não quisesse o crédito, ele foi um produtor consciencioso do começo ao fim e o filme certamente reflete a sua personalidade.”

“O Candidato” foi um dos poucos filmes de 1972 da Warner, que tiveram o raro e efêmero logo em forma de escudo da WB (Warner Brothers), com uma cor azul sólida de fundo e a descrição “A Warner Communications Company”. Ainda não havia sido desenhado o logo mais familiar dos anos 70, feito pelo mestre Saul Bass. “Amargo Pesadelo” (Deliverance), que também em breve será objeto deste blog, foi outro dos filmes a exibir esse logo raro.

A década de 70 foi muito prolífica para Redford. Em 1972, ano deste filme, ele faria "Mais Forte que a Vingança", "Golpe de Mestre" em 1973, "Nosso Amor de Ontem" em 1973, "Grande Gatsby" em 1974, "Três Dias do Condor" em 1976 e "Todos os Homens do Presidente", também de 1976.

Segue abaixo link para o filme em alta resolução:
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Fonte:imdb

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

"O Magnífico" (Le Magnifique) - com Jean-Paul Belmondo - Comédia de 1973

Sou grande fã de Jean-Paul Belmondo. Assisti a vários filmes dele (Acossado, Um Macaco no Inverno), mas este “O Magnífico” é um dos meus preferidos.

Francois Merlin (Jean-Paul) é um escritor de livros de espionagem. Ele mistura os personagens da vida real com os do seu livro, que está escrevendo. No livro, ele é Bob Saint Clar. A sua vizinha Christine (Jacqueline Bisset) aparece como Tatiana e seu editor Georges Charon como Coronel Karpoff (Vittorio Caprioli, que rouba as cenas quando aparece);

Belmondo e Bisset
No enredo do livro, Bob (Jean-Paul) é um super agente francês, enviado a Acapulco para descobrir por que outro agente foi devorado por um tubarão em uma cabine telefônica. Como ele mistura personagens do livro com os da vida real, ela coloca aqueles que lhe dão trabalho no dia a dia como vilões no enredo do livro, principalmente o seu editor. Jackie Bisset aparece como a bela estudante, que vive no andar de cima e ele tem vergonha de se aproximar. O apartamento dele está com problemas porque o encanador não pode começar os trabalhos já que o eletricista não fez o dele e vice-versa. Além disso, ele está sem dinheiro e tem que escrever 83 páginas porque o livro tem que ser entregue logo.

É mais uma das comédias de sucesso que Belmondo fez com a direção de Philippe de Broca. O roteiro original era de Francis Veber, mas o diretor de Broca insistiu em escrever mais diálogos para a atriz e Veber quis que seu nome fosse retirado dos créditos. Dizem que Veber escreveu o roteiro original baseado em suas próprias experiências e sonhos de dia. 
Como nos filmes anteriores da dupla Broca-Belmondo, o filme pode parecer um pouco errático, incerto de um momento para o outro, mas o filme não é para se levado a sério, é apenas para se divertir e bastante.

Este filme é um tributo a Jean-Paul Belmondo por toda a sua carreira no cinema. 
Vittorio Caprioli
Um plus é ótimo vilão feito por Caprioli e o talento e beleza estonteante de sempre de Jacqueline Bisset.


Fonte: IMDB

Link do filme: https://mega.nz/#!M4Q0DYoB!5oZEyCRbzRvvbh44eEn_uTR5jyIWSrAr1fqN8tbdAB8

domingo, 9 de fevereiro de 2020

A Face Oculta (One-Eyed Jacks) - Faroeste estrelado e dirigido por Marlon Brando

Western de 1961 com Marlon Brando e Karl Malden.

Depois de roubarem um banco mexicano , Dad Longworth (Karl Malden) pega o roubo para si e deixa seu parceiro Rio (Marlon Brando) para ser capturado. Contudo, Rio escapa e vai atrás de Dad na Califórnia.

Além de Karl e Brando, Katy Jurado (como Maria), Ben Johnson e Slim Pickens estão entre os mais conhecidos do elenco.

Indicado ao Oscar de Melhor Cinematografia.

Karl Malden e Marlon já haviam trabalhado juntos em "Sindicato de Ladrões" de 1954.

Filme colorido com 141 minutos e legendado. Agradecimentos deste blog ao site Legendas.tv e a Danilo Rocha pela legenda.


Curiosidades (Fonte: IMDB):

Marlon Brando sentava por horas perto da praia, esperando que as ondas se tornassem mais dramáticas para fazer tomadas perfeitas.

A primeira edição do filme feita por Brando durava cerca de 5 cinco horas. Disseram que ele ficou chateado com o produto final, mesmo o filme tendo sucesso em bilheteria. Ele disse na estreia de que era um bom filme para eles (Paramount), mas não o filme que ele tinha feito.

A inexperiência de Brando na direção era óbvia no set. Ele filmou cinco vez mais que normalmente seria normal para o filme. Ele era indeciso e demorou muito para terminar filme. A Paramount acabou tirando o filme dele, fazendo cortes. 

As filmagens começaram em Dezembro de 1958, mas o filme não foi completado até pouco antes do final de 1960.

Marlon insistia em ficar bêbado para fazer uma cena na qual ele deveria atuar bêbado, mas ficou bêbado demais para atuar e dirigir e acabou ainda insistindo em repetir todo o processo no dia seguinte. E de novo, ele ficou bêbado demais para dirigir e atuar.

Stanley Kubrick, que era quem estava programado para dirigir o filme, queria Spencer Tracy para fazer o xerife Dad Longworth. Marlon Brando, cuja companhia de produção já tinha contratado Karl Malden, se recusou a substituí-lo por Tracy.

Este filme também está na lista dos “1,001 Filmes que você deve ver antes de morrer," editado por Steven Schneider.

A sela de adornos prateados de Marlon Brando desde filme, foi reutilizado pelo bandido feito por Eli Wallach em “Sete Homens e um Destino”, de 1960-- que foi filmado depois deste filme, mas que estreou antes.


Marlon Brando e Karl Malden
O filme tem muito pouco a ver com o livro em que se basearia o filme. Acaba tendo mais história do que ficção. Em vários momentos, houve quem dissesse que até Sam Peckinpah tenha participado do roteiro além dos outros dois roteiristas, mas perguntaram a Karl Malden quem realmente havia escrito o roteiro. Ele respondeu: “Há uma resposta para esta pergunta- Marlon Brando, um gênio em nossa época.”

Após comprar os direitos do livro, o produtor Frank P. Rosenberg trabalhou no primeiro rascunho do script junto com Rod Serling. Sam Peckinpah foi depois contratado para reescrever.
Quando Kubrik foi contratado para dirigir, ele dispensou Peckinpah e trouxe Calder Willingham para reescrever de novo, mas depois o produtor Rosenberg o despediu e trouxe Guy Trosper.

Os atores eram encorajados a improvisarem. Um executivo da Paramount disse que o filme era “ "Stanislavsky a cavalo." Se referindo ao método Stanislavsky de atuação, desenvolvido pelo teatrólogo e diretor Constantin Stanislavsky. Contudo, esse método era muito confundido com o Método, desenvolvido por Lee Strasberg e que influenciou muito Marlon Brando.

Veja abaixo link para ver o filme legendado em ótima resolução (1080p):
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Crepúsculo das Águias - The Blue Max - 1966

Filme de guerra com George Peppard, James e Ursula Andress. Dirigido por John  Guilhermin.

Ganhou um BAFTA por Melhor Direção de Arte.

Situado na 1ª Guerra Mundial, na força aérea alemã de 1918.

Belíssima fotografia aérea e não menos belíssima trilha sonora de Jerry Goldsmith.

O enredo é sobre um jovem piloto (Peppard), conhecido por não ser um piloto cavalheiro, tenta ambiciosamente ganhar a medalha oferecida para os pilotos que abaterem 20 aviões. E Peppard (Stachel) cobiça a esposa (a deusa Ursula Andress) do general (James Mason). 


Curiosidades:
O ator George Peppard voou em uma das réplicas Pfalz fora da tela, mas não pilotou para as cenas do filme.

Um dos pilotos dos aviões era Joan Hughes, que tinha sido a piloto mais jovem aos 17 anos d Inglaterra. Na 2ª Guerra, ela foi a primeira instrutora de voo e a primeira mulher capacitada a treinar em todos os aviões militares da época.

O número de série para o triplano vermelho de Richthofen era 425/17 e foi corretamente indicado no filme

O piloto Derek Piggot, fez os voos de Stachel e de Von Klugermann para a cena da ponte. Com ângulos múltiplos da câmera de filmagem (incluindo uma de um helicóptero), Piggott fez o voo debaixo da ponte por mais de vinte vezes. Para provar que a cena era real, ovelhas foram colocada no campo próximo à ponte, para que elas corressem à medida em que o avião se aproximava. Contudo, como pode ser visto depois, pela vigésima tomada, as ovelhas não se importavam mais e não se espalhavam

A Fox não conseguiu alugar nenhum dos aviões que sobraram da 1ª Guerra . Teve que construir por conta própria. As aeronaves foram depois usadas em filmes como “Lili, Minha Adorável Espiã”

Karl Michael Vogler-Hauptmann (Capitão) Heidemann e James Mason - General Klugermann - ambos fizeram o papel de Rommel: Vogler em Patton, Rebelde ou Herói? (1970), e Mason em A Raposa do Deserto (1951) e novamente em Ratos do Deserto (1953).

"Stachel" quer dizer a palavra ‘ferrão’ em alemão.

Ursula Andress foi dublada por Nikki Van der Zyl, que já tinha dublado ela em O Satânico Dr. No (1962).

O filme acontece em 1918 principalmente, conforme informa o filme no começo, com nenhuma data específica além de 1918. A maior ofensiva histórica relatada no filme, na qual Stachel e o esquadrão atuaram, iniciou em 21 de março de 1918 e foi chamada de "Kaiserschlacht" pelos alemães e “Ofensiva da Primavera” pelos demais. Quando Stachel é ferido, ele se encontra com o famoso Barão Von Richthofen, que foi morto em ação em 21 de abril, significando que o encontro entre os dois ocorreu entre essas datas

Hauptmann (Capitão) Heidermann avisa os pilotos pilots Stachel e Klugerman (Peppard e Kemp respectivamente) para tomarem cuidado com os dois triplanos (Fokker Dr.1) por eles ‘serem os últimos que eles provavelmente iria ter’. Isto, na verdade, não teve nada a ver com o fato de que a Alemanha estivesse perdendo a guerra e a fábrica não pudesse manter a demanda. Na realidade, apenas 320 unidades desse modelo foram feitas durante a guerra, comparado com a aeronave anacrônica  Fokker D.VII de Stachel dos quais 3.300 foram construídos durante o período de 6 meses entre Maio de 2018 e Novembro de 2018.

Embora Willi Von Klugermann (Kemp) pareça mais velho que Bruno Stachel (Peppard), na vida real Peppard era 6 anos e meio mais velho que Kemp.

Também na vida real Kemp viveu mais que Peppard. Kemp faleceu aos 84 em 2019. E Peppard em 1994 com 65 anos.

Do elenco principal, apenas Ursula Andress está viva. Fará 84 anos em Março de 2020.

A cerca de 50 minutos de filme, logo que o personagem deGeorge Peppard vai buscar a ‘champagne cor de rosa’, um mensageiro entra rapidamente, vestindo um casaco de chuva cinza. Ele tem altura mediana e tem cabelo castanho partido de um lado. Ele vira para sua esquerda para dar a mensagem a alguém. Seu bigode escovinha é levemente visível. Foi uma referência a Adolf Hitler, que foi mensageiro na 1ª Guerra. Ele não usava um bigode escovinha na época, mas o ator que faz o papel do mensageiro parece muito com ele.

Três anos depois que o filme estreou, Karl Michael Vogler e Harry Towb apareceram novamente no filme "Patton;" Vogler como Rommel e Towb como o cozinheiro que Patton dá uma chamada por deixar o refeitório aberto por tempo demais.

James Mason como General Klugermann
James Mason apareceu como nazista em pelo menos cinco filmes : 'The Desert Fox' (1951), '5 Fingers' (1952), 'The Desert Rats' (1953), 'The Blue Max' (1966), e 'The Boys From Brazil' (1978) assim como o papel de um ex-nazista em 'The Man In Between' (1953).

Assista o filme abaixo em alta resolução:




Fonte: IMDB

sábado, 1 de fevereiro de 2020

O Santo - Série com Roger Moore (1962 a 1969)

The Saint ou O Santo foi uma série inglesa em preto e branco e depois colorida (duas últimas temporadas) estrelada por Roger Moore. 

Esta série serviu de trampolim para Roger fazer depois a série "The Persuaders" com Tony Curtis e depois ser o novo James Bond.

Este blog vai postar as aventuras de Simon Templar (O Santo) a partir da 1ª temporada.

Mais abaixo, ao final do post, vocês poderão ver o link para o primeiro episódio da série.


Enredo do 1º Episódio - O Talentoso Marido.

Madge, uma amiga de Simon Templar, casou-se recentemente com John Clarron, um ex-ator e dramaturgo fracassado. Ela está agora inválida, depois de um acidente com um vaso. Simon vai visitá-la em casa e se encontra com Adrienne Halberd. Ela é uma investigadora de seguros, muito interessada em Clarron, desde que suas primeiras duas esposas - ambas com seguro de vida alto - morreram em circunstâncias suspeitas. Os Clarrons têm uma empregada irlandesa, mas quando Clarron não está perto, Simon e Adrienne investigam a casa e a senhora não é mais encontrada.



Curiosidades sobre a Série

Os primeiros episódios incluíam ter Roger Moore falar diretamente ao público. Depois, isso foi substituído por narração. Em um dos primeiros episódios, uma senhora tenta adivinhar o nome de Templar. Ela diz que o nome dele deve ser James Bond. Mais tarde, é claro, Roger veio a fazer o 007.

Entre os atores que foram oferecidos o papel de Simon Templar foi Patrick McGoohan. Patrick recusou a oferta devido à sua desaprovação pela personagem de mulherengo de Simon Templar. Ele também recusou fazer James Bond pela mesma razão.

A melodia muito distinta do tema musical da série foi composta por Leslie Charteris, o escritor que criou o personagem Simon Templar .

Leslie Charteris com Roger Moore
Durante os momentos em que escrevia os seus manuscritos, Leslie Charteris constantemente designava Simon Templar pelas suas iniciais (S.T.) a fim de ganhar tempo. Foi assim que a ideia veio a ele para dar o nome de “The Saint” (O Santo).

Uma versão sobre a história do carro do personagem era que a Jaguar deveria fornecer o modelo E como o modelo tipicamente britânico para Simon. Contudo, a Jaguar estava atrapalhada na época com greves e fornecimento de peças e não poderia entregar o carro a tempo. A data de início das filmagens estava iminente e Roger Moore acabou usando seu carro pessoal, o famoso Volvo P1800. Embora estiloso, não tinha a imagem de um carro veloz que era necessária. Para a Volvo, foi uma dádiva de Deus. O P1800 estava vendendo muito pouco no Reino Unido e, de repente, ele ficou na moda e as vendas explodiram.

A série foi vendida a 63 países e arrecadou mais de 350 milhões de libras em lucros.

Leslie Charteris protegeu bem os direitos da sua criação. Apenas quando o produtor Lew Grade ofereceu um orçamento de 30 mil libras por episódio, foi que convenceu Charteris a colocar Templar em boas mãos.

Leslie Charteris originalmente queria que David Niven estrelasse como Simon Templar.
Nos episódios (foram nove) que o próprio Roger Moore dirigiu, ele disse que gostava de deixar claro como ele queria que cada cena começasse e terminasse e deixava que os atores improvisassem por conta deles.

Roger Moore uma vez disse que Mia Farrow contou a ele que ela e Frank Sinatra (na época casados) eram grande fãs da série.

Shirley Eaton fez duas participações na série. A primeira foi no episódio 1 da 1ª temporada. Depois, ela estaria em “007 contra Goldfinger”. Para quem viu o filme, ela fez a garota pintada de ouro.

Leslie Charteris sempre esperava que os roteiristas da série revelassem como Simon Templar mantinha sua riqueza e que pudesse viver independente. De acordo com Charteris, isso nunca foi explicado.
.
Durante a parte preto e branca da série (temporadas 1 a 4), Roger Moore fazia Templar com um sotaque americano (já que o personagem vinha dos Estados Unidos). Nas temporadas coloridas de 5 a 6, o sotaque se tornou mais britânico.

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Fonte: imdb