sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Wishful Drinking, por Carrie Fisher

Wishful Drinking é um livro autobiográfico e sarcástico de Carrie Fisher, publicado em 2008 e que depois deu origem a um show na Broadway (Studio 54).

Mas tarde, em 2010, a HBO produziu um documentário do show que está no Youtube e pode ser assistido mais abaixo.

O show está legendado, mas Carrie fala em um inglês bem lento e pronunciado, que dá até para se dispensar as legendas.

Como os Produtores de "Silêncio" conseguir levar o projeto de Martin Scorsese adiante

Esq>>Direita: Emma, Scorsese, Wrinkler e Emmett

Depois de uma exibição de "A Última Tentação de Cristo" em 1988, o arcebispo Paul Moore, Jr. da cidade de Nova York enviou uma cópia do livro de Shûsaku Endô para Martin Scorsese. O romance era sobre dois jesuítas portugueses que viajam para o Japão em 1639, a fim de encontrar o mentor deles, que supostamente havia cometido apostasia, e acabam sofrendo perseguições. Scorsese ficou impressionado com o tema do sacrifício contido no livro e como ele mexia com a essência do Cristianismo. Tentar produzir o filme provou ser um grande luta que durou quase três décadas. Neste texto, os produtores contam que as monções de Taiwan não foram necessariamente a parte mais complicada desta produção de 40 milhões de dólares.

Emma Tilinger Koskoff: "Silêncio" passou por vários financiadores nesses anos, mudando de mãos em muitas brigas jurídicas. Vittorio Cecchi Gori foi um dos primeiros a querer investir no filme. Nós passamos vários níveis de orçamentos de custos e não seria feito a menos que o orçamento fizesse sentido. Marty, em certa ocasião, declarou. "Olha, me digam quando dinheiro eu vou ter e eu farei por esse preço." Graham King ficou com o filme por um longo tempo e gastou muito dinheiro nele. Ele entrou em acordo conosco para comprar os direitos do filme por um preço justo.

Irwin Winkler: Eu estava uma vez visitando o set de "A Invenção de Hugo Cabret" e aí perguntei ao Martin o que tinha acontecido com "Silêncio", uma adaptação em que ele estava trabalhando com Jay Cocks (roteirista). Ele disse, "Ainda estou com ela, por que não fazemos o filme juntos?" Os principais, incluindo eu, Emma, Marty e os atores deveriam deixar os nossos valores e custos de lado por enquanto. Era a única maneira de levarmos isso para frente.
Nosso objetivo primordial era encontrar um lugar onde poderíamos filmar, que tivesse possibilidade de financiamento. Consideramos Vancouver, mas seria caro demais trazer os atores e elenco do Japão. Taiwan acabou sendo uma grande escolha. O custos trabalhistas eram razoáveis e próximos dos países ocidentais - e certamente comparáveis ao Japão - e havia uma equipe local que era muito capacitada.

Randall Emmett: Quase quatro anos atrás, eu recebi um telefonema do meu agente, Ari Emanuel, e ele me perguntou se eu tinha interesse em fazer um filme de Martin Scorsese. Ao ouvir isso, eu fiquei igual a um garoto de frente para uma longe de doces.
Assim, o trabalho começou. Logo, eu falei com Emma sobre o orçamento que poderíamos levantar. 
Depois de seis meses, Ari me chama de novo e diz que eles iriam reduzir o orçamento. Eu voei para Nova York  e tive uma reunião rápida com Irwin, com quem trabalhei em "A Volta dos Bravos". Ele me levou para o andar de cima da casa dele, onde já estavam Emma e Marty. Eu implorei para fazer o que quer que fosse para ser o produtor e trabalhar ao lado deles.
Eu não sabia aonde estava entrando ao certo, e como os direitos de filmagem estavam complicados. Eu trabalhei com Emma e Irwin e demorou um ano para desvencilhar a questão dos direitos e retornarmos com Cecchi Gori e Graham King.
Eu disse para Marty e Rick Yorn (produtor) que  tínhamos que ir a Cannes. Marty precisava ir e vender o filme. Tendo Marty em Cannes e conversando juntos com os potenciais compradores, se tornaria um projeto mais real para eles. Marty ficou entusiasmado. Vendemos os direitos no mercado aberto e levantamos 21 milhões de dólares no exterior antes que fosse para Cannes. Contratamos Stuart Ford para ser nosso agente e não tínhamos um elenco e um distribuidor naquele momento.
Gastamos um tonelada de tempo discutindo o orçamento, eu, Emma e um produtor executivo de nosso escritório. Nós sabíamos que iria ser filmado em Taiwan. A produção durou cerca de 4 meses, com 3 meses de pré-produção.
Depois dos problemas que Martin teve com certos grupos cristãos, depois do seu filme "A Última Tentação de Cristo", agora haveria uma sensação de alívio com a conexão que existiria agora em "Silêncio".


Martin Scorsese e Andrew Garfield

Emma Tilinger Koskoff: Passamos o filme para vários jesuítas em Roma e eles ficaram emocionados. Marty também teve um encontro particular com o Papa Francisco. Gostaríamos de ter boas reações da igreja. Padre James Martin nos ajudou com tudo, desde ensinar Andrew Garfield com os exercícios espirituais dos jesuítas, para termos certeza que as missas seriam feitas corretamente. Marty assina a revista católica America (
www.americamagazine.org) e ele achou que o editor dela, Padre James Martin, seria uma ótima ajuda como consultor, baseado nos artigos que ele escrevia.

Qual foi o filme mais desafiador para Martin Scorsese fazer?

Winkler: "Touro Indomável". A produtora United Artists odiou o filme. Em uma reunião com Marty, eu e Robert De Niro, os dois chefes da UA na época, disseram a Roberto que eles não fariam um filme sobre um desprezível como Jake LaMotta.
Contudo, conseguimos que o filme fosse feito. Eles estavam loucos à procura de outro "Rocky, o Lutador". E perguntamos para eles: "Por que faríamos um outro filme com vocês se vocês não fizerem este?"
Os aspectos físicos deste filme são definitivamente mais desafiadores do que "Touro Indomável" e "Os Bons Companheiros". Tivemos que reinventar o Japão de 1640, muito mais complicado que o bairro de East Side de Nova York, onde esses dois últimos filmes de Scorsese aconteceram.


Fonte: Deadline

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Bastidores de Senhor dos Anéis: 16 coisas que você não sabia

Sean Bean (Boromir) e os Orcs
Quando "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel" estreou em 19 de dezembro de 2001, foi a culminação de uma das apostas mais audaciosas e, no final, bem sucedidas, feitas na indústria do cinema. Os três filmes da série foram filmados consecutivamente e amealharam $2.9 bilhões de dólares - nada mal para um trilogia que, por pouco, quase não foi levada a cabo.

Por que se demorou tanto para alguém levar para as telas do cinema os livros de Tolkien? E como Peter Jackson, que não era um diretor conhecido na época, acabou dirigindo todos os três filmes? A revista Variety, fonte da postagem deste blog, lista alguns fatos que ajudaram a colocar o "Senhor dos Anéis" na grande tela.


Os hippies ajudaram os Hobbits: Os livros de Tolkien foram publicados a partir de 1954 na Inglaterra, mas não se tornaram populares nos EUA até meados dos anos 60, no tempo da guerra do Vietnam, quando as pessoas que protestavam contra a guerra e os hippies naturistas dominavam os movimentos culturais. Os livros se tornaram símbolos da contra-cultura, graças aos temas de proteção ambiental e lutas contra as forças da guerra e da corrupção.


Tolkien ficou lisonjeado pelo sucesso e admirado com os lucros. Mas ele nasceu em 1892 e não conseguia entender que a ideia dos fãs era ingerir "Senhor dos Anéis" e LSD ao mesmo tempo. Além disso, os leitores mais entusiastas começaram a invadir a sua privacidade, indo até a sua casa e chamando-o a todo o momento para perguntas obscuras.


A influência cresceu: os temas do livro se refletiram na música de grupos como Led Zeppelin com  "Ramble on", segundo álbum da banda, lançado em 1969. Veja aqui link da música com letras em português: https://www.youtube.com/watch?v=pwRIltqDqN4&list=RDpwRIltqDqN4#t=27.

Também influenciou escritores como Clive Barker e Stephen King. George Lucas sempre cita os livros com uma influência importante em "Star Wars."

Uma tentativa para se filmar: Depois que o produtor Saul Zaentz de "Um Estranho no Ninho" e "Amadeus", comprou os direitos dos livros, o produtor de filmes de animação, Ralph Bakshi pretendeu fazer um. 

Mesmo em meados dos anos 90, apesar de que os efeitos especiais digitais começassem a se tornar mais comuns e melhores, ainda se achava audacioso demais para ser filmar o grande universo mitológico dos elfos, hobbits, magos e monstros. Cineastas como George Lucas, Steven Spielberg e John Boorman pensaram em filmar, mas a ideia não foi para frente.

Aparece Peter Jackson: Enquanto Jackson, um grande fã de Tolkien, estava filmando seu primeiro filme, "The Frighteners" (Os Espíritos), para a Universal, começou a considerar se os grandes avanços de tecnologia em efeitos especiais já não permitiam que fosse possível adaptar a trilogia de "O Senhor dos Anéis" em filme, por uma razoável quantia em dinheiro.


Jackson foi obrigado a levar qualquer projeto, que considerasse, para a Miramax, de propriedade da Disney. Corria-se o boato que Tolkien havia incluído uma cláusula, quando ele vendeu os direitos dos livros, de que quaisquer filmes não deveriam ser feitos pela Disney.
Jackson disse que ele ouviu dizer que era assim, porque Tolkien não gostou da adaptação de 1937 da "Branca de Neve e os Sete Anões", mas no final, Harvey Weinstein, que dirige a Miramax, acabou fazendo o acordo para o filme.

Quase não foi o Jackson: Jackson pensava que deveria começar a trilogia com um filme sobre  "O Hobbit", na verdade um livro antes da trilogia, e depois fazer dois filmes com o conteúdo dos três livros. Mas problemas com direitos do filme significavam que Saul Zaentz poderia apenas dar a licença de "Senhor dos Anéis" para Harvey Weinstein e não a do "Hobbit". Quando os custos de produção começaram a crescer, Weinstein deu um ultimato a Jackson: "Nós tínhamos que concordar em fazer ou sair fora," lembrou Jackson, "Ele já tinha arrumado John Madden para dirigir e Hossein Amini para fazer o roteiro."


Mas ninguém estava interessado: Jackson voltou para Nova Zelândia para começar a trabalhar em um vídeo de 35 minutos, que seria o making of do making of, que deveria ser mostrado para os estúdios interessados. Todos disseram não. Depois, houve reuniões marcadas com a Polygram - um estúdio inglês independente, que já tinha feito "Quatro Casamentos e um Funeral" -  e com a New Line, no mesmo dia que Peter deveria voltar para Nova Zelândia. A New Line aceitou, depois que Weinstein negociou comprou uma parte da empresa, incluindo o cargo de produtor executivo.


Uma escala inteiramente nova: Era uma produção nunca antes feita: nenhum cineasta já tinha feito três filmes consecutivos antes, nem lidado com um número imenso de trabalhadores e extras. Um equipe de produção de mais de 2.400 e 26.000 extras trabalharam nos filmes por cinco anos. A equipe montou 64 sets de miniatura, alguns tão detalhados que as maiores era conhecidas como "bigaturas". Jackson decidiu que qualquer item de Terra Média deveria ser feito do zero. "Eu tive que criar o mundo mais real que podia. A decisão era de fazer parecer bastante histórico, com os níveis de detalhe criando a ilusão de que o público estivesse tendo uma imersão em um mundo real," disse Jackson.

Quebrando recordes:  Vários sets e cenários foram os mais detalhados já feitos para um filme - a cidade do castelo branco de Minas Tirith foi o maior set já feito no hemisfério sul e funcionava como pequena cidade em atividade. O enorme animal, parecido com elefante, o Mumakil, foi a maior peça construída e tinha de ser transportada para o set em pedaços em mais de uma dúzia de caminhões.

As moradias dos Hobbits: Em Hobbiton, uma horta de vegetais foi plantada um ano antes da filmagem, para fazer com que os hobbits fossem tradicionalmente domésticos. Montagens incluíam mais de 20.000 itens de casa e mais de 1.600 pares de próteses de pés e orelhas.

Efeitos especiais inovadores:  Pela primeira vez em um filme, foi criado um banco de dados enorme em uma biblioteca digital com cada imagem, que pudesse ser acessada, analisada e referenciada com um único item no filme. Todos os elementos na trilogia puderam ser  manipulados digitalmente, desde paisagens, a hobbits e cavalos.

Multidões nas Batalhas:  O software de simulação da WETA, que cria multidão de gente, ajudou a criar as grandes cenas de batalha na Sociedade do Anel.  Cada personagem na multidão se move em resposta ao ambiente e às ações de outros personagens.

A busca pelo Gandalf: A New Line pediu que Jackson escalasse Sean Connery para o Gandalf, e embora Jackson, um fã do ator, concordasse, Connery não aceitou. Ian McKellen foi a próxima escolha para o papel do mago. Mas McKellen estava compromissado a aparecer em "X-Men." O produtor Bob Shaye encontrou Ian em uma restaurante de Londres e disse: "Uma pena saber que ele estava ocupado, porque nós realmente queríamos ele. Eu voltei para minha mesa e depois de alguns minutos, eu decidi voltar e perguntar, "Só para saber, onde poderia estar o conflito de agenda?" Ele disse, Bem, você está começando "Senhor dos Anéis" três dias antes de eu acabar "X-Men". Fizemos algumas mudanças obviamente, e foi assim que ele entrou no filme."

Não adequado para ser Aragorn: O ator escalado para Aragorn era Stuart Townsend, mas foi substituído depois que o primeiro filme estava em filmagem há três ou quatro semanas. Ele estava em quase todas as cenas e tiveram que ser refilmadas. Os produtores acharam que o ator precisava de um pouco mais de ar solene e decidiram trocar Townsend por Viggo Mortensen. "Tínhamos cinco dias para encontrar a pessoa certa, negociar e levá-lo de avião para Nova Zelândia - por 15 meses!", disse o produtor executivo Mark Ordesky. Mortensen, que era 14 anos mais velho que Townsend, parecia ter sido nascido para interpretar o misterioso guerreiro

Uma  reação desconhecida: Ninguém sabia como o filme seria recebido, até que foi mostrado um vídeo de 26 minutos no Festival de Cannes em maio de 2001. "A reação da mídia foi de otimista a muito entusiasmada," conforme reportou a revista Variety. A festa, também, foi a melhor do festival. "É difícil de se lembrar de outro filme aqui com um lançamento tão festivo, " informou a revista. Os convidados da festa se divertiam dentro das casas dos Hobbits, um barco flutuando em piscina com névoa e personagens se vestindo de habitantes da Terra Média.

Sem necessidade de testes: Quando "A Sociedade do Anel" estreou em 19 de dezembro de 2001, o 11 de setembro ainda estava vivo na mente das pessoas. Filmes que mencionassem terrorismo, o World Trade Center ou aviões tinham estreia suspendida. O público estava no espírito de ir ao cinema por puro escapismo, preferencialmente estórias com heróis fortes. O filme nunca teve exibição para testes ou pré-exibição com o público, observou Jackson.

Os fãs foram fundamentais: "Durante todo o processo de produção do filme, nós iríamos permanecer em contato com os principais fãs ao redor do mundo, através destes sites de Internet, e até envolve-los no processo, caso surgissem dúvidas e obter opinião delas," disse Michael Lynne, da New Line. "Peter era um desses grandes fãs, assim ele entendia o que isso significava." Para o prazer de centenas de fãs devotados, Jackson e vários membros do elenco foram a um festa de fãs na noite do Oscar no final da rua do prédio da cerimônia, tanto para o filme da Sociedade como para o Retorno do Rei.

(Esq>>Dir)  Billy Boyd (Pippin), Elijah Wood (Frodo), Peter Jackson, Sean Astin (Sam), Dominic Monaghan (Merry)


Fonte: Variety

domingo, 18 de dezembro de 2016

A Ressurreição de Peter Cushing em Rogue One : Um História Star Wars

Figura de Peter Cushing ante a Estrela da Morte

O filme, que estreou esta semana no Brasil, acontece antes dos acontecimentos do filme original de 1977 de George Lucas.

A maioria não vai se lembrar de Peter Cushing (só os mais velhões). O grande ator inglês de filmes de terror volta à vida com o personagem Grand Moff Tarkin, através de efeitos visuais. 

Quem atua fisicamente como Tarkin é o ator britânico Guy Henry, que atua em séries da BBC. O ator não tem a cara chupada característica de Cushing, mas tem semelhança
Guy Henry
com ele. Depois da sua atuação no filme, o pessoal de efeitos da Industrial Light & Magic (ILM), na pós-produção, substituiu o rosto de Guy pelo de Cushing.


Ficou tão impressionante que a antiga secretária de Cushing, Joyce Broughton, que toma conta da herança de Peter, viu a estreia do filme em Londres com seus netos. Ela quase caiu de costas quando viu a criação na tela.

"Quando você convive com uma pessoa por 35 anos, o que você espera?" disse Broughton. "Não posso dizer mais, porque me emocionou muito. Ele era uma grande alma. Ele tinha seu modo particular de viver."

Broughton que recebeu a herança dos bens de Cushing, quando ele morreu sem herdeiros em 1994, foi reticente em entrar em detalhes sobre a situação, devido a um acordo de confidencialidade assinado por ela com a Disney e Lucasfilm. Apesar da emoção, ela disse que ficou encantada pela experiência de ter visto o filme.

"Eu tenho que confessar que não sou uma fanática de Star Wars, mas acho que quem quer seja que tenha feito isso, foi absolutamente fantástico." disse ela. "Não foi um efeito pobre. Foi realmente muito bom!"


Peter Cushing à esquerda, no filme original de 1977
A ressurreição de Cushing foi primeiramente vista em agosto de 2015. Uma imagem rápida do futuro comandante da Estrela da Morte foi passada em clips de TV para o filme.

Um representante da Lucasfim disse à revista Variety, fonte deste artigo do blog, que os produtores do filme não vão discutir os detalhes dos recursos usados na volta de Cushing até Janeiro de 2017, a fim de que o público possa ver o filme sem receber "spoilers" dos detalhes. Mas a implicação, que possa advir desse grande feito e outros como esse futuro, é outra coisa  a ser considerada e já ecoa na indústria do cinema há décadas.

Filmes como "Zelig", "Cliente Morto Não Paga" e "Forrest Gump" fizeram a recriação de personalidades do passado. O diretor Robert Zemeckis, em 1995, reviveu Humphrey Bogart com a ajuda da equipe da ILM para um episódio da "Contos da Cripta" da HBO.

Mais recentemente, em 2012, o cantor de hip-hop, Tupac Shakur, foi trazido de volta à vida, via holograma, para uma atuação no Festival de Artes e Música de Coachella Valley, na Califórnia. E no ano passado, a equipe de efeitos especiais teve que trabalhar bastante para completar a atuação de Paul Walker no filme "Velozes e Furiosos 7", depois que o ator morreu no meio da produção do filme.

"Estamos fazendo pessoas "fotoreais" há algum tempo já em filmes, " disse Richard W. Taylor II, um membro da Associação dos Diretores e ex vice presidente da Sociedade de Efeitos Especiais. Taylor foi quem executou o desenho eletrônico conceitual no original "Tron" e em outros filmes antes deste.

"Foi quando estava chegando as simulações por computador e já se levantavam questões como "Temos que arranjar um empresário para eles?", disse ele.

O projeto atual de Taylor é uma nova tecnologia de realidade virtual sem necessidade de uso de artefato na cabeça, chamado de Eymerce, que vai permitir que o público interaja com humanos virtuais fotoreais em tempo real. Um dos parceiros da empresa é o show de tributo a celebridades "Legends in Concert", que atualmente precisa de imitadores de artistas de música, que se utilizaram de cirurgia plástica para se parecer com os músicos. A tecnologia pode levar esse fenômeno para um nível seguinte, onde um ator, que estudou os jeitos e maneirismos de uma pessoa famosa, consegue um efeito convincente, junto com a ajuda dos efeitos especiais.

Quando o assunto envolve uma celebridade falecida, surge o que se chamam de direitos de arena postmortem, nos quais o uso de forma lucrativa de um nome, aparência, imagem de pessoa famosa são decididos pelos seus herdeiros.

Essa tecnologia levanta todos os tipos de perguntas no segmento do cinema e TV: se um ator não quer participar da continuação de um filme, os produtores podem achar uma maneira de inclui-lo de qualquer modo? Exemplo: o modo como trouxeram de volta James Franco para filme "Planeta dos Macacos: O Confronto" ao reciclarem cenas apagadas do filme "Planeta dos Macacos: A Origem" ? Outro exemplo:  se o contrato de uma atriz a protege de filmar uma cena nua, poderia ser criado virtualmente a cena, usando-se dublê virtual?

Quanto aos mortos, o estado da Califórnia protege o direito de controle de como a imagem de um ator  ou atriz possa ser usada, depois da sua morte. A legislação, aprovada em 1984, estabelece que o direito post-mortem de publicidade é de até 50 anos após a morte do indivíduo. A lei foi uma resposta para um caso em que os herdeiros de Bela Lugosi não conseguiam evitar o uso da imagem dele de Drácula para fins comerciais. Depois da pressão da Associação dos Atores, a legislação estendeu o direito para até 70 anos.

A proteção cobre apenas os que morreram na Califórnia. No Reino Unido, onde Cushing viveu e faleceu, não se reconhece o direito de publicidade após a morte. Mesmo assim, a Lucasfilm certificou-se de obter a permissão de quem tomava conta da herança de Cushing, para poder usar sua imagem em Rogue One


Fonte: Variety

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Principais Filmes da 20th Century Fox para 2017

O estúdio 20th Century Fox divulgou seus títulos importantes para distribuição em 2017:  "A Cura", de Gore Verbinski (16/02); Logan, novo filme de Wolverine, do diretor James Mangold (02/03); a sequência de Prometheus, Prometheus 2, de Ridley Scott (11/05) e Planeta dos Macacos: A Guerra, de Matt Reeves (14/07). Essas são as datas programadas para estreia no Brasil.

Mais ainda não há detalhes sobre as continuações de Avatar.

É a segunda vez nesta temporada, depois da exibição pela Paramount de 30 minutos de seus filmes previstos em Nova York e Los Angeles, que um grande estúdio cutuca a mídia para oferecer uma olhadela em seus produtos futuros.

No caso da Fox, eles adularam bastante a imprensa, mostrando 42 minutos de Logan, clips e um trailer de Prometheus 2 (Alien: Covenant) e os primeiros 30 minutos de A Cura (A Cure for Wellness).



Devido a possíveis proibições de censura de seus filmes, o estúdio proibiu a revelação de qualquer ponto do enredo. A Fox rompeu o limite de idade "R-Rating" para o filme Deadpool com sucesso. O R-Rating equivale a filmes somente permitidos a menores de 17 anos, se forem acompanhados de adultos. Está claro que a Fox vai continuar nessa direção com Logan. Seria como se fosse o filme Wolverine do Papai: violento, estilo Charles Bronson e bastante próximo do limite. O último filme do X-Men foi entitulado Apocalypse, contudo, este filme do Logan realmente parece como o fim do mundo de Wolverine, ao ele cruzar o país, começando do Texas.

"Hugh (Jackman) não queria fazer o filme, a menos que pudéssemos fazer algo diferente. Nós tínhamos feito o último filme de Wolverine e tem aparecido um monte de filmes de super-heróis de gibis, e por mim, estou achando que está uma exaustão," disse o diretor James Mangold.

Assim, o diretor de filme de 2013 de Wolverine, aumentou sua aposta neste novo filme e lançou a proposta: "O que acham se fizéssemos a "Pequena Miss Sunshine" com os personagens da Marvel e com violência? E eles aceitaram."


"Nós fizemos um filme que não está preocupado em ficar abaixo do limite de idade, o R-Rating. Não é sobre violência e palavrões, nós fizemos um filme para adultos. Os faroestes são feitos para adultos, filmes de gangster são para adultos, não há razão para que esse gênero não seja também," complementou Mangold.

Dois clips e um novo trailer foram mostrado de Prometheus 2. O filme tem todo o estilo do primeiro Prometheus, de 2012, com o estilo bizantino de desenho de produção, voltando para o filme original de Ridley Scott. Ele introduziu os clips em vídeo, mas a atriz Katherine Waterson estava lá para dizer um pouco mais. Sim, seu personagem lembra a Ripley de Sigourney Weaver, mas não está claro pela narrativa se as duas são relacionadas. A atriz disse que a inspiração para o estilo tigelinha de corte de cabelo veio do seu colega Ezra Miller, ator do filme Animais Fantásticos e Onde Habitam. Waterson falou como Scott deu a ela e aos colegas atores, Michael Fassbender e Billy Crudup, liberdade de criação na parte sombria do filme. "Depois, nós íamos e mostrávamos a ele o que havíamos planejado e se ele não gostasse, nós mudaríamos," disse a atriz sobre o trabalho no filme.

Já, o filme Planeta dos Macacos: A Guerra teve um trio de clips; alguns exibiram a tela dividida com Andy Serkis e equipe em seus trajes especiais do lado esquerdo e, do lado direito, o filme pronto. Ele descreveu o filme como sendo semelhante ao Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola. 

Caesar, ou César, e um um grupo de macacos sobem o rio rumo às serras da Califórnia para procurar um perigoso líder de exército, interpretado por Woody Harrelson. Pelo caminho, eles pegam uma garota e um chipanzé de circo engraçado, feito por Steve Zahn. 

Três anos depois do último filme, Reeves explicou que a tecnologia avançou para que as cenas somente possíveis dentro do estúdio, pudessem ser feitas ao ar livre, algo que eles fizeram bastante nesta sequência de filme. O primeiro filme da série foi feito a maior parte dentro do estúdio, com algumas cenas externas. Agora, eles pode usar a tecnologia com cenas que incluem matas,paria e a neve das montanhas.

E por final, Gore Verbinski veio para mostrar os primeiros 30 minutos de A Cura (A Cure for Wellness). Depois de trabalhar em filmes como Piratas do Caribe, o diretor achou que esse filme foi uma experiência libertadora e descreveu que foi a "narrativa de um sonho". 
O filme mostra uma jovem e ambiciosa executiva que é enviada para trazer de volta o CEO da empresa de um "centro de cura" misterioso, em uma localidade remota nos Alpes Suíços, mas logo suspeita que os tratamentos miraculosos do spa não são o que parecem.

Disse Verbinski, "Nós somos fascinados por essa coisa na condição humana: Você nasce, você vai para a escola e você trabalha. E depois, somos atropelador por um ônibus. Para que tudo isso?"


O diretor mencionou que o desafio do filme agora fica diante do mercado de filmes e fazer com que as pessoas vão assistir. Não não estamos estabelecidos em um parque de diversões com brinquedos., Nós não temos planos de fazer uma sequência. É pedir bastante que as pessoas vão aos cinemas."




Fonte: Deadline 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Atriz de The Walking Dead será a Comandante de Star Trek: Discovery

Depois de uma exaustiva busca, a atriz Sonequa Martin-Green da série The Walking Dead foi escolhida como a protagonista na nova série Star Trek: Discovery, para a CBS.

O estúdio CBS, segundo a Deadline, fonte dessa matéria, declinou de se pronunciar sobre a escolha, mas fontes dizem que Martin-Green vai ainda continuar em The Walking Dead, onde ela interpreta Sasha Williams.
Não se sabe se esse novo papel pode lhe dar mais espaço para seu personagem na série de sucesso do canal AMC, onde qualquer um pode ser morto a qualquer momento.

Na série, Martin-Green vai ser a tenente comandante Rainsford, a quem o ex criador da série, Bryan Fuller, descreveu como um "heroina sensível". A ideia desde o começo era de encontrar uma atriz que não fosse caucasiana (ou melhor dizendo, branca) para o papel, que, depois de um longo processo, acabou na escolha de Martin-Green.

Já foram anunciados Doug Jones como Tenente Saru, um Oficial de Ciências da Frota. Anthony Rapp, como Tenente Stamets, um astromicologista, perito em fungos e Oficial de Ciências, Michelle Yeoh, como a Capitã Georgiou da Frota Estelar e Chris Obi, Shazad Latif e Mary Chieffo como os Klingons.

Star Trek: Discovery, que vai debutar na TV na CBS e aqui no Netflix em Maio de 2017, vai ter uma nova espaçonave, novos personagens e novas missões. 


Lista Completa dos Indicados ao SAG Awards



O anúncio das indicações do 23º SAG Awards foi feita nesta manhã de quarta-feira, no Pacific Design Center em Los Angeles.

O SAG, ou Screen Actors Guild,  é uma espécie de Associação dos Atores de Cinema e TV. Tem sido uma das maiores premiações  desde 1995. As indicações são feitas por dois comitês, uma para cinema e outro para a TV, cada um  contendo 2.100 membros, com nova seleção a cada ano, dentro do total de associados (165.000 em 2012) disponíveis para votar nos indicados. É considerado, assim como o Globo de Ouro, um indicativo de sucesso para o Oscar.

No ano passado, Spotlight (Spotlight: Segredos Revelados) ganhou na categoria Elenco em filme para cinema, pavimentando seu caminho para o prêmio de Melhor Filme no Oscar. O SAG também “acertou” na categoria Melhor Ator (Leonardo Di Caprio) e Melhor Atriz (Brie Larson).
A entrega dos prêmios será feita em 29 de janeiro, ao vivo, pela TNT.

Abaixo a lista completa dos indicados:

CINEMA

Melhor Ator Principal
CASEY AFFLECK – “MANCHESTER BY THE SEA”  (Manchester à Beira-Mar)
ANDREW GARFIELD – “HACKSAW RIDGE” (Até o Último Homem)
RYAN GOSLING – “LA LA LAND” (La La Land: Cantando Estações)
VIGGO MORTENSEN – “CAPTAIN FANTASTIC” (Capitão Fantástico)
DENZEL WASHINGTON  – “FENCES” 

Melhor Atriz Principal
AMY ADAMS – “ARRIVAL” (A Chegada)
EMILY BLUNT – “THE GIRL ON THE TRAIN” (A Garota no Trem)
NATALIE PORTMAN– “JACKIE” 
EMMA STONE – “LA LA LAND” 
Florence Foster Jenkins – “FLORENCE FOSTER JENKINS” (Florence: Quem é Essa Mulher?)

Melhor Ator Coadjuvante
MAHERSHALA ALI  – “MOONLIGHT” 
JEFF BRIDGES – “HELL OR HIGH WATER” (A Qualquer Custo)
HUGH GRANT – “FLORENCE FOSTER JENKINS” 
LUCAS HEDGES  – “MANCHESTER BY THE SEA”
DEV PATEL  – “LION”

Melhor Atriz Coadjuvante
VIOLA DAVIS  – “FENCES”
NAOMIE HARRIS  – “MOONLIGHT”
NICOLE KIDMAN  – “LION”
OCTAVIA SPENCER – “HIDDEN FIGURES” (Estrelas Além do Tempo)
MICHELLE WILLIAMS  – “MANCHESTER BY THE SEA”

Melhor Elenco em Filme para Cinema
CAPTAIN FANTASTIC

FENCES

HIDDEN FIGURES

MANCHESTER BY THE SEA 

MOONLIGHT 


PROGRAMAS DE TV

Melhor Ator em Filme de TV ou Minissérie
RIZ AHMED – “THE NIGHT OF” 
STERLING K. BROWN – “THE PEOPLE V. O.J. SIMPSON: AMERICAN CRIME STORY” (American Crime Story : O Povo versus O.J. Simpson)
BRYAN CRANSTON – “ALL THE WAY” (Até o Fim)
JOHN TURTURRO – “THE NIGHT OF” 
COURTNEY B. VANCE – “THE PEOPLE V. O.J. SIMPSON: AMERICAN CRIME STORY” 

Melhor Atriz em Filme de TV ou Minissérie
BRYCE DALLAS HOWARD – “BLACK MIRROR” 
FELICITY HUFFMAN – “AMERICAN CRIME” 
AUDRA McDONALD– “LADY DAY AT EMERSON’S BAR & GRILL” 
SARAH PAULSON – “THE PEOPLE V. O.J. SIMPSON: AMERICAN CRIME STORY”
KERRY WASHINGTON – “CONFIRMATION” (Confirmação)

Melhor Ator em Série Dramática
STERLING K. BROWN – “THIS IS US” 
PETER DINKLAGE – “GAME OF THRONES” 
JOHN LITHGOW “THE CROWN” 
RAMI MALEK – “MR. ROBOT” (Mr. Robot: Sociedade Hacker)
KEVIN SPACEY  – “HOUSE OF CARDS” 

Melhor Atriz em Série Dramática
MILLIE BOBBY BROWN  – “STRANGER THINGS” 
CLAIRE FOY  – “THE CROWN” 
THANDIE NEWTON– “WESTWORLD” 
WINONA RYDER  – “STRANGER THINGS” 
ROBIN WRIGHT  – “HOUSE OF CARDS” 

Melhor Ator em Série de Comédia
ANTHONY ANDERSON – “BLACK-ISH” 
TITUSS BURGESS – “UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT” 
TY BURRELL  – “MODERN FAMILY” (Família Moderna)
WILLIAM H. MACY  – “SHAMELESS” 
JEFFREY TAMBOR  – “TRANSPARENT” 

Melhor Atriz em Série de Comédia 
UZO ADUBA  – “ORANGE IS THE NEW BLACK” 
JANE FONDA – “GRACE AND FRANKIE” 
ELLIE KEMPER  – “UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT” 
JULIA LOUIS-DREYFUS  – “VEEP”
LILY TOMLIN  – “GRACE AND FRANKIE” 

Melhor Elenco em Série Dramática
THE CROWN 
DOWNTON ABBEY 
GAME OF THRONES 
STRANGER THINGS 
WESTWORLD

Melhor Elenco em Série de Comédia
BIG BANG THEORY 
BLACK-ISH 
MODERN FAMILY 
ORANGE IS THE NEW BLACK 
VEEP

Melhor Elenco de Stunts em Filmes para Cinema
“CAPTAIN AMERICA: CIVIL WAR”  (Capitão América: Guerra Civil)
“DOCTOR STRANGE”  (Doutor Estranho)
“HACKSAW RIDGE” 
“JASON BOURNE” 
“NOCTURNAL ANIMALS” (Animais Noturnos)

Melhor Elenco de Stunts para Séries de Comédia ou Drama
 “GAME OF THRONES”
“MARVEL’S DAREDEVIL”  (Demolidor)
“MARVEL’S LUKE CAGE”  (Luke Cage)
“THE WALKING DEAD” 
“WESTWORLD” 

Prêmio Especial pela Carreira 
LILY TOMLIN


Fonte: Deadline

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Esnobadas e Surpresas nas Indicações ao Globo de Ouro

De modo geral, fora as esnobadas e algumas surpresas, as indicações foram mais ou menos as esperadas.

La La Land: Cantando Estações teve 7 indicações, seguido de perto por Moonlight (seis) e Manchester à Beira Mar (cinco).
No lado da TV, O Povo versus O.J. Simpson continua sua marcha de triunfo com 5 indicações e The Night Manager (quatro).

Abaixo as 25 esnobadas e surpresas de acordo com a revista Variety:

Esnobada: Tom Hanks, “Sully: O Herói do Rio Hudson"
Pelo sua interpretação como o "Milagre do Hudson", o piloto Sully Sullenberger no drama de Clint Eastwood, Tom Hanks tem cadeira cativa nas indicações ao Oscar. Mas o Globo de Ouro, que já o indicou oito vezes, tirou ele da lista de Melhor Ator na categoria drama. Opinião do blogueiro: a interpretação de Tom para Sully é muito boa, mas o personagem não exige muito de Tom Hanks. Talvez tenha sido o modo como Clint dirigiu, que segundo Tom, trata os atores como cavalos (acho que no sentido figurado). Mas não acredito que a interpretação dele de Sully mereça uma indicação ao Globo de Ouro e nem ao Oscar.

Esnobada: “Finding Dory” - (Procurando Dory)
O filme de maior sucesso comercial do ano, com $486 milhões de dólares em bilheteria, não foi incluído na categoria de melhor animação. Em vez delem, o Globo de Ouro reconheceu dois outros filmes da Disney (Moana e Zootopia), "Sing" (Quem Canta, os Males Espanta), "Kubo and the Two Strings" (Kubo e as Cordas Mágicas) e finalmente o filme franco-suíço, "My life as a Zucchini."

Esnobada: “Silence” (Silêncio)
O drama de Martin Scorsese sobre padres jesuítas, que foi liberado tarde este ano, não teve uma indicação ao Globo. Nada para seu ator principal, Andrew Garfield, para diretor, roteiro ou trilha. Isso pode complicar um pouco as previsões de bilheteria do filme, a não ser que compense no Oscar ou outra premiação.

Esnobada: Taraji P. Henson, “Hidden Figures” (Estrelas Além do Tempo)
A atriz Henson não foi indicada, apesar de seu forte papel como uma matemática e cientista da Nasa nos anos 60.Na verdade, Henson foi esnobada duas vezes. A segunda foi pela série de TV "Empire", por seu papel como Cookie Lyon.A sua série também não teve nenhuma outra indicação.

Esnobada: Denzel Washington pela direção de "Fences”
Embora ele tenha ganho indicação pelo seu desempenho como Melhor Ator, ele ficou de fora da corrida para Diretor, pela sua adaptação do drama de August Wilson, ganhador do Prêmio Pulitzer.

Esnobada: Jake Gyllenhaal, “Animais Noturnos”
O que Jake tem que fazer para ganhar o amor dos votantes. Sua grande performance no drama de Tom Ford, deveria estar entre as primeiras listas do Oscar, mas de alguma forma não está. Apenas Tom Ford como Melhor Diretor.

Esnobada: Michael Shannon, “Animais Noturnos”
Como um xerife, que rouba as cenas, Shannon foi considerado uma aposta certa como melhor ator coadjuvante. Em vez dele, o Globo indicou outro ator colega, Aaron Taylor-Johnson.

Esnobada: Warren Beatty, “Rules Don’t Apply”
Beatty tentou uma indicação ao Globo de Ouro, mas não deu certo para seu primeiro papel na tela, desde 2001. Sua colega Lily Collins foi indicada como Melhor Atriz em Musical ou Comédia.

Esnobada: Lucas Hedges, “Manchester by the Sea”
(Manchester à Beira Mar)
Embora este filme seja um dos grandes indicados, com cinco, o Globo não indicou seu ator estreante (que faz o sobrinho de Casey Affleck) para a corrida de melhor ator coadjuvante. Mas ainda há chance no Oscar.


Esnobada: “Gilmore Girls: A Year in the Life” (Gilmore Girls: Um Ano para Recordar)
Os fãs adoraram o reencontro, mas obviamente não são elegíveis como votantes no Globo de Ouro, que tirou as Gilmore de todas as categorias.

Esnobada: Viola Davis, “How to Get Away With Murder”
Falaram que ela ganharia por seu desempenho em “Fences,” que pode ter ofuscado seu trabalho na série de TV. Pela primeira vez desde sua estreia, Davis não foi nomeada pela série, que aumenta suas apostas a cada temporada.

Esnobada: “Mr. Robot” (Mr. Robot: Sociedade Hacker)
O ganhador de Melhor Drama no ano passado foi alijado da categoria. Leia a frase de novo: Como é isso para um cérebro derretido, Sam Esmail?

Esnobada: “Narcos”
Outro favorito ao Globo, que acabou passando e a segunda temporada da série da Netflix foi deficiente também.

Esnobadas: “House of Cards” e “Orange is the New Black”
As séries originais da Netflix tiveram que dar passagem para uma nova geração de sucessos como Stranger Things com Winona Ryder tendo uma indicação surpresa e com The Crown de arremate.

Surpresa: Mel Gibson está oficialmente de volta
“Hacksaw Ridge” (Até o Último Homem) conseguiu três indicações ao Globo, colocando o Papai Noel Gibson na corrida para Melhor Diretor, tirando do gride de largada, Denis Villeneuve (A Chegada), Scorsese (Silêncio) e outros.

Surpresa: Aaron Taylor-Johnson, “Animais Noturnos”
A única indicação de atores para o filme "Animais Noturnos" não foi para Amy Adams, Gyllenhaal ou Shannon, e sim para Taylor-Johnson. 

Surpresa: Simon Helberg, “Florence: Quem é essa Mulher?”
Ninguém poderia ter acreditado que o Globo de Ouro iria escolher Florence como o filme para ter mais indicações de atores, mais do que, por exemplo, "Moonlight" ou "Manchester à Beira Mar". Helberg, que faz um professor de voz em um desempenho que não estava na lista de nenhuma premiação até aqui, teve uma indicação, assim como Meryl Streep e Hugh Grant.

Surpresa: Viggo Mortensen, “Capitão Fantástico”
Mortensen recebeu ótimas críticas por esse filme independente, onde ele faz um pai de seis crianças que vive em local desolado. Mas o filme não estava sendo considerado um grande competidor do Globo de Ouro este ano.

Surpresa: “Mozart in the Jungle”
Depois de ter ganho no ano passado estranhamente, a organização ainda o coloca em uma das cinco mais preciosas indicações. E este ano é uma dos melhores anos de comédias, por que não havia espaço para “Catastrophe,” “Silicon Valley ” ou “Better Things.”??

Surpresa: Nick Nolte, “Graves”
Apenas o Globo de Ouro iria indicar Nick Nolte pela sua presença agora na TV como um ex-presidente com segundas ideias, em "Graves." Engraçado, pode ser. Mas um dos cinco melhores? Nada disso.

Surpresa: “The Americans” 
É uma boa surpresa esse brilhante drama de espionagem. Os atores Keri Russell e Matthew Rhys mereceram muito as indicações.

Surpresa Issa Rae, “Insecure”
Sim, a série da HBO "Insecure" tem recebido boas críticas, mas o fato que o Globo de Ouro escolheu seu desempenho para indicar a Melhor Atriz é uma boa surpresa. Sua voz é límpida, engraçada e ela merece ser vista.

Surpresa: Sarah Jessica Parker, “Divorce”
Sua volta à HBO em uma comédia de meia hora tinha sido muito antecipada, mas não é tudo isso.
Mas jamais menospreze seu caso de amor com os Globos de Ouro. Essa já é a nona indicação dela, provando que eles nunca vão se divorciar dela.


Fonte: Variety

Lista de Indicações do 74º Globo de Ouro


A escolha dos indicados ao 74º Golden Globe foi feita nesta manhã, dando início à temporada de premiações, além da escolha de premiados do Critics´ Choice Awards de ontem.

A votação para os escolhidos vai até 4 de Janeiro. A cerimônia de entrega está estabelecida para 8 de Janeiro, Domingo, 8 da noite horário americano e 23 horas aqui no Brasil. Terá Jimmy Fallon como mestre de cerimônias.

Aqui vão os indicados


Melhor Filme - Drama

HACKSAW RIDGE
(Até o Último Homem)

HELL OR HIGH WATER
(A Qualquer Custo)

LION
(Lion)

MANCHESTER BY THE SEA
(Manchester à Beira Mar)

MOONLIGHT
(Moonlight)


Melhor Atriz - Filme - Drama

Amy Adams, ARRIVAL  (A Chegada)

Jessica Chastain, MISS SLOANE

Isabelle Huppert, ELLE

Ruth Negga, LOVING

Natalie Portman, JACKIE


Melhor Ator - Filme - Drama

Casey Affleck, MANCHESTER BY THE SEA

Joel Edgerton, LOVING

Andrew Garfield, HACKSAW RIDGE

Viggo Mortensen, CAPTAIN FANTASTIC (Capitão Fantástico)

Denzel Washington, FENCES


Melhor Filme - Musical ou Comédia

20TH CENTURY WOMEN
(20th Century Women)

DEADPOOL
(Deadpool)

FLORENCE FOSTER JENKINS
(Florence: Quem é essa mulher?)

LA LA LAND
(La La Land: Cantando Estações)

SING STREET
(Sing Street).


Melhor Atriz - Filme - Musical ou Comédia

Annette Bening, 20TH CENTURY WOMEN

Lily Collins, RULES DON’T APPLE

Hailee Steinfeld, THE EDGE OF SEVENTEEN

Emma Stone, LA LA LAND

Meryl Streep, FLORENCE FOSTER JENKINS


Melhor Ator - Filme - Drama

Rami Malek
Bob Odenkirk
Matthew Rhys
Liev Scrieibler
Billy Bob Thornton


Melhor Diretor - Filme

Damien Chazelle, 
Tom Ford
Mel Gibson
Barry Jenkins
Kenneth Lonergan


Melhor Série de TV – Drama

The Crown
Game Of Thrones
Stranger Things
This Is Us
Westworld


Melhor Ator em Série de TV - Musical ou Comédia

Anthony Anderson
Gael Garcia Bernal
Donald Glover
Nick Nolte
Jeffrey Tambor


Melhor Atriz em Série de TV - Drama

Caitriona Balfe
Claire Foy
Keri Russell
Winona Ryder
Evan Rachel Wood


Melhor Atriz  Coadjuvante em Filme

Viola Davis
Naomie Harris
Nicole Kidman
Octavia Spencer
Michelle Williams


Melhor Ator em Filme - Musical ou Comédia

Colin Farrell
Ryan Gosling
Hugh Grant
Jonah Hill
Ryan Reynolds


Melhor Canção Original - Filme

Can’t Stop The Feeling, Trolls
City Of Stars, La La Land
Faith, Sing (Quem Canta, seus Males Espanta)
Gold, Gold  (Ouro e Cobiça)
How Far I’ll Go, Moana


Melhor Ator em Minissérie ou Filme para a TV

Riz Ahmed, The Night Of
Bryan Cranston, All The Way (Até o Fim)
Tom Hiddleston, The Night Manager
John Turturro, The Night Of
Courtney B Vance, The People Vs OJ (O Povo versus O.J. Simpson)


Melhor Série de TV - Musical ou Comédia

Atlanta
Black-ish
Mozart In The Jungle
Transparent
Veep


Melhor Trilha Sonora - Filme

Moonlight
La La Land
Arrival
Lion
Hidden Figures (Estrelas Além do Tempo)


Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para a TV

Olivia Colman, The Night Manager
Lena Heady, Game Of Thrones
Chrissy Metz
Mandy Moore
Thandie Newton, Westworld


Melhor Filme de Animação

Kubo and the Two Strings (Kubo e as Cordas Mágicas)
Moana
My Life As A Zucchini
Sing
Zootopia


Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para a TV

Felicity Huffman, American Crime
Riley Keough
Sarah Paulson
Charlotte Rampling
Kerry Washington, Confirmation  (Confirmação)


Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para a TV

Sterling K Brown
Hugh Laurie
John Lithgow
Christian Slater
John Travolta


Melhor Filme Estrangeiro

Devine
Elle
Neruda
The Salesman (O Apartamento)
Toni Erdmann


Melhor Atriz em Série de TV - Musical ou Comédia

Rachel Bloom
Julia Louis-Dreyfus
Sarah Jessica Parker
Issa Rae
Gina Rodriguez
Tracee Ellis-Ross


Melhor Minissérie

American Crime
The Dresser (O Fiel Camareiro)
The Night Manager
The Night Of
The People V OJ

Melhor Roteiro Original

La La Land
Nocturnal Animals (Animais Noturnos)
Moonlight
Manchester By The Sea
Hell Or High Water


Fonte: Deadline