sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O Alquimista, de Paulo Coelho, vai virar filme finalmente


A TriStar deu um passo à frente para levar o livro de Paulo Coelho, O Alquimista, para as telas do cinema. A produtora comprou os direitos da The Weinstein Company (TWC) por 6,5 milhões de dólares. 

Os direitos já haviam sido adquiridos de Paulo Coelho por Lawrence Fishburne há vários anos e provavelmente este deve ter repassado direitos  à TWC.

Lawrence Fishburne ainda vai tocar a produção do projeto  junto com a PalmStar Media de Kevin Frakes e Hannah Minghella, presidente da TriStar. Lawrence afirmou que está animado agora por poder tocar finalmente esse projeto adiante, depois de tantos anos.

Frakes disse que livro de Paulo Coelho mudou a vida dele quando ele o leu pela primeira vez, vinte anos atrás. Disse que lhe deu coragem para se arriscar e ter confiança para buscar seu sonho.

O livro do brasileiro  vendeu 65 milhões de cópias em 56 línguas e tem o recorde mundial do Guinness como a obra mais traduzida de um ator vivo. A estória é sobre um jovem espanhol, que ruma em busca de um tesouro oculto dentro das pirâmides do Egito. 

O script mais recente é de John Fusco e Idris Elba chegou a ser cogitado uma vez para estrelar o filme.




Fonte: Deadline 



Johnny Depp poderá estar em novo remake de O Assassinato no Orient Express


Johnny Depp está em conversações para estar na nova versão de O Assassinato no Orient Express, da escritora Agatha Christie.

Já estão escalados Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley, Michael Pena e Judi Dench, como coadjuvantes. Kenneth Branagh, além de viver o detetive Hercule Poirot, será o diretor e co-produtor com Ridley Scott. Michael Green escreverá o script, baseado no romance de Agatha, de 1934.

O livro relata mais uma aventura do detetive Hercule Poirot. Aqui é uma intriga que começa quando um homem de negócios americano é assassinado a bordo do famoso trem expresso.

Depp será o personagem Ratchett, Pfeiffer será a Sra. Hubbard e Daysy Ridley será Mary Debenham. Já Judi Dench será a Princesa Dragomiroff e também terá a presença do conhecido ator Derek Jacobi, que será Masterman.,


A produção começa em Novembro em Londres.

Orient Express era um serviço de trem expresso, que fazia o percurso Londres-Paris-Constantinopla (hoje Istambul).

Veja mais sobre isso aqui no link da Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Expresso_do_Oriente



Fonte: Deadline e Wikipedia

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Michael Shannon e Benedict Cumberbatch viverão Edison e Westinghouse no cinema


Michael Shannon está escalado para viver George Westinghouse para a produção de The Current War (A Guerra da Corrente), uma estória baseada em fatos de como ele e seu rival Thomas Edison competiram para criar um sistema elétrico padrão para comercialização nos EUA do final do século 19.

Na verdade, a verdadeira estória que deveria ser escrita e filmada seria sobre o "duelo" entre Edison com sua corrente contínua (DC) e Nikola Tesla com sua corrente alternada (AC). Westinghouse tinha uma empresa e Tesla trabalhou para ele. Será uma pena se Tesla for novamente esquecido nessa estória. Há tanto material nesta época,que deveria ser feita uma série ou mini-série a respeito.
                                                                                                 
Edison será interpretado por Benedict Cumberbatch, que
parece ser o protagonista queridinho de todos no momento. Benedict seria mais fisicamente parecido com Westinghouse do que com o próprio Edison. Este último teimou até o fim de que seu sistema DC era o melhor, mas o futuro estaria no sistema AC.


Timur Bekmambetov (que dirigiu o último Ben Hur) será o produtor desse projeto junto com Steve Zaillian e Garrett Basch. 

A produtora Weinstein planeja começar a filmar no início de Dezembro deste ano, assim está buscando rapidamente atores para os papeis.

Há um outro projeto sobre o embate Edison-Westinghouse em curso. O filme se chama The Last Days of Night , Os Últimos Dias da Noite, escrito por Graham Moore e se baseia em seu próprio livro. Será dirigido por Morten Tyldum e Eddie Redmayne será o protagonista, interpretando o famoso advogado Paul Cravath, que é incumbido de defender Westinghouse depois que Edison ganha a corrida para certas patentes de invenção e processa seu rival pela soma de 1 bilhão de dólares. Edison não era tão bom velhinho como todos acreditam e o veem hoje.

Para maiores informações e muitos detalhes sobre aquele tempo de Edison, Westinghouse e Tesla, veja o livro The Life and Times of Nikola Tesla , de Marc Seifer.

https://www.amazon.com/Wizard-Times-Nikola-Biography-Genius/dp/0806539968/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1475168621&sr=1-1&keywords=the+life+and+times+of+nikola+tesla


Não há tradução deste livro aqui no Brasil, mas você pode conhecer mais sobre ele, lendo aqui:
http://www.umanovaera.com/conspiracoes/tesla.htm


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Molly Parker vai estar na nova série Perdidos no Espaço, em 2018


Molly Parker, de House of Cards, será a companheira feminina de Toby Stephens na nova série Perdidos no Espaço, conforme já postado aqui.

Está programada para estrear em 2018 apenas. Deve seguir totalmente ou em parte o que foi a série clássica de 1965, com a Família Robinson indo para espaço em busca de novos planetas habitáveis.  Stephens vai ser o Capitão Robinson, o chefe da família e comandante da expedição. Molly será Maureen Robinson. Já estão também alocados Maxwell Jenkins, que viverá Will Robinson e Taylor Russel como Judy. Ainda faltam dois personagens, Major Don West e Penny Robinson. Não se sabe se haverá um novo Dr. Smith.


Fonte: Deadline



terça-feira, 27 de setembro de 2016

O Agente da Uncle - Série Clássica - 1º Episódio da Temporada 1 - Episódio Piloto

Robert Vaughn, David McCallum e Leo G. Carroll
Um pouco de história sobre a UNCLE  (United Network Command for Law and Enforcement ou Rede Unida de Comando para o Cumprimento da Lei).

Norman Felton era um produtor de TV de sucesso no início dos anos 60. Sua empresa, a Arena Productions, ia muito bem com o sucesso da série Dr. Kildare e procurava novos projetos para TV, que já estava lotada de faroestes, séries de hospital e de policiais. Ele pensou que era hora de algo novo, algo como uma série de espionagem.


Em 19062, ele se aproximou de Ian Fleming, autor da série James Bond, com um conceito para a uma série de TV com um conceito um pouco tirado do filme Intriga Internacional de Hitchcock. A partir de aí, Fleming, escreveu um esboço de uma série (que os americanos lá de cima também chamam de show) com certas semelhanças com o seu James Bond. Ele deu uma série de sugestões, incluindo o nome do espião - Napoleon Solo. Ele também sugeria que o chefe de Solo tivesse uma secretária, tal como a Moneypenny de Bond e seu nome seria April Dancer.


Devido a problemas contratuais com os produtores dos filmes de James Bond, Fleming teve que se retirar do projeto e muitas de suas ideias tiveram que ser descartadas devidas à semelhança que havia com os filmes de Bond. O nome de Solo permaneceu. April Dancer foi reincarnada mais tarde com a série A Garota  da Uncle.

Felton trouxe Sam Rolfe para cuidar da produção. Ele tinha, em sua carreira, séries famosas como Have Gun will Travel (que o blog já publica alguns episódios) e Playhouse 90 (um série tipo de Além da Imaginação, mas nunca passada aqui no Brasil). Rolfe completou o personagem de Solo e criou um parceiro, Illya Kuryakin, além do chefe deles. Rolfe definiu a UNCLE como uma organização internacional devotada a manter a ordem no mundo, contudo não ligada a nenhum governo ou país.


Um aspecto de Intriga Internacional que Felton gostou foi a de que um personagem inocente (Cary Grant) é confundido com um espião e jogado na confusão de intriga e assassinato. Tanto ele como Rolfe decidiram que o envolvimento de um personagem inocente seria parte integral de cada episódio, dando ao público alguém com que poderia se identificar. No 1º episódio (O Caso Vulcan) que iremos dispor para baixar aqui no blog, mostra uma dona de casa comum envolvida na estória.


Um outro aspecto do show e que seria visto desde o começo era de o herói seria uma pessoa comum, não aquela figura alta e muscular de todas os faroestes da TV.  Felton queria um tipo Cary Grant para ser o Napoleon Solo. Ele escolheu Robert Vaughn, que tinha estado na série de TV  O Tenente (por sinal idealizada por Gene Roddenberry). Robert já havia estrelado um filme de peso, Sete Homens e um Destino de 1960, recentemente refilmado com Denzel Washington.

Rolfe também teve a ideia de ter um agente russo na organização (quem diria em plena Guerra Fria) a fim de dar a ela um verdadeiro sabor internacional. David McCallum, um ator britânico, que interpretou Judas no filme A Maior História de Todos os Tempos, foi selecionado para ser o Kuryakin.

O piloto da série. ou episódio 1 da temporada 1, foi filmado em 1963 e com o assassinato de Kennedy, a produção teve que ser paralisada por um tempo.

Rolfe dizia que o piloto foi seu episódio favorito da série. O enredo envolve um industriário, chamado Andrew Vulcan, que está negociando construir uma fábrica em um país africano emergente. A UNCLE acredita que Vulcan tem ligações com uma organização criminosa chamada WASP (mais tarde trocada por THRUSH) e que ele vai assassinar o primeiro ministro desse país, quando ele visitar a fábrica de Vulcan. Solo ( conhecido apenas como Mr. Solo, não Napoleon, no piloto) é enviado para recrutar ex-namorada de Fulton para se aproximar dele. A mulher, uma dona de casa comum é transformada em uma viúva rica e glamurosa.

O piloto foi filmado em P&B e em cores, porque Felton esperava ter o ok da NBC para prosseguir com a série em cores. A rede, no entanto, insistiu que fosse P&B a fim de economizar dinheiro, um grande erro de julgamento. A série começou a sair colorida na 2ª temporada. A maioria dos fãs hoje concordam que os episódios da 1ª temporada foram os melhores de todos. Por isso, que esse blog vai postar 3 a 4 episódios dessa 1ª temporada.


O chefe de Solo e Kuryakin no início da série seria interpretado por Will Kuluva, depois substituído por outro ator, Leo G, Carroll.

Aí aconteceu um fato interessante, na verdade o maior erro de comunicação de toda a série. Um executivo da NBC, depois de ver o piloto, disse a Felton para se livrar do personagem com o nome K. Felton achou que ele queria dizer o Kuluva, mas o executivo na verdade quis dizer o Kuryakin. O executivo não achava que o público americano iria engolir um agente russo no lado do bem. Será que não seria aquele mesmo executivo da NBC que pediu o cancelamento da série Jornada nas Estrelas alguns anos mais tarde?

O que significa o nome UNCLE foi falado acima. E a sigla THRUSH ?  Segundo um dos escritores das estórias em livro da série, David McDaniel , sugeriu "The Technological Hierarchy for the Removal of Undesirables and the Subjugation of Humanity". Que pode ser traduzido como Hierarquia Tecnológica para a Remoção de Indesejáveis e a Subjugação da Humanidade. 


O tema musical da série foi criado por Jerry Goldsmith, embora outros compositores tenham criado mais alguns temas.

Veja abaixo um vídeo com o tema musical :



Segue link para baixar o episódio:
https://1drv.ms/v/s!AjMUR7SXEhT_jBw659K3yiubDdeo

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Filme "Silêncio" de Martin Scorsese vai ficar para Dezembro 2016

Garfield e Martin Scorsese
A Paramount deve colocar o filme Silêncio de Martin Scorsese para exibição em Dezembro deste ano, com uma possibilidade de ser puxado para Janeiro 2017. Sabe-se que Martin gostaria de cortar um pouco a extensão do filme, que chega a 3 horas de duração. Este será o 3º filme dele com a Paramount, desde o Lobo de Wall Street e A Invenção de Hugo Cabret.

Silêncio ou Silence no original, tem sido um dos sonhos de Scorsese há bastante tempo. É uma adaptação do livro do mesmo nome de Shusaku Endo. O livro se situa no século 17 e conta a estória de dois jesuítas portugueses que vão ao Japão para encontrar o padre Cristóvão Ferreira (o mentor deles). Os governantes do Japão dessa época não admitiam a cristianização do seu povo, embora as pessoas comuns aceitassem. Os padres ouvem dizer que seu mentor possa tenha cometido apostasia, como outros padres que já haviam sido pegos pelos samurais. Eles não conseguem admitir que ele tenha feito isso e seguem à sua procura. Liam Neeson interpreta esse padre Cristóvão Ferreira que eles procuram. No livro, ele aparece mais da metade para a frente. O começo fica nos esforços do desembarque dos padres na ilha e na luta pela busca de Liam. Quem interpreta esses dois padres são Andrew Garfield (Padre Rodrigues) e Adam Driver (Padre Garrpe). Ainda há a participação pequena de Ciaran Hinds (como Padre Valignano).

Vamos ver como Martin se saiu nessa adaptação. Se ele extraiu o conteúdo do livro de acordo com sua reconhecida capacidade, poderemos ter um grande filme e um certamente um candidato ao Oscar de 2017.


Fonte: Deadline


sábado, 24 de setembro de 2016

Em breve episódios selecionados de O Agente da UNCLE e de Mary Tyler Moore


Duas da melhores séries de TV: O Agente da UNCLE




e Mary Tyler Moore. Respectivamente da década de 60 e 70.
Escolhi alguns dos melhores episódios e trarei aos seguidores desse blog em breve. Estão em fase de correção de legendas. Fica como homenagem à atriz Mary Tyler Moore e a Robert Vaughn e David McCallum, que ainda estão vivos.

Legendas online, quase sempre, contêm vários erros e precisam ser revisadas completamente.

Essas séries dubladas, assim como muitas outras, estão guardadas em algum lugar, que ninguém sabe onde e parece que não querem mostrar ao público novamente.

Um dos canais de séries e filmes clássicos, o TCM, exibe alguma coisa, mas é sempre muito repetitivo e passa o que eles querem e não o que o público desejaria ou poderia escolher.

Problemas de direitos de exibição atrapalham bastante, mas ainda vai aparecer um canal como o Netflix, onde você escolheria o que quer ver. Poderia ser um Netflix Classic ou algo assim.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Magnun P.I. pode ter uma sequência, agora com a sua filha


Uma série famosa dos anos 80 poderá estar de volta. A ABC quer trazer de volta o Magnun P.I. (Private Investigator - Detetive Particular), com uma sequência feminina.

O projeto está sendo levado à frente por John Roger (produtor da série Leverage da TNT)  e Eva Longoria com sua empresa UnbeliEVAble Entertainment. 

Será no mesmo estilo da série clássica, mas com a protagonista sendo a filha de Magnum, Lily  "Tommy" Magnum, que volta ao Havaí para assumir a empresa de investigações do pai. Ela e sua turma de amigos misturam o ambiente das praias tropicais com o crime internacional e espionagem.

A Universal TV, que detém os direitos da série original, será o estúdio.

Magnum P.I. criada por Donald Belisario e Glen Larson, estreou em 1980 e teve oito temporadas pela CBS. A sua filha, Lily, apareceu em 4 episódios, fora educada pela mãe e pelo segundo pai. Mais tarde, a filha voltou para Magnun no final da série, que prometeu dar um lar estável para ela.

Ainda não se sabe quem poderia interpretar a Lily. Será que a própria Eva Longoria? De qualquer maneira, terá que ser alguém carismático, para que a série funcione.


Fonte: Deadline Hollywood

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Y: O Último Homem - Uma nova série dos produtores de American Crime Story.


Os produtores Nina Jacobson e Brad Simpson de O Povo versus O. J. Simpson do The American Crime Story, ganhador de 5 Emmys este ano, vão produzir uma série baseado na "graphic novel", ou história em quadrinhos, de Brian K. Vaughan e Pia Guerra (Brian como o escritor e Pia como a desenhista), chamada  Y: The Last Man (Y: O Último
Homem
, no Brasil). Será para a FX Productions ou Canal FX.

Conforme a Wikipedia, o enredo é o seguinte:

No verão de 2002 nosso planeta foi atingido por uma praga de origem desconhecida que matou todos os mamíferos com o cromossomo Y, incluindo fetos desenvolvidos e até mesmo esperma. Referida como "generocídio", a praga rápida e instantaneamente exterminou 48% da população mundial, aproximadamente 2,9 bilhões de homens. Dois mamíferos machos sobreviveram. Um deles é um jovem ilusionista do Brooklyn chamado Yorick Brown. O outro é o seu animal de estimação, um macaco capuchinho chamado Ampersand.
A sociedade é então lançada no caos quando as suas infraestruturas colapsam e as mulheres sobreviventes tentam lidar com a perda dos homens, e com a sua "culpa de sobreviventes" e o conhecimento de que a humanidade está fadada à extinção. Vaughan descreve meticulosamente a sociedade que emerge desse caos, desde a conversão do fálico Monumento de Washington num monumento em memória aos homens mortos, até a gênese das fanáticas Filhas das Amazonas, que acreditam que a Mãe Natureza se limpou da "aberração" do cromossomo Y.

Durante a sua jornada, Yorick e os seus amigos descobrem como a sociedade lidou com as consequências da peste. Entretanto, muitas das mulheres que eles encontram têm segundas intenções com relação a Yorick.

Apesar do tema da série ser sério, Y: The Last Man também é notório por seu humor. Yorick, particularmente, é fonte de máximas, apesar de outros personagens também terem seus momentos.

Veja mais sobre Brian Vaughan aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Brian_K._Vaughan


Fonte: Deadline





 


Paladino, Episódio 1 da 2ª Temporada (1958)

Aqui está mais um episódio de Paladino (Have Gun Will Travel). Desta vez, é o episódio 1 da 2ª temporada, com o nome de The Man Hunter, ou O Caçador de Homens.

Paladino é contratado para procurar o assassino fugitivo Jimmy Dawes. Na busca, acaba tendo que matá-lo. Quando devolve o corpo, Paladino terá que encarar a má vontade do xerife da cidade e a ira dos irmãos de Jimmy.

Episódio de Setembro de 1958.  Com 26 minutos de duração. Participação especial de Martin Balsam.

Vejam duas fotos sobre o episódio. Uma da parte inicial
do episódio com Paladino aqui ao lado com o fiel amigo e mensageiro do Hotel Carlton, Hey Boy. 
Hey Boy apareceu em todas as temporadas, com exceção apenas da quarta, onde apareceu a Hey Girl. Paladino morava nesse hotel de São Francisco.


E a outra foto, abaixo, da parte final, onde Paladino resolve a situação com os irmãos do assassino.



Segue link para download do episódio:

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Novo Perdidos no Espaço a ser produzido pela Netflix para 2018


Da mesma forma que a CBS está filmando a nova Star Trek: Discovery, a Netflix vai produzir uma nova versão de ficção científica de Lost in Space (Perdidos no Espaço).

Toby Stephens
Será um remake da clássica série de 1965 de Irwin Allen. Já se sabe que Toby Stephens (filho de Maggie Smith) será o Capitão Robinson e Maxwell Jenkins (Sense8) será Will, o filho mais novo de Robinson. Taylor Russell será Judy, a filha mais velha. Toby está atualmente indo para a quarta e final temporada de Black Sails. 

O enredo da série original, localizada no tempo a 3 décadas no futuro (1997), era uma tentativa dos Estados Unidos em colonizar o espaço enviando uma família, os Robinsons, em uma viagem de 5 anos e meio para outro planeta habitável. Mas um agente do inimigo, Dr. Zachary Smith, sabota a missão, fazendo com que a nave saia fora de curso e se perca no espaço.

A Perdidos no Espaço de 1965 concorria com a Star Trek de Roddenberry na época. Enquanto essa última foi uma série de ficção científica ipsis litteris, Perdidos no Espaço acabou indo para o lado juvenil, se concentrando muito em Smith, Will e o Robô, deixando de lado um astro famoso de Zorro, Guy Williams, como simples coadjuvante. Fato esse que chateou bastante Guy, conforme sua biografia.

Resta saber como será o "motor" dessa nova série, que está programada apenas para 2018, Nessa época, Star Trek: Discovery estará em sua 2ª temporada.



Fonte: Deadline




Maggie Smith, ganhadora do Emmy 2016, responde ao apresentador Jimmy Kimmel


Maggie Smith ganhou seu terceiro Emmy por atriz coadjuvante no Emmy desta semana pelo seu papel de Violet em Downton Abbey. Ela levou uma crítica do apresentador Jimmy Kimmel. Ele observou que era a nona indicação para Maggie e a nova vez em que ela esteve ausente da cerimônia. Ele perguntou: "O que está errado conosco? Por que continuamos a indicar essa mulher? " Quando Smith ganhou o prêmio desta vez, ele entrou no palco, pegou o Emmy e disse: "Se quiser ele, vai ter procurar nos Achados & Perdidos."

Maggie respondeu hoje via twitter da PBS Masterpiece, dizendo: "Eu estou ao mesmo tempo surpresa e agradecida por ganhar o prêmio. Acho que o Emmy tem sido por demais generoso comigo. Se o Sr. Kimmel pudesse me indicar onde fica o escritório de achados e perdidos, vou tentar ir no próximo voo. Com amor de a Velha Maggie."
Essa penúltima frase se refere à sugestão de Kimmel que ela pegasse o próximo voo e trouxesse seu traseiro de condessa aqui nos Estados Unidos.

Um pouco de exagero de Jimmy Kimmel (quem é ele ainda para falar da Maggie?). Poderia ter caçoado com mais classe.
A Maggie não deve gostar de ficar atravessando o oceano.

Veja imagem dela com sua fala em inglês, traduzida acima.



Fonte: Deadline

Passengers com Jennifer Lawrence e Chris Pratt em Dezembro 2016



Jennifer e Chris
Antes do que se espera ser um grande lançamento de Natal da Sony Pictures, segue um trailer do filme Passengers , ou Passageiros (o título nacional deve acrescentar algo mais a Passageiros). Nada a ver com o filme de 2008 com Anne Hathaway. Neste é uma filme de ficção científica com duas das maiores estrelas do momento: Jennifer Lawrence e Chris Pratt. Filme é do diretor Morten Tyldum, o mesmo de Jogo da Imitação.

O enredo do filme acontece em uma espaçonave, transportando milhares de pessoas para um planeta colônia distante e que estão em suspensão animada. A viagem se torna perigosa quando Jim e Aurora (Pratt e Jennifer) acordam da suspensão 90 anos antes dos demais. Enquanto procuram pelo defeito, eles se apaixonam, é claro. A nave entra em situação crítica  e os dois acabam sabendo por que foram misteriosamente acordados. 

Pelo trailer, a produção é muito artesanal e dizem que custos foram aproximadamente $100 milhões de dólares.

Anteriormente, estavam envolvidos Keanu Reeves e Rachel McAdams assim como Brian Kirk (Game of Thrones). Antes ainda, esperava-se que Reese Whiterspoon interpretasse a protagonista feminina.

O trailer parece muito bom. Mas como se diz na gíria futebolística, treino é treino, jogo é jogo. Aqui, trailer é trailer, filme é filme.

Trailer abaixo:


Fonte: Deadline

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ganhadores do Emmy 2016


O Emmy premia várias categorias da TV, mas as principais foram as seguintes ontem à noite:


1. Melhor ator coadjuvante em Série de Comédia: Louie Anderson como Christine Baskets, Baskets (FX)

2. Melhor roteiro para uma Série de comédia: Master Of None, Aziz Ansari e Alan Yang.

3. Melhor atriz coadjuvante para Série de comédia: Saturday Night Live, Kate McKinnon 

4. Melhor direção para Série de comédia: Transparent, Jill Soloway

5.  Melhor atriz protagonista em Série de comédia : Veep, Julia Louis-Dreyfus como Selina Meyer  (Ganhou Emmy por 5 vezes seguidas)

6.  Melhor ator protagonista em série de comédia – Transparent, Jeffrey Tambor como Maura Pfefferman

7.  Melhor Programa de Reality: The Voice

8.  Melhor roteiro para Mini-Série: The People vs. O.J. Simpson: American Crime Story • Marcia, Marcia, Marcia, D.V. DeVincentis

9. Melhor direção para Mini-série: The Night Manager, Susanne Bier 

10. Melhor ator coadjuvante para Mini-série ou filme:The People vs. O.J. Simpson: American Crime Story, Sterling K. Brown como Christopher Darden 

11. Melhor atriz protagonista em Mini-série ou filme: The People vs. O.J. Simpson: American Crime Story, Sarah Paulson como Marcia Clark

12.  Melhor ator protagonista em Mini-série ou filme: The People vs. O.J. Simpson: American Crime Story, Courtney B. Vance como Johnnie Cochran

13. Melhor Mini-Série:  The People vs. O.J. Simpson: American Crime Story, FX Networks

14. Melhor roteiro para Série Drama : Game Of Thrones, Batalha dos Bastardos, David Benioff e D.B. Weiss

15. Melhor atriz coadjuvante em Série Drama: Downton Abbey, Maggie Smith como Violet, Condessa de Grantham

16. Melhor direção para Série Drama: Game Of Thrones, Batalha dos Bastardos, Miguel Sapochnik

17. Melhor ator coadjuvante em Série Drama: Bloodline, Ben Mendelsohn como Danny Rayburn

18. Melhor ator protagonista em Série Drama – Mr. Robot, Rami Malek como Elliot

19. Melhor atriz protagonista em Série Drama: Orphan Black, Tatiana Maslany como Sarah, Alison, Cosima, Helena, Rachel, M.K., Krystal

20. Melhor Comédia: Veep 

21. Melhor Drama: Game Of Thrones 


O recorde de prêmios foi quebrado. O que era de Fraser, agora pertence a Game of Thrones para uma série. 38 Emmys.

domingo, 18 de setembro de 2016

La La Land ganha Prêmio de Escolha Popular no Festival de Toronto

Ryan Gosling e Emma Stone

O filme La La Land, que aqui no Brasil vai se chamar La La Land - Cantando Estações, ganhou o Prêmio de Escolha no 41º Festival Internacional de Filmes de Toronto, o que costuma ser uma previsão de que pode ser o favorito ao Oscar em 2017.

Ganhadores desse prêmio incluem os filmes que ganharam posteriormente o Oscar de  Melhor Filme: o 12 Anos de Escravidão, o Discurso do Rei, Quem quer sere Milionário, Beleza Americana e lá atrás em 1981 com Carruagens de Fogo.

O segundo colocado foi Lion e o terceiro Queen of Katwe

Definitivamente um favorito para ganhar este prêmio, La La Land obteve ótimas críticas em Veneza e Toronto. O musical de Damien Chazelle, estrelando Emma Stone e Ryan Gosling é considerado já como um dos maiores concorrentes na corrida ao Oscar do próximo ano e, com esse prêmio, as chances aumentam.  

No Brasil, o filme deve estrelar na segunda semana de Janeiro de 2017.

Veja o trailer abaixo:



Fonte: Deadline



Bill Finger - Co-Criador de Batman e Imagem do novo Batman- Liga da Justiça

Santos Relógios, Batman !  Hoje é o Dia do Batman, 17 de setembro.

Enquanto o mundo paga tributo ao Cavaleiro Negro, o diretor Zack Snyder, do próximo filme do Batman, Liga da Justiça, liberou uma imagem em seu Twitter, que é ícone do super herói: a de J. K. Simmons, como Comissário Gordon.


Veja imagem abaixo. O casaco e o chapéu remetem aos
anos 40, embora não tão anacrônicos como no Batman de 1989 de Tim Burton. É claro que teremos que esperar por uma tomada mais de perto para ver se as medidas do bigode de Simmons vão se equivaler ao alto padrão estabelecido pelos atores que já desempenharam o comodoro, Pat Hingle e Gary Oldman.


2016 não somente marca o aniversário da publicação do gibi Detective Comics nº 27, a primeira aparição do Batman. É também o primeiro ano em que o escritor Bill Finger, que criou Batman junto com Bob Kane, está sendo dado crédito oficial em toda a DC Comics. Finger foi responsável por grande parte do que hoje é considerado essencial ao personagem. Entre as suas criações e co-criações estão o Coringa, Pinguim, Duas Caras, Cara de Barro, Charada e Homem Calendário. Ele
Bill Finger e a Dupla Dinâmica
também contribuiu no lado heroico, com a icônica capa e capuz (Kane aparentemente criou uma roupa vermelha). E também as habilidades investigativas de Batman, o nome Bruce Wayne e a arquitetura de Gotham City. Assim como o nome Robin e seu passado de trabalhador de circo.


Ah, ele também inventou o Comissário Gordon e o Bat Sinal.

Apesar de tudo isso, Kane era mais esperto do que quaisquer de seus colaboradores e assegurou para si o crédito de ter inventado o Cruzado Embuçado. Finger, por sua vez, trabalhava em relativa obscuridade, desvalorizado e tratado mal pela DC Comics, que o despediu nos anos 60 juntamente com outros da criação pelo simples motivo de pedir o benefício de plano de saúde. Ele morreu em 1974 sem ter obtido crédito pelas suas contribuições a uma da maiores vacas leiteiras da DC.

A injustiça ficou assim até 2014, quando o livro de Marc Tyler Nobleman, Bill o Menino Prodígio: O Segredo do Co-Criador do Batman, elevou Finger da obscuridade. No ano passado, DC e a Warner Bros. finalmente anunciaram que, começando com Batman vs. Superman, Finger seria listado com o criador de todos as obras relacionadas a Batman;

Fonte: Deadline

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Edward Albee falece aos 88 anos - Autor de ‘Quem tem medo de Virgínia Woolf?’

Edward Albee, dramaturgo por detrás de algumas das mais importantes e pioneiras obras do teatro americano e cuja obra "Quem tem medo de Virgínia Woolf?" foi esnobada pelo comitê do Prêmio Pulitzer.

Nascido em Washington, D.C. em 1928, Albee foi adotado por Rex Albee, filho de Edward Franklin Albee II, fundador da companhia Keith-Albee-Orpheum, que foi assumida por Joseph P. Kennedy, depois vendida para a RCA e transformada no estúdio de cinema RKO.

Albee teve uma infância difícil, como depois ele recordaria, divergindo muito dos seus pais adotivos, que segundo ele, desaprovavam sua ambição de se tornar um escritor, em vez de um homem de negócios. Expulso de vários escolas secundárias, antes de receber um diploma do 2º grau. Albee passou um ano no Trinity College antes de ser expulso. Ele se mudou para Greenwich Village em Nova York logo depois, onde ele arrumou vários trabalhos, enquanto aprendia a escrever peças.

Com sua carreira de mais de 50 anos, Albee pôs à frente a arte do teatro americano com suas sinceras análises da condição humana, e mais de uma vez cortejou a controvérsia pelos francos diálogos e temas que desafiavam as morais tradicionais. Seu primeira peça, The Zoo Story, veio em 1958 e ganhou um Prêmio Obie em 1960. Mas suas próximas peças foram polarizantes e frequentemente
criticadas negativamente por adotar o Teatro do Absurdo.

Contudo, a reputação e carreira de Albee foram asseguradas em 1962 com a estréia de "Quem tem medo de Virgínia Woolf? Foi uma sensação de imediato. Woolf ganhou o Tony como melhor peça, assim como o de melhor ator e atriz em 1963. Depois, foi selecionado para o Prêmio Pulitzer de 1963 por peça dramática. Albee foi verdadeiramente roubado dessa honra, pois o comitê do Pulitzer objetou sua peça pelo seu conteúdo de profanidades e sexo. Nesse ano, acabou não havendo prêmio para drama.

Burton e Elizabeth  em primeiro plano
Mas isso não afetou a grande aclamação da peça. Depois, foi adaptada para o cinema por Mike Nichols em 1966, recebendo várias nomeações ao Oscar, sendo que Elizabeh Taylor ganhou de melhor atriz e Sandy Dennis como atriz coadjuvante, além de outros.

Mais adiante, Albee ganhou três Prêmios Pulitzer por drama com A Delicate Balance (1967), Seascape (1975) e Three Tall Women (1994). Ele ainda receberia mais dois Tonys com The Goat or Who is Sylvia? como melhor peça de 2002, e ele mesmo recebendo em 2005 um Tony especial pela sua obra.

Albee também quebrou barreiras ao se declarar abertamente que era gay, desde muito cedo em sua vida. Seu parceiro de longa data, o escultor Jonathan Thomas, morreu em 2005.




Fonte: Deadline 

Betty Midler em Hello, Dolly! na Broadway em 2017

Betty Midler em foto de janeiro de 2016
Betty Midler vai estrelar a versão 2017 do musical "Hello, Dolly!" na Broadway. Será dirigido por Jerry Zaks e produzido por Scott Rudin.

Midles, que mostrou toda a sua força no sucesso da Broadway "I´ll eat you last" em 2013, vai interpretar o papel de Dolly Levi, feito por Carolm Channing na Broadway em 1964 e depois por Barbra Streisand no filme de 1969. 

O musical, com canções de Jerry Herman ("A Gaiola das Loucas", "Mame") e libreto de Michael Stewart, será dirigido pelo veterano da Broadway, Jerry Zaks, de "Seis Degraus de Separação", "Guys and Dolls". E coreografado por Warren Carlyle ("After midnight" e o que vai estrear, "She loves me"), com uma inclinação no trabalho do diretor-coreógrafo original, Gower Champion. 

Betty, que queria interpretar Dolly há anos, parece uma candidata natural para a protagonista cômica do musical e isso pode atrair muitos fãs de musicais. O novo musical deve estrear em Abril de 2017.

Betty vai completar 71 anos de idade em dezembro de 2016. Ganhadora de vários prêmios, entre eles, Golden Globe, Emmy e Grammy.



Fonte: Variety





quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Hand of God da Amazon acaba na 2ª Temporada

Dana Delany e Ron Perlman

A série Hand of God, produzida pela Amazon, não será renovada para a 3ª temporada.

Segundo declaração da Amazon, a linha da estória será encerrada ao final da 2ª temporada.

Criada por Ben Watkins, Hand of God centraliza no juiz Pernell Harris (Ron Perlman), que sofre um colapso nervoso e sai em busca do homem que destruiu sua família, confiando em "visões" que ele acredita serem enviadas por Deus, através de seu filho.


Fonte: Deadline



Star Trek : Discovery - Estreia adiada para Maio 2017


Segundo Nellie Andreeva do site Deadline, a esperada série de ficção científica Star Trek: Discovery, cuja estreia estava marcada para Janeiro de 2017, foi adiada para Maio.

A mudança foi pedida pela equipe de produção da série, pois querem mais tempo para pré-produção, filmagem e pós-produção. O compromisso dos produtos é com a qualidade do produto final e uma estreia antecipada poderia ser alvo de críticas.

Eles possuem já 3 scripts completos e estão prontos com o planejamento de toda a 1ª temporada, que deve ter 13 episódios.

A série vai debutar o canal de streaming da CBS nos EUA. 

A Netflix tem direitos de transmissão para 188 países.

Certamente, o Brasil estará entre eles.

sábado, 10 de setembro de 2016

Entrevista com Mel Gibson sobre Hacksaw Ridge e outros filmes



Depois de uma década de ausência, Mel Gibson voltou à direção com o filme Hacksaw Ridge, que podemos literalmente traduzir como Montanha ou Morro do Serrote, mas certamente terá um título mais dramático aqui no Brasil. O filme recebeu uma ovação de 10 minutos na première do filme no Festival de Veneza, com críticas muito boas.

Andrew Garfield como Desmond Doss
Andrew Garfield (que, em breve, também vai aparecer no filme Silêncio de Martin
Scorcese, como um padre missionário português no Japão) interpreta o soldado Desmond Doss, um soldado condecorado na 2ª Guerra Mundial, que se recusava a matar e a carregar uma arma. Ela era Adventista.
 
Depois dos episódios de comentários antissemitas, proferidos por um dia de bebedeira e daí sendo colocado de lado pela indústria do cinema, Gibson parece estar de volta ao seu lugar na mesa. Sua habilidade como cineasta, desde a sua transição de super astro a diretor jamais esteve em discussão, mas já faz 10 anos que ele dirigiu Apocalypto, vinte e um anos desde Coração Valente, quando ganhou Oscar de melhor diretor e filme e há 14 anos desde que a Paixão de Cristo se tornou o filme independente que mais faturou em todos os tempos.


Gibson é entrevistado longamente pelo site Deadline. Seguem alguns pedaços dessa longa entrevista.


Depois de 10 anos longe da direção, o que significou para você, quando o filme Hacksaw Ridge obteve uma ovação de pé por 10 minutos, nesse último fim de semana?

GIBSON: Fiquei muito contente pela recepção em Veneza. Poder compartilhar com o elenco foi muito especial, pois é esforço de colaboração de cada pessoa e equipe que contribuíram com esse aplauso. Não faço filmes para a elite, assim ter essa grande audiência na sala de exibição e na reação que provocou, foi muito gratificante para dizer o mínimo.


Já tinha levado algum filme antes para Veneza?

GIBSON: Acho que foi um dos filmes de Mad Max. Eu me lembro de que encontrei o Kevin Costner no Lido e fomos andar de bicicleta. Nós descobrimos uma que não estava presa com corrente e nós a emprestamos. Ele pedalava e eu na cestinha da bicicleta, como no filme ET. Deve ter parecido tão idiota, mas conversamos bastante sobre filmes e outras coisas. Está aí uma pessoa que gostaria de ver dirigir novamente.


Os filmes que dirigiu como Coração Valente e Apocalypto, tinham protagonistas que se engajavam em violência. Desmond Doss, nesse filme Hacksaw Ridge,  é o extremo oposto. O que te despertou na história desse soldado?

Mel Gibson em Coração Valente
 GIBSON: Foi o que me impressionou mais do que tudo. Ele não carregava uma arma, nunca deu um tiro e acreditava que era errado matar sob qualquer circunstância. Mas ele tinha coragem de ir para o pior lugar que você possa imaginar e firme em suas convicções, armado com nada mais que a pura fé. E ele não fez apenas na decisão de um momento. Ele fez e fez várias vezes. Ele o fez também em batalhas diferentes também.  Em locais como Guam e nas Filipinas, ele sempre se arrastava em direção ao inimigo para buscar os companheiros feridos. Eles diziam para ele não ir, mas ele era do tipo que se alguém está com problema lá na frente, eu tenho que busca-los. E ia busca-los e sem levar uma arma. Ele era convicto de seus princípios em relação a armas, mesmo frente às piores condições. Foi pior na vida real do que eu retratei no filme.


Você o mostra sendo surrado nos alojamentos dos soldados.

GIBSON: Foi pior que aquilo. Ele foi discriminado mais do que eu filmei. Ele sofreu bastante. Muitos amigos não sabiam que ele podia aguentar aquilo. Ele era duro.


Como foi para buscar fundos para um filme de guerra, onde o herói não toca uma arma?

GIBSON: Não foi difícil, porque o produtor, Bill Mechanic, já está nessa lida há 15 anos. Sabia que o famoso produtor Hall Wallis tentou obter os direitos para essa história nos anos 40. Até mandaram o ator Audie Murphy (que também foi veterano e condecorado na guerra) para conversar com Desmond Doss para ver se ele conseguia convencê-lo a dar a eles os direitos para o filme. Ele disse que não estava à venda. Ele era um fazendeiro. Plantava vegetais. Nunca tinha ido ao cinema


O que fez ele mudar de ideia?

GIBSON: Eu acho que, nos últimos anos de sua vida, os membros da sua congregação apelaram para que ele realmente contasse sua história, pois seria inspiradora para outras pessoas. Quando ele acabou falando sobre seu tempo na guerra, isso acabou levando outros médicos a fazerem o mesmo em batalhas, por causa da inspiração em Desmond. Assim, ele pensou que seria um modo de falar sobre convicções, fé e coragem. Ele não se via como um herói, mas as pessoas como ele não se veem como heróis. Ele não queria contar bravatas sobre isso ou mesmo falar muito sobre isso, mas no final, os anciões da congregação dele insistiram para que ele desse os direitos. Ele disse, talvez quando eu morrer. Eles fizeram um documentário sobre ele.


Isso fez a narrativa ser possível?

GIBSON: Sim. Ele confiou os direitos vitalícios para os membros da sua igreja. Depois, Bob Mechanic foi ter com eles e disse: “Olha, vocês me passam os direitos e eu prometo que farei a coisa certa”. Nós mostramos a todos eles, ao Conselho de Desmond Doss dos Adventistas do Sétimo dia. Eles aprovaram.


Não foi o Bob Mechanic o executivo que deu a Fox os direitos internacionais de Coração Valente, ajudando assim o filme a ser possível?

GIBSON: Exato. Ele ofereceu a parte internacional. Não se diz mais estrangeiro. Se diz internacional.


Até Coração Valente foi difícil de bancar?

GIBSON: Nada deste tipo de coisa é fácil. Nunca é. Eu quero dizer que as pessoas olham depois que é muito bom, mas muitas vezes não parece tão bom na ideia inicial. Neste filme, Bill gastou 15 anos do seu tempo. Ele até me mandou o script por duas vezes antes. Eu passei para frente nessas duas vezes.


 É incomum para você voltar atrás após uma negativa?

GIBSON: Bom, eu fiz isso com Coração Valente. Passei adiante. Até gostei e achei que talvez. Por uma razão ou outra. Depois, foi como aconteceu com este filme. As coisas começam a aparecer de novo e você agora começa a visualizar como seria. Eles não ofereceram Coração Valente para eu dirigir. Eles me ofereceram para atuar nele.


Eles queriam que você interpretasse William Wallace.

GIBSON: Isso. Mas depois eu comecei a visualizar o filme, muito. Pensei como seria legal fazê-lo. Você tem algumas ideias de cenas na cabeça e visualiza o que você queria ver. Dois anos depois, eu tinha acabado um filme e alguém disse: o que quer fazer agora? Tem um roteiro que eu li um tempo atrás, passei para frente, mas eu gostei dele. Essa pessoa disse do que se tratava. Descrevi a estória toda para ele de memória, mas disse a ele das ideias da minha cabeça. Ele depois leu o script e disse que era muito bom, mas o que eu disse era diferente. Aí, eu li de novo e pensei: eu tenho que fazer isso. E assim foi.


Em Hacksaw Ridge há uma evolução no filme até a batalha do título, mas as cenas de guerra são tão estonteantes e desorientadoras, como pode ser lembrado das cenas de praia do filme O Resgate do Soldado Ryan. Como você fez isso com $40 milhões?

GIBSON: Tem que trabalhar com um doido. Todos são bons no seu trabalho e fazem tudo com menos e você usa alguns atalhos. Há coisas que eu queria fazer, mas não fiz.


Como quais?

GIBSON: Bom, você estava dizendo como foi intenso. Eu queria entrar nisso mais. Levaria mais tempo que dinheiro. Tinha algumas ideias que eram realmente malucas. Investigar a área entre o homem e a bala. Apenas entrar nisso. Mas seria bastante visual, você entende que é realista e faz as devidas edições. Mas muito mais poderia levar para um extremo perigoso.


Quem está se interessando pelo filme?

GIBSON: Experimentamos duas vezes e acho que todo mundo gostou. As mulheres gostaram mais do que os homens.


Por quê?

GIBSON: Acho que devido ao aspecto do romance e a garota, interpretada por Teresa Palmer. Acho que as mulheres são, como seres humanos, mais afetivas. Assim, você vê um homem fazendo aquilo que eu acho que sensibiliza a pessoa. Eu quero dizer que a maioria das mulheres se torna mãe em algum ponto. Elas estão sendo afetivas. Esse personagem era tão afetivo como uma mãe. Assim, eu acho que toca as mulheres.


Você foi para a Austrália para produzir esse filme por 40 milhões? Quando foi a última vez que filmou lá? Mad Max?

GIBSON: Sim, foi quando eu tinha 28 anos, são 30 anos atrás. Me senti bem em ir para lá fazer o filme. Tivemos algumas vantagens por ser um filme totalmente australiano. Todos os atores são australianos, exceto Andrew e Vince Vaughn. Assim, a produção é de um filme australiano, mas uma história americana, que é meio incomum. 



Você fez Apocalypto por cerca de $30 milhões?

GIBSON: Um pouco mais que isso.


O que você acha quando lê que todos esses grandes filmes por aí ultimamente que chegam a custar $200 milhões ou mais? Tem que ser tão caro?

GIBSON: Acredito que não. Eu olho para eles e coço minha cabeça. Ficou realmente perplexo. Acho que há muito desperdício, mas talvez se eu fizesse algumas dessas coisas com as telas verdes (para efeito especial) eu pensaria diferente. Não sei. Talvez eles custem muito mesmo. Não sei. Me parece que você poderia fazê-los por menos dinheiro.


Se tiver sucesso, a recompensa será enorme, mas você tem que ganhar muito dinheiro para empatar com os custos.

GIBSON: O jogo é esse, não é?


Mas um bom jogo?

GIBSON: Bem, eu quero dizer que se estiver gastando montanhas de dinheiro, $180 milhões ou mais, não sei como dar todo o retorno depois que o Leão pega o imposto e depois que você dá metade para os exibidores. Quanto eles gastaram com Batman vs. Super-Homem e que admitem?


Eu diria $250 milhões. Depois, você tem o marketing.

GIBSON: E é um monte de m..da.


Não foi muito divertido.

GIBSON: Não me interesso pelo tema. Sabe qual a diferença entre os verdadeiros super-heróis e os dos gibis? Os verdadeiros super-heróis não usavam spandex (elastano, que os atores usam nas roupas dos super-heróis.). Assim, eu não sei. Spandex deve custar muito.


O campo de batalha do seu filme foi terrível. Da mesma forma com Coração Valente, que pareceu passar adiante o estilo de outras tantas batalhas medievais, incluindo O Senhor dos Anéis e Game of Thrones. No filme agora, é diferente, com tiros de armas e explosivos. Qual o grande desafio de fazer esse tipo de cenas épicas de batalhas?

GIBSON: Deve se manter a segurança, mas ao mesmo tempo fazer parecer tudo incrivelmente insano e verdadeiro. Uma concentração de tiros e explosivos fazendo parecer real e não machucar ninguém. Tem um pouco de efeitos especiais, mas a maioria da pirotecnia está lá e os explosivos são reais. Quando você vê os soldados terem suas pernas despedaçadas, é real. Eles têm aparelhos agora em que você anda por eles e eles explodem. Coisa de louco. Eu vi outros filmes de guerra e há muito poucas explosões, porque elas são reais e perigosas. As coisas que usamos, você as vê estourando assustadoramente. Pessoas pegando fogo. Isso já se fazia, mas eles estão melhorando bastante com as vestes de neoprene que eles usam. Toda aquela pirotecnia é real. Os japoneses a chamavam de chuva de aço.


Essa foi a estratégia de batalha?

GIBSON: A chuva de aço. Ela vem de ambos os lados. Eles chamavam de chuva de aço e foi o primeiro uso real de napalm. Assim, quando eles estavam jogando nos soldados a gasolina, foi bastante ruim. Eles tinham que usar por causa das cavernas e o material subterrâneo e se tornou uma arma muito temida. A logística de se filmar isso com todo o tiroteio, com as explosões, com os lança-chamas, a intensidade da batalha, eu acho, entra tudo nisso. E eu me matei para colocar tudo isso, em 59 dias. Quase 30 disso foram em combate.


Você fez filmes com diretores australianos, como George Miller e Peter Weir. Você pensava em dirigir quando ainda era jovem e trabalhava com essas pessoas?

GIBSON: Ah, sim, eu absorvia tudo. George é um doutor e ele tinha a persona do Einstein, quando ele ia a lugares onde costumava ir como o mesmo terno oito vezes, assim ele não tinha que pensar no que ele iria vestir. Ele é um pouco excêntrico, mas é um cara legal. A melhor coisa sobre ele é que é generoso. Eu fazia um monte de perguntas. O que estamos fazendo aqui? Ele parava e explicava porque ele adora o processo e adora compartilhar. Assim com um cara desses, eu aproveitava tudo como uma esponja. Eu tinha 22 anos e só absorvendo. Trabalhei com ele três vezes e sempre fazia perguntas. Depois, é claro que trabalhei com Peter Weir. Cineastas completamente diferentes.


Gallipoli, O Ano em que vivemos perigosamente.

GIBSON: Há algo etéreo sobre ele. Ambos são excelentes diretores, mas são tão diferentes, que significou algo para mim. Não há maneira de alcançar a excelência. Ele era também muito generoso em suas explicações e descrições. Suas explicações não eram matemáticas, elas eram mais espirituais. Foi muito interessante. Essas são as pessoas com que aprendi quando era jovem. Como você pode fazer algo melhor que esses dois caras? Todos com quem trabalhei depois, foi o mesmo. Eu estava sendo querendo entender o que faziam e perguntava um monte de coisas. Richard Donner era fantástico. Ele sempre se denegria. Sou apenas um policial de trânsito era o que ele dizia. Mas ele era muito brilhante. Ele conhece a estrutura. Ele sabe como filmar algo. Ele sabe como fazer engraçado. Ele sabe como levar adiante e manter a energia.


Então você aprendeu com eles, mas que salto, hein, depois de Um Homem sem Face até Coração Valente, depois Apocalypto e agora  Hacksaw Ridge.

GIBSON: Eu queria mostrar às pessoas coisas que nunca viram antes, coisas que eu queria ver e pensava que poderia conseguir. Eu achava que se conseguisse chegar à metade, já seria bom.


John Wayne em Iwo Jima
Quais os filmes de guerra que te marcaram?

GIBSON: Eu gosto de Iwo Jima- O Portal da Glória (Sands of Iwo Jima, 1949). E você já viu um filme chamado Um Punhado de Bravos (Objective Burma, 1945) ?


Não.

Errol Flynn à esquerda em Um Punhado de Bravos
GIBSON: Eu adoro esse filme e como lida com a guerra no Pacífico, em tentar ver por que ocorreu. As coisas eram bastante censuradas naquele tempo e você não podia mostrar muitas coisas terríveis, mas era que meio sugerido. Raoul Walsh dirigiu o filme com o Errol Flynn atuando. Ele salta de paraquedas em Burma (hoje Birmânia ou Myanmar, ao lado da Tailândia), com a esperança de destruir uma importante base de radar. A missão é um sucesso, mas o grupo alcança a faixa de terra onde eles esperavam encontrar aviões prontos para voa-los de volta à segurança. Raoul foi um dos grandes diretores. Ele usava um tapa olho, como um pirata. Walsh fez ótimos filmes.


Andrew Garfield é mais conhecido por Homem Aranha, mas mostrou uma empatia no filme Rapaz A (de 2007). O que fez o colocar no seu radar?

GIBSON: A primeira vez que vi Andrew foi em A Rede Social. Eu me lembro de que ele teve uma parcela menor no filme, mas foi bastante verdadeiro e podia dizer as coisas com os olhos, que acho muito interessante. Ele é muito bom ator. A tela é realmente o seu meio. Ele não é musculoso, apenas um homem comum. Ele parece com o tipo físico de Desmond Doss. A única coisa é que ele parece mais jovem do que é e acho que ele tem o benefício de ter mais anos de sobra para alguns papeis.


Por que você não interpretou o pai dele? Eu me lembro de que você interpretou William Wallace apenas porque você precisava, para que fosse financiado. Você não poderia fazer com o ator de sua escolha, Jason Patric. Não esteve tentado aqui em fazer um papel grande?

GIBSON: Não. Não estive, logo que vi o Hugo Weaving. Achei ele ótimo. Ele se tornou óbvio para o papel. Se tiver alguém como Hugo, você tem que usar esse cara. Não posso fazer o que ele sabe fazer.
Hugo Weaving (2º da esquerda para direita, Mel Gibson e Vince Vaughn

Você pensa no elenco quando dirigi, dizendo, Eu vou fazer esse papel se não achar o cara certo?

 GIBSON: Mais ou menos. Eu não quero, porque quando está em algo e você também dirigi, no final da filmagem, você vai estar em uma camisa de força e internado. Porque a carga de trabalho é imensa. Depois de Coração Valente, eu não conseguia falar com ninguém por um mês. Isso, depois de 105 dias de filmagem. Eu estava acabado. Praticamente anestesiado na sala de edição.


Por que tanto tempo longe atrás das câmeras?

GIBSON: Quer que fale a verdade?


Claro.

GIBSON: Não sei se quero isso publicado. Você saber por quê.


Gostaria de saber mais sobre o que atrapalhou sua habilidade de dirigir. Não acho que vi um filme melhor no ano em que saiu Apocalypto. Acho que as pessoas não o olharam com atenção, mas foi um filme muito interessante. E dez anos se passaram.

GIBSON: Fiquei extremamente orgulhoso desse filme e da recepção que ele ainda tem até hoje.


Você vai trabalhar com Sean Penn no filme O Professor e o Louco. Como foi que você chegou a esse papel?

GIBSON: Na verdade, foi um livro que foi trazido a nós pelo Luc Besson, que disse que o inglês não era a primeira língua dele e esse filme é sobre a língua inglesa. Eu li o livro e parecia ser um assunto árido, a criação do dicionário de inglês Oxford. Mas eu comecei a ler  e não consegui parar. Depois, você fica sabendo da verdadeira compilação do maior compêndio já feito por uma língua. Ninguém tem um dicionário como Oxford. Levou 70 anos para completar, porque não havia computadores. (VIDE POST SOBRE ESSE FILME NESTE BLOG)


Um grande contribuinte do dicionário estava confinado em uma instituição mental. Sean Penn vai interpretá-lo?

GIBSON: Ele era americano. A coisa interessante sobre o Dicionário de Oxford é que as duas pessoas que mais contribuíram com ele não eram ingleses. Um era um escocês, chamado Dr. James Murray, que era um autodidata. Ele sabia grego e latim e sabia as raízes e origem das palavras. Oxford o contratou para essa tarefa gigantesca de fazer esse livro sobre a língua inglesa, que tinha sido tentado algumas vezes por diferentes pessoas em outros séculos. Samuel Johnson foi um.


A mensagem desse filme é que a distância entre a genialidade e a loucura é da espessura de uma navalha?

GIBSON: É bastante correto. James Murray foi quem recebeu a incumbência, mas o homem que o ajudou mais, foi uma pessoa com quem ele correspondia, um médico de um asilo de loucos. Murray ficou curioso em saber como uma pessoa, que trabalhava como um médico nessa instituição, poderia ter tempo para ler tanto e contribuir com tanto até mesmo a silabação das palavras, a pronúncia, a etimologia, as origens. Aí então, ele vai visita-lo e descobre que ele não é um médico trabalhando no lugar. Ele é um dos internados. Ele foi colocado na instituição por ser criminalmente insano. Ele foi um tipo extraordinário. Ele foi cirurgião na Guerra Civil e amputava as pernas dos soldados. Ele deve ter visto tantas coisas ruins que provocou problemas em sua cabeça. Uma ocasião, ele achava que alguém estava entrando na sua casa uma noite, pegou seu revólver do exército, saiu na neblina da noite e atirou na primeira pessoa que ele viu, achando que fosse alguma pessoa perigosa. Era apenas o homem do carvão. Aí, ele percebeu que tinha feito a coisa errada e se arrependeu. No final, decidiram que ele era louco e o colocaram nesse sanatório. Ele finalmente saiu quando já era velho. Essas duas pessoas formaram um grande amizade e uma história muito interessante. Sean Penn sempre gostou da ideia do filme e conversamos a respeito várias vezes. 


E sobre o épico Viking?

GIBSON: Ainda está por aí. Randall Wallace e eu já escrevemos. Ele vai sair em breve.


Você realmente vê uma sequência para A Paixão de Cristo?

GIBSON:  É algo sobre o que começamos a conversar. Uma espécie de sequência, que começa na Ressureição, mas salta para antes disso, de volta do Velho Testamento. O Velho Testamento é a pré-figuração de tudo e o Novo, você pode correlacioná-los de uma maneira inteligente.


O que mais tem de material que lhe interessou?

GIBSON: Há um para a TV, The Barbary Coast. É uma estória escrita por uma pessoa chamada Herbert Asbury lá nos anos 30, sobre a cidade de São Francisco no tempo da corrida do ouro. No lugar que era o México e depois de repente não é México mais e então o ouro foi descoberto. Começa daí e vai até o terremoto de 1906. É uma estória extraordinária. Eles a chamavam de Barbary Coast (Costa dos Bárbaros) porque era cheia de piratas, crimes, gangsters e ganância.


Você está trabalhando junto com Kurt Russell?

GIBSON: Kurt, a Kate Hudson, o filho de Kurt, Wyatt, e Oliver Hudson. Eu estava falando com o meu gerente, Rick Nicita, a respeito desse livro obscuro que eu li e que daria um bom filme. Ele disse que o Kurt havia falado com ele sobre isso. Os filhos dele trouxeram o livro para ele e disse por que vocês dois não se juntam. Eu trabalhei com o Kurt em Conspiração Tequila (Tequila Sunrise, 1988), quando éramos novinhos. A TV tem se tornado um veículo diferente e muito emocionante. A maneira de contar uma história como a de Alexandre o Grande é pela televisão, porque é muito grande para duas horas de filme. Há muitas estórias como essa.


Você tem outras grandes estórias como a dos Macabeus: você vai leva-las para esse formato?

GIBSON: Bem, inicialmente com esse livro, eu estava pensando em um aspecto do livro que daria um bom filme e ainda posso fazer isso. Mas a estória toda é gigante e o melhor modo de levá-la ao ar é pela TV. Nós não temos ainda uma rede de TV por trás, mas vamos escrever e vou dirigir alguns delas, talvez nem todas elas. Tem outros bons diretores por aí. Sobre os Macabeus, eu ainda vou fazer também. É como o caso do Viking, está sendo incubado. É a melhor estória do Velho Testamento. Como um western, mas a 175 antes de Cristo.


O filme Viking parece muito ambicioso, também.

GIBSON: Bem, ninguém ainda viu. Eu o vejo. 


Bem, eles não viram Paixão também...

GIBSON: Ou Apocalypto. Houve uma época em que costumava colocar o bolso em meu próprio bolso, mas não estou fazendo isso mais, porque você pode se queimar facilmente. Você pode ter um filme de sucesso e ter todos os cinemas expondo o filme depois de uma semana, que aconteceu com Apocalypto. Nas palavras de um velho e sábio contador, DOP. O que é isso? Dinheiro de outras pessoas. Não é tão lucrativo se você tiver sucesso, mas você consegue fazer e não precisa voltar a pé para casa.


Quando olha em retrospecto para esses filmes, como por exemplo, The Bounty (Rebelião em Alto Mar, 1984), você tem boa lembrança?

GIBSON: Foi muito difícil.


Hopkins como Bligh e Mel como Fletcher Christian
Roger Donaldson tinha um grande elenco: Daniel Day-Lewis, Liam Neeson, Laurence Olivier e Anthony Hopkins.

GIBSON: Foi excelente. Eu era novo, 27 anos e interpretava o Fletcher Christian. Foi um pouco estranho, mas foi um bom filme. Se você tem uma escolha de uma direção em um filme, eu acho que a melhor coisa foi o que Tony Hopkins fez. Ele interpretou o Capitão Bligh com toda a honestidade e meio que exonerou Bligh de toda a culpa. Bligh não era um cara ruim.


Ele acabou ficando na estória como vilão.

GIBSON: Na verdade, Fletcher Christian era um tipo de vilão. Eu quero dizer que não se coloca pessoas à deriva em um pequeno barco no oceano para morrer, como ele fez. Não havia uma razão suficientemente boa. Bligh e outros membros da tripulação não tinham feito nada que merecesse esse tratamento. O que eles estavam tentando fazer era tornar o Christian como o jovem, romântico e herói e ao mesmo exonerar Bligh, mas não se podia fazer ambas as coisas. Eu acho que teria sido mais interessante mudar a estória completamente para tornar Fletcher Christian o vilão da estória, porque essa era a verdade. Ele era uma espécie de vilão. Bligh fez algo de extraordinário. Uma viagem pelo mar aberto sem uma bússola e encontrou o caminho para onde pretendia ir. É um fato inigualável da marinha até hoje. Ele só tinha um defeito que era ser um cara muito perfeccionista e era duro demais com os homens, que não chegavam ao seu padrão. Assim, a tripulação acumulou um grande ressentimento em relação a ele, porque ele os repreendia. Mas ela era o capitão e ele foi vilipendiando nas estórias.


FIM